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domingo, 22 de maio de 2011

Oxi pode matar 30% dos usuários em apenas um ano

Oxi pode matar 30% dos usuários em apenas um ano
Uma droga mais devastadora do que o crack invade as ruas das cidades por todo Brasil.


O crack apareceu nos anos 80 nos Estados Unidos. Nós não tomamos nenhuma medida preventiva. Sequer educamos as crianças. O que aconteceu? A primeira cracolândia se estabeleceu em São Paulo e a droga se espalhou pelo Brasil inteiro. As estimativas são de que existam 1,2 milhão de usuários de crack pelo país. É uma epidemia. Agora surge o oxi. Uma preparação mais bruta, mais barata da cocaína e ainda mais destruidora do que o crack. É difícil prever o que vai acontecer? Nós vamos assistir passivamente à disseminação do oxi pelo Brasil inteiro? Nós não vamos fazer nada?
A droga, que é um subproduto do crack, é mais barata e mais viciante. A mistura perigosa pode provocar náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões.

“O oxi é um tipo de crack adulterado. Fundamentalmente todos eles vêm da pasta base de cocaína. É fundamentalmente você colocar nesta pasta base ou querosene, ou gasolina ou cal. E você vai transformar de uma forma muito tosca, com uma tecnologia muito tosca, um subproduto do crack, mais adulterado, que tem as características de ser mais barato, mais poderoso, e mais de fácil acesso para o usuário”, explica Ronaldo Laranjeira, psiquiatra da Unifesp.

O oxi entrou no Brasil há sete anos pelas fronteiras que o Acre faz com a Bolívia e o Peru. Ficou restrito ao norte do país até este ano, quando se espalhou por diversos estados. A primeira apreensão de oxi na cidade de São Paulo foi em março deste ano de 2011. É possível que o oxi já existisse antes?

“Eu acredito firmemente nisso. É muito provável que esse produto já estivesse em circulação pelo menos naquela região da cracolândia há mais tempo”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.

Quando você fuma o oxi, o querosene provoca náuseas, vômitos, tosse, sensação de sufocamento, tremores e até convulsões. Os vapores de cal irritam os olhos, provocam perda parcial da visão e cegueira. O oxi queima por onde passa. Boca, garganta, brônquios e pulmões ardem. Você pensa que está fumando cocaína, mas na verdade está se envenenando com querosene e cal.

“Quando ele vai ser queimado fica o resíduo da não queima de parte da querosene. A fumaça que sai é a fumaça que vai ser inalada. Querosene, cal. E nós temos o resíduo que sobra, uma espécie de uma graxa. O cheiro de combustível pela queima do querosene. A sobra é esse líquido oleoso, conhecida como oxi ou oxidado porque ele fica realmente oxidado”, explica um delegado.

“Eu acredito que o oxi pode alcançar muito rapidamente os consumidores de crack. O crack alcançou mais de 90% das cidades brasileiras por ser uma droga conhecida como barata. O oxi é mais barato do que o crack”, acredita Wagner Giudice, diretor do Denarc.

“Fizeram uma pesquisa de um ano com cerca de cem usuários e constataram que, em um ano, 30% desses usuários acabaram morrendo em razão dos efeitos dessa droga lá no Acre. Hoje, o oxi chega em uma zona onde o pessoal já está com graves problemas de saúde. A maioria dos que estão na Cracolândia sofre de AIDS, sofre de tuberculose, e, por incrível que pareça, sarna, em razão da promiscuidade que eles estão vivendo. Então o oxi entrando em um campo desses realmente vai causar mais malefícios”, alerta Reinaldo Corrêa, delegado do Denarc.

Marcos Antônio é um usuário de oxi e crack em tratamento. A dependência o fez roubar objetos da família e morar na Cracolândia.

“Passei três noites lá. Eu vi crianças de 7 anos de idade na fissura, ameaçando pessoas para dar um trago. Por ele ser muito barato, está entrando como uma avalanche no mercado. Lá na Cracolândia você compra trago por R$ 0,50. A gente se sente uma escória, a gente se sente um verme ali”, conta Marcos. “Vi que eu precisava me internar no momento em que vi meus filhos abandonados. Tenho duas filhas adolescentes.”

Uma droga devastadora como o oxi destruirá um número incalculável de usuários e famílias. Dependência química não é caso de polícia. É doença que precisa ser enfrentada com medidas preventivas e assistência médica para tratamento dos dependentes. Estamos diante de uma tragédia anunciada: o oxi. Ainda dá tempo para reagir.

Fonte: Site do Fantástico

terça-feira, 19 de abril de 2011

No Acre, meninas de 8 anos e mulheres de até 60 anos consomem oxi e fazem programas por R$ 2

Derivado de cocaína e mais letal que o crack, oxi destrói jovens e crianças no Acre


RIO BRANCO (AC) - Crianças na pista da BR 364, que liga Rio Branco, no Acre, a Porto Velho, em Rondônia, na BR 317 - a Estrada do Pacífico - e no bairro da Judia, na capital acreana, ficam horas e horas nas ruas, mas não estão brincando. Nas BRs, as meninas, com idades entre 8 e 14 anos, estão à espera de caminhoneiros, com quem vão fazer programas que custam entre R$ 2 e R$ 5. Na Judia, bairro de classe média baixa, elas ocupam as calçadas e são abordadas por homens de todas as idades. Além de se prostituírem, usam drogas como merla, cocaína e oxi - uma nova droga, subproduto da cocaína e pior que o crack, que surgiu no Acre e já se espalhou pela Região Norte, por estados do Nordeste e do Centro-Oeste e chegou a São Paulo, conforme O GLOBO mostrou no último domingo .

Na capital, as meninas são encontradas também perto do Mercado, na antiga rodoviária, no bairro 6 de Agosto, na Avenida Chico Mendes, na esquina da Rua 24 de Janeiro e perto das pontes que cortam a cidade. As menores vão para as ruas por ordem dos pais.

- As mais vulneráveis são as que moram perto das BRs e do bairro da Judia. Elas completam 8 anos e os pais as mandam para as ruas para conseguir dinheiro, dizem abertamente que devem se prostituir. Eles misturam cocaína com suco, elas tomam e saem. Começam praticando sexo oral e recebendo carícias. Daí, para o sexo é rápido - conta Z., que oferece ajuda para as prostitutas de Rio Branco desde 1987.

Segundo Z., na capital, cada bairro tem seu ponto de prostituição, divido entre as menores, as mulheres casadas, as que se vestem melhor, as mais pobres e os travestis. Em comum, a droga:

- Nas décadas de 80 e 90, elas não se drogavam. Hoje, a cada 50 profissionais do sexo, uma faz de cara limpa. Elas têm usado muito oxi e também bebem cada vez mais e mais cedo. A justificativa é: "Preciso chapar para encarar o programa".

Perto do Mercado, mulheres e crianças oferecem programas a partir das 9h. Elas usam um bar, na beira do Rio Acre, com pequenos quartos nos fundos para atender aos clientes. Funciona todos os dias da semana até as 22h e os preços variam de R$ 5 a R$ 20, dependendo do serviço a ser feito. Por lá, as drogas são vendidas a partir de R$ 5 e é possível encontrar oxi, merla e cocaína.

- Usei oxi pela primeira vez com um cliente. Ele trouxe, deu uma fissura legal. Peguei o dinheiro que ganhei dele e fui comprar pedra. Agora, uso todo dia e me sinto bem - conta H., de 23 anos, que têm três filhos e desde que começou a fumar, há pouco mais de um mês, não tem passado muito tempo com eles.

Essa sensação de bem-estar que as usuárias de oxi relatam - "minha viagem mais tranquila", "quem inventou oxi é abençoado", "tive momento de paz" - tem feito com que quem divide espaço com elas nos bares, prostíbulos e até nas ruas passe a usar a pedra. O interesse na droga é tanto que alguns traficantes dão as pedras para que usem durante os programas e viciem os clientes.

- O oxi faz com que esqueçam a camisinha, com que peguem HIV, hepatites e nem se importem de passar para os clientes, além de não se cuidarem e de terem muitos filhos. E, infelizmente, em Rio Branco, sexo e droga são experiências cada vez mais precoces - conta Alvaro Augusto Andrade Mendes, pesquisador da Associação de Redução de Danos do Acre (Aredacre).

Droga mais letal que crack, provoca epidemia de vício pelo país‎

Um derivado da cocaína está provocando uma epidemia de vício na capital do Acre, Rio Branco, e está se espalhando pelo país. De acordo com reportagem em cinco páginas publicada na edição deste domingo do jornal "O Globo", a droga chamada de oxi é consumida e procurada por jovens e crianças de todas as classes socioeconômicas do estado da Região Norte. É possível ver viciados perambulando em todas as regiões da cidade.

Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o derivado tem o poder de dependência no primeiro uso, causando efeitos devastadores no organismo humano: doenças no sistema renal, emagrecimento, diarreia, vômitos e até perda de dentes, por conta do processo corrosivo provocado pela presença dos combustíveis na composição do oxi. A reportagem também ouviu depoimentos de viciados em luta pela recuperação em Rio Branco.


"Você usa oxi uma vez, e quer usar duas, cinco, dez, vinte vezes. Com a droga, fiquei viciado também em jogo", afirmou Irivan Lima do Nascimento, de 25 anos. Ele diz que chegou a traficar e perder quatro motos oferecidas pelo pai (que é fazendeiro), tudo por conta do vício.

O nome é uma abreviação de "oxidado": trata-se de uma mistura de base livre de cocaína e combustível (como querosene ou gasolina). É semelhante ao crack por ser uma pedra branca fumada em cachimbo, que custa mais barato e mata mais rápido. A droga veio da Bolívia e do Peru e entrou no Brasil pelo Acre. Há relatos de que o oxi já tenha deixado viciados nos outros estados da Região Norte e também em Goiás, Distrito Federal, em alguns estados do Nordeste e em São Paulo (nas regiões conhecidas como "cracolândia"). Existe a suspeita de que a pedra já pode ser localizada no Rio de Janeiro, mas a polícia não tem registro de apreensões.

Especialistas ouvidos pelo jornal informam que o derivado tem o poder de dependência no primeiro uso, causando efeitos devastadores no organismo humano: doenças no sistema renal, emagrecimento, diarreia, vômitos e até perda de dentes, por conta do processo corrosivo provocado pela presença dos combustíveis na composição do oxi. A reportagem também ouviu depoimentos de viciados em luta pela recuperação em Rio Branco.

"Você usa oxi uma vez, e quer usar duas, cinco, dez, vinte vezes. Com a droga, fiquei viciado também em jogo", afirmou Irivan Lima do Nascimento, de 25 anos. Ele diz que chegou a traficar e perder quatro motos oferecidas pelo pai (que é fazendeiro), tudo por conta do vício. [correiodoestado.com.br/]

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Advogado de Bruno é filmado fumando crack

A emissora de TV SBT/Alterosa teve acesso a um vídeo que mostra o advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, fumando crack. A gravação foi feita dia 29 de outubro de 2010 na favela da Ventosa, região noroeste de Belo Horizonte. No vídeo, o advogado Ércio Quaresma está no canto de um beco, uma boca–de–fumo, rodeado de outros viciados. Uma mulher, que foi quem comprou a droga para o advogado, é que oferece o cachimbo. Ela também é usuária.

Por causa do pagamento da pedra, há uma discussão entre os viciados. Ércio esclarece o pagamento, mas se confunde com o valor. Um homem, que seria o traficante da área, não gosta da confusão, mas se acalma ao saber quem está no local. Antes de ir embora, Ércio Quaresma pede para fumar a droga novamente. Ao saber da gravação desse vídeo, Ércio convocou a imprensa e revelou que é viciado em crack.


Do Portal UAI

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Cabo da PM viciado em crack assalta farmácia e é preso na Serra

Mais um exemplo do poder destrutivo das drogas aconteceu na noite desta terça-feira (3) em Laranjeiras, na Serra. Um cabo da Polícia Militar com 16 anos de profissão foi detido ao assaltar uma farmácia para sustentar o vício em crack.

Afastado da corporação por causa das drogas, o militar foi detido com um comparsa, Ivan Soares, de 25 anos, com quem roubou relógios, celulares e a quantia de aproximadamente R$ 500 para pagar dívida com traficantes.

Para assaltarem a farmácia - localizada na avenida central de Laranjeiras, local de grande circulação de pessoas - o policial e Ivan simularam estar armados e renderam os funcionários do estabelecimento. Os trabalhadores foram trancados em uma sala e um deles, o que estava no caixa, chegou a ser agredido no rosto.

Segundo polícia, os dois criminosos disseram que realizaram o assalto para pagar uma dívida de R$ 400 de crack. Depois do assalto, o cabo da PM e Ivan foram localizados pelo Grupo de Serviço Operacional próximo ao hospital Dório Silva.

Segundo os militares que realizaram a prisão dos bandidos, o cabo detido estava afastado e seguia em tratamento com uma junta médica. O ex-cabo disse que já é viciado em drogas há mais de um ano e que começou a fumar crack depois que perdeu um parceiro em uma troca de tiros.

Ivan, o homem que acompanhou o ex-militar no assalto à farmácia, foi identificado pelos funcionários do estabelecimento. Ele e uma outra pessoa teriam roubado o mesmo local no último dia 15. O cabo afastado da PM e Ivan Soares foram conduzidos ao DPJ de Laranjeiras.




O que é o crack?

O crack é um viciante poderoso e altamente estimulante que é derivado da cocaína em pó por um processo de conversão simples. Crack surgiu como uma droga de uso em meados da década de 1980. Ele é usado, pois produz um efeito imediato e porque é fácil e barato de produzir - tornando-o disponível e acessível.

Como é produzido ?

O crack é produzido pela dissolução de cocaína em pó em uma mistura de água e amônia ou bicarbonato de sódio . A mistura é fervida até formar uma substância sólida. A parte sólida é removido o líquido, secos, e é dividido em pedaços (pedras) que são vendidos como crack.

O que isso parece ?

Crack normalmente está disponível como pedras. As pedras de crack são de cor branca e variam em tamanho e forma.

Como o crack é usado?

O crack é quase sempre fumado. Fumar crack fornece grandes quantidades da droga para os pulmões, produzindo uma intensa euforia e efeito imediato.


Quem usa crack?

Indivíduos de todas as idades usam o crack - os dados relatados na PNAD de Abuso de Drogas indicam que cerca de 6.222.000 residentes nos EUA com 12 anos ou mais usando crack pelo menos uma vez na vida. A pesquisa também revelou que centenas de milhares de adolescentes e jovens adultos usam de crack - 150.000 indivíduos com idade entre 12 a 17 e 1.003.000 indivíduos entre 18 e 25 utilizaram a droga pelo menos uma vez.

O consumo de Crack entre estudantes do ensino médio é um problema particular. Cerca de 4 por cento de estudantes de ensino médio nos Estados Unidos usaram a droga pelo menos uma vez na vida, e mais de 1 por cento usaram a droga no último mês, de acordo com a Universidade de Michigan de Acompanhamento da Pesquisa Futura.

No Brasil, como ainda faltam dados precisos sobre o perfil do usuário da droga, o Ministério da Saúde informou no dia 04/10/2010 que pretende divulgar até o início do ano que vem os resultados de um estudo que está desenvolvendo nas cidades do Rio de Janeiro, de Macaé (RJ) e de Salvador (BA). O objetivo é direcionar de forma mais eficiente as ações do Plano de Enfrentamento ao Crack e outras Drogas, que está recebendo R$ 140,9 milhões, em verbas federais.


Quais são os riscos?

A cocaína, sob qualquer forma, é uma droga poderosa que vicia e parece dependência se desenvolver mais rapidamente quando a droga é fumada - é o crack - que bufou - como a cocaína em pó normalmente é.

Além dos riscos habituais associados com o uso de cocaína (vasos sanguíneos, aumento da temperatura, freqüência cardíaca e pressão arterial e risco de parada cardíaca e convulsão), usuários de crack pode ter problemas respiratórios agudos, incluindo tosse, falta de ar, e trauma pulmonar e hemorragia. Fumar crack  também pode causar comportamento paranóico e agressivo.

Fonte: Centro Nacional de Inteligência de Drogas dos EUA e outros

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Com mãe viciada em crack, criança salva família de incêndio


Mãe é usuária de crack e estava desacordada quando fogo começou.
Todos saíram sem ferimentos; secretaria vai monitorar família.

Uma criança de 7 anos salvou o irmão de 2 anos durante um incêndio em Araçatuba, a 527 km de São Paulo. A mãe, de 24 anos, é viciada em crack e estava inconsciente quando o fogo começou.
As crianças dormiam quando o incêndio atingiu a casa. A menina acordou e tentou pedir ajuda à mãe. Como não conseguiu, levou o irmão para a rua e chamou os vizinhos, que acionaram os bombeiros.
Tudo dentro da casa ficou destruído: camas, colchões e roupas foram consumidos pelo fogo.
A polícia suspeita que uma vela tenha causado o acidente. As crianças foram para a casa de parentes e a mulher foi levada à delegacia, onde contou à polícia que é viciada em crack e estava desacordada na hora do incêndio.
A Secretaria de Ação Social da cidade informou que vai supervisionar a mulher.
Do G1