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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Veja os carros mais econômicos


Fiat Uno Mille Economy é apontado como o mais eficaz, na lista com 51 modelos


Com o preço dos combustíveis nas alturas, observar se o automóvel é ou não econômico antes da compra virou item obrigatório. Para ajudar o consumidor na hora da avaliação, o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) divulgou a quarta edição do Programa Brasileiro de Etiquetagem Automotiva, ranking que lista o consumo de carros inscritos de forma voluntária pelas fabricantes.

No topo da lista, ficou o Fiat Mille Economy, capaz de fazer na estrada até 15,6 km por litro de etanol ou gasolina. Ao todo foram 51 modelos - os 17 mais eficientes estão listados no infográfico abaixo - de oito marcas: Fiat, Ford, Honda, Kia, Peugeot, Renault, Toyota e Volkswagen. Os carros receberam notas que variam de A (mais eficiente) até E (menos eficiente).

Vendas

Diante da grande quantidade de marcas e modelos disponíveis nas concessionárias, é possível afirmar que o Uno Mille Economy, considerado o mais eficiente pelo Inmetro, tem uma boa aceitação por parte dos consumidores no Estado. Das 5.756 unidades comercializadas em janeiro deste ano, 171 foram do modelo econômico da Fiat. Foram vendidas, ainda, 98 unidades do Gol G4 Ecomotion e 37 do Renault Sandero 1.0.

Do total de veículos comercializados em janeiro de 2012, o volume é 29,79% inferior a dezembro de 2011, quando foram vendidas 7.498 unidades. Mas se comparado com igual período do ano passado, quando foram comercializadas 4.710 unidades, houve crescimento de 11,76%. Os números são do Sindicato dos Concessionários e Distribuidores de Veículos do Espírito Santo (Sincodives).

Antes da compra 


A facilidade de crédito, o aumento dos salários e empregos alavancaram a venda de automóveis. Antes de finalizar uma compra, no entanto, é preciso levar em conta que um carro na garagem gera uma conta que vai além da parcela mensal do financiamento.

"Junto com o carro, vêm dívidas com IPVA, estacionamento, combustível, pedágio, seguro, manutenção e ainda há o risco de o motorista levar uma multa", enumera o economista Laudeir Frauches.

Diante do aumento de gastos, o ideal, segundo ele, é comprar o automóvel à vista ou dar uma boa parte do valor do automóvel como entrada. "É interessante também começar com um carro mais simples, que se encaixe no orçamento da família. Há ainda boas oportunidades de compra, afinal, há períodos em que os preços ficam mais baixos".

Fernanda Zandonadi
A Gazeta

domingo, 29 de agosto de 2010

Em Linhares, a roça dá lugar a megaprojetos

Nos próximos quatro anos, a região de Linhares deve receber nada menos que R$ 17,2 bilhões em investimentos. No Estado, o volume só é inferior ao da Região Metropolitana, que deve receber R$ 19,5 bilhões até 2014. Todo esse dinheiro traz forte repercussão no mercado de trabalho da região. A prefeitura do município acredita que, até 2012, serão criados 3,5 mil empregos na cidade.

Rio Quartel, um distrito a 15 quilômetros do centro de Linhares, será o local que mais deve mudar nesses próximos anos. Os moradores do lugarejo, que até bem pouco tempo atrás era estritamente rural, já começam a notar as mudanças. A Weg, maior fabricante latino-americana de motores elétricos, já está montando uma unidade às margens da BR-101. Um investimento de R$ 186 milhões que, até 2013, quando a fábrica estará em pleno funcionamento, deverá empregar mil trabalhadores.

A instalação da Weg é vista como o principal vetor de crescimento da região. Estado e município apostam que, com a implantação da fabricante de motores elétricos, Linhares abre as portas para a indústria de eletrodomésticos.

“A região de Rio Quartel será voltada para a indústria metalmecânica. Nosso foco maior é a atração de empresas da linha branca, mas também queremos atrair empresas de montagem de estruturas metálicas, de peças e até montadoras de automóveis. Aquela região está reservada para isso”, diz o secretário de Desenvolvimento de Linhares, Paulo Medina.

Outra empresa que já anunciou investimentos em Rio Quartel é a Tecnotêxtil, uma das maiores empresas brasileiras na confecção de cintas para a movimentação de cargas. As obras do empreendimento de R$ 6,3 milhões já começaram, e a expectativa é de que a empresa comece a funcionar este ano. Serão gerados 100 empregos diretos.

Polo de serviços
Segundo Medina, a ideia é criar vários polos de desenvolvimento dentro do município. “Teremos esse polo gás-químico, investimento da Petrobras, que será o maior do Brasil, há o polo moveleiro, teremos o metalmecânico e um de serviços. Queremos dar a segurança institucional necessária para o empresário vir para Linhares e investir sem medo. Em Rio Quartel, por exemplo, daremos a infraestrutura urbana necessária para quem já mora ali, mas a mancha urbana não irá crescer mais do que aquilo. A região está reservada para as indústrias”, argumentou o secretário.

O polo de serviços de Linhares terá a BR 101 como eixo principal. Ele começará no limite do município com Aracruz e se estenderá por dois quilômetros pela BR. No decorrer desses dois quilômetros, o município já reservou uma faixa de terra que entra outros dois quilômetros para leste e para oeste.

“Logística é algo muito sério, é o grande calcanhar de Aquiles das empresas, por isso, vamos abrir essa frente de serviços na cidade. A Coca-Cola tem uma indústria aqui, mas o centro de distribuição é lá na Serra. Imagina o custo de se ter uma distribuição tão longe. A ideia é que a região se especialize em oferecer uma logística de qualidade”.

Violência vem no mesmo compasso
Violência, drogas e falta de infraestrutura são alguns problemas enfrentados pelos moradores de Linhares. Afinal, nem tudo são flores quando o assunto é desenvolvimento econômico. Só em 2009, foram registrados 134 assassinatos na cidade.

Diretora da Associação dos Moradores do Centro, Marilene Milanez diz que o município vê a população crescer muito rapidamente, e a infraestrutura urbana não chega na mesma agilidade. “Existe muita expectativa, isso chama muita gente. O trânsito no Centro é muito complicado, a quantidade de mendigos é imensa, são muitos os usuários de drogas, e a prostituição, inclusive a infantil, não para de crescer. A qualidade de vida do linharense caiu bastante nos últimos anos”.

Em Rio Quartel, mais reclamação. “A violência só faz crescer. Vem muita gente de fora atrás de emprego, mas não tem para todo mundo. Muitos acabam ficando por aí. É um problema. Além disso, a saúde é precária, e as ruas não têm calçamento”, diz a diretora da Associação dos Moradores de Rio Quartel, Elizabeth Pessotti.

A Secretaria de Segurança sabe dos problemas e diz já estar tomando providências. O policiamento foi intensificado, e os números de 2010 são melhores. De janeiro até agora foram 52 homicídios, em 2009, no mesmo período, foram 97.

A prefeitura também reconhece as deficiências estruturais e promete melhorias. Em setembro, de acordo com a assessoria, começam as obras de infraestrutura urbana em Rio Quartel.

Em alta
R$ 17,2 bilhões
É o tamanho do investimento que a região de Linhares irá receber até 2014. Linhares só perde para a Região Metropolitana de Vitória, que terá R$ 19,5 bi
nos próximos quatro anos.

R$ 17.240 per capita
Em 10 anos, entre 1997 e 2007, a renda per capita dos linharenses cresceu 26%, passando de R$ 13.675 ao ano, para R$ 17.240. A região só está atrás da Região Metropolitana (R$ 21.084) e
de Anchieta (R$ 19.289)

Análise
Diferencial está na boa gestão
Ana Paula Vescovi , Presidente do Instituto Jones dos Santos Neves

A atuação do poder público torna-se decisiva para converter ganhos de renda em melhorias para o bem-estar da população. Um instrumento importante é a excelência na gestão do território. É preciso ter regras claras e instituir e operacionalizar os marcos legais previstos para o ordenamento territorial, além de qualificar a administração pública para assegurar a efetividade de tais instrumentos. Eles permitem dotar de infraestrutura as áreas a serem ocupadas com novas moradias ou com novas atividades econômicas, com respeito ao meio ambiente. Políticas sociais inclusivas também são fundamentais para prevenir a pobreza e a violência. Educação, qualificação profissional, saúde, segurança, habitação e saneamento completam o escopo das políticas públicas que, se integradas e articuladas no território, impactam positivamente a redistribuição da renda local e o bem-estar coletivo. Assim, o grande desafio da gestão é assegurar o espaço fiscal necessário para os investimentos públicos. Deve-se priorizar, então, o requerimento de uma gestão fiscal eficiente, ou seja, comprometida com o fortalecimento do ambiente de negócios, o empreendedorismo local, mas também com a contenção do crescimento das despesas de caráter permanente que, em geral, engessam o orçamento público. Em particular, os recursos provenientes de rendas do petróleo, por sua natureza, devem ser tratados de forma transparente e destinados às despesas de caráter transitório, ou seja, aos investimentos. A Gazeta (Abdo Filho) 


A população de Linhares cresceu 23% (de 112.617 para 138.679). E a expectativa é de que a construção do Complexo Gás-Químico e a instalação da WEG Motores sejam atrativos para trabalhadores.

"Muitos profissionais especializados que moram na Grande Vitória vão migrar para o interior atrás dessas oportunidades. Os grandes empreendimentos vão precisar de muitos técnicos e engenheiros. Na verdade, será necessária muita mão de obra qualificada para atender à demanda. O consumo de profissionais de todo o Estado será muito intenso. Em Anchieta, por exemplo, como a população é muito pequena, será necessário a absorção de trabalhadores de outras cidades", explica o coordenador dos Sines, Saul Siqueira Dias.

Governo quer evitar migração
Entre os problemas causados estão casas em áreas irregulares e trabalhadores sem qualificação

Preocupado com a chegada de gente de fora do Espírito Santo que deseja aproveitar as vagas de emprego, o governo estadual vai fiscalizar os empreendimentos em fase de instalação no interior. As empresas deverão contratar mão de obra local. "Recebemos a informação de que projetos em Linhares, por exemplo, estão recheados de trabalhadores da Bahia. Queremos impedir esse tipo de migração", afirma o coordenador dos Sines, Saul Siqueira Dias.

O secretário de Planejamento de Linhares, Bruno Marionelli, explica que a prefeitura quer evitar que vagas abertas sejam ocupadas por pessoas de outras regiões. "Qualquer investimento gera expectativa. Muitos dos que buscam essas oportunidades não tem qualificação, gerando um problema ainda maior. Há aqueles que passam a morar em áreas irregulares. Queremos evitar isso para que a mão de obra local seja mais aproveitada".

A coordenadora do Programa Integrado de Qualificação de Linhares, Jussara Carvalho de Oliveira, afirma que serão abertas 1,5 mil vagas em cursos este ano. "Nossa intenção é capacitar os moradores para que eles sejam aproveitados", diz.

Em Anchieta, secretário de Integração Econômica e Regional de Anchieta, Marcus Zanotti, explica que a prefeitura está impondo às empresas a contratação de moradores da região. "Quem mora em Anchieta e cidades vizinhas poderão ser contratados. Como toda a seleção é feita pelo Sine, a entidade cobra do candidato carteira de trabalho com registro profissional local e comprovante de residência. E para que mais moradores sejam aproveitados, vamos oferecer muitas qualificações". (A Gazeta)

domingo, 8 de agosto de 2010

10 formas de perder tudo e dar a volta por cima

Se você ganha pouco ou muito, pouco importa. Saiba apenas se cuidar para não cometer os 10 erros mais comuns que podem levá-lo a perder todo o seu dinheiro. Na verdade, basta cair em apenas uma dessas armadilhas para viver um colapso financeiro.
Os problemas vão desde gastar demais e tomar decisões equivocadas sobre os investimentos – o que você já ouviu muito –, mas passam também pelo mau hábito de fazer sua contabilidade apenas na cabeça ou não saber que seus documentos podem estar sendo usados por bandidos.

“Grande parte dos endividados faz planos em cima do salário bruto, esquecendo-se de que nele há descontos e cobrança de impostos. Com essa conta de cabeça, realiza compras e acaba gastando mais do que ganha. Para quitar as dívidas, a pessoa ainda recorre ao cheque especial ou ao rotativo do cartão, ficando mais endividado”, afirma o economista e planejador financeiro Conrado Navarro, da empresa de consultoria Dinheirama.

Segundo ele, o brasileiro não tem a cultura de se organizar financeiramente e de se preocupar com detalhes, como negociar os preços. “É preciso pedir descontos e ainda anotar tudo que gastou. Não é necessário comprar um caderno de contabilidade para isso. Nem que seja usada numa sacola de pão, o importante é anotar os gastos”, acrescenta.

A segunda maneira de ir à falência é abusar dos cartões de crédito e de lojas. Muitas pessoas chegam a ter mais de dez opções, tudo para aproveitar ofertas.

Só que ter tanto dinheiro de plástico à disposição é uma forma de perder o controle das finanças. Quando paga uma compra no cartão, o consumidor tem a falsa sensação de que não gastou. E ao chegar no limite de um, começa a usar outro para continuar consumindo. É aí que mora o perigo.

“O consumidor fica sem condições de pagar e cai no rotativo, pagando juros sobre juros que variam de 12% a 15% ao mês. As taxas são muito expressivas, e o cliente fica sem noção de que o seu saldo devedor só vai crescendo. Por exemplo: uma dívida de R$ 1 mil no cartão, no crédito rotativo, transforma-se em R$ 5 mil em 12 meses. Em dois anos, ela pula para R$ 20 mil”, alerta Navarro.

Fazer dos investimentos financeiros uma aventura radical é outra questão para se preocupar. Aplicações ousadas na Bolsa de Valores podem ser lucrativas, no entanto numa situação inusitada pode fazer você quebrar. As atitudes arriscadas variam de colocar todo o seu dinheiro em ações de uma só empresa ou fazer vendas dos papéis com a intenção de recomprá-los quando estiverem em baixa.

Trabalho extra só para pagar as dívidas

Trabalho durante o dia. E uma atividade extra durante a noite. Tudo para pagar as dívidas que foram se acumulando. Para deixar as contas atrasadas em dia, o casal Sidiney e Cintia Gonçalves resolveu montar um churrasquinho na garagem da sua casa, em Laranjeiras Velha, na Serra. Os problemas dos dois eram como os de várias pessoas: cartão de crédito, cheque especial, empréstimos e financiamento habitacional. “Isso tudo aconteceu porque gastávamos mais do que recebíamos. Agora, nossa situação está mais controlada. Eu tinha uma chapa e um freezer, então decidi montar um churrasquinho. E ter um negócio próprio é até bom, pois é uma forma de você aprender a se organizar”, conta. O espaço de lanches de Sidiney virou a atração do seu bairro. “Funcionamos de quarta a sábado, e abrimos aos domingos de jogos dos times cariocas”, afirma.

Recorra a um consultor para ficar no azul
Sua vida está entrando em uma overdose de dívidas? Procure ajuda profissional. Há consultores financeiros pessoais que podem ajudá-lo a sair da crise e a reerguer a cabeça.

O economista Antônio Marcos Machado é “personal financeiro” há seis anos e fala que a melhor maneira de fugir da inadimplência é buscar auxílio logo no início do endividamento.

“Nessa fase, ainda dá tempo de encontrar soluções mais rápidas. É melhor se desfazer de um bem, como o carro, pagar as dívidas, do que recorrer a um empréstimo e ficar ainda mais atolado em contas”, explica.

Segundo Antônio Marcos, um consultor financeiro pessoal trabalha não só a questão da gestão do orçamento, mas também, seu equilíbrio emocional, seu relacionamento familiar e sua capacidade de concentração no ambiente profissional. “Isso é muito importante para que ele possa exercer sua profissão com a necessária atenção no sentido de não ocorrerem erros, retrabalhos e até mesmo acidentes”, conta.

Ela afirma que, se uma pessoa já vendeu tudo o que tem e está numa situação complicada, a saída é tentar fazer negociações com os credores. “Porém é importante tomar cuidado com os prazos longos. Parcelar uma dívida em quatro ou cinco anos pode piorar a situação”, acrescenta.

O tempo ideal para que um “personal financeiro” ajude a família a fazer a reorganização é de seus meses. “Fazemos entrevistas mensais, observando o cumprimento de metas e objetivos traçados. A confiança tem que ser mútua. Se existem dívidas, elas devem ser apontadas integralmente, bem como a identificação dos credores. Isso facilita a elaboração de um plano de ação”, destaca.

O custo de um consultor é bem salgado. Varia de R$ 120 a R$ 200 a hora. Entretanto trata-se de um bom investimento para quem deseja se livrar das dívidas e ter uma vida financeira equilibrada.

1 - Contabilidade mental. O erro mais comum e um dos mais graves é a contabilidade mental. A pessoa que só se lembra do seu salário bruto e programa todas as suas compras em cima desse valor está rumo à falência pessoal. E quem continua a pensar desse jeito pode entrar num caminho muito difícil de voltar. O problema é que em cima do rendimento mensal entram descontos e impostos, e a pessoa recebe um pouco menos do que imagina. Sem saber o real valor do seu salário líquido, muita gente gasta acima do que deveria e acaba entrando no cheque especial. Outras ainda precisam acessar diversas linhas de crédito para conseguir recursos para pagar tudo que comprou. Fazer contabilidade mental é um erro gravíssimo. É importante olhar para o contracheque e identificar sua verdadeira renda e programar gastos e investimentos em cima do salário real.

2 - Abusar do cartão de crédito. Uma das principais causas de endividamento excessivo dos consumidores é o abuso com o cartão. As vantagens de ter um dinheiro de plástico na carteira são imensas. Prazos de até 40 dias para pagar as contas e possibilidade de parcelar compras sem juros estão entre as facilidades. É justamente com o objetivo de obter descontos e promoções exclusivas para clientes que muita gente decide contratar diversos cartões. Esse, no entanto, é um atalho para a falência. Ter diversos cartões pode levá-lo a comprar bens e contratar serviços que não estariam a sua disposição caso você tivesse apenas um cartão. Além disso, ao contratar diversos cartões, você passará a receber várias faturas diferentes. Dessa forma, será muito mais fácil perder o controle do volume total de gastos. A situação piora quando a pessoa começa a pagar o mínimo do cartão. A dívida vai aumentando cada vez mais, tornando-se impagável.

3 - Pagar as contas com cartão de crédito. Além de ter diversos cartões de crédito, muita gente prefere pagar dívidas com essa ferramenta. Essa atitude cria uma falsa ilusão de que a pessoa está com mais dinheiro. O problema é que, dessa forma, fica mais fácil cair nas garras do endividamento. Quando o saldo do cartão fica muito alto, a pessoa se vê obrigada a usar o crédito rotativo do cartão ou o limite do cheque especial para não ficar inadimplente. Essa é, no entanto, a pior decisão que uma pessoa pode tomar. Tente pagar as contas mensais com o seu salário. Usar o cartão de crédito para pagar as faturas e usar o dinheiro para comprar outros produtos é cair numa grande armadilha e ficar com uma dívida que não tem volta.

4 - Fazer investimentos inadequados. Investir todo o dinheiro em uma única aplicação de risco – uma empresa da Bolsa, um negócio ou um imóvel – é um dos principais motivos para a ruína das pessoas. Se todo seu portfólio de investimentos está concentrado em ações de empresas aéreas, por exemplo, uma eventual greve de aeronautas pode lhe causar um enorme prejuízo. Portanto, é recomendável sempre diversificar a carteira de investimentos como forma de mitigar os riscos. E não adianta distribuir o dinheiro entre ações da Petrobras, Vale e siderúrgicas. Se a economia global continuar a passar por maus bocados, todas as empresas produtoras de commodities tendem a ser bem prejudicadas. Uma diversificação bem-feita tem que levar em consideração esse tipo de risco específico de cada ação. Um jeito inteligente de diversificar o portfólio acessível mesmo para investidores inexperientes inclui a compra de fundos de renda fixa e mesmo a popular poupança.

5 - Não ter um dinheiro separado para as emergências. Viver sem uma reserva para emergências também é uma maneira de se preparar para cair na falência caso algum problema ocorra. Alguém que gasta todo o dinheiro que ganha vive de uma forma tão arriscada quanto praticantes de esportes radicais. Se algum dia essa pessoa perder o emprego ou a fonte de renda, poderá ficar também sem o imóvel que ainda não foi quitado e terá de aprender a conviver com uma súbita e drástica redução no padrão de vida. Além disso, a pessoa deve estar preparada para possíveis casos de doença e morte na família que provocam a necessidade de dinheiro. Em geral, especialistas em finanças pessoais recomendam que as pessoas guardem o equivalente a três a seis meses o valor da renda mensal para eventuais emergências. Caso a pessoa tenha uma renda mais inconstante – freelancers, consultores ou artistas, por exemplo – é necessário constituir uma reserva ainda maior para os períodos de vacas magras.

6 - Não saber que você pode estar sendo vítima de um golpe. Ignorar a possibilidade de furto de seus dados pessoais é outro motivo que tem levado muitas pessoas a falência. Nos Estados Unidos, cerca de 10 milhões de pessoas têm informações pessoais roubadas a cada ano. Esses dados podem ser utilizados para sacar todo o dinheiro que você guarda no banco, para tomada de empréstimos em seu nome ou para a realização de pagamentos eletrônicos. Não digitar senhas e outras informações importantes em computadores de terceiros, evitar incluir dados pessoais em falsos e-mails de empresas que solicitam seu recadastramento e não abrir arquivos executáveis que eventualmente chegam a sua caixa de mensagens são alguns dos cuidados a serem tomados. É importante ter cuidado também com golpistas que oferecem falsos investimentos financeiros com promessa de alta rentabilidade.

7 - Comprar um imóvel que está acima do padrão de vida. Ao escolher uma casa para viver, saiba quem não necessariamente a maior é a melhor. As prestações do crédito imobiliário, os impostos sobre a propriedade, despesas com manutenção e gastos com serviços públicos vão comprometer boa parte do orçamento mensal de uma família. Além disso, há sistemas de amortização do financiamento imobiliário - como a tabela Price - que preveem prestações crescentes ao longo do tempo. Essas armadilhas levam muita gente a perder o controle sobre a dívida - e acabar com a casa retomada pelo banco perdendo boa parte do dinheiro já desembolsado. Ter mania de grandeza na hora de escolher imóveis já levou até mesmo milionários à falência. Entre eles, estão o cantor Michael Jackson ou o ator americano Nicolas Cage. A melhor opção é o imóvel que combine com seu perfil e que possa ser parcelado por bancos que oferecem juros mais atrativos e descontos para clientes que pagam as mensalidades antes do vencimento.

8 - Passar por um processo de divórcio complicado. Separar-se do cônjuge, para muita gente, implica em abrir mão de metade dos bens acumulados durante a vida (em caso de comunhão total de bens) ou após o casamento (em caso de comunhão parcial). Se você não quer ter prejuízo financeiro em caso de fracasso no matrimônio, é necessário estabelecer em um contrato antenupcial o regime de separação dos bens. Nesse caso, o outro cônjuge só terá direito a reclamar parte de seus bens caso você morra. Se houver divórcio, o regime de separação de bens garantirá a integridade de seu patrimônio. Segundo a atual jurisprudência, haverá divisão de bens apenas na hipótese de casamentos que duram várias décadas e quando um dos cônjuges comprova passar por um momento de dificuldades financeiras. Nesse caso, a Justiça poderá decidir que você deve ajudá-lo.

9 - Fingir que não está endividado. Muita gente foge dos seus compromissos financeiros e fingem não ter nem problema. Só que se as dívidas começam a aumentar, muitas delas deixam de ser pagas e alguma empresa ou banco que lhe concedeu crédito tenta entrar em contato, não é hora de fugir. O melhor a fazer é explicar a situação financeira em que você se encontra, expor os motivos que o levaram à inadimplência e tentar renegociar parte dos débitos. Muitas vezes será possível conseguir a redução dos juros ou o alongamento dos prazos de pagamentos, o que poderá lhe dar tempo para organizar as finanças. Não adianta nada deixar as contas se acumularem na gaveta. A situação pode piorar se o nome foi inscrito na lista dos devedores, como na Serasa e no SPC. Ficar inadimplente compromete ainda mais a situação, já que será difícil ter acesso a outros tipos de créditos, mais baratos, para quitar as dívidas.

10 - Adotar estratégias arriscadas na Bolsa. Na crise de 2008, muita gente ganhou dinheiro ao apostar na queda das ações. O que esses investidores faziam era alugar ações de outros e as vender imediatamente com a expectativa de recomprá-las por um preço menor no futuro – com lucro. O problema é que essas operações - conhecidas como short-selling nos Estados Unidos e venda a descoberto no Brasil – costumam ter uma relação entre risco e retorno desproporcional. Ao comprar uma ação e apostar em sua alta, o máximo de dinheiro que alguém vai perder é o do próprio valor do papel. No entanto, nas vendas a descoberto, não há limites de perda, já que a ação pode subir indefinidamente. O melhor jeito de evitar o risco de quebrar com o operações de short-selling é não fazê-las.
Fonte: Investopedia.com.

Análise
Foco agora é na dívida dos mais novos

Leonardo Coimbra - Da Cercred, empresa de cobrança

Os jovens começam a despontar também entre os endividados. Tudo porque a oferta de crédito no momento tem estimulado o consumo da juventude. O problema começa quando o jovem recebe oferta de crédito, decide utilizar o serviço, mas acaba contraindo dívidas superiores a seu orçamento mensal, devido à falta de planejamento financeiro. No primeiro semestre de 2010, a parcela de não pagadores de idade até 20 anos dobrou em relação ao ano passado, chegando a 8%. Eles se endividam principalmente por causa do cheque especial, do cartão de crédito, financiamento de veículos e compra de outros bens. A tendência é aumentar o número de jovens endividados, e as empresas já pensam em novas formas de cobrar as dívidas das pessoas com menos de 25 anos. Além das formas usuais de cobrança (telefone, carta, boleto, SMS, Ura e cobrança externa), as assessorias estão inovando, promovendo encontros e até cafés da manhã para renegociar os débitos com os devedores.

Jovens controlam dinheiro dos pais
Com 19 anos, Arthur Vicente do Nascimento é o principal responsável por controlar as finanças da família. Entre dois cursos, Administração e Automação Industrial, ele acha tempo para controlar as contas e fazer as compras da casa. Há quatro meses, ele começou a monitorar todos os gastos.
“Alguém sempre gastava mais do que deveria. Então, fiz uma análise da vida financeira da família, adaptei umas planilhas financeiras para e fiz um orçamento familiar. Agora, recolho todo mês o dinheiro de cada um para realizar a manutenção da casa. Isso ajudou a reduzir o endividamento. Ainda há muito o que melhorar, mas penso que assim vamos viabilizar soluções para possíveis dificuldades”, explica o estudante que mora com a mãe, o pai, um irmão e um primo.

Outro jovem preocupado com a saúde financeira da sua família é o assistente de gerente da Sá Cavalcante, Joseilson Santana, de 28 anos. Ele confiscou todos os cartões de crédito e o dinheiro de seu pai, José da Silva Sobrinho, de 62 anos.

“Ele era meio desorganizado com as finanças da casa. Não conseguia juntar dinheiro. No início do ano resolvi ajudá-lo. Então, fiz um relatório com a evolução dos gastos e percebi que meu pai estava perto de ficar endividado. Hoje, ele gasta menos, e uma parte do dinheiro é aplicada na poupança e em capitalização. Nossa meta é a construção da nossa casa. Só quando sobra algo, ele pode gastar.”

Dica de livro
Vamos falar de dinheiro? O livro traz respostas para perguntas sobre dinheiro, planejamento financeiro, investimentos e economia. Escrito em linguagem acessível, sem "economês", o livro traz dicas sobre as alternativas de investimento disponíveis.
Autor: Conrado Navarro
Preço: R$ 37,90
informações: www.dinheirama.com

Ao mês
15% de juros - É a taxa média mensal aplicada pelos cartões de crédito nas faturas que entram no rotativo. Então, cuidado. Se está endividado no cartão, procure um empréstimo com juros mais baratos, como o consignado, que tem taxas a partir de 1% ao mês.

Agora é com você...

Tenha uma ideia do tamanho de seu problema. A primeira coisa a fazer é anotar todos os gastos do mês, inclusive os gastos pequenos, para descobrir de onde cortar.

Quanto mais intenso for o corte de gastos, menores serão os desgastes no relacionamento familiar.

Venda bens para pagar as dívidas. Troque o carro por um mais barato e passe a morar num imóvel menor.
Troque juros altos por juros mais baixos. Por exemplo: saia do cheque especial para um empréstimo consignado.

Elimine o uso de cartões de crédito e proponha um acordo para a quitação do débito.
Elimine o uso de cheque especial e negocie o pagamento.

Aumente sua renda mensal montando um negócio próprio. Isso pode ser feito sem prejudicar sua atividade profissional.

Uma solução que parece fácil de resolver é não fazer novos empréstimos para pagar dívidas existentes. Se esses novos empréstimos também forem de juros altos a situação vai se agravar e levar à falência.

É importante que a pessoa que esteja em desequilíbrio financeiro lute por seus direitos, com base no Código de Defesa do Consumidor. Juros abusivos, taxas indevidas e descontos não reconhecidos devem ser contestados no Procon e até nos Juizados Especiais. (A Gazeta) Autora: Mikaella Campos 

segunda-feira, 8 de março de 2010

EUA se dizem 'desapontados' com retaliação do Brasil


Órgão de comércio exterior do país diz preferir 'solução negociada'.
Brasil divulgou nesta segunda lista de produtos para retaliação.

Os Estados Unidos disseram nesta segunda-feira (8) estarem "desapontados" com a decisão do Brasil de aumentar as alíquotas do imposto de importação de produtos norte-americanos em retaliação a subsídios concedidos ao setor de algodão pelos EUA. 
Em comunicado, a porta-voz do USTr (órgão responsável pelo comércio exterior nos EUA), Nefeterius McPherson, disse que "estamos desapontados em saber que as autoridades do Brasil decidiram prosseguir com medidas contra o comércio americano na disputa envolvendo o algodão na Organização Mundial do Comércio".

McPherson disse que seu órgão "trabalha para encontrar uma solução sem a necessidade de que o Brasil recorra a estas medidas". "Continuamos preferindo uma solução negociada", diz o comunicado.

O governo brasileiro publicou nesta segunda a lista de produtos com os quais pretende retaliar os Estados Unidos em até US$ 591 milhões. A lista traz produtos como cosméticos, eletrodomésticos e veículos.

O Brasil foi autorizado em dezembro de 2009 pela OMC a aplicar a retaliação contra os Estados Unidos, no valor de até US$ 830 milhões ao ano, em resposta aos aos subsídios norte-americanos ao algodão.

O aumento de tarifas para os produtos da lista começa em 30 dias, o que dá espaço para que haja negociação com os EUA nesse período. O secretário americano do Comércio, Gary Locke, fará visita a Brasília nesta terça-feira (9).


Veja a lista dos produtos que serão incluídos em retaliação contra os EUA

Retaliação é consequência de decisão da OMC sobre algodão.
Produtos de beleza, alimentos e automóveis foram incluídos.
O governo federal divulgou nesta segunda-feira (8) a lista de produtos norte-americanos que poderão ter aumento no imposto de importação como parte de retaliação que pode ser aplicada aos Estados Unidos por conta da disputa relativa ao algodão na Organização Mundial do Comércio (OMC), que o Brasil venceu em agosto de 2009. 


Produto Alíquota atual (%) Nova alíquota (%)
Arenques, cong., exc.fígado, ovas, sêmen 10 30
Leite em pó 28 48
Soro de leite, modificado ou não, mesmo concentrado 28 48
Tripas de suínos, frescas, refrig. congel., salgadas, defumadas 6 28
Avelas, frescas ou secas, com casca 6 26
Nozes frescas ou secas, com/sem casca 10 30
Uvas secas 10 30
Pêras frescas 10 30
Cerejas frescas 10 30
Ameixas e abrunhos, frescos 10 30
Trigo (exc .trigo duro ou p/ semeadura), e trigo c/ centeio 10 30
Sebo bovino, em bruto 6 26
Outros óleos de soja 10 30
Óleos de nabo silvestre, bx.teor, em bruto 10 30
Óleos de nabo silvestre, bx.teor, refinados  10 30
Batatas preparadas ou conservadas, não congeladas 14 34
Misturas de sucos, não fermentados  14 34
Ketchup e outros molhos de tomate 18 38
Outras preparações para molho  18 38
Concentrados de proteinas  14 34
Complementos alimentares 16 36
Gomas de mascar, sem açúcar 16 36
Outras preparações alimentícias 16 36
Outras bebidas não-alcoólicas, exceto suco de frutas  20 40
Polpas, bagaços e outros derperdícios da indústria do açúcar  6 26
Metanol (alcool metílico)  12 22
Mistura de isômeros de diisocianatos de tolueno  14 28
Medicamento cont. paracetamol ou bromoprida, exc.em doses  14 28
Medicamento contendo anfenicois/outros sais, em doses  8 14
Outros medicamentos cont. polipeptideos/derivados, em doses  8 14
Medicamento c/outs. estrogenios/ progestogenios, em doses  8 14
Outs. medicamentos c/alcaloides, s/hormonios etc., em doses  8 14
Outs.medicam. c/comp. de funcao carboxiamida etc., em doses 8 14
Outs. pensos adesivos, artigos análogos c/camada adesiva  0 12
Outros categutes esterilizados etc., p/ suturas cirúrgicas  12 22
Água-de-colônia  18 36
Produtos de maquilagem para os lábios 18 36
Cremes de beleza, cremes nutritivos e loções tônicas  18 36
Outs. produtos de beleza ou de maquilagem preparados etc. 18 36
Xampus para os cabelos  18 36
Outras preparacoes capilares 18 36
Dentifricios  18 36
Outras preparações para higiene bucal ou dentária etc. 18 36
Preparações para barbear (antes, durante ou após)  18 36
Outros desodorantes corporais e antiperspirantes  18 36
Outros prods. de perfumaria ou toucador, preparados etc. 18 36
Outs.saboes/produtos/preparacoes, em barras, pedacos etc.  18 36
Outras preparacoes para lavagem (detergentes)  18 36
Garrafões, garrafas, frascos, artigos semelhs. de plasticos 18 36
Pneus novos para automóveis de passageiros  16 32
Outros pneus novos para onibus ou caminhões  16 32
Outras decalcomanias de qq.especie  16 32
Algodão simplesmente debulhado, não cardado nem penteado 6 100
Algodão cardado ou penteado 8 100
Tecidos de algodão, branco  26 100
Tecidos de algodão, tingidos  26 100
Tapete/revest. p/pavim. de nailon/ outra poliamida, tufado  35 60
Tecido impregnado/revestido etc., c/ outros plásticos 26 48
Luvas de malha, impregnadas etc., de plastico/borracha  35 60
Calças, jardineiras etc., de algodão, de uso masculino 35 100
Calças, jardineiras etc. de algodão, de uso feminino   35 100
Cortinas, sanefas etc., de fibras sinteticas, exc. de malha 35 60
Outros artefatos confeccionados,de falso tecido   35 60
Outros artefatos têxteis confeccionados 35 60
Artefatos de joalharia, de outros metais preciosos, etc. 18 36
Aparelhos de barbear, nao-elétricos  18 36
Lâminas de barbear, de seguranca, de metais comuns 18 36
Congeladores (freezers) tipo armario, capacidade até 900l 20 40
Cortadores de grama, motoriz. disp. corte num plano horiz. 18 36
Leitores de códigos de barras 12 22
Outras pilhas/baterias eletr. 16 32
Outs. fornos, fogões, cozinha etc., eletroterm. uso domestico   20 40
Terminais portáteis de telefonia celular  16 32
Outros microfones e seus suportes 20 40
Alto-falante único montado no seu próprio receptáculo  20 40
Alto-falantes múltiplos montados no mesmo receptáculo  20 40
Fones de ouvido (auscultadores), mesmo c/ microfone 20 40
Aparelhos eletr. de amplificaçao de som   20 40
Outros aparelhos videofônicos de gravação/ reprodução   20 40
Outs. câmeras de televisão  20 40
Outs.câmeras de vídeo de imagens fixas   20 40
Outs. apars. recep. radiodif. c/apars. som, p/veic.automoveis  20 40
Monitores c/ tubo d/ raios catód. Policromáticos  20 40
Automóveis c/motor explosão, menor ou igual a 1000 cm3  35 50
Automóveis c/motor explosão, 1500  35 50
Automóveis c/motor explosão,cm3>3000,ate 6 passageiros  35 50
Automóveis c/motor explosão, cm3>3000, sup. 6 passageiros  35 50
Automóveis c/motor diesel cm3 >2500, até 6 passageiros   35 50
Motocicletas,etc.c/motor pistão alternat. cil>800cm3  35 50
Barcos a motor, exc. com motor fora-de-borda   20 40
Outs. barcos/embarcações de recreio/ esporte, incl.canoas   20 40
Óculos de sol  20 40
Outros projetores de imagens fixas  18 36
Outras agulhas tubulares de metal   16 32
Outras agulhas  16 32
Artigos e aparelhos para fraturas  4 14
Outros artigos e apars. de prótese  14 28
Relógio de pulso, cx. met. comum, func. eletr. mostr. mecan.  20 40
Móveis de plasticos  18 36
Escovas de dentes, incl.as escovas p/ dentaduras  18 36
Fonte: Câmara de Comércio Exterior (Camex)