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sábado, 29 de janeiro de 2011

DSTs: saiba a maneira de se proteger


Saiba sobre sintomas, tratamentos e prevenção das principais DSTs - Aids, candidíase, herpes, HPV, sífilis, clamídia e mais



Aids

Outras formas de contágio - Contato com sangue contaminado por meio de agulha ou transfusão e transmissão de mãe para filho na gravidez ou amamentação.

Sintomas - No início, gripe, emagrecimento, febre e diarréia. Depois, doenças oportunistas ligadas à baixa imunidade, como tuberculose.

Tratamento - Não tem cura, mas o coquetel anti-retroviral inibe a reprodução do HIV.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha e não compartilhar o uso de seringas.

Candidíase

A candidíase é uma condição causada pelo fungo Candida albicans. É também conhecida como uma infecção de levedura. Pode infectar a vagina, boca, e áreas úmidas na pele.

Como acontece?

É normal a presença de algum fungo no corpo. Bactérias normalmente mantêm a população de fungos sob controle. Porém, às vezes ocorre crescimento de fungos e surge uma infecção.

Existem várias situações em que o fungo pode crescer demais ou se multiplicar. Por exemplo, antibióticos podem destruir as bactérias que inibem os níveis de fungo.

A candidíase aparece quando a resistência do organismo cai ou quando a resistência vaginal está diminuída. Alguns fatores são facilitadores dessa micose:

• antibióticos;
• gravidez;
• diabetes;
• outras infecções (por exemplo, AIDS);
• deficiência imunológica;
• medicamentos como anticoncepcionais e corticoides.

Outras formas de contágio - O fungo está presente na maioria das pessoas e a doença pode ser causada pela queda de resistência do organismo.

Sintomas - Corrimento semelhante à nata de leite, coceira intensa na região genital e também dor durante o sexo.

Tratamento - Antifúngicos via oral e/ou cremes vaginais.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha e evitar roupas sintéticas e justas, como lycra.

Herpes

Outras formas de contágio - Contato da ferida que surge, principalmente na vagina ou pênis, com alguma lesão da pele. No parto, pode haver transmissão para o bebê.

Sintomas - Bolhas que podem provocar ardência e coceira. Costumam retornar sempre na mesma área.

Tratamento - Como não tem cura, antivirais dimuem o período de duração dos sintomas.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha e evitar tocar diretamente nas feridas.

O que outros sites "herpes" não lhe dizem

A maioria das pessoas têm herpes simples - 70% têm herpes facial (aftas) e 10% têm herpes genital no Reino Unido. Estes números são ainda maiores em outros países incluindo os EUA eo mundo em desenvolvimento.

Três quartos não sabe que tem: 1 em cada 4 não terá nenhum sintoma, 2 em 4 terá apenas sintomas leves e não são suscetíveis de ser diagnosticada, 1 em cada 4 têm sintomas mais visíveis e serão diagnosticados.

Herpes simplex raramente é de importância médica - algumas pessoas ficam muito mal quando pegam, mas para alguns é como que pegar gripe.
Não é incurável - o seu sistema imunológico, cura muito bem e deixa de recorrências para a maioria das pessoas.
Existem métodos bons de tratamento - medicamentos ou tratamentos com ervas e um estilo de vida adequado.
Não é a única infecção que permanece conosco uma vez que pegamos - febre glandular varicela e também se escondem no corpo, mas ninguém faz um estardalhaço sobre elas.

Outros sites podem exagerar os casos e tentar fazer você acreditar herpes é um grande problema. Não se deixe enganar. Você não precisa se preocupar com isso.

HPV (papiloma vírus humano)

O que é a infecção genital por HPV?
Papilomavírus humano genital (também chamado HPV) é a mais comum infecção sexualmente transmissível (DST). Há mais de 40 tipos de HPV que podem infectar a área genital de homens e mulheres. Esses tipos de HPV podem infectar a boca e garganta. A maioria das pessoas infectadas com HPV não sabem que estão infectados.

HPV não é o mesmo que herpes ou o HIV (o vírus causador da Aids). Estes são vírus que podem ser transmitidas durante as relações sexuais, mas causam diferentes sintomas e problemas de saúde.

Quais são os sinais, sintomas e problemas de saúde potenciais do HPV?
A maioria das pessoas com HPV não desenvolve sintomas ou problemas de saúde dele. Em 90% dos casos, o sistema imunológico do corpo limpa HPV naturalmente dentro de dois anos.

Mas, às vezes, certos tipos de HPV podem causar verrugas genitais em homens e mulheres. Raramente, esses tipos podem causar verrugas na garganta - uma condição chamada de papilomatose respiratória recorrente ou PRR.

Outros tipos de HPV podem causar câncer cervical. Esses tipos podem também causar outros tipos de câncer, menos comum, mas grave, incluindo os cânceres de vulva, vagina, pênis, ânus, cabeça e pescoço (língua, amígdalas e garganta).

Os tipos de HPV que podem causar verrugas genitais não são os mesmos que os tipos que podem causar câncer. Não há nenhuma maneira de saber se as pessoas que adquirem o HPV irão desenvolver câncer ou outros problemas de saúde.

Sinais e sintomas de problemas relacionados com o HPV:
As verrugas genitais geralmente aparecem como um pequeno solavanco ou grupos de colisões na área genital. Eles podem ser grandes ou pequenos, aplainadas ou rugosas, ou em forma de couve-flor. Os profissionais de saúde podem diagnosticar verrugas, olhando para a área genital, durante uma visita ao consultório. As verrugas podem aparecer dentro de semanas ou meses após o contato sexual com um parceiro infectado, mesmo que o parceiro infectado não apresenta sinais de verrugas genitais. Se não for tratada, as verrugas genitais podem desaparecer, permanecer inalterados, ou aumentar em tamanho ou número. Elas não vão se transformar em câncer.

O Câncer do colo do útero geralmente não tem sintomas até que esteja bastante avançado. Por este motivo, é importante para as mulheres fazer exame do câncer do colo do útero . Os exames podem encontrar os primeiros sinais da doença para que os problemas possam ser tratados precocemente, antes mesmo de se transformar em câncer.

Outros câncer relacionados com o HPV podem não ter sinais ou sintomas até que estejam avançadas e de difícil tratamento. Estes incluem cânceres da vulva, vagina, pênis, ânus, cabeça e pescoço.

PRR causa crescimento de verrugas na garganta. Às vezes, pode bloquear as vias respiratórias, causando uma voz rouca ou respiração agitada.

Como as pessoas adquirem o HPV?
O HPV é transmitido pelo contato genital, na maioria das vezes durante o sexo vaginal e anal. HPV também pode ser transmitida durante o sexo oral e contato genital-a-genital. O HPV pode ser transmitido entre hetero e parceiros do mesmo sexo, mesmo quando o parceiro infectado não apresenta sinais ou sintomas.

Uma pessoa pode ter o HPV, mesmo que anos se passaram desde que ele ou ela teve contato sexual com uma pessoa infectada. A maioria das pessoas infectadas não sabem que estão infectadas ou que estão passando o vírus a um parceiro sexual. Também é possível obter mais de um tipo de HPV.

Muito raramente, uma gestante com HPV genital pode passar HPV ao bebê durante o parto. Nestes casos, a criança pode desenvolver a PRR.


Sintomas - Verrugas nas genitais. Podem surgir lesões nos olhos e boca. A doença tem relação com câncer de cólo do útero.

Tratamento - Além de remédios (via oral), cirurgias e aplicação de laser para eliminar lesões.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha. Há vacina, indicada para o início da vida sexual*.

Sífilis

Outras formas de contágio - Transfusão de sangue, seringas compartilhadas e grávidas infectadas que, durante a gestação, podem contaminar os filhos.

Sintomas - Ferida genital e caroço na virilha. Pode provocar manchas vermelhas pelo corpo, queda de cabelo e até cegueira.

Tratamento - Injeção de penicilina. Tem cura, porém, se não tratada, pode levar à morte.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha; grávidas devem fazer pré-natal periódico.

Tricomoníase

Outras formas de contágio - Somente por transmissão sexual.

Sintomas - Corrimento amarelo-esverdeado, mau cheiro, dor durante o sexo, ardor, dificuldade para urinar e coceira nos órgãos sexuais.

Tratamento - Os parceiros devem ser tratados com antibióticos.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha.

Uretrites (clamídia e gonorréia)

Outras formas de contágio - A transmissão pode ocorrer no parto. O bebê pode ficar cego se for contaminado.

Sintomas - Clamídia: corrimento parecido com clara de ovo. Gonorréia: ardência ao urinar e corrimento amarelo-esverdeado.

Tratamento - São indicados antibióticos para o tratamento de ambas as doenças.

Prevenção - Fazer sexo com camisinha. É preciso avaliar cor, aparência e cheiro da vagina.


Consultoria: Ricardo Shiratsu, coordenador do ambulatório de doenças sexualmente transmissíveis da Universidade Federal de São Paulo e assessor do departamento de DST da Sociedade Brasileira de Dermatologia. 
* Não é oferecida no Sistema Único de Saúde, apenas em clínicas particulares.


por Fabricio Pellegrino
Conteúdo do site VIVA!MAIS

Outras fontes:
Centros para Controle e Prevenção

Gineco

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Universitários abusam das drogas e do sexo sem proteção

Metade dos estudantes disse já ter usado droga, e 9% não evitam gravidez, diz pesquisa do governo federal


Os universitários no país estão levando ao pé da letra a expressão "sexo, drogas e rock and roll". O primeiro levantamento nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas do governo federal aponta que quase a metade dos estudantes de ensino superior (49%) já experimentou drogas ilícitas pelo menos uma vez na vida.

Em relação à bebida, 86% dos universitários disseram já ter consumido álcool. Entre os entrevistados, 40% usaram duas ou mais drogas nos últimos 12 meses e 43% disseram "já ter feito uso múltiplo e simultâneo" dessas substâncias.

O levantamento ouviu cerca de 18 mil jovens de 100 universidades e faculdades públicas e privadas das 27 capitais brasileiras. No Espírito Santo, foram entrevistados estudantes da Ufes, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Univix e da Faculdade Brasileira.

A pesquisa, desenvolvida pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), também levanta questões relacionadas à vida sexual dos jovens. Cerca de 9% fazem sexo sem proteção e 8% já fizeram (ou induziram) um aborto. Além disso, 3% já forçaram ou foram forçados a fazer sexo e 41% já fizeram o teste para detectar o vírus HIV.

Um dos motivos que podem explicar os resultados é que a adolescência é uma fase em que acontece todo o tipo de experimentação, segundo o mestre em Psicologia Francisco de Assis Lima Filho. "Eles estão em uma época de descoberta e as drogas podem virar referência. Isso pode ocorrer quando há perda dos valores familiares", afirma.

O estudante da Ufes T., tem 19 anos mas começou a beber aos 16. Ele também já usou maconha e cocaína. "Experimentei algumas vezes quando estava no ensino médio. Mas usaria de novo agora que estou na faculdade".

Cada vez mais cedo

O acesso a bebidas é fácil para adolescentes e jovens, mesmo para menores de idade. A pesquisa revela que 80% dos menores de 18 anos já consumiram algum tipo de bebida alcoólica. "Fazer uso do álcool é uma forma do jovem pertencer a um grupo. Mas é importante saber a intensidade", diz o psicólogo da área técnica do programa de Saúde do Jovem da Prefeitura de Vitória, Herlan Peixoto Wagner.

A universidade é um ambiente propício para diferentes situações, mas os pais precisam ficar atentos a esse processo. "Mesmo com a liberdade maior, é dever da família cuidar e orientar. O filho tem, sim, que dar satisfação dos seus atos", ressalta a psicóloga especialista em Família e Educação, Adriana Müller.

Análise

nunca é tarde para impor limites

Adriana Müller
Psicóloga especialista em família e educação

É preciso conversar com os filhos sobre sexo e álcool antes dos problemas surgirem. Responda a três perguntas:onde seu filho está agora? Com quem ele está? O que está fazendo? O pai que sabe as respostas pode ficar tranquilo, mas quem estiver em dúvida tem que conversar com o filho. Nunca é tarde para isso. Numa situação de primeiro porre ou uso de drogas, por exemplo, é preciso conversar e voltar a estabelecer limites. Pergunte o que aconteceu, oriente-o quantos aos riscos que ele corre, conheça os amigos com quem ele sai. Os pais têm direito de ficar chateados, mas não deixe a conversa para o outro dia.

Os (maus) hábitos na universidade

49% já experimentaram alguma droga ilícita pelo menos uma vez na vida

80% dos menores de 18 anos já consumiram algum tipo de bebida alcoólica

86% já fizeram uso na vida de álcool e 47% de produtos de tabaco

22% estão sob risco de desenvolver dependência de álcool e 8% de maconha

36% beberam cinco ou mais doses alcoólicas (homens) e quatro ou mais doses (mulheres) dentro do período de duas horas nos últimos 12 meses e 25% nos últimos 30 dias

40% usaram duas ou mais drogas nos últimos 12 meses

43% relataram já ter feito uso múltiplo e simultâneo de drogas na vida

18% dirigiram sob efeito de álcool e 27% pegaram carona com motorista alcoolizado

9% não usam métodos contraceptivos

3% já forçaram ou foram forçados a fazer sexo

41% já fizeram teste de HIV

8% já fizeram (ou induziram) aborto

Outras conclusões

O uso de substâncias ilícitas (geral) é maior entre os universitários das regiões Sul e Sudeste, de instituições privadas, da área de Humanas, do período noturno e por universitários com idade acima dos 35 anos

O uso de maconha é maior entre os universitários norte-americanos e o uso de inalantes é maior entre os universitários brasileiros

O risco de desenvolver abuso/dependência para maconha é maior entre os homens e de anfetamínicos e tranquilizantes entre as mulheres

A prevalência de abuso de álcool foi maior entre os universitários do que na população geral. Já a dependência foi encontrada com maior prevalência para a população geral

Calouros dentro da Ufes, mas veteranos no uso de bebida alcoólica

Os três amigos J. E. e R. são calouros na Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), mas já passaram por um bocado de coisas antes mesmo de vivenciar os anos do ensino superior. Todos fazem uso regular de bebida alcoólica e um deles já experimentou maconha.

"Moro em um bairro onde é natural usar drogas. Se for para fumar alguma coisa prefiro que seja maconha, o cigarro me incomoda. Também é normal para mim beber. É mais barato", diz R., que tem 19 anos.

Há um ano ele mantém relações sexuais com a namorada, sem camisinha. "O sexo é melhor sem o preservativo, mas já fiquei preocupado três vezes pensando que ela estava grávida. Mas agora ela vai tomar pílula", conta o estudante.

O álcool está presente na vida de J. desde os 14 anos. Hoje com 17, ele diz beber de tudo e brinca ao falar sobre o assunto. "Não penso em experimentar outras drogas, mas a bebida eu nunca vou largar. Toda semana eu saio com os amigos, vou a qualquer festa para beber, principalmente cerveja", afirma.

Mais reservado, E., 17 anos, diz que começou a ingerir bebida alcoólica há um ano. "Vou continuar bebendo. Acho que faz parte da vida acadêmica esse tipo de experiência, mas tenho a convicção de que não vou usar drogas, como maconha", diz o universitário.

Álcool é a substância mais usada na Ufes

Um estudo feito com 637 alunos dos cursos de Biomédicas da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), em 2008, revelou que 12% fazem uso de álcool com freqüência, entre seis e 19 vezes por mês. Outros 5% admitem fazer uso pesado de álcool, o que corresponde a mais de 20 vezes no mesmo período.

Foram ouvidos estudantes de 17 a 22 anos de Medicina, Enfermagem, Odontologia e Farmácia. Esses últimos foram os que revelaram maior intimidade com o álcool. Mais de 18% disseram beber constantemente. Outros 8% disseram fazer uso pesado de álcool, num nível que os especialistas já consideram como dependência. Considerado uma droga lícita, o álcool não é o única substância psicoativa usada pelos futuros médicos, enfermeiros, dentistas e farmacêuticos.

Na pesquisa, quase 25% dos estudantes de Odontologia afirmam que já experimentaram solventes, percentual que é de 18% entre os de Farmácia. O percentual dos que já experimentaram maconha varia entre 6,7% (obtido entre alunos de Enfermagem) e 11,3% (registrado entre os de Odontologia).

"Alguns tomam ansiolíticos para não ficar ansiosos com provas e plantões. Outros usam anfetaminas para aguentar um plantão à noite seguido de aula", disse, na época, a coordenadora científica do Núcleo de Estudos de Álcool e outras Drogas da Ufes, Marluce Miguel Siqueira.

Tomo tudo quanto é bebida desde os 14 anos. Comecei com vodca e cerveja,
mas hoje também bebo uísque, absinto... Não vou parar de beber"
J.
17 anos, estudante da Ufes

Comecei a beber há um ano e acho que não vou mais parar. Acho que consumir bebida alcoólica faz parte desse período da universidade, mas não vou usar drogas"
E.
17 anos, estudante da Ufes

Acho que vai ser um processo natural voltar a usar drogas na universidade. O álcool
é normal na minha vida e também sempre transei sem camisinha"
R.
19 anos, estudante da Ufes


Fpnte: A GAZETA - Daniella Zanotti