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domingo, 16 de março de 2014

Robôs para substituir tropas no campo de batalha

Robocop para substituir tropas no campo de batalha

O Pentágono está considerando a substituição de milhares de soldados com robôs, um comandante militar disse recentemente, marcando a primeira vez que um oficial do Departamento de Defesa reconheceu publicamente que os seres humanos seriam substituídos por robôs no campo de batalha .

O general Robert Cone, chefe do Treinamento e Doutrina do Comando do Exército, fez o comentário no simpósio Aviação do Exército em 15 de janeiro, de acordo com um relatório no Defense News, uma publicação comercial que cobre assuntos militares. Ele disse que os robôs permitiriam "uma força menor, mais letal, destacável e ágil."

"Eu tenho uma orientação clara para pensar sobre o que se poderia roboticamente executar algumas das tarefas em termos de capacidade de manobra, em termos do futuro da força", disse Cone.

O Departamento de Defesa Americano não respondeu a um pedido de comentário sobre as observações de Cone.

Cone disse também que um quarto de uma Equipe de Combate da Brigada 4000 tropa poderiam ser substituídos por robôs ou zangões. O anúncio vem como todo o Pentágono está encolhendo, incluindo reduções de tropas. Funcionários do Departamento de Defesa disseram que o tamanho da força recuariam de 540.000 para 450.000 em 2020.

O Pentágono e o Projeto de Pesquisa Avançada Agência de Defesa (DARPA) estão atuando agressivamente na tecnologia robótica. O Departamento de Defesa já investiu bilhões de dólares com empresas como a Boston Dynamics, empresa de propriedade da Google, para desenvolver a tecnologia.

Até agora, a empresa desenvolveu o robô AlphaDog, projetado para transportar equipamento militar pesado para os soldados. Só no ano passado, o DOD (sigla em inglês para United States Department of Defense - o Departamento de Defesa americano) investiu US $ 7 milhões com o Programa Avatar, que está tentando encontrar uma maneira de fazer upload de consciência de um soldado para um robô (assim como em Robocop - Filme de 2014, dirigido pelo brasileiro José Padilha com Joel Kinnaman, Gary Oldman . Ele também gastou 11.000 milhões dólares em um programa que está desenvolvendo robôs que atuam de forma autônoma.

Estes robôs, combinados com o uso já disseminado de drones e robôs para detectar bombas, estão levando os temores de que o elemento humano seria removido do combate. A Human Rights Watch e a Campanha para parar Killer Robots (robôs assassinos), uma coalizão internacional em causa que os robôs podem substituir os humanos, lançaram campanhas para proibir a sua utilização .

Se os robôs mais avançados são usados ​​em batalha, que seria anos para baixo da linha. O tenente-general Keith Walker disse Defense News que o uso disseminado de robôs não poderia ocorrer até que o "futuro mais distante" - em algum momento entre 2030 e 2040.

"Vamos precisar de mudar fundamentalmente a natureza da força, e que seria necessário um avanço na ciência e tecnologia", disse ele.


Adaptado de David Francis, do thefiscaltimes.com

segunda-feira, 16 de março de 2009

Kraftwerk volta ao Brasil com hits e robôs



Tom Leão
Rio de Janeiro 


No começo, fim dos anos 1960, eram Ralf Hütter e Florian Schneider, dois amigos de faculdade que, a princípio, faziam uma espécie de folk music eletrificada, que plugava flautas e violões. Depois, já nos anos 1970, a dupla virou um grupo e mergulhou fundo na eletrônica, criando o Kraftwerk, a mais influente banda do gênero, que está presente, virtualmente, tanto nos padrões do synth pop inglês dos anos 1980 quanto no techno, no electro, e também no batidão do funk carioca. 

Pela terceira vez no Brasil, o Kraftwerk fará a abertura de luxo para o show do Radiohead, nesta sexta-feira, na Praça da Apoteose. A diferença é que, agora, da formação original, só resta Hütter, pois Schneider se desligou da banda no fim do ano passado. 

O que isso muda para o Kraftwerk? "Não muda muita coisa, basicamente", diz Hütter, com seu inevitável sotaque germânico. "Temos um fantástico time de músicos, engenheiros, programadores, iluminadores... tudo isso faz a usina de força do Kraftwerk continuar trabalhando como sempre."

Hütter explica, sem entrar em muitos detalhes, o motivo da saída de Florian Schneider: "Ele estava trabalhando em outros projetos há muito tempo." Ele também reforça que isso não levará ao fim da banda: "Por quê? (ri nervoso) Não há qualquer motivo para isso."

Ele só relaxa quando pergunta-se sobre as suas lembranças anteriores do nosso país: "Só tenho boas memórias daí. Aqui na Alemanha é sempre cinza e chuvoso, é sempre bom ir para algum lugar mais ensolarado e quente. Espero aproveitar o verão aí."

O camarada, que sempre cuidou de tudo no que se refere ao Kraftwerk e faz os vocais principais e arranjos, também avisou que vai dar umas pedaladas, pois é fissurado em bicicleta (e o disco "Tour de France" é a prova disso). "Acho perigoso andar de bicicleta em cidades que não conheço. Mas da última vez em que estive no Rio aluguei uma e pedalei pela Praia de Ipanema." 

Outra coisa que ele fez no Rio, da vez passada, em 2004, foi, depois do show, ir para o after dos clubes de música eletrônica. Vai repetir? "Costumo ir a festas em clubes depois dos shows, conhecer os locais, o lugar, os ruídos humanos, a fauna, tudo nos interessa." 

Embora o guitarrista Ed O’Brien, do Radiohead, tenha dito em recente entrevista que esta será a primeira vez que eles tocarão juntos com o Kraftwerk, Hütter garante que isso já rolou: "Acho que houve uma vez na América, no (festival) Coachella, há cinco anos, em que estivemos na mesma programação, juntos." 

Espaços 

Gosta do som do Radiohead? "Sim, eu acho o trabalho deles muito interessante." E quanto a tocar em grandes espaços abertos, faz diferença? "Não faz muita diferença. O problema, quando temos, é mais das partes elétrica e acústica. Na Polônia, já tocamos numa imensa fábrica abandonada e foi uma situação bastante interessante."

Aos fãs, que aguardam ansiosamente o relançamento de todos os discos da banda em versões remasterizadas, como estava programado para acontecer há alguns anos, Hütter tem boas notícias: "Nós tivemos uns problemas técnicos. E financeiros também. A companhia (EMI) estava com problemas e suspendeu o lançamento, mas todos os discos serão relançados muito em breve", diz. 

Antes de ir, Hütter disse como será o repertório dos shows aqui: "Como só tocaremos 60 minutos, será uma performance mais compacta. Mas teremos os robôs em cena e tocaremos algumas das músicas mais conhecidas."