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quarta-feira, 6 de março de 2013

Bruno admite morte de Eliza Samúdio pela 1ª vez: 'ela foi enforcada, esquartejada e teve o corpo jogado para cães'.


'Eliza foi enforcada e teve o corpo jogado para cães', afirma Bruno

  • Segundo o goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ajudou a matar a modelo
  • Julgamento do goleiro Bruno foi retomado na tarde desta quarta-feira no Fórum de Contagem
  • Advogado do ex-atleta disse que ele não vai responder a nenhuma pergunta da acusação


RIO e CONTAGEM - O goleiro Bruno disse, em depoimento no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, nesta quarta-feira, que o amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, ajudou a matar a modelo Eliza Samudio em 2010. Segundo o réu, acusado de ser o mandante do crime, Eliza foi enforcada e, em seguida, teve o corpo esquartejado e jogado para os cachorros. Bruno disse que Jorge Luiz Rosa, o primo que era menor na época, foi quem revelou a informação para ele:
- Fiquei desesperado uma hora e meia, chorei muito. "Macarrão o que você fez?", eu perguntei. Ele falou que resolveu o problema porque a menina estava "demais". Ele disse que ela estava incomodando demais, atrapalhando seus projetos, seus planos. Naquele momento senti medo.

Segundo o goleiro, Jorge contou que Macarrão deixou Eliza perto do Estádio do Mineirão, parou para conversar com uma pessoa pelo telefone. Nesse momento, uma moto apareceu. Bruno disse que o carro seguiu, e ela foi entregue numa casa para um homem conhecido como Neném.


- Lá, ele perguntou se ela era usuária de drogas e cheirou a mão dela em seguida. Nessa hora, o homem pediu para o Macarrão amarrar a mão dela, e ela foi enforcada. Depois, Macarrão chutou Eliza, que depois teve o corpo esquartejado e jogado para os cachorros.

Questionado diretamente se sabia ou não se Eliza seria morta, Bruno declarou que aceitou e, pela primeira vez, envolveu o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.

- Não sabia, não mandei, mas aceitei. Mandar eu jamais mandei. O Macarrão falou que contratou o Bola. Então, eu aceitei. Meu compromisso com ela foi pagar os R$ 30 mil - disse.

Bruno disse, ainda, que Dayanne - acusada de sequestrar o filho de Eliza - não foi pressionada por ele para cuidar de Bruninho depois que Eliza morreu e que ela foi de própria vontade. Além disso, o goleiro disse que tem medo de Bola.

Após as perguntas da juíza, o promotor Henry Vasconcelos iniciou o interrogatório, mas a defesa de Bruno já havia dito que o réu não responderia às perguntas do MP. Bruno seguiu em silêncio.

Bruno afirma que se sente culpado pela morte de Eliza
No terceiro dia de julgamento do caso Bruno, realizado no Fórum de Contagem, em Minas Gerais, desde segunda-feira, o goleiro negou ser o mandante da morte da modelo Eliza Samudio, mas declarou que se sentia culpado.

- Como mandante dos fatos, não, eu nego. Mas de certa forma, me sinto culpado - disse ele, emendando que desejava falar mais.

Bruno, que fez a declaração ao responder a uma pergunta da juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, começou a chorar quando falou que transou só uma vez com Eliza. Em seguida, o atleta disse que seu sonho era ter um menino.

Sobre a amizade com Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Bruno afirmou que amigo administrava seus negócios, mas queria tomar conta de tudo. O goleiro afirmou que, após uma série de brigas, se afastou de Eliza. Foi nesta mesma época que Macarrão resolveu ir para o Rio, e acabou se aproximando da modelo.

- Ele arcava com as despesas, administrava meu dinheiro, minhas contas bancárias. Ele tinha as senhas das minhas contas. Eu pedia dinheiro para o Macarrão para sair ou fazer festas. Nossa relação era de amizade forte, quase irmãos. Quando parei de conversar com Eliza, ele (Macarrão) passou a conviver com ela - disse o goleiro.

Bruno contou que, na sua casa no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, chegou a morar com Ingrid Calheiros, sua atual mulher, por quatro meses. Mas ela teria saído por causa da presença constante de Macarrão.
- Ela saiu porque estava perdendo a liberdade naquela casa - disse Bruno.

Na noite em que Bruno tentava se reconciliar com Ingrid, Macarrão, segundo o goleiro, ligou insistentemente para o celular dos dois. Segundo o réu, ele dizia que precisava do amigo para "resolver um problema". Macarrão encontrou com Bruno no hotel onde estava concentrado com o Flamengo, que se preparava para uma partida contra o Goiás. Lá, ele disse que o problema era Eliza.
- Eu falei para ele, eu já estou respondendo processo, já até paguei por isso, e você está me trazendo mais problemas - disse Bruno para o amigo, que, no encontro, não teria dito que a mulher estava machucada.

Bruno disse que depois do jogo, passou na concessionária de um amigo para pegar emprestado uma BMW, pois a sua havia sofrido um acidente. Ao chegar em casa, encontrou Fernanda Gomes de Castro, a ex-namorada condenada a cinco anos em regime semiaberto, com o filho Bruninho no colo, o que lhe causou estranhamento. Na casa também estavam o primo Jorge Luiz Rosa, então menor, e Macarrão. Bruno afirmou que não ficou surpreso com Fernanda, mas sim, com o fato de ela estar segurando o Bruninho.

- Eu fiquei surpreso, o que está acontecendo, perguntei. Ela disse que: "não sei de nada, estou aqui só para ajudar" - relatou o goleiro.

Macarrão teria dito a Bruno que Eliza estava no andar de cima. Segundo o goleiro, o amigo disse que Jorge teria espacando Eliza:
- Ela estava lá machucada, com hematomas no rosto e na cabeça, mas não estava sangrando. Eu cheguei a bater no Jorge. Eu cheguei a dar uma surra nela na frente da Eliza. Ela até falou para eu parar, que não precisava daquilo. Perguntei para Eliza se ela gostaria de ir no médico, na farmácia, se ela gostaria de alguma coisa.

Bruno disse que Eliza aceitou um remédio para dor de cabeça, por isso, ele saiu, comprou e, quando voltou, ele mesmo fez o curativo na cabeça dela. E que, depois disso, ele, Eliza e Macarrão conversaram.

- Nós tivemos uma conversa. Ela teria feito um acordo com Macarrão de conseguir, pegar em mãos uma certa quantia em dinheiro, no valor de R$ 50 mil. Naquele momento foi passado para mim. Eu falei que não tinha R$ 50 mil, eu tinha R$ 30 mil - contou Bruno

O goleiro contou que todos foram para o sítio Turmalina, em Esmeraldas, em Minas Gerais, onde Eliza foi mantida em cárcere privado antes de morrer. Segundo Bruno, Eliza foi para Minas contra a vontade dele.

- Fizemos duas paradas. Dei carona para um policial rodoviário e nos seguimos viagem e chegamos num posto de gasolina desativado. Nós tentamos entrar em contato com o caseiro, para saber se o sítio estava sendo usado pela minha ex-mulher. Como não conseguimos contato, Macarrão seguiu para um motel e fui com Fernanda para a casa da minha mãe (a avó que o criou) em Belo Horizonte.

Os dois acabaram não entrando na casa, porque Dayanne Rodrigues, a ex-mulher, estava lá. O goleiro decidiu, então, levar Fernanda para conhecer "suas origens" em Ribeirão das Neves (MG). Bruno contou que reencontrou Eliza no jogo do time 100%, que ele patrocinava na cidade na época. Com a vítória do time, todos foram comemorar em um bar. Eliza foi levada por Jorge e Macarrão até o local. Após a comemoração, Bruno voltou para o sítio, onde estava parte do dinheiro combinado com Eliza.

Perguntado pela juíza se iria sacar o dinheiro na segunda-feira, Bruno entrou em contradição. Primeiro, afirmou que tinha a quantia em espécie em seu sítio em Esmeraldas, mas que já havia reservado o valor para custear uma excursão do time 100% para o Rio. Por isso, não teria passado o dinheiro para Eliza no mesmo dia que ela chegou ao sítio. Depois, falou que Macarrão foi até o Rio, na segunda-feira de manhã, para entregar o carro emprestado em que vieram para Minas, e também para sacar os tais R$ 30 mil. Viajaram juntos Eliza, Macarrão, Bruninho e Jorge Luiz.

Na volta para o sítio, Bruno disse que estranhou ao ver Bruninho nas mãos de Macarrão.

- Perguntei: poxa, cadê Eliza, pela amor de Deus, o que vocês fizeram com ela? Neste momento, o Macarrão falou assim: resolvi o problema que tanto te atormentava. Naquele momento, peguei o Bruninho no colo e entreguei para Dayanne porque precisava conversar com os meninos sobre o que tinha acontecido.

Bruno disse que, segundo Jorge, Macarrão foi até uma casa em Vespasiano e lá tinha entregado Eliza para um homem chamado Neném. A juíza perguntou, em seguida, se o indivíduo que executou Eliza tinha o apelido de "Bola". Bruno disse apenas que o Jorge o chamou de "Neném" e que somente o conheceu na Penitenciária Nelson Hungria, depois que ambos já estavam presos.

O terceiro dia de julgamento do caso Bruno começou com a leitura das acusações contra o goleiro. Enquanto a juíza Marixa Fabiane Lopes Rodrigues, o ex-goleiro do Flamengo se manteve cabisbaixo. A defesa iniciou os trabalhos da tarde desta quarta-feira declarando que o réu não ia responder as perguntas do promotor Henry Wagner.

- O silêncio dele é uma determinação - afirmou o criminalista Lúcio Adolfo.
Também na tarde desta quarta-feira, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais informou que os desembargadores negaram o pedido de habeas corpus ao goleiro Bruno Fernandes. A decisão foi unânime entre os magistrados da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. O julgamento do ex-atleta e de sua ex-mulher dele, Dayanne Rodrigues, foi retomando na tarde desta quarta-feira, com 10 minutos de atraso. No terceiro dia de júri, Bruno chegou ao Fórum de Contagem, em Minas Gerais, às 12h. Ele deixou a Penitenciária Nelson Hungria por volta de 11h30m.

O depoimento do atleta era o mais aguardado, já que ele tem a oportunidade de quebrar o silêncio e dar sua versão sobre a morte de Eliza Samudio. O ex-goleiro do Flamengo é acusado de ser o mandante do assassinato da modelo, ex-amante do atleta, em junho de 2010. Ele responde por homicídio triplamente qualificado, ocultação de cadáver e sequestro e cárcere privado de Bruninho, filho da jovem com ele. Dayanne é acusada de sequestro e cárcere privado da criança. Ela foi ouvida por cerca de quatro horas nesta terça-feira.

A expectativa é de que o interrogatório de Bruno seja longo e tenso. Um dos advogados do atleta, Tiago Lenoir, disse que o depoimento será “bombástico”. Se tudo ocorrer conforme planejado pelo Tribunal de Justiça, quinta-feira a juíza Marixa Fabiane deve bater o martelo após o debate da defesa e acusação. Ministério Público (MP) e defesa prometem um duelo de nove horas no último dia do julgamento. A tendência é que Bruno faça uma confissão parcial para evitar uma pena de mais de 40 anos.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), não houve sessão na parte da manhã para que os jurados possam descansar, já que, nesta terça-feira, Dayanne foi ouvida até as 22h30m. O momento mais revelador do depoimento da ex-mulher do atleta foi quando ela envolveu o policial aposentado José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, na trama do crime. Dayanne admitiu ter recebido orientação de Macarrão para não atender nenhum policial, com exceção de Zezé, alvo de uma nova investigação da polícia do Ministério Público (MP). Foi Zezé quem teria apresentado o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, para Macarrão, até então o braço direito de Bruno.


oglobo.globo.com

sábado, 23 de fevereiro de 2013

Tem clube brasileiro querendo contratar o goleiro Bruno, preso desde julho de 2010 acusado do desaparecimento da ex-modelo Eliza Samúdio. Saiba qual

Bruno, ex-Flamengo, preso desde julho de 2010 acusado
de 2010 acusado do desaparecimento 
da ex-modelo
da ex-modelo Eliza Samúdio
Após uma reportagem do jornal "Hoje em Dia" deste sábado revelar que o Boa Esporte, que disputa o Campeonato Mineiro, teria interesse na contratação do goleiro Bruno, ex-Flamengo, preso desde julho de 2010 acusado do desaparecimento da ex-modelo Eliza Samúdio - já considerada morta pela Justiça -, o clube de Varginha, do Sul de Minas Gerais, confirmou, através de uma nota de esclarecimento, no início desta tarde, estar sim viabilizando tal acerto.

A nota, assinada por Rone Moraes da Costa, presidente do clube, deixa claro: o Boa pretende firmar contrato de trabalho com Bruno assim que um alvará de soltura seja concedido ao goleiro. O clube, assim como a defesa do agora ex-jogador, acredita que um novo pedido de habeas corpus garanta uma mudança de regime, que passaria de prisão preventiva para domiciliar. Com isso, Bruno teria condição de trabalhar.

Bruno está preso no Complexo Esportivo Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte - presídio que enfrenta uma rebelião desde a última quinta-feira. O novo pedido de habeas corpus será analisado no próximo dia 27.

O Boa, que se chamava Ituiutaba até junho de 2011 e se situava na cidade de mesmo nome, também disputará a Série B do Campeonato Brasileiro nesta temporada. Em 2011, o time de Varginha foi o 15º colocado na Segundona e lutou contra o rebaixamento até a última rodada.

Veja abaixo a nota de esclarecimento do Boa Esporte
Considerando a repercussão da reportagem publicada na edição de hoje do Jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, MG, o Boa Esporte Clube vem a público esclarecer que, ao contrário do que foi divulgado na matéria em questão – provavelmente por um erro de comunicação entre o repórter, a assessoria de imprensa e a Diretoria do Clube - tem sim interesse na contratação do atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza, desde que, conforme já informado ao Dr. Tiago Lenoir (advogado do atleta, que foi quem conduziu em nome do jogador, junto à Diretoria e ao Departamento Jurídico do Boa Esporte Clube, as tratativas iniciais relativas a este assunto): (i) não exista óbice legal para tanto, em especial quanto à sua liberdade de ir e vir, imprescindível para os treinos, jogos, concentrações e viagens que fazem parte da rotina de trabalho de um atleta profissional de futebol e (ii) obviamente haja acordo entre o jogador e o clube no que se refere às condições negociais do respectivo contrato de trabalho que deverá ser assinado e registrado junto à Confederação Brasileira de Futebol – CBF.
Varginha, 22 de fevereiro de 2013.

Boa Esporte Clube
Rone Moraes da Costa
Presidente

LANCENET!

domingo, 18 de julho de 2010

Cartão prova que Bruno e amante ajudaram no sequestro

São Paulo - Os delegados que apuram o desaparecimento de Eliza Samudio, de 25 anos, ex-amante do goleiro Bruno Fernandes, confirmaram ontem que no dia 6 de junho o atleta se hospedou em um motel de Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, acompanhado da amante Fernanda Gomes de Castro, do amigo Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; do primo J; além de Eliza e do filho.
Além da esposa Dayanne (dir.), goleiro Bruno mantinha relação com duas amantes

Apesar das várias versões sobre o assassinato de Eliza, a polícia acredita que já tem elementos para fechar o inquérito e promover indiciamentos. Segundo a delegada Alessandra Wilke, da Delegacia de Homicídios de Contagem, Eliza teria sido sequestrada por Macarrão e pelo primo de Bruno na noite do dia 4 de junho em um hotel do Rio, onde ela e o filho estavam hospedados. Antes de seguir para Minas na Range Rover do goleiro, dirigida por Macarrão e tendo também como ocupante o adolescente, Eliza ficou durante um dia e meio na casa de Bruno no Recreio dos Bandeirantes. O grupo viajou após um jogo entre Flamengo e Goiás, na noite do dia 5. O ex-goleiro do Flamengo e Fernanda viajaram em uma BMW X5 cor preta.

Quando chegaram em Contagem, por volta de 5h40 do dia 6, o grupo parou estrategicamente, segundo o delegado Edson Moreira, no motel em Contagem, onde ficaram cerca de quatro horas. "Conseguimos comprovar a estada por meio de depoimentos e do cartão de débito bancário onde o Bruno pagou as duas suítes. Após a saída, foi identificada a fralda da criança", conclui a delegada. Os delegados informaram ainda que por volta de 11h do dia 6 o grupo seguiu para o sítio, onde Eliza foi mantida em cárcere privado até o dia 9, data em que provavelmente foi assassinada.

No último depoimento prestado à polícia, Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, contou que Fernanda foi para Minas com o goleiro do Flamengo na BMW X5 e cumprimentou Eliza no sítio, "parecendo até que se conheciam".

Segundo Sérgio, na noite do dia 7, a caminho de um bar em Ribeirão das Neves, Fernanda perguntou ao goleiro o que faria com a "menina". "Eu vou dar um apartamento para ela aqui em Minas, em Belo Horizonte de preferência", Bruno teria respondido. Anteontem, Sérgio recuou e negou que o goleiro tenha presenciado ou estivesse com o grupo que supostamente participou da execução de Eliza.

Mas afirmou que todos os suspeitos, à exceção de Dayanne - que passou mal e não falou nada em depoimento ontem -, poderiam ter evitado "que o pior ocorresse". Ele afirmou que chegou a ser ameaçado de morte em duas oportunidades por Macarrão, caso "abrisse o bico". "Eles me deixaram na mão sem advogado. Agora vem querer me oferecer advogado. Não adianta mais não, já abri o bico."

AGÊNCIA ESTADO

Caso Eliza. Pelo menos cinco pessoas viram a amante do goleiro Bruno que teria tomado conta do bebê


Pelo menos cinco pessoas viram Fernanda Gomes em MG e no Rio.
Ela foi chamada pela polícia, mas advogados adiaram depoimento.

A mulher apontada pela polícia como amante do goleiro Bruno  -- e que teria tomado conta do bebê de Eliza Samudio e ajudado a levá-lo para Belo Horizonte -- aparece em pelo menos cinco depoimentos de testemunhas no inquérito policial que apura o desaparecimento de Eliza Samudio.
Fernanda Gomes desembarcou no Aeroporto Internacional Tancredo Neves, em Confins, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, neste sábado (17), segundo Ércio Quaresma, advogado dela. O delegado Edson Moreira, que investiga o caso, afirmou que não há previsão para o depoimento de Fernanda. Ele afirmou não ter conhecimento de que ela está em Minas Gerais.
Fernanda deveria ser ouvida pela Polícia Civil nesta sexta-feira (16), mas passou mal e ficou internada por sete horas num hospital em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.
Segundo a polícia de Minas Gerais, Fernanda teria passado pelo sítio do goleiro Bruno entre 4 e 6 de junho. Outra mulher que teria envolvimento com o atleta também foi citada em declarações obtidas pela polícia. A delegada Roberta Carvalho, do Rio, disse que Ingrid Oliveira, que seria noiva de Bruno, não é suspeita de participação no crime, mas o depoimento dela foi pedido justamente por ter sido lembrada nos depoimentos. Ela também deveria prestar esclarecimentos, mas os advogados pediram que a audiência fosse remarcada.
No depoimento do irmão do dono de um bar, localizado em Ribeirão das Neves (MG), o goleiro Bruno chegou ao estabelecimento, em 6 de junho, com cerca de 20 pessoas, entre jogadores do time 100% (que é patrocinado por Bruno), torcedores, amigos e de uma mulher loira, cuja descrição se assemelha com a de Fernanda. A conta, que ficou em torno de R$ 1 mil, foi paga pelo atleta, em dinheiro.
Um dos jogadores do time também confirmou a presença de Fernanda no bairro mineiro e que chegou ao campo de futebol na companhia do ex-goleiro do Flamengo. Em seguida, todos foram ao bar onde comemoraram a vitória de 2 a 0 na partida realizada no dia 6 de junho. Uma outra testemunha afirmou, em depoimento, ter visto Bruno trocar beijos com Fernanda. Ele contou que reencontrou Bruno no dia 10 de junho, em Angra dos Reis, quando o time 100% viajou para uma partida no Rio de Janeiro, e que Fernanda estava ao lado do goleiro.
Uma outra testemunha também contou à polícia ter visto Fernanda em Ribeirão das Neves durante a primeira partida do time 100%, no dia 6 de junho.
Wemerson Marques de Souza, o Coxinha, um dos suspeitos de envolvimento no desaparecimento de Eliza, disse à polícia que Fernanda é namorada de Bruno e ainda descreveu o porte físico dela.
Um comerciante, amigo de Bruno, também disse à polícia que Fernanda é namorada do ex-goleiro do Flamengo, a descreveu fisicamente e afirmou que a conheceu em 13 de junho, durante um jogo do time 100%, no Rio de Janeiro.
Entenda o caso
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno. Ela engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno. Os delegados já consideram Eliza morta.
Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem, incluindo Bruno. Todos negam o crime.
No Rio, o goleiro e o amigo dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.
Do G1

sábado, 17 de julho de 2010

'Eu menti', diz primo de Bruno a delegado


Sérgio Sales prestou segundo depoimento na quinta-feira. Ele está preso por suspeita de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio

GLOBOMINAS

O primo do goleiro Bruno de Souza, Sérgio Rosa Sales, suspeito de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio, voltou atrás no depoimento que prestou no Departamento de Investigações de Belo Horizonte. No segundo relato, dado na quinta-feira (15), ele negou que o goleiro tenha presenciado ou participado da morte da jovem. E disse também que o atleta parecia nervoso no dia em que Eliza teria sido assassinada.


Na primeira versão, ouvida pela polícia na semana passada, Sales afirmou que ficou no sítio do goleiro, em Esmeraldas (MG), enquanto o atleta saiu e teria se encontrado com um grupo que seguiu até o local onde Eliza seria morta. Na volta, de acordo com Sales, o goleiro parecia "tranquilo".

"Antes, doutor, menti para o senhor, dizendo que o Bruno tinha saído", disse Sales, em depoimento ao delegado Edson Moreira, do Departamento de Investigações (DI), na última quinta. "Ele ficou comigo no sítio. Fazia três dias que eu queria falar com o senhor, mas não deixaram. Falaram que eu não podia ter contato."
De acordo com Sales, pessoas que estavam no sítio do goleiro disseram para Eliza que iriam levá-la para conhecer um apartamento onde ela moraria com seu filho. "Eu até cheguei a pensar que fosse verdade mesmo, que eles iam levar para o apartamento mesmo. E, com relação ao Bruno, parecia que ele estava impaciente, temeroso, diferente. Toda hora ele ia na máquina e colocava uma música diferente, trocava a música. Eu nunca tinha visto ele assim."

Segundo a polícia, Eliza Samudio foi assassinada em 9 de junho. Os registros da portaria do condomínio do sítio de Bruno mostram que ele entrou no local na mesma noite. Em seguida, o amigo dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, chegou, em outro carro.

Sales está preso em Belo Horizonte, em um prédio anexo ao DI, no Centro de Remanejamento de Presos São Cristóvão. Bruno está no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG). Segundo o advogado do goleiro, Ercio Quaresma, seu cliente nega envolvimento no caso.

Depoimentos

O primeiro depoimento de Sales foi considerado como peça-chave pelos delegados responsáveis pelas investigações. Ele ainda disse que viu Eliza com um ferimento na cabeça, no sítio do atleta.

O primo de Bruno chegou a participar das buscas na propriedade, em Esmeraldas. Ele teria apontado os lugares ocupados por Eliza, durante o período em que ela permaneceu como refém.

Nesta sexta-feira (16), a ex-mulher de Bruno, Dayanne de Souza, e o amigo dele, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, foram levados ao DI para prestar depoimento. Mas, seguindo orientações dos advogados, os dois não responderam às questões feitas pela polícia.

Entenda o caso

Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno. Ela engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno. Os delegados já consideram Eliza morta.

Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem. Todos negam o crime.

No Rio, o goleiro e o amigo Macarrão são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bruno estava em MG no dia da morte de ex, diz inquérito


Inquérito ainda não foi concluído e já tem mais de 800 páginas.
Policiais tentam descobrir o que aconteceu com jovem, desde 4 de junho.

 O Jornal Nacional teve acesso, com exclusividade, às primeiras informações do inquérito policial sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. As investigações ainda não foram concluídas, mas o inquérito já tem mais de 800 páginas. Nele, os policiais tentam reconstruir o que aconteceu com a jovem, desde 4 de junho.
Duas amigas de Eliza foram à polícia do Rio, 20 dias depois, fazer uma queixa do sumiço de Eliza. Em 25 de junho, o Disque-denúncia, em Minas Gerais, recebeu a informação de que ela teria sido assassinada e enterrada no sítio do goleiro Bruno de Souza, em Esmeraldas (MG).
Durante as investigações, a polícia flagrou a mulher de Bruno, Dayanne Souza, com o filho de Eliza. O bebê estava em uma casa, em Ribeirão das Neves (MG). Em depoimento, Dayanne contou que Bruno disse que Eliza tinha abandonado o filho.
Até agora, a polícia não havia confirmado à imprensa que Dayanne estava com a criança. A informação era de que o menino, que hoje tem cinco meses, foi encontrado na casa de uma senhora desconhecida.
Um dos relatos mais detalhados que a polícia obteve foi do menor detido na casa de Bruno, no Rio. Ele falou sobre o envolvimento de amigos do jogador e do próprio Bruno no desaparecimento, além da forma cruel como Eliza teria sido assassinada.
Depois desse depoimento, o jogador Bruno, a mulher dele e outras cinco pessoas tiveram a prisão decretada, em Minas Gerais. A Justiça também determinou a internação provisória do menor.
Idas de Bruno ao sítio
Várias testemunhas que aparecem no inquérito confirmam que Bruno esteve no sítio, em Esmeraldas (MG), no período em que Eliza teria sido mantida refém.
O registro da portaria do condomínio onde fica essa propriedade também confirma a entrada dele, em 6 de junho, às duas da tarde, e a saída, 45 minutos depois.
O jogador teve a entrada registrada novamente três dias depois, em 9 de junho. Dessa vez, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, amigo de Bruno, também chegou, mas, em outro carro.
Dia nove é a mesma data em que, segundo a polícia, Eliza foi assassinada.
Morte
Pelo depoimento do menor, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos teria assassinado Eliza, esquartejado e jogado partes do corpo dela aos cães. Até agora, nenhum vestígio do corpo foi encontrado.
No inquérito, constam ainda trocas de e-mails entre Eliza e a advogada dela. Em um deles, a jovem diz que Bruno a ameaçou de morte, porque ela se recusava a fazer um aborto.
Do G1, com informações do Jornal Nacional

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Polícia recolhe fraldas e roupas queimadas no sítio de Bruno‎


No loca, foram encontrados também vestígios de sangue em um colchão. 
Todo o material recolhido será analisado por peritos.

Da Globominas.com

Fraldas e roupas femininas queimadas foram recolhidas do sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (14). O material, junto com raspas de concreto tiradas da propriedade, foi lacrado em sacos plásticos. A polícia não confirmou se os objetos pertencem a Eliza Samudio.
Segundo a delegada Alessandra Wilke, todo o material recolhido vai ser analisado em laboratório e comparado com o DNA da jovem.
Eliza, que desapareceu no início de junho, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, que era do Flamengo. Ela tentava provar, na Justiça, que o atleta era pai de seu filho. Oito suspeitos de envolvimento no sumiço da jovem foram presos. Todos negam o crime.
Peritos e policiais fizeram buscas no sítio na noite de terça (13) e durante o dia, nesta quarta. Quando chegaram ao local, nesta quarta, eles perceberam que um dos cômodos havia sido invadido e um aparelho de videogame teria sido levado. Foi registrado um boletim de ocorrência sobre o furto.
Essa não é a primeira invasão na casa depois do início das investigações sobre o desaparecimento de Eliza. No começo de julho, segundo a polícia, o sítio já tinha sido invadido. Mesmo assim, a polícia informou que não vai pedir que o condomínio seja vigiado.
Coleta de materialNa noite de terça-feira, Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, acompanhou o trabalho da polícia e dos peritos no sítio em Esmeraldas e foi indicando lugares onde ele teria visto Eliza. Foram encontrados vestígios de sangue em um colchão. Segundo a polícia, o sangue é humano e será submetido a exames de DNA, que vão determinar se o sangue é de Eliza ou não. Além do sangue, fios de cabelo foram encontrados no local e também serão analisados.
Nesta quarta-feira, peritos voltaram a entrar em vários cômodos da casa e procuraram, mais uma vez, por vestígios de Eliza em portas e cortinas. Eles também coletaram material no jardim. Os restos de fraldas e roupas femininas queimadas foram recolhidos durante o dia.
Investigações
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno. Ela engravidou e tentava provar, na Justiça, que teve um filho com o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno, em Esmeraldas.
Na terça-feira, 6 de julho, um menor foi detido na casa do jogador, no Rio, e afirmou à polícia que Eliza está morta. Ele disse que viajou do Rio para Minas Gerais com Eliza e Luiz Henrique Ferreira Romão, amigo de Bruno conhecido como Macarrão. De acordo com o adolescente, os três foram para o sítio do goleiro. Depois, foram até outro local, onde um homem identificado como Neném estrangulou a jovem.
Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Eliza, incluindo Bruno e o primo deles. Todos negam o crime.
No Rio, o goleiro e Macarrão são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.

Polícia apura se corpo de Eliza foi dado aos cães

Polícia ouve veterinário para saber se cães podem ter comido corpo de Eliza

As buscas pelo corpo da ex-amante do goleiro Bruno continuam em Minas Gerais. A polícia ouviu um veterinário para saber se os cães do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, acusado pela morte da modelo, podem revelar alguma pista sobre o destino do corpo.

Durante as investigações, dez cães foram apreendidos, sendo quatro adultos e seis filhotes. Segundo depoimento do menor identificado como J., suspeito de participação no crime, partes do corpo de Eliza teriam sido jogadas aos animais. Os cães foram encaminhados ao Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte.

A conversa do veterinário com o delegado Edson Moreira, responsável pelo caso, durou cerca de 20 minutos. Segundo o especialista, os cachorros podem sim comer carne humana. Ele confirmou também que as fezes secas dos animais que ficaram na casa também podem guardar provas.

Os cães foram apreendidos pela polícia no dia em que o imóvel foi periciado. A carrocinha e os bombeiros tiveram que usar equipamentos especiais para capturar os animais. De acordo com especialistas do Centro se Controle se Zoonoses, mesmo aparentemente dóceis, os cachorros altamente adestrados podem atacar a uma ordem do dono.

Fonte: band.com.br
Redator: Fábio Mendes

terça-feira, 13 de julho de 2010

Bruno: em novo depoimento, adolescente complica ainda mais o goleiro.


O menor que prestou depoimento na semana passada na Divisão de Homicídios do Rio deu uma nova versão para o caso. Na primeira vez que foi ouvido, o adolescente conta que o goleiro Bruno chegou ao sítio em Minas Gerais de táxi, um dia depois de Eliza Samudio. Ele teria ficado duas horas no sítio e chamado um táxi porque queria voltar para o Rio de Janeiro no mesmo dia. No novo depoimento, o adolescente disse que ele, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Eliza e o bebê seguiram para o sítio de Bruno na segunda-feira. O goleiro teria chegado ao local no mesmo dia, à tarde, e ficado lá até quarta-feira.
Na segunda versão, dada à Promotoria da Infância e da Juventude do Rio, o adolescente conta que Macarrão disse que eles iriam pegar Eliza porque ela "estava dando muita aporrinhação para Bruno por causa do filho que dizia ter com o goleiro".

Eliza teria ficado 2 dias na casa de Bruno no Rio
Em outro trecho diferente do que contou à polícia, ele afirma que, depois das coronhadas, levaram Eliza para a casa de Bruno, no Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, e que ficaram lá por dois dias.
Segundo o menor, o goleiro estaria concentrado com o Flamengo para uma partida que aconteceu naquele fim de semana, quando o time jogou contra o Goiás.
Ainda de acordo com o adolescente, ele, Macarrão, Eliza e o bebê seguiram para o sítio de Bruno na segunda-feira. O goleiro teria chegado ao local no mesmo dia, à tarde, e ficado lá até quarta-feira.
No depoimento ao Ministério Público, o menor afirmou que a mulher de Bruno já estava no sítio quando eles chegaram. No entanto, ele não diz se o goleiro e Dayanne estavam no sítio no momento que Eliza foi morta.
Detalhes do crime
O adolescente dá novos detalhes de como teria acontecido o crime. O homem apontado como Neném (o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, preso em Minas Gerais) teria se apresentado como policial e começado a interrogar Eliza sobre eventual uso de drogas. Neném teria chegado a mostrar uma carteira de policial civil.
Na nova versão, enquanto Neném aplicava a gravata, Macarrão é quem teria amarrado as mãos de Eliza e não Neném. Depois da morte e do esquartejamento, o menor disse que Macarrão ligou para Neném, que teria contado que os cães não comeram toda a carne de Eliza. Por isso, alguns restos mortais tiveram que ser colocados em uma sapata em construção, onde, depois, teria sido jogado concreto por cima.
Divergências nos depoimentos
No primeiro depoimento, o menor descreveu que lutou com Eliza e lhe deu três coronhadas, durante a viagem com o bebê e Macarrão para Minas Gerais, sem qualquer parada.
Ele havia afirmado ainda que Bruno só teria chegado ao sítio, de táxi, um dia depois de Eliza e que o goleiro só ficou no sítio por duas horas, chamando um táxi, porque queria ir embora no mesmo dia para o Rio.
Na primeira versão, o menor relatou que só encontrou Dayane de Souza no sítio depois do crime. A esposa de Bruno teria ouvido de Sérgio que tinham deixado Eliza em um apartamento em Belo Horizonte.
TJ do Rio autoriza transferência de menor
suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio, para Minas Gerais.
“O juiz concluiu junto com o Ministério Público que nesse momento, depois de ele prestar o depoimento que deu e desenrolaram as investigações, que ele fique perto da justiça mineira para poder haver, inclusive, uma eventual acareação”, disse o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter.


G1

Juíza diz que caso de Eliza não se enquadrava na Lei Maria da Penha


Pedido de proteção para ex-amante do goleiro Bruno foi para vara criminal.
MP nega ter recebido pedido de análise de proteção da vara criminal.

A juíza Ana Paula de Freitas, do 3º Juizado da Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, explicou por que preferiu que uma outra vara de Justiça analisasse o pedido de proteção policial feito por Eliza Samudio, ex -amante do goleiro Bruno,em outubro de 2009. Na época, Eliza estava grávida de cinco meses e disse que foi obrigada pelo jogador a ingerir substâncias abortivas. Ela está desaparecida há mais de um mês.
“Recebi da delegacia o registro de ocorrência com um pedido de medidas protetivas. Verifiquei no mesmo dia e vi que não era da minha competência porque a Lei Maria da Penha exige que a mulher tenha uma relação íntima de afeto duradoura. No mesmo dia encaminhei para o juízo competente que seria a vara criminal. Só cumpri o que está estabelecido na Lei Maria da Penha. Estou sendo criticada por ter apenas cumprido a lei”, disse a juíza.
O pedido foi encaminhado no mesmo dia para a Vara Criminal, que encaminhou os altos para a 1ª Central de Inquéritos. O promotor tomou ciência e também não requereu nenhuma medida protetiva em favor de Eliza.
O Ministério Público informou que recebeu uma solicitação de parecer sobre o caso da 1ª Vara Criminal da capital, em novembro do ano passado. Mas negou que nela houvesse um pedido de análise para uma possível proteção a Eliza Samudio.
O presidente do Tribunal de Justiça do Rio, Luiz Zveiter, apoiou a decisão da juíza Ana Paula de Freitas, ressaltando que ela agiu de acordo com a lei.
G1
Do Bom Dia Rio