Mostrando postagens com marcador chacina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador chacina. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Chacina. Seis homens foram encontrados mortos na favela Vai Quem Quer, em Duque de Caxias

Seis corpos são encontrados na favela Vai Quem Quer, em Duque de Caxias
Seis pessoas morreram na comunidade do Vai Quem Quer Foto: Alexandro Auler

Seis homens foram encontrados mortos na favela Vai Quem Quer, em Duque de Caxias, no fim da tarde desta sexta-feira. Os corpos estavam próximos a um Palio preto que pertence a um parente de uma das vítimas, na Rua Jovita Feitosa. De acordo com testemunhas, o grupo estava em um bar, quando outros dois carros (um prata e um preto), com oito pessoas dentro, passaram pelo local atirando. Os mortos tinham muitas marcas de tiro de fuzil na cabeça, no peito e nos braços.

Uma das vítimas era Bruno Leonardo Salazar Faustino, conhecido como Mascote, de 17 anos, o único que portava cocaína. Os outros mortos foram identificados como Eduardo Farias de Moraes, de 19 anos; Jurandir Alves de Souza, o Pará, de 33 anos; William


Moreira da Silva, o Pity, de 20 anos (tio de Bruno); Moisés Dias Romãos, de 51 anos; e Sidnei Gall Ribeiro, de 22 anos.

Dos cinco maiores de idade, apenas Eduardo e Moisés não tinham passagem pela polícia. Pará e Pity chegaram a ter um mandado de prisão expedido por tráfico. De acordo com o delegado Marcelo Ambrósio, da 60ª DP (Campos Elíseos), ainda não se sabe o que poderia ter motivado a chacina:
- Não descarto nenhuma hipótese, vamos investigar todas as linhas possíveis - prometeu o delegado.

A polícia ainda não sabe o que motivou a chacina Foto: Alexandro Auler

O crime aconteceu por volta de 14h30m. Uma das vítimas, o familiar do dono do carro, foi encontrada no banco do motorista do veículo. Outros dois corpos estavam ao lado do Palio, enquanto um quarto, provavelmente após tentar fugir, foi atingido já na esquina. As duas últimas vítimas, que também podem ter tentado escapar, estavam numa rua sem saída próxima ao bar.

Os corpos foram levados para o Instituto Médico Legal (IML), enquanto o carro atingido pelos disparos foi encaminhado para perícia. O delegado Marcelo Ambrósio informou que ouvirá em breve a família das vítimas e possíveis testemunhas.

'Operação Purificação'
A favela Vai Quem Quer foi um dos alvos da "Operação Purificação", que culminou com a prisão de traficantes e de 63 policiais militares da Baixada Fluminense e de outras partes do Rio no início de dezembro do ano passado. Na época, o comandante do 15º BPM (Duque de Caxias), tenente-coronel Claudio de Lucas Lima, chegou a ser afastado do cargo.


extra.globo.com

sexta-feira, 11 de maio de 2012

Chacina em Doverlândia. Mãe diz que suspeito que morreu na queda do helicóptero teve ajuda

Mãe diz que suspeito de chacina em Goiás teve ajuda

Corpo de delegado foi o primeiro a ser
resgatado e levado ao IML 
Reprodução TV

A mãe do acusado de matar sete pessoas em uma fazenda de Goiás foi a Goiânia nesta quinta-feira (10) buscar o corpo do filho. Aparecido Souza Alves, 23, morreu na queda de um helicóptero da Polícia Civil na terça.

Ilda Aparecida de Souza Paes disse ao "Bom Dia GO", da TV Globo, que tem medo de vingança por parte das famílias das vítimas que morreram na fazenda e que está abalada com os acontecimentos.

Para ela, o filho, que confessou o crime, teve ajuda. "Isso aí ele não fez sozinho. Uma pessoa sozinha não faz uma tragédia daquelas."

Ela diz que o filho deve ter sido ameaçado para não falar sobre eventuais comparsas. "Se ele contasse, eles o matariam ou a uma pessoa da família. Essas coisas normalmente acontecem", disse.

A mãe diz que não tinha conhecimento de que o filho pudesse estar envolvido com "qualquer coisa errada", e que sente pelas vítimas da chacina e da queda do helicóptero. "A gente cria os filhos e depois eles saem pelo mundo. Você não sabe com quem eles estão se envolvendo. O pai e a mãe não têm culpa do que os filhos fazem de errado."

Além de Alves, morreram na queda do helicóptero os delegados Vinícius Batista da Silva, Antônio Gonçalves Pereira dos Santos, Bruno Rosa Carneiro e Jorge Moreira da Silva e Osvalmir Carrasco Melati Júnior; e os peritos Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva. A aeronave caiu na cidade de Piranhas (321 km de Goiânia) quando voltava de uma reconstituição do crime.

CRIME

Sete pessoas foram mortas e degoladas no último dia 28 em uma fazenda no sul de Goiás. O crime aconteceu por volta das 17h no município de Doverlândia (a 403 km de Goiânia).

Além do fazendeiro Lázaro de Oliveira Costa, foram mortos seu filho, Leopoldo Rocha Costa, e o vaqueiro Eli Francisco da Silva, funcionário da fazenda.

As outras quatro vítimas --Miracy e Joaquim Manoel Carneiro, o filho do casal, Adriano, e a namorada dele, Tames Mendes da Silva-- eram amigos do fazendeiro e foram ao local para fazer uma visita.


Todos os corpos foram encontrados com cortes no pescoço que, segundo a polícia, chegavam quase à coluna das vítimas.

Na segunda-feira (30), a polícia prendeu Alves em flagrante. Ele tinha o tênis sujo de sangue e, com ele, foram encontrados um celular e uma carabina que pertenciam às vítimas.

Em depoimento à polícia, ele disse que cometeu o crime depois de ter sido contratado por "Alcides do Supermercado", sogro de Leopoldo. Alcides prometeu R$ 50 mil e adiantou R$ 700 em troca do assassinato da família do fazendeiro, segundo sua versão.

Também foram contratados para ajudar a executar o crime Celio Juno Costa da Silva, sobrinho do fazendeiro assassinado, e um pistoleiro identificado como José de Ribeirãozinho, de acordo com o depoimento de Alves.

Celio e Alcides foram presos enquanto participavam do velório das vítimas, em Frutal (MG). O quarto suspeito continua foragido.

A principal hipótese é que o crime ocorreu por questões "materiais", possivelmente ligadas à propriedade, segundo a delegada-geral da Polícia Civil de Goiás, Adriana Accorsi.

A reportagem não conseguiu localizar os advogados dos suspeitos.

Fonte: jornalfloripa.com.br

quinta-feira, 10 de maio de 2012

Identificada 2ª vítima de queda de helicóptero da reconstituição da chacina: Delegado Osvalmir Carrasco


IML identifica segunda vítima da queda de helicóptero em Goiás
Delegado Osvalmir Carrasco foi identificado pelos dentes nesta quinta-feira.
Acidente aéreo matou sete policiais e o principal suspeito de chacina.


Os peritos do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia já identificaram, na madrugada desta quinta-feira (10), o corpo do delegado Osvalmir Carrasco Melati Júnior, vítima da queda do helicóptero que transportava cinco delegados, dois peritos, além do principal suspeito da chacina em Doverlândia e que caiu, na tarde de terça-feira (8), em uma fazenda próxima à cidade de Piranhas, quando voltava da reconstituição do crime.

O Primeiro corpo a ser resgatado e identificado, o delegado Vinícius Batista Silva foi sepultado na tarde de quarta-feira (9), no Cemitério Jardim das Palmeiras, em Goiânia.

“O Carrasco foi identificado por odontologia legal. Ele tinha uma documentação odontológica muito boa e nos permitiu fazer a identificação”, explica a diretora da Polícia Técnico- Científica Rejane Sena Barcelos.

Segundo ela, o corpo do delegado já está liberado e aguarda a chegada de familiares: “Já foi passado aos familiares a liberação do corpo e agora nós estamos aguardando-os”.

De acordo com a diretora, a análise de impressão digital das vítimas já foi feito e o resultado, segundo ela, deu positivo. Mas, de acordo com a diretora, existem outras fases do processo de investigação que precisam ainda ser trabalhadas. “A impressão digital deu positivo, mas tem alguns que estão em processo de hidratação para a identificação. Existem ainda alguns fragmentos que nós tivemos de encubar para a realização do DNA para identificar de quem são esses fragmentos e poder selecionar e entregar à família”.

Delegado Osvalmir Carrasco pilotava a
aeronave da Polícia Civil
(Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
De acordo com a diretora, a extração de DNA necessita de 24 horas de incubação, portanto, na noite desta quinta-feira as análises terão continuidade: “Vai depender da qualidade de cada amostra coletada e da resposta dele para a gente estabelecer este prazo. Mas nós vamos tentar fazer o mais rápido possível”.

Os nomes das vítimas identificadas só serão divulgados após todo o processo de análise e somente quando todos os corpos forem analisados.
Chegada dos corpos
Chegaram a Goiânia, na noite de quarta-feira (9), os corpos de sete das oito vítimas do acidente aéreo em Piranhas, no sudoeste de Goiás. Eles foram resgatados em meio aos destroços do helicóptero da Polícia Civil.

Estavam nas aeronave os corpos do superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; do delegado titular da Delegacia de Repressão a Roubo de Cargas, Jorge Moreira; do chefe do Grupo Aeroespacial e piloto do helicóptero, Osvalmir Carrasco Júnior; do chefe-adjunto do Grupo Aeroespacial e copiloto da aeronave, Bruno Rosa Carneiro; dos peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; e do principal suspeito da chacina em Doverlândia, Aparecido de Souza Alves, 22 anos.

Após colherem material genético para identificar os corpos dos filhos, as mães dos dois peritos mortos passaram mal e tiveram de ser hospitalizadas. De acordo com o presidente do Sindicato dos Peritos Criminalísticos de Goiás, Décio Caetano, o sinvestigadores Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva eram primos



Chacina
A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que as investigações da chacina de Doverlândia continuarão, pois há outros suspeitos além de Aparecido de Souza Alves, de 22 anos, que segundo a polícia, chegou a confessar a autoria do assassinato de sete pessoas.

Causas
O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa) recolheu peças e documentos do helicóptero que caiu próximo ao município de Piranhas, a 325 km de Goiânia, para dar início ao processo de investigação das possíveis causas que provocaram a queda da aeronave. Segundo o delegado-adjunto da Delegacia Estadual de Investigação de Homicídios (DEIH), Alexandre Lourenço, a revisão prevista para as 300 horas de voo foi feita no fim de semana, documentada e entregue ao Cenipa.
O relatório final do Centro de Investigações não tem prazo para ser divulgado.(G1)

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Suspeito de degolar 7 morre em queda de helicóptero

Apesar da queda de helicóptero em GO, investigação da chacina continua
Informação foi dada pela Secretaria de Segurança Pública de Goiás.
Principal suspeito e 7 policiais morreram após fazerem reconstituição do crime.
Helicóptero cai em reconstituição e mata suspeito de chacina em GO

A Secretaria de Segurança Pública de Goiás informou que as investigações da chacina de Doverlândia, Goiás, continuarão, pois há outros suspeitos além de Aparecido de Souza Alves, de 22 anos, que segundo a polícia, chegou a confessar a autoria do assassinato de sete pessoas. Ele é um dos oito mortos na queda de helicóptero, a 35 quilômetros de Piranhas, no sudoeste goiano, na tarde de terça-feira (8).

A aeronave transportava para Goiânia os participantes da reconstituição da chacina que aconteceu no último dia 28. Segundo a Secretaria de Segurança Pública de Goiás, as vítimas são: o superintendente da Polícia Judiciária de Goiás, o delegado Antônio Gonçalves Pereira dos Santos; os delegados Bruno Rosa Carneiro, Osvalmir Carrasco Melati Júnior, Jorge Moreira da Silva e Vinícius Batista da Silva;  os peritos criminais Marcel de Paula Oliveira e Fabiano de Paula Silva; além do principal suspeito do crime, Aparecido de Souza Alves.

Até as 7h desta manhã, apenas o corpo do delegado Vinícius Batista havia chegado ao Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia. Segundo a diretora da Polícia Científica, Rejane Silva Sena Barcelos, ainda não há previsão para a chegada dos corpos das demais vítimas, já que o local do acidente é de difícil acesso.

Equipes de Iporá e Rio Verde participam do resgate. A corporação montou um centro de comandos no local com geradores de energia para facilitar o trabalho de localização e remoção dos corpos (veja vídeo ao lado).

Luto
O governador Marconi Perillo decretou luto oficial de três dias, devido à tragédia de Piranhas. O delegado-chefe da comunicação da Polícia Civil, Norton Ferreira, explica que, do ponto de vista do atendimento ao público, esta quarta-feira (9) será um dia de trabalho como outro para a corporação. No entanto, ele admite que não há como encarar este dia com normalidade.

Norton comenta que a comoção dentro da instituição, dentro da Segurança Pública como um todo é muito grande. Segundo ele, as pessoas estão atordoadas, tentando entender o que aconteceu. “A gente busca uma resposta e parece que essa reposta não chega para a gente”, afirma.

O chefe da comunicação da Polícia Civil conta que tinha uma convivência próxima com as vítimas. “Nós policiais (Civis e Militares) aprendemos a lidar com a dor dos outros, mas não aprendemos como encarar a nossa própria dor quando ela chega dentro da casa da gente. E esse é um sentimento que se abate sobre todos nós policiais. Eu não diria que vai ser um dia de trabalho normal. Peço até desculpas para a sociedade, pois num momento de comoção pode haver um policial mais nervoso, sem condições de exercer plenamente a sua atividade”, relata.

Reconstituição
A Polícia Civil de Goiás retomou, na manhã desta terça-feira, a reconstituição da chacina. O crime aconteceu no dia 28 de abril, em uma fazenda onde sete pessoas morreram degoladas.

O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia, Vinícius da Silva, estavam responsáveis por conduzir o segundo dia dos trabalhos de reprodução simulada dos fatos. Na primeira parte da reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa.

Na terça, a polícia decidiu usar manequins para representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade. Segundo Antônio Gonçalves, o mudança tem como objetivo facilitar os trabalhos. "Nestas cenas, os corpos serão arrastados no pasto. Com manequins fica mais fácil", explicou o delegado.

Suspeito
Assim como no primeiro dia da reconstituição, o principal suspeito do crime, Aparecido Souza Alves, foi a Doverlândia acompanhar os trabalhos.  "Ele vai falando o que aconteceu, enquanto os peritos vão encenando, filmando e fotografando", detalhou Gonçalves. Segundo ele, como não há nenhuma testemunha visual dos fatos, essa era uma importante prova técnica para desvendar o caso.

Aparecido, que confessou ser o autor da chacina, chegou a dizer que matou as sete vítimas sozinho. Mas, durante o primeiro dia da reconstituição, disse ter tido ajuda no pai durantes as execuções. A hipótese, apesar de ainda estar sendo investigada, é considerada "difícil", pela polícia. "O pai dele alega que esteve em uma cooperativa até as 15h. Ele teria que ter andado 15 quilômetros a pé em menos de uma hora para estar na fazenda na hora em que o crime começou", disse o superintendente na segunda-feira (7).

No mesmo dia, Aparecido passou por novos exames psicólogos. O objetivo era traçar o perfil psicológico do suspeito, que já havia mudado a versão dos fatos por diversas vezes, tanto sobre a participação de pessoas quanto à motivação. A única certeza da polícia era que o jovem cometeu os crimes, pois com ele a polícia encontrou o celular de uma das vítimas, roupas sujas de terra e de sangue, além dele ter deixado na casa do pai duas armas, uma delas roubada na fazenda.


Crime
No último dia 28 de abril, sete pessoas foram degoladas em uma fazenda na zona rural de Doverlândia. Morreram o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que haviam ido visitar o fazendeiro. Três pessoas estão presas. Segundo a polícia, eles foram ouvidos e negaram participação no crime.
(G1)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Delegados, peritos e principal suspeito da chacina de Doverlândia morrem em queda de helicóptero

Doverlândia - Cai helicóptero que participava de reconstituição de chacina em Goiás
"Helicóptero cai e mata cinco delegados e suspeito de chacina em Doverlândia"

Foto do helicóptero na 1ª parte da reconstituição, 
no dia 3 de maio. (Foto: Reprodução/TV Anhanguera)
Um helicóptero da Polícia Civil caiu, na tarde desta terça-feira (8/5), em uma fazenda na zona rural de Piranhas (GO), a 25 quilômetros da cidade. As informações iniciais apontam que o principal suspeito da chacina de Doverlândia (GO), Aparecido Sousa Alves, 22, está entre as oito vítimas do acidente. Antes da queda, a aeronave modelo AW 119 - Koala teria explodido.

Segundo informações da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), estavam ainda no helicóptero os delegados Jorge Moreira, Antônio Gonçalves, Elvis Almir Carrasco, Vinícius Batista, Bruno Carneiro, um perito e o piloto da aeronave.


Segundo informações da Delegacia de Investigação de Homicídios (DIH), estavam ainda no helicóptero os delegados Jorge Moreira, titular da Delegacia Estadual de Repressão a Furtos e Roubos de Cargas, Antônio Gonçalves, titular da Polícia Judiciária, Osvalmir Carrasco Melati, que pilotava a aeronave, Vinícius Batista, titular da Delegacia de Iporá e responsável pelo inquérito da chacina, Bruno Carneiro, copiloto do helicóptero e dois peritos identificados como Fabiano e Marcel.


A equipe estava retornando para Goiânia depois de realizar a segunda etapa da reconstituição da chacina. Segundo o assessor da Polícia Civil, Norton Luiz Ferreira, o helicóptero teria passado por uma revisão nesta segunda-feira (7/5). Norton está reunido neste momento com o secretário de Segurança Pública e Justiça do Estado, João Furtado, para definir quais serão as atitudes tomadas pelos oficiais no local do acidente.

Uma aeronave do Corpo de Bombeiros de Goiânia já está a caminho do local do acidente. Segundo informações do Corpo de Bombeiros, o local é de difícil acesso e não há informações de sobreviventes.


Confira a lista com as oito pessoas que estavam no helicóptero:

1. Antônio Gonçalves Pereira dos Santos - Delegado de Polícia - Superintendente de Polícia Judiciária da PC de Goiás
2. Bruno Rosa Carneiro - Delegado de Polícia - chefe-adjunto do Grupo Aeropolicial
3. Osvalmir Carrasco Melati - Delegado de Polícia - Chefe do Grupo Aeropolicial
4. Jorge Moreira da Silva - Delegado de Polícia - Titular da Delegacia Estadual de Roubos e Furtos de Carga
5. Vinícius Batista da Silva - Delegado de Polícia de Iporá
6. Marcel de Paula Oliveira - Perito Criminal - cidade de Iporá
7. Fabiano de Paula Silva - Perito Criminal - cidade de Quirinópolis
8. Aparecido de Souza Alves - acusado de ter cometido os crimes na chacina



Delegado e policial que pilotavam helicóptero tinham mais de mil horas de vôos 

O delegado Elvis Almir Carrasco e o policial Bruno Rosa Carneiro tinham mais de mil e duzentas horas de vôos a frente do helicóptero do grupo aeropolicial de Goiás. Eles estiveram recentemente na cidade de Aragarças-GO para acompanhar o lançamento do policiamento de fronteira do governo de Goiás na divisa com Mato Grosso.

O ex-secretário de administração de Aragarças, Vladimir Marcelo, informou que sobrevoou a cidade de Aragarças na companhia dos policiais-pilotos ao lado do prefeito Marcos Antônio. A delegada Azuen Albarello e o major Valdeiri também participaram do vôo.

“Estamos todos chocados com o que houve em Doverlândia. Além de policiais, Carrasco e Bruno eram excelentes pilotos”, destacou Vladimir. A delegada Azuen seguiu por volta das 17 horas para Piranhas com uma equipe para auxiliar o resgate dos corpos.

O local onde helicóptero caiu, segundo lavradores, trata-se de uma grota e é de difícil acesso e o trabalho de resgate deve demorar no mínimo dois dias.

O repórter Vander Lima e o cinegrafista André Luís, juntamente com colegas da imprensa de Jataí-GO ouviram um comentário em tom de brincadeira do piloto Carrasco ao colega Bruno perguntando se havia resolvido um possível defeito de aquecimento na aeronave.

Logos os pilotos descontraíram sobre o assunto e mudaram a conversa. Um deles chegou a falar que iria vir de carro. Mas tudo de forma descontraída. Um dos policiais até brincou com uma repórter dizendo que poderiam ter uma nova matéria na seqüência. Fato que infelizmente se confirmou posteriormente.


Relembre o caso

Sete pessoas foram degoladas na cidade de Doverlândia, a 340 km de Goiânia. A chacina ocorreu no sábado (28) à noite em uma fazenda da região.

As vítimas foram o proprietário da fazenda, de 57 anos, seu filho, de 22 anos, um empregado da propriedade rural, de 34 anos, e quatro vizinhos que tinham ido ao local para entregar um presente de casamento.

Os corpos do fazendeiro e de seu filho foram encontrados dentro de um banheiro da propriedade por outros vizinhos que passaram pelo local e estranharam o silêncio, a porta fechada e a ausência dos proprietários.

Os restos mortais das outras cinco vítimas foram encontradas horas depois nas proximidades. Aparentemente, os vizinhos - o proprietário de outra fazenda, sua esposa, seu filho e sua nora - chegaram quando o crime já tinha sido consumado, mas enquanto os criminosos ainda estavam na residência.


Suspeito de degolar 7 na chacina de Doverlândia é calmo, diz psicólogo

Psicólogo começa a traçar perfil de suspeito de chacina: 'muito calmo' Jovem de 22 anos confessou ter matado setes pessoas em Doverlândia, GO.
Polícia Civil encomendou o perfil psicológico para ajudar nas investigações.

Convidado pela delegada-geral da Polícia Civil em Goiás, Adriana Accorsi, o psicólogo Leonardo Faria começou a traçar o perfil de Aparecido Souza Alves, 22 anos, principal suspeito da chacina de Doverlândia (GO), na qual sete pessoas foram degoladas no dia 28 de abril. “Ele é uma pessoa muito calma e muito centrada", define o psicólogo, que atua na área criminalística há nove anos.

Ele afirma que a tranquilidade do jovem surpreende. "Ele é muito objetivo nas respostas e muito calmo. Então, quando a gente olha o que aconteceu no local do crime e olha aquela pessoa ali na frente, fica até estranho perceber como uma pessoa calma e centrada, dessa forma, poderia ter cometido uma atrocidade dessas”, observa.

Para Leonardo, as respostas podem estar nos primeiros anos da infância. "A história de vida do sujeito até os dez, doze anos é importantíssima para a gente analisar se ele já vinha trazendo lá de trás uma característica ou um traço que iria levá-lo a um transtorno de psicopatia em fase adulta”, avalia o psicólogo.

Para concluir o perfil psicológico, vão ser necessárias mais duas sessões, com cinco horas ao todo. O trabalho poderá ajudar a polícia a entender melhor o crime. Uma das principais perguntas a serem respondidas é se um homem jovem, de 22 anos, saudável, sem antecedentes criminais graves seria capaz de matar o dono de uma fazenda, o filho dele, o caseiro e dois casais que iam visitar o fazendeiro. Todas as sete pessoas foram mortas com facadas no pescoço.

Outros casos

Outros casos registrados em Goiás também surpreenderam pela frieza dos assassinos. O artesão José Vicente Matias, o Corumbá, foi julgado e condenado em 2008 pelo assassinato de seis mulheres. Em um dos casos, ele também praticou canibalismo.

Em 2008, Mohammed D'ali Carvalho matou e esquartejou a inglesa Cara Burke. Ele foi condenado a 21 anos de prisão. O pedreiro e ex-presidiário Admar de Jesus, viúvo, de 40 anos, que havia sido condenado por violentar menores se enforcou depois de voltar a ser preso suspeito da morte de seis jovens em Luziânia.

Infância Para cada um desses casos, houve uma história, um motivo diferente. Mas a pergunta é: o que há em comum na personalidade de quem comete crimes em série ou chacinas? Segundo Leonardo Faria, a resposta, geralmente, está na vida, desde a infância. De acordo com informações divulgadas pela polícia, o suspeito fazia pequenos trabalhos para sobreviver, geralmente, como garçom. Estudou somente até a sexta série do ensino fundamental.

Reconstituição
A Polícia Civil de Goiás retoma, na manhã desta terça-feira (8), a reconstituição da chacina em Doverlândia. O superintendente da Polícia Judiciária em Goiás, o delegado Antônio Gonçalves, e o delegado de Doverlândia, Vinícius da Silva, vão conduzir o segundo dia dos trabalhos de reprodução simulada dos fatos.

Na primeira parte da reconstituição, realizada na última quinta-feira (3) com a coordenação da delegada-geral de Polícia Civil, Adriana Accorsi, os investigadores teatralizaram, com ajuda de dublês, as duas primeiras mortes: do proprietário da fazenda e do filho dele, mortos dentro da casa. Nesta terça, a polícia decidiu usar manequins para representar as cinco vítimas mortas na área externa da propriedade.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Rapaz que degolou 7 em chacina em Doverlânvia diz que queria matar só um

Só queria ter matado um, diz rapaz que degolou 7 pessoas em GO

Aparecido Souza Alves passou por teste psicológico nesta sexta-feira (4).
Aparecido Souza Alves passou por teste
psicológico nesta sexta-feira (4).
O jovem Aparecido Souza Alves, 23, afirmou em entrevista à Folha que matou e degolou sete pessoas na pequena cidade de Doverlândia, no oeste de Goiás, porque queria roubar o dono da fazenda, seu ex-patrão. "Já tinha matado um, tive de acabar com o serviço", afirmou.

A informação está em reportagem de Afonso Benites publicada na edição desta segunda-feira da Folha. A reportagem completa está disponível a assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.

A versão de que os crimes foram cometidos por "ganância", como ele mesmo diz, é mais uma que o desempregado dá para o crime. À polícia já havia apresentado oito versões diferentes --em uma, disse ter sido contratado pelo futuro sogro de Leopoldo, filho do pecuarista, que também foi morto.

Com ar cansado, um olho roxo e a barba por fazer, Alves está preso sozinho em uma cela da Delegacia de Homicídios de Goiânia. Ele foi transferido porque moradores de Doverlândia queriam linchá-lo.

Entenda o Caso:
Sete são mortos em chacina em fazenda em GO, diz polícia
Fazendeiro, filho, amigos e vaqueiro foram assassinados.
Segundo a polícia, adolescente de 14 anos teria ouvido gritos de vítimas.

Sete pessoas foram degoladas na noite de sábado (28) em uma fazenda a 43 km do município de Doverlândia, no sul de Goiás, a 413 km da capital. De acordo com a Polícia Militar, as vítimas são: o fazendeiro, 57 anos, o filho dele, 22 anos, um vaqueiro da fazenda, 34 anos, um amigo do fazendeiro, 61 anos, a esposa do amigo, 65 anos, o filho do casal, 22 anos, e a  esposa do jovem, 24 anos.

De acordo com o sargento da Polícia Militar (PM) Divino Celso Teles, um adolescente de 14 anos estava no pasto da fazenda no momento do crime e chegou a ouvir gritos. O adolescente, que é filho do vaqueiro assassinado, teria procurado o cunhado do fazendeiro em outro ponto da propriedade para pedir ajuda.

Segundo a polícia, o fazendeiro e seu filho teriam sido degolados dentro da casa e arrastados pelos criminosos até o banheiro da residência. Com base no relato do adolescente, a polícia informou que ainda na noite de sábado quatro pessoas chegaram à propriedade para visitar o fazendeiro. Segundo a polícia, o vaqueiro acompanhou o grupo em direção à casa, mas todos teriam sido atacados nos arredores da residência. Os gritos das vítimas teriam chamado a atenção do adolescente no pasto.

Ainda de acordo com Teles, os corpos das outras cinco vítimas foram encontrados em uma estrada vicinal, perto da fazenda, na manhã deste domingo (29).

“No momento, não é possível falar sobre as causas do crime. Pelo que foi observado, nada foi revirado. O autor parece ter ido ao quarto do fazendeiro e se aproximado de uma mala, mas aparentemente nada foi levado”, diz o sargento.


Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) de Iporá, a 234 km de Goiânia, no centro do Estado. De acordo com informações iniciais, o crime será investigado pela 7ª Delegacia Regional da Polícia Civil, em Iporá.
(G1)

sexta-feira, 4 de maio de 2012

Vítimas degoladas. Fui 'estúpido', diz suspeito de chacina em Doverlândia, GO

'Só pensei no dinheiro; fui estúpido', diz suspeito de chacina em Goiás
Aparecido Souza Alves passou por teste psicológico nesta sexta-feira (4).
No último sábado (28), sete pessoas foram degoladas em fazenda.

Principal suspeito da chacina em Doverlândia, a 413 quilômetros de Goiânia, Aparecido Souza Alves, 22 anos,  falou na tarde desta sexta-feira (4) sobre o crime, em entrevista à TV Anhanguera. Ele confirmou ter matado sete pessoas, em uma fazenda no último sábado (28), para pegar um dinheiro que estaria na propriedade: "No momento, só pensei no dinheiro. Fui totalmente estúpido".

Na entrevista, o suspeito disse ter recebido ajuda do pai e de um sobrinho do dono da fazenda, morto durante a chacina. A polícia trata com cuidado as declarações feitas pelo jovem. Desde que foi preso, ele apresentou versões diferentes para o crime.

A polícia iniciou a recontituição do crime na quinta-feira (3), com a representação de duas das sete mortes. No início da reprodução simulada, no local do crime, o suspeito havia afirmado que agiu sozinho. Depois, acrescentou a suposta participação do pai, o agricultor Antônio Souza Alves.

Antônio chegou a ser levado à delegacia de Doverlândia por duas vezes para prestar esclarecimentos. Na quarta-feira (2), a polícia encontrou no sítio dele duas armas, uma usada para render as vítimas e outra roubada da fazenda. Na ocasião, em entrevista à TV Anhanguera, ele contou que o revólver e a espingarda foram deixadas lá pelo filho.

Na quinta-feira (3), Aparecido apontou a suposta presença do pai no local do crime. Antônio foi ouvido novamente, mas alegou inocência e acabou liberado. Após as declarações de Aparecido nesta sexta, o G1 tenta contato com o agricultor, mas não conseguiu até a última atualização desta reportagem.

Nos depoimentos à polícia, Aparecido também se contradiz quanto a motivação. Inicialmente ele contou que receberia R$ 50 mil para matar o fazendeiro. Agora diz que pegaria um dinheiro que estaria na propriedade.
Arrependimento
O suspeito também alegou ter estuprado uma das vítimas. Mas a informação não foi confirmada pelo IML, que só divulgará o laudo após o fim das investigações. Sem demostrar nenhuma emoção, ele disse que está "muito arrependido".

Nesta tarde, ele passou por exame com psicólogos do Instituto Médico Legal (IML) de Goiânia, mas os especialistas ainda não definiram o perfil psicológico do jovem. "A gente quer saber até que ponto ele está falando a verdade, se podemos extrair alguma coisa ou se ele tem algum tipo de perturbação", disse um dos investigadores.

Faca

Durante a reconstituição da chacina que deixou sete mortos em Doverlândia, a Polícia Civil encontrou uma faca que pode ter sido a arma usada para degolar as vítimas. A teatralização das mortes começou na manhã de quinta-feira (3), e seguiu até a noite, com a participação de Aparecido.

O crime aconteceu no último sábado. Foram mortos o dono da fazenda e o filho dele, um caseiro da propriedade e dois casais que foram visitar o fazendeiro. Além do principal suspeito, outras três pessoas estão presas. Segundo a delegada, eles foram ouvidos e negaram participação.

Entenda o caso
A chacina ocorreu por volta das 21h do último sábado (28/4), quando dois homens invadiram a casa principal da fazenda Nossa Senhora Aparecida e mataram o proprietário, Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, e o filho dele, Leopoldo Rocha Costa, de 22. Em seguida, os assassinos teriam ido até à residência do caseiro e degolaram outras três pessoas. Na saída, outras duas vítimas, que chegavam à fazenda foram assassinadas.

A polícia identificou os demais corpos como sendo de Joaquim Manoel Carneiro, de 61 anos, Miraci Alves de Oliveira, de 65, Heli Francisco da Silva, de 44, Tames Marques Mendes da Silva, de 24, e de Adriano Alves Carneiro, de 22.


Chacina em Doverlândia, GO. Polícia apura três hipóteses

Polícia apura três hipóteses para chacina em fazenda de Goiás

A polícia tem agora três hipóteses para a chacina na fazenda de Doverlândia, cidade do sudoeste de Goiás, no fim de semana passado. Na ocasião, sete pessoas foram assassinadas e tiveram o pescoço cortado com uma faca de açougueiro.

As investigações apontam que disputa de terra, vingança ou tentativa de latrocínio (roubo seguido de morte) podem ter motivado o suspeito Aparecido Souza Alves, 23, a cometer o massacre.

De acordo com a Polícia Civil goiana, primeiramente Alves confessou ter cometido o crime com a ajuda de outros dois homens --um deles é sobrinho do fazendeiro assassinado.

Ele afirma ter sido contratado por R$ 50 mil pelo fazendeiro Alcides Batista Barros, 60, para matar toda a família do também fazendeiro Lázaro de Oliveira Costa, 57, por vingança, por causa de um desentendimento.

O filho de Lázaro, Leopoldo, que foi morto ao lado do pai, iria se casar no dia 12 com uma das três filhas de Alcides. Tanto o fazendeiro quanto amigos das duas famílias refutam essa tese e dizem que os dois eram amigos.

"Estamos todos chocados. Não acreditamos que isso seja possível", afirmou o presidente do Sindicato Rural de Doverlândia, Bruno Heuser.

CONTRADIÇÕES

Depois, porém, Aparecido se contradisse ao repetir a motivação do crime. Agora, a polícia investiga mais duas hipóteses para o massacre.

Uma delas é que Lázaro teria brigado quatro anos atrás com o pai de Aparecido, posseiro de uma área ao lado de sua fazenda. Aparecido era funcionário do pecuarista e, por também ter discutido com o então patrão, acabou sendo demitido.

Após a demissão, Aparecido se mudou para Brasília. Quando retornou para Doverlândia na semana passada, decidiu matar a família do fazendeiro.

"Sem dúvida podemos dizer que o ressentimento, o ódio, a inveja que o suspeito nutria pela família do fazendeiro são móveis do crime. Se há dinheiro envolvido, e nós acreditamos que há, vamos procurar provar mais esse elemento", afirmou a chefe da Polícia Civil goiana, Adriana Accorsi.

A outra hipótese é que Aparecido esperava encontrar dinheiro na casa do fazendeiro, que tinha acabado de fechar a venda de gado por R$ 36 mil. O que o assassino não sabia era que o pagamento aconteceu na véspera do crime e que todo o valor foi depositado em banco.

Até a noite de ontem, quatro pessoas tinham sido presas sob a suspeita de terem participação na chacina.

Fonte: jornalfloripa.com.br

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Sete degolados em Doverlândia, GO. Suspeito de chacina é 'frio', diz delegada

'Ele é muito frio', diz delegada sobre suspeito de cometer chacina em GO
Segundo ela, jovem que confessou o crime não demonstra arrependimento.
Sete pessoas morreram degoladas, no último sábado
(28), em Doverlândia.
 


"Ele é muito frio, quando descreve os atos que praticou", é o que diz a delegada-geral de Goiás, Adriana Accorsi, sobre o principal suspeito de ter cometido a chacina em uma fazenda próxima ao município de Doverlândia , no sudoeste de Goiás.

Segundo ela, o jovem de 22 anos, que confessou o crime, se mostra bem tranquilo durante os interrogatórios: "Em nenhum momento que ele relata, ele demonstra qualquer preocupação com o sentimento e o sofrimento dessas pessoas. Ele não tem remorso e não mostra arrependimento nenhum". A chacina que matou sete pessoas degoladas aconteceu no último sábado (28) e deixou a cidade assustada. A Polícia Civil de Goiás deteve, na quarta-feira (2), um quarto suspeito de envolvimento no crime em um assentamento vizinho à fazenda. Além do suspeito preso na quarta, o rapaz de 22 anos que confessou o crime e outros dois homens também estão detidos.

O homem detido no assentamento chegou à Delegacia de Homicídios de Goiania no início desta noite. Ele viajou de helicóptero junto com o jovem de 22 anos que confessou ter participado do crime. O rapaz havia sido levado a Doverlândia para dar detalhes dos assassinatos aos policiais que investigam o caso.
A equipe de peritos passou o dia na fazenda Nossa Senhora de Aparecida. Eles checaram os dados informados pelo jovem durante o depoimento. A polícia informou ter encontrado na fazenda a bolsa de uma das vítimas. Apesar dos esforços, os investigadores ainda não encontraram a faca usada para degolar as vítimas.


Mais pistas
Dois soldados do Exército, irmão e primo do jovem de 22 anos que confessou o crime, também serão levados para a Delegacia de Homicídios, na capital, para prestar esclarecimentos. A dupla ainda não é considerada suspeita. A delegada-geral de Goiás, Adriana Accorsi, preferiu não especificar o grau de envolvimento que eles teriam com o crime.

Suspeitos
Segundo a delegada Adriana Accorsi, a única participação certa nas execuções até o momento é a do jovem de 22 anos. Ele disse em depoimento que receberia R$ 50 mil pelo crime. O alvo era o dono da propriedade e as outras pessoas acabaram mortas para evitar testemunhas.

O jovem apontou o nome de duas pessoas ligadas à família do fazendeiro. Eles foram retirados do velório das vítimas em Frutal (MG) e, após passar a noite prestando depoimento na delegacia da cidade, foram transferidos para a Delegacia de Homicídios em Goiânia, onde ainda estão presos. Eles negaram a encomenda do crime.

Do G1

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Chacina em Doverlândia: Polícia já sabe como as vítimas foram mortas; filho do fazendeiro foi quem mais sofreu

Chacina: Polícia já sabe como as vítimas foram mortas; filho do fazendeiro foi o que mais sofreu

Corpos foram degolados
Célio Juno Costa da Silva e o comerciante Alcides Batista Barros estão presos na carceragem da Polícia Civil em Goiânia. Eles são suspeitos de participar da maior chacina já registrada em Goiás. Célio é sobrinho do fazendeiro Lázaro de Oliveira Costa, 57, uma das sete vítimas esgorjadas (corte no pescoço) no crime. Alcides seria pai da noiva de Leopoldo Rocha Costa, 22, filho de Lázaro.

Leopoldo e a filha de Alcides se casariam no próximo dia 12, conforme informações da Polícia Civil. A participação de um pistoleiro identificado apenas como José de Ribeirãozinho não foi descartada pela polícia. O pistoleiro seria da cidade de Ribeirãozinho (MT), a 70 quilômetros de Doverlândia, onde aconteceu o crime, e ainda estaria foragido até a noite de ontem. Agentes da Polícia Civil estiveram na cidade matogrossense a procura do suspeito. Mandante e motivação ainda são investigados pela polícia.

O crime aconteceu no último domingo (29), em Doverlândia, a 412 quilômetros de Goiânia, na região Sudoeste do Estado. Célio e Alcides teriam sido detidos durante o velório de Lázaro, Leopoldo e do vaqueiro e funcionário, Heli Francisco da Silva, 44, na cidade mineira de Frutal.

Dia Decisivo


Hoje é um dia decisivo para as investigações, que poderão chegar a mais pessoas suspeitas de cometer o crime. Os dois presos poderão ter prisão temporária decretada. Caso isso aconteça, poderão ficar detidos por 30 dias, prorrogáveis por mais 30, até que a investigação seja concluída.

Segundo informações da Polícia Civil, os suspeitos teriam sido presos por que Aparecido Sousa Alves, 23, também detido, confessou ter participado da chacina e apontou os dois como comparsas da matança. Aparecido seria trazido a Goiânia na tarde de ontem, mas durante a viagem para a Capital ele esclareceu algumas arestas de seus depoimentos e os investigadores preferiram voltar a Doverlândia, para encontrar novos detalhes do caso, conforme a delegada-geral, Adriana Accorsi. “Temos a certeza materializada de que ele (Aparecido) é um dos participantes desse crime bárbaro. Na casa dele foram encontradas uma carabina, de Lázaro, o celular de Tames Marques Mendes da Silva, 24, e um revólver calibre 38, que foi usado para intimidar as vítimas e uma camiseta suja de sangue, que pode ter sido usada por ele no dia da chacina”, disse Accorsi.

“Ele (Aparecido) confessou tudo, mas temos que ser cautelosos com as declarações do suspeito. Aparecido pode usar artimanhas para ludibriar as autoridades que investigam o crime”, alertou a delegada, que está no caso desde o início. Ainda na segunda-feira (30), Accorsi viajou à cidade e sobrevoou a fazenda Nossa Senhora Aparecida, a 45 km da cidade. Outros pessoas podem ser presas a qualquer hora, conforme informações da Polícia Civil. Rixa, ambição e latrocínio são hipóteses de motivação, mas como a investigação é preliminar, a causa é um mistério para a polícia.

Aparecido teria chegado de moto à chácara por volta das 15h do domingo e foi direto à casa do vaqueiro Heli. Ele foi visto pelo filho do vaqueiro, um jovem de 14 anos, que prestou depoimento ainda no domingo ao delegado Vinícius Batista da Silva. O garoto estaria no pasto da fazenda, quando notou a chegada de Aparecido, numa moto. “O rapaz teria escutado o pai conversar com o próprio assassino. Ele disse que ouviu o suspeito perguntar do dono da casa e pai respondeu indicando a casa, sede da fazenda. O garoto não soube descrever com detalhes como as vítimas foram mortas, mas contou que viu o pessoal ir em direção ao assassino e não voltar”, conta Vinícius.

Conforme o delegado Antônio Gonçalves, diretor da polícia judiciária, que também está empenhado no caso, o casal de amigos e futuros padrinhos de casamento de Leopoldo, Joaquim Manoel Carneiro, 61, e Miraci Alves de Oliveira, 65; o filho do casal, Adriano Alves Carneiro, 22, e a noiva dele, Tames Marques, foram mortos por que estavam no lugar errado e na hora erados. “Eles chegaram num Fiat Uno da família, que mora em Rio Verde. Ao notar a presença dos visitantes, os suspeitos mataram todos eles para evitar identificação de testemunhas. Em seguida, depois de todos estarem mortos, roubaram o carro e seguiram pela estrada que leva até a cidade. Após percorrer cerca de seis quilômetros,  os suspeitos encontraram uma viatura da polícia e uma ambulância, chamados pelo menor filho do vaqueiro. Os dois veículos buscavam o lugar da chacina e quando foram pedir informação, pelo menos duas pessoas saíram do Uno correndo em direção à mata”, disse Antônio Gonçalves.

Hipóteses

A polícia trabalha com três hipóteses para que o crime: latrocínio, que a delegada Adriana Accorsi acredita ser a menos provável, mas prefere não descartar, por conta da carabina do proprietário ter sido encontrada na casa de um confesso; ambição por conta da propriedade, o que, segundo o delegado Vinícius pode ser de alguém que tinha interesse na área, que é muito valorizada, ou por ter assentamento nas proximidade, onde o pai de Aparecido mora; e a última hipótese, seria por conta de relacionamento, “porque foram levantadas informações de que as vítimas tinham bom relacionamento na cidade, mas às vezes pode ser o caso de alguém ter ódio de uma ou mais vítimas sem que ela soubesse ser odiada. Para alguém odiar outro, não é preciso que ele saiba disso”, salienta a delegada-geral.

Os delegados que investigam o crime acreditam que não há possibilidade de Aparecido ter cometido toda a carnificina sem ajuda de outra pessoa, pela brutalidade com que as vítimas foram mortas. “Eram em maioria sujeitos homens, fortes e grandes. Um deles, inclusive, trabalhador braçal, de muita força, que poderia muito bem revidar contra um só assassino, mas não. Os corpos das vítimas não apresentam sinais de que lutaram antes de morrer e todas foram mortos com uma brutalidade muito grande, que só pode ter sido cometida por duas ou mais pessoas”, disse Antônio Gonçalves.

Depois de ser preso Aparecido prestou depoimento pelo menos duas vezes à delegacia, inclusive, ontem à noite ele deveria prestar mais um depoimento. As informações devem ser somadas às outras oitivas. Conforme a delegada-geral, ele foi por mais de uma vez contraditório nos depoimentos. O suspeito disse que receberia R$ 50 mil para matar o dono da fazenda e o filho dele – e por isso já teria recebido um adiantamento de R$ 700. “Não encontramos o dinheiro com ele, que também não disse onde poderia estar. Temos que ter cautela com essas afirmações. Depois de realizarmos uma reconstituição do crime, que ainda será marcada, vamos realizar acareação com os suspeitos para confrontar os depoimentos”, relata Accorsi.

Ação

A chacina aconteceu por volta das 20h. O primeiro a ser morto foi o dono da fazenda, Lázaro Oliveira, que estaria em um alpendre, em frente à casa, sede da fazenda, onde uma caminhonete estava estacionada. “Ele recebeu uma ou duas perfurações no peito antes de ser esfaqueado profundamente no pescoço. A força da facada foi tão grande que só parou por conta da coluna, que não foi cortada, se não seria decapitado”, disse o delegado Antônio Gonçalves. A vítima foi arrastada e levada para um banheiro, onde foi trancado.

O filho do fazendeiro, Leopoldo Rocha, teria sido o segundo morto. O jovem de 22 anos estava dentro em um cômodo quando foi surpreendido pelo assassino com um corte profundo na garganta. Conforme o perito criminalista Fabiano de Paula, o sangue espirrou na parede por uma altura de um metro e meio.

Joaquim Manoel e a esposa dele, Miraci Alves, além da nora dos dois, Tames Marques, foram mortos da mesma forma, com golpes de facada profunda. Os corpos do casal teriam sido arrastados um para próximo do outro. O cadáver de Tames foi encontrado somente com uma camiseta levantada acima dos seios. Há a suspeita de que ela tenha sido estruprada antes de ser assassinada.

Os corpos de Adriano Alves, noivo de Tames e do vaqueiro Heli Francisco, foram encontrados a cerca de 300 metros de onde os pais de Adriano foram deixados. “Acredito que Adriano foi a vítima que mais sofreu, por ter demorado mais a morrer. Havia muita espuma no pescoço, o que indica a demora e a luta em busca da respiração”, descreve o agente Walter.

O delegado Vinicius Batista conta que todas as vítimas foram arrastadas e que nenhuma morreu onde foi achada pelos policiais que atenderam a ocorrência. Ele ainda informa que a casa sede da fazenda foi lavada com água, pelos bandidos, na intenção de ocultar algumas provas da participação. “Mas fizeram tudo muito mal feito. Eles beberam água na casa e sujaram copo com sangue, o que registrou impressões digitais. Recolhemos cabos de rodos, baldes, maçanetas e outros objetos com manchas de sangue, que podem ter impressões digitais”, informa (meganesia.com.br)

terça-feira, 1 de maio de 2012

7 degolados em Doverlândia. Mais dois suspeitos de participar de chacina em Goiás são presos

Mais dois suspeitos de participar de chacina em Goiás são presos
Um dos acusados já teria confirmado participação na morte de sete pessoas em Doverlândia
G1

Foto: Reprodução/TV Anhanguera
Fazenda onde ocorreu chacina em Doverlândia
Três homens foram presos, nesta segunda-feira (30), suspeitos de participar da chacina em Doverlândia, no sul de Goiás, no último sábado (28). Dois deles acabaram detidos em Frutal (MG), no Triângulo Mineiro, durante o velório de duas das sete vítimas mortas degoladas. A informação é da delegada de Frutal, Débora Mariani Jardim.


Na noite desta segunda, os dois suspeitos detidos em Minas prestavam depoimento na Delegacia de Frutal. Ao G1, por telefone, a delegada Débora disse ter registrado autos de prisão em flagrante contra os suspeitos. Apesar de ter se passado mais de 24 horas após as mortes, ela alega que o crime ainda estava em estado de "perseguição", e, nesse tipo de caso, o flagrante pode ser efetuado.

Além dos dois suspeitos em Frutal, investigadores goianos prenderam um homem em Doverlândia, nesta tarde, segundo a delegada geral da Polícia Civil do estado, Adriana Accorsi. Um quarto envolvido estaria foragido.

Confissão
De acordo com o delegado de Iporá, município próximo a Doverlândia, Vinícius Batista da Silva, a pessoa detida confirmou participação nas mortes. A polícia descartou a hipótese de latrocínio (roubo seguido de morte).

Uma força-tarefa envolvendo as polícias Civil e Militar trabalha na elucidação do caso, mas a delegada prefere não dar detalhes do crime. "Já temos uma noção do que aconteceu, mas é importante não divulgar a motivação para não atrapalhar as demais prisões que estão para acontecer", disse a delegada esta tarde.

Sepultamento
Quatro vítimas foram enterradas nesta segunda-feira (30), na cidade de Rio Verde, no sudoeste goiano. O grupo tinha ido visitar um amigo em uma fazenda quando foi surpreendido e morto.

Três dessas pessoas eram da mesma família: um homem de 61 anos, que era amigo do dono da fazenda invadida; a mulher dele, de 65 anos; e o filho do casal de 22 anos. O jovem tinha uma noiva, de 24 anos, que também foi assassinada.

Os outros três corpos foram levados para Minas Gerais. O do dono da fazenda, Lázaro Oliveira, de 57 anos, o filho dele, Leopoldo Rocha Costa, de 28, foram enterrados em Frutal. O vaqueiro Heli Francisco da Silva, de 34 anos, em Campina Verde.


Crime
Sete pessoas foram degoladas na noite de sábado (28) em uma fazenda a 43 km do município de Doverlândia.

Primeiros a serem mortos, de acordo com a polícia, o fazendeiro e o filho, foram encontrados mortos na sede da propriedade na noite do crime. Os corpos das outras cinco vítimas estavam em uma estrada vicinal, perto da fazenda, e só foram avistados na manhã de domingo (29).

O delegado do município de Iporá, Vinícius Batista da Silva, que atendeu o caso das sete mortes no plantão deste fim de semana, disse que os criminosos agiram com muita crueldade, degolando as sete vítimas. Durante as diligências, os investigadores encontraram vestígios dos criminosos.

“A gente já tem algumas digitais colhidas, pois pelo menos um dos homicidas utilizou um copo depois de cometer o crime, já com a mão suja de sangue. A gente colheu algumas digitais e nós vamos [de Iporá para Doverlândia] com uma equipe maior para poder pegar mais detalhes nas redondezas da sede”, explicou o delegado.

Testemunha
De acordo com o sargento da Polícia Militar (PM) Divino Celso Teles, um adolescente de 14 anos estava no pasto da fazenda no momento do crime e chegou a ouvir gritos. O adolescente, que é filho do vaqueiro assassinado, teria procurado o cunhado do fazendeiro em outro ponto da propriedade para pedir ajuda.

Segundo a polícia, o fazendeiro e seu filho teriam sido degolados dentro da casa e arrastados pelos criminosos até o banheiro da residência. Com base no relato do adolescente, a polícia informou que ainda na noite de sábado quatro pessoas chegaram à propriedade para visitar o fazendeiro.

O vaqueiro teria acompanhado o grupo em direção à casa, mas todos teriam sido atacados nos arredores da residência. Os gritos das vítimas chamaram a atenção do adolescente no pasto. Ainda de acordo com Teles, os corpos das outras cinco vítimas foram encontrados em uma estrada vicinal, perto da fazenda, na manhã de domingo (29).

Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Conforme informações iniciais da polícia, o proprietário do imóvel e o filho foram os primeiros a serem assassinados. Os outros teriam sido executados como uma forma de eliminar testemunhas.

Massacre de Goiás teria sido por vingança

Goiás. A Polícia de Goiás prendeu, ontem, dois dos três suspeitos de envolvimento na chacina de sete pessoas na noite de sábado (28) em uma fazenda em Doverlândia, sudoeste de Goiás. A chacina teria sido motivada por rixa pessoal.

"Eles (os assassinos) agiram com extrema crueldade", disse o delegado Vinicius Batista da Silva, do 7º Distrito de Polícia de Iporá, e responsável pelas investigações. O delegado explicou que a polícia recolheu algumas digitais e colheu depoimentos de moradores.

As vítimas são Lázaro de Oliveira Costa, de 57 anos, dono da fazenda e ex-presidente do Sindicato Rural de Doverlândia; Leopoldo Costa, 22, filho do fazendeiro; Heli da Silva, 44, vaqueiro da fazenda; Joaquim Carneiro, de 61 anos; Miraci Alves de Oliveira, 65; Adriano Carneiro, 24, e Tâmis da Silva, 24.



sábado, 27 de agosto de 2011

Chacina deixa seis mortos no Pará, diz polícia

Chacina deixa seis mortos no Pará, diz Polícia Civil
Uma pessoa ficou ferida no ataque ocorrido em Santa Isabel.
Homens encapuzados atingiram pessoas que estavam em uma casa.
Autopsia dos corpos será realizada em Belém
(Foto: Cláudio Pinheiro/O Liberal)

Seis pessoas foram assassinadas na madrugada deste sábado (27) em Santa Isabel do Pará, de acordo com a Polícia Civil. Uma jovem de 18 anos ficou ferida e foi hospitalizada. Ainda não há informações sobre o estado de saúde da vítima.

(Correção: ao ser publicada, esta reportagem continha a informação de que a cidade de Santa Isabel do Pará fazia parte da região metropolitana de Belém. A informação foi corrigida às 19h10.)

De acordo com a assessoria da Polícia Civil, testemunhas relataram que cinco pessoas usando capuzes teriam invadido a casa de uma família e atirado contra as pessoas que estavam no local. A perícia recolheu cápsulas de espingarda calibre 12 usadas no crime.

O caso será investigado pela Divisão de Homicídios de Belém. No começo da tarde, a delegada Silvia Maria Tavares ouvia o depoimento de três testemunhas do crime. Segundo a polícia, cinco pessoas assassinadas são da mesma família e um dos assassinados seria namorado de uma das pessoas executadas. Os peritos constataram que a maioria das vítimas foi atingida com tiros na cabeça, indicando execução.
A delegada responsável pelo inquérito requisitou a perícia no local e o recolhimento de projéteis. Os corpos passarão por autopsia no Instituto Médico-Legal (IML) de Belém.

Assassinatos deixaram vizinhos e parentes revoltados (Foto: Cláudio Pinheiro/O Liberal)

Crime ocorreu em bairro na periferia da cidade de Santa Isabel (Foto: Cláudio Pinheiro/O Liberal)
No local do crime, polícia localizou cápsulas de espingarda calibre 12 (Foto: Cláudio Pinheiro/O Liberal)


G1

domingo, 21 de agosto de 2011

Chacina. Homens encapuzados invadem churrasco e matam 3 em Curitiba


Polícia investiga morte de 3 pessoas em chacina no PR; 5 ficaram feridos
Atiradores encapuzados invadiram um churrasco na noite de sábado (21).
Cerca de 20 pessoas estavam reunidas em uma casa, em Curitiba.


Três pessoas morreram e outras cinco ficaram feridas - uma delas em estado grave - com tiros disparados por homens encapuzados que invadiram uma casa no bairro Orleans, em Curitiba, por volta das 23h de sábado (20). De acordo com a Polícia Militar, acontecia um churrasco, com cerca de 20 pessoas, quando os atiradores entraram na casa.

Para o delegado Roberto Fernandes, da Delegacia de Homicídios, o crime caracteriza uma chacina. “Nós vamos trabalhar numa linha de que pode ser um grupo armado que veio atrás de alguma daquelas pessoas, por questões antecedentes ou por uma represália”, explicou.

De acordo com Fernandes, foram encontradas cápsulas de fuzil espalhadas pela casa o que “é muito raro de ser ver em situações de homicídios em Curitiba”. Em uma investigação preliminar, a polícia afirma que pelo menos 20 tiros foram disparados.


Morreram no local Claudemir Xavier de Almeida, de 36 anos, Caio Roberto da Silva, de 23, e Jhoane Conceição, de 24. Daiana Andrade Ferreira, de 27 anos, foi socorrida, mas morreu hoje no hospital. Luiz André Ferreira, Cleber Gomes Monteiro, Matheus Gomes de Lara, Willian Francisco Gonçalves e uma mulher ainda não identificada estão internados em estado grave.

Segundo a PM, os autores dos disparos fugiram em um carro. Ninguém foi preso.

Do G1 PR

sábado, 23 de abril de 2011

Chacina. Cinco homens foram amarrados e mortos com tiros na cabeça em uma chácara na Grande Curitiba

Cinco homens são amarrados e executados em chácara
Entre as vítimas está o ex-Secretário de Pinhais


Homens estavam amarrados, três deles levaram tiros nos
olhos. Entre as vítimas está o ex-secretário de Pinhais.
Cinco homens foram amarrados e mortos com tiros na cabeça na noite desta sexta-feira (22) em uma chácara, no bairro Capoeira, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC).

Os corpos foram encontrados, na madrugada, por um parente de uma das vítimas que foi até o local em busca do mesmo. Ao chegar na chácara, todas as vítimas já estavam mortas e a casa toda revirada.

De acordo com reportagem da rádio Banda B, uma moradora da região vizinha ouviu vários disparos por volta das 21h de ontem.

As vítimas foram identificadas como sendo os irmãos Antonio Luiz Carvalho Grando, de 43 anos, conhecido por Toninho, e Jorge Roberto Carvalho Grando, de 53. Morreram também no local "Gilmar" e Albino Silva, que seria funcionário da Sanepar e Valdir Vicente Lopes, agente penitenciário.

Segundo moradores da região, Jorge seria ambientalista e ex-Secretário do Meio Ambiente de Pinhais. Um blog dele na internet mostra que é integrante da Associação Paranaense de Preservação Ambiental do Rio Iguaçu e Serra do Mar.

A polícia ainda não sabe o que ocorreu no local e os motivos da chacina. Todas as vítimas eram conhecidas da região e trabalhadores.

O autor ou autores da chacina não foram localizados. O caso passa a ser investigado pela Polícia Civil. (Com informações da rádio Banda B)

Os homens estavam com as mãos amarradas para trás com fios de energia elétrica. A esposa de Albino foi quem encontrou as vítimas. O casal tem um filho recém-nascido e, segundo vizinhos, Albino tinha saído para comprar remédios para o bebê e não havia retornado. Estranhando a ausência do marido, a mulher foi até a casa dos vizinhos Grando, onde aconteceu o crime.

A polícia descarta a hipótese de latrocínio, porque apesar de a casa dos Grando estar revirada, os carros estavam no local e nenhum objeto de valor tinha sido levado. Na residência, foi encontrado um estojo de munições de calibre 9 milímetros.



A casa está localizada perto da Estrada Nova Tirol, bairro Capoeira. Próximo ao local funciona um pesque-pague.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Três jovens são mortos e dois ficam feridos em chacina no Guarujá, SP

SÃO PAULO - Dois adolescentes e um jovem de 18 anos foram mortos a tiros em uma chacina no Guarujá, no litoral paulista, na noite desta segunda-feira. Outros dois homens - de 29 e 55 anos - ficaram feridos, mas não correm risco de morrer em decorrência dos ferimentos.

A prima de um dos adolescentes, ambos de 16 anos, disse que eles não tinham envolvimento com tráfico.

A porta da oficina ficou com marcas das balas, disparadas de pistola calibre 45 e uma arma 9mm, ambas de uso exclusivo das Forças Armadas.

Segundo o Corpo de Bombeiros, os tiros teriam sido disparados de dentro de um carro escuro, que passava pelo local.

Nesta segunda-feira, foi anunciada a prisão de um policial militar da região. Ele é suspeito de ter participado dos ataques ocorridos no último dia 10, em Santos e São Vicente, em que uma pessoa morreu e seis ficaram feridas. O policial teria sido visto dirigindo o carro preto usado nos ataques.

O policial, que trabalha há 14 anos na corporação em Santos, está em prisão administrativa, com duração de cinco dias, no Presídio Militar Romão Gomes. O Corsa preto do soldado foi apreendido e vai passar por perícia. O veículo é semelhante ao usado nos crimes.

Segundo a polícia, além de ter um automóvel preto, o soldado teria sido visto circulando em seu carro próximo aos locais dos ataques do dia 10.

O Globo

domingo, 27 de março de 2011

Chacina de uma família. Quatro pessoas são mortas e uma criança de 9 anos foi internada após chacina em Porto Alegre

Quatro pessoas são mortas dentro de casa em Porto Alegre
Criança de 9 anos foi baleada na cabeça e está internada em estado grave.
Duas vítimas tinham passagem criminal e outra era foragida da Justiça.


Quatro pessoas foram mortas a tiros, na madrugada deste domingo (27), quando estavam dentro de casa, no Bairro Morro Santana, em Porto Alegre. Uma menina de 9 anos foi baleada na cabeça e está internada em estado grave no Hospital Cristo Redentor. Duas das vítimas faziam parte de uma mesma família.

Segundo a Polícia Civil, duas das vítimas (mãe e filho) tinham passagem por furto e tráfico de drogas e outra era foragida da Justiça. O crime ocoreu por volta das 5h deste domingo. De acordo com relatos preliminares feitos por vizinhos das vítimas à polícia, um grupo de homens armados invadiu a casa atirando.

No local foram apreendidas pequenas porções de drogas. Segundo a investigação, outras pessoas estariam na casa no momento do crime, mas conseguiram se esconder dos criminosos e dos disparos.

Quatro pessoas são mortas e uma criança de 9 anos foi internada após chacina em Porto Alegre (Foto: Genaro Joner/Zero Hora/Ag.RBS )


Do G1, em São Paulo

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Adolescente encontra três corpos de familiares, pensou que fosse uma brincadeira de Hallowen

William Liske, suspeito de três assassinatos, foi
detido domingo no condado de Carrol

COLUMBUS, Ohio - Um rapaz de 16 anos pensou fosse uma uma brincadeira de Halloween, quando ele encontrou o corpo ensanguentado de seu irmão, mãe e padrasto na casa de sua família em Martin no noroeste de Ohio, disseram autoridades hoje.

Seu meio-irmão, que as autoridades dizem que tem um histórico de problemas de saúde mental, foi detido pelo assassinato.

Devon Griffin tinha passado a noite fora e voltou para casa domingo para trocar de roupa antes de ir à igreja, disseram as autoridades. Depois de voltar da igreja, ele descobriu os corpos de seu irmão, Derek Griffin, 23, sua mãe, Susan Liske, e seu marido, William Liske.O adolescente disse às autoridades que parecia uma brincadeira de uma festa de Halloween,  disse o xerife do condado de Ottawa Bob Bratton. Mas logo percebeu os corpos não eram decorações. Ele correu para fora e chamou uma tia, que ligou para o 911.
"Meu sobrinho chegou em casa e há sangue por toda parte,"  disse tia Griffin a um despachante na chamada para o 911.

Bratton disse que o Griffin Liskes e Derek sofreu um trauma grave na cabeça. Não ficou imediatamente claro se uma bala ou um objeto contundente matou, disse Bratton. As autópsias estavam sendo conduzidas.
O filho de 24 anos de idade William Liske, também chamado William Liske, foi preso domingo no rancho da família perto de Scio, cerca de 170 quilômetros de Martin. Ele foi preso e por não ter um advogado na tarde de segunda-feira. Ele será enviado a corte esta semana.

A cena do triplo assassinato.

O jornal Toledo Blade informou que em 2004, o mais jovem Liske foi acusado de agressão e roubo e acusado de bater na sua madrasta com uma xícara de café e as chaves do carro dela. Um apelo de não culpado por razões de insanidade foi apresentado por ele. O estado mais tarde retirou as acusações.

As vidas dos jovens Liske em uma casa de recuperação em Sandusky nas proximidades, disse Bratton. Às vezes ele visitava seu pai e sua família adotiva nos fins de semana em sua casa fora de uma estrada rural em terras pouco habitadas, disse o Procurador, Mark Mulligan.

Casas do condado de Ottawa e resorts no Lago Erie são populares entre os turistas. As autoridades dizem que apenas cinco homicídios, incluindo os três de domingo , têm ocorrido desde 2001.

 Associated Press.

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Traficante ciumento mata 5 em churrasco

O ciúme foi o principal motivador da chacina que matou cinco pessoas no bairro da Posse, na cidade de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. O taxista U., de 32 anos, reconheceu na manhã de ontem o traficante Vinícius Anselmo de Araújo da Luz como o autor dos disparos.

Um dos suspeitos da chacina em São João do Mereti, no Rio de Janeiro.
Segundo ele, este foi o segundo atentado que ele sofreu desde que se casou com A.P., ex-namorada do traficante com quem já tem um filho. Alvo dos tiros, ele prestou depoimento na 64ª Delegacia de Polícia de São João de Meriti, que apura o caso, e contou que conseguiu fugir ileso. Além de Vinícius, ele reconheceu Renato Ramos da Fonseca e Luiz Fernando Nascimento Ferreira, o Bacalhau, chefe do tráfico no Morro do Chapadão, entre os invasores da festa.

O taxista e o traficante se conheciam desde a adolescência em Vila Tiradentes, na cidade de São João de Meriti. Após sair da Marinha, Vinícius ingressou no tráfico e há três anos foi preso. O taxista começou o relacionamento com a namorada do traficante quando ele estava na prisão. Ao sair da cadeia, ele avisou, por meios de amigos, que mataria o casal. "Ele nunca aceitou a nossa relação e ainda é apaixonado por ela. Em dezembro do ano passado, durante uma festa do casamento do meu irmão, ele tentou me matar", contou U.

Os mortos foram identificados como Rosilene Nascimento de Oliveira, 32, Thiago da Silva Santos, 24, Waldemir de Oliveira de Jesus, 16, Marcos Otávio Barbosa da Silva, 16, e Gilson Alves de Lima, 42. A aniversariante Cátia Silva Souza, de 32 anos, perdeu o filho Marcos e o filho de criação Waldemir. (A Gazeta)


Hipótese de envolvimento de milícia

A hipótese de milícia também havia sido levantada porque foram encontradas no local cápsulas de balas de arma de calibre usado pela polícia e pelas forças armadas. “As cápsulas de alto calibre são porque o suspeito é gerente do tráfico”, disse Santana. “Até agora não encontramos nenhum convidado ou ferido com antecedentes criminais”, afirmou o comandante do 21º BPM (São João de Meriti), coronel George de Freitas.

Alguns vizinhos do local onde aconteceu o churrasco contaram o que viram, mas não quiseram se identificar. “Quem estava na rua saiu correndo, invadindo as casas, nos portões que estivessem aberto. Uma coisa horrorosa, testá todo mundo traumatizado”, disse uma testemunha. “Foram cenas de terror. Da janela da minha casa só via as pessoas correndo, gritando, as crianças correndo, perdidas sem saber para onde iam. Pânico total”, completou outra.

Entre as vítimas fatais está um adolescente de 16 anos, filho da aniversariante. A cunhada da dona da festa morreu na hora. Segundo a polícia, a mulher, de 32 anos, foi atingida por um tiro de fuzil.

Enterro das vítimas

A prefeitura de São João de Meriti informou que o corpo de uma das vítimas será enterrado às 17h desta segunda-feira (25) no Cemitério de Éden. No mesmo local, na terça-feira (26), será sepultado o corpo de outro vítima, às 14h. Também na terça, às 10h, será enterrado o corpo de outra vítima da chacina, no Cemitério Vila Rosali.

Já o enterro das outras duas vítimas da chacina ainda não foi divulgado.