Mostrando postagens com marcador trigêmeas. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador trigêmeas. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Pais autorizaram adoção de trigêmea ainda na gravidez no PR

Pais autorizaram adoção de trigêmea ainda na gravidez no PR



Despachos da Justiça do Paraná relatam que os pais das trigêmeas que estão em um abrigo de Curitiba assinaram, ainda na gravidez, documento permitindo a adoção de uma de suas filhas.

As decisões, datadas de março, são respostas a pedidos do casal para retomar a guarda das crianças, nascidas em 24 de janeiro.

Em depoimento citado em um dos despachos, uma psicóloga da maternidade relata que os pais disseram ter feito fertilização in vitro para ter filhos e que, dos quatro óvulos implantados na mãe, três fertilizaram, mas o casal só queria duas das três meninas.

A psicóloga diz ainda que durante a gravidez eles procuraram, no exterior, meios de abortar uma das crianças . A advogada do casal não comentou a informação.

Ainda segundo a psicóloga, depois que as crianças nasceram os pais orientaram os familiares a não visitar os bebês e disseram que só haviam nascido duas meninas.

O documento que permitia a doação de uma das meninas foi feito em agosto de 2010, cinco meses antes do nascimento das crianças, segundo as decisões da Justiça.

Em fevereiro, três semanas depois do nascimento, os pais confirmaram o desejo de renunciar a uma das meninas, dessa vez na Justiça e especificando qual das crianças. Na época, os bebês, que nasceram prematuros, ainda estavam internados.

Foi depois desse documento que a maternidade procurou o Ministério Público, que deu início ao pedido de abrigamento das trigêmeas por considerar que "os pais não teriam condições de paternidade e maternidade".

O casal se arrependeu da decisão quatro dias depois, mas já era tarde: a Justiça havia determinado o acolhimento das crianças.

A advogada do casal, Margareth Zanardini, afirma que os pais querem "desesperadamente" as três filhas de volta e estão "procurando todos os meios" para isso.

No processo, Zanardini diz que "a atitude equivocada dos pais não pode representar uma punição aos genitores, e muito menos às crianças, que são as maiores prejudicadas com a determinação do abrigamento".

Segundo ela, os pais não contaram com apoio psicológico na decisão de doar uma filha e, em vez disso, foram "tachados de insensíveis".

A advogada do casal defende que as crianças têm o direito à convivência com os pais, assegurado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente. Ela também solicitou laudos psiquiátricos para atestar que os pais têm condições de cuidar dos bebês.

A Folha consultou as decisões na versão on-line do "Diário Oficial da Justiça" do Paraná. Zanardini disse que a divulgação dos despachos é "totalmente irregular" e que já solicitou à presidência do Tribunal de Justiça providências para tirá-los do ar.

Ela reclama ainda da demora no julgamento do caso.

Fonte: Folha

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Pais de trigêmeas farão até apelo internacional, diz advogada

Pais de trigêmeas farão até apelo internacional, diz advogada

A advogada Margareth Zanardini, que defende o casal de Curitiba (PR) que teve as filhas trigêmeas levadas a um abrigo por decisão da Justiça, disse neste domingo à Folha que vai entrar, no início desta semana, com novo recurso no Tribunal de Justiça do Paraná para reverter a decisão.

"Se a Justiça brasileira não nos atender, quando não couber mais recursos meus clientes vão recorrer até internacionalmente", disse.

O casal fez tratamento de fertilização "in vitro" e teve trigêmeas. Na hora de sair da maternidade, os pais teriam rejeitado uma das meninas. O hospital acionou, então, o Conselho Tutelar, e a Justiça decidiu levar as três meninas para um abrigo.

Segundo a advogada, os pedidos que já fez em primeira e segunda instâncias e o novo pedido estão baseados em vários artigos do ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e de acordos internacionais, que garantem às crianças o direito de conviver com seus pais.

Zanardini contou que impetrou habeas corpus em defesa das crianças, que estariam "recebendo amamentação artificial no abrigo, enquanto poderiam estar sendo amamentadas pela mãe biológica". O pedido foi negado.

De acordo com ela, uma enfermeira do Hospital Nossa Senhora de Fátima, onde as trigêmeas nasceram, forneceu à Justiça um "atestado dizendo que [as bebês] não precisariam ser amamentadas pela mãe". Ela acrescentou que vai procurar o Conselho Regional de Enfermagem para exigir a revisão do posicionamento dessa profissional.

HISTÓRICO

O abrigamento das trigêmeas aconteceu em 23 de fevereiro, depois que as meninas passaram um mês na UTI do Hospital Nossa Senhora de Fátima, em Curitiba. Elas nasceram em 24 de janeiro, fruto de fertilização in vitro (técnica em que o óvulo já fecundado é colocado no útero da mãe).

Na unidade, o casal teria tentado abandonar uma das crianças --que estaria com insuficiência pulmonar. Funcionários da instituição disseram à Band News que médicos e psicólogos tentaram convencer o casal a ficar com as três crianças, mas não conseguiram.

A advogada do casal, entretanto, negou que uma das crianças tenha insuficiência pulmonar e que os pais tenham tentado sair do hospital levando somente duas das três filhas. Porém, ela disse que não daria sua versão para o episódio pois o caso corre em segredo de Justiça.

A reportagem não encontrou ninguém disponível para falar sobre o assunto no Hospital Nossa Senhora de Fátima neste domingo.

"Minha cliente amamentava as três sem distinção no hospital", disse a advogada. As trigêmeas nunca chegaram a ir até a casa dos pais. Segundo Zanardini, a primeira ação para reaver as meninas foi apresentada à Justiça logo no dia seguinte ao abrigamento.

Para a advogada, a Vara da Infância deveria ter feito acompanhamento psicológico com os pais antes de retirar as filhas deles. Especialistas ouvidos pela Folha acreditam que a Justiça agiu certo no momento, mas deve reavaliar a decisão.

Questionada sobre se o casal conhecia o risco de uma gestação tripla, Zanardini disse que somente os médicos poderiam afirmar como foi o procedimento. Profissionais consultados pela Folha disseram que, em casos de fertilização in vitro, cabe ao casal decidir quantos embriões serão transferidos para o útero. [FOLHA]

Entenda o caso:
Um casal que se submeteu a tratamento para engravidar e teve trigêmeas corre o risco de perder a guarda das meninas após tentar abandonar uma delas na maternidade, em Curitiba (PR).

Segundo a rádio Band News Curitiba, o pai queria, no máximo, dois bebês e tentou deixar no hospital uma das crianças, que tinha insuficiência pulmonar. Funcionários da maternidade, então, acionaram o Conselho Tutelar.

As trigêmeas nasceram em 24 de janeiro, prematuras, e passaram um mês na UTI, afirma a advogada do casal, Margareth Zanardini. Ela diz que os pais tentam na Justiça reaver as três crianças.

"É inédito um casal recusar filhos após tratamento", afirmou à Folha o ginecologista Karam Abou Saab, que implantou os embriões na mãe.

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pai rejeita 1 das trigêmeas após fertilização

Pais fazem inseminação artificial e rejeitam um dos bebês, diz médico
Pais fizeram tratamento para o nascimento de dois bebês; nasceram três.
Após o nascimento, pai rejeitou 1 dos bebês; os três foram levados para abrigo.



Três meninas que nasceram por inseminação artificial foram levadas pelo Conselho Tutelar para um abrigo em Curitiba depois de serem rejeitadas pelo próprio pai, após o nascimento. De acordo com o geneticista que implantou os embriões na paciente, Dr.Karan Abou Saad, o pai teria rejeitado uma das meninas porque esperava que o tratamento resultasse no nascimento de no máximo dois bebês. As crianças nasceram no dia 24 de janeiro deste ano (2011). A maternidade não quis comentar o assunto.

O médico explicou que nos primeiros exames de gravidez os pais já sabiam que seriam três bebês, mas quando eles nasceram o pai se recusou a levar para casa a terceira criança. Ele foi impedido pela maternidade que acionou o Ministério Público. Uma liminar proibiu a atitude e as três crianças foram encaminhadas para o Conselho Tutelar. O caso segue em segredo de justiça.

Em entrevista o Dr. Karan disse também que em 36 anos de profissão nunca tinha visto uma situação destas. "Pra mim é uma novidade, nunca vi um casal rejeitar um filho após um tratamento para engravidar", afirmou.

G1