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terça-feira, 1 de maio de 2012

Câncer de mama: 17% dos diagnósticos errados nos EUA

Exame de sangue pode prever risco de câncer de mama 

Cientistas descobrem mudança genética que favorece desenvolvimento da doença

Teste deve ajudar médicos a identificar pacientes que devem passar por ações específicas de prevenção contra o câncer de mama. (Thinkstock)

Um simples exame de sangue pode ajudar a prever a possibilidade de uma mulher desenvolver câncer de mama. Cientistas do Imperial College, em Londres, descobriram uma associação entre o risco da doença e uma alteração genética nas células brancas do sangue. Segundo os pesquisadores, um teste que analise mudanças específicas no gene ATM dessas células pode medir a possibilidade de uma paciente desenvolver o câncer. Isso poderia ajudar os médicos a identificar mulheres que se beneficiariam de ações preventivas contra a doença.

Os cientistas analisaram 1.381 amostras de sangue utilizadas em outros três estudos. Dessas amostras, 640 eram de mulheres que viriam a desenvolver câncer de mama no futuro – algumas demoraram até 11 anos para diagnosticar a doença. Ao analisar as células brancas dessas amostras, eles descobriram que uma mudança molecular chamada metilação do gene ATM podia servir como um marcador de risco para a doença. Segundo o estudo, as mulheres com maior grau de metilação no gene apresentavam o dobro de chance de desenvolver câncer do que aquelas com o menor grau. A pesquisa foi publicada na revista Cancer Research.

A metilação é um mecanismo epigenético, que faz com que fatores ambientais modifiquem o DNA. Ela funcionaria como um interruptor, ligando ou desligando o gene. Entre os fatores ambientais que poderiam desencadear tal reação estão o fumo, poluição, radiação, envelhecimento e consumo de álcool. Os pesquisadores, no entanto, não souberam apontar por que uma mudança no DNA das células brancas favoreceria o desenvolvimento do câncer.

Os cientistas já sabiam que alguns fatores genéticos podiam desencadear o câncer, mas ainda faltavam estudos sobre sua epigenética. Agora, com a nova pesquisa, eles podem ver como alterações no DNA aumentam o risco de um paciente desenvolver a doença, com até décadas de antecedência.



 Câncer de mama: 17% dos diagnósticos errados nos EUA 
 Nova York

Um erro de diagnóstico, não raro, mais uma vez levanta a polêmica sobre a necessidade de triagem precoce do câncer de mama. Com os avanços tecnológicos e exames cada vez mais sofisticados, patologistas precisam opinar sobre lesões cada vez menores, algumas do tamanho de um grão de sal, e que muitas vezes podem ser benignas ou tumores malignos em fase inicial.

Nos EUA, chamou a atenção o caso da enfermeira Monica Long, como foi noticiado no jornal "The New York Times". Em 2007, ela recebeu de um patologista num pequeno hospital em Cheboygan, em Michigan, um diagnóstico de câncer em fase inicial a partir de uma biópsia. Então Monica passou por uma cirurgia extensa seguida, que tirou um pedaço de sua mama, quase do tamanho de uma bola de golfe. Agora, três anos depois, ela descobre que foi vítima de um erro médico.

O novo mastologista está certo de que Monica nunca teve a doença, chamada de carcinoma ductal in situ, que aparece em microcalcificações no exame de mamografia e tem indicação de biópsia. Mas esta alteração pode ser também um processo benigno. No caso da americana, ela passou inutilmente por cirurgia, radiação, uso de medicamentos e, principalmente o medo de morrer.

Como na maioria das mulheres, os médicos na primeira avaliação tinham considerado a biópsia de mama como o exame padrão-ouro, uma técnica infalível para identificar o câncer. Porém entender a diferença entre algumas lesões benignas e câncer de mama em estágio inicial é uma área particularmente difícil da patologia. O problema levou o governo federal americano a financiar um estudo nacional de variações de patologia mamária, com base em preocupações que 17% dos casos de cânceres ductal in situ identificados por uma agulha de biópsia podem ser confundidos.

No ano passado, numa revisão de estudos, um grupo independente de especialistas dos EUA recomendou que as mulheres só façam mamografias a partir dos 50 anos e não a partir dos 40 anos.

Medicamento 
Um painel da Agência de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) disse ontem que a indicação para o medicamento Avastin, que é usado no tratamento do câncer de mama, deveria ser removida, após testes terem fracassado em demonstrar os benefícios do remédio. A FDA tomará a decisão final sobre se removerá ou não a indicação. Se isso ocorrer, significará que a indústria farmacêutica Hoche Holding AG, que produz o Avastin, não poderá comercializar o produto para tratamento de câncer de mama, embora possa continuar a vendê-lo para uso nos tratamentos de câncer de cólon, pulmões e outros tipos para a qual foi aprovado.

O governo dos Estados Unidos decidiucriar uma comissão para investigar a suspeita de erros em resultados de exames para detectar o primeiro estágio do câncer de mama. A notícias foi divulgada pelo jornal "The New York Times", que relatou casos de mulheres que teriam sido operadas sem necessidade.
Entre todos os tipos de câncer de mama, o mais comum é o carcinoma ductal. Ele ataca as células do canal por onde passa o leite materno e pode se espalhar pelo seio. O primeiro estágio desse tipo de câncer.


Em três horas, médicos tratam câncer de menina
Em uma cirurgia pioneira, médicos britânicos trataram em apenas três horas um câncer de osso localizado na canela de uma menina de seis anos de idade. O procedimento de alta precisão técnica envolveu a remoção de 8 cm do osso, aplicação de radioterapia na parte afetada e a reinserção do osso, já sem câncer, no corpo. A operação foi conduzida pela primeira vez na Grã-Bretanha sob um único teto, o centro de tratamento de câncer da Harley Street Clinic, em Londres. “Até então, o osso afetado por câncer tinha de ser enviado a um hospital localizado a cerca de meia-hora enquanto o paciente aguardava na mesa de operação por pelo menos uma hora”, disse o cirurgião que realizou o procedimento, Rob Pollock. (A GAZETA)

sexta-feira, 20 de abril de 2012

Câncer de mama é conjunto de 10 doenças diferentes


Câncer de mama é conjunto de 10 doenças diferentes
Alguns desses tumores têm alto risco de morte. Outros são mais fáceis de serem tratados

foto: Divulgação
Alguns desses tumores têm alto risco de morte. Outros são mais fáceis de serem tratados
Um estudo liderado por uma dupla de cientistas portugueses que trabalha no Reino Unido descobriu que o câncer de mama é, na verdade, um conjunto de dez tumores separados. A pesquisa foi apresentada na edição da revista científica britânica "Nature".

O grupo de pesquisadores europeus e canadenses analisou cerca de dois mil tumores e descobriu que eles podem ser divididos em subtipos causados por mutações genéticas diferentes o suficiente para merecerem tratamentos específicos.

Para eles, cada subtipo é como se fosse uma doença diferente e independente, com causas e consequências próprias. E apenas um deles tem características hereditárias - ou seja, pode ser passado de mãe para filha.

Alguns desses tumores têm alto risco de morte. Outros são mais fáceis de serem tratados. Segundo os cientistas, se os médicos conseguirem identificar exatamente com qual tumor eles estão
lidando, os tratamentos podem ser mais diretos e dar resultados melhores.

Defesa

Um dos subtipos que mais chamou a atenção foi um que parece ser reconhecido pelo sistema de defesa do organismo. Um dos grandes desafios do tratamento do câncer é fazer com que nossas células de defesa reconheçam o tumor como uma ameaça. A descoberta pode ajudar a abrir caminhos para novas possibilidades de tratamento não apenas para esse tumor, mas também para outros tipos de câncer.(G1)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Rita Camata faz cirurgia e retira nódulo do seio


Ela precisou retirar a mama direita para a realização de biópsia

A Gazeta


A ex-deputada federal Rita Camata (PSDB) levou um susto ao fazer exames de rotina no final do ano passado. Foram detectados vários nódulos no seio direito e, devido à suspeita de câncer de mama, ela passou por uma cirurgia, no último dia 27, e precisou retirar o seio. Para alívio dela e dos familiares, os exames revelaram que todos os nódulos eram benignos.

A princípio reticente para falar sobre o assunto, Rita, que tem 50 anos, aceitou para alertar outras mulheres sobre a necessidade de fazer exames de rotina, como a mamografia. Ela ficou dois anos sem fazê-lo.

"A mulher não pode se descuidar. Fiquei dois anos sem fazer mamografia. Ninguém está imune. Não podemos pensar só em trabalho, temos de fazer todos os exames preventivos".

Ela ressaltou que o diagnóstico foi mais preciso porque fez a mamografia digital, exame disponível em poucos hospitais e em nenhum de Brasília.

A notícia sobre os nódulos veio após a derrota para o Senado. "É claro que se você sai de uma derrota, numa disputa por ideal, essa conjunção abala. Mas tenho muita fé em Deus".

Devido ao número de nódulos e ao pouco volume de mama de Rita, foi preciso retirar o seio para fazer a biópsia. A cirurgia, feita no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, incluiu a reconstrução da mama e a retirada de um cisto no útero, também benigno. Ela se recupera em Brasília e deve voltar ao Estado antes do carnaval.


Trajetória


Constituição.No seu primeiro de cinco mandatos de deputada federal, Rita Camata (PSDB) ajudou na elaboração da Constituição de 1988 e do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Campanhas.

Em 2002, foi candidata a vice-presidente na chapa de José Serra (PSDB). Já em 2009, deixou o PMDB e filiou-se ao PSDB, sigla pela qual disputou vaga ao Senado e foi derrotada, em 2010.

Cabeças.
Com mandato voltado principalmente às mulheres, Rita esteve na lista dos 100 cabeças do Congresso várias vezes. Pela beleza, foi considerada Musa do Congresso por muitos anos.

Emendas.
Uma das emendas de Rita garantiu a aquisição do primeiro mamógrafo digital público do Estado, no Hospital Santa Rita.

Autor: Ednalva Andrade

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Aos 4, mais jovem a ser diagnosticada com câncer de mama vence doença

Aleisha Hunter é a pessoa mais jovem a ser diagnosticada com a doença.
História da canadense foi contada pelo jornal britânico 'Daily Mail'.


Aleisha Hunter, hoje com 4 anos de idade.
(Foto: Worldwide Features / Barcroft Media /
Getty Images)

Todos os sobreviventes do câncer de mama foram às ruas às ruas,em Toronto no Canadá, se unindo e trocando histórias sobre seus terríveis sofrimentos. Mas este fim de semana passado, ninguém estava preparado para a pergunta que veio da menina de quatro anos, que os saudou em uma parada durante a sua caminhada de 60 quilômetros.

“Do you have the same cut as me?” "Você tem o mesmo corte que eu?"

Aleisha Hunter, em Cambridge, Ontário. A menina canadense, que fica na altura do joelho de um adulto e conhece todas as letras das canções do musical Cats, é a mais jovem sobrevivente do câncer de mama conhecida - e uma de um punhado de crianças ao redor do mundo a sofrer de um tumor maligno em seu peito antes de chegarem à puberdade.

Aleisha, que teve uma mastectomia total apenas há três meses atrás, foi uma das voluntárias ajudando mais de 4.600 caminhantes no fim de semana anual de Fim Câncer da Mulher, um fundraiser para a unidade do Princess Margaret Hospital de investigação do cancro.

O jovem sorriso largo e passos saltitantes desmentem a saga de um ano e meio que ela sofreu - uma das noites sem dormir, dores inexplicáveis e uma protuberância misteriosa em seu peito. Sua mãe, Melanie Hunter, tem repetidamente dito a ela como ela é especial, e os médicos Aleisha estão de acordo.

"Raros, raros - muito raros", disse Nancy Down, um terço da equipe de cirurgia que retirou tumor Aleisha, quando perguntado sobre a condição do jovem. "Eu o descreveria como um punhado de casos na literatura que têm sido relatados."

Quando a mãe Aleisha primeiro notou um pequeno caroço no lado esquerdo do peito da filha e procurou atendimento médico em Hamilton, o diagnóstico foi de inflamação linfática, uma infecção bacteriana dos gânglios linfáticos. Mas como o apetite Aleisha caiu drasticamente e o caroço expandida, um insatisfeito Sra. Hunter levou a filha para o pronto-socorro do Sick Kids Hospital de Toronto, em maio. Médicos prontamente ordenaram uma ressonância magnética e biópsia, que revelou que a massa - a esta altura ficando roxa, e espalhava-se como uma teia - era de fato um caso de carcinoma de peito juvenil secretoras.


A canadense Aleisha Hunter, hoje com 4 anos de idade, se recuperou totalmente após dois anos de tratamento contra um câncer de mama. Moradora na cidade de Toronto, a menina é a pessoa mais jovem a ser diagnosticada com a doença.

A história começou quando a garota começou a ter inchaços no peito, em dezembro de 2008. A mãe, Melanie, descobriu um caroço do tamanho de uma vagem no local, após um banho. À época, Aleisha ainda não havia completado três anos de idade.

Em janeiro de 2009, o inchaço aumentou, gerando uma pequena esfera de 2 cm, que impedia Aleisha de dormir, tamanha a dor.

Após o diagnóstico de câncer, uma mastectomia - cirurgia para remoção das mamas - foi feita e a garota teve 16 nódulos linfáticos retirados de seu corpo. O procedimento foi bem sucedido, o câncer foi removido e o tratamento dispensou o uso de quimioterapia e radioterapia. A garota saiu do hospital após três dias da operação.

"Eu sei que eu tive câncer no meu peito e que os médicos me fizeram melhorar", diz Aleisha, ao jornal britânico "Daily Mail". "Sei que a doença pode fazer algumas pessoas irem para o céu, mas eu estou melhor agora."

Durante a recuperação da cirurgia, Aleisha contou com a companhia de seu ursinho de pelúcia chamado Ash. Na foto, o 'parceiro' está com uma máscara. (Foto: Worldwide Features / Barcroft Media / Getty Images)A médica responsável pela cirurgia, Nancy Down, afirmou nunca ter visto um caso parecido em 25 anos de profissão. "É o caso mais jovem conhecido no mundo", disse a especialista. Os médicos acreditam que o câncer não irá retornar, mas Aleisha passará por check ups constantes nos próximos anos e por uma cirurgia para reconstrução dos seios quando chegar à adolescência.

O câncer de mama é raro em crianças pois há pouco tecido no local e os hormônios femininos ainda não se manifestaram. O risco aumenta com a chegada da puberdade, mas afeta normalmente mulheres com mais de 30 anos. Antes de Aleisha, a pessoa mais jovem a ser diagnosticada era Hannah Powell-Auslam, que soube da doença quando tinha apenas 10 anos, em 2008.

*Com informações do Daily Mail
e http://www.theglobeandmail.com/life/health/four-year-old-battles-breast-cancer/article1704895/

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Nova forma de combater o câncer de mama

Cientistas argentinos descobriram que o bloqueio de uma proteína pode ajudar a inibir o crescimento do câncer de mama, que anualmente causa 40 mil mortes na América Latina e no Caribe, informaram fontes oficiais ontem.

O trabalho revela que a proteína erbB-2, localizada na membrana celular e associada à falta de resposta aos tratamentos contra a doença, pode estimular o desenvolvimento do tumor quando migra para o núcleo da célula, destaca comunicado do Conselho Nacional de Pesquisas Científicas e Técnicas (Conicet). A pesquisa, dirigida por Patricia Elizalde, detectou que, através de progesterona, a erbB-2 se movimenta e chega ao núcleo, onde se associa a outras proteínas, fazendo com que as células do câncer de mama se dividam e proliferem.

"Se bloquearmos a capacidade da erbB-2 de chegar ao núcleo, é possível inibir o avanço da doença. Foi possível verificar isso através de experiências in vitro, em células em cultivo e também em experimentos com ratos", ressalta o texto.

Para bloquear a migração da erbB-2, usamos outra proteína "feita por engenharia genética", que impede que ela chegue ao núcleo da célula, o que diminui o crescimento do tumor, acrescenta. O estudo "proporciona uma nova e promissora alternativa terapêutica para pacientes com câncer de mama com altos níveis de produção de erbB-2", segundo o Conicet.



A GAZETA



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Prótese de silicone permite aumento de seios sem nova cirurgia

A técnica é uma adaptação de um processo utilizado na reconstrução de mamas. A prótese possui um espaço vazio para ser preenchido com soro

Já pensou em realizar um implante de próteses mamárias e após a cirurgia querer aumentar os seios, mas sem ter que passar por uma nova operação? Algo que há alguns anos era impossível de se imaginar já está disponível no mercado estético. A prótese é de silicone, mas possui um espaço para o soro ser injetado. Dessa forma a paciente consegue ter um pequeno aumento na mama sem precisar passar pelo bisturi. O implante é uma das novidades apresentadas no 47º Congresso Brasileiro de Cirurgia Plástica que acontece até a próxima segunda-feira (15).

De acordo com o cirurgião plástico, Ariosto Santos, a prótese é uma adaptação de um processo utilizado na reconstrução de mamas. Os expansores são utilizados em casos de pessoas que perderam a mama por completo e assim a pele estica para que finalmente a prótese seja colocada.

"Foi pego esta inovação para a reconstrução de mama e colocaram dentro da prótese estética. A prótese já vem com um volume de silicone e também com um pouquinho de espaço para poder colocar o soro. Com isso colocamos a prótese e se ficou pequeno temos aquele espaço para preencher com um pouquinho de líquido. A prótese tem dois materiais: silicone e um pouco de soro fisiológico que é colocado".

Ariosto ressalta ainda que as próteses utilizadas nos Estados Unidos são completamente vazias e o líquido é colocado após a cirurgia. Os implantes podem ser colocados até pelo umbigo. "Nos Estados Unidos você vê aqueles programas com próteses sendo colocadas pelo umbigo, são todas vazias, que apenas se coloca o líquido. Estas próteses que os americanos usam, que não usamos mais aqui, só de soro, elas possuem vários inconvenientes. Como esvaziar de uma hora para outra, ou acontecer de a pessoa fazer um movimento muito rápido, e por ser líquido, elas fazem barulho".

Outra novidade na área da cirurgia plástica é o fato dos pacientes quererem voltar as atividades mais rápido possível. Este fato tem feito com que os cirurgiões procurem cada vez mais maneiras de recuperações rápidas. Apesar de todos os avanços da medicina o cirurgião, Humberto Campos, alerta que não existem procedimentos baratos nesta área.

"Acho que nada barato existe. Tudo que seja muito barato, fugindo muito do preço normal, acredito que deve ter alguma coisa por trás disso. E normalmente só descobrimos isto depois. Quando é uma casa ou carro ou qualquer bem material é algo que podemos modificar. Mas quando é com o nosso corpo, com a nossa saúde, é uma coisa que às vezes não tem remédio e que pode até carregar para o resto da vida".

Nesta quinta-feira (11), o pré-congresso teve como tema cirurgias voltadas para o nariz. De acordo com o cirurgião Fernando de Almeida Prado muitas coisas foram modificadas nos últimos anos nesta área. Para ele a principal mudança foi no formato da cirurgia estética.

"O nariz antigamente era uma cirurgia só de redução. Eram feitos narizes todos iguais. Hoje em dia não. Você acaba aumentando alguns, colocando um pouco mais de enxerto. Tudo isto melhorou, não apenas a aparência, mas também a respiração".

O congresso começa nesta sexta-feira (12) e dura até segunda-feira (15). A expectativa é que mais de duas mil pessoas passem pelo Centro de Convenções de Vitória nestes dias. O evento não era realizado em Vitória desde 1981. As inscrições podem ser feitas no local, mas apenas membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica podem participar do congresso.


CARLA EINSFELD - GAZETA ONLINE


terça-feira, 7 de setembro de 2010

Anabolizante pode causar câncer de mama em homem

Para cada 100 casos de câncer de mama em mulheres,
existe um em homem
"Eu não sabia que homem tem câncer de mama". Esta foi a reação de Josenir Andreão, 34, quando soube pelo médico que estava com câncer de mama. Tudo começou em outubro de 2009, quando Josenir percebeu que um pequeno caroço tinha aparecido no seio esquerdo. Como o caroço aumentava a cada dia, ele resolveu procurar um médico. Após uma biópsia, o câncer foi diagnosticado.

"Começou com um caroço, do tamanho de uma moeda. Depois de um mês já tinha virado um nódulo maior e dolorido. Resolvi procurar um médico. Eu nunca imaginei que seria câncer, achei que fosse inflamação na glândula." relata.

Apesar de ser um câncer raro, que se espalha facilmente para outros órgãos, no caso de Josenir, o tumor não passou para outros órgãos e há um mês ele se recupera da cirurgia de extração.

Josenir acredita que a rapidez em procurar um médico foi essencial para o tratamento. "Por sorte eu tinha plano de saúde, se eu não tivesse, eu estaria complicado porque os exames iriam demorar para ficar pronto e atrasaria a cirurgia e como esse câncer espalha rápido, provavelmente ele iria se alastrar para outros órgãos" explica.

De acordo com o mastologista e ginecologista Alberto Meireles Guerzet, o câncer de mama em homens é pouco divulgado. "Sempre que se fala em câncer de mama só lembram das mulheres e esquecem que homem também tem mama. As próprias entidades que promovem estudos e campanhas de prevenção de câncer falam muito pouco de câncer de mama em homens. Devido a isso o homem não se atenta ao problema", salienta.

O médico explica que para cada 100 casos de câncer de mama, um é em homem. Ele ressalta que o importante é diagnosticar a doença no início para facilitar o tratamento e a cura. Segundo o especialista, na maioria dos casos a cirurgia é o indicado para o sucesso do tratamento." O procedimento é o mesmo que em mulheres, a mama tem que ser retirada, mas como a mama do homem é muito pequena, a retirada nem é percebida", revela.

Causas
O câncer de mama masculino pode ser hereditário ou devido à problemas hormonais. Ele também pode ser adquirido por homens que fazem uso de anabolizantes. A incidência de câncer de mama entre homens é maior após os 60 anos.

Prevenção
Ao perceber qualquer caroço ou crescimento na mama, o homem deve procurar um profissional da área para fazer o diagnóstico.




Embora muitas vezes esquecido, o câncer de mama acomete os homens também

Por HARMON ROD - Jornal Knight Ridder


BRADENTON, Flórida - Quando você diz as palavras de câncer de mama'',''a imagem que vem imediatamente à mente é o de uma mulher.

Isso é compreensível, porque as mulheres compõem 99 por cento dos casos de câncer de mama a cada ano. Mas isso resta 1 por cento - o tipo que afeta os homens - tende a ser negligenciada. E os resultados geralmente são fatais.

A American Cancer Society estima que 1.400 novos casos de câncer de mama masculino serão diagnosticados neste ano nos Estados Unidos.

Cerca de um quarto das vítimas morre.

''Quando eles vão ao médico, eles vão atrasados, porque os homens não são tão conscientes quanto as mulheres'', disse José Estigarribia, um cirurgião geral com Manatee Memorial Hospital, na Flórida. ''Geralmente as esposas os levam.''

Embora o câncer de mama é 100 vezes mais comum entre as mulheres, normalmente é apanhado numa fase posterior em homens. Isso é em parte porque é difícil de detectar nos homens, e em parte porque os homens tendem a ignorar os sintomas até que o câncer se espalhalhe para outras partes do corpo. Eles acham que isso não pode acontecer a eles.

''O câncer de mama em homens podem se espalhar rapidamente, porque a distância entre o peito e a parede torácica é menor, permitindo que o câncer se espalhar para os nódulos linfáticos e no resto do corpo a um ritmo mais rápido'', disse A. Samir Hassan, um cirurgião geral e vascular, com especialidade cirúrgica.

''Só porque você tem um nódulo em sua mama não significa que você tem câncer de mama, mas qualquer alteração na sua mama deve ser olhado por um médico logo que você observá-lo'', disse.

Câncer de mama em homens é mais comum entre os 60 e os mais velhos, pois os seios tendem a se expandir com a idade. Tal como acontece com as mulheres, as mudanças hormonais desempenham um papel fundamental no desenvolvimento da doença - os homens com atividade superior ao normal estrogênio têm maior risco.

Alcoólatras também estão na categoria de alto risco, porque eles são mais propensos a desenvolver a cirrose do fígado, resultando em níveis mais altos de estrogênio. A exposição de radiação ao peito, comum para tratar linfoma, aumenta o risco de câncer de mama.

A história familiar também é um fator - cerca de 20 por cento dos homens com câncer de mama têm parentes  masculino ou feminino com a doença, segundo a American Cancer Society.

Em homens mais jovens e homens mais velhos, o câncer de mama é tipicamente associada com ginecomastia, uma condição que resulta em peitos superdesenvolvidos. Ela pode ser causada por altos níveis de estrógeno ou de certos medicamentos e esteróides.

Por si só, a ginecomastia não é cancerígeno, mas os homens que têm que correm maior risco de desenvolver câncer de mama, porque pode ser o resultado de um desequilíbrio hormonal.

''Quarenta por cento dos homens com ginecomastia desenvolvem câncer de mama, mas não é uma relação causa-efeito'', disse Hassan. ''A ginecomastia não causa o câncer, mas aqueles que o têm são mais em risco.''

Os sintomas do câncer de mama masculina são os mesmos que nas mulheres: um nódulo na mama (geralmente no centro, atrás do mamilo em homens), a descarga do mamilo, retração do mamilo, ou uma úlcera no peito. Nódulos são geralmente indolores, razão pela qual muitos homens tendem a ignorá-los. Descarga mamilar é o sinal mais sinistro de um homem, como 75 por cento de todos os casos envolvendo esse sintoma vir a ser cancerígeno.

Diagnóstico e tratamento também são semelhantes ao utilizado para as mulheres. A mamografia é realizada (como em mulheres de seios pequenos, é possível, embora mais difícil), acompanhado por uma ecografia, um exame físico e uma biópsia. Se o câncer for detectado, uma mastectomia é normalmente realizada - ao contrário com as mulheres, as tentativas de preservar mamas masculinas são raras. Se o câncer se espalhou, radioterapia e quimioterapia podem ser necessárias.

Até recentemente, alguns homens com câncer de mama foram castrados para eliminar os hormônios que podem apoiar o crescimento do câncer. Agora, os médicos usam a droga tamoxifen bloqueador de estrógeno, sem dúvida, para o alívio de todos os homens.

A melhor maneira de prevenir a progressão da doença é detectá-lo cedo. Para que isso aconteça, os homens têm que tomar matérias em suas próprias mãos - literalmente - assim como as mulheres fazem. Porque há menos tecido presente, o auto-exame é mais fácil para os homens. Basta esfregar a região do peito com a mão e sentir qualquer alteração na mama.

''Qualquer protuberância pode ser cancerígeno, e quanto mais cedo você detectar e cuidar dela, o melhor prognóstico, Estigarribia'', disse.

O auto-exame FOR MEN - Coisas para procurar:


  • Nódulos na mama
  • Dor ou descarga do mamilo
  • Retração do mamilo
  • Ulcerações no tecido mamário


Método: Use a sua mão direita para examinar o seio esquerdo, pressionando com firmeza. Massagem no peito em um movimento circular, sendo conhecedor extra do centro. Aperte os mamilos para verificar a quitação. Repita com a mão esquerda sobre o peito direito.