Mostrando postagens com marcador neurocientistas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador neurocientistas. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Injeções de botox no rosto reduzem capacidade de perceber emoções alheias, diz estudo

Pessoas que recebem injeções de botox no rosto podem ter dificuldade de perceber pensamentos e emoções alheias, segundo cientistas americanos.

O estudo, divulgado na publicação científica "Social Psychological and Personality Science", afirma que rugas de expressão, como pés de galinha, linhas na testa e vincos entre as sobrancelhas são essenciais na interpretação das emoções humanas.

Ao paralisar a musculatura do rosto e reduzir estas marcas, o Botox dificultaria o processo de empatia na comunicação entre indivíduos.

Ricardo Moraes-13.nov.2008/Associated Press

Estudo divulgado na publicação "Social Psychological
and Personality Science" mostra que botox
causa perda de empatia
Estudo divulgado na publicação "Social Psychological and Personality Science" mostra que botox causa perda de empatia

O Botox, ou toxina botulínica, é um composto produzido por uma bactéria anaeróbia e utilizado em tratamentos estéticos em pequenas doses para suavizar as marcas causadas pelas contrações musculares na face ao longo do tempo.

Ao ser aplicada no rosto, a toxina bloqueia a liberação de acetilcolina, um neurotransmissor que leva mensagens elétricas do cérebro aos músculos faciais.

Segundo o psicólogo da Universidade do Sul da Califórnia David Neal, um dos responsáveis pela pesquisa, isso acontece porque, normalmente, os seres humanos decifram as emoções alheias imitando involuntariamente as expressões uns dos outros.

"A comunicação humana pode ser muito sutil. Eliminar uma parte da informação - seja com a comunicação por e-mail e Twitter ou com a paralisia dos músculos da face - pode ser a diferença entre a comunicação bem-sucedida e o fracasso", afirmou David Neal.

COMPARAÇÃO

A pesquisa, conduzida por Neal e pela psicóloga e neurocientista Tanya Chartrand, da Universidade de Duke, na Carolina do Norte, comparou um grupo de pessoas que fizeram tratamentos estéticos com botox com outro grupo, que utilizou a técnica do preenchimento cutâneo para diminuir as rugas.

O preenchimento cutâneo é feito injetando substâncias químicas sob a pele de rugas e sulcos, em partes selecionadas do rosto. O procedimento, no entanto, não paralisa a musculatura da face.

Os dois grupos de voluntários tiveram que olhar fotos de outras pessoas e relacionar cada imagem com as emoções humanas correspondentes.

Segundo Chartrand, o grupo com botox interpretou as expressões faciais com menor precisão. Já o grupo que fez preenchimento cutâneo teve resultados semelhantes a adultos que não fizeram nenhum tipo de tratamento estético facial.

"As pessoas imitam inconscientemente as expressões faciais das outras, em um processo que envia sinais do rosto para o cérebro. Elas usam esta informação para reproduzir e entender o significado emocional das expressões."

Para a pesquisadora, os pacientes que usam botox não conseguem entender as emoções de outras pessoas porque são incapazes de imitá-las. "Esta inabilidade elimina uma parte crucial da comunicação interpessoal."

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Neurocientistas defendem uso da maconha

Profissionais publicaram carta de apoio ao consumo medicinal e a usuários da droga

Almir Neto - A Gazeta

Os neurocientistas Stevens Rehen e Sidarta Ribeiro defendem a liberalização da maconha, não só para o uso medicinal, mas também para o uso próprio. Membros da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, eles divulgaram uma carta aberta em defesa do baixista Pedro Caetano, da banda  Ponto de Equilíbrio, preso por tráfico de maconha, no último dia 1º de julho.


A prisão aconteceu após a polícia ter encontrado dez pés de maconha na casa onde Pedro Caetano mora, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.


Apoio
Os dois pesquisadores argumentam que a lei nacional "é paradoxal, por não prever prisão para usuários". A Lei 11.343, que passou por mudanças em 2006, diz que quem semeia, cultiva e colhe substância psicoativa para consumo próprio pode ser punido com medidas socioeducativas e prestação de serviços comunitários.

O psiquiatra capixaba Ailton Vicente Rocha também defende o uso da maconha com fins exclusivamente terapêuticos. Para ele, já existem indicações mais do que comprovadas do uso da droga no apoio ao tratamento do mal de Parkinson, na radioterapia e  na quimioterapia.

Esta não é, no entanto, a postura do psicanalista clínico e coordenador de Políticas Públicas de Álcool e Drogas da Prefeitura de Vila Velha, Francisco Veloso. Ele é contrário à liberalização da maconha.

Segundo ele, o THC, principal princípio ativo da maconha, é responsável por inúmeros problemas reprodutivos, causa dependência física e psíquica. Diz ainda que a dependência psíquica é mais grave que a física, e lembra que a droga é um potente inibidor da censura.

Veloso disse que a liberação do uso da maconha é um passo grave. "Essa medida abriria a porta para o uso liberado de outras drogas mais potentes, o que seria uma catástrofe para a nossa sociedade", argumenta.