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quarta-feira, 9 de março de 2011

'Satanistas' britânicos são condenados por abuso sexual de menores

Quatro britânicos, supostamente integrantes de um culto satânico, foram nesta quarta-feira considerados culpados de mais de 40 crimes sexuais contra jovens, incluindo menores de idade.

Colin Batley, de 48 anos, tido como o líder do grupo, foi considerado culpado de 35 dos crimes, incluindo estupros. Sua esposa, Elaine, e outras duas mulheres também foram condenadas.

Durante as cinco semanas de julgamento na cidade de Swansea (sul da Grã-Bretanha), muitas testemunhas, atualmente adultos, deram detalhes dos abusos que sofreram, ocorridos quando ainda eram crianças e adolescentes.

Colin Batley criava comercialmente
 cães da raça rottveiler
Os crimes sexuais teriam ocorrido ao longo de décadas na cidade de Kidwelly, perto de Swansea, e eram muitas vezes relacionados com aparentes rituais.

A Justiça deve anunciar as sentenças dos condenados na próxima sexta-feira.

Crowley

No julgamento, Batley e as outras acusadas afirmaram que o culto satânico nunca existiu, mas o júri não acreditou nesta versão.

Uma das vítimas afirmou aos jurados que, ao engravidar quando adolescente, ouviu de Batley que sua criança seria fruto do oculto e ameaçou matá-la se ela revelasse o que sabia sobre o grupo, de acordo com a imprensa local.

Batley foi detido em sua casa na cidade de Kidwelly, local onde ocorriam os supostos rituais, no ano passado. No local, a polícia encontrou material satânico e sobre deidades egípcias.

O júri do caso ouviu que o líder criava comercialmente cães da raça rottweiler e mantinha dois animais para segurança própria. Ele mantinha ainda gatos batizados com nomes relacionados com o ocultismo.

Muitas das vítimas disseram que eram obrigadas a usar crucifixos de cabeça para baixo e ter em suas casas uma cópia do Livro da Lei (Book of Law, em inglês), obra do famoso ocultista inglês Aleister Crowley, escrita no Cairo no começo do século 20.


BBC BRASIL

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Brasileira de 14 anos condenada por sexo com motorista de ônibus escolar nos Emirados Árabes: Família irá recorrer

A família da adolescente brasileira de 14 anos condenada em primeira instância a seis meses de prisão e deportação em Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos) deve recorrer da decisão. A informação foi divulgada à Folha pelo Itamaraty.

A identidade da jovem não foi revelada, mas há informações de que sua família vive em Abu Dhabi. A Embaixada do Brasil nos Emirados acompanha de perto o caso, oferecendo assessoria à família e ao advogado da brasileira.
Segundo a imprensa local, ela é acusada de fazer sexo consensual com um motorista de ônibus escolar paquistanês, identificado apenas como M.H. Há divergências sobre a idade dele --alguns meios de imprensa dizem que tem 25 anos, outros informam 28. O paquistanês foi condenado a um ano de prisão e também será deportado após cumprir a pena.

Trajes das mulheres nos Emirados Árabes
Apesar de o pai da garota inicialmente ter prestado queixa de estupro contra o motorista, investigações mostraram que ela manteve contato com o agressor antes do encontro, informa o site do jornal "Gulf News".

"Ela tinha enviado fotos íntimas dela mesma ao acusado, algumas nas quais inclusive aparecia nua, e também costumava mandar mensagens de texto a ele", disse ao jornal Saeed Abdul Bashir, chefe da seção criminal do Departamento Judicial de Abu Dhabi.

Os advogados disseram "não haver provas" de que o incidente sequer tenha ocorrido, já que a garota só passou por exames 37 dias depois do ocorrido, segundo o jornal "The National". Os dois lados têm 15 dias para recorrer.

ENCONTRO

Os promotores afirmam que o motorista manteve relações sexuais com a garota em sua casa quando os pais dela estavam em Dubai, segundo o "National". Já o site do "Gulf News" afirma que a relação foi em um apartamento não especificado, no dia 3 de abril.

A garota afirmou inicialmente que foi estuprada, mas o motorista disse que ela o convidou a entrar na casa e o seduziu. Segundo o jornal, familiares da empregada que trabalhava na casa da jovem souberam do incidente e informaram os pais da garota, que avisaram a polícia.

A promotoria a acusou, então, de ter mantido relações sexuais consensuais. Sexo fora do casamento é considerado ilegal nos Emirados Árabes Unidos.

Segundo os promotores, seria difícil para o motorista entrar na casa da garota sem consentimento, e a empregada não mencionou ter ouvido gritos ou barulho que poderiam indicar um estupro, informa o "National".

DEFESA

Em uma audiência no final de julho, a adolescente voltou atrás em sua versão. Tanto ela quanto o motorista, informa o jornal, negaram ter feito sexo.

Os advogados da garota solicitaram que o paquistanês fosse acusado de estupro, de acordo com o site do jornal "Golf News". Em muitos países, a adolescente seria considerada menor de idade para manter uma relação sexual, mesmo consensual.

Mas nos Emirados Árabes Unidos, lembra o "National", crimes relacionados ao sexo são analisados de acordo com a sharia [lei islâmica], segundo a qual uma pessoa com mais de 16 anos pode pegar até dez anos de prisão, e menores podem ser considerados criminalmente responsáveis após completarem 7 anos de idade.


Itamaraty presta assistência à brasileira de 14 anos presa por praticar sexo


POR JOÃO RICARDO GONÇALVES


Rio - O Itamaraty confirmou que uma brasileira de 14 anos foi condenada a seis meses de prisão em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. O órgão afirmou, porém, que está prestando assistência à adolescente e a família e que nos próximos dias será apresentado um recurso à decisão judicial, já que a brasileira foi condenada em primeira instância.


Entenda o caso

A adolescente brasileira de 14 anos foi condenada à prisão em Abu Dhabi e à deportação por ter mantido relações sexuais com um motorista de ônibus escolar paquistanês identificado como M.H., informou a imprensa local nesta quarta-feira.

A jovem foi condenada a seis meses de prisão depois que os promotores a acusaram de ter feito "sexo consensual" e ter combinado o encontro com o paquistanês, por meio do que chamaram de mensagens de texto "eróticas".

"A garota de 14 anos, que inicialmente alegou ter sido estuprada (...) foi condenada na terça-feira a seis meses de prisão, seguido pela deportação", informa o site Gulf News.

Procuradores disseram que M.H foi à casa da menina quando seus pais estavam em Dubai. O que aconteceu em seguida é controverso. A estudante diz que o rapaz invadiu a casa e a estuprou. O motorista, no entanto, disse que a garota o convidou para entrar e o seduziu.

Foi a empregada da família quem avisou os pais da menina, que chamaram a polícia. Em depoimento, ela disse não ter ouvido nenhum grito ou choro durante o encontro da estudante com o motorista, o que, para a polícia, afastou a possibilidade de estupro.

A adolescente se retratou da acusação de estupro durante uma audiência na corte no fim de julho, de acordo com o jornal The National. Tanto ela quanto M.H negaram ter mantido relações sexuais.

O Gulf News também destaca que o homem, um motorista de ônibus escolar paquistanês de 25 anos, foi condenado a um ano de prisão e também será deportado.

Os advogados da garota solicitaram que o paquistanês fosse acusado de estupro. Em muitos países, a adolescente seria considerada menor de idade para ter uma relação sexual, mesmo consensual. Mas nos Emirados Árabes Unidos, lembra o National, crimes relacionados ao sexo são analisados de acordo com a "sharia", a lei islâmica, segundo a qual os acusados que já passaram pela puberdade são julgados como adultos.

De acordo com as leis dos Emirados Árabes Unidos, um adolescente maior de 16 anos pode ser condenado à prisão por até 10 anos e menores podem ser responsabilizados por seus atos quando completam a idade de 7 anos. Sexo fora do casamento é considerado ilegal nos Emirados Árabes Unidos.
(O Dia)