Ainda sem saber o estado de saúde dos quatro filhos, a catadora de latas Marina do Nascimento Batista, de 30 anos, disse, na tarde desta sexta-feira, que não tem ideia de como o fogo que atingiu o barraco onde a família mora, no Morro do Guarani, no bairro Jardim Botânico, em São João de Meriti, começou. Ela disse que não havia nem isqueiros, nem fósforos, nem velas no local, onde morava há apenas uma semana. Marina foi atuada em flagrante por crime de abandono de incapaz, cuja pena varia entre um e sete anos de prisão, e ficará presa.
- Isso nunca tinha me acontecido antes. Faço o que posso para cuidar dos meus filhos. Só os deixo sozinhos por pouco tempo para ir ao ferro-velho e voltar. Vivo de catar latas e vender para viver. O pior é que não sei como os meus filhos estão passando. Ninguém me disse nada - disse ela.
Marina contou ter ouvido comentários de que havia uma tomada derretida em seu barraco. Ela ainda disse que trancou a porta com uma corrente e um cadeado quando saiu para buscar um repelente na casa da cunhada porque as crianças estavam dormindo.
- Nâo sei o que vai ser de mim daqui para frente. Deus vai dizer como minha vida vai ficar. Já passo um sufoco danado. Se perder minhas quatro crianças, minha vida ficará arrasada. Todos são muito agarrados comigo e dormem do meu lado.
A catadora de latas - que afirmou também pegar donativos numa igreja para conseguir manter a família - contou que o filho mais velho, de 10 anos, é autista:
- Já estava procurando tratamento para ele em vários hospitais.
Apesar de Marina garantir que deixou os filhos com o padrasto, testemunhas ouvidas pela polícia garantiram que as crianças estava sozinhas no barraco.
Vizinho ouviu gritos de socorro de crianças queimadas na Baixada e encontrou porta de barraco fechada com corrente
Thiago no barraco onde as crianças sofreram queimaduras Foto: Cléber Júnior / Extra
Policiais Civis estiveram, nesta sexta-feira, no barraco onde quatro crianças sofreram queimaduras graves por causa de um princípio de incêndio no Morro do Guarani, no bairro Jardim Botânico, em São João de Meriti. A porta do barraco, de apenas um cômodo, estava fechada por um cadeado e uma corrente quando o local começou a pegar fogo.
O ajudante de caminhão Thiago Chaves, de 24 anos, que mora ao lado, disse ter ouvido os gritos com pedido de socorro. Ele quebrou a porta de madeira com um chute e retirou as crianças de 5, 6, 8 e 10 anos que já estavam bastante queimadas. Segundo o ajudante de caminhão, não havia nenhum adulto no barraco.
No cômodo, a polícia encontrou uma cama e um colchão queimados, um guarda roupa, um pequeno armário de gavetas, um frigobar e um ventilador.
A mãe das crianças e o padrasto foram levados para a 54ª DP (Belford Roxo) para prestar depoimento. A polícia ainda apura o que aconteceu no barraco.
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sábado, 28 de maio de 2011
domingo, 10 de abril de 2011
PR: grupo põe fogo em casal com gasolina
Casal é queimado vivo na Região Metropolitana de Curitiba
Crime aconteceu em frente a casa utilizada como ponto de venda de drogas.
Vítimas foram encaminhadas a um hospital na noite de sábado (9).
Um casal foi encaminhado a um hospital de Curitiba na noite de sábado (9) após um grupo atear fogo contra eles em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
De acordo com as informações dos bombeiros que atenderam a solicitação os dois foram rendidos em frente a uma casa que seria utilizada como ponto de venda de drogas. Os suspeitos derramaram um galão de gasolina no casal e atearam fogo. Apesar de não ser possível provar se as vítimas conheciam o grupo, os bombeiros afirmaram que o tipo da abordagem é característico do tráfico de drogas.
Os dois tiveram quase 100% do corpo queimado. Segundo informações do hospital, na manhã deste domingo (10) o estado de saúde de ambos permanecia gravíssimo e os médicos aguardavam a evolução do quadro para proceder com o tratamento plástico.
G1
Crime aconteceu em frente a casa utilizada como ponto de venda de drogas.
Vítimas foram encaminhadas a um hospital na noite de sábado (9).
Um casal foi encaminhado a um hospital de Curitiba na noite de sábado (9) após um grupo atear fogo contra eles em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba (RMC).
De acordo com as informações dos bombeiros que atenderam a solicitação os dois foram rendidos em frente a uma casa que seria utilizada como ponto de venda de drogas. Os suspeitos derramaram um galão de gasolina no casal e atearam fogo. Apesar de não ser possível provar se as vítimas conheciam o grupo, os bombeiros afirmaram que o tipo da abordagem é característico do tráfico de drogas.
Os dois tiveram quase 100% do corpo queimado. Segundo informações do hospital, na manhã deste domingo (10) o estado de saúde de ambos permanecia gravíssimo e os médicos aguardavam a evolução do quadro para proceder com o tratamento plástico.
G1
quinta-feira, 7 de abril de 2011
Morador de rua é agredido e queimado na zona norte de SP
Um morador de rua foi agredido e jogado em uma fogueira, na madrugada desta quinta-feira, na região do Parque Edu Chaves, na zona norte de São Paulo. Ninguém foi preso.
Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 2h, na rua Aperibé. A vítima contou após ser socorrida que foi abordada por dois homens e uma mulher enquanto dormia.
O morador de rua disse que foi agredido e arrastado até uma fogueira, onde foi jogado. Ele teve queimaduras nas pernas e foi encaminhado para o pronto-socorro do Tatuapé, na zona leste.
O caso foi registrado no 73º DP (Jaçanã), mas nenhum suspeito tinha foi preso. A polícia não informou o nome e a idade da vítima.
Folha
Segundo a Polícia Militar, o crime aconteceu por volta das 2h, na rua Aperibé. A vítima contou após ser socorrida que foi abordada por dois homens e uma mulher enquanto dormia.
O morador de rua disse que foi agredido e arrastado até uma fogueira, onde foi jogado. Ele teve queimaduras nas pernas e foi encaminhado para o pronto-socorro do Tatuapé, na zona leste.
O caso foi registrado no 73º DP (Jaçanã), mas nenhum suspeito tinha foi preso. A polícia não informou o nome e a idade da vítima.
Folha
domingo, 8 de agosto de 2010
Homens queimados em torneio de sauna. Um morto e sobrevivente está estável
Russo morreu após suportar 6 minutos a 110 graus centígrados.
Temperatura era comum em competições.
Espectadores do torneio de sauna reagem com tristeza diante do palco em que acontecia a final deste sábado (7). (Foto: AFP)
Cerca de 26 horas depois da morte do russo Vladimir Ladyzhensky na final do Campeonato Mundial de Sauna, neste sábado (7), na Finlândia, seu oponente, Timo Kaukonen, está ainda em estado grave, mas estável, num hospital em Helsinque, segundo informações dadas pelo organizador do torneio, Ossi Arvela.
Neste sábado, Ladyzhensky e Kaukonen ficaram 6 minutos numa sauna a 110 graus centígrados. "Então ficou óbvio que eles não estavam bem, que não estavam mais saudáveis", relata Arvela. Os juízes abriram a porta e ambos colapsaram. Levados às pressas ao hospital de Heinola, onde acontecia a disputa, o russo não resistiu.
Queimaduras
De acordo com Arvela, quando foram tirados da sauna, era possível ver que ambos tinham muitas queimaduras pelo corpo. Ele diz que ainda está muito chocado com o que aconteceu. "Meu sentimento é de que jamais voltarei a organizar algo assim", afirma.
Arvela não entende o que aconteceu para que o torneio tivesse fim trágico, já que acontecia há mais de 10 anos, sem problemas. Segundo o organizador, a sauna a 110 graus era algo recorrente nas competições, e nunca alguém havia passado mal. "Sempre foi nessa temperatura. No ano passado o campeonato não teve nenhum ferimento". A polícia finlandesa investiga o que causou a morte de Ladyzhensky.
À esquera, o competidor russo que morreu na disputa deste sábado. Ao seu lado, o finlandês que segue hospitalizado.(Foto: AFP)
Dennis Barbosa
Do G1, em São Paulo
Temperatura era comum em competições.
Espectadores do torneio de sauna reagem com tristeza diante do palco em que acontecia a final deste sábado (7). (Foto: AFP)
Cerca de 26 horas depois da morte do russo Vladimir Ladyzhensky na final do Campeonato Mundial de Sauna, neste sábado (7), na Finlândia, seu oponente, Timo Kaukonen, está ainda em estado grave, mas estável, num hospital em Helsinque, segundo informações dadas pelo organizador do torneio, Ossi Arvela.
Neste sábado, Ladyzhensky e Kaukonen ficaram 6 minutos numa sauna a 110 graus centígrados. "Então ficou óbvio que eles não estavam bem, que não estavam mais saudáveis", relata Arvela. Os juízes abriram a porta e ambos colapsaram. Levados às pressas ao hospital de Heinola, onde acontecia a disputa, o russo não resistiu.
Queimaduras
De acordo com Arvela, quando foram tirados da sauna, era possível ver que ambos tinham muitas queimaduras pelo corpo. Ele diz que ainda está muito chocado com o que aconteceu. "Meu sentimento é de que jamais voltarei a organizar algo assim", afirma.
Arvela não entende o que aconteceu para que o torneio tivesse fim trágico, já que acontecia há mais de 10 anos, sem problemas. Segundo o organizador, a sauna a 110 graus era algo recorrente nas competições, e nunca alguém havia passado mal. "Sempre foi nessa temperatura. No ano passado o campeonato não teve nenhum ferimento". A polícia finlandesa investiga o que causou a morte de Ladyzhensky.
À esquera, o competidor russo que morreu na disputa deste sábado. Ao seu lado, o finlandês que segue hospitalizado.(Foto: AFP)
Dennis Barbosa
Do G1, em São Paulo
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