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sábado, 16 de fevereiro de 2013

'Estamos bem', diz Frank Aguiar após emboscada com 9 tiros no Guarujá

'Está tudo bem conosco', diz Frank Aguiar após emboscada no Guarujá
Vice-prefeito de São Bernardo, SP, estava em casa na hora do tiroteio.
Carro dos seguranças que fazem a escolta do cantor foi atingido por 9 tiros.

Frank Aguiar posta foto após emboscada (Foto: Reprodução/Instagram)
O vice-prefeito de São Bernardo do Campo, Frank Aguiar, publicou em uma rede social um esclarecimento sobre a emboscada que seus seguranças sofreram em Guarujá, no litoral de São Paulo, durante a madrugada deste sábado (16).

Segundo o cantor, apenas os seguranças estavam no carro quando um suspeito armado atirou contra o veículo. "Bom dia amigos. Sobre a emboscada de ontem, quero dizer que está tudo bem comigo e com a família. Eu já estava em casa. O que aconteceu foi com os seguranças na volta. Mas está tudo bem com eles. Os tiros não pegaram em ninguém graças a Deus. Essa minha foto, inclusive, é de hoje, há pouco tempo. Uma prova de que está tudo bem conosco", disse Frank Aguiar no Instagram.

O caso
Um veículo da equipe do vice-prefeito de São Bernardo do Campo, Frank Aguiar, foi abordado por um homem armado por volta das 3h deste sábado (16) no Túnel da Vila Zilda, em Guarujá, no litoral de São Paulo. Segundo informações da polícia, o criminoso atirou contra o veículo onde estava a equipe de Frank Aguiar. Após perícia, ficou constatado que nove tiros atingiram o carro, seis no vidro do passageiro e três no parabrisa do lado direito. Ninguém ficou ferido.

De acordo com a polícia, Rogério Pereira e Adílson Cunha estavam em Guarujá para fazer a segurança pessoal de Frank Aguiar. As vítimas contaram que foram surpreendidas por um homem, possivelmente menor de idade, que apontou uma arma na direção do condutor do veículo.

Adílson teria parado o carro e procurado abrigo atrás da porta do motorista. O suspeito começou a atirar e, em seguida, Rodrigo também efetuou disparos na direção do agressor. O suspeito correu na direção de um grupo que estava escondido dentro de um matagal próximo ao túnel da Vila Zilda e fugiu.

A ocorrência foi registrada na Delegacia Sede de Guarujá. Uma equipe da polícia fez uma busca nos hospitais da região no intuito de encontrar algum ferido em busca de atendimento médico, mas nada foi encontrado. A arma utilizada por um segurança de Frank Aguiar para atirar contra o suspeito estava regularizada.

Frank Aguiar
O músico piauiense Frank Aguiar foi eleito deputado federal em 2006 pelo estado de São Paulo e, desde 2008, atua como vice-prefeito do município de São Bernardo do Campo, ao lado do prefeito Luiz Marinho. Uma das músicas mais conhecidas do cantor, que ficou conhecido como o 'Cãozinho dos Teclados', é "Mulher Madura (Lavou, tá nova)".

G1

sexta-feira, 12 de agosto de 2011

Juíza é morta em emboscada em Niterói


Juíza é executada em emboscada em Niterói

Familiares se consolam diante do carro da juíza assassinada / Foto: Pedro Kirilos
RIO - A juíza Patrícia Lourival Acioli, da 4ª Vara Criminal, de 47 anos, foi assassinada no início da madrugada desta sexta-feira quando acabava de chegar em casa na Rua dos Corais, em Piratininga, Região Oceânica de Niterói. Segundo testemunhas, homens encapuzados que estavam em dois carros e duas motos efetuaram os disparos antes mesmo que ela saísse do seu carro, um Fiat Idea.

Câmeras da guarita do condomínio onde a juíza morava flagraram a movimentação de duas motocicletas e de dois carros que estariam envolvidos na execução. Um dos veículos foi colocado na entrada da garagem para impedir o acesso da juíza.

Única a julgar processos de homicídios em São Gonçalo, a juíza era conhecida por uma atuação rigorosa contra a ação de grupos de extermínio naquela região do estado.

O presidente do Tribunal de Justiça do Estado do Rio, desembargador Manoel Alberto Rebelo dos Santos, que esteve no local do crime, afirmou que admite a hipótese de a juíza Patrícia Acioli ter sido assassinada em consequência de sua atuação rigorosa contra grupos de extermínio formado por policiais militares.

- Ela já havia recebido ameaças - disse o desembargador, na presidência desde janeiro deste ano.

O desembargador reconheceu que não se recorda de nenhum atentado ou execução de magistrados no Rio nos últimos 30 anos, mas não vê semelhança entre o assassinato de Patrícia e o planejamento de atentados contra magistrados por facção criminosa no interior de São Paulo.


O presidente da seção de Niterói da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Antônio José Barbosa da Silva, pediu uma apuração rigorosa para se chegar aos criminosos que executarm a juíza Patrícia Acioli.

- O crime foi feito por profissionais. O que chama atenção é o fato de uma magistrada, que julgou centenas de criminosos de alta periculosidade, não contar com segurança policial. Juízes criminais não devem ficar expostos. Ao contrário das pessoas de bem, bandidos não têm o que perder. O assassinato lembra os crimes cometidos pela máfia - disse o presidente da OAB.

A juíza Patrícia Acioli, de 44 anos, foi morta ao chegar em casa em Piratininga - Foto: Reprodução internet
Patrícia estava há três anos sem escolta por determinação do ex-presidente do Tribunal de Justiça Luiz Zveiter, segundo informou o jornalista Humberto Nascimento, primo da vítima. De acordo com ele, a juíza já recebeu pelo menos quatro ameaças graves num período de cinco anos. Quando era defensora pública na Baixada, já tinha sofrido um atentado.

A perícia recolheu 16 cápsulas de pistola de dois calibres. Segundo a perícia, os tiros foram bem direcionados de baixo para cima.

Em janeiro deste ano, a juíza decretou a prisão preventiva de seis policiais do 7º BPM, acusados de forjar um auto de resistência (morte em confronto com a polícia), em outubro do ano passado, em São Gonçalo.

Em setembro de 2010, Patrícia expediu os mandados de prisão de quatro policiais militares acusados de participar de um grupo de extermínio, que teria executado 11 pessoas, em São Gonçalo.


Athos Moura, Jorge Antonio Barros e Paulo Roberto Araújo (O Globo)

 Presidente da OAB de Niterói pede apuração rigorosa para esclarecer assassinato da juíza


RIO - O presidente da seção de Niterói da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Antônio José Barbosa da Silva, pediu uma apuração rigorosa para se chegar aos criminosos que executarm na madrugada desta sexta-feira a juíza Patrícia Acioli, que comandava o Tribunal do Júri de São Gonçalo e ficou conhecida por condenar PMs que cometiam crimes na cidade, a segunda do estado em população e que tem o menor índice de policiais por habitantes.

 -- O crime foi feito por profissionais. O que chama a atenção é o fato de uma magistrada, que julgou centenas de criminosos de alta periculosidade, não contar com segurança policial. Juízes criminais não devem ficar expostos à criminalidade. Ao contrário das pessoas de bem, bandios não têm o que perder. O assassinato lembra os crimes cometidos pela máfia -- disse o presidente da OAB.

 Paulo Roberto Araújo ( O Globo)