sexta-feira, 16 de julho de 2010

Funcionário de lanchonete dava laxante aos companheiros para furtar caixa

Funcionário de lanchonete forçava companheiras a irem ao banheiro para ter terreno livre e foi flagrado por câmeras

Os responsáveis da lanchonete ainda não sabem quanto foi furtado.

A tática do ladrão, de acordo com uma ex-companheira de trabalho, era afastar as funcionárias do caixa.
"Um dia estava com dores de cabeça e o garoto sugeriu um remédio que ele tinha em mãos", conta D., 20. "Em uma outra vez, colocou laxante em meu refrigerante e em bolachas."

A funcionária descobriu o caso após flagrar um vidro de laxante na mão do garoto e ligou os fatos, já que numa noite teve problemas estomacais e ficou sem dormir.



Segundo relatos das funcionárias, ele, provavelmente, colocou o remédio no refrigerante delas e, em uma segunda ocasião, após ouvir uma delas se queixar de dor de cabeça, ele sugeriu um remédio que tinha na bolsa. "Sou sensível e passei muito mal. Uma outra funcionária encontrou um vidro do laxante nas mãos dele", disse a caixa sem se identificar.

O ex-funcionário trabalhava na lanchonete há dois anos e foi mandado embora no começo de junho, após o dono do local, P.H.S., 41., descobrir os furtos por meio de câmeras.

Mesmo com os problemas apresentados pelo atendente, a lanchonete aceitou fazer um acordo com ele: pagaria suas rescisões trabalhistas, mas queria de volta o valor da multa do fundo de garantia.
Na tarde desta terça-feira, após saírem de um sindicato em Cabreúva, o garoto teria se recusado a devolver R$ 1,7 mil da multa.

Quando os donos da lanchonete ameaçaram contar o fato à sua mãe, ele abriu a porta do carro e ameaçou pular.

No acostamento, segundo disse um dos donos à polícia, chegou a brigar com o garoto e o envelope com o dinheiro teria sumido.

"O dinheiro não está conosco", diz a mãe, que estava no banco de trás do carro.

Disputa agora é por multa do FGTS
A mãe do garoto, M.G.G., 37 anos, nega que o filho tenha praticado furtos e que tenha colocado laxante na bebida de funcionárias com quem trabalhava.

Ela disse que o filho foi agredido e, por estar no veículo com os donos da lanchonete, assistiu à cena e teve sua bolsa rasgada. "Eles levaram o dinheiro de meu filho."

De acordo com ela, L. estava atrás de um advogado na tarde desta quarta.

Os proprietários do comércio voltaram para Curitiba na tarde desta quarta e afirmam que também vão acionar o advogado da empresa para cuidar do caso.

"Isso não vai ficar assim, vamos dar continuidade ao caso", declara P. "Não esperava que ele faria isso."

Rafael Amaral
Agência BOM DIA

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