Mostrando postagens com marcador Suzane Richthofen. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Suzane Richthofen. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Justiça exclui Suzane Von Richthofen da herança deixada pelos pais, assassinados em 2002

Suzane Richthofen deixará de receber mais de R$ 5,5 milhões de herança
Valor corresponde a metade do espólio deixado por seus pais.
Justiça decidiu que a jovem é indigna de receber herança.


Suzane Von Richthofen
SÃO PAULO - Suzane Von Richthofen, condenada em 2006, pela morte dos pais Marísia e Manfred Von Richthofen, foi excluída da herança da família. A decisão é da 1ª Vara da Família e Sucessões, em ação movida pelo irmão de Suzane, Andreas von Richthofen. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Tribunal de Justiça de São Paulo da última terça-feira e cabe recurso. Em 2006, considerando bens, móveis e dinheiro deixado pelos pais de Suzane, a herança estava estimada em R$ 2 milhões. O valor atualizado não consta na publicação, já que o processo corre em segredo de Justiça.

Para a Justiça, Suzane foi considerada indigna de receber a herança e o dinheiro da família foi a principal motivação para o crime, ocorrido em 2002.

O irmão de Suzane, Andreas, chegou a fazer um pedido de desistência da ação, alegando motivo de "foro íntimo", mas o Ministério Público se manifestou contra o pedido, argumentando que cabia ao tutor do então menor Andreas zelar pelos interesses do menor, que são indisponíveis. O pedido foi indeferido. Os advogados de Suzane tentaram derrubar a ação, mas não conseguiram. Depois de atingir a maioridade, Andreas reiterou todos os pedidos e requereu o prosseguimento da lide com julgamento antecipado.

"A indignidade é uma sanção civil que causa a perda do direito sucessório, privando da fruição dos bens o herdeiro que se tornou indigno por se conduzir de forma injusta, como fez Suzane, contra quem lhe iria transmitir a herança. A prova da indignidade juntada aos autos comprovou a co-autoria da requerida no homicídio doloso praticado contra seus genitores. Assim, restou demonstrada sua indignidade, merecendo ser excluída da sucessão", diz a sentença.

Suzane foi ainda condenada a restituir os frutos e rendimentos dos bens da herança que porventura tenha recebido antes da decisão, além de pagar as custas e despesas processuais e os honorários advocatícios.

Suzane poderá, de acordo com a sentença, se beneficiar da Lei nº 1.060/50, que estipula que, se dentro de 5 (cinco) anos, a contar da sentença final, o assistido não puder satisfazer tal pagamento, a obrigação ficará prescrita.

Em junho passado, Suzane teve negado o pedido de progressão da pena, para cumprir o tempo de prisão em regime semiaberto .

O dinheiro deixado pelo casal foi apontado como a principal motivação para o crime, ocorrido na casa da família, na Zona Sul de São Paulo.

O inventário dos Richthofen mostra o quanto Suzane pretendia herdar. Apenas em propriedades em São Paulo, o casal deixou cerca de R$ 8 milhões, segundo valores de hoje em dia. Além da mansão onde o casal foi assassinado, que hoje está fechada, há outros imóveis: uma casa em uma rua próxima, outra no bairro do Ibirapuera; um apartamento no Jabaquara, parte da propriedade de outra casa, um terreno sem benfeitorias e seis terrenos em São Roque, no interior do estado.

Além disso, Manfred e Marisia tinham mais de R$ 3,1 milhões (valor atual) entre contas bancárias, dólares e direitos trabalhistas. Foi pela metade dos mais de R$ 11,1 milhões que o casal foi assassinado.
Suzane recebeu a notícia de que não terá acesso à herança na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo, onde está presa. Há pouco mais de um ano, ela tentou o benefício do regime semi-aberto, porque já havia cumprido um sexto da pena, mas uma comissão de peritos a examinou.
A juíza que viu o laudo concluiu que ela não pode sair por ser dissimulada e que o aparente bom comportamento poderia ser mais uma encenação, dessa vez para sair da cadeia. Os advogados de Suzane não comentaram a decisão a respeito da herança, mas ainda podem recorrer.
Projeto de lei

Criminosos que planejam a morte ou matam os pais para ficar com a herança poderão perder o direito ao espólio. Um projeto de lei que tornaria automática a perda da herança em casos como o de Suzane tramita no Congresso.

Idealizada pela advogada Maria Aparecida Evangelista, que defende o irmão de Suzane, Andreas von Richthofen, a lei, se aprovada, irá tirar do restante da família da vítima a decisão de dividir a herança com o criminoso. “Num caso desses, sempre a família fica muito fragilizada. É uma decisão difícil. Se fosse automático seria melhor. Seria uma decisão automática, uma decisão do Código Civil”, disse a defensora.
O projeto, porém, é visto com reservas por especialistas. Para o jurista Walter Ceneviva, a proposta limita o direito de defesa. “Como é que você vai examinar todo o conjunto dos atos praticados pela pessoa se não houve a oportunidade de verificar se não houve, por exemplo, uma imposição de que outro obrigasse a essa função? Todos esses elementos são apreciados”, afirmou.

“Aí você dirá: ‘Mas no processo-crime já foi apreciado’. É verdade, mas ainda assim é necessário que surja o trânsito em julgado da sentença, ou seja, que ela já produza todos os seus efeitos, para que isso realmente assegure a justiça de decisão”, acrescentou o jurista.

Em 2006, quando estava em liberdade, Suzane queria controlar os bens da família. Na Justiça, porém, corria um processo movido em interesse do único irmão, na época menor de idade, para destituí-la do direito de herança. Em entrevista ao Fantástico naquele ano, Suzane foi orientada pelo advogado a chorar em frente às câmeras. “Suzane, está na hora de você chorar para seu irmão ficar de joelhos e pedir moradia”, disse o defensor.

Após a entrevista ter sido veiculada, com trechos da conversa do advogado, o juiz Richard Chequini, do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, mandou que a jovem voltasse à prisão. Para o magistrado, ela representava uma ameaça à vida do irmão. “Eu diria que ela é potencialmente perigosa. Ela tinha acesso à casa do irmão, sem que este soubesse, ou pior, sem que este permitisse essa presença dela em sua casa”, afirmou o juiz.
A lei atual brasileira diz que uma ação contra alguém deve ser provocada pela parte interessada –no caso de herança, a decisão deve partir de parentes. Casos envolvendo família são considerados difíceis de serem propostos, pois pressões psicológicas e emocionais podem atrapalhar as partes. O próprio Andreas tentou retirar a ação contra a irmã quando ela já estava em curso. Isso só não aconteceu porque o Ministério Público impediu.

Há três anos, a Justiça liberou parte dos bens dos Richthofen para que Andreas, então estudante universitário, pudesse ter um meio de vida. A decisão da Justiça Civil teve de esperar o fim de todos os recursos na área criminal.

“A sobrevivência da família como instituição básica da sociedade depende em parte dessa proteção, desse amparo. Ou seja, aquele que por ambicionar a herança comete um delito deve saber que isso, às vezes, com muita frequência, mais do que se supõe, não é um bom negócio”, afirmou o jurista Ceneviva.

Crimes
Casos de assassinatos em que o espólio está em jogo são mais comuns do que se pensa. No ano passado, Roberta Tafner e o marido dela, Willians de Souza, foram presos depois que os pais dela foram mortos em um condomínio de luxo na Grande São Paulo. Roberta tinha direito a cerca de R$ 1 milhão do seguro de vida dos pais, mas a Justiça decidiu bloquear o patrimônio das vítimas, incluindo o seguro. O casal está preso, aguardando julgamento.

Em 2007, no estado do Rio, o ex-ambulante Renné Senna foi morto depois de ganhar R$ 52 milhões na Mega-Sena. A viúva dele, Adriana Almeida, e mais três homens são acusados pelo crime. Ela ainda não foi julgada, mas mesmo assim a Justiça decidiu bloquear os bens de Renné. Adriana não pode tocar no patrimônio do marido.


O GLOBO

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Vídeo. Promotor diz que Suzane Richthofen apontou outro mandante para o crime

Suzane von Richthofen denunciou promotor por assédio e ainda afirmou que o pai de seu namorado planejou a morte de seus pais.

Procuradoria-Geral de Justiça, que irá abrir um inquérito contra o promotor do caso Suzane Richthofen.

Segundo o órgão público, Eliseu José Berardo Gonçalves é suspeito de omitir informações consideradas relevantes para o esclarecimento do caso. Um ofício foi enviado na tarde desta segunda (27) para apurar se o promotor cometeu ou não uma falta funcional ao não declarar dados importantes presentes em um depoimento feito a ele por Suzane Richthofen. A jovem teria declarado que Astrogildo Cravinhos, pai dos irmãos Cravinhos, teria sido o mentor do crime, o que não foi informado durante a apuração dos fatos.

domingo, 26 de setembro de 2010

Especialistas avaliam Suzane von Richthofen.


Analisando o caso Richthofen

Um crime que envolve mais de um culpado tende a apresentar alguns problemas. Quando apenas uma pessoa cometeu um crime, nós sabemos que a pessoa fez tudo, incluindo o planejamento e execução do assassinato. Este é um aspecto que tem suscitado muito debate no caso Richthofen, onde o planejamento ea execução do crime foi dividido entre três pessoas. Von Richthofen Os pais de Suzane, foram assassinados e ela parece ser o mentor, mas seu namorado Daniel Cravinhos eo irmão Christian foram os que realmente cometeram o ato físico.

Suzane e Daniel ficaram juntos por um tempo quando tudo isso aconteceu. Os pais de Suzane o conhecia, tinham contatos freqüentes com ele, sabe-se que até viajaram juntos. Aparentemente, os problemas começaram quando Manfred e Marísia descobriram que sua filha estava fumando maconha com o namorado. Pânico. A Suzane não era mais permitido ver Daniel. Eles eram muito rígidos, Suzane diria mais tarde. Brigas constantes com gritarias começaram a logo foram acontecer em uma base diária, os castigos e punições também. Logo tornou-se insuportável para Suzane para lidar com a frustração de não poder fazer o que quisesse, e pelo duplo homicídio começou a ser planejado em sua cabeça, antes de tudo, como conseqüência do seu ódio.
Não é nada incomum, se pensarmos em todo o mundo, para ver histórias de filhos que matam seus pais. O contrário também vale. Estes tipos de crimes são a manifestação patológica de algo que todos nós temos: o ódio, inclusive para as pessoas que amamos. Quando meu pai costumava dizer para mim, você pode sair, mas você tem que estar de volta à meia-noite, claro que eu ficava com raiva. Todos nós tínhamos amigos sem toque de recolher, que pode ficar de fora até sempre. E quando eu voltei a duas horas em vez da meia-noite, é claro que meu pai ficava com raiva. Caramba, tenho que sentar aqui e preocupado com essa filha desobediente. Mas nosso ódio nunca destruiu nosso amor. Tanto quanto nós sentimos raiva nós não agir para fora essa raiva - assim como em qualquer ser humano, o ódio homicida existe e é muito real, mas somos capazes de neutralizá-la, controlá-la, e que nosso amor é geralmente capazes de vencer a luta enquanto não destruir o nosso relacionamento com o nosso ódio.

Realmente tem um monte de amor para segurar uma pessoa com muito ódio - especialmente se essa pessoa não tem a apoios sociais natural do ser humano saudável, que profundo desprezo pelo que é certo e errado como eu disse no anterior post sobre a personalidade anti-social. Uma coisa curiosa sobre tudo isso é que, entre os três assassinos, Suzane foi a mais afetada por este crime, e com isso ela deixou claro que sua verdadeira motivação: seus próprios interesses. E de mais ninguém. Esses pais ficam no meu caminho? Fora com eles. Muitas pessoas vão sofrer com esse ato meu, nossos amigos, as pessoas que conhecemos e amamos, nossa família, meu irmão Andreas, que tem apenas 15 anos e perderão seus pais, assim como eu, no mais violento e chocante caminho. O que posso fazer. Isso que eu estou fazendo vai ser um favor ao Andreas. Vamos ter dinheiro, ele não vai perder nada, não vai fazer muita diferença. E ele também vai ser livre. Em algum momento, todo mundo vai esquecer isso e eu vou estar aqui curtindo a minha vida, fazendo o que eu quero. Não há mais limites, não há mais controle.

É fácil ver que uma pessoa como esta não tem noção nenhuma sobre o impacto de seus atos. Manfred e Marísia foram Suzane de pais, e seus pais foram as vítimas escolhidas para este crime. Não foi dos meninos do pais, que assistiram horrorizados os seus dois únicos filhos se transformam em pessoas mais desprezado em todo o Brasil. Foram os pais daquela menina que subiu as escadas de sua casa à noite, sozinha, para se certificar de que Manfred e Marísia estava dormindo, inofensivo e inconsciente. Antes de voltar para baixo e abrindo caminho para os pais "assassinos, ela acendeu a luz do corredor para que eles pudessem ver onde estavam indo. Assim, eles poderiam ser mais competentes no seu agir. E enquanto dois rapazes estavam destruindo pais a cabeça no segundo andar, ela estava tranquilamente sentado lá embaixo, ouvindo pessoas últimos dois momentos de horror.

Mas não sem verificar com eles primeiro, não vamos esquecer. Dificilmente pensou em outra coisa senão se seus pais estavam em condições interessantes para ela fazer o que ela queria fazer, contra a sua vontade e sem seu conhecimento, e contra a vontade da comunidade, da lei e do mundo onde ela vive.

E isso é um psicopata perfeito.


Modus Operandi
Para responder a essa pergunta, antes irei pedir a outro dos meus leitores: qual é o uso de um modus operandi do assassino? Por que ele insiste em repeti-lo, tendo em padrões, sabendo que ela só vai tornar mais fácil para a polícia para capturá-lo? Por que ele não mata pessoas diferentes, em lugares distantes, em momentos diferentes, de formas diferentes? Por que ele não matar uma pessoa com uma faca, um outro com um revólver, confundindo a polícia e evitando ser pego?




Vamos dizer que você está com fome. Com muita fome. Você tomou café da manhã às 6 da manhã e agora é 5:00 e você não ter comido nada o dia todo. Eu faço isso às vezes, eu moro sozinho, então eu tenho bastante estrutura não quando se trata de comida, não quer se preocupar com isso ou não vou comer, porque ninguém vai se preocupar com isso para mim. Maior incômodo. Então, quando eu estou trabalhando e eu estou com fome fica mais difícil se concentrar. Eu me pego pensando: "quando eu sair do meu escritório, eu vou parar por este lugar e comprar ... um hamburger! Eu amo hambúrgueres. Oh não! Ou eu poderia ir por aquele outro lugar e obter algum sushi, adoro sushi. Hummm ... sushi ".


Então agora eu estou fantasiando sobre hambúrgueres e sushi. Eu não posso ajudar, estou com muita fome. Se eu tentar esquecê-lo Eu vou lembrar cada vez que meu estômago me quer. Alguém pode vir até mim e perguntar: "você está com fome? Você quer comer um ovo cru, eu tenho um aqui ". Eu não vou comer isso, yuk, nojento, vou continuar a fantasiar sobre o meu hambúrguer e sushi - porque eu não gosto disso. Eu vou esperar, sabendo que vai me fazer ainda mais com fome, mas vou esperar para que eu possa comer o que me dá prazer e alegria, não apenas qualquer coisa.


E isso é uma forma simplificada de se explicar o que é o uso de assassino de um modus operandi para si mesmo. Seu modus operandi é algo que os serviços de sua fantasia. Ele poderia matar de formas diferentes, mas que seria como o ovo cru para mim. Por que comê-lo se ele não vai satisfazer a minha fantasia de comer as coisas que eu gosto? E eu posso comer o que eu gosto, se eu quiser.


O assassino tem insta, tipo como a minha fome. E, assim como eu e meus hamburgers, ele tem formas específicas para satisfazer a sua fome. É incidental àquele que o lançamento de sua fantasia é ilegal. E a vida violenta que um psicopata levará sempre começa com a fantasia.


Jeffrey Dahmer, o famoso psicopata americano que acabou por matar mais de 30 homens e meninos, tinha muito a dizer sobre isso. Depois que ele foi julgado e condenado por seus crimes, ele revelou muito sobre sua vida e nos primeiros anos. Sabe-se que Jeffrey começou a fantasiar sobre a violência ea morte como um menino muito jovem. Ele começou a desenvolver um profundo interesse por criaturas mortas. Quando ele encontrou um animal morto, atropelado na maior parte, ele iria levá-los para a floresta e abri-los. Queria vê-los no interior, os seus órgãos. Mais tarde, ele começou a matar os animais a si mesmo para dissecá-los. Por isso, não nos surpreende que o Dahmer mais tarde se tornou um dos mais agressivos mutiladores. Ele não tinha prazer na morte de suas vítimas ou dor, ele drogado antes de matá-los, e na maioria das vezes eles nem sequer sabem o que aconteceu com eles. Tinha fantasias de consumo de fazer suas vítimas se tornam uma parte dele, então depois de desmembrar-las e abri-los (o seu interesse dissecando suportou toda a sua vida), ele iria comê-los. Ele queria que eles ficassem, essa sempre foi sua motivação. É por causa destas fantasias Dahmer também que levou muito tempo para se desfazer dos corpos de suas vítimas. Ele mantinha em casa com ele, apodrecendo em sua cama.


Portanto, os atos do assassino (o seu "modus operandi") estão intimamente relacionados com a sua necessidade de safisfy suas fantasias violentas. Ele não iria satisfazer fantasias de Dahmer em tudo para matar alguém, digamos, com uma arma, e deixar seus corpos lá, na rua. Não iria satisfazê-lo de estupro de uma pessoa viva, apenas um morto. Não ficaria satisfeito em matar mulheres, porque ele era homossexual. Ele não tinha desejo por mulheres. Por mais que eu não tenho nenhum desejo de um ovo cru.


Um assassino está preso ao seu modus operandi. A coisa mais importante para ele é sua fantasia específica de violência. Seu modus operandi não pode ser mudado, porque ele quer que as coisas aconteçam dessa maneira. Quanto mais rica e complexa é a sua fantasia, o mais rico e complexo será seu modus operandi E se as fantasias de um assassino são pobres e caóticas, seu modus operandi será pobre e caótico.