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domingo, 20 de maio de 2012

Café, sexo e assoar nariz são principais gatilhos de derrames


Café, sexo e assoar o nariz podem aumentar o risco de se sofrer um derrame, segundo uma pesquisa feita na Holanda.

O estudo feito com 250 pacientes identificou oito fatores de risco que estariam ligados a sangramentos no cérebro.

Todos eles aumentam a pressão arterial que podem provocar ruptura dos vasos sanguíneos, de acordo com pesquisa, publicada na revista especializada britânica Stroke.

O sangramento pode acontecer quando um vaso sanguíneo enfraquecido, conhecido como um aneurisma cerebral, estoura. Isso pode resultar em danos cerebrais ou morte.

Os pesquisadores do University Medical Center, em Utrecht, acompanharam 250 pacientes durante três anos para identificar o que provoca derrames.

Todos os fatores citados na pesquisa aumentam a pressão arterial capaz de resultar em ruptura dos vasos sanguíneos, de acordo como estudo.

Segundo a Stroke Association, uma entidade assistencial britânica voltada para o tratamento de acidente vascular cerebral (AVCs), serão necessárias mais pesquisas para verificar se os fatores citados podem de fato provocar derrames.

Apenas no Reino Unido, mais de 150 mil pessoas sofrem de um AVC por ano, dos quais quase 29 mil se devem a sangramentos no cérebro.

O estudo revelou ainda que café foi o responsável por 10,6% dos casos em que o aneurisma rompeu. Exercícios vigorosos e assoar o nariz foram os "gatilhos" de derrames respectivamente em 7,9% e 5,4% dos casos. Fazer sexo e fazer esforço para defecar responderam por 4,3% e 3,6%.

De acordo com a neurologista Monique Vlak, autora do estudo, 'todos esses fatores induzem a uma súbita redução da pressão sanguínea, o que parece ser uma causa possível para a ruptura do aneurisma''.

A pesquisa mostra ainda que uma em cada 50 pessoas têm um aneurisma cerebral, mas somente algumas poucas sofrem um derrame.

O estudo só se debruçou sobre elementos que causam a ruptura. A alta pressão sanguínea enfraquece os vasos sanguíneos e isso pode ser provocado por se estar acima do peso, pelo fumo e por falta de exercícios fisicos.

Sharlim Ahmed, pequisador da Stroke Assocation, afirmou que ''um súbito aumento da pressão sanguínea pode aumentar a possiblidade de ruptura de um aneurisma. Mas é muito difícil determinar se os fatores identificados nesses estudo estão definitivamente relacionados com um derrame ou se seriam apenas coincidências''.

''É preciso realizar diversos outros estudos para aferir se cada um desses fatores identificados pode fazer com que um aneurisma se rompa'', comentou Ahmed.

BBC Brasil

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

AVC: Acidente Vascular Cerebral. Entenda um pouco da doença que é a maior causa de morte no Brasil

Acidente vascular cerebral:


Acidente vascular cerebral é uma condição muito séria em que o cérebro não está recebendo oxigênio suficiente para funcionar corretamente. Um acidente vascular cerebral é também chamado de AVC , ataque cerebral , infarto cerebral ou derrame .


Um acidente vascular cerebral muitas vezes resulta em complicações graves e deficiências permanentes e é uma causa comum de morte . Acidentes vasculares cerebrais são a segunda  principal causa morte em todo o mundo, a primeira causa de morte no Brasil  e a  terceira principal causa de morte nos E.U., segundo a American Heart Association.



O cérebro necessita de um suprimento constante de oxigênio, a fim de bombear o sangue eficazmente para todo o corpo. O oxigênio é fornecido para o cérebro pelo sangue que flui através das artérias. Em um acidente vascular cerebral, uma ou mais dessas artérias fica bloqueada ou se rompe ou começa a vazar. Isso retira uma porção do sangue rico em oxigênio vital para o cérebro . Este dano pode tornar-se permanente em poucos minutos e resultar na morte do tecido afetado do cérebro. Isso é chamado de necrose cerebral.

Existem dois tipos de acidentes vasculares cerebrais. Um acidente vascular cerebral isquêmico ocorre quando uma artéria do cérebro fica bloqueada. O acidente vascular cerebral hemorrágico ocorre quando uma artéria rupturas ou vazamentos.

Existem três principais causas de acidentes vasculares cerebrais: trombose cerebral , embolia cerebral e hemorragia cerebral .


O acidente vascular cerebral causado por trombose cerebral é o resultado de um acúmulo de placa e inflamação nas artérias, chamado de aterosclerose . Este processo de estreitamento das artérias do cérebro e reduz a quantidade de sangue rico em oxigênio que atinge o tecido cerebral. Estreitamento das artérias pela aterosclerose são mais propensos a desenvolver um coágulo sanguíneo que bloqueia completamente o fluxo sanguíneo para uma área do cérebro. Fatores de risco para a aterosclerose incluem ter colesterol alto , diabetes e hipertensão .

Acidente cerebrovascular causados por embolia cerebral ocorre quando um coágulo em uma outra parte do corpo e viaja no sangue de uma artéria até cérebro, bloqueando o fluxo de sangue para o cérebro. O acidente vascular cerebral causada por hemorragia cerebral ocorre quando o no cérebro o rompimento          ou vazamento de sangue de uma artéria no tecido cerebral circundante.

A extensão dos danos causados ao cérebro e sintomas decorrentes de um acidente vascular cerebral variam dependendo do tipo, a área ou áreas do cérebro afetadas, e quanto tempo passa antes do acidente vascular cerebral é tratada. Complicações de acidente vascular cerebral incluem danos neurológicos permanentes, invalidez e morte . Para obter mais informações sobre os sintomas indicação chave e outras complicações, referem-se a sintomas de acidente vascular cerebral .

Fatores de risco para acidente vascular cerebral incluem ter hipertensão , doença cardíaca , diabetes , colesterol alto e obesidade . Outros fatores de risco incluem ser de ascendência Africano-Americano, sendo do sexo masculino, beber quantidades excessivas de álcool, tabagismo e história familiar de doença cardíaca ou acidente vascular cerebral. Ter um aneurisma cerebral em uma pessoa coloca em um risco extremo de um acidente vascular cerebral hemorrágico.

Fazer um diagnóstico de acidente vascular cerebral inclui a finalização de uma avaliação médica completa e história e exame físico, incluindo um exame neurológico. Isso é muitas vezes feito em uma sala de emergência.

O teste diagnóstico inclui exames de imagem, como tomografia computadorizada ou ressonância magnética ea angiografia cerebral do cérebro. A angiografia cerebral é um exame de imagem que revela obstruída ou estreitada artérias no cérebro e pode mostrar o fluxo de sangue ou de obstrução nas artérias do cérebro.

Uma bateria de outros testes também são realizados para avaliação de outras doenças que comumente ocorrem com um acidente vascular cerebral, tais como doença cardíaca e arritmia cardíaca .

É possível que o diagnóstico de acidente vascular cerebral pode ser perdido ou atrasado porque os sintomas podem ser leves e ser semelhantes aos sintomas de outras condições e doenças. Para obter mais informações sobre as doenças e condições que podem simular um acidente vascular cerebral, referem-se a erros de diagnóstico de acidente vascular cerebral .

Se detectada precocemente, alguns acidentes vasculares cerebrais podem ser tratados com sucesso antes do desenvolvimento de dano cerebral permanente e complicações. Para obter mais informações sobre os planos de tratamento específico, consulte o tratamento do acidente vascular cerebral .

Sintomas do AVC: Existem várias causas de sintomas semelhantes, incluindo acidente vascular cerebral AVC , ataque isquêmico transitório (mini-cursos) e de várias outras doenças graves. ... mais sobre os sintomas do derrame .

O acidente vascular cerebral: ocorre quando o suprimento sanguíneo para o cérebro é interrompido, resultando em dano celular e da morte. Mais informações detalhadas sobre os sintomas , causas e tratamentos de acidente vascular cerebral está disponível abaixo.

O acidente vascular cerebral: Sintomas
Os sintomas de um acidente vascular cerebral diferem dependendo de uma variedade de fatores, incluindo a causa eo tipo e tamanho da área do cérebro que é afetada. Em alguns casos, os sintomas podem ser leves e incluem apenas fraqueza , tonturas ou dor de cabeça . Sintomas como esses podem ser sintomas de advertência de um acidente vascular cerebral iminente. Estes sintomas podem também ser sintomas ...

Os sinais e sintomas dos AIT’s e AVC’s devem ser amplamente conhecidos dos profissionais de saúde e da população geral, pois isso permite que o reconhecimento clínico seja rápido e as medidas terapêuticas possam ser imediatamente iniciadas.

Recentemente foi criado o conceito de “ataque cerebral”, análogo ao já amplamente difundido ataque cardíaco. O objetivo é divulgar os sinais e sintomas das doenças cerebrovasculares e associá-los com uma emergência que deve ser prontamente tratada. Isso é importante, pois o tratamento dos AVC’s isquêmicos nas primeiras 3 horas do evento pode melhorar muito o prognóstico e até mesmo evitar sequelas. Tempo é cérebro.

As principais manifestações clínicas dos AVC’s isquêmicos são resumidas abaixo:
dificuldade de expressão da fala (afasia de Broca) ou de compreensão da fala (afasia de Wernicke)
fala enrolada (disartria)
borramento visual unilateral (escotomas e hemianopsias)
hemiparesia ou hemiplegia súbita
déficit de pares cranianos
perda súbita da coordenação motora (dismetria e disdiadococinesia)
dificuldades para caminhar de início súbito (ataxia da marcha)

Os sintomas das isquemias cerebrais são variáveis de paciente para paciente, dependendo basicamente da circulação cerebral atingida pelo trombo ou pelo êmbolo. Tanto a circulação anterior como a posterior podem ser acometidas.

A circulação anterior corresponde às áreas do cérebro supridas pelas artérias carótidas internas e seus ramos. Os AVC´s da circulação anterior representam aproximadamente 70% dos AVC´s isquêmicos.

Infartos da artéria cerebral média causam déficit motor e sensorial contralateral, com predomínio de braço e face.

Os infartos da artéria cerebral anterior causam déficit motor e sensorial contralateral com predomínio de perna.

O predomínio de braço e face ou perna pode ser entendido revisando o Homúnculo de Penfield motor. Os sintomas são contralaterais devido ao cruzamento das fibras motoras e sensoriais ao longo de seu trajeto no sistema nervoso.

Dependendo do hemisfério cerebral em que ocorre o AVC, diferentes manifestações podem ser observadas. Oclusões à esquerda causam afasia (incapacidade de expressar ou compreender a fala), alexia (incapacidade de leitura), agrafia (incapacidade de escrever) e acalculia (incapacidade de calcular). Oclusões à direita causam negligência (falta de reconhecimento) do lado esquerdo do corpo e perda da prosódia da fala. Apraxia (dificuldade de realizar tarefas motoras previamente aprendidas como pentear o cabelo ou trocar de roupa) pode ocorre por lesões em ambos os hemisférios, mas principalmente à esquerda. Como ela quase sempre está associada com afasia, pode ser difícil reconhecê-la na prática.

A oclusão dos ramos perfurantes lenticuloestriados e talamoestriados da artéria cerebral média e da artéria cerebral anterior causa pequenos infartos profundos na cápsula interna, tálamo e núcleos da base conhecidos como infartos lacunares. Eles geralmente se manifestam com hemiparesia pura ou déficit hemisensorial puro.

A principal diferença entre lesão isquêmica cortical causada por oclusão dos ramos distais da cerebral média ou da cerebral anterior e lesão na cápsula interna causada por oclusão dos ramos perfurantes é a natureza do déficit motor e sensorial. Nas lesões corticais ocorre hemiplegia desproporcionada, pois as áreas da face, braço e perna estão muito distantes umas das outras e raramente são lesadas ao mesmo tempo. Assim, se a oclusão for da artéria cerebral média há predomínio do déficit na face e no braço e se a oclusão for na artéria cerebral anterior há predomínio do déficit na perna. Nas lesões da cápsula interna ocorre hemiplegia proporcionada, pois as fibras provenientes da face, braço e perna estão trafegando conjuntamente na cápsula interna em direção ao tronco cerebral. Assim face, braço e perna são acometidas na mesma intensidade. Além disso, as lesões corticais causam afasia, alexia, agrafia, apraxia, acalculia, negligência e perda da prosódia, dependendo do hemisfério acometido. Esses sintomas não ocorrem nas lesões da cápsula interna, pois as áreas cerebrais responsáveis por essas funções estão localizadas exclusivamente no córtex.

Independente da localização do infarto cerebral teremos alguns sinais associados com a fraqueza. Como a lesão ocorre no neurônio motor superior, na fase aguda temos hipotonia, hiporreflexia e a presença de sinal de Babinski. Após alguns dias a semanas o paciente desenvolve hiperreflexia, hipertonia espástica, clônus e persiste com o sinal de Babinski no lado da hemiparesia, todos sinais clássicos de lesão do neurônio motor superior.

A circulação posterior corresponde às áreas do cérebro irrigadas pelo sistema vertebrobasilar e seus ramos. Os infartos da artéria cerebral posterior causam perdas variáveis do campo visual, agnosia visual e prosopoagnosia. Na agnosia visual, o paciente não reconhece os objetos, embora possa enxergá-lo perfeitamente. Se palpar o objeto, o paciente passa a reconhecê-lo imediatamente. Na prosopoagnosia, o paciente é incapaz de reconhecer faces familiares. A circulação posterior também vasculariza o tronco cerebral e o cerebelo.

Infartos de tronco geralmente causam hemiplegia com comprometimento de pares cranianos. O déficit geralmente é alterno, ou seja, afeta pares cranianos do mesmo lado da lesão e os membros do lado oposto à lesão. Isso ocorre porque os pares cranianos não cruzam ao saírem do tronco (exceto o nervo troclear) e as vias motoras descendentes cruzam na porção distal do bulbo (pirâmides). Lesões grandes do tronco causam estado de coma devido à lesão da formação reticular ativadora ascendente.

Infartos do cerebelo causam ataxia da marcha e incoordenação motora. São particularmente perigosos quando extensos, pois o edema resultante pode ocluir o quarto ventrículo e causar hidrocefalia aguda.

As manifestações clínicas dos AVC’s hemorrágicos dependem da localização do sangramento.

A hemorragia subaracnóide (HSA) corresponde ao sangramento no espaço subaracnóide, geralmente causada pela ruptura de um aneurisma sacular cerebral. Entretanto, ela também pode ocorrer como conseqüência de ruptura de malformações vasculares e durante traumatismos cranianos. Aneurismas saculares são dilatações presentes em locais congenitamente frágeis das artérias cerebrais. Eles ocorrem devido ao estresse crônico que os vasos estão sujeitos pelo fluxo sanguíneo pulsátil. O local preferido dos aneurismas são os vasos do polígono de Willis. Mais de 80% deles ocorre na circulação anterior. Aproximadamente 5% da população apresenta aneurismas maiores que 0,5 cm de diâmetro. O risco de ruptura é maior quando os aneurismas atingem mais de 1 cm de diâmetro. A ruptura geralmente está associada com elevações súbitas da pressão arterial como vistas durante a realização de exercícios físicos intensos, emoções fortes, ato sexual, etc.

Os aneurismas podem determinar sinais premonitórios antes de sangrarem, na forma de sinais neurológicos focais ou cefaléia.

O sinal neurológico focal premonitório mais comum é a paralisia do nervo oculomotor, devido à compressão desse nervo por aneurismas da artéria comunicante posterior. Isso causa oftalmoparesia, ptose palpebral, midríase e perda do reflexo fotomotor homolateral à compressão. Aneurismas grandes da artéria basilar comprimem as vias motoras descendentes na ponte e podem causar tetraparesia. Se o aneurisma atingir a artéria carótida interna em sua passagem por dentro do seio cavernoso, haverá compressão dos nervos oculomotor, troclear, abducente e oftálmico que, a exemplo da artéria carótida, passam por dentro do seio.

Outro sinal premonitório freqüente é conhecido como cefaléia sentinela. Essa cefaléia tem forte intensidade e pode ser acompanhada de náuseas e vômitos. Representa um pequeno sangramento do aneurisma, sem conseqüências catastróficas. Ela é chamada de sentinela, pois geralmente ocorre dias a semanas antes da ruptura completa do aneurisma.

A ruptura de um aneurisma causa hipertensão intracraniana que provoca forte cefaléia, freqüentemente referida pelos pacientes como a pior dor de cabeça da vida. Muitos pacientes evoluem com perda da consciência (coma) e sinais de irritação meníngea como rigidez de nuca e fotofobia. Déficits neurológicos focais podem ocorrer e sinal de Babinski é freqüente na fase aguda.

As malformações vasculares são um conjunto de anormalidades congênitas dos vasos cerebrais que eventualmente podem sangrar e causar sequelas neurológicas e mesmo a morte. Elas são divididas em angiomas venosos, telangiectasias, angiomas cavernosos (cavernomas) e malformações artério-venosas (MAV’s).

Destas, a que mais freqüentemente sangra são as malformações artério-venosas, formadas por artérias que se ligam diretamente a veias sem a presença de capilares ligando-as. Quando as MAV’s sangram, elas podem causar tanto hemorragia subaracnóide como hemorragia intra-parenquimatosa. As MAV’s podem também se apresentar com convulsões e cefaléias semelhantes à enxaqueca. Portanto, sempre que um mesmo paciente for vítima de convulsões e crises de enxaqueca, uma ressonância magnética de crânio deve ser realizada para descartar a presença de MAV’s.

As hemorragias intraparenquimatosas ocorrem dentro do parênquima encefálico. São mais comuns no sexo masculino e na raça negra. A hipertensão arterial crônica é a causa mais comum. Entretanto, as hemorragias intraparenquimatosas também podem ser causadas por angiopatia amilóide (uma degeneração da parede vascular presente em pacientes idosos com demência de Alzheimer), pelo uso de anticoagulantes, na presença de distúrbios da coagulação como hemofilia, com o uso de drogas ilícitas como cocaína e anfetaminas, na transformação hemorrágica de infartos cerebrais, em sangramentos de tumores cerebrais primários ou metastáticos e secundárias ao traumatismo de crânio.

As hemorragias que ocorrem em pacientes hipertensos não controlados geralmente ocorrem no putâmen (40%), cerebelo (30%), tálamo (15%) e na ponte (15%). As hemorragias putaminais e talâmicas geralmente invadem a cápsula interna e são causadas por ruptura de pequenos aneurismas das artérias perfurantes conhecidos como aneurismas de Charcot-Bouchard. Esses aneurismas não devem ser confundidos com o aneurismas saculares que rompem para o espaço subaracnóide. Já as hemorragias causadas por angiopatia amilóide e pelas outras causas referidas acima são mais freqüentemente lobares, ou seja, ocorrem nos lobos do cérebro.

As hemorragias intraparenquimatosas causam cefaléia, náuseas, vômitos, sintomas neurológicos focais, sinais de neurônio motor superior e algumas vezes podem levar ao coma. O maior risco dessas hemorragias é o efeito massa que causam, podem deslocar tecidos e causar herniações cerebrais. Quando as hemorragias são pequenas é difícil diferenciá-las clinicamente das isquemias.

As hemorragias subdural e extradural serão tratadas com detalhes na revisão de trauma de crânio.

Acidente vascular cerebral: Tratamentos
O plano de tratamento mais eficaz acidente vascular cerebral utiliza uma abordagem multifacetada. Isso inclui cuidados preventivos que visam minimizar os fatores de risco para ter um acidente vascular cerebral ou um acidente vascular cerebral recorrente. As medidas preventivas incluem cuidados médicos regulares para monitorar e analisar os factores de risco tais como colesterol alto , obesidade, tabagismo, diabetes , hipertensão e consumo excessivo de álcool.

Acidentes vasculares cerebrais são frequentemente diagnosticados e tratados no contexto da sala de emergência. O tratamento inclui a administração de oxigênio suplementar. Suplementar oxigênio aumenta a quantidade de oxigênio que é entregue ao tecido do cérebro e pode ajudar a minimizar os danos cerebrais permanentes.

O tratamento também envolve o monitoramento intensivo e estabilização dos sinais vitais, que podem exigir CPR, as medidas de suporte avançado de vida e / ou medicações intravenosas. Respirar pode precisar de ser apoiadas por ventilação mecânica. O ritmo cardíaco também é monitorada e tratada quando necessário.

Se um acidente vascular cerebral é diagnosticada em poucas horas e é causada por um coágulo (acidente vascular cerebral isquêmico), medicamentos pode ser utilizado para dissolver o coágulo. Estes medicamentos são chamados medicamentos trombolíticos e são administradas por via intravenosa para dissolver o coágulo que está obstruindo o fluxo sanguíneo para o cérebro. Drogas que impedem a formação de novos coágulos (anticoagulantes), tais como a aspirina ou heparina, podem também ser usados.

Trombolíticos e anticoagulantes não são utilizados para um acidente vascular cerebral hemorrágico, porque eles vão causar um sangramento mais adicional para o cérebro.

Para algumas pessoas um procedimento cirúrgico chamado endarterectomia carotídea pode ser uma opção para evitar um acidente vascular cerebral ou um acidente vascular cerebral recorrente. A cirurgia remove o acúmulo de placas nas artérias e melhora o fluxo sanguíneo para o cérebro. Alguns acidentes vasculares cerebrais hemorrágicos causados por um aneurisma cerebral também pode ser tratada com cirurgia para aliviar a pressão no cérebro e tratar o aneurisma cerebral .

Tratamento de Acidentes Cerebrovascular (AVC) também exige reabilitação a longo prazo, incluindo fisioterapia, para ajudar uma pessoa a superar os efeitos a longo prazo e deficiências de um acidente vascular cerebral.

O acidente vascular cerebral: Misdiagnosis
Em alguns casos, o diagnóstico de acidente vascular cerebral pode ser ignorado ou retardado porque os sintomas de acidente vascular cerebral ou um ataque isquêmico transitório podem ser leves ou vagos. Os sintomas podem ser semelhantes aos sintomas de outras doenças menos graves, tais como o envelhecimento, enxaqueca , vertigem , hipotensão ortostática , neuroma do acústico ... misdiagnosis mais »

Os sintomas do acidente vascular cerebral
Inclinação da face
Dificuldade em falar ou engolir
Paralisia
Parestesia
Mudança de Personalidade


Tratamentos para o acidente vascular cerebral Suporte sintomático
Fisioterapia
Fonoaudiologia
Tratamento de condições médicas subjacentes

  • Posicionamento da pessoa no chão, com as pernas ligeiramente elevadas ou inclinada para frente ea cabeça entre os joelhos
  • O sono adequado
  • Aspirina
  • Clopidrogel
  • Dipiridamol
  • Trombólise - tratamento  (trombólise é a desagregação (lise) de coágulos de sangue por meio farmacológico. É popularmente conhecido como coágulo rebentando por este motivo)
  • Alteplase
  • Plasminogênio tecidual recombinante
  • Trombectomia
  • Angioplastia
  • Stenting (Na medicina , stent é "tubo" artificial inserido em uma passagem natural / conduto do corpo para prevenir, ou reprimir, uma doença induzida, a constrição do fluxo localizado.)
Fonte: www.wrongdiagnosis.com

quinta-feira, 19 de março de 2009

AVC é a doença que mais mata no Brasil

O país inteiro voltou os olhos para o caso de Clodovil, que sofreu um Acidente Vascular Cerebral. Mas você sabe o que é um AVC? Como evitar? Quais os sintomas? 

De repente, uma dor muito forte na cabeça e dormência em um dos lados do corpo. Depois do atendimento médico, o diagnóstico: Acidente Vascular Cerebral (AVC), o responsável por 10% das mortes em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 15 milhões de pessoas têm AVC por ano no planeta. Destas, cinco milhões morrem e outras cinco milhões ficam com sequelas físicas e mentais. De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC é a doença que mais mata no Brasil.

Popularmente conhecido por derrame, o Acidente Vascular Cerebral é causado pelo entupimento ou rompimento dos vasos sanguíneos cerebrais. De acordo com o neurologista do Hospital Universitário da UFMA, Achilles Câmara Ribeiro, uma vez estabelecido o quadro da doença, o paciente tem um intervalo de cinco horas – chamado janela terapêutica – para procurar o serviço de atendimento médico especializado e desobstruir o vaso sanguíneo bloqueado. A rápida identificação dos sintomas e a ação da equipe médica são fundamentais para diminuir a possibilidade de morte.


O neurologista explica que as manifestações ocorrem, geralmente, em pessoas acima de 50 anos. É necessário realizar atividades físicas regulares, ter uma alimentação equilibrada e controlar a pressão arterial, a diabetes e o colesterol. “Os sintomas mais frequentes do AVC são a dificuldade para falar, dormência nos membros, alterações na visão e boca torta”, destaca Achilles, professor do Departamento de Medicina I da UFMA.

De acordo com o Ministério da Saúde, o AVC é responsável por 40% das aposentadorias precoces no país. A reversão da lesão causada no cérebro quase nunca é completa. “Se a população tomar consciência dos fatores de risco, a doença pode ser evitada”, ressalta o neurologista.

Existem dois grandes tipos de AVC: isquêmico (responsável por 80% dos casos da doença) e hemorrágico (20%). Segundo o Neurologista, o isquêmico ocorre quando os vasos cerebrais são entupidos devido à formação de placas que impedem a passagem do sangue ao cérebro, que necessita de um fluxo de 700ml a 900ml de sangue por minuto. O hemorrágico (sangramento) ocorre quando há o rompimento dos vasos sanguíneos do cérebro. “O AVC hemorrágico é o mais grave e tem altos índices de mortalidade”, diz Achilles. (Da Ascom / UFMA)

Como reconhecer um AVC
Os acidentes vasculares cerebrais são emergências médicas, e o tempo é o fator crucial para permitir um atendimento adequado e melhores chances de recuperação, além de menos sequelas posteriores.

Portanto, é importante lembrar que qualquer pessoa que apresente uma alteração que possa significar uma mudança do funcionamento cerebral deve ser levada a um serviço de emergência para avaliação. Quais os sinais que devem ser observados?

Perda súbita da força ou dos movimentos em um dos membros ou face, geralmente atingindo um dos lados do corpo; perda da visão de um dos olhos de forma súbita; dificuldade de equilíbrio do corpo para caminhar ou mesmo se manter de pé; dor de cabeça súbita e muito intensa inesperada.

Uma observação importante: todos esses sinais podem ocorrer de forma fugaz com recuperação espontânea, mas mesmo assim a avaliação especializada é indispensável.

A prevenção, como sempre, é a melhor opção. Para isso, é preciso conhecer os principais fatores de risco para a ocorrência de um AVC. A hipertensão arterial é a principal causa associada aos derrames. Os hipertensos, se não tratados adequadamente, têm de quatro a seis vezes mais chances de sofrer um AVC. Estudos científicos mostram que, apesar do diagnóstico de hipertensão ser feito com frequência, o tratamento não é seguido na maioria dos casos.

Além da hipertensão, outros fatores contribuem para tornar o acidente vascular cerebral uma epidemia real em nossa sociedade. A fibrilação atrial, uma alteração do ritmo do coração, aumenta o risco de derrames. O diabetes e o tabagismo também são vilões para a ocorrência de um AVC. 
As opções de tratamento
O cérebro humano, quando atingido por um acidente vascular, pode ser salvo se receber tratamento adequado e em tempo. Os acidentes isquêmicos são os mais freqüentes, respondendo por mais de 85% dos “derrames” -- aqueles causados quando uma artéria fica obstruída por um coágulo, impedindo o sangue de alimentar as células.

Existe um tratamento para desobstruir as artérias: trata-se da injeção de uma substância capaz de dissolver esses coágulos – os trombolíticos. Ela atua sobre o coágulo e pode restaurar o fluxo natural de sangue. Infelizmente, poucos pacientes recebem esse tratamento.

Mesmo nos Estados Unidos, segundo um trabalho realizado pela Cleveland Clinic de Ohio, somente 2% das vítimas de acidentes vasculares cerebrais recebem o tratamento com trombolíticos. A principal causa para essa pequena utilização está no fato de que o tratamento só é efetivo se for administrado nas primeiras três horas após o início dos sintomas.

Além dessa razão, existem contra-indicações ao método que devem ser respeitadas pela equipe que está tratando da vítima do derrame. Um paciente tratado a tempo pode ficar sem déficits neurológicos ou ter as conseqüências do problema bastante diminuídas. 
O que deve ser feito
É muito importante prevenir a ocorrência dos AVCs através do controle dos fatores de risco. Além disso, é fundamental que a população reconheça os sintomas dos derrames a tempo e que o tratamento esteja disponível para todos que precisarem.

Antes de saber como prevenir o acidente vascular cerebral (AVC), é preciso saber quais os fatores de risco da doença. Em primeiro lugar, vem o histórico familiar. "Pessoas cujos pais ou avós tiveram AVC precisam ter mais cuidado", afirma o neurologista Rubens Gagliardi, da Santa Casa de São Paulo.

O médico explica que existem doenças de base, chamadas de comorbidades, que também complicam o quadro. São elas a hipertensão, diabetes e colesterol elevado. "Nestes casos, é preciso combater os fatores de risco e fazer exames específicos com acompanhamento médico", acrescenta.

Estresse, obesidade, tabagismo e sedentarismo são outros fatores de risco. Além disso, a chance de um AVC aumenta com a idade.

Veja dicas para se prevenir do AVC:

- Mantenha a pressão arterial sob controle.

- Evite o consumo de sal em excesso.

- Modere a ingestão de bebidas alcoólicas.

- Não fume.

- Controle o peso.

- Tenha uma alimentação saudável: evite gorduras e frituras, coma bastante frutas, verduras e fibras.

- Pratique exercícios físicos regularmente.

- Evite o estresse: faça atividades relaxantes como uma caminhada ao ar livre, conversar com amigos, passear com o cachorro.
Levar uma vida saudável, cuidar da alimentação e praticar exercícios físicos regularmente pode reduzir em até 60% a chance de um AVC, acidente vascular cerebral, conhecido como derrame. O alerta é da 2ª Campanha Nacional de Prevenção do Acidente Vascular Cerebral.
"O AVC é a principal causa de morte no Brasil", afirma o neurologista Rubens Galgliardi, da Santa Casa de São Paulo. Segundo dados do Ministério da Saúde, a doença foi responsável por 90.930 óbitos em 2004, superando o infarto agudo do miocárdio, que registrou 65.482 óbitos o mesmo período.


Quando o paciente sobrevive ao acidente, muitas vezes fica com dificuldades na fala, na compreensão e até na locomoção. "Após instalado o AVC, 30% dos pacientes morrem, 30% ficam com seqüelas graves, 20% com seqüelas leves e 20% ficam sem seqüelas", explicou Gagliardi.

Durante a sexta-feira, 21 de julho, serão realizadas atividades educativas sobre a doença em 17 cidades brasileiras. O evento é organizado pela Sociedade Brasileira de Doenças Cardiovasculares e pela Associação Brasileira de Neurologia, em parceria com o laboratório farmacêutico Sanofi-Aventis.

Os locais foram escolhidos para a campanha de acordo com o ranking de óbito por AVC, conforme levantamento realizado em 2004 pelo Ministério da Saúde: São Paulo, Ribeirão Preto, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Florianópolis, Joinville, Vitória, Salvador, Recife, Brasília, Fortaleza, Belém, Goiânia, Teresina, Aracaju e Porto Alegre.

Em cada cidade, o público poderá buscar informações em postos montados em shoppings e terminais rodoviários. Os médicos e profissionais de saúde distribuirão folhetos informativos, além de esclarecer dúvidas da população


Luis Fernando Correia é médico e apresentador do "Saúde em Foco", da CBN. 
O AVC resulta da restrição de irrigação sanguínea ao cérebro, causando lesão celular e danos nas funções neurológicas. As causas mais comuns são os trombos, o embolismo e a hemorragia. Apresenta-se como a 2ª causa de morte no mundo. O AVC é a principal causa de incapacidade neurológica dependente de cuidados de reabilitação e a sua incidência está relacionada com a idade. Irão ser focados aspectos relativos da patologia, tais como, epidemiologia, causas de AVC, factores de risco, fisiopatologia, tipos de AVC, manifestações clínicas, complicações…

Fonte: jornalpequeno.com.br, G1, Portal Terra e outros