Mostrando postagens com marcador castidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador castidade. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

É possível viver e ser feliz sendo casto?


É possível viver e ser feliz sem sexo?

Dizem que a castidade é uma virtude. Mas quando a abstinência sexual não é voluntária pode transformar-se num tormento e até afetar a saúde.

O sexo, ao contrário de comer e de beber, não é uma das funções vitais do ser humano, embora a Organização Mundial de Saúde inclua o sexo como um dos indicativos da qualidade de vida, ao lado de itens como atividade física e alimentação equilibrada, desde que seja seguro e prazeroso.

Mas afinal podemos ser felizes sem sexo? Ou corremos o risco de sofrer de algum transtorno físico ou psíquico? Segundo especialistas, tudo depende da importância que cada um atribui à atividade sexual.

Depressão 

Um estudo publicado pelo "The Journal of Sexual Research", do qual participaram 82 homens e mulheres com mais de 30 anos que ou ainda eram virgens, ou estavam há mais de um ano sem sexo. O objetivo era saber se essas pessoas se consideravam felizes ou se sofriam de algum problema. As conclusões foram desoladoras: 100% dos pacientes apresentaram sintomas de depressão e níveis de autoestima muito baixos que se repercutiam em outras áreas, como o trabalho. Além disso, todos se sentiam infelizes.

Os autores do estudo, coordenado por Elizabeth Burgess, professora auxiliar de Sociologia na University Research of Georgia, nos Estados Unidos, concluíram que o sexo era um fator influente nesse estado depressivo. Mas não é obrigatório que seja assim. Existem abstinentes que não apresentam sintomatologias depressivas, afirma o sexólogo Júlio Machado Vaz.

É verdade que somos pessoas sexuadas e renunciar a isso equivale a cortar com um aspecto chave da nossa natureza. Isto não quer dizer que a abstinência seja uma opção ilegítima. "Se essa é a vontade da pessoa, é ela que a legitima", afirma Rosário Gomes, sexóloga e psicóloga clínica. E acrescenta: "Os problemas surgem quando a abstinência é involuntária".

Disfunções sexuais 

A abstinência sexual muito prolongada e involuntária pode ser originada por diversos transtornos psicológicos.

"Pode haver uma dificuldade no âmbito da interação social, ou da abordagem com o outro e, às vezes, há dificuldade em encontrar novas pessoas. Na sociedade individualista em que vivemos, isso é cada vez mais comum", diz a sexóloga Rosário Gomes.

Mas isso não é o mais grave. "Uma abstinência forçada e prolongada pode aumentar os níveis de insegurança e ansiedade quanto ao desempenho sexual, o que, por sua vez, facilita os problemas sexuais", afirma Júlio Machado Vaz.

Sem sexo por opção 


Até o casamento ou para o resto da vida, algumas pessoas decidem abrir mão da vida sexual. Na contramão da superestimulação sexual presente nas mais diversas esferas, muitas pessoas optam, em pleno século 21, por um "namoro casto" antes do casamento, ou até pela eliminação completa da vida sexual. E isso acontece Seja por motivos religiosos, filosóficos ou até mesmo pelo simples fato de não sentirem o menor desejo: são os assexuais, comportamento que os especialistas já começam a chamar de quarta orientação sexual.

Segundo matéria publicada nesta semana pela revista Isto É, além dos héteros, homos e bissexuais, os assexuais formam uma outra vertente da sexualidade, que não é nova. Apenas as pessoas sem desejo de fazer sexo estariam finalmente assumindo um traço de sua personalidade – até como resposta à pressão por um desempenho sexual fantástico imposto pela sociedade atual.

Os assexuais (que podem ser tanto héteros quanto homossexuais) não deixam de lado os relacionamentos amorosos. Acreditam, porém, que carinho e romantismo são suficientes para levar uma relação adiante.

Terapeuta de casais há 35 anos, a sexóloga Ana Maria Zampieri, autora do livro "Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade", lembra que pessoas que amam o parceiro mas não o desejam sexualmente sempre estiveram presentes no consultório. "A diferença é que, no passado, isso só era revelado durante o casamento e ficava relacionado ao tempo de convivência", diz. Como hoje as pessoas casam mais tarde – ou nem casam –, a indiferença ao sexo fica evidente.

Mas antes de achar que você se enquadra neste perfil, vale lembrar que a falta de libido é uma disfunção sexual que precisa de tratamento terapêutico. "É importante uma avaliação psicológica para saber se quem se classifica como assexual não está mascarando problemas sérios", alerta o ginecologista Gerson Lopes, coordenador da Associação S.a.b.e.r. – Saúde, Amor, Bem-estar e Responsabilidade em entrevista à Isto É. De acordo com o médico, o desejo minguado pode ser patologia quando causado por traumas. Já quem se sente tranquilo e feliz ao trocar o sexo por qualquer outra atividade, não precisa se preocupar. (Fontes: Revistas Vida Brasil e Isto É)

domingo, 12 de dezembro de 2010

#EuVouCasarVirgem. Movimento no Twitter invade a internet

Movimento no Twitter, lançado por um pastor, incentiva jovens a se guardarem para o dia do "sim" 
Daniella Zanotti (A Gazeta)


Uma campanha que propõe aos jovens a virgindade até o casamento está chamando a atenção no Twitter. O pastor de jovens e cantor Felippe Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, em Belo Horizonte (MG), lançou #EuVouCasarVirgem!, que ganhou o apoio de centenas de jovens no microblog.

Felippe afirma ter se casado virgem com a também pastora e cantora gospel Mariana Valadão. "Eu me casei virgem, foi muito difícil, mas nunca tive vergonha. Eu sabia que Deus iria me honrar, hoje tenho um casamento maravilhoso", escreveu o cantor no Twitter. Aos que já não são mais virgens, ele fala sobre consagração e afirma que não é tarde para recomeçar.

A campanha é uma novidade no Twitter, mas antes muitas celebridades já defendiam essa postura, como o jogador de futebol Kaká, que declarou que se casou virgem; os meninos dos Jonas Brothers, que inclusive usam anéis de castidade e até mesmo o ídolo teen do momento, o cantor Justin Bieber, 16, que não usa anel, mas garante que pretende o momento certo.

Só depois do casamento
Fieis da Igreja Batista Filadélfia, no bairro Consolação, em Vitória, o casal Rafaella Farias, 22, e Guilherme Gavazza, 23, resolveram se guardar para a noite de núpcias. O casamento está marcado para agosto do ano que vem. "Eu já pensava de forma diferente das minhas amigas antes de frequentar a igreja. Quando não há sexo, o casal tem oportunidade de se conhecer melhor", conta Rafaella.

O noivo Guilherme admite que não é fácil, mas defende que vale a pena. "Evitamos ficar sozinhos por muito tempo e costumamos sair sempre com os amigos, mas namoro não é só beijo e abraço. Precisa existir muita comunicação", diz o jovem, fiel da igreja desde os 18.

O apóstolo da Igreja Batista Filadélfia, Ozenir Correia, lembra de outro movimento que prega a abstinência sexual antes do casamento, o Anel de Prata. "Surgiu nos Estados Unidos e, há dois anos, é amplamente divulgado no Estado. Essas iniciativas só reforçam a orientação que damos aos jovens", afirma.

Eles não pensam só em namorar
Além de se manterem firmes no propósito de se casarem virgens, há jovens que também optaram por namorar só depois de completar 18 anos. Esse é o caso de Amanda Suave Silva, 14 anos. Ela diz que na escola os colegas falam muito de sexo, mas ela prefere se afastar. "Duas meninas da minha sala, com 14 anos, ficaram grávidas. Não quero isso para mim. Meus colegas de escola falam de sexo o tempo todo, mas decidi não ser igual a todo mundo", diz a adolescente.

Seu irmão, Wilbert Suave Silva, já tem 18 anos, mas ainda não pensa em se amarrar. "No passado, gostei muito de uma menina, mas vi que não era a hora de namorar. Acredito que o namoro ?quebra? a adolescência. Vejo namorados na escola muito amarrados, que acabam se isolando, além de passarem por problemas que não deveriam enfrentar ainda", conta Wilbert, que é alvo constante de brincadeiras na escola.

Já Julielly Silva, 20, foi criada desde pequena na igreja e, por isso, diz que não sofre tanta pressão dos amigos. "Todos, tanto na época da escola quanto agora na faculdade, me respeitam. Escuto algumas brincadeiras bobas, mas não fico chateada, eu já esperava por isso. Não existe uma pessoa perfeita, mas dizemos muito que estamos à procura de um príncipe e de uma princesa encantada. Estou determinada a esperar", afirma a estudante.

"Nós fomos nos descobrindo juntos"

Eles se casaram virgens e não se arrependeram. Diego Alberto, 22, e Ana Paula Correia, 22, estão juntos há quase dois anos e já esperam um herdeiro, que se chamará Calebe. Grávida de seis meses, a jovem diz que sofreu com o preconceito. "Ouvi dos outros que eu tinha casado porque estava grávida ou por pressão dos meus pais", afirma Ana Paula.

Diego também sofreu pressão dos tios, principalmente aos 15 anos. "Eles quiseram impor o teste da masculinidade e fizeram vários convites. Foi difícil, mas eu soube lidar com isso". Sobre o fato de ter planejado a perda da virgindade, Ana Paula confessa. "Deu um frio na barriga antes do casamento, mas conversei com meus pais e amigas casadas. Nós fomos nos descobrindo juntos", conta.

Deu no Twitter

Veja algumas manifestações dos jovens que aderiram à campanha:

"Não ceda a pressão da sociedade, muito menos do seu namorado (a)"

"Sexo seguro existe e se chama Casamento!"

"Antes ser careta do que apoiar a inversão de valores desse mundo"

"Não porque tenho medo da minha 1ª vez, é porque sei que se eu esperar, todo meu casamento será abençoado!"

"Apoiamos a campanha #euVouCasarVirgem. Muito Bom! Mas fica uma pergunta: o que é ser virgem pra você?"

"Jovem, seja forte, renuncie suas vontades"

"Não abra mão da sua promessa, quem ama espera, não não tenha pressa"

"Já estou noivo! O que custa espera mais um pouco?