Rio - Tatuada na pele, a obsessão de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, pelo ex-capitão do Flamengo Bruno Souza se explica pela ambição de administrar a carreira do goleiro no exterior. Amigos desde a infância humilde no bairro da Liberdade, em Ribeirão das Neves, Região Metropolitana de Belo Horizonte, Macarrão literalmente tomava conta da vida de Bruno.
Os dois se chamam de irmãos e, desde o bloqueio da conta bancária do jogador por ordem judicial, em março, os rendimentos obtidos pelo atleta eram transferidos para a conta de Macarrão, na mesma agência, em Ipanema. Com cartão e senha, ele tinha livre acesso a todo dinheiro de Bruno e costumava comentar entre os amigos: “Tudo agora é comigo. A decisão do Bruno é a minha decisão”.
>> LEIA MAIS: Os 10 envolvidos no Caso Eliza Samudio
Ninguém mais se aproximava de Bruno sem passar por Macarrão. Um a um, ele afastou quem rodeava o goleiro: tinha ciúmes dos amigos; brigou com a mulher do jogador, Dayanne Souza, que o proibiu de entrar na casa dela; fez intrigas com o segurança Marcelo Soares Silva; acusou Sérgio Rosa Sales de desviar dinheiro do primo famoso; quis separá-lo da nova noiva, Ingrid Oliveira; e influenciou no rompimento com Eduardo Uram, empresário que administrava a carreira do jogador desde os 14 anos.
Os dois se chamam de irmãos e, desde o bloqueio da conta bancária do jogador por ordem judicial, em março, os rendimentos obtidos pelo atleta eram transferidos para a conta de Macarrão, na mesma agência, em Ipanema. Com cartão e senha, ele tinha livre acesso a todo dinheiro de Bruno e costumava comentar entre os amigos: “Tudo agora é comigo. A decisão do Bruno é a minha decisão”.
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Ninguém mais se aproximava de Bruno sem passar por Macarrão. Um a um, ele afastou quem rodeava o goleiro: tinha ciúmes dos amigos; brigou com a mulher do jogador, Dayanne Souza, que o proibiu de entrar na casa dela; fez intrigas com o segurança Marcelo Soares Silva; acusou Sérgio Rosa Sales de desviar dinheiro do primo famoso; quis separá-lo da nova noiva, Ingrid Oliveira; e influenciou no rompimento com Eduardo Uram, empresário que administrava a carreira do jogador desde os 14 anos.
Macarrão, estava sempre ao lado de Bruno e gostava de vestir o uniforme dele no Fla. A veneração pelo goleiro rendeu até uma tatuagem nas costas, onde declarou seu amor pelo atleta | Foto: Reproduções da Internet
“Bruno se cercava de pessoas que só diziam ‘sim’ para ele. É uma pessoa de coração bom, mas se perdia por ser bom demais para todo mundo. O sucesso mexeu muito com ele”, lamenta o empresário Uram. Para ele, Bruno ainda não estava preparado para jogar na Europa.
Outro motivo para o rompimento da dupla foi o processo da fornecedora de luvas do goleiro. “Questionei algumas condutas. Bruno ignorou a notificação e ofendeu uma advogada. Tentei colocar limite, mas ele queria a turma do oba-oba”, enfatiza Uram.
Conferente na Ceasa até dois anos atrás, Macarrão emprestava dinheiro seu para o goleiro ir aos treinos nas categorias de base. Já famoso, Bruno chamou o amigo para cuidar do sítio em Esmeraldas. Certa vez, Macarrão vendeu o carro velho, batido, para ajudar nas despesas do sítio do jogador, que estava com salário atrasado no Flamengo. “Ele fazia questão de agradar o Bruno e precisava dele solteiro na noite. Quem era Macarrão sem a fama e o dinheiro do Bruno? Ele queria ser o Bruno”, afirma Ingrid, que acha Macarrão ‘insuportável’.
'Macarrão queria tirar todo mundo da jogada'
A ideia de Macarrão de gerir a vida de Bruno e uma possível carreira internacional ganhou reforço numa concessionária de veículos na Barra, onde Bruno pegou emprestado a BMW X5 que usou para ir a Minas. Filho do dono, Victor Fernando Vidal, o Vitinho, frequentava festas na casa do atleta e começou a atuar como agente, quando o goleiro se afastou de Eduardo Uram. Foi ele quem contatou o advogado Diogo Souza para tratar da suspensão do contrato com o Fla.
Conferente na Ceasa até dois anos atrás, Macarrão emprestava dinheiro seu para o goleiro ir aos treinos nas categorias de base. Já famoso, Bruno chamou o amigo para cuidar do sítio em Esmeraldas. Certa vez, Macarrão vendeu o carro velho, batido, para ajudar nas despesas do sítio do jogador, que estava com salário atrasado no Flamengo. “Ele fazia questão de agradar o Bruno e precisava dele solteiro na noite. Quem era Macarrão sem a fama e o dinheiro do Bruno? Ele queria ser o Bruno”, afirma Ingrid, que acha Macarrão ‘insuportável’.
'Macarrão queria tirar todo mundo da jogada'
A ideia de Macarrão de gerir a vida de Bruno e uma possível carreira internacional ganhou reforço numa concessionária de veículos na Barra, onde Bruno pegou emprestado a BMW X5 que usou para ir a Minas. Filho do dono, Victor Fernando Vidal, o Vitinho, frequentava festas na casa do atleta e começou a atuar como agente, quando o goleiro se afastou de Eduardo Uram. Foi ele quem contatou o advogado Diogo Souza para tratar da suspensão do contrato com o Fla.
Um outro amigo do grupo, que também foi vendedor de veículos, tinha contatos no circuito do futebol. O homem identificado como Serginho foi assessor do agente Carlos Leite, que cuida dos interesses de jogadores do Vasco. Bruno, então, contratou novo advogado, a quem passou procuração: José Maria Campêlo também era cliente da concessionária. “Os primeiros contatos foram com Macarrão, que era o imediato do Bruno”, conta Campêlo.
Macarrão é acusado de ter sequestrado Eliza na saída de hotel na Barra | Foto: Alexandre Brum / Agência O Dia
“Macarrão era ganancioso e queria tirar todo mundo da jogada. Ele queria estar por trás de tudo”, lembra uma pessoa próxima. Acostumado a administrar carreiras, Uram passou a gerenciar crises sucessivas com o goleiro. “Tem que ser um relacionamento de cima para baixo, para poder dizer não. Tinha que ter planejamento e isso eu não conseguia fazer. Ele tinha capacidade para conseguir mais”, completa Uram, que negou assinatura de pré-contrato com o Milan, como Bruno comentou com policiais. “Foi para valorizar o Bruno e lucrar”, conta um amigo do goleiro.
No dia do sequestro, 73 ligações
Segundo a polícia, Macarrão articulou todas as etapas do crime macabro. No dia em que sequestrou Eliza Samudio, ele falou com ela 73 vezes pelo celular. A última ligação foi às 21h11 de 4 de junho, quando chegou na porta do Hotel Transamérica. De acordo com as investigações, foi Macarrão quem ligou para Dayanne, mandando que ela tirasse o bebê Bruninho do sítio. Segundo a polícia, ele deu chutes em Eliza, depois que ela foi estrangulada. Ano passado, Macarrão também participou das ameaças para que Eliza fizesse aborto.
No dia do sequestro, 73 ligações
Segundo a polícia, Macarrão articulou todas as etapas do crime macabro. No dia em que sequestrou Eliza Samudio, ele falou com ela 73 vezes pelo celular. A última ligação foi às 21h11 de 4 de junho, quando chegou na porta do Hotel Transamérica. De acordo com as investigações, foi Macarrão quem ligou para Dayanne, mandando que ela tirasse o bebê Bruninho do sítio. Segundo a polícia, ele deu chutes em Eliza, depois que ela foi estrangulada. Ano passado, Macarrão também participou das ameaças para que Eliza fizesse aborto.
Fernanda terá de explicar à polícia se esteve com Eliza Samudio | Foto: Reprodução da Internet
Goleiro frustrado, Macarrão chegou a ser treinado por Bruno em 2007, mas acabou virando apenas ‘presidente’ do time 100% Futebol Clube, de Ribeirão das Neves. Há um mês, ele procurou tatuador amigo da amante loura de Bruno, Fernanda Gomes de Castro, e fez homenagem ao goleiro, que havia presenteado com espessos cordões de ouro três amigos que ‘fechavam’ com ele. No último Natal, Macarrão ganhou um New Beetle, que tinha sido comprado para Dayanne.
“Bruno gostava de chamar os amigos em casa, para beber cerveja. Macarrão ficava com ciúmes, numa de proteção”, conta Fábio Lima, outro amigo do goleiro. Apenas Fernanda se deu bem com Macarrão, porque lhe apresentou a uma amiga de nome Luana. A noiva atual, Ingrid, dava conselhos sobre as amizades. “Eu falava com ele: ‘Acorda, olha as pessoas que estão a sua volta’. Era nítido que os amigos se aproveitavam da fama e do dinheiro dele. Macarrão não gastou R$ 1 do bolso dele. Só usava o dinheiro do Bruno”, contou ela.
Amante loura deve depor esta semana
Apontada como a mulher que cuidou do bebê de Eliza nos 3 primeiros dias do sequestro, Fernanda Gomes Castro, 32, desembarcou ontem no Aeroporto de Contagem (MG). Ela deve prestar depoimento nos próximos dias, atendendo à intimação enviada à Polícia Civil do Rio, quinta-feira, quando a jovem passou mal e foi a hospital. O delegado Edson Moreira afirmou que vai ouvi-la esta semana, quando todos os laudos periciais devem ser entregues à polícia.
Em novo depoimento à polícia, Sérgio Rosa Sales, primo do atleta, voltou atrás e disse que Bruno não estava na casa em que Eliza foi executada, mas com ele no sítio. Ele alega que se confundiu quando depôs pela primeira vez e disse que o goleiro esteve lá.
“Bruno gostava de chamar os amigos em casa, para beber cerveja. Macarrão ficava com ciúmes, numa de proteção”, conta Fábio Lima, outro amigo do goleiro. Apenas Fernanda se deu bem com Macarrão, porque lhe apresentou a uma amiga de nome Luana. A noiva atual, Ingrid, dava conselhos sobre as amizades. “Eu falava com ele: ‘Acorda, olha as pessoas que estão a sua volta’. Era nítido que os amigos se aproveitavam da fama e do dinheiro dele. Macarrão não gastou R$ 1 do bolso dele. Só usava o dinheiro do Bruno”, contou ela.
Amante loura deve depor esta semana
Apontada como a mulher que cuidou do bebê de Eliza nos 3 primeiros dias do sequestro, Fernanda Gomes Castro, 32, desembarcou ontem no Aeroporto de Contagem (MG). Ela deve prestar depoimento nos próximos dias, atendendo à intimação enviada à Polícia Civil do Rio, quinta-feira, quando a jovem passou mal e foi a hospital. O delegado Edson Moreira afirmou que vai ouvi-la esta semana, quando todos os laudos periciais devem ser entregues à polícia.
Em novo depoimento à polícia, Sérgio Rosa Sales, primo do atleta, voltou atrás e disse que Bruno não estava na casa em que Eliza foi executada, mas com ele no sítio. Ele alega que se confundiu quando depôs pela primeira vez e disse que o goleiro esteve lá.
O DIA noticia o caso com exclusividade
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.
Investigações indicam que Bruno esteve no Motel Palace, dia 6, onde pagou aluguel de duas suítes | Foto: Felipe O'Neill / Agência O Dia
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. No dia seguinte, O DIA noticiou, com exclusividade, o caso. Com equipes de reportagem no local, O DIA ONLINE acompanhou a investigação da história, minuto a minuto, a partir do dia 26 de junho.
A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. O goleiro e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.
Na quarta-feira 7 de julho, a Justiça decretou prisão preventiva do goleiro Bruno, o amigo Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - conhecido como "Neném", "Bola" ou "Paulista", sua mulher Dayanne e mais quatro envolvidos no crime. A polícia apreendeu ainda um menor, de 17 anos, primo de Bruno, que teria participado da trama. No dia seguinte, 8 de julho, a mãe de Eliza Samudio ganhou a guarda provisório do bebê, agora com 5 meses. No dia seguinte, Bruno, Macarrão e Neném foram convocados a prestar depoimento mas se negaram. Segundo seus advogados, os acusados só falarão em juízo.
O DIA
O DIA
Essa foto de Bruno e Macarrão é muita meiga.KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
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