Uma gerente de padaria de 29 anos teve a boca rasgada, no último domingo, em Vitória, após ter rompido um relacionamento de dois anos com a namorada, uma vendedora de 25. O ferimento, que precisou de 32 pontos para ser fechado, foi provocado por um só golpe, dado por uma faca de cozinha, que tinha serra e uns 10 centímetros de lâmina.
foto: Ricardo Medeiros
![]() |
M., que foi agredida a faca pela companheira |
Nesse momento, uma ambulância do Samu passava pelo Centro, e, ao avistar a gerente, a socorreu levando-a até o Hospital São Lucas, em Vitória, onde a vítima recebeu os cuidados médicos e foi liberada.
Ao sair do hospital, a gerente foi ao DPJ de Vitória, onde registrou ocorrência contra a ex por tentativa de homicídio. "Quando ela puxou a faca, minha reação foi virar e me abaixar. caso contrário, se eu não tivesse feito isso, ela teria me dado uma facada no pescoço. Para mim, não há dúvidas de que o crime foi premeditado. Antes de me golpear ela disse: ?vou te dar uma coisa que vai fazer você nunca se esquecer de mim?", explicou a vítima.
A gerente contou, também, que a vendedora a feriu depois de ter retirado todas as coisas dela de dentro do apartamento. E durante a desocupação, a agressora se declarava à vítima, jurava, inclusive, amor à vítima. Antes de ir embora, a suspeita pediu que a gerente a levasse até a porta, momento em que cortou a ex-companheira. "Corri para o interfone para pedir ajuda, para avisar ao porteiro para não deixá-la fugir, mas ela (a suspeita) tinha cortado o fio", destacou a vítima.
A arma utilizada no crime foi encontrada em um outro andar do prédio.
Outras denúncias
Na véspera de ter sido esfaqueada, a gerente contou que ela a ex tinham brigado em casa, com direito a vias de fato. Nesse dia, o celular da vítima foi quebrado, e as duas foram parar no DPJ de Vitória, mas a gerente não representou criminalmente contra a agressora.
Com medo do que possa acontecer com ela e com os familiares dela, a gerente foi, na tarde desta terça-feira (03) à Delegacia da Mulher de Vitória para pedir proteção policial.
Segundo a delegada Arminda Rosa Rodrigues, na quarta-feira, a solicitação da Medida Protetiva de Urgência vai ser encaminhadoa para a justiça, assim como o auxílio psicológico à vítima.
"Vamos começar a tomar depoimentos e ir atrás da suspeita. Por hora, ela precisa ser ouvida aqui na delegacia. Somente no decorrer das investigações, se for o caso, vamos pedir a prisão dessa pessoa", explicou a delegada.
Deborah Hemerly - A Gazeta
Olá, Esta foi uma boa discussão u agradecer sinceramente por compartilhar essa informação conosco.
ResponderExcluir