O prêmio milionário virou caso de polícia depois que várias pessoas que fizeram um bolão procuraram a delegacia dizendo que o ganhador teria recebido o bilhete de um dos integrantes do grupo.
Em entrevista exclusiva, o ganhador, que levou sozinho quase R$ 120 milhões, diz que foi vítima de uma armação.
No apartamento de luxo recém comprado, o empresário de 66 anos fala pela primeira vez da emoção de se tornar milionário da noite para o dia. “Eu conferi um, conferi o segundo. Quando foi no terceiro, eu conferi e estava lá. Poxa vida, foi uma emoção. Eu ganhei na Mega-Sena’”, revela.
Com quase R$ 120 milhões no bolso, o ganhador mudou de cidade e passa o tempo investindo em imóveis e fazendo muitas compras.
Fantástico: Qual foi a primeira coisa que o senhor fez com o dinheiro?
Ganhador da Mega-Sena: Comprei dois carros.
Fantástico: No mesmo dia?
Ganhador da Mega-Sena: No mesmo dia.
Mas a história de Bino, que por questão de segurança prefere não mostrar o rosto, não é a de um apostador comum. Menos de uma semana após ganhar o prêmio, ele deixou de ser apenas o vencedor da Mega-Sena para se tornar alvo da polícia, suspeito de comandar uma fraude milionária. “Eu fui vítima de uma armação”, afirma.
Bino foi acusado de ter roubado o bilhete premiado de outros apostadores e teve que dar explicações na polícia. “A minha ansiedade de limpar o meu nome. Limpar não, porque ele não está sujo, mas comprovar que eu não tenho maldade. Não teve nada de falcatrua com este prêmio”, explica.
De um lado, está o empresário. Do outro, um grupo de colegas de trabalho reunidos em um bolão. São personagens de uma briga que começou em uma lotérica de Fontoura Xavier, cidade de 11 mil habitantes no norte do Rio Grande do Sul.
A aposta vencedora no dia 6 de outubro foi feita no local. Era o início da disputa pelo maior prêmio individual já pago pela Mega-Sena no Brasil.
Em jogo, estavam R$ 119.142.144,27. Segundo a Caixa Econômica Federal, esse dinheiro rende R$ 750 mil por mês, se for colocado em uma poupança. O prêmio milionário virou caso de polícia depois que um grupo de funcionários da prefeitura procurou a delegacia com uma denúncia: Bino teria recebido o bilhete vencedor de um dos integrantes do bolão.
“Nós estamos aqui certamente pela Justiça, que seja a justiça feita pelos bilhetes que nós fizemos aqui”, diz o chefe de equipe José Cláudio Vasconcelos.
O encarregado de fazer o bolão foi Décio Sabadin, indiciado pela polícia como participante da suposta fraude. Ele é quem teria passado o cartão para Bino. De acordo com o grupo, no dia seguinte ao sorteio da Mega-Sena, Décio se reuniu com os outros para prestar contas das apostas, mas teria apresentado apenas 18 dos 19 bilhetes jogados.
“Tinha 18 cartões. Falamos para ele, e ele foi atrás dos outros e apareceu com 19 cartões. Daí, o Mauro viu que era um cartão anterior, do jogo passado”, conta o operador de máquinas Sebastião de máquinas.
Cresceu a suspeita de que Décio teria repassado o bilhete vencedor para Bino. “Porque se o prêmio fosse dividido por 11, seria bem menor. Com a fraude que fizeram, seriam bem melhor”, afirma Décio.
Décio diz que devolveu todos os bilhetes aos colegas, nenhum deles com os números sorteados. E afirma: não passou o bilhete para Bino. “Eu ia ficar rico, e os colegas ricos também. Porque eu ia fazer isso com uma pessoa que eu não tenho relação nenhuma?”, afirma.
Operador de máquinas em Fontoura Xavier, Décio mantém uma vida simples, com o salário de R$ 1,5 mil que sustenta a família. “O peso é muito grande, de ser acusado de uma coisa que nunca passou pela minha cabeça fazer”, declara.
Durante seis meses, o Departamento Estadual de Investigações Criminais ouviu testemunhas, fez interceptações telefônicas e quebrou os sigilos bancários dos envolvidos. Em abril, cinco pessoas foram indiciadas por estelionato, formação de quadrilha e falso testemunho, entre elas Bino e Décio Sabadin.
“Para nós, há indícios de fraudes. Mas é o suficiente para que a gente possa fazer o indiciamento destas pessoas e colocar os autos à disposição do Judiciário. Não podíamos nos omitir”, afirma o delegado de polícia Heliomar Franco.
Os participantes do bolão pediram na Justiça o bloqueio do prêmio e a prisão do empresário, mas não foram atendidos. Na última semana, a Justiça mandou arquivar o inquérito policial.
Para o judiciário, não ficou evidenciada a prática de qualquer crime por parte dos indiciados e a investigação apresenta apenas hipóteses sem provas. O despacho ainda determina que os apostadores do bolão sejam investigados por denúncia caluniosa.
Entre as provas apresentadas pelo ganhador do Mega-Sena, está o extrato das apostas feitas por ele. O bilhete premiado aparece no meio de uma sequência de 54 jogos, registradas com apenas alguns segundos de diferença, a partir das 16h38.
Para o promotor que pediu à Justiça o arquivamento do inquérito, seria impossível que o bilhete jogado em meio a tantas apostas de Bino pudesse ser do bolão dos funcionários da prefeitura.
Fantástico: O senhor foi vítima de uma fraude?
Bino: Com certeza.
Fantástico: Por quê?
Bino: Eu até gostaria de saber o porquê.
Os advogados dos funcionários da prefeitura de Fontoura Xavier, o grupo do bolão, informaram que um outro processo cível contra Bino tramita na Justiça Federal. Mas para o ganhador da Mega-Sena a decisão que arquivou o processo criminal e liberou o dinheiro do prêmio trouxe paz depois de nove meses de insegurança.
Fantástico: O senhor pode dizer que a partir de agora vai poder aproveitar?
Bino: Sim, a partir de agora eu vou ser o home mais feliz do Brasil, com certeza. Porque agora eu tenho a minha família que não chora mais. De anteontem para cá é só festa, acabou até o estoque de champanhe aqui.
Fonte: Site do Fantástico
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domingo, 5 de junho de 2011
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Jogador é vítima de 'boa noite, Cinderela', perde cão e namorada
O jogador do Independiente Walter Busse, 24, caiu no golpe conhecido como "boa noite, Cinderela" na Argentina.
Em entrevista a uma rádio local, ele contou o caso e disse sentir que podia ter morrido devido à dose de droga usada no golpe.
"Estou um pouco perdido pelo efeito da droga, um pouco mareado, mas já consciente para poder falar e entender o que aconteceu. Foi muito grave. Se a dose [da droga] fosse um pouco mais forte, estariam me velando em um caixão", disse o jogador para "La Red", segundo o diário esportivo argentino "Olé".
O jornal "Olé" fotografou o jogador Walter Busse em seu apartamento após sofre o golpe
Drogado por três garotas que conheceu na noite e levou para seu apartamento, junto com o irmão, Busse teve o carro, praticamente tudo o que possuía em casa e até o cachorro roubados.
"Meu irmão está nas mesmas condições que eu. Graças a Deus ele está melhor. Eu acordei antes que ele, levantei-me e tratei de avisar alguém, porque não deixaram nada no meu apartamento. Acredito que depois de um ou dois dias sem aparecer, o clube mandaria alguém me ver, um doutor, mas não sei o que poderia ter passado. Não sei qual foi a droga que me deram, mas, pelo visto foi bastante forte", contou.
O clube percebeu o ocorrido porque o jogador não foi ao treinamento de quinta-feira e também não atendia as ligações. Então, o encontraram no apartamento, ainda confuso.
"Quero me explicar a todos do Independiente que estou arrependido, porque sabem quem sou eu, como companheiro de trabalho, como jogador. À torcida, que sempre me tratou muito bem, que pedir desculpas. Agora estou em condição de falar, estou uns 70% consciente, mas não estou totalmente recuperado".
"Isto podia acontecer com qualquer um. Vem alguém, coloca algo na bebida e tchau. Levaram até o cachorro. Um carro, que tem seguro, posso recuperar. Mas o restante, não. Mas dou valor a estar vivo. Poderiam estar passando na TV "mataram Busse". Mas por que levaram o cachoro? Tem uma história, foi presente de alguém muito importante, que amo muito, que é minha namorada", afirmou o jogador.
Solange Rivas, namorada de Busse, também deu entrevista à "La Red" para falar do caso.
"Para mim não é incomodo falar com ele. Estou feliz em saber que ele está bem", disse a namorada.
No Twitter, porém, Solange não foi tão comedida com as palavras e expôs seus sentimentos.
"A verdade é que quero morrer. Que difícil momento estou passando. Uma coisa é uma humilhação privada, outra é a pública", escreveu. "Este é o pior momento da minha vida. Obrigado, Walter Busse por todo o dano que me fez. A verdade é que não vou te matar. Suas ações falam por si. Só digo que é a decepção da minha vida", concluiu a namorada.
Fonte: Folha Uol
Em entrevista a uma rádio local, ele contou o caso e disse sentir que podia ter morrido devido à dose de droga usada no golpe.
"Estou um pouco perdido pelo efeito da droga, um pouco mareado, mas já consciente para poder falar e entender o que aconteceu. Foi muito grave. Se a dose [da droga] fosse um pouco mais forte, estariam me velando em um caixão", disse o jogador para "La Red", segundo o diário esportivo argentino "Olé".
O jornal "Olé" fotografou o jogador Walter Busse em seu apartamento após sofre o golpe
Drogado por três garotas que conheceu na noite e levou para seu apartamento, junto com o irmão, Busse teve o carro, praticamente tudo o que possuía em casa e até o cachorro roubados.
"Meu irmão está nas mesmas condições que eu. Graças a Deus ele está melhor. Eu acordei antes que ele, levantei-me e tratei de avisar alguém, porque não deixaram nada no meu apartamento. Acredito que depois de um ou dois dias sem aparecer, o clube mandaria alguém me ver, um doutor, mas não sei o que poderia ter passado. Não sei qual foi a droga que me deram, mas, pelo visto foi bastante forte", contou.
O clube percebeu o ocorrido porque o jogador não foi ao treinamento de quinta-feira e também não atendia as ligações. Então, o encontraram no apartamento, ainda confuso.
"Quero me explicar a todos do Independiente que estou arrependido, porque sabem quem sou eu, como companheiro de trabalho, como jogador. À torcida, que sempre me tratou muito bem, que pedir desculpas. Agora estou em condição de falar, estou uns 70% consciente, mas não estou totalmente recuperado".
"Isto podia acontecer com qualquer um. Vem alguém, coloca algo na bebida e tchau. Levaram até o cachorro. Um carro, que tem seguro, posso recuperar. Mas o restante, não. Mas dou valor a estar vivo. Poderiam estar passando na TV "mataram Busse". Mas por que levaram o cachoro? Tem uma história, foi presente de alguém muito importante, que amo muito, que é minha namorada", afirmou o jogador.
Solange Rivas, namorada de Busse, também deu entrevista à "La Red" para falar do caso.
"Para mim não é incomodo falar com ele. Estou feliz em saber que ele está bem", disse a namorada.
No Twitter, porém, Solange não foi tão comedida com as palavras e expôs seus sentimentos.
"A verdade é que quero morrer. Que difícil momento estou passando. Uma coisa é uma humilhação privada, outra é a pública", escreveu. "Este é o pior momento da minha vida. Obrigado, Walter Busse por todo o dano que me fez. A verdade é que não vou te matar. Suas ações falam por si. Só digo que é a decepção da minha vida", concluiu a namorada.
Fonte: Folha Uol
quarta-feira, 13 de abril de 2011
Estagiário de banco leva R$ 7 mil de aposentado cego no interior do Estado
O aposentado Almerindo Pain da Cruz, de 78 anos, levou um prejuízo depois de ir à agência do banco Banestes, no centro do município de Montanha.
O aposentado Almerindo Pain da Cruz, de 78 anos, levou um prejuízo de quase R$ 7 mil depois de ir à agência do banco Banestes, no centro do município de Montanha, para sacar o valor de sua aposentadoria - cerca de R$ 600 - e imprimir o extrato de sua poupança. O estagiário do banco, que auxilia os clientes nos caixas de auto-atendimento, teria se aproveitado da deficiência visual de Almerindo para se apropriar do dinheiro do aposentado.
O estagiário Douglas Rios de Oliveira e o amigo, José Fernando Vieira de Jesus, ambos de 19 anos, prestaram depoimento na Delegacia de Polícia de Montanha na tarde desta terça-feira (12) e, segundo os policiais, confessaram que ficaram com o dinheiro, mas afirmaram apenas que "acharam o cartão".
Com apenas 50% da visão de um dos olhos, Almerindo pediu a ajuda do estagiário para que ele fizesse o saque do dinheiro, no dia 25 de março. De acordo com a filha do aposentado, Janete Pain da Cruz, o rapaz viu que na poupança do pai dela havia cerca de R$ 11 mil. Por isso, não teria devolvido o cartão de crédito do aposentado.
No início desta semana, Almerindo precisou de sacar mais uma quantia. Foi quando constatou que havia sido lesado. "Depois de quinze dias, ele foi sacar dinheiro. Para pagar pedreiro e o rapaz que está trabalhando na casa dele, numa reforma. Ele está devendo, inclusive ficou devendo às lojas para poder pagar o rapaz", disse Janete.
O sub-tenente.
Naasson, da Polícia Militar, contou que a polícia chegou aos suspeitos após levantamentos com funcionários e por meio das câmeras de videomonitoramento de uma outra agência do banco localizada no município, onde teria sido feito um saque da conta de Almerindo. Em dois locais diferentes, foram sacados cerca de R$ 7 mil, quantia dividida entre os dois rapazes.
À Polícia Civil, os jovens confessaram o saque, mas ninguém foi preso. Um inquérito foi instaurado para apurar se houve estelionato no caso. Procurado pela reportagem, o Banestes ainda não se manifestou
gazeta online - Redação Multimídia
O aposentado Almerindo Pain da Cruz, de 78 anos, levou um prejuízo de quase R$ 7 mil depois de ir à agência do banco Banestes, no centro do município de Montanha, para sacar o valor de sua aposentadoria - cerca de R$ 600 - e imprimir o extrato de sua poupança. O estagiário do banco, que auxilia os clientes nos caixas de auto-atendimento, teria se aproveitado da deficiência visual de Almerindo para se apropriar do dinheiro do aposentado.
O estagiário Douglas Rios de Oliveira e o amigo, José Fernando Vieira de Jesus, ambos de 19 anos, prestaram depoimento na Delegacia de Polícia de Montanha na tarde desta terça-feira (12) e, segundo os policiais, confessaram que ficaram com o dinheiro, mas afirmaram apenas que "acharam o cartão".
Com apenas 50% da visão de um dos olhos, Almerindo pediu a ajuda do estagiário para que ele fizesse o saque do dinheiro, no dia 25 de março. De acordo com a filha do aposentado, Janete Pain da Cruz, o rapaz viu que na poupança do pai dela havia cerca de R$ 11 mil. Por isso, não teria devolvido o cartão de crédito do aposentado.
No início desta semana, Almerindo precisou de sacar mais uma quantia. Foi quando constatou que havia sido lesado. "Depois de quinze dias, ele foi sacar dinheiro. Para pagar pedreiro e o rapaz que está trabalhando na casa dele, numa reforma. Ele está devendo, inclusive ficou devendo às lojas para poder pagar o rapaz", disse Janete.
O sub-tenente.
Naasson, da Polícia Militar, contou que a polícia chegou aos suspeitos após levantamentos com funcionários e por meio das câmeras de videomonitoramento de uma outra agência do banco localizada no município, onde teria sido feito um saque da conta de Almerindo. Em dois locais diferentes, foram sacados cerca de R$ 7 mil, quantia dividida entre os dois rapazes.
À Polícia Civil, os jovens confessaram o saque, mas ninguém foi preso. Um inquérito foi instaurado para apurar se houve estelionato no caso. Procurado pela reportagem, o Banestes ainda não se manifestou
gazeta online - Redação Multimídia
terça-feira, 12 de abril de 2011
Ex-fuzileiro naval seduzia mulheres pela Internet para praticar golpes e estuprá-las
Ex-militar seduzia mulheres pela Internet para praticar golpes e estuprá-las
Nos encontros, ele dopava as vítimas e tinha acesso a dados bancários. Policial disfarçada marcou com o suspeito e o prendeu
A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (11) a prisão de um ex-fuzileiro naval suspeito de seduzir mulheres pela Internet, dopá-las, estuprá-las e ainda ter acesso aos dados bancários das vítimas.
A prisão só foi possível porque uma agente da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) se passou por uma das vítimas e, na última sexta-feira (8), prendeu o suspeito no shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul da capital fluminense.
De acordo com as investigações, o ex-militar, que foi expulso da corporação acusado de desviar uma arma, conhecia as mulheres por redes sociais na internet, se identificando como militar, e, ao ganhar a confiança delas, marcava um encontro.
Ao ir até o local marcado, ele dopava as vítimas com uma droga, colocada na bebida, que fazia com que elas entregassem dados pessoais, como senhas de contas bancárias, e se esquecessem de tudo que aconteceu.
De acordo com os agentes, o homem procurava mulheres com mais de 40 anos, com boa condição social e financeira, e mantinha contato com 180 vítimas nas seis redes sociais em que era cadastrado, se identificando como “Marcelo S”, colocando fotos de outras pessoas como se fossem suas.
Antes de ser preso, ele havia encontrado uma mulher em um outro shopping no mesmo bairro. A vítima foi encontrada no banheiro do local, grogue e não lembrando o que havia acontecido.
A prisão do bandido foi possível porque ele colocou uma foto verdadeira em um dos perfis de uma rede social, sendo identificado por uma das vítimas na última semana. Ao saberem disso, os agentes fizeram um perfil falso na rede social e uma policial foi usada como isca, marcando um encontro com ele no shopping.
O suspeito estava foragido da Justiça há dois anos. Ele cumpria pena de 42 anos por roubo, estupro e violação mediante fraude. É acusado ainda de mais dois estupros em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, registrados pela Deam do município.
O carro que o criminoso usava era roubado. No veículo, foram encontrados um cassetete, duas facas, algemas, dois vidros do remédio usado para dopar as vítimas e duas malas da vítima encontrada pelos agentes, que veio do Espírito Santo para encontrá-lo.
O preso estava com documentos falsos e foi autuado em flagrante por estupro, furto, uso de documento falso e receptação.
Fonte: JL/IG
Nos encontros, ele dopava as vítimas e tinha acesso a dados bancários. Policial disfarçada marcou com o suspeito e o prendeu
A Polícia Civil do Rio de Janeiro anunciou nesta segunda-feira (11) a prisão de um ex-fuzileiro naval suspeito de seduzir mulheres pela Internet, dopá-las, estuprá-las e ainda ter acesso aos dados bancários das vítimas.
A prisão só foi possível porque uma agente da Deam (Delegacia de Atendimento à Mulher) se passou por uma das vítimas e, na última sexta-feira (8), prendeu o suspeito no shopping Rio Sul, em Botafogo, na zona sul da capital fluminense.
De acordo com as investigações, o ex-militar, que foi expulso da corporação acusado de desviar uma arma, conhecia as mulheres por redes sociais na internet, se identificando como militar, e, ao ganhar a confiança delas, marcava um encontro.
Ao ir até o local marcado, ele dopava as vítimas com uma droga, colocada na bebida, que fazia com que elas entregassem dados pessoais, como senhas de contas bancárias, e se esquecessem de tudo que aconteceu.
De acordo com os agentes, o homem procurava mulheres com mais de 40 anos, com boa condição social e financeira, e mantinha contato com 180 vítimas nas seis redes sociais em que era cadastrado, se identificando como “Marcelo S”, colocando fotos de outras pessoas como se fossem suas.
Antes de ser preso, ele havia encontrado uma mulher em um outro shopping no mesmo bairro. A vítima foi encontrada no banheiro do local, grogue e não lembrando o que havia acontecido.
A prisão do bandido foi possível porque ele colocou uma foto verdadeira em um dos perfis de uma rede social, sendo identificado por uma das vítimas na última semana. Ao saberem disso, os agentes fizeram um perfil falso na rede social e uma policial foi usada como isca, marcando um encontro com ele no shopping.
O suspeito estava foragido da Justiça há dois anos. Ele cumpria pena de 42 anos por roubo, estupro e violação mediante fraude. É acusado ainda de mais dois estupros em São João de Meriti, na Baixada Fluminense, registrados pela Deam do município.
O carro que o criminoso usava era roubado. No veículo, foram encontrados um cassetete, duas facas, algemas, dois vidros do remédio usado para dopar as vítimas e duas malas da vítima encontrada pelos agentes, que veio do Espírito Santo para encontrá-lo.
O preso estava com documentos falsos e foi autuado em flagrante por estupro, furto, uso de documento falso e receptação.
Fonte: JL/IG
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