Nada de Victor Valentim ou Jacques Leclair. Os discos da trilha sonora de “Ti ti ti” repetem o estilo da primeira versão (abaixo), sem nenhum ator na capa. A trilha terá quatro volumes, e os dois primeiros serão lançados em breve. No repertório da nova trilha, estão nomes como Sandy, Maria Gadú, Caetano Veloso, Maria Bethânia, Ivete Sangalo, Titãs, Ney Matogrosso, Alcione, Sérgio Mendes com Carlinhos Brown, Benito di Paula e Demônios da Garoa e Rita Lee cantando o tema de abertura, “Tititi”.
Mostrando postagens com marcador tititi. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador tititi. Mostrar todas as postagens
quarta-feira, 11 de agosto de 2010
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Por onde anda o Metrô, que cantava o tema da primeira versão de 'Ti-ti-ti'?
Integrantes abandonaram o ramo musical. 'Não dá para viver de música se você não é axé ou sertanejo', lamenta tecladista
EGO
foto: Reprodução

O grupo Metrô.
A música-tema de 'Ti-ti-ti', de Rita Lee e Roberto de Carvalho, voltou com tudo na voz da própria cantora, na atual versão da novela. Mas ficou conhecida mesmo em 1985 na interpretação da banda Metrô, que cantava o sucesso na novela original. Na época, era a bateria eletrônica e um leve sotaque francês que serviam de pano de fundo para as impagáveis brigas entre Jacques Leclair e Victor Valentim.
O charme do grupo vem de seus integrantes (Virginie Boutaud, Yann Laouenan, Alec Haiat, Dany Roland e Zavie Leblanc) de ascendência francesa que estudaram juntos no Liceu Pasteur, em São Paulo, e daí formaram a banda. Primeiro com o nome de Gota Suspensa, que fez algum sucesso no circuito alternativo, misturando rock e MPB. Depois, batizada de Metrô, a banda ganhou toques oitentistas com sintetizadores e bateria eletrônica.
O Metrô estourou com 'Beat acelerado', 'Tudo pode mudar' e 'Ti-ti-ti'. Com a música 'Johnny Love', Virginie e companhia fizeram uma participação no filme 'Rock Estrela', cantando ao lado de Leo Jaime.
Mas para um grupo que começou a tocar por diversão depois das aulas do colégio, o sucesso teve um peso. Shows sete dias na semana, viagens e pressão comercial acabaram desgastando a relação entre os integrantes. Criticados por alguns por não falarem de 'assuntos sérios' como abertura política e afins, eles resolveram mudar o discurso, indo pelo mesmo caminho de Cazuza e Legião Urbana. Mas Virginie não concordou e acabou 'demitida'.
O Metrô seguiu com novo vocalista, Pedro D?Orey, mas não fez sucesso depois da saída de sua musa. Virginie, por sua vez, lançou um disco solo e teve uma faixa na trilha da novela 'Fera Radical'. Não passou disso.
foto: Reprodução

Dany, Virginie e Yann em 2002, gravando clipe do disco 'Déjà Vu'.
"Não dá para viver de música no Brasil", diz tecladista
Com o tempo, cada um foi seguindo seu caminho. Virginie casou-se com um diplomata francês e morou em diversos países da África - hoje vive em Madagascar, onde ensina francês. Alec abriu uma empresa de importação de instrumentos musicais. Dany (lembra dele no comercial da USTOP? "Bonita camisa, Fernandinho..."), casado com a atriz Bia Lessa, trabalhou com cinema, teatro, produção musical e hoje também atua como DJ. Zavie tornou-se chef e proprietário do elogiado bistrô francês La Tartine, em São Paulo.
Yann continuou no ramo musical, tocando com Paulo Ricardo por seis anos. Mas, há dois meses, largou tudo para trabalhar em uma construtora e lamenta ser muito difícil viver de música no Brasil fora do ramo do axé e do sertanejo. "Fiz o tema do 'BBB', trilhas de novela e de filmes, como 'O Invasor', tenho sete discos gravados. Mas até há pouco não tinha conseguido trocar meu carro 1.0. Tenho 47 anos, não dá mais para ficar brincando de bandinha", disse Yann, sem esconder a revolta com o meio musical no Brasil.
Segundo Yann, mesmo anos após o fim, os integrantes do Metrô continuam em contato. "Nós nos conhecemos no colégio, é uma amizade de muitos anos". Em 2002, ele, Virginie e Dany chegaram a se reunir para lançar o álbum 'Déjá vu', com versões em estilo 'bossa-nova eletrônica' de 'Beat acelerado' e 'Johnny Love'.
O disco, independente, teve participação de Preta Gil, Otto, Wally Salomão e Jorge Mautner, e foi gravado no Rio em clima família, rodeado pelos filhos dos integrantes. O trabalho foi elogiado pela crítica, mas não serviu para reunir definitivamente os músicos, que continuaram seguindo os próprios caminhos. "Foi um disco que pagamos para fazer", disse Yann.
Ti Ti Ti Metrô
Se pintar um negócio na China
Corre e vê se eu estou lá na esquina
E se estiver.. vê se me deixa em paz
Eu quero mais ficar bem longe desse Ti ti ti...
Pouco milho pra muito bico
Muita caca pra pouco penico
Eu não vou procurar sarna pra me coçar
Então desgruda e vai a luta, chega de blá blá blá blá...
Muita caca pra pouco penico
Eu não vou procurar sarna pra me coçar
Então desgruda e vai a luta, chega de blá blá blá blá...
Volta e meia, meia volta volver
Saio de fino pra ninguém perceber
Essa galinhagem é mais chata que gilete
Nada mais furado do que papo de tiete
Saio de fino pra ninguém perceber
Essa galinhagem é mais chata que gilete
Nada mais furado do que papo de tiete
Ti ti ti uhum ti ti ti uhum , papo de tiete
Volta e meia, meia volta volver
Saio de fino pra ninguém perceber
Essa galinhagem é mais chata que gilete
Nada mais furado do que papo de tiete
Saio de fino pra ninguém perceber
Essa galinhagem é mais chata que gilete
Nada mais furado do que papo de tiete
Ti ti ti uhum ti ti ti uhum uhum ... papo de tiete .
Assinar:
Postagens (Atom)