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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Boni Júnior. Mãe de sertanejo pede Justiça por morte: 'A única arma dele era o violão'

Mãe de sertanejo pede Justiça por morte: 'A única arma dele era o violão'
Cantor morreu em outubro, após suposta troca de tiros com a PM, em Goiás.
Polícia Civil investiga se militares implantaram a arma no local da morte.

Perícia diz que cantor Boni Júnior foi baleado; reconstituição será feita na quinta (12), em Goiatuba Goiás (Foto: Arquivo pessoal)
A Polícia Civil investiga se a morte do cantor sertanejo José Bonifácio Sobrinho Júnior, conhecido como Boni Júnior, foi um homicídio. Boni tinha 28 anos e morreu no dia 28 de outubro deste ano. Segundo versão da Polícia Militar (PM) na época, ele se envolveu em um acidente com um carro da corporação após furar um bloqueio policial na GO-515, que liga Panamá a Goiatuba, e atirou contra os militares. A família, no entanto, contesta a versão. “Meu filho nunca portou arma de fogo. Ele não era bandido. Era cantor, músico e intérprete. A única arma dele era o violão”, declarou ao G1 a mãe da vítima, a secretária Terezinha Luiz Vinhal, de 54 anos.

Nesta quinta-feira (13) a polícia marcou para as 16h a reconstituição do dia da morte do cantor. Segundo um dos delegados responsáveis pela investigação, Ricardo Chueire, ficou comprovado pela perícia técnica que a cena da morte foi alterada e que o artista foi alvejado com um tiro na cabeça. Corpo do sertanejo deverá ser exumado para ajudar nas investigações, mas a data ainda não foi definida.

Na época do acidente, os PMs contaram que o cantor estaria fazendo manobras perigosas na cidade de Panamá e, quando percebeu a presença da polícia, teria tentado fugir para Goiatuba. De acordo com eles, uma barreira foi montada na pista para deter o músico, mas ele não teria parado e bateu no carro da polícia. Os PMs contaram também que Boni Júnior atirou contra os carros da polícia e, por isso, os militares teriam disparado contra o carro que ele conduzia.

Segundo Chueire, há a hipótese de que a arma supostamente usada pela vítima para atirar contra os policiais tenha sido plantada.

“Desde o dia da morte, a família imaginou que tinha algo errado e a perícia comprovou alteração no local da cena do crime. A versão é que ele estava fugindo de outra viatura e teria atirado contra os policiais da barreira. Segundo a PM, ele veio atirando e eles tiveram que abrir fogo. Mas no carro da vítima não tem sinais de disparo de arma de fogo e ele foi atingido na cabeça. A perícia comprovou ainda que os tiros na viatura não foram disparados por ele, pois isso seria fisicamente impossível”, explica Chueire.

“Ele era um menino tranquilo, sorridente, feliz, brincalhão. Meu filho não merecia isso. Fizeram de maldade e eu quero Justiça, só Justiça”, declarou Terezinha Vinhal.

De acordo com ela, a morte do filho “foi uma verdadeira comoção”. “O Boni nunca teve problemas com a polícia. Para se ter ideia, até o padre ficou revoltado e pediu que a Justiça fosse feita ainda aqui na Terra”, lembra a secretária.

Exumação
Perícia diz que cantor Boni Júnior foi baleado; reconstituição
será feita na quinta (12), em Goiatuba Goiás
(Foto: Arquivo pessoal)
De acordo com o delegado Gustavo Carlos Ferreira, que também acompanha as investigações, na época, não se falou do tiro que o cantor recebeu na cabeça porque ele teve um traumatismo craniano. “Se sabia que os policiais tinham aberto fogo contra a vítima. Mas na perícia ficou constatada a perfuração por arma de fogo na cabeça, sem local de saída do projétil”, detalha.

Em função disso, a Polícia Civil informou que também fará a exumação do corpo de Boni Júnior, uma vez que a bala não foi retirada. “Isso vai nos ajuda a saber de qual arma saiu a bala e quem o matou”, explica Chueire.

Durante a reconstituição desta quinta-feira, a polícia vai confrontar as provas apresentadas pela perícia técnica com a versão contada pelos policiais militares. O resultado tem prazo de 10 dias para ficar pronto. Se ficar constatado o homicídio, os PMs podem ser autuados e responder por homicídio qualificado e fraude processual. “Já está provado que a cena do crime foi alterada. Mas temos que delimitar quem o matou. Vamos comprovar de uma vez por todas a alteração do local do crime, que provavelmente aconteceu para encobrir o homicídio”, explica Chueire.

O corregedor da Polícia Militar de Goiás, Coronel Lourival Camargo, informou ao G1 que caso seja comprovado que Boni Júnior foi vítima de homicídio, os policiais envolvidos serão penalizados: “A mesma preocupação que a Polícia Civil tem em desvendar o caso nós também temos, pois a instituição não é conivente com essa conduta. Se de fato eles tiverem envolvimento no crime, serão submetidos a procedimento ético e a até a uma provável exclusão da corporação”.

Fonte: Globo.com

segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

O fim da prisão para quem não pagar pensão alimentícia?


Peluso defende fim da prisão para quem não pagar pensão alimentícia
Argumento do ministro foi feito em audiência com relator do novo Código de Processo Civil


BRASÍLIA - O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Cezar Peluso, defendeu nesta segunda-feira o fim da prisão para quem deixar de pagar pensão alimentícia. Peluso argumentou, em audiência com o relator do novo Código de Processo Civil (CPC) na Câmara dos Deputados, Sérgio Barradas Carneiro (PT-BA), que a prisão do provedor da pensão é ineficaz. Em março, o relator deve apresentar seu parecer à Comissão Especial. E sinalizou que caminhará nessa direção.

Peluso defendeu o fim da prisão depois que o relator apresentou sugestões para criar alternativas à prisão imediata do responsável que deixa de pagar a pensão alimentícia, hoje punida com o regime fechado, o que, de acordo com o parlamentar, dificulta que o infrator tenha condições para até mesmo providenciar o pagamento. A proposta do relator, que deve ser submetida ao Congresso e a um corpo de juristas, prevê que, antes da prisão, o responsável tenha restrições de crédito e seja penalizado com uma noite na cadeia, caso "deboche" da Justiça.

- A prisão deve ser o último caso. Antes dela, devemos encontrar meios para mitigar a possibilidade de prisão. Por exemplo, retirar o crédito da praça e, em caso de deboche, ele poderá passar a noite na cadeia. Mas não podemos retirar os meios para que ele consiga pagar sua dívida - afirmou o relator, que demonstrou surpresa e contentamento com a opinião do presidente do STF.

Carneiro salientou que não pode afirmar ainda que vai retirar a prisão para quem não pagar a pensão alimentícia, pois precisa consultar antes os demais parlamentares e, especialmente, os subrelatores na comissão especial. O novo Código de Processo Civil já foi aprovado no plenário do Senado, que manteve a prisão para quem deixar de pagar a pensão alimentícia.



12/12/2011 | O Globo

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Ivete Sangalo está na mira da Justiça e da Receita

Termina sigilo de processo milionário de baterista contra Ivete Sangalo
Segundo a 'Folha de S. Paulo', Baterista acusa cantora de usá-lo como laranja para sonegar impostos; ela diz que trabalho era prestação de serviço

O ex-baterista de Ivete Sangalo, Antônio da Silva, conhecido por Toinho Batera, move um processo contra a cantora no qual pede indenização de R$ 5 milhões por verbas trabalhistas.

Até a semana passada, o processo corria em segredo de Justiça. Mas a 18ª Vara do Trabalho de Salvador tirou o processo do sigilo, no dia 15 de junho.

As informações são do jornal Folha de S.Paulo. De acordo com o veículo, Batera conta que foi obrigado a abrir uma empresa, para não ser contratado formalmente.

Toinho Batera denunciou a cantora após ser demitido, em 2010. Na mesma época, Ivete descobriu um rombo financeiro na sua holding, a Caco de Telha, supostamente causado pelo irmão dela, Jesus Sangalo, de acordo com a revista Veja.

O R7 entrou em contato com a assessoria de imprensa da cantora, que preferiu não se manifestar.

Batera afirma ao jornal que, após ser demitido, ainda foi agredido por Jesus Sangalo, enquanto tentava um acordo. O irmão de Ivete nega as acusações.

Sem sigilo, é possível ver tudo o que a Justiça demanda da cantora. E agora o banco e a gravadora dela têm que revelar quem administra pagamentos da banda.

Em fevereiro, a Receita Federal também abriu investigação contra a empresa dos músicos de Ivetão, a Banda do Bem, para investigar indícios de irregularidade fiscal. Em junho, a Justiça quebrou o sigilo bancário da Banda do Bem.

Hotéis onde o baterista se hospedou em turnês foram investigados, e a gravadora Universal Music também vai ter que mostrar recibos de pagamentos feitos ao baterista.

O jornal afirma ainda que, de acordo com a defesa do baterista, a Banda do Bem não passa de uma “fachada”. Isso foi dito em entrevista do advogado Willer Tomaz à Folha.

- Estamos querendo provar que Ivete mandou abrir a empresa para não ter que registrar os músicos e pagar mais impostos. [R7]

Ivete Sangalo em foto de arquivo

Em janeiro, o baterista Antônio da Silva, o Toinho Batera, que tocava na banda de Ivete Sangalo até ser demitido em 2010, entrou com ação na justiça do trabalho exigindo R$5 milhões por danos trabalhistas.Segundo reportagem da 'Folha de S. Paulo' deste domingo, 26, ele alega que a cantora obrigou seus músicos a abrirem empresa para não ter que contratá-los formalmente.

Na quarta-feira, 15, a 18ª Vara do Trabalho de Salvador tirou da cantora o direito ao sigilo do processo. Assim, revelou-se que desde fevereiro a Receita investiga a Banda do Bem, empresa dos músicos que acompanham a cantora, segundo a reportagem, "para verificação de possíveis indícios de irregularidade fiscal" e verificar quem realmente a administrava e pagava suas despesas.

A defesa do baterista diz que a Banda do Bem não passa de fachada. "Estamos querendo provar que Ivete mandou abrir a empresa para não ter que registrar os músicos e pagar mais impostos", diz o advogado Willer Tomaz na reportagem da "Folha", que informa ainda que o advogado de Ivete está avaliando se entra com mandado de segurança contra a revogação do segredo de Justiça. A Caco de Telha, produtora de Ivete, alega que Toinho Batera não era empregado, mas "sócio de uma empresa, que trabalhava com autonomia, sem subordinação", de acordo com a matéria. [ego]

domingo, 5 de setembro de 2010

Mizael leva vida normal, enquanto família de Mércia diz 'estar presa'‎

‘Eu sou inocente, confio na Justiça’, afirma ex, três meses após o crime.
‘Temos medo de encontrar com ele’, alega irmão de Mércia.



Três meses depois do assassinato de Mércia Nakashima, o ex-namorado da advogada leva uma vida normal, apesar de ser apontado pela polícia como o autor do crime, enquanto que a família dela, por outro lado, afirma estar ‘presa dentro de casa’.

Advogada Mércia Nakashima levou um tiro antes de ser jogada na represa


A reportagem do Fantástico encontrou o ex-namorado de Mércia, na sexta-feira (3), perto do escritório dele, especializado em questões trabalhistas, na periferia de Guarulhos, na Grande São Paulo. Ele não quis muita conversa. Estacionou um pouco mais adiante e não chegou a descer. “Estou acabando de chegar do serviço”, diz o ex-namorado de Mércia.

Ele conta que vai ao fórum e continua morando no mesmo lugar. “Agora mesmo eu vou reintegrar a posse de um imóvel. O cliente está vendendo esse terreno e o comprador quer ver se realmente foi reintegrado”, afirmou.

Mas, na casa da família de Mércia, a vida mudou muito. “Nós estamos presos. Nós ficamos dentro de casa, nós não podemos circular. Porque temos medo de encontrar com ele e com familiares dele”, afirma o irmão de Mércia, Márcio Nakashima.

Mércia desapareceu de Guarulhos, na Grande São Paulo, em 23 de maio. O veículo dela foi localizado submerso por bombeiros numa represa em Nazaré Paulista, no interior do estado, em 10 de junho. O corpo da advogada foi encontrado no mesmo local no dia seguinte.

Mizael e o vigia Evandro Bezerra Silva são réus no processo que apura o assassinato da advogada. Segundo o Ministério Público, o vigilante ajudou o ex dela a fugir da cena do crime. A suspeita se deve às ligações telefônicas trocadas entre os dois, de acordo com a investigação policial. Para o Ministério Público, Mizael matou a ex por ciúmes porque não aceitava o fim do relacionamento.

Antes da entrevista, Mizael tinha ido a uma empresa para trocar o rastreador do carro. “Está com problema e agora parou de vez. Não deu certo lá, aí eu vou arrumar em outro lugar”, afirmou. Ele queria um relatório sobre esse possível defeito do rastreador. A empresa se negou a fazer isso. E foi justamente esse equipamento que levou a polícia a descobrir que o carro de Mizael ficou parado mais de três horas em frente a um hospital, no dia do desaparecimento de Mércia.
A advogada Mércia Nakashima, encontrada
morta em junho (TV Globo)

Mizael diz que nesse período teve um encontro amoroso dentro do automóvel. Mas a polícia não acredita nessa versão, já que a suposta mulher nunca apareceu. Segundo as investigações, nessas três horas o carro na verdade ficou vazio, porque Mizael estava em outro local, com Mércia Nakashima.

Esta semana, um laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo trouxe novas evidências contra ele. Peritos encontraram na sola de um sapato de Mizael uma alga compatível com uma espécie que existe na represa de Nazaré Paulista, onde o carro e o corpo foram encontrados, 19 dias depois do desaparecimento.

“É uma alga que só dá dentro da água. Então, comprova que ele entrou na água, para poder empurrar o carro”, afirma o delegado. O laudo, de 200 páginas, traz várias informações. Por exemplo: no carro de Mércia, havia inúmeros santinhos com orações para Santo Expedito, o santo das causas urgentes.
Também foram encontrados 41 CDs: 19 com assuntos relacionados à advocacia e 22 de música. O último que Mércia ouviu era de sucessos sertanejos.

Em outros dois CDs, um da cantora Beyoncé e um da dupla Victor e Leo, havia uma frase: “Para Mércia, com carinho, Bispo”. No CD da dupla sertaneja, também estava escrito: "Um dia, seus pés". É uma referência a uma música da dupla sertaneja.

Os peritos também descobriram como Mércia foi morta. Era ela quem dirigia o carro. O banco do motorista estava posicionado a 59 cm do volante - compatível com a altura da advogada, que tinha 1,55 m. O assassino estava ao lado.

Segundo os peritos, o banco do passageiro estava no último estágio dos trilhos, a 88 cm do encosto - uma indicação de alguém maior que Mércia estava sentado ali. A advogada foi baleada a curta distância, dentro do carro. O câmbio estava desengatado e o freio solto, facilitando para que o veículo fosse empurrado para a represa.

Baleada, Mércia desmaiou e morreu afogada. Para a polícia, Mizael é o assassino. “Eu não tenho dúvida desde o primeiro dia que eu o vi na minha delegacia, quando eu fiz uma pergunta para ele, no final do depoimento: quem poderia ter feito, sumido com a Mércia? Ele olhou pra mim assustado e começou a chorar. Ali, eu vi que ele estava mentindo”, diz o delegado Antonio de Olim.

Segundo a perícia, o sapato de Mizael foi entregue limpo e lavado. Mesmo assim, foi possível identificar, além da alga, vestígios de sangue e de osso. Mas, devido à pequena quantidade, não foi possível fazer o exame de DNA. Ou seja, não dá para afirmar que são de Mércia.

Segundo a polícia, Mizael matou Mércia por ciúmes e por não aceitar o fim do relacionamento. Ele já foi indiciado e denunciado à Justiça.

Atendendo a um pedido do Ministério Público, um juiz de primeira instância determinou em duas ocasiões que o acusado fique preso até o julgamento. Mas a desembargadora Angélica de Almeida, de uma instância superior, o Tribunal de Justiça de São Paulo, decidiu mantê-lo em liberdade.

Uma decisão importante deve sair em duas semanas. Além de Angélica de Almeida, outros dois desembargadores vão determinar se Mizael responderá ou não o processo em liberdade.

À reportagem do Fantástico, o doutor Bispo - como costuma se apresentar - disse que está ajudando os advogados dele na estratégia de defesa. Ao responder se tem receio de ser preso, Mizael afirmou: “Eu sou inocente, confio na Justiça”.

Não há previsão para a data do julgamento. Em crimes como o assassinato de Mércia, a pena pode chegar a 30 anos de cadeia. “Vai ser um consolo saber que a Justiça está sendo feita, saber que não vai ficar impune. Serve de consolo”, diz o irmão de Mércia, Márcio Nakashima.

Do G1 SP, com informações do Fantástico

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Justiça nega liberdade a goleiro Bruno


Atleta suspeito de envolvimento no sumiço de Eliza Samudio está preso.
Advogado do goleiro diz que vai recorrer da decisão.

O goleiro Bruno está preso em Minas Gerais(Foto: Reprodução/Globo News)
O Tribunal de Justiça de Minas Gerais negou nesta quinta-feira (15) o pedido de liberdade para o goleiro Bruno, suspeito de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. A decisão foi do desembargador Doorgal Andrada, da 4ª Câmara Criminal.
Bruno está preso no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem (MG). Eliza, que desapareceu no início de junho, teve um relacionamento com o atleta, que era do Flamengo. Ela tentava provar, na Justiça, que o atleta era pai de seu filho. No total, oito suspeitos de envolvimento no sumiço da jovem foram presos. Todos negam o crime.
O advogado Frederico Franco, que trabalha com Ercio Quaresma na defesa de Bruno, afirmou que ainda não foi informado oficialmente da decisão do Tribunal de Justiça. "Se realmente isso for verdadeiro, sem dúvida, nós iremos recorrer dessa decisão. Mas isso não nos surpreende, não. Isso já era previsto. Nós temos que respeitar a decisão do Poder Judiciário", afirmou.
Leia a íntegra da nota divulgada pelo TJ:
"O desembargador Doorgal Andrada, da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, negou liminar no pedido habeas corpus impetrado por B.F.D.S., acusado de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio.
Os advogados Ércio Quaresma Firpe e Claudineia Carla Calabund impetraram, na tarde de hoje, dia 15 de julho, habeas corpus com pedido de liminar para B.F.D.S. acusado de envolvimento no desaparecimento de Eliza Samudio. A distribuição foi feita para a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que funciona na Unidade Raja Gabaglia. O desembargador Doorgal Andrade será o responsável pela análise do pedido.
O mérito do habeas corpus ainda será julgado pelos integrantes da 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça, na Unidade Raja Gabaglia."
Do G1 

Bruno estava em MG no dia da morte de ex, diz inquérito


Inquérito ainda não foi concluído e já tem mais de 800 páginas.
Policiais tentam descobrir o que aconteceu com jovem, desde 4 de junho.

 O Jornal Nacional teve acesso, com exclusividade, às primeiras informações do inquérito policial sobre o desaparecimento de Eliza Samudio. As investigações ainda não foram concluídas, mas o inquérito já tem mais de 800 páginas. Nele, os policiais tentam reconstruir o que aconteceu com a jovem, desde 4 de junho.
Duas amigas de Eliza foram à polícia do Rio, 20 dias depois, fazer uma queixa do sumiço de Eliza. Em 25 de junho, o Disque-denúncia, em Minas Gerais, recebeu a informação de que ela teria sido assassinada e enterrada no sítio do goleiro Bruno de Souza, em Esmeraldas (MG).
Durante as investigações, a polícia flagrou a mulher de Bruno, Dayanne Souza, com o filho de Eliza. O bebê estava em uma casa, em Ribeirão das Neves (MG). Em depoimento, Dayanne contou que Bruno disse que Eliza tinha abandonado o filho.
Até agora, a polícia não havia confirmado à imprensa que Dayanne estava com a criança. A informação era de que o menino, que hoje tem cinco meses, foi encontrado na casa de uma senhora desconhecida.
Um dos relatos mais detalhados que a polícia obteve foi do menor detido na casa de Bruno, no Rio. Ele falou sobre o envolvimento de amigos do jogador e do próprio Bruno no desaparecimento, além da forma cruel como Eliza teria sido assassinada.
Depois desse depoimento, o jogador Bruno, a mulher dele e outras cinco pessoas tiveram a prisão decretada, em Minas Gerais. A Justiça também determinou a internação provisória do menor.
Idas de Bruno ao sítio
Várias testemunhas que aparecem no inquérito confirmam que Bruno esteve no sítio, em Esmeraldas (MG), no período em que Eliza teria sido mantida refém.
O registro da portaria do condomínio onde fica essa propriedade também confirma a entrada dele, em 6 de junho, às duas da tarde, e a saída, 45 minutos depois.
O jogador teve a entrada registrada novamente três dias depois, em 9 de junho. Dessa vez, Luiz Henrique Ferreira Romão, conhecido como Macarrão, amigo de Bruno, também chegou, mas, em outro carro.
Dia nove é a mesma data em que, segundo a polícia, Eliza foi assassinada.
Morte
Pelo depoimento do menor, o ex-policial civil Marcos Aparecido dos Santos teria assassinado Eliza, esquartejado e jogado partes do corpo dela aos cães. Até agora, nenhum vestígio do corpo foi encontrado.
No inquérito, constam ainda trocas de e-mails entre Eliza e a advogada dela. Em um deles, a jovem diz que Bruno a ameaçou de morte, porque ela se recusava a fazer um aborto.
Do G1, com informações do Jornal Nacional