Violência contra a mulher: casos nacionais repercutem em Sergipe
Em Sergipe somente até o mês de julho desse ano, foram registrados 1595 boletins de ocorrência de casos que variam entre ameaça, lesões corporais e outros casos de agressões
Violência contra a mulher: casos nacionais repercutem em Sergipe
15/07/2010 - 07:29
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Bruno é acusado de ser o mandante do assassinato de Elisa, sua ex-amante |
Bruno é acusado de ser o mandante da morte da ex-amante Eliza Samudio e teve como cúmplices Luiz Henrique Romão, o Macarrão, o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos e um adolescente que é primo do goleiro. O crime teria ocorrido há cerca de um mês atrás.
Evandro é acusado de ser cúmplice de Mizael na morte de Mércia Nakashima (Foto: Portal Infonet) |
Segundo a psicóloga Milena Garcia Barra, o caso do goleiro Bruno é de psicopatia, pois ele tem traumas de infância quando foi abandonado pelos pais. “Ele não teve relação afetiva com os pais então isso reflete na vida adulta dele”, aponta. Milena continua e diz que na cabeça do goleiro, Eliza atrapalhava seus planos do atleta de ir para o futebol europeu.
“O Bruno é extremamente ambicioso. Para chegar ao ápice da profissão dele, que seria ir para um time europeu, ele precisou dar fim a Elisa porque ela era uma pessoa que estava atrapalhando seus planos. Como ela havia entrado com inquérito policial contra ele por agressão, isso iria atrapalhar ele. Para ele ser contratado por um time profissional da Europa, o goleiro não poderia responder a nenhum inquérito policial”, explica.
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A psicóloga Milena Barra conta que o goleiro Bruno tem o perfil de um psicopata |
Criada em 7 de agosto de 2006, a lei 11.340, conhecida como Lei Maria da Penha, em homenagem a mulher que foi agredida pelo marido durante seis anos, foi criada como mais um isntrumento de combate à violência contra a mulher. O marido de Maria da Penha só foi punido pelas constantes agressões - tentativas de assassinato que resultaram na paralisia dela -depois de 19 anos. O homem ficou preso por apenas dois anos em regime fechado.
A lei alterou o Código Penal Brasileiro e possibilitou que agressores de mulheres no âmbito doméstico ou familiar, sejam presos em flagrante ou tenham sua prisão preventiva decretada. Os agressores também não poderão mais ser punidos com penas alternativas, pois a legislação também aumenta o tempo máximo de detenção previsto de um para três anos. A nova lei ainda prevê medidas que vão desde a saída do agressor do domicílio à proibição de sua aproximação da mulher agredida e filhos.
Em Aracaju somente este ano, no período de janeiro ao início de julho, foram registrados 1595 boletins de ocorrência de casos que variam entre ameaça, lesões corporais e outros casos de agressões. Segundo a delegada Renata Aboim, da Delegacia de Vulneráveis, assim que surgiu a lei Maria da Penha havia um entendimento que outras pessoas poderiam denunciar, mas isso já mudou de lá pra cá.
“No último entendimento do Superior Tribunal de Justiça [STJ], somente a vítima pode colocar o caso para frente. Apenas em casos extremos, como lesões corporais e crimes contra a honra, é que um terceiro pode denunciar. A ameaça, por exemplo, só é instaurado o inquérito se a vítima quiser”, explica Renata.
De acordo com a delegada, os dois casos citados a nível nacional são enquadrados na lei Maria da Penha. “Inclusive no caso do Bruno, a moça havia entrado com o processo, mas a justiça negou as medidas protetivas. O importante é que os homens tenham noção da conseqüência para eles. Em muitos casos basta a audiência aqui na delegacia para que ele pare com as agressões ou ameaças”, diz.
A delegada afirma que é muito importante que a vítima procure a delegacia da mulher o mais rápido possível. “As vezes quando pegamos o caso logo no início das agressões, a gente evita que elas continuem. É extremamente importante que a pessoa procure a delegacia no início”, recomenda.
O telefone para denúncias na delegacia de Grupos Vulneráveis é 3213-1238, em casos que estiver havendo algum tipo de conflito comprovado é
Por Bruno Antunes
Infonet |
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