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sábado, 23 de fevereiro de 2013

Tem clube brasileiro querendo contratar o goleiro Bruno, preso desde julho de 2010 acusado do desaparecimento da ex-modelo Eliza Samúdio. Saiba qual

Bruno, ex-Flamengo, preso desde julho de 2010 acusado
de 2010 acusado do desaparecimento 
da ex-modelo
da ex-modelo Eliza Samúdio
Após uma reportagem do jornal "Hoje em Dia" deste sábado revelar que o Boa Esporte, que disputa o Campeonato Mineiro, teria interesse na contratação do goleiro Bruno, ex-Flamengo, preso desde julho de 2010 acusado do desaparecimento da ex-modelo Eliza Samúdio - já considerada morta pela Justiça -, o clube de Varginha, do Sul de Minas Gerais, confirmou, através de uma nota de esclarecimento, no início desta tarde, estar sim viabilizando tal acerto.

A nota, assinada por Rone Moraes da Costa, presidente do clube, deixa claro: o Boa pretende firmar contrato de trabalho com Bruno assim que um alvará de soltura seja concedido ao goleiro. O clube, assim como a defesa do agora ex-jogador, acredita que um novo pedido de habeas corpus garanta uma mudança de regime, que passaria de prisão preventiva para domiciliar. Com isso, Bruno teria condição de trabalhar.

Bruno está preso no Complexo Esportivo Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte - presídio que enfrenta uma rebelião desde a última quinta-feira. O novo pedido de habeas corpus será analisado no próximo dia 27.

O Boa, que se chamava Ituiutaba até junho de 2011 e se situava na cidade de mesmo nome, também disputará a Série B do Campeonato Brasileiro nesta temporada. Em 2011, o time de Varginha foi o 15º colocado na Segundona e lutou contra o rebaixamento até a última rodada.

Veja abaixo a nota de esclarecimento do Boa Esporte
Considerando a repercussão da reportagem publicada na edição de hoje do Jornal “Hoje em Dia”, de Belo Horizonte, MG, o Boa Esporte Clube vem a público esclarecer que, ao contrário do que foi divulgado na matéria em questão – provavelmente por um erro de comunicação entre o repórter, a assessoria de imprensa e a Diretoria do Clube - tem sim interesse na contratação do atleta Bruno Fernandes das Dores de Souza, desde que, conforme já informado ao Dr. Tiago Lenoir (advogado do atleta, que foi quem conduziu em nome do jogador, junto à Diretoria e ao Departamento Jurídico do Boa Esporte Clube, as tratativas iniciais relativas a este assunto): (i) não exista óbice legal para tanto, em especial quanto à sua liberdade de ir e vir, imprescindível para os treinos, jogos, concentrações e viagens que fazem parte da rotina de trabalho de um atleta profissional de futebol e (ii) obviamente haja acordo entre o jogador e o clube no que se refere às condições negociais do respectivo contrato de trabalho que deverá ser assinado e registrado junto à Confederação Brasileira de Futebol – CBF.
Varginha, 22 de fevereiro de 2013.

Boa Esporte Clube
Rone Moraes da Costa
Presidente

LANCENET!

domingo, 26 de agosto de 2012

Carta de primo de Bruno reafirma versão que envolve ex-goleiro no crime

Carta de primo de Bruno reafirma versão que envolve ex-goleiro no crime
Sérgio Rosa Sales, primo do ex-goleiro Bruno e um dos réus no caso do desaparecimento e assassinato de Eliza Samúdio, foi morto na última quarta-feira (22), com seis tiros.


Uma carta enviada por Sérgio Rosa Sales aos pais à época da investigação policial sobre o desaparecimento de Eliza Samudio reforça a versão que envolve o goleiro Bruno Fernandes na morte da modelo, que era ex-namorada do jogador. Sales era no réu no mesmo processo e foi executado nesta quarta-feira (22) no bairro em que morava em Belo Horizonte. O Fantástico obteve a carta, que nunca tinha sido divulgada. O texto também revela que o primo do goleiro estava sofrendo pressão de outros advogados para mudar o depoimento que incriminava Bruno, o que ocorreu quatro meses depois.

A carta faz parte do processo e foi escrita quatro dias após a reconstituição em que Sales deu informações à polícia sobre o desaparecimento de Eliza. Nela, o primo de Bruno afirma que tudo o que disse no depoimento à polícia é verdade. Sales aguardava julgamento em liberdade desde agosto de 2011.

Um dos atuais advogados do goleiro nega intimidação. “Não houve pressão de outros advogados não. Eu não percebi isso”, diz o advogado Francisco Simim.
A namorada de Sérgio Rosa Sales, que era réu no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, falou ao Fantástico sobre a rotina do primo do goleiro Bruno Fernandes nos últimos meses. A reportagem preservou a identidade da entrevistada. Sales foi executado na última quarta-feira (22) no bairro Minaslândia, em Belo Horizonte, onde morava. Segundo ela, Sérgio sentia o peso do caso Eliza, situação que o fazia chorar.

“Ele chorava. Porque, querendo ou não, você tem um fardo, sabe? Ele tinha um fardo pra carregar. Quando a gente saía, assim, as pessoas olhavam muito pra ele, sabe? Criticavam muito”, contou. Segundo ela, agora, o namorado vai poder descansar. “Ele tava cansado, sabe? E no velório, eu pude ver no rosto dele assim que ele foi feliz, entendeu? Com aquela cara assim: agora eu vou descansar”, disse a namorada.

Neste sábado (25) à noite, a polícia divulgou uma ameaça sofrida pela vítima pelo celular. Um torpedo dizendo: "Tô na pista. você é o próximo". Mas delegado Wagner Pinto investiga o caso afirma que Sales nunca pediu proteção. Na sexta-feira (24), uma denúncia anônima levou à prisão de sete suspeitos. Mas, segundo o delegado, a polícia ainda não tem elementos para ligar a morte dele ao caso Eliza. “No momento, nós não temos elementos para dizer se está ligada ou não”, disse o delegado que investiga a execução.
Segundo testemunhas do crime, na quarta-feira de manhã cedo, o primo do goleiro saiu de casa para se encontrar com um desconhecido. Supostamente, ia reaver um celular que teria perdido. No caminho, percebeu que estava sendo seguido por um motoqueiro e fugiu. Levou um tiro, mas continuou a correr e, quando entrou no quintal de uma casa, levou mais cinco tiros e morreu

Com o corpo, foram encontrados quatro celulares. A polícia diz que ainda não sabe por que ele tinha tantos telefones. O local em que ele morreu é usado por traficantes e usuários de drogas.

“Não há informações no seu envolvimento no tráfico ilícito de drogas, e nem no uso de drogas”, falou o delegado Wagner Pinto. Nesta segunda-feira (27), a polícia vai continuar ouvindo testemunhas e tomar o depoimento de sete suspeitos presos na sexta-feira.

Reconstituição
Dois anos atrás, o Fantástico mostrou o vídeo da reconstituição da última noite de Eliza Samudio no sítio do goleiro Bruno. A gravação é de 10 de julho de 2010. Segundo a versão de Sales, Elisa foi levada do sítio, de carro, por Luiz Henrique Romão, o Macarrão, que era secretário de Bruno, e por um primo do ex-goleiro, que era menor de idade à epoca. Detalhes são revelados na filmagem.
- Como é que foi? Vocês viram ele sair, eles saindo da onde?
- De lá. Ela tava no meio. O (...) atrás, e o Macarrão na frente, com a mala.
- E o bebê tava com quem?
- Com ela [Eliza].
Horas depois, o menor e Macarrão voltaram com Bruno, no mesmo carro. O adolescente contou a Sérgio que Eliza foi entregue ao ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola.
- Ele foi e deu uma gravata nela. Aí quando ela caiu, disse que o Macarrão chutou ela.
- E aí?
- Aí diz que ele perguntou assim: "cês (sic) querem ver o resto?". Aí os menino falou assim: "não". Aí ele falou assim: "ah, não vê, não, que eu vou dar pros cachorro".
- O Bruno falou que viu?
- Não, ele não falou que viu. Ele só falou que tava arrependido.

Esses detalhes contados por Sérgio envolvem Bruno, Macarrão e o menor diretamente no crime. São informações que ele já tinha dado à polícia, mas em novembro de 2010, quase quatro meses depois da gravação do vídeo, Sérgio mudou de advogado e depôs de novo – agora na Justiça – dizendo ter sofrido pressões e até tortura para incriminar Bruno e Macarrão.

Caso Eliza Samudio
O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus foram pronunciados a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado.
Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

O goleiro e o amigo Luiz Henrique Romão vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. A Justiça havia atribuído as mesmas acusações a Sérgio Rosa Sales, mas ele respondia o processo em liberdade desde 2008. Já o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Bruno. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio.
(G1)


sábado, 7 de julho de 2012

Goleiro Bruno pediu em carta para Macarrão usar plano B, diz 'Veja'

Revista diz que Bruno escreveu carta para Macarrão na prisão 
No texto divulgado pela 'Veja', goleiro pede que amigo use 'plano B'. 
Para delegada, conteúdo indica mudança de estratégia de defesa.


Reportagem da edição deste fim de semana da revista “Veja” divulgou uma carta que teria sido escrita pelo goleiro Bruno no presídio Nelson Hungria, na Grande Belo Horizonte, para Luiz Henrique Romão, o Macarrão.
Os dois estão presos suspeitos de participação na morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. No texto, o jogador pede a Macarrão para usar o “plano B”, que, segundo a reportagem, seria assumir a culpa sozinho pela morte e isentar o goleiro de culpa.
"Maka, eu não sei como dizer isso, mas conversei muito com os nossos advogados e eles chegaram a uma conclusão devido aos últimos acontecimentos e descobertas sobre o processo e investigações. Nós conversamos muito e eles acham que a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B", diz o texto. "Eu, sinceramente, não pediria isso pra você, mas hoje não temos que pensar em nós somente! Temos uma grande responsabilidade que são nossas crianças, então, meu irmão, peço que pense nisso e do fundo do meu coração me perdoe, eu sempre fui e sempre serei homem com você”.
O goleiro Bruno algemado deixa o Fórum de Esmeraldas, na Grande BH; atrás, o amigo Macarrão. (Foto: (Foto: Alex Araújo/G1 MG))
A revista afirma que dois peritos analisaram a carta e confirmaram que ela foi mesmo escrita e assinada por Bruno. A advogado de Bruno, Rui Pimenta, disse neste sábado (7) que desconhece a carta. Ele afirmou que é necessário que se comprove a autenticidade do relato. Pimenta ainda ressaltou que o conteúdo da carta não é claro e o contexto em que ela está inserida é indeterminado. Na segunda-feira, o defensor pretende se reunir com o goleiro para entender do que se trata.

A delegada Alessandra Wilke disse  também neste sábado (7), que a carta não consta do inquérito. A revista informa que obteve a carta "interceptada por um agente penitenciário". Para a delegada, o texto trata da mudança da estratégia da defesa do goleiro, que passou aassumir a morte de Eliza, mas nega envolvimento com o crime. Alessandra diz ver na defesa do goleiro uma intenção de que os outros réus assumam a culpa. "Todos estão unidos para livrar o Bruno", disse.
Crime planejado
Segundo "Veja", mensagens trocadas por Eliza com amigos e registradas na memória do computador apreendido no apartamento onde Eliza morava, na Zona Leste de São Paulo, levam à conclusão de que o desaparecimento e morte da modelo, e mãe de um dos filhos do jogador, teria sido planejada pelo menos cinco meses antes. Para a Polícia Civil, Eliza foi morta em junho de 2010 a mando de Bruno. O corpo dela não foi encontrado.
De acordo com a publicação, em conversas por MSN com amigos, Eliza demonstrou temores em revelar seu paradeiro a contatos do goleiro e de ir para Minas Gerais, onde Bruno mantinha um sítio na cidade de Esmeraldas. Em um deles, ela afirmou: “Terra do Bruno vou só com passagem de ida. Vão me matar lá”.
Sobre as mensagens apresentadas pela reportagem da 'Veja", a delegada disse que todas constam do inquérito policial. Segundo Alessandra Wilke, ficou claro durante as investigações que o sequestro de Eliza no Rio de Janeiro foi planejado pelo grupo. Ela não disse quanto tempo durou este planejamento por não estar com o inquérito nas mãos. "Está comprovado que foi planejado (o sequestro)".
Tatuagem
A revista conversou ainda com José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, então policial na ativa, e afirma que ele apresentou ao grupo acusado pelo homicídio da modelo o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido, segundo a polícia, como Bola. E diz ainda que a tatuagem que Macarrão fez com os dizeres "Bruno e Maka, a amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir, amor verdadeiro" foi feita horas antes do sequestro de Eliza.
O goleiro Bruno está detido na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Minas Gerais. Em maio, ele obteve liberdade condicional referente ao processo de cárcere privado e lesão corporal de Eliza, pelo qual o atleta foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses de prisão. Mas, para deixar a prisão, o jogador ainda depende do julgamento de um pedido de habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal (STF) relacionado ao desaparecimento e morte da ex.
Em junho passado, o caso Eliza Samudio completou 2 anos sem previsão de julgamento. Na fase atual, recursos e pedidos relacionados ao processo atrasam a tramitação.  Acusado de homicídio, o goleiro foi detido em julho de 2010, quando vivia um dos melhores momentos da carreira jogando pelo Flamengo. Macarrão e Bola também aguardam o processo atrás das grades. O quarto acusado diretamente por homicídio é Sérgio Rosa Sales, primo de Bruno, que responde em liberdade.
G1
Como o goleiro Bruno atraiu Eliza Samudio para a morte 
 Informações inéditas obtidas por VEJA desvendam a trama montada pelo ex-jogador e seus comparsas para eliminar a amante

leia no link: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/ela-estava-marcada-para-morrer

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Caso goleiro Bruno. Carta pode indicar local do corpo de Eliza

Carta anônima indica local dos restos mortais de Eliza, diz advogado.
Segundo defensor, a mãe da modelo recebeu a carta em Belo Horizonte.
José Arteiro Cavalcante disse que vai entregar documento para a polícia.

Eliza Samudio
O advogado José Arteiro Cavalcante, que representa a mãe de Eliza Samudio no processo sobre o desaparecimento e morte da modelo, disse ter em mãos uma carta anônima indicando o local onde estariam os restos mortais da ex-namorada do goleiro Bruno. De acordo com o defensor, a carta foi recebida por Sônia Samudio nessa quarta-feira (20) em Belo Horizonte, onde ela participou de um programa de televisão.

De acordo com Cavalcante, a indicação é que os restos mortais estejam em um poço, que seria um lugar de desova, no bairro Planalto, na Região Norte da capital mineira. O defensor disse ainda que já havia recebido informação semelhante e, que agora, vai recorrer à polícia.

Canal exibe programa sobre caso Eliza após Justiça negar liminar Caso Eliza Samudio completa dois anos sem previsão de julgamentoDesmembrar júri contra Bruno e mais 7 réus amplia defesa, explica jurista

Na tarde desta quinta-feira (21), a assessoria da Polícia Civil informou que o delegado Wagner Pinto, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda não teve acesso à carta.

A polícia já realizou inúmeras buscas pelo corpo de Eliza, desde o desaparecimento em junho de 2010. O sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas, foi vasculhado à procura de vestígios, assim como a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, em Vespasiano. Durante a investigação do caso, houve também buscas em lagoas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.

Oito pessoas são réus no processo que apura o desaparecimento e morte de Eliza. Ela teve um relacionamento com o goleiro Bruno Fernandes e tentava o reconhecimento da paternidade de um filho. Para a Polícia Civil, a modelo foi morta a mando de Bruno.

Relembre o caso
O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus vão a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado.

Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

O goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão e o primo Sérgio Rosa Sales vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Sérgio responde ao processo em liberdade. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Eliza. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio. (G1) bruno


Na carta à qual o G1 teve acesso, a pessoa relata um sonho que teve sobre a localização do corpo de Eliza Samudio. Leia trechos da carta:
"O ano passado eu também tive um sonho com o lugar onde a elisa havia sido jogada. Sonhei com o nome da rua e número, havia até uma passagem secreta que dava acesso ao poço onde ela foi jogada".
"No sonho eu vi uma rua sem saída onde há um convento de padres, sendo o poço propriedade dos padres e fica no meio de uma reserva florestal que é também propriedade desses padres. No meu sonho antes de chegar a esse local, eu passei primeiro por um colégio de nome Santa Maria, e poucos metros depois fica o convento, a reserva florestal e o poço grande e profundo. Para chegar a esse poço há uma passagem secreta com fios de arame farpado ao lado da floresta próximo ao convento".
A Província Carmelitana, que existe na rua indicada na carta, no bairro Planalto, Região Norte de Belo Horizonte, confirmou a existência de um poço no terreno. Segundo um dos alunos, o terreno não é cercado, e o poço pode ser acessado por uma mata que existe ao lado.
O advogado José Arteiro disse ainda que já havia recebido informação semelhante e, que agora, vai recorrer à polícia.
Na tarde desta quinta-feira (21), a assessoria da Polícia Civil informou que o delegado Wagner Pinto, chefe do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), ainda não teve acesso à carta.
A polícia já realizou inúmeras buscas pelo corpo de Eliza, desde o desaparecimento em junho de 2010. O sítio do goleiro Bruno, em Esmeraldas, foi vasculhado à procura de vestígios, assim  como a casa do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, em Vespasiano. Durante a investigação do caso, houve também buscas em lagoas em Belo Horizonte e na Região Metropolitana.

Oito pessoas são réus no processo que apura o desaparecimento e morte de Eliza. Ela teve um relacionamento com o goleiro Bruno Fernandes e tentava o reconhecimento da paternidade de um filho. Para a Polícia Civil, a modelo foi morta a mando de Bruno.
Relembre o caso
O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus vão a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado.
Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
O goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão e o primo Sérgio Rosa Sales vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Sérgio responde ao processo em liberdade. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.
Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Eliza. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.
Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio.
 Ao ser publicado, este texto não trazia a informação de que o teor da carta era baseado em um sonho. Essa informação foi incluída às 18h48. 

terça-feira, 14 de junho de 2011

Noiva acusa juíza de tentar extorquir goleiro Bruno

Em depoimento a representantes do Ministério Público Estadual (MPE), da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), da ouvidoria de polícia e das comissões de Direitos Humanos e de Segurança Pública da Assembleia Legislativa do Estado, a dentista Ingrid Calheiros Oliveira, noiva de Bruno Fernandes, acusou uma juíza e um advogado de tentativa de extorsão para colocar o goleiro em liberdade. Bruno está preso desde julho do ano passado, acusado do sequestro e assassinato de sua ex-amante, Eliza Samudio, de 25 anos.

Conforme a acusação, a juíza Maria José Starling, da comarca de Esmeraldas, na região metropolitana de Belo Horizonte, e o advogado Robson Martins Pinheiro teriam pedido R$ 1,5 milhão para conseguir a libertação do jogador. No seu depoimento, Ingrid afirmou que foi procurada no fim do ano passado pelo advogado por indicação da juíza - que em outubro de 2010, durante uma audiência do caso, defendeu publicamente a libertação de Bruno.

Pelas investigações da Polícia Civil mineira, a morte de Eliza completou um ano no último dia 10. Desde então, Bruno e outros oito acusados do crime tiveram 59 habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), além de outros recursos recusados também pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Um contrato ao qual a reportagem teve acesso estabelecia que Bruno faria o pagamento até 48 horas após ser solto.

Em seu depoimento, Ingrid afirma que o advogado depois mudou o acordo e exigiu que o valor fosse pago uma semana antes de o pedido de habeas corpus ser impetrado em diversas instâncias judiciais. Um e-mail em poder da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia, que teria sido enviado pela juíza à dentista, ainda pedia que Ingrid não atendesse "nenhum telefone de Brasília" e informava o telefone pessoal da magistrada.

Em outra correspondência - que teria sido enviada por Ingrid a Bruno por meio do atual advogado do goleiro, Cláudio Dalledone Júnior - a dentista diz que "a conversa mudou", em referência ao acerto com Pinheiro, e que havia desistido de fazer o pagamento antecipado porque, caso a artimanha não tivesse efeito, não teriam "como provar" o acordo e o respectivo pagamento.

Ela alegou ainda que após desistir do negócio foi abordada por um policial armado que se identificou apenas como "Leandro". O suposto policial pediu que ela "pensasse com carinho" em manter o contrato com Pinheiro, informando que a juíza é uma pessoa "muito influente".

"Ela (Ingrid) resolveu depor porque ficou com medo", afirmou o presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas, deputado estadual Durval Ângelo (PT). No fim da tarde de hoje, o parlamentar preparava ofício para encaminhar a denúncia ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Outro lado
O advogado Getúlio Barbosa de Queiroz, que representa a juíza de Esmeraldas, atribuiu a denúncia de Ingrid a uma "represália" do deputado, a quem atribui "acusações levianas". Ele destacou que a magistrada não tem competência funcional para decidir pela soltura de Bruno. "Ela não condição nenhuma de colocar esse pessoal em liberdade", afirmou.

"Essa amante do Bruno não está preparada para esse jogo de interesse. Se tem algum advogado no meio disso que contratou com ela, a responsabilidade é entre ela e o advogado. A juíza não pode indicar advogado para ninguém."


Pinheiro afirmou, em nota, que "os serviços profissionais por ele prestados sempre obedeceram às normas éticas, legais e contratuais". "Os honorários foram contratados de comum acordo entre as partes, tendo um valor fixo e outro a depender do êxito da causa, e tiveram em conta, entre outros aspectos, a complexidade da demanda e a condição econômica do cliente", destacou.

O advogado disse que trabalhou para Bruno de dezembro de 2010 a fevereiro deste ano. Ele afirmou que causaram surpresa "as falsas suposições levantadas" e que desconhece "as razões para comportamento tão desrespeitoso e leviano".

O TJ-MG informou que não foi comunicado oficialmente e não iria se posicionar sobre o assunto. Dalledone não foi localizado hoje pela reportagem.

dgabc.com.br

sábado, 4 de junho de 2011

Caso Bruno. Um ano depois, sumiço de Eliza Samúdio ainda tem lacunas

Um ano depois do desaparecimento de Eliza Samudio, ainda há uma série de lacunas sobre o que ocorreu com a ex-amante do ex-goleiro Bruno Fernandes. Além de Bruno, outras três pessoas estão presas e um adolescente internado acusados de envolvimento com a morte da ex-modelo.

Reprodução/Divulgação
Eliza e Bruno; goleiro é acusado 
pelo sumiço da ex-amante
A suspeita é que o grupo se uniu para matar Eliza, que teria pressionado o goleiro Bruno a reconhecer o filho.

Segundo o Ministério Público, os principais suspeitos de participar do sequestro e morte de Eliza são Luiz Henrique Romão, o Macarrão, Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, e o adolescente primo de Bruno.

Rastreamento dos telefonemas feitos pelos suspeitos em 10 de junho de 2010, quando Eliza foi vista pela última vez, evidencia ao menos uma lacuna.

A acusação diz que Macarrão levou Eliza de carro para Vespasiano (na Grande Belo Horizonte) onde ela foi morta pelo ex-policial Bola. O adolescente estaria junto.

O grupo, segundo a Promotoria, encontrou-se antes na região de Pampulha, por volta das 21h, e cerca de uma hora depois Bola fez um telefonema já em Vespasiano.

Ocorre que Macarrão fez uma ligação, por volta das 22h, ainda na região da Pampulha, distante de Vespasiano, o que sugere que ele não estava no local do crime.

O relatório da polícia omite essa informação e a denúncia da Promotoria à Justiça também não traz detalhes dos trajetos feitos pelos acusados entre a Pampulha e Vespasiano, bem como o tempo gasto com isso.

O rastreamento está em anexo sigiloso do processo ao qual a Folha teve acesso.

Para o advogado de Macarrão, Patrick Berriel, o rastreamento só permite suposições sobre onde estaria seu cliente naquela noite.

Especialistas em investigação ouvidos pela Folha dizem que o rastreamento não pode ser utilizado como prova cabal porque pode indicar localizações imprecisas.

Além dessa lacuna sobre as ligações, a principal questão desse crime é a inexistência do corpo da vítima.

Para o desembargador Xavier de Aquino, do Tribunal de Justiça de SP, uma série de indícios não substitui a materialidade de um crime -sem corpo, não há crime.

O promotor Gustavo Fantini diz que um assassino profissional (como Bola é descrito) não faria seu "trabalho completo" diante de Macarrão e do menino, os clientes.

Para o advogado Cláudio Dalledone Júnior, defensor de Bruno, não existe prova do crime ou da participação do goleiro como mandante.

O julgamento de Bruno e dos outros acusados ainda não tem data para acontecer.

INDÍCIOS

O promotor Gustavo Fantini, responsável pela denúncia contra o goleiro Bruno e os outros suspeitos, disse não existir uma única prova contra o grupo, mas um conjunto que somado traz a certeza de ter havido o crime.

O promotor falou sobre esse conjunto de provas quando a Folha ainda não tinha acesso a toda a investigação. Ele foi procurado posteriormente para comentar as lacunas encontradas, mas Fantini não quis mais falar.

Segundo o promotor, Bruno havia agredido Eliza antes, acompanhado de Macarrão. Somado a isso, Fantini aponta ainda as ligações telefônicas entre os suspeitos e o depoimento do adolescente, entre outros pontos.

O delegado Edson Moreira, que conduz a investigação, não quis comentar o caso.

Folha Online

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Goleiro Bruno fará teste de DNA para ter guarda do filho, diz advogado

O advogado Ércio Quaresma afirmou que seu cliente Bruno Fernandez de Souza fornecerá material para exame de DNA e que, se for comprovada sua paternidade, ele brigará pela guarda do filho de Eliza Samúdio:

- Vocês todos viram o video do Bruno dando entrevista dizendo que onde come um, come dois, come três. Então, se for filho dele ele vai brigar para cuidar do Bruninho - ressaltou Quaresma.

A namorada do goleiro Bruno, Fernanda Gomes de Castro, passou a noite internada na maternidade Octaviano Neves, em Belo Horizonte, para onde foi levada, na tarde deste domingo, após sofrer um sangramento no Complexo Penitenciário Feminino Estêvão Pinto. Segundo Quaresma, que também defende Fernanda, ela estaria grávida e teve um sangramento intenso. Os médicos fizeram uma curetagem e disseram que só o exame do material colhido é que poderá esclarecer a causa do sangramento.

Quando voltar à penitenciária, Fernanda continuará em cela isolada por 30 dias no Pavilhão de Triagem do complexo, para onde foi levada na última quinta-feira (05).

EXTRA