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sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Caso Mércia: polícia prepara reconstituição

Polícia isola represa no interior de SP para simulação do caso Mércia

Acesso ao local é díficil, mas curiosos tentam acompanhar simulação.
Dois irmãos de Mizael e o irmão de Mércia foram ao local.
Policiais civis fortemente armados e em três veículos chegaram por volta das 18h desta sexta-feira (17) à represa de Nazaré Paulista, no interior de São Paulo, onde deverá ser realizada a reconstituição da morte da advogada Mércia Nakashima.

A primeira providência dos policiais foi isolar o local, que fica no pé de um morro e termina na represa. O acesso ao local é difícil, pelo fato de ser uma estradinha de terra íngreme e de terreno irregular.

Um grande número de curiosos, moradores da região, já se encontrava no local. No entanto, ninguém pôde acompanhar os trabalhos da perícia.

Por volta das 18h45, três carros da Polícia Científica também chegaram ao ponto onde deverá ser feita a simulação da morte de Mércia. Neste horário, muitas nuvens encobriam o céu, e não era possível identificar estrelas nem a lua.

Mizael Bispo de Souza é o principal acusado de matar a ex-namorada. Para o advogado dele, Samir Haddad Jr. a reconstituição ajudará a provar a inocência do policial militar aposentado.

Dois irmãos de Mizael acompanham os trabalhos da polícia. Márcio Nakashima, irmão de Mércia, também foi ao local.

G1

terça-feira, 17 de agosto de 2010

MP quer indiciar Mizael e Evandro por ocultação de cadáver de Mércia

O Ministério Público de São Paulo entrou nesta segunda-feira com um recurso ao Tribunal de Justiça do estado para incluir no inquérito da morte da advogada Mércia Nakashima o crime de ocultação de cadáver. A Justiça tinha rejeitado a acusação contra o policial aposentado e advogado Mizael Bispo de Souza e o vigia Evandro Bezerra da Silva, principais acusados do assassinato.

O TJ considerou que o crime de homicídio absorveria a ocultação de cadáver. O promotor de Justiça Rodrigo Merli Antunes, responsável pelo caso, afirma que o interesse dos acusados também era esconder o corpo da advogada, para a realização de "um crime perfeito, a não ser descoberto por qualquer pessoa".

Mizael e Evandro foram acusados pelo assassinato de Mércia, ex-namorada de Mizael, mas respondem em liberdade após habeas corpus concedido pela desembargadora Angélica de Almeida no início do mês. A advogada foi morta em 23 de maio em Guarulhos (SP) e teve o corpo encontrado em 11 de junho, dentro de seu carro em uma represa da cidade vizinha de Nazaré Paulista.

Fonte: SDRZ

domingo, 25 de julho de 2010

Caso Mércia. 'Éramos um casal muito feliz', diz Mizael


Suspeito pela morte de ex-namorada concede entrevista.
Para ele, Mércia pode ter sido morta para atingi-lo.

“Éramos um casal muito feliz, perfeito. A gente era muito apegado um com outro, a gente viajava muito. A gente tinha uma vida muito boa”. É assim que Mizael Bispo de Souza define seu relacionamento com a advogada Mércia Nakashima, que desapareceu no dia 23 de maio, em Guarulhos, na Grande São Paulo, e depois teve o corpo encontrado em Nazaré Paulista, no interior do estado. Mizael concedeu uma entrevista exclusiva ao G1nesta sexta-feira (23). A reportagem teve acesso ao escritório e à casa do principal suspeito pela morte da advogada. Ele nega o crime.
Na entrevista ao repórter Kleber Tomaz, Mizael falou sobre seu relacionamento com a família de Mércia. Segundo ele, o contato era esporádico e encontrava objeção do irmão de Mércia, Márcio Nakashima. Segundo ele, Márcio teria, inclusive, passado o telefone da irmã para que alguns amigos pudessem assediá-la.

“Quando eu conheci a Mércia, ficamos namorando uns meses escondidos. Ela tinha medo da reação do irmão [Márcio]. Quando veio a público, ela morava num condomínio com ele, ele tratou de expulsá-la de lá. Ela veio morar com a irmã, num apartamento do pai. Daí para a frente, ele ficou quase quatro anos sem falar com ela, porque ela namorava comigo”, conta Mizael.
Mizael afirma que tem passado dias difíceis, mas quem tem encontrado suporte em sua família. Ele é pai de uma menina de 9 anos. “Tem sido difícil para mim, embora tenho buscado muita força, em primeiro lugar, em Deus e na minha família. Mas realmente não tem sido fácil trabalhar, muito menos andar pelas ruas”. No dia a dia, ele tem usado um colete à prova de balas para se proteger de ameaças recebidas.
“O que aconteceu com a Mércia, às vezes eu paro e penso: será que não era para ter acontecido comigo? Será que alguém não queria era eu e não conseguia chegar até mim e foi atacar diretamente a ela porque sabia que iria sobrar para mim?”, cogita.
Mizael afirma que se for decretada sua prisão pela Justiça após concluído o inquérito pela Polícia Civil de São Paulo, irá se entregar. “Se for decretada a prisão, eu vou cumprir e entraremos depois com todos os recursos possíveis”, diz. Quando chegou a ter a prisão temporária decretada pela Justiça, há quase duas semanas, Mizael não se entregou e chegou a ser considerado foragido.
Na entrevista, ele afirma que seu sonho atual é se livrar das acusações e espera que a justiça seja feita. “Sonho? Me livrar dessas acusações para poder tocar a minha vida e continuar fazendo sempre o que eu fiz, que é viver, ajudar as pessoas, educar minha filha.”.
Quando perguntado se ele teria algum motivo para matar Mércia, ele nega veementemente. “Nenhum. Jamais.”

Fonte: G1

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Delegado diz ter nova prova de que vigia foi à represa onde Mércia sumiu


Polícia diz que ele deixou cena do crime e se deparou com carro da PM.
Vigia diz que foi submetido a tortura para falar sobre crime.

O delegado responsável pelas investigações sobre a morte da advogada Mércia Nakashima, Antônio de Olim, revelou nesta segunda-feira (19) que existe uma nova prova da participação do vigia Evandro Bezerra da Silva no crime.
"Ele esteve na cena do crime e dá de cara com uma viatura da Polícia Militar, que estava fazendo uma abordagem por causa de um acidente de trânsito. Já confirmou até o horário. Eu vou relatar, vou mandar para a Justiça e acabou", afirmou o delegado.
Silva afirmou em carta ao G1 ter sido torturado em Sergipe para acusar Mizael pelo crime. Para a polícia, a denúncia de tortura faz parte da estratégia da defesa.
O vigia contou, por escrito, como foi torturado para acusar Mizael. Ele disse que colocaram um saco plástico na cabeça dele, jogaram água na cara e puseram o saco de novo. E que quando quisesse falar, era pra bater o pé. "Não aguentei!", escreveu Silva, que foi preso há dez dias em Canindé de São Francisco.
Ele contou que acabou falando que havia buscado Mizael na represa de Nazaré Paulista no dia em que Mércia desapareceu. O carro e o corpo dela foram encontrados depois no mesmo local.
Ao deixar o Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa nesta segunda o vigia reafirmou que foi agredido. Segundo o delegado que cuida do caso, Evandro informou no depoimento desta segunda-feira que não vai mais falar e só se pronunciará diante de um juiz.
A polícia aguarda o resultado em uma perícia que compara a terra encontrada nos sapatos de Mizael com a da represa onde Mércia sumiu. O material recolhido da sola dos sapatos de Mizael foi levado para o Laboratório do Instituto de Criminalística de São Paulo.
Em um microscópio, os peritos analisaram os cristais presentes na terra, e compararam com os encontrados no sapato do suspeito. As cores dos cristais misturados à terra são uma maneira de diferenciar um solo de outro. Por exemplo, a terra da represa tem cristais de cores diferentes daqueles encontrados na região onde Mizael mora, em Guarulhos. Isso porque a condição do solo, o ambiente externo e a localização interferem na formação desses cristais.
Para os parentes da vítima, que eram contra o relacionamento entre Mércia e Mizael, o que importa é esclarecer o crime.
Fonte: G1

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Caso Mércia. Ex queria ocultar corpo, diz vigia em depoimento

Ex queria esconder corpo de Mércia, diz vigia em depoimento à polícia
'Sei onde colocar. Ninguém vai achar', teria dito Mizael, segundo Evandro.
Polícia quer pedir prisão preventiva dos dois suspeitos de matar advogada.


Depois de matar a advogada Mércia Nakashima, o ex-namorado dela, o também advogado e policial militar aposentado Mizael Bispo de Souza, queria esconder o corpo da vítima para que ninguém o achasse e assim pudesse sair impune, informou Evandro Bezerra Silva em depoimento a Polícia Civil de São Paulo. O crime ocorreu em 23 de maio numa represa em Nazaré Paulista, no interior do estado de SP.

“ ‘Não vai saber. Eu sei onde eu vou colocar. Ninguém vai achar, ninguém vai achar’”, teria dito Mizael, segundo depoimento de Evandro gravado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O vigilante está preso temporariamente em Guarulhos, na Grande SP, por ter faltado a um depoimento.

De acordo com o relato do vigilante, o objetivo de Mizael era o de dificultar as buscas. E conseguiu. O corpo de Mércia só foi localizado em 11 de junho, graças a uma denúncia feita por um pescador, que afirmou à polícia ter visto o carro da vítima afundar na represa 19 dias antes. O veículo foi achado submerso no dia 10 de junho.

Segundo a testemunha, um homem não identificado havia deixado o veículo e fugiu. Depois, gritos de mulher foram ouvidos enquanto o carro afundava na represa.
Ciúmes
Ainda, segundo Evandro, ciúmes motivaram o assassinato da advogada. De acordo com o vigia, Mizael desconfiava que Mércia o estivesse traindo com outro homem. Apesar de alegar que não ajudou o ex a matar a advogada, e que só foi buscar o colega na represa, o segurança foi indiciado pelo homicídio.

Mizael sempre negou o crime. Mesmo assim, teve a prisão decretada após o depoimento de Evandro. O principal suspeito pelo assassinato de Mércia é considerado foragido desde sábado (10). Segundo seu advogado, Samir Haddad Júnior, ele não vai se entregar. O defensor deve entrar nesta segunda-feira (12) com algum recurso na Justiça contra a decretação da prisão. “É ilegal”, disse o advogado.

O delegado Antonio de Olim, do DHPP, informou que irá indiciar Mizael, mesmo que ele não seja preso, pelo homicídio de Mércia. “Seu Mizael foi a pessoa que matou a Mércia”, disse Olim, que também quer pedir a prisão preventiva dos dois suspeitos do assassinato ainda nesta semana.

Do G1 SP