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quinta-feira, 21 de junho de 2012

Navio com 200 imigrantes ilegais afunda no sul da Indonésia

Navio com 200 imigrantes ilegais afunda no sul da Indonésia
Navio seguia para a Austrália.
Autoridade Marítima Australiana de Busca e Resgate diz que há sobreviventes.

Um navio que transportava cerca de 200 imigrantes ilegais com destino à Austrália naufragou no sul da ilha de Java, na Indonésia, informaram nesta quinta-feira (21) autoridades australianas.

"Há sobreviventes, mas não podemos confirmar o número neste momento", disse uma porta-voz da Autoridade Marítima Australiana de Busca e Resgate, segundo o site "News.com".

A Austrália já enviou duas embarcações e um avião à região do naufrágio. As autoridades indonésias não se pronunciaram sobre o acidente.


O número de imigrantes ilegais interceptados pela Marinha australiana na Ilha de Christmas, no sul da ilha de Java, cresceu em maio e junho até superar mil pessoas por mês, um número que não era alcançado desde 2001, segundo dados oficiais da Austrália. (G1)

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Titanic: enigma no fundo do mar

Titanic: enigma no fundo do mar
Um século depois, um dos desastres mais famosos da História ainda exerce um fascínio sobre as pessoas por conta dos seus mistérios

Ele foi um colosso dos mares que teve vida curta, mas o fascínio pelo Titanic permanece, cem anos depois, tão grande e impressionante quanto os seus 268 metros de comprimento e suas 46 mil toneladas de peso. Da cidade inglesa de Southampton partiu em 10 de abril de 1912 o RMS Titanic, até então o maior navio do mundo, com destino a Nova York, nos Estados Unidos.

Da cidade de origem era mais de um terço das cerca de 1.500 pessoas que morreram no navio. Atingida por um iceberg, a embarcação afundou em 15 de abril de 1912, não chegando ao seu destino. Dos que estavam a bordo, sobreviveram 705. A tragédia completa cem anos no próximo domingo. 
Navio Grandioso

268 m de comprimento
46.328 t de peso bruto
28 m de largura
53,3 m de altura
43 km/h velocidade máxima
3.300 pessoas de capacidade
Cinco inquéritos foram abertos para investigar as causas do acidente, mas culpados nunca foram apontados. Fala-se bastante numa sucessão de equívocos e azares que, combinados, culminaram na tragédia. Os problemas vão de falhas estruturais a fatores ambientais daquela noite.

Considerado uma maravilha da engenharia da época,  o navio possuía; 15 anteparos à prova d’água que dividiam o casco, mas eles não eram altos o suficiente para impedir a passagem da água entre os 16 compartimentos que, em tese, foram projetados ali para permitir que a embarcação continuasse flutuando.

Mas há hipóteses mais novas. Uma delas é a do historiador e escritor inglês Tim Maltin, que recuperou diários de bordo de vários navios que navegaram, na época, nas mesma rota do Titanic  e realizou estudos  em parceria com um dos maiores estudiosos em miragens do mundo, o astrônomo Andrew Young, da Universidade de San Diego, nos EUA. Segundo ele, um fenômeno óptico causado pelo clima no Atlântico Norte, chamado super-refração, teria impedido a tripulação de enxergar os icebergs naquela noite fria e sem a iluminação da lua. Com o ar extremamente frio, a luz emitida pelos objetos abaixo da água é duplicada e o horizonte fica encoberto por uma neblina escura que dá a impressão de águas tranquilas, o que pode ter encobrido o iceberg.

Essas suposições, baseadas em estudos sérios ou não,  ganharam força ao longo dos anos  principalmente pelo  mistério que cerca o fundo do mar. Somente para se saber o paradeiro exato dos destroços foram necessários 73 anos. As primeiras expedições foram enviadas em 1963, mas a maioria fracassou por falta de financiamento. Em 1985,  o oceanógrafo norte-americano Robert Ballard – que tinha convencido a marinha dos Estados Unidos a desenvolver, cinco anos antes, um sistema de busca subaquático em parceria com o seu instituto Woods Hole Oceanographic – conseguiu localizá-lo com um submarino não-tripulado.
foto: Divulgação
Um dos desastres mais famosos da História ainda exerce um fascínio sobre as pessoas, um século depois

Nova viagem

Na última terça-feira, mais de 650 descendentes das vítimas do naufrágio se reuniram para uma cerimônia no mesmo cais de onde o Titanic partiu. Elas jogaram flores  na água no local de onde o transatlântico da White Star partiu e fizeram um momento de silêncio em memória dos que perderam suas vidas na tragédia. Uma gravação do apito do Titanic soou no cais ao meio-dia - mesmo horário no qual o  Titanic se soltou das amarras.

A cerimônia foi encerrada com o hino “Nearer My God To Thee” (Mais perto, meu Deus, de Ti), que, reza a lenda, teria sido tocado pelos músicos do navio enquanto ele afundava.
A cidade também abriu um novo museu, o SeaCity, que conta relação da cidade com o mar, com foco na história do Titanic. A abertura do museu e as homenagens fazem parte das muitas celebrações marcadas para coincidir com o 100º aniversário. Belfast, na Irlanda do Norte, que serviu de berço para a construção do navio, também inaugurou recentemente um museu sobre o tema, o Titanic Belfast, localizado próximo ao estaleiro onde foi construída embarcação.

O MS Balmoral, navio que vai refazer a rota do Titanic, partiu do porto da cidade no domingo, mas teve de interromper sua jornada na terça-feira por causa de uma emergência médica a bordo. "O navio voltou e tomou a direção de cerca de 20 milhas náuticas a leste, que o levará para mais perto da costa, num local ao alcance de um helicóptero”, informaram os organizadores da excursão em comunicado. "Assim que o passageiro deixar a embarcação para tratamento médico, o navio vai retomar sua rota”, diz o documento, sem identificar a pessoa ou descrever o problema de saúde que ela teve.

O cruzeiro deve durar 12 noites. O navio leva 1.309 passageiros, dentre eles parentes de alguns dos mais de 1.500 passageiros do Titanic que morreram, e pretende recriar a experiência do transatlântico. Muitos passageiros, tripulantes e camareiros estão vestidos com roupas da época. As refeições seguem o menu do Titanic e uma banda toca músicas daquele período.

Duas cerimônias em memória da tragédia devem acontecer no final de semana: a primeira perto da meia-noite de 14 de abril, quando o Titanic bateu contra o iceberg, e a segunda nas primeiras horas do dia 15, quando a embarcação afundou. O Balmoral pertence à Fred. Olsen Cruise Lines, cuja matriz, a Harland and Wolff, construiu o Titanic em Belfast. (Das agências)
Curiosidades

Origem
Em 1907, a empresa White Star planejou a construção de três navios - Olympic, Britannica e Titanic - para competir com os navios luxuosos e rápidos recém-lançados pela rival Cunard Lines.

Trabalho e custos
Em Belfast, na Irlanda, a empresa Harland and Wolf inicia a construção do Titanic. Quinze mil homens trabalharam na obra, que levou três anos para ser finalizada, com custo aproximado de US$ 400 milhões (valor atualizado).

Viagem
A viagem inaugural do Titanic, sob o comando do capital Edward Smith, teve início em 10 de abril de 1912 em Southampton, na Inglaterra, com destino a Nova York, nos EUA. Houve paradas para embarque em Cherbourg, na França, e Queenstown, na Irlanda.

Atrações
A Grande Escadaria, com 18 metros de altura e 5 de largura, feita de carvalho abaixo de uma cúpula de cristal, era um dos símbolos da ostentação que imperava no navio, que também tinha piscina aquecida (a primeira em um cruzeiro),  academia, sauna, quadra de squash, biblioteca e quatro elevadores.

Resgate
Uma hora após a colisão com o iceberg, por volta de 1h da manhã do dia 15 de abril de 1912, o primeiro dos vinte botes salva-vidas disponíveis é lançado ao mar com 28 passageiros, apesar de ter a capacidade para 65. Por conta da confusão, os botes saem do navio sem a lotação máxima.

Destroços
Uma equipe do oceanógrafo americano Robert Ballard descobriu os destroços do navio, a cerca de 4 mil metros de profundidade e em águas internacionais, em 1985. Na semana passada, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) anunciou que os destroços estão agora protegidos pela Convenção da Unesco para a proteção do patrimônio cultural subaquático.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Cheiro de decomposição dentro do Costa Concordia dificulta buscas


Cheiro de decomposição dentro do Costa Concordia dificulta buscas
Segundo mergulhadores da equipe de resgate, ar do interior do navio é irrespirável
Mergulhadores buscam desaparecidos em naufrágio do Costa Concordia HANDOUT / REUTERS

MADRI Mergulhadores que trabalham no resgate dos desaparecidos no naufrágio do cruzeiro Costa Concordia, na Itália, disseram nesta segunda-feira que o ar dentro do navio é irrespirável. Ainda com 17 pessoas na listas dos desaparecidos, os agentes descrevem o cheiro de decomposição no interior da embarcação como insuportável.

- Imagine a cena de você chegando de férias e descobrindo que a geladeira de sua casa desligou sozinha. Os mergulhadores estão trabalhando nessas condições disse Enio Aquilino, chefe dos bombeiros que participam das buscas, em entrevista ao tabloide britânico Daily Mail.

Nesta segunda-feira, mais dois corpos foram recuperados pelas equipes, aumentando o número de mortos para 15. Uma das vítimas achadas hoje foi identificada como Maria D'Introno, uma mulher de 30 anos que estava comemorando a lua de mel com seu marido no cruzeiro. Segundo parentes, Maria não sabia nadar e tinha pânico de água, por isso teria desistido de fugir com o companheiro.

Apesar das difíceis condições de trabalho dos mergulhadores, autoridades responsáveis pelas operações de busca afirmam que as chances do navio se movimentar são poucas, o que deve diminuir o risco de um vazamento de óleo na região. Franco Gabrielli, responsável pelo planejamento dos resgates, disse em entrevista coletiva nesta segunda-feira que as buscas e a remoção de combustível do cruzeiro podem continuar sendo executadas ao mesmo tempo.

- Conversei com especialistas, e resolvemos que as buscas podem continuar enquanto fazemos a retirada do combustível. A operação vai durar o maior tempo possível e se há corpos entre o navio e o fundo do mar, estes só serão recuperados quando o navio for desembocado ressaltou.

Cerca de 2.200 toneladas de combustível pesado ainda estão a bordo do cruzeiro. Ambientalistas temem que um vazamento cause um desastre ambiental na região, que é frequentada por turistas e mergulhadores em busca de corais.

 | O Globo

domingo, 15 de janeiro de 2012

Naufrágio do cruzeiro no litoral da Toscana, Itália. Autoridades investigam causas


Autoridades investigam causas do naufrágio
O navio encalhou em um banco de areia próximo à Giglio, no sul da Toscana
Autoridades italianas estão investigando as causas do naufrágio do navio Costa Concordia, no litoral da Toscana, que provocou uma evacuação confusa e deixou três mortos e dezenas de desaparecidos.

Uma porta-voz da guarda costeira italiana disse que o capitão do navio, Francesco Schettino, foi detido para ser questionado pela polícia e por oficiais da guarda. Schettino disse que o navio atingiu uma formação rochosa na sexta-feira à noite, perto da costa da ilha de Giglio, que não estava sinalizada na carta náutica da embarcação. Ele não foi acusado, mas está preso na cidade de Grosseto.

Antonio Belardo, um oficial local, disse que o navio desviou de sua rota usual para que os passageiros tivessem a visão do porto de Giglio. Isso implicava navegar em um estreito, de forma que a embarcação pudesse percorrer um trecho da costa da ilha que fica de frente para o continente.

Gianni Onorato, diretor-gerente da Costa Cruises, da Carnival Corp., que opera o navio, disse a repórteres hoje que o curso tomado pela embarcação na noite de sexta-feira não tinha rota definida pela ilha de Giglio. Mas ele acrescentou que não sabia quais todas as rotas possíveis e disponíveis para o capitão naquele momento. "É difícil dizer agora o que aconteceu", afirmou, ressaltando que a companhia está cooperando com as autoridades para esclarecer as causas da tragédia. As informações são da Dow Jones.

Naufrágio na Itália deixou pelo menos três pessoas mortas. Foto: Enzo Russo/EFE
Ministro italiano diz que naufrágio foi 'enorme erro humano'

O ministro italiano da Defesa, Giampaolo Di Paola, declarou neste domingo, em entrevista à emissora de TV Rai Tre, que o naufrágio do navio Costa Concordia foi "um enorme erro humano que teve consequências dramáticas, infelizmente". "Navios daquela dimensão não podem passar perto de uma costa que se sabe ser rasa", afirmou, segundo a agência de notícias italiana Ansa.
Paola acrescentando que espera que o número de mortes não aumente. "Estão em curso inspeções na parte emersa, pode haver outros passageiros presos", disse o ministro.

Por sua vez, o procurador-chefe de Grosseto, Francesco Verusio, reiterou que "a caixa-preta vai nos dizer sobre as manobras que foram feitas pelo navio antes do acidente e imediatamente após", e o resultado de sua análise deve ficar pronto em um "par de dias".

"Estamos avaliando as eventuais responsabilidades de outras pessoas que poderiam ser responsáveis por essas manobras tão arriscadas", informou. "Esperamos um relatório da Capitania dos Portos de Livorno que, nestas circunstâncias, é preciso, pontual e muito eficiente", concluiu.



Terceiro sobrevivente é resgatado de cruzeiro que naufragou na Itália
Jornal do Brasil

A terceira pessoa localizada neste domingo com vida no interior do cruzeiro Costa Concordia, que naufragou nas águas da ilha italiana de Giglio, Marrico Giampetroni, comissário-chefe de bordo, foi encontrado com vida na embarcação, 30 horas depois do acidente.

Por estar em uma área alagada, o resgate de Giampetroni pelos bombeiros foi difícil. Além da grande quantidade de água nesse andar do transatlântico, muitos materiais se soltaram no choque e outras partes ameaçam se desprender, o que tornou o resgate perigoso. Ele foi levado para a cidade de Grosseto.

Giampetroni foi colocado em um helicóptero que se aproximou do navio. A operação foi necessária porque o funcionário apresentava ferimentos em várias partes do corpo.

Até agora, os mortos estão mantidos em três, um peruano membro da tripulação e dois turistas franceses. Os feridos somam 50 e os desaparecidos 36 pelas últimas estimativas dos bombeiros.

Este sobrevivente se une ao casal de recém-casados coreanos que foi resgatado com vida na noite passada do interior do navio, 24 horas depois do acidente. Hye Jim Jeong e Kideok Han, ambos 29 anos, foram localizados no interior da cabina que ocupavam, na oitava ponte. O casal, em viagem de núpcias, tinham subido ao navio no porto de Civitavecchia, a 70 km ao norte de Roma, poucas horas antes do naufrágio.

A empresa Costa Cruzeiros, por intermédio de sua assessoria de imprensa no Brasil, deixou disponíveis os seguintes números de telefone para informações sobre os brasileiros, em São Paulo: 55-11-2123-3673 e 55-11-2123-3679.

Com agências

Brasileiro relata momentos de pânico

ILHA DE GIGLIO - O brasileiro Luciano Castro, um dos passageiros do "Costa Concordia", que naufragou neste sábado, na Itália, deixando três mortos, disse à imprensa italiana que por volta das 21H30 local "todos estavam jantando quando a luz apagou, houve um tranco e os pratos caíram da mesa".

Quando a luz voltou, o comandante anunciou uma avaria no gerador elétrico e garantiu um conserto rápido, mas o barco começou a adernar.

A tripulação pediu que todos colocassem os coletes salva-vidas e logo veio a ordem para abandonar o navio, revelou Castro.

Outra passageira, a jornalista Mara Parmegiani, descreveu "cenas de pânico dignas do 'Titanic'", com empurrões entre os evacuados, gritos e choro.

Também denunciou a falta de preparo da tripulação, afirmando que houve problemas quando os botes salva-vidas foram lançados ao mar e que alguns coletes salva-vidas não funcionaram.

"Os funcionários não estavam de maneira nenhuma preparados, houve problemas quando os botes foram colocados no mar (...) e alguns coletes salva-vidas não funcionaram, assim como as luzes de emergência".

Unidades da Guarda Costeira, navios mercantes e ferrys garantiram a evacuação dos passageiros e tripulantes para a ilha de Giglio.

No total, 12 navios e 9 helicópteros foram mobilizados para verificar se há alguém no mar, segundo o porta-voz da capitania de Livorno, Emilio Del Santos.

A capitania de Livorno, o maior porto da Toscana, anunciou a abertura de uma investigação sobre a causa do acidente e como os passageiros foram resgatados.

A "Costa Crociere", empresa proprietária do navio, manifestou seus pêsames às famílias e destacou que ainda não é possível determinar as causas do acidente.

Segundo a empresa, o "Costa Concordia" havia partido de Savona para um cruzeiro pelo Mediterrâneo, com escalas em Civitavecchia, Palermo, Cagliari (Itália), Palma de Mallorca, Barcelona (Espanha) e Marselha (França).

O "Costa Concordia", de 290 metros, tinha cinco restaurantes, 13 bares e quatro piscinas.

domingo, 3 de julho de 2011

Pescadores relembram drama de naufrágio após 26 dias à deriva

Pescadores relembram drama de naufrágio após 26 dias à deriva
Barco com seis pessoas saiu de Cabo Frio (RJ) e foi achado em Itajaí (SC).
'Sonhava com comida. Estava no mar, só bebendo urina', disse tripulante.

Seis tripulantes do barco Wiltamar III ficaram à deriva por 26 dias. Os pescadores foram resgatados na noite de segunda-feira (27). O barco saiu de Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro, no dia 1º de junho e foi encontrado a cerca de 180 km da Costa de Itajaí, em Santa Catarina.

Do litoral de Cabo Frio até a divisa do Paraná com Santa Catarina, foram 500 quilômetros de desvio da rota, uma eternidade para os pescadores. Uma pane elétrica desligou o motor e cortou a comunicação por rádio com o continente. Dois dias depois, terminaram o arroz e o feijão que havia a bordo. Não tinham mais comida. Mais três dias, e o barco ficou sem água potável.

Durante quatro dias, enfrentaram uma tempestade. Os pescadores conseguiram um pouco de água da chuva, mas se afastaram mais da costa. Totalmente sem controle do barco, foram levados pela corrente. E começaram a perder a esperança. Foram resgatados por um barco italiano, a 200 quilômetros da costa de Santa Satarina. “Subi no mastro e comecei a sacudir o colete de segurança. Fiquei igual um maluco, durante dez ou quinze minutos até ele me ver”, lembra Cristiano Pereira de Souza, 33 anos.

O mar agitado jogava o pequeno barco de pesca contra o imenso casco do cargueiro.
Por duas vezes, o choque entre eles danificou seriamente o barco. Em mar revolto, os choques do pequeno barco de madeira, com o imenso casco de ferro do navio, colocaram o salvamento em alto risco.

Cristiano teve um papel heróico. Ele foi o primeiro a subir a bordo, com uma escada lançada pelos tripulantes do navio. Em seguida, três outros pescadores foram içados por cintos de segurança. Cristiano foi o primeiro a subir a bordo usando uma escada. Três outros pescadores foram içados por cordas e cadeirinhas amarradas na cintura.

Um dos pescadores foi ferido no ombro no resgaste. Durante a tempestade, uma âncora foi lançada contra ele. Eles estavam mal demais para subir sozinhos. Crsitiano colocou um cinto de segurança e voltou ao barco para salvar os companheiros. Ele ajudou dois outros pescadores, que estavam muito mal. Ele ajudou os colegas na subida no cargueiro.

Quando tudo parecia resolvido, o mar revolto derramou uma pilha de caixas sobre a corda amarrada a Cristiano. Ele ficou preso ao barco. Precisou soltar o cinto e subir pela escada mais uma vez. Uma terceira pancada derrubou caixas sobre a corda e o prendeu Cristiano ao barco.

Ele desatou o cinto de segurança e se lançou para agarrar a escada. Assim que os homens conseguiram deixar o barco, ele afundou. Minutos depois de todos os pescadores passarem para o navio italiano, o barco pesqueiro afundou. Foram salvos por muito pouco.

Fotos obtidas com exclusividade pelo "Fantástico" foram tiradas por tripulantes do
navio italiano. Elas mostram como os náufragos estavam debilitados. Apenas um, Cristiano, conseguia sorrir. Dois dos sobreviventes (Cristiano e Maycon Lima dos Santos, 24), tiveram alta do hospital.

Reencontro com o filho
O "Fantástico" acompanhou a viagem deles de volta para casa. Na estrada, lembraram os momentos mais difíceis que viveram no mar. “Penso muito no filho. A gente pensa em todo mundo. Mas o filho da gente, sei lá, é metade da gente”, disse Cristiano, que reencontrou seu filho de sete anos em Marataízes, no litoral sul do Espírito Santo. Eles estão vinte quilos mais magros, mas recuperados do susto e recebidos com festa. O pai de Maicon já decidiu: “Agora nunca mais ele vai pro mar. Está proibido.”

Itaipava é o porto que concentra maior número de embarcações de pesca, nesta área litorânea do Espírito Santo. Com a maré baixa, os barcos ficam na areia da praia. Os pescadores voltaram ao mar no local onde tudo começou, quando eles partiram para uma pescaria de rotina, num barco de madeira com doze metros de comprimento e capacidade para armazenar quatro toneladas de peixes.

Eles saíram como pescadores anônimos e voltaram como heróis da sobrevivência. Cristiano completou 33 anos de idade quando o barco já estava à deriva. “A gente tava à deriva, já meio desanimado. Eu falei: 'gente, eu faço aniversário hoje vamos pular no mar aí. O mar tá bonito azulzinho, tudo paradinho'", conta ele.
Mas o desânimo tomou conta de todos. Teve gente que chegou a delirar de tanta sede. “Sonhava com a comida, quando acordava estava no meio do mar perdido. Só bebendo urina. Com gosto de urina na boca”, lembra Maicon. A urina foi o que manteve os pescadores vivos. "Há uma série de componentes na urina que mantêm o indivíduo algum tempo. É o ideal? Obviamente não", explica a endocrinologista Ana Cristina Belsito. "A ingestão da urina acaba levando a uma intoxicação. Essas substâncias eliminadas pelo corpo acabam levando a um grau de doença interna do paciente", completa Luiz Alexandre, diretor do Hospital Souza Aguiar.

Quatro pescadores ainda estão internados em hospitais do Rio, fora de perigo depois de 26 dias perdidos no mar.


Do G1, com informações do Fantástico

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Naufrágio no Lago Paranoá. Um bebê morreu e sete pessoas seguem desaparecidas

Sete pessoas seguem desaparecidas no Lago Paranoá
Embarcação naufragou no domingo. Buscas serão retomadas nesta segunda

Cerca de cem pessoas estavam na embarcação. Entre elas uma criança de dez anos, que ainda não foi encontrada. Bebê de seis meses é a primeira morte confirmada (Foto:Josemar Gonçalves)


As equipes de resgate retomam na manhã desta segunda-feira as buscas aos desaparecidos no Lago Paranoá, em Brasília, onde uma embarcação afundou na noite de domingo. Segundo os bombeiros, apenas alguns barcos continuarão fazendo a ronda. As buscas foram suspensas durante a madrugada para serem retomadas ao amanhecer. Pelo menos sete pessoas seguem desaparecidas. Um bebê de seis meses morreu no acidente.

Entre os desaparecidos está a mãe da criança morta. O Corpo de Bombeiros informou que 92 pessoas foram resgatadas com vida. Três delas foram encaminhadas ao Hospital Regional da Asa Norte. Participam da operação de resgate 56 bombeiros e 25 mergulhadores. Dois helicópteros do Corpo de Bombeiros sobrevoam o local do acidente em apoio às buscas.

Pouco após o naufrágio, os bombeiros informaram que havia 104 pessoas a bordo no momento do acidente. A informação, porém, foi corrigida durante a madrugada, quando a corporação informou não saber ao certo a quantidade de pessoas na embarcação.

A polícia e os bombeiros informaram que depoimentos colhidos com os primeiros passageiros resgatados apontavam para a possibilidade de o acidente ter sido provocado por uma lancha - que passava pela mesma área do lago ou que fazia uma espécie de escolta da embarcação.

O barco percorria o lago enquanto dava uma festa, programação comum nos finais de semana em Brasília. A embarcação saiu de um clube por volta das 19h30. Familiares das pessoas que estavam no barco e os serviços de socorro usaram as instalações da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade) como base de apoio para trabalhar e coletar informações sobre os parentes.

(Com Agência Estado)

domingo, 22 de maio de 2011

Barco com 104 passageiros vira no Lago Paranoá, em Brasília

Barco com 104 passageiros vira no Lago Paranoá, em Brasília
Todos os passageiros foram resgatados com vida.
Segundo bombeiros, há indícios de superlotação.


Um barco com pelo menos 104 passageiros virou na noite deste domingo (22) no Lago Paranoá, em Brasília, durante a comemoração de um aniversário. De acordo com o Corpo de Bombeiros, todos os passageiros foram resgatados com vida, mas uma criança está em estado grave.

Parte dos passageiros recebeu os primeiros socorros no clube da Associação dos Sevidores da Câmara dos Deputados (Ascade), que fica perto do local do acidente.

Ainda segundo os bombeiros, há indícios de que havia excesso de passageiros na embarcação. Nenhuma das pessoas resgatadas reclamou da falta de amigos ou familiares, mas as buscas continuam. Três helicópteros e 100 agentes dos bombeiros trabalham nas buscas.

A polícia e os bombeiros informaram que depoimentos colhidos com os primeiros passageiros resgatados apontavam para a possibilidade de o acidente ter sido provocado por uma lancha - que passava pela mesma área do lago ou que fazia uma espécie de escolta da embarcação.

O barco percorria o lago enquanto dava uma festa, programação comum nos finais de semana em Brasília. A embarcação saiu de um clube por volta das 19h30. Familiares das pessoas que estavam no barco e os serviços de socorro usaram as instalações da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade) como base de apoio para trabalhar e coletar informações sobre os parentes.

Sete pessoas seguem desaparecidas no Lago Paranoá
Embarcação naufragou no domingo. Buscas serão retomadas nesta segunda

Resgate trabalha para socorrer as vítimas do naufrágio (Ed Ferreira / Agência Estado)

As equipes de resgate retomam na manhã desta segunda-feira as buscas aos desaparecidos no Lago Paranoá, em Brasília, onde uma embarcação afundou na noite de domingo. Segundo os bombeiros, apenas alguns barcos continuarão fazendo a ronda. As buscas foram suspensas durante a madrugada para serem retomadas ao amanhecer. Pelo menos sete pessoas seguem desaparecidas - havia mais de 100 passageiros a bordo no momento do naufrágio. Um bebê de seis meses morreu no acidente.

Entre os desaparecidos está a mãe da criança morta. O Corpo de Bombeiros informou que 92 pessoas foram resgatadas com vida. Três delas foram encaminhadas ao Hospital Regional da Asa Norte. Participam da operação de resgate 56 bombeiros e 25 mergulhadores. Dois helicópteros do Corpo de Bombeiros sobrevoam o local do acidente em apoio às buscas.

Pouco após o naufrágio, os bombeiros informaram que havia 104 pessoas a bordo no momento do acidente. A informação, porém, foi corrigida durante a madrugada, quando a corporação informou não saber ao certo a quantidade de pessoas na embarcação.

A polícia e os bombeiros informaram que depoimentos colhidos com os primeiros passageiros resgatados apontavam para a possibilidade de o acidente ter sido provocado por uma lancha - que passava pela mesma área do lago ou que fazia uma espécie de escolta da embarcação.

O barco percorria o lago enquanto dava uma festa, programação comum nos finais de semana em Brasília. A embarcação saiu de um clube por volta das 19h30. Familiares das pessoas que estavam no barco e os serviços de socorro usaram as instalações da Associação dos Servidores da Câmara dos Deputados (Ascade) como base de apoio para trabalhar e coletar informações sobre os parentes.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Seis crianças de uma mesma família morrem em naufrágio de canoa no Maranhão

SÃO LUÍS - Seis crianças de uma mesma família morreram após uma canoa em que viajavam virar em um lago no povoado Piquizeiro, a 28 km do município de Lago Verde, no Maranhão. Outras duas crianças e três adultos sobreviveram. A família viajava para o povoado Vila São Francisco, no município de Bacabal.

De acordo com a Rádio Mirante AM, o acidente aconteceu após a hélice do motor da canoa - chamada de rabeta - quebrou. A embarcação ainda girou no meio do lago até virar. Como os adultos sabiam nadar, eles conseguiram sobreviver e salvar duas crianças.

A canoa era guiada por Josimar Martins Silva, pai de uma das crianças mortas - Franciel, de 8 anos. Além de Josimar, estava na embarcação a irmã dele, Deusilene Martins da Silva, mãe de três crianças mortas - Elaine, de 7 meses, Wesley Henrique, de 4 anos, e Erisvan, de 6. As outras duas crianças mortas no acidente foram identificadas como Andressa, que no domingo faria 11 anos, e Ronildo Silva dos Santos, de 12. Eles eram primos das outras vítimas.

Uma das crianças que sobreviveu tinha 12 anos e a outra, alguns meses de vida. Também viajava na canoa uma mulher identificada como Zilene.

As seis crianças estão sendo veladas na Unidade Escolar São José, no povoado Piquizeiro.

O motor teve problemas e as pessoas se desequilibraram. Segundo os sobreviventes, a embarcação levava 11 pessoas da mesma família para visitar parentes em outro povoado

Vítimas
Elaine, 7 meses
Wesley Henrique, 4 anos
Erisvan, 6 anos
Franciel, 8 anos
Andressa, 10 anos
Ronildo, 12 anos

Fonte: Imirante