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quarta-feira, 30 de maio de 2012

O mundo anda tao complicado - Legião Urbana



Só por hoje eu não quero mais chorar

Só por hoje eu espero conseguir
Aceitar o que passou o que virá
Só por hoje vou me lembrar que sou feliz

Hoje já sei que sou tudo que preciso ser
Não preciso me desculpar e nem te convencer
O mundo é radical
Não sei onde estou indo
Só sei que não estou perdido
Aprendi a viver um dia de cada vez

Só por hoje eu não vou me machucar
Só por hoje eu não quero me esquecer
Que há algumas pouco vinte quatro horas
Quase joguei a minha vida inteira fora

Não não não não
Viver é uma dádiva fatal!
No fim das contas ninguém sai vivo daqui mas -
Vamos com calma !

Só por hoje eu não quero mais chorar
Só por hoje eu não vou me destruir
Posso até ficar triste se eu quiser
É só por hoje, ao menos isso eu aprendi

Yeah!

Legião Urbana: Renato Russo ganha estátua no RJ


Foi inaugurada no sábado 21/07/2012, na Ilha do Governador, bairro da Zona Norte do Rio de Janeiro, uma estátua em homenagem a RENATO RUSSO (que morou no bairro na sua infância e adolescência e também entre 1985 à 1989, fase em que voltou a morar na capital carioca após começar a fazer sucesso com a LEGIÃO URBANA).
Segundo informações, a estátua, em bronze, pesa 250kg e tem 1,75m. Vai ficar sobre um palco de granito de 2m de diâmetro, exatamente onde funcionava o antigo chafariz da Ilha, desativado há anos, na Estrada do Galeão, no bairro Portuguesa.


Fonte: whiplash.net


segunda-feira, 30 de abril de 2012

Renato Russo, o artista do sentimento de uma Legião Urbana de fãs


Frases Renato Russo
“O homossexualismo mexia muito com minha cabeça: poxa, se não é errado, por que existe Aids? Até eu colocar na minha cabeça que Aids não tem nada a ver com Deus.”
“Eu sempre fui alcoólatra. Tudo começou com o álcool. Só que álcool é uma droga aceita; então não se considera droga. Álcool é uma das piores coisas que existem.”

“Amizade é quando você encontra uma pessoa que olha na mesma direção que você, compartilha a vida contigo e te respeita como você é. Uma pessoa com a qual você não precisa ter segredos e que goste até dos seus defeitos. Basicamente, é aquela pessoa com quem você quer compartilhar os bons momentos e os maus, também.”

“Eu acreditei durante muito tempo em amor romà?ntico. Hoje em dia, eu não acredito em amor romà?ntico, não. Eu acredito em respeito e amizade.”

“Acho deprimente que meu voto valha o mesmo que de um analfabeto. Isto é um crime, tanto quanto ter o que temos de analfabetos no Brasil. E ainda se conformar com isso!”
“Sou anarquista e individualista. Tenho uma visão poética, mas não me considero poeta. Procuro o belo.”


“Não sou original. Leio uma revista e anoto uma idéia que tem a ver com meu universo. Às vezes, também uso frases de filmes, como: É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”?.”

“Sinto arrependimento quando não aprendo com meus erros.”

“Às vezes, penso se não concordo com Platão. Na República, ele fala que os artistas são nocivos para uma sociedade.”

“A maior agressão para um jovem é morar em Brasília, porque você vê aquelas coisas acontecendo no Planalto e no Congresso e não pode fazer nada.”

“Broxante, para mim, é a estupidez, é a pretensão.”

“Eu pouco me importo com essas campanhas antidrogas do governo, mas o grande erro delas é justamente não dizer que a droga é uma coisa que dá prazer só no começo.”

“O que me faz cantar, hoje, são uma boa melodia e uma letra interessante. Gosto muito de cantar. Às vezes, fico a tarde inteira ouvindo os meus discos favoritos e cantando junto. Dinheiro me faz gravar discos, é diferente.”

“Não existem fins, existem meios. Eu sempre penso em começo, nunca em fins.”

“A questão da compreensão é muito complicada. Eu, por exemplo, não entendo nada de absolutamente nada. Eu vou levando a minha vida. Com a minha experiência de vida, interpreto as coisas de uma determinada maneira, mas eu posso estar errado.”

“Quando eu vejo esses corruptos mentindo com a maior desfaçatez, minha vontade é matar todos eles. Mas eu sei que isso não adiantaria nada.”

“Se crítica valesse alguma coisa, a gente não teria vendido o Que País é Este em São Paulo. Saiu bem grande num jornal lá: Legião Urbana lança disco esquálido e primitivo”?. Eu nunca vou me esquecer. No entanto, o crítico que escreveu isso teve que ouvir a música por mais de um ano tocando sem parar, em todas as rádios.”

“Já me falaram muitas vezes que a voz do povo é a voz de Deus. Será que Deus é mudo?”
“Gostaria de acreditar em alguma coisa. Você não pode mais nem acreditar em Deus que as pessoas riem na sua cara. Eu acredito em Deus. Ele é a vida, a natureza, somos nós. Mas ninguém respeita.”

“Para mim, era importante ter uma banda de rock, primeiro, para me divertir e, depois para dizer o que eu achava da vida e o que estava acontecendo em volta de mim.”

“Por mais diferente que você seja, você não está errado, você não é anormal. Eu senti muito isso, porque todo mundo colocava na minha cabeça que eu era anormal. Como o Bob Dylan fala: Eu me esforço tanto para ser como sou, e fica todo mundo querendo que eu seja como eles.”

“Quando eu era adolescente, não sabia direito como funcionava o mundo e sofria uma pressão muito grande para ser igual aos outros. Ninguém tem de ser igual a ninguém. Cada pessoa é um universo maravilhoso e único.”

“O mundo se divide entre caretas e loucos e, se você é louco, não tem o direito a nenhuma dignidade.”

“Estou num momento complicado, difícil, mas estou sereno. A dor é inevitável, mas o sofrimento é opcional.”

“0 importante, para mim, não é o que está sendo dito, mas como está sendo dito. O importante é que as pessoas conseguem se emocionar com a Legião.”


Giz 
Legião Urbana 

E mesmo sem te ver
Acho até que estou indo bem
Só apareço, por assim dizer
Quando convém aparecer
Ou quando quero
Quando quero
Desenho toda a calçada
Acaba o giz, tem tijolo de construção
Eu rabisco o sol que a chuva apagou
Quero que saibas que me lembro
Queria até que pudesses me ver
És parte ainda do que me faz forte
E, pra ser honesto,
Só um pouquinho infeliz...
Mas tudo bem
Tudo bem, tudo bem... (2x)
Lá vem, lá vem, lá vem
De novo...
Acho que estou gostando de alguém
E é de ti que não me esquecerei
(Quando quero.... Quando quero... Quando quero...
Eu rabisco o sol que a chuva apagou...
Acho que estou gostando de alguém...)




terça-feira, 27 de março de 2012

Renato Russo completaria 52 anos nesta terça; relembre sua trajetória

Se estivesse vivo, Renato Russo completaria 52 nesta terça-feira (27). Líder da chamada "geração Coca-Cola", é considerado quase um messias dos jovens da década de 80, quando o rock de Brasília explodiu e marcou a história da música no País
Renato Manfredini Júnior, mais conhecido como Renato Russo, foi um dos maiores cantores e poetas do Brasil.

Renato começou sua carreira musical fazendo punk rock, no fim dos anos 70, com o grupo Aborto Elétrico. Mas foi na década seguinte, ao lado da Legião Urbana, que o cantor ficou famoso nacionalmente.

As canções da Legião Urbana compostas por Renato foram trilha sonora de toda uma geração e até hoje são lembradas. Entre elas, Meninos e Meninas, Será, Ainda é Cedo, Geração Coca-Cola, Soldados e Por Enquanto.
Renato Russo e os "legionários" Dado Villa-Lobos e
Marcelo Bonfá

Ele ainda gravou discos solo, conseguindo grande sucesso paralelamente ao grupo de rock.

Russo permaneceu na Legião Urbana até sua morte em consequência de complicações causadas pela Aids, em 11 de outubro de 1996.

Renato Russo nasceu no dia 27 de março de 1960 no Rio de Janeiro. Ou seja, se estivesse vivo, o poeta faria 52 anos nesta terça-feira (27).



O Aborto Elétrico fez parte da Turma da Colina, movimento de bandas do Planalto Central criadas durante esse período

Apesar do reconhecimento de sua primeira banda, a consagração veio mesmo poucos anos depois, com a Legião Urbana

Entre os maiores sucessos estão Meninos e Meninas, Será, Eduardo e Mônica, Faroeste Cabloco, entre outras

O "poeta do rock" permaneceu na Legião Urbana até o dia de sua morte, em 11 de outubro de 1996, em decorrência de complicações causadas pela Aids

Pesando 45 quilos em seus últimos dias, era soropositivo desde 1989, mas não revelou a doença publicamente

Renato Russo assumiu sua homossexualidade aos 18 anos

A banda encerrou suas atividades exatos 11 dias após sua morte

Em 2009, os integrantes remanescentes voltaram a se apresentar com o mesmo nome e com Toni Platão nos vocais. Amigos da década de 80 também ajudaram a segurar os shows, como Herbert Viana, Philipe Seabra (Plebe Rude), Frejat e Dinho Ouro Preto




Terra

segunda-feira, 26 de março de 2012

Legião Urbana: Renato Rocha é morador de rua no Rio

O programa Domingo Espetacular, da Rede Record, mostrou a dramática situação em que vive hoje o ex-baixista da Legião Urbana, Renato Rocha, que há 5 anos vive nas ruas do Rio do Janeiro e enfrenta dificuldades após perder tudo o que conquistou com a Legião Urbana.

O Brasil realmente é um país do qual não podemos nos orgulhar. Pessoas que tiveram grande importância na construção de uma identidade cultural são descartadas após perderem o sucesso que conquistaram.

Hoje no Domingo Espetacular foi exibida uma reportagem sobre o Renato Rocha que é ex-baixista do Legião Urbana. Depois de ter contribuir para uma das bandas mais importantes da música popular brasileira entre os anos de 1984 e 1988, agora Renato Rocha se tornou morador de rua e perdeu tudo o que havia conquistado. Os poucos pertences pessoais que lhe sobraram ele carrega consigo em uma sacola plástica. Os amigos famosos dos bons tempos não aparecem para oferecer a ele uma ajuda ou oportunidades de voltar a trabalhar com a música e viver bem com isso.

Com o passar dos anos sem conseguir voltar a se inserir no mercado de trabalho da música, Renato Rocha perdeu a casa, perdeu o casamento, os filhos e até mesmo seus instrumentos musicais.

Espero que com esta exposição que ganhou com a reportagem o Renato Rocha possa conseguir apoio de alguma banda famosa para que possa voltar a fazer sucesso e saia desta vida difícil.



Nascido em São Cristóvão, zona norte do Rio, Rocha se mudou aos 9 anos com os pais e quatro irmãos para Brasília. O pai, sargento do Exército, e a mãe, professora, eram religiosos e só deixavam os filhos ouvir música clássica e gospel. Aos 12 anos, Rocha virou punk. Depois de tocar em bandas de rock de Brasília, ingressou na Legião para substituir Renato Russo no baixo. Russo tinha cortado os pulsos e perdera temporariamente os movimentos para tocar. “Foi quando passei a ter conta bancária”, conta. Com os cachês, comprou oito motocicletas, a maioria Harley Davidson.

O músico guarda uma Mercedes 79 comprada no auge, e muitas mágoas da Legião. Segundo ele, Russo “era um chato que vivia em crise”, Bonfá, “um cara muito egoísta” e Dado, “uma pessoa de personalidade fraca”. Dado e Bonfá não quiseram polêmica com o antigo companheiro. Rocha diz que, na época, trocou a vida saudável pelas drogas. Antes, jogava vôlei e tinha sido vice-campeão brasileiro de queda de braço em 1978. “Eu e o Renato Russo só queríamos saber de cheirar cocaína e beber”, diz. Hoje, é bem diferente. 



Fonte: whiplash.net


Marcelo Bonfá rebate críticas sobre abandono de ex-integrante do Legião no Twitter
O ex-baterista da Legião Urbana se defendeu das críticas de que ele e Dado Villa Lobos teriam abandonado Renato Rocha


Marcelo Bonfá rebate críticas no Twitter. O ex-baterista da Legião Urbana se defendeu das críticas de que ele e Dado Villa Lobos teriam abandonado Renato Rocha.

Segundo ele, os dois sempre tentaram ajudar o músico, mesmo quando ele ainda era ausente dentro na banda. Renato Rocha é ex-baixista da Legião e foi encontrado pelo programa "Domingo Espetacular", da Rede Record, morando na rua, no centro do Rio de Janeiro.

Ainda de acordo com Bonfá, Renato se distanciou e se envolveu em problemas que iam além das possibilidades deles de ajudar. Renato Rocha participou da primeira formação da banda, assim que assinaram o contrato com a EMI em 1984 e colaborou com os três primeiros álbuns, "Legião Urbana", "Dois" e "Que País É Esse?".

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Tributo ao Legião Urbana tem coro de milhares e choro

 Show-tributo ao Legião Urbana tem coro de milhares e choro
Apresentação começou pontualmente às 18h50 desta quinta-feira (29).
Show contou com acompanhamento da Orquestra Sinfônica Brasileira.
0 Legião Urbana com outros convidados e a OSB

Começou pontualmente às 18h50 desta quinta-feira (29) o primeiro show do Palco Mundo na segunda semana do Rock in Rio. O show-tributo ao Legião Urbana contou com acompanhamento dos músicos da Orquestra Sinfônica Brasileira e dos integrantes originais da banda Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos.

Também participaram Pitty, Dinho Ouro Preto, Toni Platão, Rogério Flausino e Herbert Vianna.

A apresentação começou com os músicos da Orquestra sobre o palco, executando um medley que iniciou com "Eduardo e Mônica" e emendou "Geração Coca-Cola", "Que país é esse?"... Em seguida, vídeos homenageando o vocalista da Legião, Renato Russo (1960-1996), foram exibidos nos enormes telões. Era fácil encontrar fãs emocionados, chorando na multidão.

Ao longo da apresentação, o filho da atriz Cissa Guimarães, Rafael Mascarenhas, morto no ano passado num atropelamento, também foi lembrado. Eles vestiram camisetas brancas com o rosto de Mascarenhas estampado, as mesmas usadas pelos músicos do Red Hot Chili Peppers no seu show.


Flausino cantou em "Tempo perdido" e "Quase sem querer". Platão subiu ao palco para interpretar "Quando o sol bater" - ao fim, ele lembrou Redson, ex-líder da banda punk Cólera, morto na última terça-feira (27). Em seguida vieram mais convidados especiais: Pitty (em "Índios"), Herbert Vianna ("Será") e Dinho Ouro Preto ("Por enquanto").
No fim, todos os convidados subiram juntos ao palco para cantar duas músicas: "Pais e filhos" e "Será", tocada pela 2ª vez na mesma apresentação. O público cantou em coro, com as mãos para o alto, numa das aberturas mais festejadas pela plateia em todo festival.
1, no Rio






Legião Urbana - País & Filhos Tributo Rock in Rio 2011 Todos juntos

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Vida e obra de Renato Russo chegam às telas do cinema

“Faroeste caboclo” é inspirado na música homônima do Legião Urbana. “Somos tão jovens” revela a juventude do líder do grupo e mostra como se formou o mito Renato Russo.

Um mito da música brasileira nas telas do cinema. Dois filmes diferentes, que estão sendo rodados agora em Brasília, tem como tema a vida e os personagens criados por Renato Russo.

Renato Russo foi um dos criadores do chamado Rock Brasil, que nasceu nos anos 80. Fez sucesso com a banda Legião Urbana, virou ícone da rebeldia juvenil e morreu, em consequência da Aids, aos 36 anos de idade. Uma história conhecida, mas que ainda rende.

“O mais interessante é que eu estou fazendo a parte desconhecida de uma história conhecida. No fundo, esse filme é uma revelação para o público, porque o Renato que o público conhece é o Renato ícone, o Renato do Legião Urbana, o Renato das plateias de 200 mil pessoas”, diz o diretor Antonio Carlos da Fontoura.

O filme “Somos tão jovens” vai mostrar uma fase anterior. “É a juventude do Renato, do Manfredini Junior, do Junior. Vai dos 15 aos 23 anos, Na verdade, é a formação do mito que todo mundo conhece”, conta o ator Thiago Mendonça.

Começa com o período em que uma doença nos ossos deixou Renato de cama por mais de um ano. “E isso fez com que, em cima dessa cama, ele ouvisse muita coisa, lesse muito – de poesia a filosofia – e tudo mais”, conta Thiago.

“Quando ele ficou no quarto, tinha que sonhar. E ele sonhava que seria o maior roqueiro do Brasil. Ele imaginava um roqueiro para ele tão lindo quanto David Bowie, coisa que ele não conseguia. Ele dizia que era um orangotango”, conta Antonio Carlos da Fontoura. “Mas, quando aparecem os punks, eles acha que pode ser um deles. E ele se torna um punk”.

Aí vem um show, justamente aquele que estava sendo recriado quando o Fantástico chegou ao local das filmagens. “É o concerto da ciclovia que teve no Lago Norte”, lembra Thiago Mendonça.

O público ficou chocado e vaiou. Esperava um Renato punk e encontrou o embrião do mito em que se transformou. “Foi o primeiro show em que ele se apresentou com apenas voz e violão, com essas músicas grandes que contavam uma história. Uma delas agora virou roteiro de filme, de tão bela e rica que era a história cantada até então”, diz Thiago Mendonça.

Enquanto isso, em outro local, não muito distante, também em Brasília, essa história cantada vai virar outro filme. É a saga de João de Santo Cristo, que "deixou pra trás todo o marasmo da fazenda, só pra sentir no seu sangue o ódio que Jesus lhe deu". Uma vida difícil. Virou bandido, mas conheceu uma menina. Maria Lúcia era uma menina linda, e o coração dele para ela, João prometeu.

A música “Faroeste caboclo”, que tem quase 15 minutos, conta a epopeia do moço pobre que vira bandido e se apaixona pela moça rica. Mas não conta tudo.

“Ninguém sabe o que aconteceu no meio. Ele voltou para casa e, com Jeremias, Maria Lúcia se casou e ponto. Por quê? A música não explica o que passou na cabeça dessa mulher para que tomasse essa decisão”, comenta a atriz Isis Valverde.

“É até legal, porque não ficamos tão preocupados com isso”, acrescenta o ator Fabrício Boliveira.

Os dois filmes têm Brasília não só como cenário, mas também como tema. Em “Faroeste caboclo”, a cidade é o pano de fundo.

“É a história de Brasília da década de 1980, da UnB, do movimento punk, do movimento rock n’ roll, de como isso forma as pessoas hoje”, destaca Fabrício.

“É uma época pós-ditadura militar, em que o jovem tinha tudo. E ele não tinha nada”, diz Isis Valverde.

“É o tédio da cidade você não ter o que fazer, principalmente em Brasília, faltam opções

“O que eles puderam fazer foi música, zoar, ser punk”, diz Antonio Carlos da Fontoura.
Philippe Seabra, vocalista e guitarrista da banda Plebe Rude, viveu aquilo tudo e confirma: antes do rock, era chato. “Fomos forçados a criar nossa própria cultura. O que começamos do nada virou história e estão fazendo filme a respeito”, comemora Philippe, que dá uma espécie de consultoria de época para “Somos tão jovens”.

O filme conta também com alguns palpites familiares. “Era muito verdadeiro. Todos tocavam porque gostavam, queriam passar uma mensagem para todo mundo”, comenta Nicolau Villa-Lobos, que interpreta o próprio pai, Dado Villa-Lobos, guitarrista do Legião Urbana. “Muitos dizem que eu tenho um pouco do jeito dele, falo um pouco parecido com ele. Acho que não está sendo muito difícil”.

No filme “Faroeste caboclo”, a participação é do filho de Renato Russo, Giuliano Manfredini. “É pouca coisa, eu apareço em uma ou outra cena”, diz.

Para ele, “Faroeste caboclo” é um filme e um presente. “Eu passei toda minha pré-adolescência e adolescência ouvindo falar desse filme. Ver um projeto que durou quase metade da sua vida concretizado é uma emoção forte. Meu pai queria fazer, e eles tão fazendo. Que bom!”, comemora Giuliano.

Fonte: Fantástico

segunda-feira, 22 de março de 2010

Legião Urbana - Teatro dos Vampiros (ao vivo)


Sempre precisei
De um pouco de atenção
Acho que não sei quem sou
Só sei do que não gosto...
E nesses dias tão estranhos
Fica a poeira
Se escondendo pelos cantos
Esse é o nosso mundo
O que é demais
Nunca é o bastante
E a primeira vez
É sempre a última chance
Ninguém vê onde chegamos
Os assassinos estão livres
Nós não estamos...
Vamos sair!
Mas não temos mais dinheiro
Os meus amigos todos
Estão procurando emprego...
Voltamos a viver
Como há dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem!
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E esperamos que um dia
Nossas vidas
Possam se encontrar...
Quando me vi
Tendo de viver
Comigo apenas
E com o mundo
Você me veio
Como um sonho bom
E me assustei
Não sou perfeito...
Eu não esqueço
A riqueza que nós temos
Ninguém consegue perceber
E de pensar nisso tudo
Eu, homem feito
Tive medo
E não consegui dormir...
Vamos sair!
Mas estamos sem dinheiro
Os meus amigos todos
Estão, procurando emprego...
Voltamos a viver
Como a dez anos atrás
E a cada hora que passa
Envelhecemos dez semanas...
Vamos lá, tudo bem
Eu só quero me divertir
Esquecer dessa noite
Ter um lugar legal prá ir...
Já entregamos o alvo
E a artilharia
Comparamos nossas vidas
E mesmo assim
Não tenho pena de ninguém...


A música “Teatro dos Vampiros” é emblemática em vários aspectos. Primeiramente, ela mostra a diversidade cultural, bem como a erudição da banda em abordar vários temas concatenados em uma ideia principal, que seria o conflito do jovem, no início da idade adulta, enfrentando a dificuldade de se estabilizar socialmente, no qual o não reconhecimento, típico do pensamento do jovem “A riqueza que nós temos, Ninguém consegue perceber” é latente em toda a letra. Junto com ela, temos a fuga do cotidiano, e nessa, já encontramos um paradoxo de ordem econômica “Vamos sair - mas não temos mais dinheiro, Os meus amigos todos estão procurando emprego”, trazendo à tona a dificuldade financeira que esse grupo de amigos enfrenta. Ainda temos a inflexão e o resgate ao passado, no qual há múltiplas temporalidades carregadas de dificuldades e sentimentalidades.

O futuro apresenta-se velozmente, “E a cada hora que passa envelhecemos dez semanas.”, causando no indivíduo a proximidade mais rápida com a idade adulta, exemplificada em “eu homem feito”. Contudo, mesmo esse homem

O formado, ainda sente medo, a tal ponto que esse sentimento não deixa o mesmo “conseguir dormir”. Esse medo borbulhante em toda a música perpassa pelo passado que se foi, pelo presente inconstante e pelo futuro incerto, pois na tentativa de obter reconhecimento na vida, os jovens, nesse período, dissipam seus grupos “Quando me vi tendo de viver comigo apenas e com o mundo”, deixando o sujeito sozinho, pois perdeu seus amigos que compartilhavam entre si seus anseios e medos, para o mundo e a estrutura do próprio capitalismo, que força o jovem a mudar de localidade, escolher um ramo de estudo ou atuação. Por fim, há uma rendição do futuro a questão da sorte, no qual ocorre uma promoção de fragmentação do sujeito, o eu - fragmentado, por não conseguir no horizonte da vida, individual e em grupo, um prognóstico favorável; entregando assim “o alvo e a artilharia”. Ainda, podemos notar que devido aos obstáculos vividos, o sujeito remonta ao individualismo, pois mesmo reconhecendo as dificuldades de outros sujeitos, o mesmo não possui “pena de ninguém”.

Esse quadro caótico de ascensão de jovens a idade adulta, os elementos e rupturas geracionais, os conflitos diários, a dificuldade financeira, a fuga do cotidiano, dentre outras elencadas, promovem nos indivíduos a formação de um teatro, onde não são os atores principais, sendo os “vampiros”, possivelmente fazendo alusão ao capitalista, ou ao mundo capitalista, que simbolicamente, retiram a energia e força de viver do grupo e em grupo, em detrimento dos padrões impostos pela modernidade. Essa e seus tentáculos, pela narrativa, dificultam, aniquilam, fragmentam a relação do jovem com seu grupo. “Quando um jovem não consuma essas relações íntimas com os outros, no final da adolescência ou início da idade adulta ele pode procurar relações interpessoais sumamente esteriotipadas e acaba retendo um profundo sentimento de isolamento”. (ERIKSON, 1987, p.136)


17 Legião Urbana. Teatro dos Vampiros. Álbum V: EMI-ODEON, 1991.
Anais do XXVI Simpósio Nacional de História – ANPUH • São Paulo, julho 2011 12

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Legião Urbana: Há 25 anos nascia um mito

Na primeira semana de 1985, o assunto era único: a abertura do Rock in Rio, o primeiro grande festival de pop-rock que aconteceria no país. Tudo bem, o Rock in Rio fez história, ninguém tem dúvidas disso. Mas, naquela mesma semana, uma banda de rock, que ainda nem sonhava em pisar no grandioso palco da Cidade do Rock em Jacarepaguá, também fazia história. E quanta história...



Vinte e cinco anos atrás, a Legião Urbana colocava nas lojas o seu primeiro álbum, após a forcinha dos amigos dos Paralamas do Sucesso, que insistiram que os executivos da gravadora EMI ouvissem a fita demo de Renato Russo & companhia. Levando o nome da banda em seu título, e embalado em uma simples capa branca com uma foto em preto-e-branco, que mal dava para ver direito o rosto dos integrantes da banda, o álbum já trazia tudo aquilo que faria da Legião Urbana a maior banda da história do Rock Brasil então emergente na década de 80: um rock rápido e enérgico com letras geniais e contestadoras e, claro, a voz de Renato Russo.

Aliás, o cantor e compositor já era bem conhecido em Brasília bem no início dos anos 80. A sua ex-banda, o Aborto Elétrico, já agitava a vida noturna dos "antenados" (?!?) da capital do país. E isso sem contar com a sua fase de "Trovador Solitário", quando mandou (pelo menos, em termos) o punk para aquele lugar, para se espelhar no início da carreira de Bob Dylan.

Mas quando lançou o primeiro álbum ao lado de Dado Villa-Lobos (guitarra), Marcelo Bonfá (bateria) e Renato Rocha (baixo), Renato Russo colocou Sex Pistols, Smiths, Police, U2, Joy Division e outras influências no seu caldeirão. O resultado pode ser visto em faixas como "Será", "A Dança", "Ainda É Cedo", "Perdidos No Espaço", entre outras. Produzido pelo jornalista José Emílio Rondeau, "Legião Urbana", apesar de ter vendido pouco na época de seu lançamento, hoje é um clássico.


O jornalista Arthur Dapieve, no livro "Renato Russo", que traça um perfil do compositor, sintetizou o álbum com a costumeira competência: "Suas músicas falavam de como crescer sem perder a inocência ('Será'); do descaso das autoridades com a juventude do país ('Petróleo do Futuro'); da falência do sistema educacional ('O Reggae'); da violência na televisão ('Baader-Meinhof Blues'); da confusão das drogas ('Perdidos no Espaço'). Estava tudo amarrado na cabeça de Renato, inclusive o final reflexivo com 'Por Enquanto', embora no começo ele tenha pensado em fechar o LP com 'Teorema'."

Disco de estreia simples e clássico. Uma boa receita para fazer história.


As músicas do primeiro disco: 

Será (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)

A Dança (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)
Petróleo do Futuro (D. Villa-Lobos/R. Russo)

Ainda É Cedo (D. Villa-Lobos/R. Russo/M. Bonfá/Ico Ouro-Preto)

Perdidos no Espaço (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)

Geração Coca-Cola (Renato Russo)

O Reggae (R. Russo/M. Bonfá)

Baader-Meinhof Blues (D. Villa-Lobos/ R. Russo/M. Bonfá)

Soldados (R. Russo/M. Bonfá)

Teorema (D. Villa-Lobos/R. Russo/M. Bonfá)

Por Enquanto (R. Russo)




Musical conta trajetória de Renato Russo e da Legião Urbana
A emoção vai tomar conta do Cine Nove de Abril na próxima quarta-feira. O motivo é o Cultura para Todos especial, que traz o musical contando a trajetória de vida do líder da Legião Urbana, Renato Russo. A apresentação acontece às 20 horas e a entrada será um litro de leite do tipo longa-vida para o espetáculo único. A distribuição dos ingressos acontece segunda e terça-feiras da próxima semana.
O monólogo, dirigido por Mauro Mendonça Filho (ator da Rede Globo), escrito por Daniela Pereira de Carvalho, conquistou em 2006, no Rio de Janeiro, o Prêmio Shell. Interpretando o líder da banda, Bruce Gomlevsky, que no palco dá voz a todas as canções, vida e arte de um dos maiores nomes do rock nacional.
Dono de uma personalidade indomável, porta-voz dos anseios, angústias, amores e valores de toda uma geração, ícone da história do rock brasileiro. O legado de Renato Russo, líder da banda Legião Urbana, é acompanhado
 por essas e outras definições, mesmo 11 anos após sua morte.
A banda Arte Profana acompanha Bruce Gomlevsky no palco, onde terá show, projeções, banda ao vivo e 22 músicas no roteiro, entre clássicos da Legião Urbana e outras lançadas em discos solo do cantor.
Bruce Gomlevsky
Ator, produtor e diretor, formado pela Casa das Artes de Laranjeiras, há 13 anos trabalha em teatro, cinema e televisão. Em cinema, ganhou o prêmio Candango de Melhor Ator de Curta-Metragem 35mm no 32 Festival de Cinema de Brasília, com o filme Cão-Guia (1999), de Gustavo Acioly, e com o filme Nada a Declarar (2004), do mesmo diretor.
Ganhou também o Prêmio de Melhor Ator de Curta-Metragem no Festival de Cinema de Vitória e no Festival de Cinema de Curitiba. Em papel de destaque, participou de quatro longa-metragens brasileiros: Quase Dois irmãos (2005), de Lúcia Murat, Deus é brasileiro (2003), de Carlos Diegues, Apolônio Brasil (2003), de Hugo Carvana e Lara (2002), de Ana Maria Magalhães.
Em 2005, Bruce protagonizou o episódio Vila prudente, do seriado Carandiru, Outras Histórias (Rede Globo), dirigido por Walter Carvalho e com direção geral de Hector Babenco e esteve em cartaz com as peças O rim, de Patrícia Mello, com direção de Elias Andreato e produção de Carolina Ferraz e Eduardo Barata e Alta tensão, texto e direção de Heloísa Perissé.
Em 2006, produziu e dirigiu, ao lado de Daniela Pereira de Carvalho, a peça Línguas estranhas, e idealizou e estreou o espetáculo Renato Russo, a peça, que está em cartaz em circuito nacional, com sucesso de público e crítica, desde então. (
avozdacidade.com)

Último show do Legião Urbana ocorreu há 15 anos

Folha Online
Há 15 anos, na casa "Reggae Night" de Santos, ocorria o último show do grupo "Legião Urbana". O show fazia parte da turnê do disco "O Descobrimento do Brasil" e era apenas mais um de uma série que Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá fariam.

Em determinado momento, uma lata de cerveja voou em direção ao palco. Um dos seguranças rapidamente a retirou para que Renato Russo não a visse. A segunda, porém, acertou o vocalista. Ele, então, deitou no chão e cantou nesta posição por 45 minutos. A produção teve certeza que não voltariam ao palco depois disso e, realmente, a turnê foi cancelada.

A banda já enfrentava problemas desde a turnê de "V", quando uma cena parecida com a ocorrida em 1995 em Santos também ocasionou o fim abrupto dos shows. O clima dos ensaios e bastidores estava pesado, discussões e desentendimentos ocorriam o tempo todo e o fim da banda parecia inevitável.

Surgida em Brasília, a "Legião Urbana" foi formada após o fim de "Aborto Elétrico", cujos outros integrantes formariam o "Capital Inicial" mais tarde. Os amigos que integravam o grupo reuniam-se para conversar e ouvir música em diferentes lugares da cidade. Como muitos dos moradores da capital federal daquela época, eram filhos de diplomatas ou de ocupantes de outros cargos públicos, encontravam-se tanto próximo da UnB, onde estudavam, quanto em mansões e embaixadas.

Renato, Dado e Bonfá ganharam fama nacional ao serem apadrinhados pelo "Os Paralamas do Sucesso", que levaram a canção "Geração Coca-Cola" para a sua gravadora escutar. Os shows reuniam fãs fervorosos, fazendo com que descrevessem as apresentações ao vivo deles como um verdadeiro culto. Após a separação, em 1995, Renato Russo ainda gravaria trabalhos solo, mas em 1996 perdeu sua luta contra a Aids.

Em 2009, foi lançado "Renato Russo - O Filho da Revolução". Com depoimentos, entrevistas e documentos inéditos, a obra escrita por Carlos Marcelo reconstrói a história do homem que marcou o rock brasileiro. Além do início da banda, Marcelo traça um perfil da cidade Brasília da época em que os integrantes destas bandas, ainda adolescentes, viviam lá. Leia abaixo trecho que mostra o cenário que permitiu o nascimento destes grupos:


Muitas vezes Renato ia a pé para uma das oito salas de cinema, instaladas no Setor de Diversões Sul. Já no Cine Karim, viu pela primeira vez o documentário Monterey Pop, com performances de Otis Redding, The Who e Jimi Hendrix. Um dia chamou o amigo Gustavo para ir até a maior sala da cidade, o Cine Atlântida. Queriam ver O exorcista, considerado o filme mais aterrorizante dos últimos tempos, expressamente proibido para menores de 18 anos. Franzinos, os garotos imberbes sabiam que seriam barrados na entrada. Não tiveram dúvidas. Subornaram o porteiro e conseguiram entrar. Sentaram na primeira fila. Não tiraram o olho da tela. Voltaram conversando sobre as cenas mais fortes de possessão da menina Regan pelo demônio. No dia seguinte, Renato confessou a Gustavo:

- Não consegui dormir, fiquei a noite inteira acordado.

Nas idas ao cinema ou ao curso de inglês, Renato Manfredini Júnior tentava apreender os segredos de Brasília. Mistérios que ainda causavam espanto tanto para os moradores quanto para os visitantes. "Parece incrível que Brasília, ao completar seu 14o aniversário como sede do governo da República, ainda esteja sujeita a periódicas crises de falta de confiança para cumprir os altos desígnios de seus construtores", observou o jornalista Tão Gomes Pinto em reportagem de capa da revista Veja, publicada em abril de 1974. Três meses depois, ao cumprir a promessa feita em 1962 e regressar à cidade, Clarice Lispector registrou no Jornal do Brasil a angústia de 48 horas transcorridas no Planalto: "Brasília é o mistério classificado em arquivos de aço. E eu, quem sou eu? Como me classificaram? Deram-me um número? Sinto-me numerificada e toda apertada."

Brasília é um futuro que aconteceu no passado. É o fracasso do sucesso mais espetacular do mundo. Brasília é uma estrela espatifada. Estou abismada.

Após afirmar ter voltado para o Rio de Janeiro "irremediavelmente impregnada por Brasília", Lispector confessou: "Prefiro o entrelaçamento carioca." Talvez porque as ruas da capital carecessem da capacidade de sintetizar a "expansão de todos os sentimentos da cidade", na célebre definição de João do Rio (1881-1921). Não tinham nascido "como o homem, do soluço, do espasmo" e por isso jamais poderiam ser consideradas "a mais igualitária, a mais socialista, a mais niveladora das obras humanas", como definiu o cronista em sucessão de textos publicados entre 1904 e 1907, pouco depois de a cidade fluminense se tornar a capital federal. Pelo contrário: as quadras brasilienses, apesar de parecidas no traçado, tinham ocupação estratificada de acordo com a atividade profissional dos moradores. Algumas exclusivas para parlamentares, outras para militares graduados, outras ainda para funcionários públicos - e os filhos dos ocupantes reproduziam fielmente, muitas vezes de forma violenta, a rígida hierarquia habitacional.

Renato sabia, por exemplo, que deveria tomar cuidado ao adentrar quadras vizinhas. Magro e baixinho, podia ser considerado vítima em potencial das constantes brigas entre jovens, muitas surgidas sem motivo aparente, quase sempre quadra-contra-quadra. Delimitação de território. A turma da 303 Sul, por exemplo, saiu várias vezes no braço com o pessoal da 305. A briga mais séria ocorreu depois que uma menina da quadra do Banco do Brasil foi abordada pela turma rival. Um cara da 303 partiu para cima dos invasores, que fugiram. Depois, montados em motos, garellis e mobiletes, voltaram com porretes e pedaços de pau. As duas turmas se juraram; o clima de tensão permaneceu por meses a fio. Muitas peladas na 303 acabaram após o alerta:

- Lá vem os caras da 305!

Todo mundo saía correndo, cada um para sua portaria, até cessar o perigo.

Além da violência latente, o sentimento de impunidade estava impregnado no cotidiano do Plano Piloto. Na entrada do Marista e de outros colégios como La Salle e Dom Bosco, uma procissão de carros oficiais se formava diariamente para levar e trazer os filhos de políticos e autoridades do governo. Dodge, Opala, Aero Willys, Galaxie... Carrões facilmente identificados pelas letras iniciais da placa (OF) e imunidade garantida por decreto:

- Os carros destinados aos serviços das altas autoridades da República são considerados de representação, identificados por chapas especiais, e isentos da fiscalização de uso.

Em Brasília, se todos eram igualmente imigrantes, uns podiam ser bem mais iguais que os outros. Estavam protegidos pela lei e pela função exercida. Até os motoristas viravam autoridade. Um deles, ao ser flagrado por uma equipe de jornalistas com o Dodge chapa-branca parado em frente ao colégio La Salle, ameaçou.

- Fotografou, apanhou. 



Postado por Joel no De Olhos: Imagens, vídeos, fotos e fatos

sábado, 26 de abril de 2008

Legião Urbana - O Descobrimento do Brasil (letra e vídeo)

Descobrimento Do Brasil - Legião Urbana
O Descobrimento do Brasil é o sexto álbum da banda Legião Urbana, lançado em 1993. As principais canções do disco foram "Vinte e Nove" e "Perfeição". No Brasil foram vendidos mais de meio milhão de cópias e sendo premiado com Disco de Platina Duplo.







O Descobrimento do Brasil
Legião Urbana
Composição: Renato Russo

Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
Estou pensando em casamento
Mas não quero me casar
Quem modelou teu rosto ?
Quem viu a tua alma entrando ?
Quem viu a tua alma entrar ?
Quem são teus inimigos ?
Quem é de tua cria ? A professora
Adélia, a tia Edilamar e a tia
Esperança
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Será que você vai saber
O quanto penso em você com
o meu coração ?
Quem está agora ao teu lado ?
Quem para sempre está ?
Quem para sempre estará ?
Ela me disse que trabalha no correio
E que namora um menino eletricista
As família se conhecem bem
E são amigas nesta vida
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com meu coração ?
Será que você vai saber, o quanto
penso em você com o meu coração ?
A gente quer um lugar pra gente
A gente quer é de papel passado
Com festa, bolo e brigadeiro
A gente quer um canto sossegado
A gente quer um canto de sossego
Estou pensando em casamento
Ainda não posso me casar
Eu sou rapaz direito
E fui escolhido pela menina mais bonita.


  • Na Faixa "Vinte e Nove" cita-se o Retorno de Saturno, fenômeno este descrito pela astrologia: Saturno demora cerca de 29 anos para percorrer sua órbita e voltar ao ponto em que se encontrava no dia do nascimento do indivíduo; considera-se, então, que os vinte e nove anos de vida marcam o início de uma nova fase na vida de cada pessoa.
  • Russo considerava a faixa "Giz" como sua obra-prima, aquela que ele mais gostava se orgulhava de ter feito, conforme declarou durante o show Como É Que Se Diz Eu Te Amo, em 1994.
  • A música "'Love in the Afternoon'" foi feita para um amigo de Renato, Luís, que morreu subitamente, baleado ao sair de uma boate. No álbum, foi dedicada a Tavinho Fialho (ex-baixista da turnê do álbum anterior, "V", e pai do filho da cantora Cássia Eller), morto em um acidente de carro.
  • O título de "Só por Hoje" remete ao conhecido lema dos Alcoólicos Anônimos.
  • "Love in the Afternoon" também é o nome de um filme produzido por Billy Wilder em 1957, embora não haja evidências de relação entre as duas obras.
  • Foi o primeiro álbum da banda em que houve um merchandising dos instrumentos utilizados pela banda. (Marcelo Bonfá usa baterias MAPEX e Dado Villa-Lobos usa violões Alvarez).
  • "Perfeição" foi o melhor planejado e produzido videoclipe da banda. Também foi o último videoclipe (todos os discos tiveram pelo menos um clipe, exceto VA Tempestade e Uma Outra Estação).

domingo, 30 de dezembro de 2007

Monte Castelo - Legião Urbana (Videoclipe e letra)

Monte Castelo
Legião Urbana
Composição: Renato Russo (recortes do Apóstolo Paulo e de Camões).

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...

É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade
O amor é bom, não quer o mal
Não sente inveja
Ou se envaidece...

O amor é o fogo
Que arde sem se ver
É ferida que dói
E não se sente
É um contentamento
Descontente
É dor que desatina sem doer...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua dos anjos
Sem amor, eu nada seria...

É um não querer
Mais que bem querer
É solitário andar
Por entre a gente
É um não contentar-se
De contente
É cuidar que se ganha
Em se perder...

É um estar-se preso
Por vontade
É servir a quem vence
O vencedor
É um ter com quem nos mata
A lealdade
Tão contrário a si
É o mesmo amor...

Estou acordado
E todos dormem, todos dormem
Todos dormem
Agora vejo em parte
Mas então veremos face a face
É só o amor, é só o amor
Que conhece o que é verdade...

Ainda que eu falasse
A língua dos homens
E falasse a língua do anjos
Sem amor, eu nada seria...

Legião Urbana foi uma banda brasileira de rock surgida em Brasília ativa entre 1982 e 1996. Ao todo, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 20 milhões de discos vendidos. Ainda hoje, é o terceiro grupo musical da gravadora EMI que mais vende discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. O fim do grupo foi marcado pelo falecimento de seu líder e vocalista, Renato Russo, em 11 de outubro de 1996. A banda é uma das recordistas de vendas de discos no Brasil incluído premiações da ABPD com dois Discos de Diamante pelos álbuns Que País É Este de 1987 e Acústico MTV de 1999. A banda faz parte do chamado quarteto sagrado do rock brasileiro, juntamente com o Barão Vermelho, Titãs e Paralamas do Sucesso.

 Ex-Legião Urbana vira morador de rua no Rio
26/03/2012
Renato Rocha (de chapéu), ex-baixista da Legião Urbana, está vivendo há cinco anos como sem-teto nas ruas do Rio de Janeiro. O músico foi encontrado pela reportagem do programa Domingo Espetacular, da Rede Record, sentado em frente a uma agência bancária no centro da cidade. Rocha, que entrou para a banda a convite do cantor Renato Russo, foi despedido alguns anos depois. Na época, Dado Villa-Lobos declarou que o baixista foi expulso por "ser muito louco". Rocha compôs com Renato Russo os hits "Geração Coca-Cola" e "Eduardo e Mônica". Procurado, o ECAD afirmou que o músico recebeu nos último dez anos quase R$ 110 mil, cerca de R$ 900 por mês.

terça-feira, 16 de outubro de 2007

Legião urbana - Tempo Perdido (fantástico)

Depoimentos de fãs da Legião Urbana:

“Como eu disse, pra mim, no início era tudo barulheira. O que valia era quanto eu conseguia sacudir o pescoço mais do que meu irmão (risos). Mas, assim, quando eu comecei a distinguir as letras da Legião que eu percebi que era isso que interessa. Eu acho que isso pouco se discute até entre os fãs. (MC. 26anos, sexo feminino)”

“A letra da Legião é uma coisa assim (...), é tão interessante que as pessoas entendem a letra, né, que a pessoa que tem um estudo básico, ela se identifica, sabe? Ela consegue absorver aquela mensagem com muita facilidade. A letra da Legião, ela teve um grande impacto por isso. Você não precisa dissecar a letra para entender. A pessoa escuta e entende a letra da Legião com a alma. Você não precisar parar para analisar os versos, você não precisa para analisar, cê pega a mensagem e aquilo já te dá um insight sobre alguma coisa, entendeu? É fantástico! (A., 30 anos, sexo masculino)”

O clipe da música "Tempo Perdido", a versão colorida, no programa "Fantástico".



Tempo Perdido
Legião Urbana
Composição : Renato Russo

Todos os dias quando acordo
Não tenho mais
O tempo que passou
Mas tenho muito tempo
Temos todo o tempo do mundo...
Todos os dias
Antes de dormir
Lembro e esqueço
Como foi o dia
Sempre em frente
Não temos tempo a perder...
Nosso suor sagrado
É bem mais belo
Que esse sangue amargo
E tão sério
E Selvagem! Selvagem!
Selvagem!...
Veja o sol
Dessa manhã tão cinza
A tempestade que chega
É da cor dos teus olhos
Castanhos...
Então me abraça forte
E diz mais uma vez
Que já estamos
Distantes de tudo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo
Temos nosso próprio tempo...
Não tenho medo do escuro
Mas deixe as luzes
Acesas agora
O que foi escondido
É o que se escondeu
E o que foi prometido
Ninguém prometeu
Nem foi tempo perdido
Somos tão jovens...
Tão Jovens! Tão Jovens!...