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domingo, 20 de maio de 2012

Café, sexo e assoar nariz são principais gatilhos de derrames


Café, sexo e assoar o nariz podem aumentar o risco de se sofrer um derrame, segundo uma pesquisa feita na Holanda.

O estudo feito com 250 pacientes identificou oito fatores de risco que estariam ligados a sangramentos no cérebro.

Todos eles aumentam a pressão arterial que podem provocar ruptura dos vasos sanguíneos, de acordo com pesquisa, publicada na revista especializada britânica Stroke.

O sangramento pode acontecer quando um vaso sanguíneo enfraquecido, conhecido como um aneurisma cerebral, estoura. Isso pode resultar em danos cerebrais ou morte.

Os pesquisadores do University Medical Center, em Utrecht, acompanharam 250 pacientes durante três anos para identificar o que provoca derrames.

Todos os fatores citados na pesquisa aumentam a pressão arterial capaz de resultar em ruptura dos vasos sanguíneos, de acordo como estudo.

Segundo a Stroke Association, uma entidade assistencial britânica voltada para o tratamento de acidente vascular cerebral (AVCs), serão necessárias mais pesquisas para verificar se os fatores citados podem de fato provocar derrames.

Apenas no Reino Unido, mais de 150 mil pessoas sofrem de um AVC por ano, dos quais quase 29 mil se devem a sangramentos no cérebro.

O estudo revelou ainda que café foi o responsável por 10,6% dos casos em que o aneurisma rompeu. Exercícios vigorosos e assoar o nariz foram os "gatilhos" de derrames respectivamente em 7,9% e 5,4% dos casos. Fazer sexo e fazer esforço para defecar responderam por 4,3% e 3,6%.

De acordo com a neurologista Monique Vlak, autora do estudo, 'todos esses fatores induzem a uma súbita redução da pressão sanguínea, o que parece ser uma causa possível para a ruptura do aneurisma''.

A pesquisa mostra ainda que uma em cada 50 pessoas têm um aneurisma cerebral, mas somente algumas poucas sofrem um derrame.

O estudo só se debruçou sobre elementos que causam a ruptura. A alta pressão sanguínea enfraquece os vasos sanguíneos e isso pode ser provocado por se estar acima do peso, pelo fumo e por falta de exercícios fisicos.

Sharlim Ahmed, pequisador da Stroke Assocation, afirmou que ''um súbito aumento da pressão sanguínea pode aumentar a possiblidade de ruptura de um aneurisma. Mas é muito difícil determinar se os fatores identificados nesses estudo estão definitivamente relacionados com um derrame ou se seriam apenas coincidências''.

''É preciso realizar diversos outros estudos para aferir se cada um desses fatores identificados pode fazer com que um aneurisma se rompa'', comentou Ahmed.

BBC Brasil

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Jogador vira gay após sofrer AVC

Jogador vira gay após sofrer AVC
Um acidente vascular cerebral (AVC) sofrido durante um treino mudou a vida do jogador de rúgbi Crhis Birch. O inglês, 26 anos, abandonou o esporte e descobriu ser gay. "Quando acordei me senti diferente. Não estava mais interessado em mulheres", disse Birch. "Não importa quem eu era antes, sei que meus sentimentos são verdadeiros", afirmou o ex-jogador, que largou a namorada e passou a trabalhar como cabeleleireiro.

Chris largou seu emprego em um banco e hoje trabalha em um salão de beleza.

Teoricamente seguro de sua masculinidade, Crhis Birch se descobriu gay após ter um derrame durante um treino. Chris Birch, de 26, que tinha namorada, estava tentando impressionar os amigos no jogo, mas acabou quebrando o pescoço e sofrendo um acidente vascular cerebral.
Chris e seu "boyfriend"

O jovem foi levado para o hospital onde sua namorada e familiares aguardavam notícias,  ao acordar ele se descobriu homossexual. Seus amigos ficaram surpreendidos com as mudanças drásticas de sua personalidade, especialmente sua mudança na sexualidade. Antes do acidente Chris estava pensando em se estabelecer com sua namorada.

"Parece estranho, mas quando eu 'voltei a vida' me senti imediatamente diferente. Eu não estava mais interessado em mulheres. Eu definitivamente era gay", contou Chris ao jornal inglês Daily Mail.

A família do jovem lutou para chegar a um acordo com a sua súbita mudança de identidade e por isso ele preferiu sair de casa. Ele procurou um neurologista, que disse que as mudanças em sua personalidade poderiam ter ocorrido devido ao curso de abertura de uma parte diferente de seu cérebro. Há casos de pacientes que acordam de uma AVC com diferentes sotaques.


Mudanças após a descoberta
Chris trabalhava em um banco e passava os fins de semana bebendo cerveja com os amigos e assistindo rugby com os amigos. Depois do derrame ele descobriu que não gostava mais de esportes.

"Eu nunca tinha me sentido atraído por um homem antes - eu nunca tinha tido nenhum amigo gay. Mas eu não me importava com quem eu era antes, eu tinha que ser fiel a meus sentimentos", confessou a publicação.

Após largar seu antigo trabalho, Chris se tornou cabelereiro e começou a namorar um homem que conheceu em um clube noturno.


O Dia
Redação

domingo, 19 de dezembro de 2010

Reciclar o cérebro após o AVC.

Os doentes de AVC muitas vezes têm de superar uma série de desafios antes que eles possam voltar a seus pés. Os fisioterapeutas estão usando uma nova ferramentas para ajudar os pacientes a não apenas treinar seus corpos, mas também religar seus cérebros.

Há dois anos, Terri Knudsen sofreu um derrame repentino, maciço, enquanto ela estava conversando com um amigo. "Percebi que eu estava falando engraçado, como se eu tivesse um acento, e ela disse que parecia que eu estava debaixo d'água", disse Knudsen.

Knudsen perdeu a mobilidade no lado esquerdo. Ela passou meses reaprendendo como caminhar.

Os fisioterapeutas estão usando uma nova ferramenta para ajudar pacientes como Knudsen recuperar uma marcha mesmo.

Usando câmeras detectoras de movimento, o fisioterapeuta Darcy Reisman, Ph.D., um especialista em biomecânica e ciência do movimento da Universidade de Delaware em Newark,  analisa como um paciente passa em uma correia de esteira dividido especialmente projetado. Os cintos podem ser executados em conjunto, ou terapeutas podem programar as correias separadamente.

Dr. Reisman diz que quando um paciente se mover as pernas em duas velocidades diferentes, o cérebro recebe um sinal de erro. Em seguida, o cérebro do paciente e do sistema nervoso usa o feedback para ajustar. O cerebelo é a parte do cérebro que controla a coordenação. Ele lembra o que aprendeu mesmo depois do uso da escada rolante. Ema poucos minutos, pacientes com AVC têm mais facilidade em terra firme.

"Você percebe imediatamente que quer ter um maior tranco", disse Knudsen. "Foi uma transição definitiva da esteira."

"Há o efeito imediato que você tem", afirmou Reisman. "O problema é, naturalmente, que se deteriora".

Dr. Reisman quer saber se a terapia esteira adicional ajudará religar o cérebro, resultando em períodos mais longos  - e fazer a divisão da esteira o primeiro passo para uma recuperação mais rápida de pacientes com AVC.
Cura de Derrame Cerebral -Dra JILL BOLTE TAYLOR (vídeo 1)

Cura de Derrame Cerebral -Dra JILL BOLTE TAYLOR (vídeo 2)


Sobre AVC: um acidente vascular cerebral é um tipo de doença cardiovascular, que afeta as artérias principais do cérebro. Quando uma destas for bloqueada, ou rompida, sangue e oxigênio, não pode chegar a essa parte do cérebro e ela começa a morrer. Derrames podem causar paralisia, afetam linguagem e visão, e levam à perda de memória. Nos Estados Unidos, 780 mil novos casos de AVC (Acidente Vascular Cerebral) são registrados anualmente, o que dá uma média de um novo caso a cada 40 segundos, segundo dados da Sociedade Americana de Cardiologia. No Brasil, é a primeira causa de mortalidade, de acordo com dados do Ministério da Saúde, à frente de morte por infarto do miocárdio, câncer ou mesmo em acidentes de trânsito. Os dados são estarrecedores e seguem essa mesma tendência em todo o mundo. “As estatísticas comprovam que o AVC está entre as três principais causas de morte em todo o mundo. Em muitos países, está em primeiro lugar, mas nunca deixa de estar entre as três principais causas de morte”, afirma o médico responsável pelo setor de reabilitação neurológica do CREB – Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo – Dr. Flávio Costa.

Sobre a função MOTORA: Mesmo um movimento motor simples envolve diversas regiões do corpo, mas o córtex motor primário do cérebro é um dos mais importantes. Ele envia impulsos elétricos através de células nervosas chamadas neurônios que controlam a execução do movimento. Cada parte do corpo é representada no córtex motor primário, o lado esquerdo do cérebro controla o lado direito do corpo, e vice-versa. Certas doenças ou lesões cerebrais podem interromper essas funções básicas. Por exemplo, a paralisia cerebral é um distúrbio que afeta os movimentos do corpo e coordenação muscular por causa de uma lesão cerebral, o que interfere com as mensagens do cérebro ao corpo, e vice-versa.

Como andamos: Caminhar é diferente de uma marcha em execução, pois apenas um pé de cada vez levanta do chão. Durante o movimento para a frente, a perna que deixa as oscilações do solo para a frente do quadril, como um pêndulo. Em seguida, a perna atinge o chão com o calcanhar e rola com o dedo em um movimento semelhante a um pêndulo invertido. O movimento das duas pernas é coordenado de forma que um pé ou o outro está sempre em contato com a terra - uma estratégia de "pêndulo duplo 'so-called. O processo de caminhar recupera cerca de 60 por cento da energia gasta graças à dinâmica do pêndulo e da força de reação do solo. As pernas funcionam como alavancas longas que transferem a força de reação do solo para a coluna.

Fonte: sciencedaily.com
Nota do Editor: Este artigo não pretende fornecer aconselhamento médico, diagnóstico ou tratamento

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AVC: Acidente Vascular Cerebral. Entenda um pouco da doença que é a maior causa de morte no Brasil

Acidente vascular cerebral:


Acidente vascular cerebral é uma condição muito séria em que o cérebro não está recebendo oxigênio suficiente para funcionar corretamente. Um acidente vascular cerebral é também chamado de AVC , ataque cerebral , infarto cerebral ou derrame .


Um acidente vascular cerebral muitas vezes resulta em complicações graves e deficiências permanentes e é uma causa comum de morte . Acidentes vasculares cerebrais são a segunda  principal causa morte em todo o mundo, a primeira causa de morte no Brasil  e a  terceira principal causa de morte nos E.U., segundo a American Heart Association.



O cérebro necessita de um suprimento constante de oxigênio, a fim de bombear o sangue eficazmente para todo o corpo. O oxigênio é fornecido para o cérebro pelo sangue que flui através das artérias. Em um acidente vascular cerebral, uma ou mais dessas artérias fica bloqueada ou se rompe ou começa a vazar. Isso retira uma porção do sangue rico em oxigênio vital para o cérebro . Este dano pode tornar-se permanente em poucos minutos e resultar na morte do tecido afetado do cérebro. Isso é chamado de necrose cerebral.

Existem dois tipos de acidentes vasculares cerebrais. Um acidente vascular cerebral isquêmico ocorre quando uma artéria do cérebro fica bloqueada. O acidente vascular cerebral hemorrágico ocorre quando uma artéria rupturas ou vazamentos.

Existem três principais causas de acidentes vasculares cerebrais: trombose cerebral , embolia cerebral e hemorragia cerebral .


O acidente vascular cerebral causado por trombose cerebral é o resultado de um acúmulo de placa e inflamação nas artérias, chamado de aterosclerose . Este processo de estreitamento das artérias do cérebro e reduz a quantidade de sangue rico em oxigênio que atinge o tecido cerebral. Estreitamento das artérias pela aterosclerose são mais propensos a desenvolver um coágulo sanguíneo que bloqueia completamente o fluxo sanguíneo para uma área do cérebro. Fatores de risco para a aterosclerose incluem ter colesterol alto , diabetes e hipertensão .

Acidente cerebrovascular causados por embolia cerebral ocorre quando um coágulo em uma outra parte do corpo e viaja no sangue de uma artéria até cérebro, bloqueando o fluxo de sangue para o cérebro. O acidente vascular cerebral causada por hemorragia cerebral ocorre quando o no cérebro o rompimento          ou vazamento de sangue de uma artéria no tecido cerebral circundante.

A extensão dos danos causados ao cérebro e sintomas decorrentes de um acidente vascular cerebral variam dependendo do tipo, a área ou áreas do cérebro afetadas, e quanto tempo passa antes do acidente vascular cerebral é tratada. Complicações de acidente vascular cerebral incluem danos neurológicos permanentes, invalidez e morte . Para obter mais informações sobre os sintomas indicação chave e outras complicações, referem-se a sintomas de acidente vascular cerebral .

Fatores de risco para acidente vascular cerebral incluem ter hipertensão , doença cardíaca , diabetes , colesterol alto e obesidade . Outros fatores de risco incluem ser de ascendência Africano-Americano, sendo do sexo masculino, beber quantidades excessivas de álcool, tabagismo e história familiar de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral. Ter um aneurisma cerebral em uma pessoa coloca em um risco extremo de um acidente vascular cerebral hemorrágico.

Fazer um diagnóstico de acidente vascular cerebral inclui a finalização de uma avaliação médica completa e história e exame físico, incluindo um exame neurológico. Isso é muitas vezes feito em uma sala de emergência.

O teste diagnóstico inclui exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética ea angiografia cerebral do cérebro. A angiografia cerebral é um exame de imagem que revela obstruída ou estreitada artérias no cérebro e pode mostrar o fluxo de sangue ou de obstrução nas artérias do cérebro.

Uma bateria de outros testes também são realizados para avaliação de outras doenças que comumente ocorrem com um acidente vascular cerebral, tais como doença cardíaca e arritmia cardíaca .

É possível que o diagnóstico de acidente vascular cerebral pode ser perdido ou atrasado porque os sintomas podem ser leves e ser semelhantes aos sintomas de outras condições e doenças. Para obter mais informações sobre as doenças e condições que podem simular um acidente vascular cerebral, referem-se a erros de diagnóstico de acidente vascular cerebral .

Se detectada precocemente, alguns acidentes vasculares cerebrais podem ser tratados com sucesso antes do desenvolvimento de dano cerebral permanente e complicações. Para obter mais informações sobre os planos de tratamento específico, consulte o tratamento do acidente vascular cerebral .

Sintomas do AVC: Existem várias causas de sintomas semelhantes, incluindo acidente vascular cerebral AVC , ataque isquêmico transitório (mini-cursos) e de várias outras doenças graves. ... mais sobre os sintomas do derrame .

O acidente vascular cerebral: ocorre quando o suprimento sanguíneo para o cérebro é interrompido, resultando em dano celular e da morte. Mais informações detalhadas sobre os sintomas , causas e tratamentos de acidente vascular cerebral está disponível abaixo.

O acidente vascular cerebral: Sintomas
Os sintomas de um acidente vascular cerebral diferem dependendo de uma variedade de fatores, incluindo a causa eo tipo e tamanho da área do cérebro que é afetada. Em alguns casos, os sintomas podem ser leves e incluem apenas fraqueza , tonturas ou dor de cabeça . Sintomas como esses podem ser sintomas de advertência de um acidente vascular cerebral iminente. Estes sintomas podem também ser sintomas ...

Os sinais e sintomas dos AIT’s e AVC’s devem ser amplamente conhecidos dos profissionais de saúde e da população geral, pois isso permite que o reconhecimento clínico seja rápido e as medidas terapêuticas possam ser imediatamente iniciadas.

Recentemente foi criado o conceito de “ataque cerebral”, análogo ao já amplamente difundido ataque cardíaco. O objetivo é divulgar os sinais e sintomas das doenças cerebrovasculares e associá-los com uma emergência que deve ser prontamente tratada. Isso é importante, pois o tratamento dos AVC’s isquêmicos nas primeiras 3 horas do evento pode melhorar muito o prognóstico e até mesmo evitar sequelas. Tempo é cérebro.

As principais manifestações clínicas dos AVC’s isquêmicos são resumidas abaixo:
dificuldade de expressão da fala (afasia de Broca) ou de compreensão da fala (afasia de Wernicke)
fala enrolada (disartria)
borramento visual unilateral (escotomas e hemianopsias)
hemiparesia ou hemiplegia súbita
déficit de pares cranianos
perda súbita da coordenação motora (dismetria e disdiadococinesia)
dificuldades para caminhar de início súbito (ataxia da marcha)

Os sintomas das isquemias cerebrais são variáveis de paciente para paciente, dependendo basicamente da circulação cerebral atingida pelo trombo ou pelo êmbolo. Tanto a circulação anterior como a posterior podem ser acometidas.

A circulação anterior corresponde às áreas do cérebro supridas pelas artérias carótidas internas e seus ramos. Os AVC´s da circulação anterior representam aproximadamente 70% dos AVC´s isquêmicos.

Infartos da artéria cerebral média causam déficit motor e sensorial contralateral, com predomínio de braço e face.

Os infartos da artéria cerebral anterior causam déficit motor e sensorial contralateral com predomínio de perna.

O predomínio de braço e face ou perna pode ser entendido revisando o Homúnculo de Penfield motor. Os sintomas são contralaterais devido ao cruzamento das fibras motoras e sensoriais ao longo de seu trajeto no sistema nervoso.

Dependendo do hemisfério cerebral em que ocorre o AVC, diferentes manifestações podem ser observadas. Oclusões à esquerda causam afasia (incapacidade de expressar ou compreender a fala), alexia (incapacidade de leitura), agrafia (incapacidade de escrever) e acalculia (incapacidade de calcular). Oclusões à direita causam negligência (falta de reconhecimento) do lado esquerdo do corpo e perda da prosódia da fala. Apraxia (dificuldade de realizar tarefas motoras previamente aprendidas como pentear o cabelo ou trocar de roupa) pode ocorre por lesões em ambos os hemisférios, mas principalmente à esquerda. Como ela quase sempre está associada com afasia, pode ser difícil reconhecê-la na prática.

A oclusão dos ramos perfurantes lenticuloestriados e talamoestriados da artéria cerebral média e da artéria cerebral anterior causa pequenos infartos profundos na cápsula interna, tálamo e núcleos da base conhecidos como infartos lacunares. Eles geralmente se manifestam com hemiparesia pura ou déficit hemisensorial puro.

A principal diferença entre lesão isquêmica cortical causada por oclusão dos ramos distais da cerebral média ou da cerebral anterior e lesão na cápsula interna causada por oclusão dos ramos perfurantes é a natureza do déficit motor e sensorial. Nas lesões corticais ocorre hemiplegia desproporcionada, pois as áreas da face, braço e perna estão muito distantes umas das outras e raramente são lesadas ao mesmo tempo. Assim, se a oclusão for da artéria cerebral média há predomínio do déficit na face e no braço e se a oclusão for na artéria cerebral anterior há predomínio do déficit na perna. Nas lesões da cápsula interna ocorre hemiplegia proporcionada, pois as fibras provenientes da face, braço e perna estão trafegando conjuntamente na cápsula interna em direção ao tronco cerebral. Assim face, braço e perna são acometidas na mesma intensidade. Além disso, as lesões corticais causam afasia, alexia, agrafia, apraxia, acalculia, negligência e perda da prosódia, dependendo do hemisfério acometido. Esses sintomas não ocorrem nas lesões da cápsula interna, pois as áreas cerebrais responsáveis por essas funções estão localizadas exclusivamente no córtex.

Independente da localização do infarto cerebral teremos alguns sinais associados com a fraqueza. Como a lesão ocorre no neurônio motor superior, na fase aguda temos hipotonia, hiporreflexia e a presença de sinal de Babinski. Após alguns dias a semanas o paciente desenvolve hiperreflexia, hipertonia espástica, clônus e persiste com o sinal de Babinski no lado da hemiparesia, todos sinais clássicos de lesão do neurônio motor superior.

A circulação posterior corresponde às áreas do cérebro irrigadas pelo sistema vertebrobasilar e seus ramos. Os infartos da artéria cerebral posterior causam perdas variáveis do campo visual, agnosia visual e prosopoagnosia. Na agnosia visual, o paciente não reconhece os objetos, embora possa enxergá-lo perfeitamente. Se palpar o objeto, o paciente passa a reconhecê-lo imediatamente. Na prosopoagnosia, o paciente é incapaz de reconhecer faces familiares. A circulação posterior também vasculariza o tronco cerebral e o cerebelo.

Infartos de tronco geralmente causam hemiplegia com comprometimento de pares cranianos. O déficit geralmente é alterno, ou seja, afeta pares cranianos do mesmo lado da lesão e os membros do lado oposto à lesão. Isso ocorre porque os pares cranianos não cruzam ao saírem do tronco (exceto o nervo troclear) e as vias motoras descendentes cruzam na porção distal do bulbo (pirâmides). Lesões grandes do tronco causam estado de coma devido à lesão da formação reticular ativadora ascendente.

Infartos do cerebelo causam ataxia da marcha e incoordenação motora. São particularmente perigosos quando extensos, pois o edema resultante pode ocluir o quarto ventrículo e causar hidrocefalia aguda.

As manifestações clínicas dos AVC’s hemorrágicos dependem da localização do sangramento.

A hemorragia subaracnóide (HSA) corresponde ao sangramento no espaço subaracnóide, geralmente causada pela ruptura de um aneurisma sacular cerebral. Entretanto, ela também pode ocorrer como conseqüência de ruptura de malformações vasculares e durante traumatismos cranianos. Aneurismas saculares são dilatações presentes em locais congenitamente frágeis das artérias cerebrais. Eles ocorrem devido ao estresse crônico que os vasos estão sujeitos pelo fluxo sanguíneo pulsátil. O local preferido dos aneurismas são os vasos do polígono de Willis. Mais de 80% deles ocorre na circulação anterior. Aproximadamente 5% da população apresenta aneurismas maiores que 0,5 cm de diâmetro. O risco de ruptura é maior quando os aneurismas atingem mais de 1 cm de diâmetro. A ruptura geralmente está associada com elevações súbitas da pressão arterial como vistas durante a realização de exercícios físicos intensos, emoções fortes, ato sexual, etc.

Os aneurismas podem determinar sinais premonitórios antes de sangrarem, na forma de sinais neurológicos focais ou cefaléia.

O sinal neurológico focal premonitório mais comum é a paralisia do nervo oculomotor, devido à compressão desse nervo por aneurismas da artéria comunicante posterior. Isso causa oftalmoparesia, ptose palpebral, midríase e perda do reflexo fotomotor homolateral à compressão. Aneurismas grandes da artéria basilar comprimem as vias motoras descendentes na ponte e podem causar tetraparesia. Se o aneurisma atingir a artéria carótida interna em sua passagem por dentro do seio cavernoso, haverá compressão dos nervos oculomotor, troclear, abducente e oftálmico que, a exemplo da artéria carótida, passam por dentro do seio.

Outro sinal premonitório freqüente é conhecido como cefaléia sentinela. Essa cefaléia tem forte intensidade e pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. Representa um pequeno sangramento do aneurisma, sem conseqüências catastróficas. Ela é chamada de sentinela, pois geralmente ocorre dias a semanas antes da ruptura completa do aneurisma.

A ruptura de um aneurisma causa hipertensão intracraniana que provoca forte cefaléia, freqüentemente referida pelos pacientes como a pior dor de cabeça da vida. Muitos pacientes evoluem com perda da consciência (coma) e sinais de irritação meníngea como rigidez de nuca e fotofobia. Déficits neurológicos focais podem ocorrer e sinal de Babinski é freqüente na fase aguda.

As malformações vasculares são um conjunto de anormalidades congênitas dos vasos cerebrais que eventualmente podem sangrar e causar sequelas neurológicas e mesmo a morte. Elas são divididas em angiomas venosos, telangiectasias, angiomas cavernosos (cavernomas) e malformações artério-venosas (MAV’s).

Destas, a que mais freqüentemente sangra são as malformações artério-venosas, formadas por artérias que se ligam diretamente a veias sem a presença de capilares ligando-as. Quando as MAV’s sangram, elas podem causar tanto hemorragia subaracnóide como hemorragia intra-parenquimatosa. As MAV’s podem também se apresentar com convulsões e cefaléias semelhantes à enxaqueca. Portanto, sempre que um mesmo paciente for vítima de convulsões e crises de enxaqueca, uma ressonância magnética de crânio deve ser realizada para descartar a presença de MAV’s.

As hemorragias intraparenquimatosas ocorrem dentro do parênquima encefálico. São mais comuns no sexo masculino e na raça negra. A hipertensão arterial crônica é a causa mais comum. Entretanto, as hemorragias intraparenquimatosas também podem ser causadas por angiopatia amilóide (uma degeneração da parede vascular presente em pacientes idosos com demência de Alzheimer), pelo uso de anticoagulantes, na presença de distúrbios da coagulação como hemofilia, com o uso de drogas ilícitas como cocaína e anfetaminas, na transformação hemorrágica de infartos cerebrais, em sangramentos de tumores cerebrais primários ou metastáticos e secundárias ao traumatismo de crânio.

As hemorragias que ocorrem em pacientes hipertensos não controlados geralmente ocorrem no putâmen (40%), cerebelo (30%), tálamo (15%) e na ponte (15%). As hemorragias putaminais e talâmicas geralmente invadem a cápsula interna e são causadas por ruptura de pequenos aneurismas das artérias perfurantes conhecidos como aneurismas de Charcot-Bouchard. Esses aneurismas não devem ser confundidos com o aneurismas saculares que rompem para o espaço subaracnóide. Já as hemorragias causadas por angiopatia amilóide e pelas outras causas referidas acima são mais freqüentemente lobares, ou seja, ocorrem nos lobos do cérebro.

As hemorragias intraparenquimatosas causam cefaléia, náuseas, vômitos, sintomas neurológicos focais, sinais de neurônio motor superior e algumas vezes podem levar ao coma. O maior risco dessas hemorragias é o efeito massa que causam, podem deslocar tecidos e causar herniações cerebrais. Quando as hemorragias são pequenas é difícil diferenciá-las clinicamente das isquemias.

As hemorragias subdural e extradural serão tratadas com detalhes na revisão de trauma de crânio.

Acidente vascular cerebral: Tratamentos
O plano de tratamento mais eficaz acidente vascular cerebral utiliza uma abordagem multifacetada. Isso inclui cuidados preventivos que visam minimizar os fatores de risco para ter um acidente vascular cerebral ou um acidente vascular cerebral recorrente. As medidas preventivas incluem cuidados médicos regulares para monitorar e analisar os factores de risco tais como colesterol alto , obesidade, tabagismo, diabetes , hipertensão e consumo excessivo de álcool.

Acidentes vasculares cerebrais são frequentemente diagnosticados e tratados no contexto da sala de emergência. O tratamento inclui a administração de oxigênio suplementar. Suplementar oxigênio aumenta a quantidade de oxigênio que é entregue ao tecido do cérebro e pode ajudar a minimizar os danos cerebrais permanentes.

O tratamento também envolve o monitoramento intensivo e estabilização dos sinais vitais, que podem exigir CPR, as medidas de suporte avançado de vida e / ou medicações intravenosas. Respirar pode precisar de ser apoiadas por ventilação mecânica. O ritmo cardíaco também é monitorada e tratada quando necessário.

Se um acidente vascular cerebral é diagnosticada em poucas horas e é causada por um coágulo (acidente vascular cerebral isquêmico), medicamentos pode ser utilizado para dissolver o coágulo. Estes medicamentos são chamados medicamentos trombolíticos e são administradas por via intravenosa para dissolver o coágulo que está obstruindo o fluxo sanguíneo para o cérebro. Drogas que impedem a formação de novos coágulos (anticoagulantes), tais como a aspirina ou heparina, podem também ser usados.

Trombolíticos e anticoagulantes não são utilizados para um acidente vascular cerebral hemorrágico, porque eles vão causar um sangramento mais adicional para o cérebro.

Para algumas pessoas um procedimento cirúrgico chamado endarterectomia carotídea pode ser uma opção para evitar um acidente vascular cerebral ou um acidente vascular cerebral recorrente. A cirurgia remove o acúmulo de placas nas artérias e melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro. Alguns acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos causados por um aneurisma cerebral também pode ser tratada com cirurgia para aliviar a pressão no cérebro e tratar o aneurisma cerebral .

Tratamento de Acidentes Cerebrovascular (AVC) também exige reabilitação a longo prazo, incluindo fisioterapia, para ajudar uma pessoa a superar os efeitos a longo prazo e deficiências de um acidente vascular cerebral.

O acidente vascular cerebral: Misdiagnosis
Em alguns casos, o diagnóstico de acidente vascular cerebral pode ser ignorado ou retardado porque os sintomas de acidente vascular cerebral ou um ataque isquêmico transitório podem ser leves ou vagos. Os sintomas podem ser semelhantes aos sintomas de outras doenças menos graves, tais como o envelhecimento, enxaqueca , vertigem , hipotensão ortostática , neuroma do acústico ... misdiagnosis mais »

Os sintomas do acidente vascular cerebral
Inclinação da face
Dificuldade em falar ou engolir
Paralisia
Parestesia
Mudança de Personalidade


Tratamentos para o acidente vascular cerebral Suporte sintomático
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Tratamento de condições médicas subjacentes

  • Posicionamento da pessoa no chão, com as pernas ligeiramente elevadas ou inclinada para frente ea cabeça entre os joelhos
  • O sono adequado
  • Aspirina
  • Clopidrogel
  • Dipiridamol
  • Trombólise - tratamento  (trombólise é a desagregação (lise) de coágulos de sangue por meio farmacológico. É popularmente conhecido como coágulo rebentando por este motivo)
  • Alteplase
  • Plasminogênio tecidual recombinante
  • Trombectomia
  • Angioplastia
  • Stenting (Na medicina , stent é "tubo" artificial inserido em uma passagem natural / conduto do corpo para prevenir, ou reprimir, uma doença induzida, a constrição do fluxo localizado.)
Fonte: www.wrongdiagnosis.com

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Superou o AVC. Cientista conta como se livrou sozinha de um derrame

Cientista conta como se recuperou sozinha de um derrame, num tratamento de oito anos que se tornou uma história de superação pessoal
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SÃO PAULO - Na manhã do dia 10 de dezembro de 1996, a neurocientista Jill Bolte Taylor acordou com uma dor aguda atrás do olho esquerdo. O quadro foi evoluindo para uma progressiva disfunção motora e confusão mental que a deixaram apavorada. Mais de quatro horas depois, ela recebia o diagnóstico do qual já tinha certeza: sofria um derrame no hemisfério esquerdo do cérebro. Jill viu o lado direito de seu corpo paralisar e perdeu até mesmo a habilidade de falar. Mas o que parecia um trágico relato pessoal de derrota para uma doença que atinge milhões de pessoas no mundo inteiro todos os anos acabou virando uma história de superação pessoal incomum.

Assista ao vídeo em Jill Bolte Taylor conta como foi ter sofrido um derrame (com legenda em português)

Oito anos depois de um paciente - e persistente - tratamento, Jill Taylor recobrou todas as funções perdidas no derrame e, com uma clareza impressionante sobre cada momento durante a hemorragia no lado esquerdo do cérebro, escreveu um livro - "A cientista que curou o seu próprio cérebro", Editora Ediouro - e passou a se dedicar a palestras mundo afora, nas quais conta sua experiência.

Anteontem, Jill Bolte Taylor foi uma das convidadas do V Fórum da Longevidade, realizado pela Bradesco Seguros em São Paulo, onde especialistas de vários países discorreram sobre envelhecimento, qualidade de vida e longevidade. Ali, ela fez questão de falar sobre os avanços das neurociências e mandou a quem passa por um derrame a sua mensagem, repetida como um mantra ao longo dos anos desde a sua recuperação: "Não percam as esperanças".

O GLOBO: A senhora acha que o fato de ser uma neuroanatomista lhe ajudou, de alguma forma, enquanto sofria o derrame?

JILL BOLTE TAYLOR: Ser uma neuroanatomista me deixou mais curiosa sobre o que estava acontecendo comigo. Em vez de me deixar dominar pelo medo, eu me deixei levar pela curiosidade. Então vi meu cérebro atravessar todo o processo e nunca me intimidei.

O GLOBO: Curioso que a senhora tenha se lembrado de detalhes durante o derrame em si.

JILL: O hemisfério direito (o da emotividade) está passando um vídeo da sua vida e você tem como acompanhá-lo. Ele acontece na sua mente. Na manhã do derrame, eu tinha o sentimento, eu tinha o vídeo, eu só não tinha a linguagem porque o coágulo atingiu o lado esquerdo do cérebro. E foi só no fim daquela manhã, depois de quatro horas no processo de derrame, que todo o meu hemisfério esquerdo, o da racionalidade, se foi. Até então eu usava basicamente o lado direito, entrando e saindo do lado esquerdo. Então eu ainda tinha a habilidade de pensar, que foi se reduzindo à medida em que a manhã chegava ao fim.

O GLOBO: A senhora falava?

JILL: Eu ouvia pessoas e me ouvia fazendo sons como um cão golden retriever. Mais tarde tive que trabalhar com um terapeuta Gestalt, gente que não se importa com o que você diz mas com o que o seu corpo está querendo dizer. Ele olhava para o meu corpo e buscávamos recuperar a minha história, colocar a linguagem de volta nesta história, de forma que eu pudesse me comunicar e contar sobre o vídeo que passava pela minha cabeça.

O GLOBO: A habilidade de se lembrar do que aconteceu não foi afetada, então?

JILL: A recuperação não foi imediata. Meu cérebro inchou muito, comprometendo os dois hemisférios, e se danificou. Depois da cirurgia, duas semanas e meio após o derrame, eles removeram um grande coágulo que estava pressionando o hemisfério esquerdo. Depois que o cérebro começou a desinchar, eu comecei a recuperar minhas habilidades de aprendizado e a me lembrar das coisas. No início, o trabalho é muito básico, com a ajuda de uma terapeuta que vai lhe mostrar um livro e associá-lo à palavra "livro". E você olha e repete: "livro", colocando significados em sons. Eu primeiro tive que reaprender os sons, depois as palavras e mais tarde, os significados.

O GLOBO: E isso foi todo o processo de recuperação nos oito anos?

JILL: Não, isso foi só no começo porque no início, o que eu queria reaver primeiro era a linguagem, ser capaz de falar, de ser capaz de me comunicar com o mundo. Eu não pude lidar com matemática por quatro anos. Foram cinco anos até que eu pudesse ser multitarefa, ou seja, que eu pudesse por água num copo e falar ao telefone ao mesmo tempo. Por anos teve que ser uma coisa de cada vez.

O GLOBO: Isto é o contrário de muitas teorias médicas que dizem que se uma pessoa após um derrame não consegue recuperar determinada habilidade em certo tempo, ela nunca vai recuperá-la.

JILL: Nos EUA, nosso médicos costumam dizer que, após um derrame, se não for possível recuperar determinada habilidade em seis meses, o paciente provavelmente não irá recuperá-la. E se não conseguir em um ano, nem vale a pena continuar tentando. Como assim? Então estou condenada a nunca mais falar porque alguns médicos disseram para parar de tentar? Nós documentamos todo o meu processo de recuperação em oito anos. E eu estou aqui.

O GLOBO: É possível ter uma derrame e não ter a ideia de que se está sofrendo um?

JILL: Sim. Eu não tive a ideia de que estava tendo um derrame até meu braço direito ficar paralisado. E o fato é que se a pessoa não tiver alguma dificuldade motora, ela pode não ter a idéia de que está sofrendo um derrame. Eu comecei a me sentir mal de manhã e só uma hora, uma hora e meia depois me dei conta de que era um derrame.

O GLOBO: A senhora critica muitos médicos dizendo que eles não estão preparados para lidar com pessoas vítimas de derrames.

JILL: Nos últimos dez anos, a ciência já demonstrou que o cérebro pode se recuperar. Existe a possibilidade de que se criem novas conexões. Nós precisamos de médicos que saibam disso e que ajam sabendo disso. Precisamos de médicos que se dirijam ao paciente com um nova abordagem: houve um trauma, mas vamos traçar um plano positivo de ação e nunca desistir. Primeiro, ninguém deve entrar em pânico. Pode levar até seis semanas para que o cérebro desinche e todos tenhamos mais informações sobre até onde vão os problemas. Muitos médicos e familiares ficam cobrando: aperte minha mão, aperte minha mão e no início isto não é possível porque há um cérebro afetado. Então todo mundo entra em pânico e isso não pode acontecer. O paciente precisa de alguém que tome conta dele. O papel da família é demonstrar amor e confiança no paciente. Os médicos devem apoiar a família e explicar que o paciente precisa de tempo até que o cérebro desinche e se recupere. Esta é uma mensagem completamente diferente do típico "não há esperanças".

O GLOBO: A medicina evoluiu muito do tempo em que a senhora teve o derrame até agora?

JILL: Sim. Nos EUA, temos agora os centros especializados em derrame que sabem como agir nos casos mais diversos. Então são lugares melhores para receber os pacientes, equipados apropriadamente e que podem agir para evitar ou reduzir sequelas com muito mais rapidez.

O GLOBO: E o que a senhora tem a dizer a quem passa pelas dificuldades advindas de um derrame?

JILL: Não percam as esperanças. No fim do meu livro, eu cito 40 procedimentos que eu mais precisava de médicos e da família durante a minha recuperação. Coisas simples como "não sou estúpida, estou ferida"; "seja repetitivo, não tenha pressa e controle a ansiedade", "seja tão paciente comigo na vigésima vez em que me ensinar alguma coisa quanto foi na primeira", "estimule meu cérebro quando eu tiver energia para aprender algo novo, mas saiba que uma pequena quantidade pode me esgotar rapidamente", "use ferramentas adequadas (pré-escolares) e livros para me ensinar", entre outras recomendações.

Fonte: O Globo