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terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Botox controla suor em excesso e até enxaqueca

Botox controla suor em excesso e até enxaqueca
A substância bloqueia a ação de um neurotransmissor, que estimula o suor

Quando pensamos em botox, a primeira associação que fazemos é com o tratamento estético, mas a área de atuação da toxina botulínica não para de crescer e vai muito além dos retoques de beleza.

Para muitas pessoas, a substância representa ganho na qualidade de vida, pois também pode ser usada nos tratamentos de hiperidrose (suor exagerado), enxaquecas, distonia (contração muscular involuntária) e nos casos de paralisia e assimetria facial.

A toxina pode corrigir a transpiração exagerada nas mãos, nos pés e nas axilas. A hiperidrose incomoda e gera insegurança em quem sofre do problema, mas as injeções na área afetada controlam de forma eficaz o suor. O tratamento não é definitivo, mas o período de reaplicação pode ser até anual em alguns casos.


Utilidades
Enxaquecas: 
O botox é usado como uma forma de prevenir crises. A substância é injetada em até 39 pontos da cabeça e do pescoço do paciente. Acredita-se que a toxina iniba a inflamação dos vasos sanguíneos da cabeça e que ela altere a percepção da dor

Hiperidrose: A toxina botulínica inibe a liberação do neurotransmissor acetilcolina, responsável pelas contrações musculares e estimulação das glândulas sudoríparas, bloqueando a liberação da secreção de suor. As injeções têm efeito temporário, mas podem durar até um ano, dependendo do caso

Distonia: A aplicação de botox já demonstrou produzir alívio significativo da dor em mais de 85% dos pacientes e melhora da distonia, com diminuição da movimentação involuntária, em 70% dos casos tratados. Tiques nervosos também podem ser tratados com a substância

Incontinência urinária: O medicamento é aplicado em 30 pontos da bexiga por meio de uma endoscopia realizada no canal da uretra. O botox paralisa o músculo da bexiga, que não vai mais contrair involuntariamente e impedirá que a pessoa sinta a vontade incontrolável de urinar

Nistagmo: Movimento involuntário dos olhos, geralmente de um lado para o outro, o que dificulta drasticamente a formação das imagens. Esses movimentos podem ser verticais ou circulares. O botox relaxa os músculos dos olhos e ameniza os estímulos
"Tenho pacientes que vão ao consultório a cada dez meses, outros uma vez por ano. A medida que o paciente vai fazendo o tratamento, o efeito torna-se mais prolongado", explica a dermatologista Karina Mazzini. 

A médica explica que a substância bloqueia a ação de um neurotransmissor chamado acetilcolina, que estimula a produção do suor. "O procedimento funciona porque impede essa produção. Já quem usa muito antitranspirante para conter o suor, pode ter abcessos e outros problemas. O suor produzido precisa sair", alerta a médica. 

O valor das aplicações ainda é alto, podem ultrapassar R$ 1,5 mil. Mas quem faz o tratamento diz que vale a pena. A delegada Cristina Forattini, 49, começou as aplicações nas axilas há três anos. "Estou muito feliz com o resultado. Eu ficava chateada porque não podia usar roupas coloridas e me sentia incomodada nas solenidades em que participava", conta.

A toxina é usada, ainda, nos casos de paralisia - causada por derrames - e assimetria facial. A dermatologista Maria Victoria Souza explica que as injeções são aplicadas no lado que não perdeu o movimento, para reduzir o contraste com o lado paralisado. Além disso, o botox melhora a enxaqueca e alivia a dor de quem sofre de distonia. 

"Tenho pacientes com distonia na região do pescoço e isso atrapalha inclusive a deglutição, mas as injeções têm sido eficazes. Já quem tem enxaqueca se beneficia muito quando faz retoque nos olhos ou remove rugas, porque as aplicações são feitas na região frontal", diz a médica. 


Daniella Zanotti


A Gazeta

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Injeções de botox no rosto reduzem capacidade de perceber emoções alheias, diz estudo

Pessoas que recebem injeções de botox no rosto podem ter dificuldade de perceber pensamentos e emoções alheias, segundo cientistas americanos.

O estudo, divulgado na publicação científica "Social Psychological and Personality Science", afirma que rugas de expressão, como pés de galinha, linhas na testa e vincos entre as sobrancelhas são essenciais na interpretação das emoções humanas.

Ao paralisar a musculatura do rosto e reduzir estas marcas, o Botox dificultaria o processo de empatia na comunicação entre indivíduos.

Ricardo Moraes-13.nov.2008/Associated Press

Estudo divulgado na publicação "Social Psychological
and Personality Science" mostra que botox
causa perda de empatia
Estudo divulgado na publicação "Social Psychological and Personality Science" mostra que botox causa perda de empatia

O Botox, ou toxina botulínica, é um composto produzido por uma bactéria anaeróbia e utilizado em tratamentos estéticos em pequenas doses para suavizar as marcas causadas pelas contrações musculares na face ao longo do tempo.

Ao ser aplicada no rosto, a toxina bloqueia a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor que leva mensagens elétricas do cérebro aos músculos faciais.

Segundo o psicólogo da Universidade do Sul da Califórnia David Neal, um dos responsáveis pela pesquisa, isso acontece porque, normalmente, os seres humanos decifram as emoções alheias imitando involuntariamente as expressões uns dos outros.

"A comunicação humana pode ser muito sutil. Eliminar uma parte da informação - seja com a comunicação por e-mail e Twitter ou com a paralisia dos músculos da face - pode ser a diferença entre a comunicação bem-sucedida e o fracasso", afirmou David Neal.

COMPARAÇÃO

A pesquisa, conduzida por Neal e pela psicóloga e neurocientista Tanya Chartrand, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, comparou um grupo de pessoas que fizeram tratamentos estéticos com botox com outro grupo, que utilizou a técnica do preenchimento cutâneo para diminuir as rugas.

O preenchimento cutâneo é feito injetando substâncias químicas sob a pele de rugas e sulcos, em partes selecionadas do rosto. O procedimento, no entanto, não paralisa a musculatura da face.

Os dois grupos de voluntários tiveram que olhar fotos de outras pessoas e relacionar cada imagem com as emoções humanas correspondentes.

Segundo Chartrand, o grupo com botox interpretou as expressões faciais com menor precisão. Já o grupo que fez preenchimento cutâneo teve resultados semelhantes a adultos que não fizeram nenhum tipo de tratamento estético facial.

"As pessoas imitam inconscientemente as expressões faciais das outras, em um processo que envia sinais do rosto para o cérebro. Elas usam esta informação para reproduzir e entender o significado emocional das expressões."

Para a pesquisadora, os pacientes que usam botox não conseguem entender as emoções de outras pessoas porque são incapazes de imitá-las. "Esta inabilidade elimina uma parte crucial da comunicação interpessoal."

quarta-feira, 23 de março de 2011

Britânica aplica injeções de botox na filha de oito anos

Mulher acredita que a filha será modelo, atriz ou cantora no futuro. 'O que estou fazendo vai ajudá-la a se tornar uma estrela', disse ela.
A britânica Kerry Campbell, de 34 anos, chocou o Reino Unido ao aplicar injeções de botox na filha de apenas oito anos. A mulher, que mora em Birmingham, disse que realiza o procedimento, pois quer transformar a filha Britney em uma estrela, segundo o jornal inglês "The Sun".


foto: Reprodução/The Sun

Kerry acredita que a filha será modelo, atriz ou cantora no futuroDe acordo com a reportagem, a menina recebe as injeções de botox da mãe, que é esteticista, uma vez a cada três meses. "O que estou fazendo agora por Britney vai ajudá-la a se tornar uma estrela", afirmou a mulher, que acredita que a filha será modelo, atriz ou cantora um dia. [G1]




Botox no corpo
Botox®, toxina botulínica tipo A, tem sucesso ao ser utilizado para tratar o blefaroespasmo, estrabismo e distonia cervical - todas são condições que, de alguma forma, envolvem espasmos, contrações involuntárias dos músculos.

A pele ao redor dos olhos não fica lisa para sempre, pois a utilização repetitiva dos músculos causam franzimento e, conseqüentemente, rugas

Após a toxina botulínica ter sido injetada nos músculos afetados, os espasmos ou contrações são reduzidos ou eliminados juntos. Os efeitos do tratamento não são permanentes, há declarações que eles duram de três a oito meses. Ao injetar a toxina botulínica diretamente em um determinado músculo ou grupo muscular, o risco dela se espalhar para outras áreas do corpo é bem diminuído.

O Botox® cosmético é utilizado com sucesso para tratar das linhas glabelares (franzimento) graves e é aprovado para ser utilizado em pacientes adultos até 65 anos de idade. Também uma forma de aplicação de toxina botulínica do tipo A, é quando o Botox® cosmético é injetado nos músculos ao redor da área marrom, por exemplo, aqueles músculos não podem ser "enrugados" por um período. Eles estão paralisados. Então, as rugas nesta área, geralmente chamadas de sulcos ou linhas de franzimento, temporariamente desaparecem.

Efeitos colaterais
•Disfasia
•Infecção do aparelho respiratório superior
•Dor de cabeça
•Dor no pescoço
•Ptose
•Contusão/dor nos locais da injeção
•Náusea


Outras aplicações para o Botox® estão atualmente sob investigação. Relatou-se que a disfonia espasmódica, um distúrbio neurológico que afeta os músculos da laringe, responde bem ao tratamento com Botox®. Também foi utilizado para tratar outras distonias, como cãibra do escritor, bem como espasmos faciais, tremores de cabeça e pescoço e hiperhidrose suor excessivo. Um estudo recente foi realizado para observar sua utilização no tratamento da dor crônica do pescoço e nas costas.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Botox: algumas informações importantes

RIO - Quase todas as mulheres querem mais beleza no dia a dia. E não há nada melhor do que a mãozinha que ciência dá, aperfeiçoando os procedimentos estéticos e trazendo mais segurança aos tratamentos. Ainda assim, há muitos mitos quando o tema é rejuvenescimento facial. Para esclarecê-los, consultamos duas dermatologistas, Bhertha Tamura, de São Paulo, e Juliana Neiva, do Rio, que falam sobre o uso cada vez mais comum da toxina botulínica, o botox, para as técnicas de preenchimento facial de rugas estáticas, para a reposição de volume e para a atenuação das rugas dinâmicas.

1 - A toxina botulínica tipo A pode ser utilizada para aumentar o volume dos lábios?

Segundo a dermatologista Bhertha Tamura, não, porque ela não tem a capacidade de aumentar o volume dos lábios. Ela serve para relaxar a musculatura onde é injetada, tratando as rugas de expressão, como as que se formam ao redor da boca. O tratamento indicado para aumento de volume dos lábios é o preenchimento labial que, além do volume, também pode ser utilizado para a redefinição de contorno.

A dermatologista Juliana Neiva destaca que nesta região dos lábios, a aplicação deve ser muito cautelosa e em pouca quantidade, para evitar efeitos colaterais desagradáveis, como a dificuldade em sugar um alimento líquido.

2 - A toxina botulínica tipo A pode paralisar o músculo, deixando o paciente sem expressão?

A questão é controversa. Bhertha garante que não, porque ela é aplicada diretamente no músculo responsável pela formação da ruga e atua relaxando a musculatura. Este relaxamento pode ser mais ou menos intenso, dependendo da dosagem e da técnica de aplicação. Atualmente, o tratamento é individualizado e considera as características e as expectativas de cada caso. Mas Juliana Neiva adverte que pode deixar, sim, a pessoa com menos expressão, o que não é um efeito desejável. Segundo ela, o ideal é levar a um relaxamento que deixe um aspecto mais natural.

3 - A toxina botulínica tipo A vicia?

Neste caso, as duas dermatologistas pensam igual: não existe nenhuma evidência científica de que a aplicação da toxina botulínica tipo A cause dependência ou vício. Juliana Neiva explica que o que pode ocorrer é uma dependência psicológica, daí a importância do dermatologista em adequar a dose e o tempo certo de reaplicação.

4 - Os cremes anti-rugas oferecem resultados similares ao tratamento com a toxina botulínica tipo A?

Bhertha diz que não

- Apesar de muitos cremes prometerem resultados iguais aos obtidos com a aplicação de toxina botulínica tipo A, este é mais um mito. Primeiramente é importante reforçar que não existe nenhum creme com toxina botulínica tipo A em sua formulação. Além disso, os cremes agem superficialmente na pele, melhorando a hidratação e atenuando as rugas mais finas. Já a toxina atua diretamente no músculo responsável pela formação das rugas de expressão. Portanto, os cremes atuam de forma diferente e não são capazes de reproduzir resultados comparáveis à toxina botulínica tipo A - explica a dermatologista paulista.

5 - A toxina botulínica tipo A pode substituir uma cirurgia plástica?

Não. Mas segundo Juliana Neiva, a toxina tipo A pode complementar a cirurgia plástica, tornando-a menos invasiva. E para Bhertha, as aplicações podem postergar a necessidade de uma intervenção cirúrgica, pois além de atenuarem as rugas de expressão, podem prevenir o surgimento de novas rugas pela reeducação da mímica facial.

6 - Qual a diferença entre as rugas estáticas e dinâmicas?

Ruga dinâmica é a ruga que aparece na face quando contraímos os músculos da expressão do rosto (por exemplo, quando ficamos bravos, contraímos os músculos da região entre as sobrancelhas - a glabela) ou os pés de galinha, quando sorrimos. As estáticas são aquelas que aparecem na fronte, pés de galinha ou outras regiões quando estamos em repouso, sem contrair nenhum músculo, explica Bhertha. Para Juliana Neiva, as estáticas representam um grau maior de envelhecimento.

7 - Por que o rosto perde volume ao longo dos anos?

Devido à degradação do ácido hialurônico, uma substância produzida naturalmente pelo organismo, presente na pele humana e que cumpre a função de reter água, além de deixar a pele mais hidratada e volumosa. Com o envelhecimento, o ácido hialurônico natural presente na pele se degrada e, por outro lado, o organismo humano diminui sua capacidade de repor esta substância, explica Bhertha. Juliana diz que há também uma redistribuição da gordura do rosto além da reabsorção óssea.

8- Os efeitos da toxina botulínica são imediatos?

Não. Os primeiros efeitos poderão ser observados entre de 48 a 72 horas imediatamente após o procedimento, garante Bhertha.

- Mas serão observados de forma mais completa em aproximadamente duas semanas. A duração total do efeito é de aproximadamente de quatro a seis meses, dependendo da resposta individual do paciente, da técnica de aplicação e da dosagem aplicada - explica a dermatologista.

9- O procedimento é realizado em todo tipo de clínica?

Não, enfatiza Bhertha. Este é um procedimento médico que requer conhecimento, técnica e habilidade por parte do especialista. O paciente deve procurar um médico experiente e capacitado na técnica de aplicação

10- Qual o intervalo recomendado entre cada aplicação?

- Os efeitos duram de 4 a 6 meses. Depois, o médico pode recomendar uma nova aplicação e a continuidade do tratamento. Ou, muitas vezes, o próprio paciente procura o seu médico antes deste prazo solicitando um novo tratamento. Se isso for possível, ele pode ser antecipado - diz Bhertha.

11- A aplicação é dolorida?

As dermatologistas garantem que a aplicação é praticamente indolor e normalmente feita com agulhas bem finas (tipo de insulina). Para pacientes mais sensíveis, pode ser utilizado um anestésico tópico local. Juliana Neiva explica que em sua clínica há um aparelho que refresca a pele, proporcionando o efeito anestésico.

12 - Existe toxina botulínica em creme?

Bhertha garante que não existe nenhum creme que apresente toxina botulínica tipo A em sua formulação. Os cremes atuam superficialmente sob a pele, melhorando sua hidratação e atenuando aquelas rugas bem fininhas. Mas Juliana Neiva explica que foi lançado nos EUA um produto com essa promessa, entretanto seus efeitos não se comparam aos do produto injetável e ainda não tem comprovações científicas.

13 - Qual a idade mínima para fazer esse tipo de tratamento pela primeira vez?

Não existe uma idade mínima para o início do tratamento. O mais importante é ter a indicação apropriada para o tratamento.

O Globo