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sábado, 13 de abril de 2013

Psicologia pode fazer maldições funcionarem

Use psicologia para fazer suas maldições funcionarem
Maldições não são reconhecidas pela ciência, mas se tem uma coisa da qual os estudiosos não duvidam é do poder da mente. Diversas pesquisas já demonstraram convincentemente como seres humanos são sugestivos – um exemplo é o “efeito placebo”. Sendo assim, não é preciso ser uma bruxa de mil anos para infligir dor a seus inimigos – basta ter a ciência e a comprovada capacidade da psicologia ao seu lado para convencer as pessoas de que suas maldições são eficazes.

Sendo assim, não é preciso ser uma bruxa de mil anos para infligir dor a seus inimigos – basta ter a ciência e a comprovada capacidade da psicologia ao seu lado para convencer as pessoas de que suas maldições são eficazes.

Para tanto, vamos recorrer ao efeito “nocebo”. Você com certeza já ouviu falar do efeito placebo – o fato de que pílulas de açúcar aliviam sintomas de pacientes, apesar de não terem medicação nenhuma.


O efeito nocebo é o oposto. Do mesmo modo que pessoas que acreditam estar tomando um remédio se curam mesmo sem tê-lo tomado, pessoas que ouvem possíveis efeitos colaterais têm maior probabilidade de senti-los (por exemplo, pessoas informadas de que uma pílula irá causar-lhes dores de estômago vão sentir dores de estômago).

Maldição nocebo
É fácil fazer alguém acreditar na sua maldição. Tudo o que você precisa fazer é criar o ambiente certo.
Se vista de acordo, escolha uma noite escura e tempestuosa para o seu encontro, e siga alguém na rua dizendo-lhes que suas entranhas vão se torcer, ou que nunca mais terão uma boa noite de sono, ou qualquer coisa maldosa que você consiga pensar – e deixe que a mente de seu alvo faça o resto.
Tal psicologia funciona até mesmo em grupos. Há boatos de que uma “maldição” (efeito psicológico) foi a causa da “praga dançante” (episódio em que pessoas literalmente dançaram até a morte em 1500 na Europa).

Algumas maldições podem envolver mais trabalho. Por exemplo, uma forma de fazer as pessoas arruinarem a própria vida é dando-lhes muita informação.

Um estudo da Universidade Queen Mary de Londres (Inglaterra) reuniu participantes e deu eles a tarefa de fazer previsões ou manter a saúde de um bebê (não um real, ainda bem). As pessoas que receberam aconselhamento e atualizações constantes, mesmo que as atualizações fossem elogios, tendiam a ir pior do que as pessoas que foram deixadas sozinhas.

A ideia é que, a fim de fazer um bom trabalho em qualquer coisa, as pessoas precisam se concentrar para tomar a decisão certa. Ouvir opiniões de outras pessoas as faz perder o foco e estragar a tarefa. Quanto mais complexa a tarefa, incentivos mais calorosos parecem arruinar o desempenho das pessoas.

Com a tecnologia de hoje, este é um trabalho que você pode fazer de casa. Basta configurar um monte de contas do Facebook que se revezam para dar incentivos, opiniões diferentes, conselhos contraditórios e bam! Vida do inimigo arruinada. E quanto mais ele se sentir perdido, mas vai depender de influências externas para ajudá-lo, o que, é claro, é pior para ele em última análise.
Brincadeiras à parte…

A chave para uma maldição psicologicamente devastadora é impotência. Impotência cultiva uma condição chamada de flacidez diastólica, que é uma queda extrema na pressão sanguínea. Essa queda já foi associada à morte de pessoas aparentemente saudáveis que acreditavam estarem amaldiçoadas.
Elas achavam que não havia nada que pudessem fazer – estavam amaldiçoadas e pronto -, e a resposta física para esse “conhecimento” as matou.

Eis a extensão do poder da sugestão e da mente: o de fazer alguém acreditar que vai morrer.
Na China e no Japão, a taxa de ataques cardíacos aumenta no dia quatro de cada mês. O número quatro é considerado um número de azar nesses países. Assim, toda vez que tal dia chega, configura a combinação necessária para matar alguém: medo, consciência e desamparo.

Quando a ameaça se multiplica, não há como fugir dela. Um famoso compositor, Arnold Schoenberg, tinha medo do número 13. Aos 76 anos, um amigo mencionou que sete mais seis era 13. Schoenberg morreu no dia treze desse mês, depois de ter passado o dia todo na cama, com medo de falecer. Obviamente, o amigo ou era responsável por homicídio culposo ou um profissional qualificado para lançar maldições.

Inevitavelmente, “maldições” não funcionam com todo mundo, já que sempre vai haver algumas pessoas que não acreditam nesse tipo de coisa.

Mas a verdade é que todo mundo se preocupa com algo, todo mundo é influenciado por fatores externos, e todo mundo pode ter o psicológico abalado.

A ideia de que algumas pessoas são isentas de influência biológica e social envolve um pensamento ainda mais mágico do que a crença em maldições.

Mas, se você está pensando em mexer com a cabeça de alguém, fica um alerta importante: a ciência não sabe como a “maldição” afeta seu praticante. As pessoas que lançam maldições são constantemente sujeitas a pensamentos ainda mais estressantes e aterrorizantes do que os outros. Melhor não se arriscar; sua mente pode se voltar contra você. Todos sabemos que ela não pede nossa opinião para nada – tem vida própria.[io9]

domingo, 8 de julho de 2012

Maldição da “Bíblia do Diabo” é desvendada por cientistas

Depois de 800 anos, maldição da “Bíblia do Diabo” é desvendada por cientistas
Objeto de desejo de líderes religiosos e imperadores, por onde passou, o livro foi acusado de causar destruição, guerras e epidemias.

Uma maldição, durante 800 anos, cercou um dos livros mais famosos da Idade Média. Objeto de desejo de líderes religiosos e imperadores, por onde passou, o livro foi acusado de causar destruição, guerras e epidemias.

Mas agora a ciência decidiu por fim ao mistério e investigar a obra que ficou conhecida como a “Bíblia do Diabo”.

Nunca uma ilustração havia despertado tanto fascínio e terror. O diabo estampado numa pagina inteira do livro que bota lado a lado a Bíblia, rituais satânicos e um manual de exorcismo.

Quase um metro de comprimento e 80 quilos. Codex Gigas em latim quer dizer o "grande livro", mas a obra entrou pra história como a "Bíblia do Diabo". Quem escreveu este livro? E por quê?

A lenda começa no século XIII, na Boêmia, onde hoje é a República Tcheca. Em um mosteiro beneditino, um monge comete um pecado tão grande que é condenado a uma morte cruel: tijolo por tijolo, será emparedado vivo. Desesperado, ele implora por perdão e promete: em apenas uma noite, vai escrever um livro com todo o conhecimento humano.

Mas, à meia-noite ele percebe que não vai conseguir e então invoca o diabo e entrega sua alma.
Em troca, o próprio satanás escreve a obra.

Na Idade Média, o temor ao diabo era tão forte quanto a adoração a Deus e lendas macabras como essa se espalhavam facilmente. 800 anos depois, um time de cientistas decide desvendar os mistérios por trás do Codex Gigas:

Será que o livro foi mesmo escrito por apenas uma pessoa? Em quanto tempo? Que sombras estranhas são essas que só aparecem nas páginas próximas à ilustração do diabo?

Estão nessa missão um especialista em bíblia, um estudioso de escritas medievais e um expert em lendas do diabo, além da responsável pela biblioteca nacional da Suécia, onde o livro está guardado há quatro séculos.

Usando técnicas de perícias policiais, eles querem descobrir a verdade por trás de tudo o que ao longo dos séculos foi considerado coisa do diabo.

No Século XIV, o monastério, onde a “Bíblia do Diabo” foi escrita vendeu a obra para escapar da falência. Ela veio parar na cidade de Sedlec, perto de Praga, a capital tcheca

Na Idade Média, esse tipo de objeto era muito disputado pelas ordens religiosas. Elas buscavam prestigio e fama e, junto, as doações em dinheiro. Não que esse monastério precisasse, ele já faturava muito vendendo uma passagem mais rápida para o céu para quem fosse enterrado no cemitério da ordem.

O cemitério teria terra do monte Gólgota, em Jerusalém - onde Jesus foi crucificado - e de tempos em tempos, os ossos eram recolhidos para abrir espaço e viravam decoração na capela. O candelabro, o altar, o ofertório: tudo feito com esqueletos humanos.

A relação com o lugar só fez aumentar a reputação da “Bíblia do Diabo”. Principalmente, depois que ela foi levada embora. Uma epidemia de peste bubônica dizimou todos os monges do monastério.

Logo depois, a “Bíblia do Diabo” chega às mãos de Rodolfo II, um dos imperadores mais poderosos da Europa. Em poucos anos, ele acaba completamente louco e é destituído do trono.

O exército sueco invade a região e a obra vai parar em Estocolmo. É lá que os especialistas agora analisam o primeiro mistério. As sombras que só aparecem nas páginas próximas à figura do diabo, durante séculos serviram como prova do fogo de Satanás nas escrituras.

Mas, a ciência encontrou outra explicação para o fenômeno: o Codex Gigas foi escrito em pele de jumento, e a pele escurece em contato com a luz. Como essas são as páginas mais vistas do livro, justamente por causa da ilustração do diabo, tiveram mais contato com a luz e, por isso, escureceram.

Em seguida, os especialistas analisam a tinta, comparam a letra e o padrão de escrita e concluem: uma só pessoa escreveu todo o livro. Mas, em quanto tempo? Para reproduzir uma linha, o especialista leva 20 segundos, uma hora por pagina. Trabalhando sem parar, seriam necessários cinco anos para escrever o livro.

Conhecedor da rotina intensa dos monges, ele conclui: do primeiro traço até o último, seriam necessários pelo menos 20 anos. A vida nos monastérios era muito ocupada, várias missas por dia, muitas tarefas. Além disso, esse monge não estava para ser executado, emparedado vivo?

Pois a solução pra este mistério estava num erro de tradução. A palavra latina que foi traduzida como emparedado, na verdade significava entre paredes, na clausura. O que para um monge significa ficar isolado do resto do mundo e se dedicando exclusivamente a escrever a sua obra.

Superstição, crenças e medo levaram a suspeitar que era obra do diabo, o que na verdade foi fruto de décadas de trabalho de um monge anônimo, dedicado a Deus.

Visite o site do NatGeo.

Fantástico

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Maldição? Porsche de James Dean protagonizou tristes coincidências



A maldição do carro de James Dean

por Felipe Midea  Arquivo Mondo.

James Dean iria participar de uma corrida na cidade de Salina, onde estrearia seu novo Porsche 550. Estava tudo acertado para o “Little Bastard” (apelido que havia dado ao carro) ser levado em um caminhão plataforma, mas desistiu da idéia e foi dirigindo, pois queria saber como seu novo carro se comportaria.

Depois de uma hora de viagem, em um cruzamento na cidade de Cholame, avistou um Ford Custom Tudor, ano 1950, vindo na contramão. James começou a gritar e gesticular, mas Donald Turnupseed, condutor do outro carro, não viu o Porsche e os dois colidiram. O mecânico de James Dean, Rolf Wuetherich, que o acompanhava durante a viagem, ficou apenas ferido, enquanto que Dean morreu no caminho para o hospital.

Contudo, o motorista do Ford Custom pouco se machucou.

A partir daí, muitos começaram a se perguntar se o carro carregava alguma espécie de maldição, já que aconteceram sequências de coisas estranhas aos restos do Porsche. Primeiramente, a companhia de seguros vendeu o que havia sobrado do 550 e designou George Barkuis para buscá-lo de caminhão.

Porém, Barkuis morreu no mesmo local do acidente, quando o Porsche caiu sobre ele. Depois disso, George Barris, um especialista em carros pra Hollywood, arrematou o carro por US$ 2.500. Assim que o carro chegou à sua garagem, deslizou sobre a plataforma e caiu sobre um dos mecânicos, quebrando suas pernas.

Com muito medo, ele começou a separar as peças que poderiam ser revendidas e revelou que nunca tinha tido boas sensações perto do 550.

Barris acreditava que se tratava apenas de superstição, mas começou a mudar de idéia em outubro de 1956. A pessoa que havia comprado o motor do Porsche, um médico de Beverly Hills chamado Troy McHenry, morreu ao usar o propulsor pela primeira vez em seu carro.

O câmbio foi comprado por William Eschrid, que bateu violentamente, mas sobreviveu para contar que seu Porsche simplesmente travou, sem nenhuma explicação. Um jovem que havia comprado as rodas do Porsche de James Dean, sofreu um gravíssimo acidente, devido a um defeito que as mesmas haviam apresentado.

Entretanto, a história não terminou por aí. Em uma corrida internacional, um garoto tentou roubar o volante do Porsche de Barris (que havia pertencido a Dean) e cortou o braço. Barris queria se livrar do carro e emprestou para a polícia da Califórnia o que restava da carroceria do 550, para utilizá-la como exemplo da imprudência no trânsito.

Antes que as autoridades o levassem, a garagem onde estava guardado pegou fogo e, misteriosamente, o Porsche de Dean se salvou, ao contrário do resto dos carros estacionados no local, que ficaram completamente destruídos.


No dia em que o carro foi colocado em exposição em Sacramento, caiu do stand e machucou um adolescente. Quando o carro foi transportado para uma exposição próximo da cidade de Salinas, o caminhão patinou na pista e bateu. O motorista morreu.

Em 1958, Barris emprestou a carroceria do Porsche 550 para ser exposta em uma amostra sobre segurança veicular em Miami, Flórida. Quando o carro foi colocado em cima do caminhão para ser levado a Los Angeles desapareceu misteriosamente.

Nunca chegou ao seu destino. Até hoje o paradeiro do “Little Bastard” é desconhecido por completo. A sorte do acompanhante de Dean também não foi a melhor. Em 1981, Rolf Wuetherich morreu em um acidente automobilístico na Alemanha, quando dirigia um Honda.

***

“Ele TEM que estar nos vendo”, foram as últimas palavras de James Dean, ditas ao carona no banco ao lado - o mecânico Rolf W'terich - antes da colisão de seu Porsche com um carro dirigido pelo estudante universitário Donald Turnupseed, quase cego pelo sol que batia direto no parabrisa. (Thereza Pires)