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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Adolescente de 17 anos com problemas mentais foi abusada sexualmente por três homens em São Luis, no Maranhão.

Três são presos suspeitos de abusar de garota com problemas mentais
Jovem de 17 anos foi levada em caminhão por 7 homens em festa junina.
Vítima foi encontrada após 9 dias desaparecida no Maranhão.



Uma adolescente de 17 anos que tem problemas mentais foi abusada sexualmente por três homens em São Luis, no Maranhão. Segundo a delegada Margarete Moura da Silva, da Delegacia de Proteção à Criança e Adolescente, a garota estava desaparecida desde o último dia 30 de junho, quando o crime ocorreu, e foi encontrada no sábado (9) em um campo na cidade de Bacabeira.

O crime ocorreu quando a menina acompanhava uma festa de São João em São Luis e começou a conversar com homens que atuavam na montagem do palco da festa. Segundo a delegada, sete homens colocaram a garota em um caminhão e levaram-na do local.

“Quatro homens ficaram com ela na parte de trás do caminhão e outros três estavam na frente. A informação que temos é que ela foi abusada sexualmente dentro do caminhão. A Justiça determinou a prisão de três deles, dos quais já temos a confirmação de participação no ato. Eles respondem pelo crime de tráfico interno de pessoas com fim de exploração sexual”, afirmou a delegada Margarete ao G1.

A família ficou "apavorada" com o desaparecimento da garota durante a festa e começou a espalhar cartazes pela cidade com a foto da jovem com problemas mentais, diz a delegada. Desde então, a polícia ouviu testemunhas que presenciaram a garota ser interpelada pelos homens e colocada dentro do caminhão.

Na manhã desta segunda-feira (11), a adolescentes passou por exames e prestou depoimento. “Ela foi submetida a exames e aparentemente entende o que houve. Os homens estavam trabalhando e se aproveitaram dela. Ela confirmou que foi abusada e lembra de ter bebido algum refrigerante com gosto estranho e depois ter sido abandonada no mato”, afirma Margarete.

Três suspeitos foram detidos na sexta-feira (8) e, segundo a delegada, confessaram o crime. A investigação continua para apurar a suposta participação de mais pessoas no caso.


Tahiane Stochero
Do G1, em São Paulo

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Carnificina: rebelião em São Luís deixa ao menos 14 mortos

14 detentos foram mortos em uma rebelião no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão. Pelo menos cinco agentes penitenciários são mantidos reféns.  Quatorze detentos foram executados por companheiros de cela.

Os presos rebelados reclamam de maus tratos e se queixam de superlotação no presídio. Eles exigem a demissão do diretor geral da penitenciária e que os presos que cometeram crimes no interior do estado sejam transferidos para as cidades deles.

As negociações foram interrompidas no início da noite e só serão retomadas nesta manhã. A assessoria de imprensa do Ministério da Justiça confirmou que 30 homens da Força Nacional de Segurança e um negociador irão ao Complexo Penitenciário de Pedrinhas nesta terça-feira. (Jornal da Globo)

Carnificina dentro de prisão maranhense

Três cabeças de presos decapitados não deixavam negar o terror que se instalou durante a rebelião ontem no Complexo Penitenciário de Pedrinhas, em São Luís, no Maranhão. Um monitor foi baleado e sete pessoas foram feitas reféns. O saldo divulgado pela Polícia Militar até o início da noite contava 14 mortes. Nove corpos foram liberados pelos rebelados para o Instituto Médico Legal (IML). Mas informações da polícia sinalizam mais cinco corpos dentro da prisão. A rebelião adentrou a noite após os presos recuarem das negociações feitas com representantes da polícia e do poder público. O diálogo será retomado hoje.
Presos se amotinam e matam 14 colegas. Três deles foram decapitados. Negociação será retomada hoje
O governo pediu ajuda de forças federais. O motivo principal da rebelião seria rixa entre presos da capital e de municípios. Os rebelados exigiram a retirada ou a separação dos presos do interior e de São Luís. Pediram também a substituição do diretor-geral da penitenciária, Luís Henrique Sena de Freitas, e da adequação do abastecimento de água para o presídio, que seria falho. A negociação foi interrompida no fim da tarde por conta do receio dos presos.

Por volta das 9h, um dos monitores do presídio abriu uma cela especial para levar um dos detentos para o pátio. O preso tomou-lhe a arma, desferindo-lhe um tiro nas costas e outro em uma das pernas. A rebelião se espalhou. E as execuções também.

Quatro monitores foram feitos reféns, bem como duas esposas de presos que visitavam a cadeia. Às 11h, o negociador Luís Eduardo Vaz tomou a frente dos diálogos. Deu-se o primeiro avanço: o monitor baleado, Raimundo de Jesus Coelho (o Dico), foi liberado e encaminhado para o Hospital São Domingos, onde permanecia em estado grave. As negociações estancaram. Os rebelados exigiram a presença de membros da Comissão de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MA), juízes da Vara de Execuções Penais e da imprensa. O secretário estadual de Administração Penitenciária, João Bispo Serejo, já estava presente. Às 14h, foram libertadas duas mulheres.

No momento mais crítico, presos jogaram cabeças de três vítimaspelo portão. Um dos decapitados seria o mototaxista Valdimar Lindoso Ferreira, conhecido como Motoboy, 38, condenado por matar a família, em 2006. Em nota, o governo do estado declarou que ´no Maranhão, assim como nos demais estados, a superlotação dos presídios é uma realidade.

O problema está sendo enfrentado com a construção de novas unidades prisionais`. O Complexo tem 375 detentos onde deveriam ser alojados 250. (Ronald Robson e Daniel Fernandes, de O Imparcial)