Profissionais publicaram carta de apoio ao consumo medicinal e a usuários da droga
Almir Neto - A Gazeta
Os neurocientistas Stevens Rehen e Sidarta Ribeiro defendem a liberalização da maconha, não só para o uso medicinal, mas também para o uso próprio. Membros da Sociedade Brasileira de Neurociência e Comportamento, eles divulgaram uma carta aberta em defesa do baixista Pedro Caetano, da banda Ponto de Equilíbrio, preso por tráfico de maconha, no último dia 1º de julho.A prisão aconteceu após a polícia ter encontrado dez pés de maconha na casa onde Pedro Caetano mora, em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro.
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Os dois pesquisadores argumentam que a lei nacional "é paradoxal, por não prever prisão para usuários". A Lei 11.343, que passou por mudanças em 2006, diz que quem semeia, cultiva e colhe substância psicoativa para consumo próprio pode ser punido com medidas socioeducativas e prestação de serviços comunitários.
O psiquiatra capixaba Ailton Vicente Rocha também defende o uso da maconha com fins exclusivamente terapêuticos. Para ele, já existem indicações mais do que comprovadas do uso da droga no apoio ao tratamento do mal de Parkinson, na radioterapia e na quimioterapia.
Esta não é, no entanto, a postura do psicanalista clínico e coordenador de Políticas Públicas de Álcool e Drogas da Prefeitura de Vila Velha, Francisco Veloso. Ele é contrário à liberalização da maconha.
Segundo ele, o THC, principal princípio ativo da maconha, é responsável por inúmeros problemas reprodutivos, causa dependência física e psíquica. Diz ainda que a dependência psíquica é mais grave que a física, e lembra que a droga é um potente inibidor da censura.
Veloso disse que a liberação do uso da maconha é um passo grave. "Essa medida abriria a porta para o uso liberado de outras drogas mais potentes, o que seria uma catástrofe para a nossa sociedade", argumenta.

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