Mostrando postagens com marcador imigrantes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador imigrantes. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

Ranking: 10 melhores países para ser imigrante


Suécia: o melhor país para imigrantes
Suécia ocupa a primeira posição do ranking, mas não apresenta as melhores políticas contra discriminação

A Suécia é o país que, de maneira geral, reúne as melhores condições para ser imigrante. Embora tenha uma boa nota total, o país é apenas o terceiro colocado quando analisadas as políticas contra discriminação aos estrangeiros.

De acordo com o estudo Migration Integration Policy, é o país que melhor recebe os imigrantes e que mais contribui para sua integração na sociedade. O Estudo analisou 140 pontos sobre imigração nos países europeus.

A Suécia é disparada o melhor país nos seguintes itens: emprego, direito dos imigrantes, ajuda para família e leis contra racismo. Depois da Suécia os melhores são: Portugal, Bélgica, Holanda e Finlândia.

A Noruega está no grupo abaixo da Espanha, Franca, Inglaterra, Itália e Alemanha. Todos com uma integração não muito boa por parte dos imigrantes. Não sabia que a Suécia era tão boa assim, mas sabia que imigrantes comuns conseguem empregos sem problemas.


Os 10 melhores países para imigrantes e as 10 melhores cidades para viver
Saiu na Revista EXAME uma pesquisa produzido em parceira entre o British Council e a organização europeia para políticas de Imigração Migration Policy Group que analisou os melhores países para imigrantes.


Suécia

O Canadá ficou em terceiro lugar e a Suécia ficou em primeiro lugar, pois reune as melhores condições para ser imigrante. Embora tenha uma boa nota total, o país é apenas o terceiro colocado quando analisadas as políticas contra discriminação aos estrangeiros. A conclusão é do índice MIPEX.


O estudo avaliou os países europeus, o Canadá e os Estados Unidos. Recentemente, a pesquisa também incluiu Japão (que ficou em 29º lugar do ranking) e a Austrália (que figurou em quinto lugar). Por conta desta
metodologia, nenhum país da América Latina aparece no ranking.

O estudo aplicou uma nota de até 100 para sete áreas principais:
Mobilidade no mercado de trabalho;
Possibilidade de reunir a família no país;
Educação;
Participação do imigrante na política;
Residência de longo prazo;
Acesso à nacionalidade e políticas contra discriminação.
Quanto maior a nota geral, melhor colocado ficou o país. Nenhuma nação alcançou a nota máxima na contagem geral.

A Classificação ficou assim:

  1. Suécia – 83 pontos
  2. Portugal – 79 pontos
  3. Canadá – 72 pontos
  4. Finlândia – 69 pontos
  5. Austrália – 68 pontos
  6. Holanda – 68 pontos
  7. Bélgica – 67 pontos
  8. Noruega – 66 pontos
  9. Espanha – 63 pontos
  10. Estados Unidos – 62 pontos 


Segundo o Instituto de pesquisas Economist Intelligence Unit (EIU), da revista The Economist, a melhor cidade que oferece boa infraestrutura e qualidade vida do mundo,é Melbourne, na Austrália.

O ranking analisou cinco critérios principais: 

  • Estabilidade;
  • Saúde;
  • Cultura;
  • Meio ambiente;
  • Educação;
  • Infraestrutura. 

 Para cada um desses itens, foi atribuída uma pontuação de zero a 100, sendo que até 1 a condição é considerada “intolerável”, e 100 é ideal. Com isso, as cidades obtiveram uma nota geral, também de zero a cem, e quanto maior a pontuação, mais “apropriada” para viver é a cidade.

Melbourne, Austrália

Austrália e Canadá foram os países que emplacaram mais cidades no Top 10. A Austrália apareceu com quatro cidades. Já o Canadá conseguiu colocar no ranking três representantes.

Vancouver, Canadá
O ranking difere de outro publicado pelo mesmo instituto, que apontou as dez melhores cidades para se viver. No outro estudo, foram considerados critérios diferentes, como espaço verde, conectividade, bens naturais e culturais. Por isso, Hong Kong, que ficou em primeiro lugar na outra análise, não apareceu neste ranking dos dez mais.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Navio com 200 imigrantes ilegais afunda no sul da Indonésia

Navio com 200 imigrantes ilegais afunda no sul da Indonésia
Navio seguia para a Austrália.
Autoridade Marítima Australiana de Busca e Resgate diz que há sobreviventes.

Um navio que transportava cerca de 200 imigrantes ilegais com destino à Austrália naufragou no sul da ilha de Java, na Indonésia, informaram nesta quinta-feira (21) autoridades australianas.

"Há sobreviventes, mas não podemos confirmar o número neste momento", disse uma porta-voz da Autoridade Marítima Australiana de Busca e Resgate, segundo o site "News.com".

A Austrália já enviou duas embarcações e um avião à região do naufrágio. As autoridades indonésias não se pronunciaram sobre o acidente.


O número de imigrantes ilegais interceptados pela Marinha australiana na Ilha de Christmas, no sul da ilha de Java, cresceu em maio e junho até superar mil pessoas por mês, um número que não era alcançado desde 2001, segundo dados oficiais da Austrália. (G1)

sábado, 28 de agosto de 2010

Tristeza no México. 72 imigrantes que buscavam uma vida melhor são chacinados impiedosamente pelos narcotraficantes

Em meio à crescente violência na fronteira com os Estados Unidos, a embaixada do Brasil no México iniciou uma campanha alertando brasileiros a não cruzarem o território mexicano para atravessar a divisa rumo ao lado americano, informa neste sábado o jornal "El Universal". Até agora, há ao menos um brasileiro entre os mortos na chacina com 72 vítimas descoberta esta semana no norte do México. Segundo autoridades mexicanas, foram identificados outros 30 imigrantes: 14 de Honduras, 12 de El Salvador e quatro da Guatemala.

- No Brasil, faremos uma notificação a todos para que evitem passar e que tenham consciência dos riscos enormes que tem esta tentativa - afirmou ao "El Universal" o embaixador brasileiro, Sergio Augusto de Abreu e Lima.

Agentes de imigração mexicanos resgataram este ano 2.750 imigrantes, alguns perdidos no deserto e outros mantidos reféns por organizações criminosas, disse na sexta-feira a comissária de imigração mexicana, Cecilia Romero. De acordo com ela, no estado de Tamaulipas, onde aconteceu a chacina, 812 imigrantes foram sequestrados por gangues ligadas ao tráfico de drogas. Muitos imigrantes relatam que foram forçados a trabalharem como traficantes.



Corpos identificados seriam únicos com documentos

Segundo o vice-chanceler de Honduras, Alden Rivera, as 31 vítimas do massacre identificadas até o momento eram as únicas que tinham documentos com elas. Investigadores estão coletando DNA dos outros mortos, mas Rivera afirmou que pode ser difícil identificar muitos outros. O processo de repatriação dos corpos de brasileiros que estejam entre as vítimas deve demorar pelo menos duas semanas .

A ONU condenou a chacina, classificada como um "terrível assassinato". Segundo a organização, o México é país de trânsito para cerca de 400 mil pessoas por ano, que enfrentam cada vez mais perigos na passagem para os EUA.

México oferece visto a sobrevivente
O governo mexicano ofereceu na sexta-feira um visto humanitário para o único sobrevivente da chacina, o equatoriano Luis Freddy Lala Pomavilla, que ainda não havia decidido se aceitaria. A comissária de imigração mexicana assegurou que a maioria das vítimas de violência rejeita a oferta e prefere voltar a seu país.

(Explosões e desaparecimento de investigador deixam estado em alerta)
O agente do Ministério Público que investigava a chacina em Tamaulipas e chegou a ser dado como morto pelo presidente mexicano, Felipe Calderón, continua desaparecido, segundo autoridades. Pais de vítimas da chacina disseram ter recebido ligações pedindo dinheiro pela libertação dos filhos antes da descoberta dos 72 corpos.


Crise afeta brasileiros que vivem no exterior
Muitos brasileiros que moram fora querem volta

Nestes tempos de crise global, qual será a expectativa do trabalhador brasileiro com relação ao futuro do país?

A pedido da Fiesp, o Ibope ouviu em São Paulo mais de 800 trabalhadores da indústria e da construção civil, entre os dias 20 e 25 de janeiro. O resultado, que a gente conseguiu com exclusividade, mostra até um certo otimismo diante da crise.

35% dos trabalhadores ouvidos acreditam que a situação econômica do Brasil vai ficar melhor. 43% acham que ficará igual e apenas 22% acreditam que a economia brasileira vai piorar.

A pesquisa Fiesp-Ibope revela também que 27% dos trabalhadores não têm medo de ser afetados pela crise. 46% têm um pouco de medo e 28% têm muito medo.

A crise mundial ajudou a produzir um recorde no Brasil: quase 655 mil trabalhadores com carteira assinada perderam o emprego em dezembro passado, segundo o Ministério do Trabalho. Foi o pior resultado dos últimos dez anos.

E a crise não poderia deixar de afetar também os brasileiros que vivem no exterior. Muitos já estão arrumando as malas para voltar pra casa.

A economia mundial vai crescer só 0,5% este ano, o menor índice desde 1945 e 51 milhões de pessoas vão perder o emprego, levando para 230 milhões o número de desempregados em todo o planeta.

No Japão, a taxa de desemprego subiu para 3,9% em novembro. Hoje existem 280 mil brasileiros vivendo no país. De cada dez, três não têm emprego.

Em Tókio, todo domingo agora é assim, muitos protestos pela rua.

“Quero ver se arrumamos emprego aí para todo mundo né?”, diz homem que participa da passeata.

Eles são de origens e idades diferentes. Descendentes ou não de japoneses, protestam contra o desemprego e a discriminação.

“Os primeiros a serem demitidos são os brasileiros, são os estrangeiros que estão nesta situação”, conta o estudante de relações internacionais Menandro Gomes, estudante.

Eles gritam por solidariedade.

“A gente tem que ser unir mesmo em prol de nós mesmos e mostrar para a sociedade japonesa que a gente existe, entendeu? Que gente não é só uma sombra do sucesso da economia deles”, protesta MC Beto, músico.

Em Okasaki, a 250 quilômetros de Tóquio, os brasileiros são metade da população de 10 mil estrangeiros. No local, a dona de um hotel desativado abre as portas para 25 famílias de brasileiros desempregados.

“Se fosse eu e meu marido, a gente ser virava né? Mas com criança é muito difícil.”, conta Luciana Matsuda.

Os moradores doam cobertores, roupas e alimentos. O abrigo é chamado de ‘sonho e esperança’.

“E agora, mais do que nunca, tem tanta gente desempregada, passando fome, gente brasileira que nem a gente né? Acho que é hora de ajudar”, diz Célia Miyashiro, voluntária.

Na comunidade europeia, o desemprego em dezembro é o maior desde 2006: 8%. No Reino Unido deve atingir três milhões de pessoas este ano. Muitas delas, brasileiras.

Gente como Marcos Teixeira, de 31 anos, que acaba de perder o emprego em um restaurante e vive um dilema. “Cada vez que eu pego um jornal e eu vou procurar trabalho, só vê empresa falindo ou fechando, então está bem complicado. Eu vou para o Brasil agora relaxar um pouco e pensar bem o que é que eu vou fazer da minha vida, do meu futuro”, lamenta Marcos.

Na Espanha, o desemprego de 14,4% é recorde na Europa.

Fabio Doloveti, de 27 anos, tem saudades da época em que chegou de São Paulo, há três anos. “Cheguei ilegal, sem papeis. Com cinco dias que eu estava na Espanha eu consegui arrumar trabalho em um restaurante brasileiro e aquela época era muito fácil achar serviço. Você botava anuncio no jornal e no outro dia você já estava empregado”, conta.

Com a mulher grávida, ele não sabe até quando vai aguentar sem trabalho em Madri. “Não sei o que vou fazer, se eu vou embora. A situação no Brasil deve estar bem melhor do que aqui. Lá, você está sem emprego, mas pelo menos está do lado da família”.

Nos Estados Unidos, o desemprego está em 7,2%. Só em dezembro, 2,5 milhões de pessoas perderam emprego.

Em Nova Iorque, duas amigas brasileiras já decidiram: vão voltar para casa. “Estou indo para São Leopoldo. É hora de ir embora. Agüentar o frio aqui sem uma perspectiva financeira não vale, é melhor ir para casa”, conta Natália Martins, desempregada.

Sem as gorjetas dos bons tempos, Natalia Martins desistiu do emprego de recepcionista em um hotel e já providenciou a mudança. Volta nesta segunda feira (2) e deixa um conselho para quem ainda pensa em tentar uma vida melhor no exterior: “Vir para cá para aprender inglês vale a pena, mas vir para cá para fazer dinheiro não vale mais a pena”, aconselha Natália.

A paulistana Luciana Peralta, produtora de eventos, também já marcou a volta para este mês. “A qualidade de vida no Brasil é muito melhor do que a qualidade de vida que a gente está tendo aqui sem o retorno financeiro”, afirma Luciana Peralta, desempregada.

Para as duas amigas, Nova Iorque vai ficar na memória como um sonho americano que acaba em decepção.

De volta ao Japão, outro drama. Uma menina de 9 anos, que vivia em Nagano, estar para voltar para casa com a mãe sem saber falar uma palavra de português.

“O Japão tem muitas coisas legais, nós vivemos felizes”, diz Hanielle Sekine.

“Acho que ela vai ter essa dificuldade, de amizade, a origem, o idioma”, afirma Sigeko Sekine, mãe de Hanielle.

A tia, que fica no Japão, já está morrendo de fica com saudade. “Dor, muita dor, vendo assim”, diz Tieko Sato, tia de Hanielle.

Depois de Tóquio, Nagoya entra na luta dos brasileiros contra o desemprego. Na cidade, coração da indústria automobilística japonesa, onde vivem 70 mil brasileiros, 1.500 saíram, hoje, em passeata para espantar a crise.