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segunda-feira, 12 de março de 2012

Advogado do ex-goleiro Bruno vai sustentar no julgamento que Macarrão tomou a decisão de matar Eliza por ciúme.

Defesa do goleiro Bruno vai admitir morte de Eliza em julgamento
O atleta e mais sete são réus no processo sobre morte da jovem.
Para advogado, Bruno não mandou e não participou do crime.

O advogado do goleiro Bruno Fernandes, Rui Caldas Pimenta, contou neste domingo (11), que a estratégia de defesa do atleta no julgamento admitirá a morte de Eliza Samudio. De acordo com Pimenta, a tese é diferente da sustentada por outros defensores que já passaram pelo caso. Até então, a defesa do goleiro sustentava que a jovem estava viva, já que o corpo nunca foi encontrado.

Bruno e mais sete são réus no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza. De acordo com a pronúncia da juíza Marixa Fabiane Rodrigues Lopes, Eliza foi morta em junho de 2010, após tentar na Justiça o reconhecimento da paternidade de seu filho pelo goleiro.

De acordo com Pimenta, a tese de que “sem corpo não há materialidade” está incorreta. “Essa é tese há muito superada. Quando eu assumi (a defesa do goleiro), eu falei pro Bruno ‘Bruno, isso é fantasia’. Demonstrei a ele que a tese correta é a verdade. Admitimos que ela foi assassinada”. Ainda segundo o advogado, o amigo do goleiro Luiz Henrique Romão, o Macarrão, tomou a decisão de matar a jovem.

A tese atual da defesa sustentada por Pimenta é que Eliza foi levada à força do Rio de Janeiro para Belo Horizonte, porque Bruno queria que ela comprasse um apartamento na cidade mineira. Ela ainda freqüentaria o sítio do goleiro, na cidade de Esmeraldas, próxima a Belo Horizonte, com o filho. Eliza não queria a compra, mas foi levada a Belo Horizonte por Macarrão e pelo adolescente apreendido no processo. Pimenta admite que Eliza esteve no sítio de Bruno dias antes de ser morta, em junho de 2010, e que ela foi agredida pelo adolescente.

"Bruno e Maka. A amizade nem a
força do tempo irá destruir 
amor verdadeiro". 

A frase da tatuagem é inspirada no refrão da música
'A Amizade', do Grupo Fundo de Quintal.


 
Ainda de acordo com o advogado, a orientação de Bruno era que Macarrão levasse Eliza para a rodoviária de Belo Horizonte, para que ela fosse até São Paulo participar da seleção para um trabalho. Ela pediu dinheiro a Bruno para fazer esta viagem. Bruno, segundo o defensor, entregou R$ 30 mil a Macarrão e pediu que a levasse para a rodoviária, para que ela conseguisse o primeiro ônibus disponível. “Era para o Macarrão levar (Eliza) e entregar os R$ 30 mil. O Macarrão falou (para Bruno) que a deixou na rodoviária, ele mentiu pro Bruno”, disse Pimenta.

“A moça foi morta, assassinada, mas Bruno nunca quis, nunca desejou a morte dela”, falou o defensor. Pimenta vai sustentar no julgamento que Macarrão tomou a decisão de matar Eliza por ciúme. “Por iniciativa própria, ele levou a moça para ser assassinada. O Bruno não participou e não sabia. Quando soube, teve uma discussão com o Macarrão”, contou.

A reportagem entrou em contato com o advogado de Macarrão, Wasley César de Vasconcelos, mas não conseguiu falar com o defensor. No dia 12 de janeiro, em entrevista ao site G1 sobre a possibilidade de o crime ter sido cometido somente por Macarrão, sem a participação do Bruno, o advogado negou. “Foi a estratégia mais infeliz cogitada no processo até hoje. É uma estratégia desesperada. Se o Macarrão tivesse matado essa mulher, por que é que um ano e dez meses depois se falou disso, por que o Bruno continuou preso?”, defendeu.


O goleiro Bruno Fernandes e mais sete réus vão a júri popular no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, ex-namorada do jogador. Para a polícia, Eliza foi morta em junho de 2010 na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e o corpo nunca foi encontrado.

Após um relacionamento com o goleiro Bruno, Eliza deu à luz um menino em fevereiro de 2010. Ela alegava que o atleta era o pai da criança. Atualmente, o menino mora com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

O goleiro, o amigo Luiz Henrique Romão – conhecido como Macarrão –, e o primo Sérgio Rosa Sales vão a júri popular por sequestro e cárcere privado, homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Sérgio responde ao processo em liberdade. O ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, também está preso e vai responder no júri popular por homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver.

Dayanne Rodrigues, ex-mulher do goleiro; Wemerson Marques, amigo do jogador, e Elenílson Vítor Silva, caseiro do sítio em Esmeraldas, respondem pelo sequestro e cárcere privado do filho de Bruno. Já Fernanda Gomes de Castro, outra ex-namorada do jogador, responde por sequestro e cárcere privado de Eliza e do filho dela. Eles foram soltos em dezembro de 2010 e respondem ao processo em liberdade. Flávio Caetano Araújo, que chegou a ser indiciado, foi inocentado.

Segundo o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), não há previsão de data para o julgamento do caso Eliza Samudio. (G1)


Macarrão pode ter matado Eliza Samudio porque estava apaixonado por Bruno

Luiz Henrique Romão, o Macarrão, pode ter matado Eliza Samudio, ex-amante de Bruno Fernandes, por amor homossexual ao ex-atleta do Flamengo. A hipótese foi levantada pelo novo advogado do goleiro, Rui Pimenta, de acordo com o portal Terra.
Segundo o advogado, o crime seria uma prova de amor de Macarrão, que já foi chamado por outros detentos de “bicha” em razão da tatuagem nas costas em que declara seu “amor verdadeiro” ao goleiro. Para Pimenta, é necessária uma avaliação feita por psiquiatras forenses para comprovar sua hipótese.


O advogado disse ainda acreditar que Bruno possa ser libertado nos próximos dias. Segundo ele, em dezembro, na véspera do recesso do Judiciário foi feito um pedido de habeas-corpus em Brasília. Para ele, há “99% de certeza que Bruno sairá e voltará a jogar no Flamengo, já que ele tem se preparado fisicamente para isso”. Segundo a reportagem do Terra os advogados de Macarrão não responderam aos contatos feitos até a publicação da matéria.

De acordo com o deputado estadual Durval Ângelo (PT), que esteve na Penitenciária Nelson Hungria para apurar a denúncia de que Macarrão estaria ameaçado de morte, o amigo de Bruno negou ser negou ser homossexual.





domingo, 31 de julho de 2011

Vida de Macarrão, amigo do goleiro Bruno, está em perigo

Vida de Macarrão, amigo do goleiro Bruno, está em perigo, afirma deputado
Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas suspeita que 'amigos' do jogador estariam tramando assassinato



Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, abre o jogo: sangue no Land Rover do goleiro Bruno era de Eliza Samudio - Reprodução

As denúncias de irregularidades na Penitenciária de Segurança Máxima Nelson Hungria, em Contagem (MG), tornaram-se alvos de preocupação da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Além do escândalo de favorecimento de privilégios para o goleiro Bruno Fernandes de Souza, réu no processo de desaparecimento e morte da ex-amante Eliza Samudio, detido na unidade prisional há um ano, há ainda o temor de representantes da comissão de que o braço direito do jogador, Luiz Henrique Romão, o Macarrão, esteja correndo risco de ser assassinado.

Para o presidente da comissão, deputado Durval Ângelo, pessoas interessadas em ajudar o atleta estariam dispostas a “jogar pesado” para que toda a responsabilidade do crime seja atribuída a Macarrão. “A qualquer momento podemos nos surpreender com uma confissão do Macarrão, tomando para ele toda a culpa da morte da Eliza. Para essas pessoas, o bom seria se ele fosse morto, porque assim o caso terminaria em pizza", disse o parlamentar.

Entre os interessados em ajudar o goleiro, Durval Ângelo citou a juíza de Esmeraldas, Maria José Starling, suspeita de ter cobrado propina de 1,5 milhão como garantia de libertar o jogador, o delegado Júlio Wilke, e os próprios advogados de defesa de Bruno. O risco de um atentado contra Macarrão levou a Comissão de Direitos Humanos a solicitar a transferência do preso para outra cela – antes, ele ficava junto do goleiro. A transferência de cela foi confirmada hoje pela Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds).

A secretaria afirmou que a transferência do réu de cela é um procedimento normal no sistema prisional, e que não tem relação com as denúncias feitas por Macarrão à Comissão de Direitos Humanos no dia 20. Nessa data, o réu afirmou que estaria sofrendo intimidações de funcionários do presídio, que vinham pressionado para que ele assumisse o crime e livrasse o goleiro Bruno.

O deputado afirmou ainda que há dois anos a Comissão de Direitos Humanos vem denunciando irregularidades na Nelson Hungria. Segundo ele, os principais diretores foram denunciados por agentes penitenciários de estar cobrando propina de presos em troca de privilégios. "Os favorecidos não são presos qualquer. São ricos, famosos e criminosos poderosos. A corrupção era grande e infelizmente não há vantagem política de punir e não existe uma fiscalização eficaz para o sistema de carceragem", afirmou o parlamentar.

Em resposta à denúncia, a SEDS enviou nota informando que em abril deste ano toda a direção da Penitenciária Nelson Hungria foi trocada e a funcionária Márcia Ermelinda Fortes, flagrada em escuta telefônica com a dentista Ingrid, atual namorada de Bruno, foi destituída no dia 21 de abril do cargo de diretora de atendimento da unidade, por incompatibilidade com o cargo. O ex-diretor Cosme Dorivaldo foi substituído na Penitenciária em procedimento rotineiro, assim como acontece em outras unidades. Cosme não estaria exercendo nenhuma função executiva atualmente, mas ainda é ligado a SEDS. Sobre as irregularidades por parte da direção e funcionários, a Corregedoria do Sistema Prisional informou que está apurando as denúncias. [Veja - Andréa Silva, de Belo Horizonte (MG)]



Marcada na pele, amizade de Bruno e Macarrão começou em colégio
Dupla fez parte de projeto social no Caic de Ribeirão das Neves


“Bruno e Maka. A amizade nem mesmo a força do tempo irá destruir. Amor verdadeiro”. A frase eternizada em forma de tatuagem nas costas de Macarrão dá o tom de quão estreita é a relação entre Bruno e seu fiel escudeiro, que hoje protagonizam o caso policial mais famoso do país: o desaparecimento de Eliza Samúdio. Capítulo mais misterioso de uma amizade que nasceu graças a um projeto social em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

Entrada do Caic, escola onde Bruno e Macarrão se conheceram (Foto: Cahê Mota/Globoesporte.com)

Destaque dos times locais, Bruno nunca escondeu o sonho de fazer sucesso no futebol. Mas, como muitos dos jovens brasileiros, sofreu uma decepção em sua primeira passagem por um grande clube. Dispensado do Cruzeiro quando tinha cerca de 16 anos, o jovem desistiu de realizar o sonho de ser jogador e optou por ganhar a vida de outra forma: como treinador de goleiros do “Projeto Toriba”, uma das ações do Centro de Atenção Integral à Criança (Caic). Foi quando estreitou os laços com Macarrão.

Apesar de precoce, Bruno mantinha a seriedade ao passar sua experiência das passagens pela base do Venda Nova, do Democrata de Sete Lagoas e do Cruzeiro para goleiros em potencial. Um deles era Macarrão. A relação aluno/professor no campo de terra batida, no entanto, ocupava apenas parte do dia da dupla, que permanecia no local para aproveitar as refeições distribuídas gratuitamente, se divertir e paquerar as meninas.

Em 2008, Macarrão esteve no local a convite da reportagem e recordou a época em que conheceu o melhor amigo (assista ao vídeo ao lado).

- Quando foi mandado embora do Cruzeiro pelo Ney Franco, o Bruno resolveu que não ia jogar mais futebol e veio ser nosso treinador de goleiros no projeto Toriba. Ele sempre foi muito determinado. Só pensava em trabalhar, trabalhar, trabalhar... E o pessoal só queria olhar para as meninas. Fico até emocionado por voltar a este campinho. Passamos muita coisa boa aqui. Vínhamos por causa do suco, do leite com achocolatado, mas valia muito a pena. O Bruno merece estar onde está porque sempre foi muito determinado e diferenciado – disse na ocasião.

Na reportagem, Bruno também falou com carinho dos momentos vividos no Caic.

- O que não esqueço é quando nos reuníamos no projeto Toriba que o governo fez. Me lembro que saíamos cedo, 7h, e íamos para o treino. A parte mais engraçada era aquela zoação, um brincando com o outro. Tínhamos que tomar café lá porque não havia nada para comer em casa. Um pegava o biscoito do outro.
Do Caic, a amizade entre Bruno e Macarrão ganhou o país. Onde um estava, era fácil encontrar o outro. Tanto que o goleiro deixava a cargo do amigo a administração de suas coisas. Figura constante em treinamentos e jogos do Flamengo, “Maka”, como é chamado, tinha livre acesso no clube e bom relacionamento com todos.
- Não tenho palavras para descrever o Bruno. Fez e faz muito para mim – dizia.

Frequentadores do Caic lamentam prisão

Bruno, a esposa e Macarrão em momento de lazer
(Foto: Arquivo pessoal)
No Caic, porém, as maiores recordações são somente de Bruno. Mais pela fama que o goleiro ganhou depois do que pelo sucesso feito no local. Devido ao alto número de ações e crianças que passam pelo centro, poucos lembram do ex-treinador de goleiros, mas todos lamentam o destino do ídolo.
- A cidade inteira está muito triste com isso que está acontecendo. Por onde você passar em Ribeirão das Neves só se fala nesse assunto. O Bruno era um exemplo para todo mundo aqui, tratava todo mundo bem. Nas poucas vezes em que estive com ele, sempre foi uma pessoa tranquila. Nunca teve pose só por ser famoso. É difícil acreditar nisso tudo – disse Íris Matias Júnior, um dos frequentadores do local.
Sem Bruno e Macarrão, o Caic segue recebendo diariamente centenas de crianças, construindo “amizades que nem a força do tempo irá destruir” e observando à distância o desfecho de uma polêmica na qual está presente sua maior referência.

Por Cahê Mota
Direto de Ribeirão das Neves, MG




Noiva de Bruno: juíza e ex-advogado cobraram por liberdade
Eles teriam pedido R$ 1,5 mi para tirar o atleta da cadeia
Do Portal Terra

O advogado Claudio Dalledone Júnior, que defende o goleiro Bruno Fernandes, falou nesta segunda-feira sobre a existência de um esquema de extorsão envolvendo a juíza titular da cidade de Esmeraldas (MG), Maria José Starling, e o antigo advogado do atleta, Robson Pinheiro. De acordo com Dalledone, a magistrada entrou em contato com a noiva de Bruno, Ingrid Calheiros, oferecendo um plano para soltar o acusado. Segundo a denúncia feita por Ingrid à Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a juíza e o ex-advogado do goleiro teriam pedido R$ 1,5 mi para tirar Bruno da cadeia.

Para Dalledone, o "plano" para extorquir o goleiro e a família dele começou quando Maria José Starling, em uma das audiências no caso no fórum de Esmeraldas em outubro de 2010, afirmou que Bruno já deveria estar solto. Para justificar a ideia, a magistrada comparou o caso ao assassinato da advogada Mércia Nakashima, em São Paulo, cujo corpo foi encontrado em uma lagoa e o ex-namorado dela estava solto à época. Para ela, o fato do corpo de Eliza Samudio não ter sido localizado pela polícia mineira seria um dos motivos para o goleiro estar livre.

À comissão de Direitos Humanos da Assembleia de Minas Gerais, Ingrid afirmou que o acerto entre a juíza e o advogado Robson Pinheiro foi registrado em um contrato. O documento garantiria que, ao ingressar com o pedido de liberdade no Tribunal de Justiça de Minas Gerais, Bruno seria solto em 48h. Ingrid revelou ainda que, na semana em que o advogado deveria entrar com o pedido, foi cobrado um adiantamento. O advogado de Bruno, Claudio Dalledone Júnior, disse que tomou as medidas necessárias com relação ao caso e que, a história fere "a dignidade se seu cliente". "Deixem o Bruno se defender, chega de gente oferecendo serviço e vendendo vantagens", disse.

Em nota, o advogado Robson Pinheiro disse que sua conduta sempre obedeceu "às normas éticas, legais e contratuais" e que rescindiu o contrato em fevereiro deste ano, quando o pedido de habeas corpus estava prestes a ser apresentado no TJ-MG. Procurado, o Tribunal de Justiça informou que o advogado da magistrada, Getúlio Barbosa Queiroz, se pronunciaria sobre o caso. Queiroz negou que sua cliente tenha tido qualquer participação no contrato. E disse que a responsabilidade do caso é somente do advogado Robson Pinheiro.

O caso Bruno

Eliza desapareceu no dia 4 de junho de 2010 quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano anterior, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a agrediu para que ela tomasse remédios abortivos. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para pedir o reconhecimento da paternidade de Bruno.

No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas de que Eliza havia sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, então com 4 meses, estava lá. A mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante depoimento, um dos amigos de Bruno afirmou que havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado.

Enquanto a polícia fazia buscas ao corpo de Eliza seguindo denúncias anônimas, em entrevista a uma rádio no dia 6 de julho, um motorista de ônibus disse que seu sobrinho participou do crime e contou em detalhes como Eliza foi assassinada. O menor citado pelo motorista foi apreendido na casa de Bruno no Rio. Ele é primo do goleiro e, em dois depoimentos, admitiu participação no crime. Segundo a polícia, o jovem de 17 anos relatou que a ex-amante de Bruno foi levada do Rio para Minas, mantida em cativeiro e executada pelo ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola ou Neném, que a estrangulou e esquartejou seu corpo. Ainda segundo o relato, o ex-policial jogou os restos mortais para seus cães.

No dia seguinte, a mulher de Bruno foi presa. Após serem considerados foragidos, o goleiro e seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão, acusado de participar do crime, se entregaram à polícia. Pouco depois, Flávio Caetano de Araújo, Wemerson Marques de Souza, o Coxinha Elenilson Vitor da Silva e Sérgio Rosa Sales, outro primo de Bruno, também foram presos por envolvimento no crime. Todos negam participação e se recusaram a prestar depoimento à polícia, decidindo falar apenas em juízo.

No dia 30 de julho, a Polícia de Minas Gerais indiciou todos pelo sequestro e morte de Eliza, sendo que Bruno foi apontado como mandante e executor do crime. Além dos oito que foram presos inicialmente, a investigação apontou a participação de uma namorada do goleiro, Fernanda Gomes Castro, que também foi indiciada e detida. O Ministério Público concordou com o relatório policial e ofereceu denúncia à Justiça, que aceitou e tornou réus todos os envolvidos. O jovem de 17 anos, embora tenha negado em depoimentos posteriores ter visto a morte de Eliza, foi condenado no dia 9 de agosto pela participação no crime e cumprirá medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado.

No início de dezembro, Bruno e Macarrão foram condenados pelo sequestro e agressão a Eliza, em outubro de 2009, pela Justiça do Rio. O goleiro pegou quatro anos e seis meses de prisão por cárcere privado, lesão corporal e constrangimento ilegal, e seu amigo, três anos de reclusão por cárcere privado. Em 17 de dezembro, a Justiça mineira decidiu que Bruno, Macarrão, Sérgio e Bola serão levados a júri popular por homicídio triplamente qualificado, sendo que o último responderá também por ocultação de cadáver. Dayanne, Fernanda, Elenilson e Wemerson também irão a júri popular, mas por sequestro e cárcere privado. Além disso, a juíza decidiu pela revogação da prisão preventiva dos quatro. Flávio, que já havia sido libertado após ser excluído do pedido de MP para levar os réus a júri popular, foi absolvido. Além disso, nenhum deles responderá pelo crime de corrupção de menores.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Eliza viva? Advogado de Bruno diz que ela foi vista em shopping do Rio

O advogado do goleiro Bruno, Ércio Quaresma, afirmou nesta sexta-feira em entrevista à Rádio Bandeirantes que recebeu informações de que Eliza Samudio foi vista na quinta-feira (22) em um shopping do Rio de Janeiro.

Ele disse ainda que a pessoa que teria visto Eliza enviaria fotos da jovem ainda hoje. "Eu não vi [as imagens]. Se é verdade ou não é... tem pessoas que deliram vendo a moça", disse Quaresma.

O advogado ressaltou que por enquanto isso é apenas uma denúncia, mas reforçou a crença de que Eliza está viva. "Quem tem que encontrá-la é a polícia", afirmou.
Ércio Quaresma, advogadode Bruno já atuou em casos de grande repercussão no país. Defendeu o fazendeiro Vitalmiro Bastos de Moura, o Bida, condenado a 30 anos de prisão por ser o mandante do assassinato da missionária Dorothy Stang, morta a tiros em fevereiro de 2005 (O Globo)



CASO

Eliza Samudio é ex-amante do goleiro Bruno e está desaparecida desde o início do mês de junho. Ela tentava provar na Justiça que o jogador é pai de seu filho.

Oito pessoas foram presas por suspeita de envolvimento no sumiço da jovem: Bruno; Dayanne de Souza, esposa do goleiro; seu amigo Luiz Henrique Romão, o Macarrão; Sérgio Sales; Marcos Aparecido dos Santos (Bola); Elenilson Vitor da Silva (caseiro do sítio de Bruno); Wemerson Marques de Souza (conhecido como Coxinha); e Flávio Caetano de Araújo (amigo do goleiro). Um adolescente de 17 anos, primo do jogador, está apreendido.

O adolescente chegou a afirmar que a jovem tinha sido morta, mas depois voltou atrás e afirmou que deu apenas um "susto" na garota, mas que não presenciou o suposto assassinato. Ontem, foi realizada a audiência que deve determinar uma possível punição contra o garoto.

Folha Online

Sangue em colchão no sítio de Bruno não é de Eliza, diz delegado

O delegado Edson Moreira afirmou, em entrevista coletiva realizada nesta sexta-feira em Belo Horizonte, que o sangue encontrado num colchão do sítio do goleiro Bruno Fernandes, em Esmeraldas (MG), é uma "prova plantada".

Segundo a polícia, o sangue não é de Eliza Samudio, ex-amante do goleiro desaparecida desde o início de junho, mas sim de uma mulher não identificada.

Moreira disse que na primeira visita que a polícia fez ao sítio, não havia a tal mancha de sangue, que foi detectada na semana passada.

TUMULTO

O delegado disse ainda que a afirmação de que um dos suspeitos, Luiz Henrique Romão, o Macarrão (amigo e braço direito de Bruno), fora agredido pela polícia foi uma tentativa de tumultuar o inquérito.

"Mas há provas cabais no inquérito. São 1.300 páginas de investigação sólida, em fase final. Podem falar o que quiserem, mas as provas são fartas", disse Moreira. Ele ressaltou que as provas existem apesar da falta de materialidade (corpo da Eliza).

O delegado rebateu as declaração de um dos advogados de defesa, que afirmou que Eliza está viva. "Quem falar que a Eliza está viva usou algum alucinógeno", disse Moreira.

O delegado afirmou também que a suposta ex-amante do goleiro Fernanda Gomes de Castro pode ser indiciada por participação no caso.

Folha Online

Em vídeo gravado no presídio, Bruno diz que pensa em processar o Estado


Goleiro afirma que está 'esperando ver se vai sair o habeas corpus'.
Imagens foram feitas por um agente do presídio em Contagem (MG).

Bruno sorri ao deixar juizado, em Contagem
(Foto: Alex de Jesus/O Tempo/AE)
Em vídeo gravado dentro do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG), o goleiro Bruno de Souza diz a um agente penitenciário que pensa em processar o Estado. As imagens foram divulgadas na tarde desta quinta-feira (22) pelo “Programa do Ratinho”, do SBT.
“Eu acho que eu vou processar o estado, senhor, por tudo que fizeram comigo. Eu perco de um lado e ganho do outro. Acho que perdi mais do que ganhei”, afirma Bruno ao agente.
Ao ser questionado se ele acredita que vai sair da cadeia, o goleiro responde que “tá tranquilo” e que está apenas “esperando ver se vai sair o habeas corpus”.
Na conversa, o goleiro ainda fala sobre o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, suspeito de ter executado Eliza Samudio. “A gente já conhecia. O negócio do Bola é que a gente ia arrumar um teste para o filho dele. Tem 21 anos o filho dele, 20 anos, não sei”, diz Bruno.
As imagens mostram ainda Bola conversando com o agente sobre seus remédios. “Eu chamei o rapaz porque eu tomo uns remédios... Eles não deram os remédios para dormir. Minha mãe trouxe todos. É que eu tenho problema de pressão, dor de cabeça...”
No vídeo, o goleiro também aparece cantando a música “Faroeste caboclo”, da banda Legião Urbana.
Bruno e Bola estão presos por suspeita de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. Segundo os advogados, eles negam o crime.
Nesta quinta, os dois foram levados para o Juizado da Infância e da Juventude, também em Contagem, para participarem da audiência de instrução de um menor que foi detido na casa do goleiro, no Rio de Janeiro. Em depoimento à polícia, o adolescente disse que Eliza está morta.
Na sessão, Bruno e Bola permaneceram calados. Ao sair do juizado, o goleiro sorriu.
G1

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cuidou do filho de Eliza. Amante de Bruno diz que foi enganada por Macarrão

Fernanda Gomes de Castro contou ao “Mais Você” que passou a noite com o bebê na casa do jogador; jovem diz que está “desesperada” com assédio da imprensa e reação popular ao caso




A jovem Fernanda Gomes de Castro, amante dogoleiro Bruno Fernandes, afirmou que cuidou do filho de Eliza Samudio em entrevista ao programa “Mais Você”. Fernanda diz que namorava o jogador há quatro meses e sabia que ele tinha um bom relacionamento com a ex-mulher Dayanne Souza, de quem ainda não estava oficialmente separado. 

Bruno é apontado pela polícia como principal suspeito do desaparecimento e do suposto assassinato de Eliza, que tentava provar naJustiça que o jogador era pai de seu filho, Bruninho. Fernanda é suspeita de participação no caso. A Policia Civil de Minas acredita que ela é a mulher loira que o adolescente, primo do goleiro disse ter tomado conta do bebê de Eliza enquanto a vítima e a criança eram mantidas em cárcere privado na casa do jogador no Recreio dos Bandeirantes. 

Fernanda confirmou que cuidou do bebê por uma noite na casa do jogador quando ele estava concentrado para jogar contra o Goiás, no início de junho. Ela disse que foi chamada por “Macarrão”, amigo do jogador que também está preso sob suspeita de participação no suposto assassinato. “Macarrão” ligou para Fernanda à noite dizendo que precisava da ajuda dela para tomar conta do filho de uma amiga que havia se machucado durante um assalto e estava no hospital. 

Ela contou que deixou o filho em casa e seguiu para o condomínio do goleiro. Fernanda disse que o bebê era calmo, estava “bem cuidado”. Trocou as fraldas, deu de comer e botou a criança para dormir. Fernanda disse que ficou na casa do goleiro até 12h de domingo. No fim da tarde, voltou para a casa do namorado para viajar com ele para Minas Gerais. 

Motel 
De acordo com a polícia, Fernanda teria passado a noite de 5 para 6 de junho em um motel em Contagem, na região metropolitana de Belo Horizonte, na companhia do goleiro Bruno, de Eliza Samudio, da criança e de outros três envolvidos. 

Fernanda confirmou que dormiu em um motel com o atleta. No entanto, disse que os dois foram sozinhos ao local depois de visitar a mãe do goleiro. Ela negou que estivessem com Eliza ou com a criança. Disse inclusive que nunca viu o goleiro atendendo telefonemas de Eliza e que não tinha conhecimento do conflito que ele vivia com a ex-amante. “Ele pode ter omitido por de repente achar que eu teria uma reação de ciúme, mas nunca tocou no assunto comigo.” 

“Desesperada” 
A repercussão do caso deixou Fernanda “desesperada”. “A imprensa não me deixa viver mais, as pessoas ficam o tempo todo me apontando.Nunca imaginei algo assim.” Fernanda afirmou também que o filho tem medo de ir à escola. Ela é mãe de duas crianças, de casamentos diferentes. Dedicada a atividades de uma igreja católica, ela contou que chegou a levar o primo adolescente do Bruno à paróquia que frequenta. 

Ao falar sobre Bruno, demonstra confiança no goleiro. Ela disse que acredita que ele seja inocente e afirmou ao advogado de defesa, Ércio Quaresma, que se casaria com ele. 

Justiça Ela diz que a última vez que encontrou Bruno foi antes do goleiro se entregar à polícia. “Minha maior vontade era estar perto dele, sim.” E disse que sofre por “ver as pessoas julgando sem mesmo a Justiça ter chegado a uma conclusão.Ela aproveitou para fazer um apelo: “queria pedir pelo amor de Deus para as pessoas não fazerem isso. Deixem a Justiça agir.”



Abril Notícias

Bruno fica calado na audiência de menor e sorri na saída do local


Goleiro, Bola e Macarrão participaram de audiência de instrução de menor.
Somente Sérgio Sales, primo de Bruno, ainda está no local.

Macarrão deixa o juizado, em ContagemMacarrão deixa o juizado, em Contagem (Foto: Glauco Araújo/G1)
O goleiro Bruno de Souza,  o ex-policial Marcos Aparecido dos Santos, conhecido como Bola, e Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, deixaram o Juizado da Infância e da Juventude, em Contagem (MG). Eles permaneceram pouco tempo local e saíram por volta de 14h desta quinta-feira (22).
Bruno foi o primeiro a ir embora. Na saída, ele sorriu. Enquanto caminhava para o carro da polícia, ouvia gritos de "assassino". Pouco depois, o ex-policial e Macarrão deixaram o local. Eles devem seguir para o Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, onde estão presos.
"O sorriso de Bruno é a certeza de que a Justiça vai prevalecer", afirmou o advogado que defende o atleta, Ércio Quaresma, que explica que eles permaneceram em silêncio no juizado. "Todos permaneceram calados, porque não sabem do que são acusados. O inquérito ainda não foi concluído", disse.
Saída de Bola do juizado, em ContagemSaída do ex-policial Marcos Aparecido dos Santos,
o Bola, do juizado em Contagem
(Foto: Glauco Araújo/G1)
O goleiro, Macarrão, Sérgio Sales (primo de Bruno) e Bola chegaram ao local por volta das 13h30 desta quinta-feira. Eles  participaram da audiência de instrução do menor que foi detido na casa do atleta, no Rio de Janeiro.
Na sessão, deve ser definido o futuro do adolescente, que está em um centro de internação de Belo Horizonte. Se entender que o jovem cometeu um ato infracional, o juiz Elias Charbil pode determinar que o menino cumpra medida socioeducativa de imediato. Pesa contra ela uma representação por três delitos (homicídio, sequestro e ocultação de cadáver) feita pelo Ministério Público Estadual de Minas Gerais.
Menor
O adolescente chegou ao juizado antes dos quatro suspeitos presos. O menor prestou depoimentos no Rio de Janeiro e depois que chegou a Minas Gerais. Em pelo menos dois testemunhos, ele revelou informações diferentes. De acordo com o advogado que Eliezer de Almeida Lima, que o defende, o rapaz inventou alguns trechos, na primeira vez que foi ouvido, devido à pressão sofrida.
Lima disse ainda que o adolescente não reconhece Marcos Aparecido dos Santos como sendo Neném. Segundo a polícia, Neném seria o ex-policial, que também é conhecido como Bola e Paulista.
No primeiro depoimento, no Rio, o menor disse que ele e Macarrão viajaram do Rio para Minas com Eliza. O grupo teria seguido para o sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG), e, depois, para uma casa onde um homem identificado como Neném teria estrangulado a jovem. Esse homem ainda teria jogado a mão de Eliza para os cães.
O delegado Edson Moreira afirmou que o menor, além de reconhecer a casa onde Eliza teria sido morta e descrever a maneira como o assassinato aconteceu, reconheceu a fotografia de Bola como o autor do crime.
Na sexta-feira passada, dia 16, a delegada Ana Maria dos Santos afirmou que o adolescente mentiu sobre a cor da pele do homem que teria assassinado a jovem. Na primeira descrição feita pelo menor, Neném seria alto e negro.
Entenda o caso
Nascida em Foz do Iguaçu (PR), Eliza Samudio se mudou para São Paulo e posteriormente para o Rio. Em 2009, teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.
A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno, em Esmeraldas (MG). Os delegados já consideram Eliza morta.
Em 6 de julho, um menor foi detido na casa do jogador, no Rio, e afirmou à polícia que Eliza está morta. Ele disse que viajou do Rio para Minas Gerais com Eliza e Macarrão. De acordo com o adolescente, os três foram para o sítio do goleiro. Depois, seguiram até outro local, onde um homem identificado como Neném estrangulou a jovem.
Oito pessoas estão presas na Região Metropolitana de Belo Horizonte, por suspeita de envolvimento no desaparecimento da jovem, incluindo Bruno e Macarrão. Todos negam o crime.
No Rio, os dois são investigados por suspeita de participação no sequestro da jovem. Os dois também negam.

Fonte: G1

terça-feira, 20 de julho de 2010

Eliza está viva, diz advogado do goleiro Bruno.

Advogado de Bruno: Principal testemunha de defesa do goleiro é a Eliza Samudio
Para Ércio Quaresma, várias mulheres desaparecem para conseguir vantagens sobre os homens.





Rio - Mostrando a descontração e polêmico como sempre, o advogado Ércio Quaresma, que defende Bruno, Luiz Henrique Romão (Macarrão) e outros, afirmou nesta terça-feira que Eliza Samudio é a principal testemunha de defesa do caso que investiga sua própria morte.
Quaresma: 'Eliza era profissional do sexo' | Foto: Ney Rubens / Portal Terra

"Hoje, a Eliza (Samudio) é a principal testemunha de defesa do Bruno, Macarrão e dos outros. Até que se tenha corpo ou atestado de óbito, essa menina está viva. Ela ainda pode estar desaparecida por vingança. Várias mulheres fazem isso com os homens para conseguir alguma coisa. Sem o cadáver, a qualquer momento ela pode aparecer", disse Ércio Quaresma à Rádio CBN.



Ainda sobre Eliza Samudio, o advogado tentou desqualificar a mulher. "A mãe dela a abandonou em tenra idade. O pai dela é estuprador. Ela era atriz pornô, trabalhava em produções pornográficas, era profissional do sexo", disse.


Para Quaresma, a conduta da Polícia Civil de Minas Gerais está totalmente fora dos padrões de uma investigação séria e os erros cometidos pelos investigadores e autoridades serão suficientes para absolver Bruno e seus amigos de todas as acusações.

"Os erros da Polícia Civil de Minas Gerais vão absolver o Bruno, Macarrão e os outros. Esse vídeo ilícito, veiculado por uma emissora de televisão, custou a cabeça de duas delegadas (Alessandra Wilke e Ana Maria Santos). E podem esperar: mais cabeças serão decapitadas", afirmou.


Pressão psicológia e tortura
O advogado aproveitou para informar que a mulher de Bruno, Dayanne de Souza, voltará a ser sua cliente na quinta-feira. Em sua versão, Dayanne teria resolvido romper relações com ele em decorrência da pressão psicológica exercida pela Polícia Civil de Minas.
"Fizeram uma pressão psicológica muito grande para a Dayanne falar. Deixaram ela na delegacia o dia inteiro, dizendo que iriam atrás de cada um da família dela em busca de um depoimento. Depois, fizeram a Dayanne falar até às 4h da manhã. Mas gostaria de dizer que a Dayanne volta a ser patrocinada por nós na quinta-feira", afirmou.
Tortura é uma das palavras preferidas de Ércio Quaresma para qualificar o trabalho investigativo da polícia mineira. Além do problema com Dayanne, o doutor ainda comparou as autoridades do estado designadas para o caso com as da época da inquisição francesa, onde pessoas que não seguiam os preceitos da Igreja Católica eram classificadas como doentes ou bruxos, entregues e torturadas.


"Os torturadores da inquisição teriam aulas e pediriam benção para os policiais de Minas Gerais. Os investigadores estão fazendo tortura psicológica e, em alguns casos, agressão. O Macarrão foi agredido ontem", disse.
Quaresma afirmou também estar 'estarrecido' com a notícia de que o Supremo Tribunal de Justiça tenha negado  habeas corpus para Bruno, Dayanne e Macarrão.


"Estou estarrecido com essa notícia. Eu não fui ao STJ. Vou tomar uma providência e buscar um contato com o ministro. Vou ligar para o meu escritório agora. Isso não foi gente nossa", completou.
O DIA noticia o caso com exclusividade
Eliza está desaparecida desde o dia 4 de junho, quando teria saído do Rio de Janeiro para Minas Gerais a convite de Bruno. No ano passado, a estudante paranaense já havia procurado a polícia para dizer que estava grávida do goleiro e que ele a teria agredido para que ela tomasse remédios abortivos para interromper a gravidez. Após o nascimento da criança, Eliza acionou a Justiça para provar a suposta paternidade de Bruno.
No dia 24 de junho, a polícia recebeu denúncias anônimas dizendo que Eliza teria sido espancada por Bruno e dois amigos dele até a morte no sítio de propriedade do jogador, localizado em Esmeraldas, na Grande Belo Horizonte. Durante a investigação, testemunhas confirmaram à polícia que viram Eliza, o filho e Bruno na propriedade. Na noite do dia 25 de junho, a polícia foi ao local e recebeu a informação de que o bebê apontado como filho do atleta, de 4 meses, estaria lá. No dia seguinte, O DIA noticiou, com exclusividade, o caso. Com equipes de reportagem no local, O DIA ONLINE acompanhou a investigação da história, minuto a minuto, a partir do dia 26 de junho.
A atual mulher do goleiro, Dayanne Rodrigues do Carmo Souza, negou a presença da criança na propriedade. No entanto, durante o depoimento dos funcionários do sítio, um dos amigos de Bruno afirmou que ela havia entregado o menino na casa de uma adolescente no bairro Liberdade, em Ribeirão das Neves, onde foi encontrado. Por ter mentido à polícia, Dayanne Souza foi presa, mas logo conseguiu a liberdade. O goleiro e a mulher negam as acusações de que estariam envolvidos no desaparecimento de Eliza e alegam que ela abandonou a criança.
Na quarta-feira 7 de julho, a Justiça decretou prisão preventiva do goleiro Bruno, o amigo Macarrão, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos - conhecido como "Neném", "Bola" ou "Paulista", sua mulher Dayanne e mais quatro envolvidos no crime. A polícia apreendeu ainda um menor, de 17 anos, primo de Bruno, que teria participado da trama. No dia seguinte, 8 de julho, a mãe de Eliza Samudio ganhou a guarda provisório do bebê, agora com 5 meses. No dia seguinte, Bruno, Macarrão e Neném foram convocados a prestar depoimento mas se negaram. Segundo seus advogados, os acusados só falarão em juízo.
Fonte: 
O DIA ONLINE