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quarta-feira, 28 de julho de 2010

Ação trabalhista pode ter motivado assassinato de universitário em Vila Velha

Ennio Júnior, de 26 anos, foi executado no ponto de ônibus de Araçás. O pai do estudante, que viu o crime, tentou reanimá-lo
foto: Nestor Müller - NA
Enio Rodrigues, aposentado, chora ao ver o corpo do filho Ennio Rodrigues Junio


Uma ação trabalhista que teria indenizado o universitário Ennio Rodrigues Júnior, 26 anos, assassinado no ponto de ônibus de Araçás, Vila Velha, na manhã desta terça-feira (27) pode ter sido o motivo da morte do rapaz. A informação surgiu de um policial militar que atendeu a ocorrência às margens da Rodovia Darly Santos. Familiares não deram declarações a respeito da informação, passada por um dos parentes ao militar. O pai do estudante, que viu o filho ser executado, preferiu não falar sobre o assunto.


A mesma informação foi passada ao delegado José Lopes Pereira que investigará o caso. "Essa informação chegou para mim. Isso será investigado, assim como qualquer outra informação que surgir. Na verdade as investigações começaram agora e a polícia não descarta nenhuma possibilidade", declarou Lopes.

O inquérito terá prazo de 30 dias, prorrogáveis por outros 30 se for necessário. Segundo a informação do policial que conversou com um dos parentes, a ação trabalhista resultou em uma suposta indenização de R$ 9 mil. O valor não foi confirmado pelo delegado José Lopes.


A informação de familiares da vítima é de que o jovem começou a trabalhar em uma loja de móveis e eletrodomésticos, logo depois de sair de outro emprego em uma loja de venda de peças de veículos. O motivo da saída do rapaz deste emprego e em que condições isso ocorreu não foram revelados.

Segundo o delegado, uma pessoa, que não terá a identidade revelada, foi ouvida nesta terça. A expectativa é de que novas testemunhas sejam ouvidas nesta quarta-feira (28).

Videomonitoramento 

A câmera de videomonitoramento instalada na fachada de uma empresa, em frente ao ponto de ônibus onde Ennio Rodrigues foi assassinado, não ajudou a polícia a identificar os autores do crime.

"As imagens foram analisadas, preliminarmente, antes de serem anexas ao inquérito, mas não ajudaram muito. Conseguimos identificar a movimentação no outro lado da rodovia, a chegada da moto em frente ao ponto e o momento do assassinato, mas tudo aparece na forma de vultos", disse o delegado.

Outro fator que dificultará a identificação dos criminosos é o fato do piloto e o atirador estarem com blusas grossas e largas, além de capacetes com viseira negras - que impossibilitam ver o rosto dos ocupantes da motocicleta. Na noite desta terça, o corpo de Ennio Rodrigues começou a ser velado na Igreja Batista de Araçás, após a chegada do caixão às 18h. O corpo do estudante será enterrado no jazigo da família, onde estão os restos mortais da mãe de Ennio, falecida em 2004. O enterro deve ocorrer antes do meio-dia desta quarta-feira.

Sonho de empreendedorismo 

O pai da vítima, o metalúrgico aposentado Enio Rodrigues, 63 anos, contou à nossa equipe de reportagem que iria abrir uma loja junto com o filho até meados de 2011. "Seria uma loja de peças de veículos, porque ele já trabalhou com isso e era muito caprichoso com o carro. Já tínhamos o terreno e até com a construção erguida", disse na noite desta terça-feira.

PAULO ROGÉRIO - GAZETA ONLINE

terça-feira, 27 de julho de 2010

Universitário é morto em ponto de ônibus, em Vila Velha

O jovem estava indo para o trabalho quando foi morto. O pai dele estava a poucos metros e assistiu a morte do estudante

Foto: Nestor Müller
O pai do universitário assassinado correu em direção ao filho e em vão ainda tentou reanimá-lo. 


O estudante do curso superior de Administração Ennio Rodrigues Júnior, 26 anos, foi morto na manhã desta terça-feira (27) em um ponto de ônibus, localizado em frente à Rodovia Darly Santos, na entrada do bairro Araças, Vila Velha, onde residia com a família. A vítima foi atingida com disparos na cabeça pelos bandidos.

O pai da vítima, o metalúrgico aposentado Enio Rodrigues, 63, estava a poucos metros de distância do ponto de ônibus quando viu dois homens aparecerem em uma moto preta e matarem o filho dele, que iria para o serviço em Vitória. O rapaz trabalhava em uma loja de móveis e eletrodomésticos como vendedor. 

Execução

O rapaz estava com o uniforme do trabalho e uma mochila nas costas, que continha objetos pessoais e uma sacola com muitas moedas. O dinheiro e os pertences não foram levados, o que fez investigadores acreditarem em crime de execução. Porém até o final da manhã desta terça, ainda não havia uma linha de investigação definida.

Aproximadamente uma hora depois do crime o local estava aglomerado de curiosos e amigos da família. Muitos deles choravam, sem querer manifestar em palavras a dor que sentiam.

Nervoso e em estado de choque, o pai da vítima contou com o apoio de colegas, vizinhos e familiares que apareciam no local. Enio Rodrigues disse que logo depois de ver o filho sendo morto, sem chance de se defender, correu em direção ao corpo e tentou reanimar o estudante. Depois do esforço em vão, o homem deu um último abraço no filho.




PAULO ROGÉRIO - DA gazetaonline

domingo, 4 de abril de 2010

Estudante da UFMG encontrado morto em Guarapari pode ter sido empurrado de pedreira



Foto: Arquivo Pessoal
O universitário mineiro Luiz Felipe Silva Leão de Carvalho, de 21 anos, encontrado morto na manhã deste domingo, em um lago de um estabelecimento de eventos ao ar livre em Guarapari, pode ter sido empurrado ou ter caído de uma pedreira do local. O jovem estava desaparecido desde a última quinta-feira, quando foi visto pela última vez, entrando na festa de um congresso realizado no Estado.

Luiz Felipe foi encontrado por volta das 8h por um segurança do local. De acordo com peritos, o corpo estava em adiantado estado de decomposição e tinha hematomas e escoriações. Indicações de que o universitário caiu ou foi jogado de uma pedreira
Luiz estava na companhia de sete amigos em uma festa à fantasia promovida pelo congresso nacional de estudantes, na noite de quinta-feira, no mesmo local em que o corpo fora encontrado. Porém, somente na sexta-feira o grupo percebeu que algo poderia ter acontecido ao amigo. Assim que souberam do desaparecimento do rapaz, familiares vieram ao Espírito Santo.

Segundo o tio da vítima, Luiz Gustavo da Silva, a família se sentiu desamparada na busca. “Nós chegamos sem saber o que fazer, partindo das informações dos amigos dele. Chegamos na delegacia, não tinha nenhum delegado pra fazer ocorrência. Não tinha um escrivão, não tinha impressora, não tinha scanner para fazer cópia da foto”, reclamou.

A família, de acordo com Luiz Gustavo, passou a buscar informações sobre o paradeiro do adolescente, sem ter o apoio de nenhum órgão. “Na PM falaram que não podiam vir. Um amigo nosso ligou para alguém influente e conseguiu acionar o Corpo de Bombeiros, que fez uma varredura na mata.”
Luiz Gustavo também relatou que a própria família e os amigos da vítima tentaram buscar informações nas comunidades vizinhas ao local da festa. “Os garotos entraram na favela panfletando porque não tinha uma viatura policial”, afirmou.

Bastante emocionado, o tio de Luiz Felipe disse que a família só reconheceu o corpo do rapaz por causa de objetos pessoais, já que o corpo estava em adiantado estado de decomposição. “O local é todo ermo, não tinha proteção, com um lago lá embaixo. Falta de responsabilidade, porque o Corpo de Bombeiros para liberar o alvará para uma festa aqui, não tem filho”, desabafou.

Fonte: Folha Vitória