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segunda-feira, 30 de julho de 2012

Seis em dez com problema no fígado têm hepatite


A doença também é responsável por casos de cirrose hepática e por vários transplantes

Um levantamento feito pelo Hospital de Transplantes do Estado de São Paulo mostra que as hepatites atingem seis em cada dez pacientes com problemas no fígado atendidos no local. A doença também é responsável por casos de cirrose hepática e por quase metade dos transplantes desse órgão realizados na instituição. Cerca de 40% das cirurgias ocorrem em pessoas contaminadas pelo vírus C, contra 8% de quem tem o tipo B.

Além disso, o risco de esses indivíduos desenvolverem câncer de fígado aumenta consideravelmente. O Dia Mundial de Luta contra as Hepatite Virais é lembrado hoje, razão pela qual o Ministério da Saúde está promovendo uma campanha nacional para detecção precoce da doença, principalmente dos tipos B e C, considerados os mais perigosos.

A ação inclui um concurso para manicures e tatuadores, que lidam no dia a dia com objetos cortantes que, se contaminados, podem transmitir o vírus de pessoa para pessoa.

O ministério destacou que pretende aumentar o índice de diagnóstico das hepatites por meio da realização de novos testes rápidos. Este ano, já foram feitos 400 mil, mas há um total de 2,8 milhões de unidades já adquiridas.

Cerca de 33 mil casos dos três tipos de hepatites são notificados por ano no país. Atualmente, há 1,5 milhão de brasileiros com hepatite C. Médicos estimam que o contato com esse tipo de vírus é cerca de cem vezes maior que o risco de se expor ao HIV, que causa a Aids, por exemplo. A Gazeta

terça-feira, 6 de março de 2012

Hepatite


Hepatite

Hepatite designa qualquer degeneração do fígado por causas diversas, sendo as mais freqüentes as infecções pelos vírus tipo A, B e C e o abuso do consumo de álcool ou outras substâncias tóxicas (como alguns remédios). Enquanto os vírus atacam o fígado quando parasitam suas células para a sua reprodução, a cirrose dos alcoólatras é causada pela ingestão freqüente de bebidas alcoólicas - uma vez no organismo, o álcool é transformado em ácidos nocivos às células hepáticas.


Tipos:

Hepatite A: é transmitida por água e alimentos contaminados ou de uma pessoa para outra; a doença fica incubada entre 10 e 50 dias e normalmente não causa sintomas, porém quando presentes, os mais comuns são febre, pele e olhos amarelados, náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina com cor de coca-cola e fezes esbranquiçadas. A detecção se faz por exame de sangue e não há tratamento específico, esperando-se que o paciente reaja sozinho contra a doença. Apesar de existir vacina contra o vírus da hepatite A (HAV), a melhor maneira de evitá-la se dá pelo saneamento básico, tratamento adequado da água, alimentos bem cozidos e pelo ato de lavar sempre as mãos antes das refeições.

Hepatite B e Hepatite C: os vírus da hepatite tipo B (HBV) e tipo C (HCV) são transmitidos sobretudo por meio do sangue. Usuários de drogas injetáveis e pacientes submetidos a material cirúrgico contaminado e não-descartável estão entre as maiores vítimas, daí o cuidado que se deve ter nas transfusões sangüíneas, no dentista, em sessões de depilação ou tatuagem. O vírus da hepatite B pode ser passado pelo contato sexual, reforçando a necessidade do uso de camisinha. Freqüentemente, os sinais das hepatites B e C podem não aparecer e grande parte dos infectados só acaba descobrindo que tem a doença após anos e muitas vezes por acaso em testes para esses vírus. Quando aparecem, os sintomas são muito similares aos da hepatite A, mas ao contrário desta, a B e a C podem evoluir para um quadro crônico e então para uma cirrose ou até câncer de fígado.

Tratamento:
Não existe tratamento para a forma aguda. Se necessário, apenas sintomático para náuseas e vômitos. O repouso é considerado importante pela própria condição do paciente. A utilização de dieta pobre em gordura e rica em carboidratos é de uso popular, porém seu maior benefício é ser de melhor digestão para o paciente sem apetite. De forma prática deve ser recomendado que o próprio indivíduo doente defina sua dieta de acordo com sua aceitação alimentar. A única restrição está relacionada à ingestão de álcool. Esta restrição deve ser mantida por um período mínimo de seis meses e preferencialmente de um ano.

Prevenção:
A melhor estratégia de prevenção da hepatite A inclui a melhoria das condições de vida, com adequação do saneamento básico e medidas educacionais de higiene. A vacina específica contra o vírus A está indicada conforme preconizado pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI).

A prevenção da hepatite B inclui o controle efetivo de bancos de sangue através da triagem sorológica; a vacinação contra hepatite B, disponível no SUS,conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de imunoglobulina humana Anti-Vírus da hepatite B também disponível no SUS, conforme padronização do Programa Nacional de Imunizações (PNI); o uso de equipamentos de proteção individual pelos profissionais da área da saúde; o não compartilhamento de alicates de unha, lâminas de barbear, escovas de dente, equipamentos para uso de drogas; o uso de preservativos nas relações sexuais.

Não existe vacina para a prevenção da hepatite C, mas existem outras formas de prevenção, como: triagem em bancos de sangue e centrais de doação de sêmen para garantir a distribuição de material biológico não infectado; triagem de doadores de órgãos sólidos como coração, fígado, pulmão e rim; triagem de doadores de córnea ou pele; cumprimento das práticas de controle de infecção em hospitais, laboratórios, consultórios dentários, serviços de hemodiálise; tratamento dos indivíduos infectados, quando indicado; abstinência ou diminuição do uso de álcool, não exposição a outras substâncias que sejam tóxicas ao fígado, como determinados medicamentos. Em caso de dúvidas, procure um infectologista.

IMPORTANTE 
Somente um médico pode diagnosticar doenças, indicar tratamentos e receitar remédios. As informações disponíveis aqui possuem apenas caráter informativo.

Fonte: Ministério da Saúde do Governo Federal do Brasil

A GAZETA

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Células-tronco do câncer de fígado podem ser responsáveis pela resistência à medicação e pela metástase da doença

Oncologia

Células-tronco do câncer de fígado podem ser responsáveis pela resistência à medicação e pela metástase da doença

Segundo estudo, proteína CD24 ativaria efeito em cadeia que leva à proliferação do tumor. Descoberta pode levar a novos tratamentos para o câncer de fígado

Câncer de fígado: a doença é agravada pela ação da proteína CD24, presente nas células-tronco do tumor (Thinkstock)

As células-tronco do câncer de fígado podem ser as responsáveis pela resistência e metástase da doença. De acordo com uma pesquisa chinesa publicada no periódico Cell Stem Cell, ao se incorporarem às células do tumor, essas células-tronco deixam a doença imune à quimioterapia, fazem com que ela se espalhe para outros órgãos e ainda permitem que o câncer retorne mesmo após uma cirurgia para a remoção do tumor. A descoberta pode levar a novos tratamentos para a doença.

Segundo a pesquisa, as células-tronco do câncer têm uma proteína em sua superfície chamada CD24. “Pacientes com alta contagem de CD24 tendem a ter poucas chances de sobrevivência”, diz Irene Ng, coordenadora do estudo, professora e diretora do Laboratório State Key, da Universidade de Hong Kong.

“A CD24 é como um botão, um interruptor em algumas células-tronco do câncer. Uma vez que elas são ligadas, ativam uma outra proteína na célula chamada STAT3”, diz Ng. Essa proteína penetraria, então, no núcleo celular para realizar sua funções, que são formar tumores, espalhá-los e torná-los resistente às drogas. “Se inibimos as funções do STAT3, conseguimos bloquear as funções dessas células-tronco do câncer”, diz Terence Lee, pesquisadora envolvida no estudo.

As células-tronco são encontradas por todo o corpo e têm a capacidade de se transformarem em diferentes tipos de células, de se multiplicarem e de se auto-renovarem. As células-tronco do câncer de fígado são, portanto, problemáticas para a saúde, uma vez que são as responsáveis pelo crescimento do tumor, fazendo com que ele se espalhe e seja resistente às medicações.

Análise - No experimento, Ng e sua equipe descobriram que camundongos que recebiam implantes de câncer de fígado enriquecidos com CD24 eram resistentes à quimioterapia. Eles injetaram, então, duas colônias de células cancerígenas em locais distintos do fígado de um mesmo animal: uma com células-tronco com CD24 e a outra sem a proteína CD24. “A região do fígado que recebeu a proteína CD24 teve um crescimento e uma disseminação do câncer, o que não aconteceu na área que não recebeu a proteína”, diz Lee.

Na sequência, a equipe analisou pacientes humanos com a doença e descobriu que aqueles que possuíam altas concentrações de CD24 tinham cerca de 67% mais chances de recorrência do câncer em um ano após a cirurgia de retirada do tumor. Já aqueles que tinham baixas concentrações da proteína apresentavam apenas 21% de riscos de recorrência. Aqueles com altas concentrações de CD24 tinham ainda 80% mais chances de o câncer se espalhar, comparado a 32% daqueles com baixa concentração.

(Com agência Reuters)