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domingo, 15 de maio de 2011

'Marcha das vadias' ganha adeptos e se multiplica nos EUA

Estuprada por colegas na faculdade em uma festa, Jaclyn Friedman nunca chegou a dar queixa. "Tanta gente disse que eu seria culpada, por estar na festa, por estar bebendo, por me vestir como eu me visto, que eu desisti."

Jovem segura cartaz em frente a posto policial durante uma 'Slut Walk', no Canadá - Richard Lautens - 3.abr.2011/AssociatedPress



O episódio, que aconteceu há quase duas décadas e foi narrado com resignação à Folha, marcou a vida da escritora e ativista feminista.
Seus agressores, inicialmente expulsos da faculdade, acabaram readmitidos e impunes, diz ela.

No último sábado, aos 39 anos, sutiã à mostra e tatuagem anunciando "corajosa", era Jaclyn uma das oradoras da SlutWalk, a "marcha das vadias", que reuniu 2.000 pessoas em Boston.

Até o segundo semestre, o movimento que começou em Toronto e pipocou em outras dez cidades dos EUA e do Canadá deve chegar a mais 40 cidades americanas e 19 outras pelo mundo.

Nova York, Houston, Londres, Johannesburgo e Buenos Aires estão no roteiro para reivindicar o significado da palavra "slut" (traduzível como "puta" ou "vadia", mas que na origem era "mulher desordeira").

"Porque nós vivemos um mundo de mentiras, sempre ouviremos que devemos ser obedientes, discretas, disponíveis e nunca agressivas -se o formos, viramos putas, e essa palavra é usada para nos pôr na linha", disse Jaclyn. A plateia urrou.

A SlutWalk surgiu como um protesto em resposta ao comentário de um policial canadense que orientou universitários dizendo: "Se a mulher não se vestir como uma vadia, reduz-se o risco de ela sofrer um estupro".

A frase reverberou não só no Canadá. Qualquer país, afinal, tem exemplos do que os organizadores chamam de "cultura de estupro": considerar o estupro um crime menor ou provocado pela vítima (quase sempre mulher, mas às vezes, homem).

MACHISMO

Os comentários de Paulo Maluf (com seu "estupra, mas não mata") e do comediante Rafinha Bastos (sobre mulheres feias que deveriam agradecer pelo estupro) traduzem o raciocínio.

Mas a SlutWalk vai além dos comentários machistas - como o da senhora que, ao ver Theresa Esconditto, 29, a caminho da marcha com "estou pedindo", estampado no decote, reprovou. "Espero que esteja assim para uma peça de teatro."

Como Jaclyn, muitas das participantes foram estupradas. "Não dá mais para que nos violem e nos culpem por isso, nem que nos digam o que fazer com nossos corpos", disse à Folha a comediante Cameryn Moore.

Na marcha majoritariamente feminina, moças carregavam frases como "meu vestido não significa sim". Uma participante tinha um cartaz dizendo ter sido estuprada aos 12 anos. "Estava usando agasalho largo e pantufas. Sou uma puta?"



folha
LUCIANA COELHO
EM BOSTON

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Japão. A arte de caminhar sincronizado (VIDEO)

Já se sabe que os japoneses são fanáticos em games, shows, brinquedose e anúncios publicitários, e agora pode-se adicionar este à lista: andar sincronizado. Somente o Japão poderia ter uma atividade normal e diária como caminhar e transformá-la numa dança estonteante das sortes. Veja como homens e mulheres japoneses executam esta insana marcha de detalhada rotina (Via Brain Dooby)

ASSISTA:

domingo, 23 de maio de 2010

Marcha da Maconha termina com pessoa detida em SP

Evento ocorreu no Ibirapuera e contou com cerca de 150 pessoas.
Jovem foi levado para delegacia por incitação ao crime.



Jovens fazem protesto pró-maconha no Ibirapuera (Foto: Anderson Barbosa/AE)

Uma pessoa foi detida por incitação ao crime durante a Marcha da Maconha, evento realizado no Parque do Ibirapuera neste domingo (23). O jovem foi levado ao 36º DP, no Paraíso, mas foi liberado. Ele levava uma das faixas durante o protesto.
Cerca de 150 pessoas participaram do ato, segundo a Polícia Militar. Carregando cartazes e faixas com dizeres como "A proibição fortalece o crime organizado", os manifestantes pediam a liberação da droga.
De acordo com o cientista social Marco Magri, um dos organizadores da marcha, a detenção foi "arbitrária", já que várias mensagens foram exibidas pelos presentes e apenas uma pessoa foi levada para a delegacia. Ainda segundo ele, ninguém fumou nem desrespeitou a polícia.
A marcha teve início à tarde e foi encerrada por volta das 19h.