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domingo, 4 de novembro de 2012

4 princípios básicos para a felicidade no trabalho

4 princípios básicos para a felicidade no trabalho
Quer sair para o feriado sem tanto peso para voltar na segunda-feira? Então, veja quais os fatores determinantes para uma rotina mais leve e plena no trabalho


Sucesso na carreira até pode não ser determinante para uma vida feliz. Mas, na maioria dos casos, a satisfação com aquilo que se faz das 9h às 18h (ou qualquer outro horário determinado para seu expediente) contribui, sim, para um cotidiano mais pleno.

Afinal, das 720 horas contidas no mês, pelo menos 220 são dedicadas (formalmente) para a sua carreira. E ter um sorriso no rosto (ou internamente) enquanto se vive cada uma delas é fundamental.

Mas quais os fatores que contribuem para a satisfação profissional? Especialistas ouvidos por Exame.com listam os itens indispensáveis para uma carreira mais feliz:

1. Propósito

“A sua realização pessoal depende do seu propósito”, afirma Silvio Celestino, da Alliance Coaching. Não dá para segurar o sorriso firme no rosto (durante o expediente) quando as atividades que você desenvolve no horário comercial estão descoladas dos objetivos que norteiam sua vida.


Sem propósitos bem definidos, por outro lado, corre-se o risco de nunca encontrar satisfação ou, no pior dos cenários, se contentar com qualquer coisa.

Definir o que você quer para a sua vida ajuda na hora de tomar decisões e evita a aflição das comparações. Afinal, nem sempre o que é bom para a carreira do colega da baia ao lado é interessante para você.

E aqui não entram apenas propósitos mais abstratos como “mudar o mundo”. O padrão de vida financeiro que você deseja, o estilo de vida e até o tipo de relações que espera ter no trabalho entram na conta.

2. Inspiração

Outro item essencial para a felicidade na carreira é a inspiração. De acordo com Celestino, trabalho precisa ser inspirador e ponto. E, para isso, não importa a fonte. A inspiração pode vir do produto, dos valores da companhia ou de um colega ou chefe cheio de brilho nos olhos.

Para ser feliz, é essencial findar o expediente com a sensação de que o dia corrido não foi em vão, que você não esteve só a correr atrás do vento e que as atividades que você desenvolveu tiveram algum sentido. E só pessoas e companhias com valores coerentes são capazes de proporcionar isso no trabalho.

3. Plenitude

Agora, de nada adianta um trabalho inspirador e coerente com seus propósitos de vida, se, na prática, suas habilidades não são empregadas plenamente. De acordo com Alfredo Assumpção, CEO da FESA, “para ser feliz no trabalho, você tem que atuar na sua plenitude”. Nem mais, nem menos.

“Se for subutilizado, pede demissão e vai para outro lugar. Se for utilizado para além da sua capacidade, você adoece”, afirma. Em outras palavras: “Se eu tenho uma tarefa que está abaixo das minha habilidades, isso gera um tédio danado. Se está além das minhas competências, gera stress”, diz Celestino.

4.  Desafio

Mas ao mesmo tempo, o trabalho que traz satisfação também traz uma dose diária de desafio. Não do tipo que enlouquece, claro. Mas do tipo que faz crescer, que empurra você para frente e não deixa a sua vida profissional empacada no meio do caminho.

Fonte: Exame.com

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Egoístas são mais felizes


Pessoas egoístas são mais felizes

 Uma pesquisa da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, convidou mais de 200 estudantes para diferentes atividades. Na primeira delas, os participantes receberam 3 dólares e foram divididos em três grupos: uma turma seria obrigada a gastar o dinheiro com coisas para si, outra teria de deixar a “fortuna” numa instituição de caridade, enquanto os outros poderiam escolher entre doar ou não.

Em seguida, eles tiveram de classificar, numa escala de 1 a 7, o nível de satisfação que tiveram com a tarefa. Quem não teve opção, a não ser torrar o dinheiro com qualquer bobeira se sentia bem mais feliz.

O segundo teste foi parecido: alguns participantes tinham de comprar cartões de presente para si mesmo, ou para caridade ou podiam escolher uma das duas opções. Mais uma vez, o grupo mais feliz era aquele que não podia escolher e era obrigado a comprar os cartões para si.

No último estudo, os pesquisadores doaram 20 dólares para cada pessoa e perguntaram se gostariam de guardar ou doar a quantia. Em seguida disseram aos participantes que o computador decidiria o destino do dinheiro. Quem ficou com a grana, por escolha do pc, ficou bem mais feliz.


fonte:Super

sábado, 19 de maio de 2012

Felicidade: não tente correr atrás dela



Felicidade: não tente correr atrás dela




Uma conquista material ou uma sensação que vem de momentos especiais? Um dos sentimentos mais perseguidos pela humanidade, a felicidade já virou até Proposta de Emenda Constitucional (PEC) - aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado, na última quarta-feira. O objetivo da PEC é incluir a busca da felicidade entre os direitos dos cidadãos. Mas, afinal, o que é ser feliz?

Para psicólogos, não é, necessariamente, alcançar aquilo que buscamos, seja um emprego público, um carro novo ou um amor. "Pelo contrário. A tendência é que quem diz ?eu vou ser feliz quando conseguir tal coisa? não seja feliz nunca, porque estará sempre insatisfeito e não enxerga aquilo que está acontecendo de feliz no momento", diz a psicóloga Penélope Zecchinelli Sampaio.

A especialista em Felicidade Angelita Scárdua, porém, esclarece que, para ser feliz, precisamos de algumas condições básicas, que seria o "bem-estar objetivo" previsto pela PEC. "Cabe ao Estado, de fato, garantir certas condições para que possamos ser felizes, como segurança, apoio, educação, saúde e determinadas condições materiais de vida", diz.

Mas se engana quem pensa que isso é o mais importante. "Pesquisas apontam que cerca de 90% da nossa felicidade está no bem-estar subjetivo, ou seja, vem da forma como nós valorizamos aquilo que somos ou fazemos", diz.

Como alerta a também psicóloga Renata Martins Quintas, "felicidade não é buscar por algo que ?tape? um buraco, que te complete, mas aprender a viver bem com o buraco aberto", resume. Para todas elas, garantir a felicidade como direito é apenas o primeiro passo. O segundo, quem dá, somos nós.

Direito está na raiz da sociedade ocidental

A defesa do direito à felicidade está na raiz da sociedade ocidental moderna. A Declaração de Independência dos Estados Unidos, de 1776, diz o seguinte: "Todos os homens são iguais, dotados pelo Criador de direitos inalienáveis como a vida, a liberdade e a busca da felicidade" - ou, em inglês, "life, liberty and pursuit of happiness". Esta é uma das frases mais famosas da Declaração de Independência norte-americana, de autoria de Thomas Jefferson e Benjamin Franklin, considerados os pais da pátria.

Felicidade Interna Bruta.
É um conceito que surgiu em 1972, no Butão (país no Himalaia), para questionar o cálculo do desenvolvimento de uma nação apenas pelo Produto Interno Bruto (PIB). Considera a felicidade como importante para a riqueza de um país

Sexo.
Uma pesquisa nos Estados Unidos feita usuários de iPhone revelou que "fazer amor" e "exercitar-se" são as atividades que mais trazem felicidade. As menos felizes são "dormir" e "trabalhar". A concentração, segundo a pesquisa, reduz a infelicidade (A GAZETA)

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

É possível viver e ser feliz sendo casto?


É possível viver e ser feliz sem sexo?

Dizem que a castidade é uma virtude. Mas quando a abstinência sexual não é voluntária pode transformar-se num tormento e até afetar a saúde.

O sexo, ao contrário de comer e de beber, não é uma das funções vitais do ser humano, embora a Organização Mundial de Saúde inclua o sexo como um dos indicativos da qualidade de vida, ao lado de itens como atividade física e alimentação equilibrada, desde que seja seguro e prazeroso.

Mas afinal podemos ser felizes sem sexo? Ou corremos o risco de sofrer de algum transtorno físico ou psíquico? Segundo especialistas, tudo depende da importância que cada um atribui à atividade sexual.

Depressão 

Um estudo publicado pelo "The Journal of Sexual Research", do qual participaram 82 homens e mulheres com mais de 30 anos que ou ainda eram virgens, ou estavam há mais de um ano sem sexo. O objetivo era saber se essas pessoas se consideravam felizes ou se sofriam de algum problema. As conclusões foram desoladoras: 100% dos pacientes apresentaram sintomas de depressão e níveis de autoestima muito baixos que se repercutiam em outras áreas, como o trabalho. Além disso, todos se sentiam infelizes.

Os autores do estudo, coordenado por Elizabeth Burgess, professora auxiliar de Sociologia na University Research of Georgia, nos Estados Unidos, concluíram que o sexo era um fator influente nesse estado depressivo. Mas não é obrigatório que seja assim. Existem abstinentes que não apresentam sintomatologias depressivas, afirma o sexólogo Júlio Machado Vaz.

É verdade que somos pessoas sexuadas e renunciar a isso equivale a cortar com um aspecto chave da nossa natureza. Isto não quer dizer que a abstinência seja uma opção ilegítima. "Se essa é a vontade da pessoa, é ela que a legitima", afirma Rosário Gomes, sexóloga e psicóloga clínica. E acrescenta: "Os problemas surgem quando a abstinência é involuntária".

Disfunções sexuais 

A abstinência sexual muito prolongada e involuntária pode ser originada por diversos transtornos psicológicos.

"Pode haver uma dificuldade no âmbito da interação social, ou da abordagem com o outro e, às vezes, há dificuldade em encontrar novas pessoas. Na sociedade individualista em que vivemos, isso é cada vez mais comum", diz a sexóloga Rosário Gomes.

Mas isso não é o mais grave. "Uma abstinência forçada e prolongada pode aumentar os níveis de insegurança e ansiedade quanto ao desempenho sexual, o que, por sua vez, facilita os problemas sexuais", afirma Júlio Machado Vaz.

Sem sexo por opção 


Até o casamento ou para o resto da vida, algumas pessoas decidem abrir mão da vida sexual. Na contramão da superestimulação sexual presente nas mais diversas esferas, muitas pessoas optam, em pleno século 21, por um "namoro casto" antes do casamento, ou até pela eliminação completa da vida sexual. E isso acontece Seja por motivos religiosos, filosóficos ou até mesmo pelo simples fato de não sentirem o menor desejo: são os assexuais, comportamento que os especialistas já começam a chamar de quarta orientação sexual.

Segundo matéria publicada nesta semana pela revista Isto É, além dos héteros, homos e bissexuais, os assexuais formam uma outra vertente da sexualidade, que não é nova. Apenas as pessoas sem desejo de fazer sexo estariam finalmente assumindo um traço de sua personalidade – até como resposta à pressão por um desempenho sexual fantástico imposto pela sociedade atual.

Os assexuais (que podem ser tanto héteros quanto homossexuais) não deixam de lado os relacionamentos amorosos. Acreditam, porém, que carinho e romantismo são suficientes para levar uma relação adiante.

Terapeuta de casais há 35 anos, a sexóloga Ana Maria Zampieri, autora do livro "Erotismo, sexualidade, casamento e infidelidade", lembra que pessoas que amam o parceiro mas não o desejam sexualmente sempre estiveram presentes no consultório. "A diferença é que, no passado, isso só era revelado durante o casamento e ficava relacionado ao tempo de convivência", diz. Como hoje as pessoas casam mais tarde – ou nem casam –, a indiferença ao sexo fica evidente.

Mas antes de achar que você se enquadra neste perfil, vale lembrar que a falta de libido é uma disfunção sexual que precisa de tratamento terapêutico. "É importante uma avaliação psicológica para saber se quem se classifica como assexual não está mascarando problemas sérios", alerta o ginecologista Gerson Lopes, coordenador da Associação S.a.b.e.r. – Saúde, Amor, Bem-estar e Responsabilidade em entrevista à Isto É. De acordo com o médico, o desejo minguado pode ser patologia quando causado por traumas. Já quem se sente tranquilo e feliz ao trocar o sexo por qualquer outra atividade, não precisa se preocupar. (Fontes: Revistas Vida Brasil e Isto É)

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mulheres valorizam sexo e homens, carinho; diz estudo

Estudo diz que mulheres valorizam sexo e homens, carinho


Rio - Um estudo realizado por pesquisadores do Instituto Kinsey, nos Estados Unidos, descobriu que homens querem carinho e mulheres, sexo, para serem felizes, segundo divulgou o jornal The Huffington Post deste domingo.

Os pesquisadores conversaram com 1009 casais heterossexuais de meia idade ou mais, em relacionamentos longos, de diversos países e descobriu o resultado que surpreendeu a muitos. Os homens que disseram abraçar e beijar frequentemente suas parceiras eram considerados três vezes mais felizes do que os que tinham interação limitada. A surpresa maior foi descobrir que a satisfação sexual está ligada à felicidade para mulheres em relacionamentos longos. E elas também relataram que o sexo melhorou significativamente após 15 anos de convivência com o mesmo parceiro.

Esse estudo mostrou que as nossas suposições nem sempre são suportadas pelas pesquisas, disse Jennifer Bass, diretora de comunicação do Instituto Kinsey. Psicólogos que não estavam envolvidos na pesquisa ficaram intrigados com o resultado do estudo de que os homens precisam de carinho e toque para se sentirem felizes num relacionamento.

Julia Heinman, diretora da pesquisa, comentou a importância de compreender a felicidade em relacionamentos duradouros e o impacto que o sentimento pode ter na saúde. "Talvez possamos aprender mais sobre o que faz um relacionamento ser sustentável e feliz", disse.

A pesquisadora contou que as mulheres em relacionamentos longos tendem a se sentir mais satisfeitas porque as expectativas mudam conforme crescemos e "aquelas que não estavam satisfeitas sexualmente não tiveram motivos para seguir com o casamento".

O estudo constatou que os japoneses são mais significativamente felizes com seus relacionamentos do que os americanos, mas brasileiros e espanhóis são menos felizes.


O Dia

domingo, 8 de maio de 2011

Grau de felicidade de uma pessoa depende do tipo de gene 5-HTT

Tamanho de gene parece interferir na sensação de felicidade

Pense duas vezes antes de nomear quem são os culpados pela sua sensação de tristeza. Um estudo britânico diz que o grau de felicidade de uma pessoa depende do tipo de gene 5-HTT que carrega no corpo e está relacionado ao transporte da serotonina --uma das substâncias químicas que proporcionam o bem-estar-- para o cérebro.

O pesquisador Jan-Emmanuel de Neve, da Escola de Economia e Ciência Política de Londres (Reino Unido), analisou mais de 2.500 voluntários norte-americanos para medir o nível de satisfação e insatisfação deles.

Os portadores das duas versões longas do gene, transmitidas por cada um de seus genitores, declaravam-se "muito satisfeitos" com a vida do que aqueles que herdaram as versões mais curtas do gene. Em números, equivale a 35,4% contra 19,1%, descreve De Neve em um artigo no "Journal of Human Genetics".

O resultado pode levar à dedução fácil de que o estado emocional da pessoa está necessariamente condicionada ao gene do qual é portador, mas não é isso.

De Neve explica que os genes têm uma influência significativa na felicidade, mas não a causa. Além disso, o sentimento é bem mais complexo e fatos externos também interferem na maneira de como vemos o mundo.
Pessoas com um par especial de genes têm quase duas vezes mais chances de se sentirem satisfeitos com a vida, quando comparadas àquelas que não têm a mesma carga genética. O bem-estar é proporcionado por uma variante do gene 5-HTT, responsável pela forma como as células nervosas gerenciam a distribuição da serotonina, substância que ajuda a controlar o humor, de acordo com estudo publicado no periódico Journal of Human Genetics.

Fonte: Folha

terça-feira, 7 de setembro de 2010

R$ 11,3 mil/mês: ponto a partir do qual mais dinheiro não significa felicidade

Para saber até que ponto dinheiro compra felicidade, estatísticos analisaram um banco de dados gigantesco nos EUA. Descobriram um valor a partir do qual mais riqueza não significa mais bem-estar: R$ 11 mil por mês.

"Uma renda pequena exacerba as dores emocionais associadas a problemas como divórcio, doença ou solidão", diz Daniel Kahneman, da Universidade Princeton, vencedor do Prêmio Nobel de Economia em 2002 e coautor da nova pesquisa publicada na revista científica "PNAS".

Para ser feliz, então, o importante não é ser rico, mas sim não ser pobre, revelam entrevistas feitas com mais de 450 mil americanos.

A pesquisa funciona assim: entrevistadores pedem que as pessoas relatem a frequência com que se sentiram felizes ou sorridentes recentemente. Perguntam o mesmo com relação ao estresse. Pedem também que, em uma escala de zero a dez, digam o quanto estão satisfeitas com as suas vidas --a "nota" média dada pelas pessoas foi de 6,76. Cruzam, então, as respostas obtidas com dados sobre a vida dos entrevistados.

Editoria de Arte/Folhapress

Assim, eles descobriram, por exemplo, que gente solitária se sente muito infeliz até em comparação com quem sofre de um problema crônico de saúde.

Ter filhos, por outro lado, traz felicidade. Mas, curiosamente, em média o efeito é menor do que o de ter um plano de saúde --ao menos em países em que o sistema público de hospitais é ruim, como os EUA e talvez o Brasil.

Surpreende também a correlação entre envelhecer e se sentir mais feliz. Aparentemente, os anos fazem com que as pessoas aprendam a lidar com as dificuldades.

O fator campeão de bem-estar, porém, é ser uma pessoa religiosa. Angus Deaton, também de Princeton, esboçou uma explicação para a Folha sobre isso.

"Quem vai à igreja faz amigos por lá, e isso tem um impacto muito bom. A religião também ajuda os fiéis a entender algumas questões mais difíceis da vida, e isso pode servir de apoio em tempos difíceis. Além disso, muitas igrejas oferecem cuidado médico ou apoio social."

A fé é o único fator que consegue até ganhar do dinheiro na busca pela felicidade.

O valor de R$ 11 mil reais, claro, serve como indicador, mas é bom ter em mente que, como ele se refere aos Estados Unidos, uma margem de erro precisa ser levada em consideração ao adaptá-lo ao Brasil --onde, ao menos em algumas cidades, o custo de vida pode ser bem diferente.

"Nós sabemos, por exemplo, que os latino-americanos costumam se sair bem em medições de felicidade", recorda Angus Deaton.

Editoria de Arte/Folhapress

Fonte: Folha Online

sábado, 21 de agosto de 2010

Algumas dicas para aumentar a felicidade na vida diária:

Aqui estão algumas dicas para aumentar a felicidade na vida diária:

1) Envidar esforços para mudar a maneira como você olha as coisas. Sempre olhe para o lado bom. A mente pode arrastá-lo a pensar sobre a negatividade e dificuldades. Não deixe que isso aconteça. Olhe para o lado brilhante e positivo de cada situação.

2) pensar em soluções, não problemas.

3) Ouvir música relaxante e estimulante.

4) Assistir a comédias engraçadas que façam você rir.

5) A cada dia, dedicar algum tempo à leitura de algumas páginas de um livro inspirador ou artigo.

6) Cuidado com seus pensamentos. Sempre que você se pegar pensando pensamentos negativos, comece a pensar em coisas agradáveis.

7) Sempre olhe para o que você tem feito e não o que você não tem.

Às vezes você pode começar o dia com o desejo de alcançar vários objetivos. No final do dia você pode se sentir frustrado e infeliz, porque você não foi capaz de fazer todas essas coisas.

Olhe o que você fez, não o que você não foi capaz de fazer. Você pode ter feito muito durante o dia, e ainda assim você se deixa sentir-se frustrado, por causa de algumas pequenas coisas que você não realizou. Você passou o dia todo com sucesso, realizando muitos planos e, em vez de sentir-se feliz e satisfeito, você olha para o que não foi realizado e se sente infelizes. É injusto consigo mesmo.

8) A cada dia fazer algo de bom para si mesmo. Pode ser algo pequeno, como comprar um livro, comer algo que você ama, vendo você programa favorito na TV, ir ao cinema, ou simplesmente ter um passeio na praia.

9) Todos os dias realize pelo menos um ato para fazer os outros felizes.Isto pode ser uma palavra gentil, ajudar seus colegas, parar seu carro no cruzamento para permitir que as pessoas atravessam, dando o seu lugar no ônibus para alguém, ou dar um pequeno presente para alguém que você ama. As possibilidades são infinitas. Quando você faz alguém feliz, você se torna feliz, e então as pessoas tentam fazer você feliz.

10) Sempre esperar a felicidade.

11) Não invejar pessoas que são felizes. Pelo contrário, ser feliz para a sua felicidade.

12) Associe-se a pessoas felizes, e tente aprender com elas para ser feliz. Lembre-se: felicidade é contagiosa.

13) Faça o seu melhor para permanecer independente, quando as coisas não procedem como previsto e desejado. Desprendimento irá ajudá-lo a manter a calma e controlar os seus humores e reações. Desapego não é indiferença, é a aceitação do bem e do mal e permanecer equilibrado. Desprendimento tem muito a ver com a paz interior ea paz interior é a condutora da felicidade.

14) Sorria com mais freqüência.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Paternidade x Felicidade. Pais são mais insatisfeitos do que pessoas que não têm filhos, dizem estudos

O uso de drogas ansiolíticas, a psicoterapia e os fins de semana inteiros passados na cama não estavam nos planos de alguns casais, quando decidiram ter filhos.

Nenhum conflito com as crianças: o problema são as atuais demandas da paternidade e da maternidade.

Daniel Marenco/Folhapress
Allan Dantas e Andreza de Campos Vieira, com a filha Manuela; excesso de teorias aumenta frustração dos pais

"É bom, mas exaustivo. Depois do nascimento, na volta ao trabalho, engordei cinco quilos de ansiedade. Hoje, durmo tarde para ajudar minha filha na lição. Quando o alarme toca às 6h, quero chorar", diz a secretária Michele de Luna, 32, mãe de Maria Clara, 8.

"Eu me justifico o tempo todo, falo para ela que preciso trabalhar. Nos fins de semana, quero fazer de tudo com ela, para compensar a semana. É culpa demais."

A constatação dos acadêmicos é ainda mais dura. Os estudos feitos nos EUA e na Europa nos últimos anos mostram que, em relação aos que não têm filhos, os pais demonstram níveis mais baixos de bem-estar mental, felicidade, satisfação com a vida e com o casamento.

Um último trabalho, publicado em 2009 no "Journal of Happiness Studies", até tentou contrariar os resultados das pesquisas anteriores.

Depois de analisar dados de 15 mil britânicos por uma década, um economista escocês atestou que pessoas com filhos eram mais felizes.

Mas a euforia durou pouco: em março deste ano, o autor publicou uma errata. Ao rever os números, viu que "o efeito de ter filhos na satisfação das pessoas é frequentemente negativo".

"Há uma sensação de perda, de não estar dando o que poderia. E uma cobrança grande. Qualquer distúrbio de comportamento é visto como culpa da criação dada pelos pais", analisa a cientista social Maria Coleta Oliveira, professora da Unicamp.

No Reino Unido, a Universidade de Kent centraliza uma rede de pesquisadores de todo o mundo que se dedicam a entender as peculiaridades do que chamam de nova cultura parental.

"Ser pai ou mãe passou a ser considerada uma atividade ou habilidade, e não uma forma de relacionamento, e é retratada como algo inacreditavelmente difícil", explica à Folha Jan Macvarish, pesquisadora da universidade.

Com tanta pressão, fica difícil educar um filho sem se sentir mal e aquém das expectativas próprias e alheias.

O excesso de informações sobre como criar a prole gera a impressão de que uma boa educação deve ser guiada por um especialista.

O LADO DELES

A mãe já está acostumada a carregar o mundo dos filhos nas costas. Mas o papel do homem na educação ganhou destaque nos últimos tempos, abrindo espaço para mais culpa e frustrações.

"Fala-se muito do novo pai. Há cobrança para que ele esteja mais presente. Mas que chefe entende o executivo não ir à reunião para levar o filho ao pediatra?", indaga Maria Coleta de Oliveira.

O publicitário Carlos Munis, 31, viveu esse drama nos primeiros anos de Igor, 10. O excesso de pitacos da família e dos amigos o deixou "bloqueado". Ter se separado da mulher também contribuiu para o afastamento.

"Eu não sabia como dar banho, fazer dormir, dar comida sem me estressar. Minha autoestima foi lá pra baixo. É muita gente falando,você se sente incapaz."

Com o tempo, Carlos aprendeu a assumir a paternidade. "Passei a participar mais. Pai sempre se sente frustrado. Mas, hoje, faço do meu jeito e, se erro, erro por algo que achei que era certo."

Para Macverish, os homens se tornaram "alvo" de campanhas sobre criação dos filhos, o que gera tensões entre o casal. "Em vez de negociar apenas o ponto de vista dos dois sobre os filhos, pai e mãe estão incorporando mais conselhos externos."

O psicanalista Rubens de Aguiar Maciel, que pesquisou futuros pais, constatou a insegurança em relação às novas competências paternas. "É muita pressão. Eles internalizam a cobrança da sociedade."

Pesquisas feitas no Brasil mostram que apenas um terço dos pais encontram o equilíbrio entre dar afeto e limites. Outro terço é considerado negligente, 15% são autoritários e 15%, permissivos.

"Pensa-se pouco sobre como ter e em ter filhos. As pessoas acham que sabem como fazer, por causa do excesso de informações", diz a psicóloga Lídia Weber, da Universidade Federal do Paraná.

Mesmo com filhos bem planejados, a situação pode parecer fora do controle.

A analista de negócios Andreza de Campos Vieira, 29, decidiu buscar ajuda de um terapeuta para minimizar a culpa que sente ao se desdobrar entre a rotina e os cuidados com Manuela, de um ano e cinco meses.

"Nunca achei que iria sofrer desse jeito sendo mãe. Mas já tive urticárias, dores de cabeça. Me cobro demais para fazer coisas que não consigo."

COISINHAS

A autônoma Amanda Paradela, 34, mãe de Igor,10, e de Kaian, 5, já dormiu fins de semana inteiros para descansar. "Mesmo nessa exaustão, me culpo. Se um fica doente, é porque não estou, e a babá não cuida direito. Você está no seu limite, mas cada coisinha parece um problemão."

Não é fácil se livrar da frustração. Mas tomar consciência de que ela existe é bom.

"O que deve estar em jogo é o afeto", diz a psicanalista Belinda Mandelbaum, coordenadora do laboratório de estudos da família, relações de gênero e sexualidade da USP. E alivia: "O importante é entender que não existe um modelo ideal. Existe o possível para cada um".

Folha Online