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quarta-feira, 20 de junho de 2012

Os espíritos na teledramaturgia brasileira


Os espíritos das novelas brasileiras

Reza a lenda que à meia-noite do dia 1º de novembro, entre o Halloween e o dia de todos os santos, os espíritos voltam à terra à procura de corpos para possuir. No dia dois do mesmo mês, Finados, o dia dos mortos, eles retornam ao purgatório e não saem de lá até o próximo ano.

Nas novelas a história é um pouco diferente. Os espíritos têm passagem liberada entre os vivos, não precisam aguardar a noite do dia das bruxas. Na ficção, eles vagam pela terra, aparecem para as pessoas e até conversam com elas.



Verbena (Ana Lucia Torre), de Amor Eterno Amor (2012): A personagem Verbena morreu depois de encontrar seu filho, Rodrigo, e hoje sua alma está em outro plano espiritual. Mesmo assim, ela consegue permissões para descer à Terra e acompanhar as relações de seus familiares.


Salomão Hayalla (Daniel Filho), de 'O Astro' (2011): Depois de ser assassinado misteriosamente, o espírito de Salomão Hayalla continuou a aparecer em visões de seu filho Márcio (Thiago Fragoso), um dos suspeitos do crime.

Ludovico (Ary Fountoura), de 'Chocolate com Pimenta' (2003): Após sua morte, o espírito do rico e bondoso Ludovico aparece para ajudar e aconselhar a mocinha Ana Francisca (Mariana Ximenes).


Daniel (Jayme Matarazzo), de 'Escrito nas Estrelas' (2010): O personagem morre logo no primeiro capítulo da novela, em um acidente de carro, mas seu espírito volta para orientar as pessoas que ama e tentar impedir que a garota por quem era apaixonado (interpretada por Nathália Dill) ficasse com seu pai (Humberto Martins).

Nanda (Fernanda Vasconcellos), de 'Páginas da Vida' (2006): Nanda não resiste e morre durante o parto de seus filhos gêmeos, mas continua acompanhando a vida deles e de seus pais.

Lázaro (José Wilker), de 'Três Irmãs' (2008): Após a morte do pai, as irmãs Dora (Cláudia Abreu), Alma (Giovanna Antonelli) e Suzana (Carolina Dieckmann) ficam desnorteadas em suas vidas. O espírito dele então retorna para tentar ajudá-las em suas carreiras, relacionamentos e na preservação da cidadezinha de Caramirim.

Camilo (Malvino Salvador), de 'O Profeta' (2006): Em 'O Profeta', o vilão Murilo era um espírito que se dedicava a assombrar o protagonista Marcos (Thiago Fragoso). Na mesma novela, Rebeca (Tarciana Saad) era apaixonada por Henrique (Maurício Mattar), e, mesmo depois de morta, continuava a persegui-lo.

Estevão (Thiago Fragoso), de 'A Casa das Sete Mulheres' (2003): Estevão era um soldado que, quando ferido, foi socorrido por Rosário (Mariana Ximenes). Ele se curou, mas, tempos depois, acabou morto na guerra. A moça, no entanto, não conseguiu se esquecer de sua paixão, e o espírito de Estevão continua aparecendo em suas ilusões.

Luna (Liliana Castro), de 'Alma Gêmea' (2005): Luna morre no primeiro capítulo da novela, mas, mesmo após reencarnar no corpo da índia Serena, sua imagem continua a ser muito frequente, principalmente na memória de Rafael (Eduardo Moscovis), seu par romântico.

Omar (Francisco Cuoco), de 'Cobras & Lagartos' (2006): Após sua morte, toda a herança de Omar Pasquim passou para o domínio do irresponsável Foguinho (Lázaro Ramos). Assim, o espírito de Omar passou a "acompanhar" Foguinho durante toda a trama. No fim, o morto e o vivo até se tornaram amigos!

Nanda (Vanessa Gerbelli), de 'Mulheres Apaixonadas' (2003): Em 'Mulheres Apaixonadas', a menina Salete(Bruna Marquezine) tinha sonhos em que um anjo lhe falava que sua mãe, Nanda, iria morrer. Depois que isso de fato acontece, o espírito de Nanda volta para auxiliar Téo (Tony Ramos) nos cuidados com a garota.

Alexandre (Guilherme Fontes), Diná (Christiane Torloni) e Otávio (Antonio Fagundes), de 'A viagem' (1993): Alexandre era viciado em drogas e álcool, e foi condenado por assassinar um homem. Querendo se vingar de Otávio, que não quis defendê-lo nos tribunais, ele acaba provocando um acidente de carro fatal com o advogado, e depois se suicida. O espírito de Alexandre vai para um lugar ruim, o "vale dos suicidas", e fica assombrando o filho de Otávio. Enquanto isso, na "colônia espiritual Nosso Lar", Otávio conhece Diná, que morreu em decorrência de um infarto fulminante, e os dois tentam impedir as ações maléficas de Alexandre e procuram conduzir seu espírito à luz.


quarta-feira, 9 de maio de 2012

Fantasmas e espíritos são a mesma coisa? E se não, qual é a diferença entre os dois?


Por que os fantasmas existem
Alguns Espíritos Escolha a visitar novamente


Muitas pessoas perguntam por que os fantasmas existem. Mas fantasmas e espíritos são a mesma coisa, e se não, qual é a diferença entre os dois?

Fantasmas
Fantasmas são considerados pessoas desencarnadas que aparecem no mundo físico para as pessoas como manifestações, atividade poltergeist, vozes, etc .. A maioria das pessoas tendem a associar fantasmas com o Halloween ou lugares severamente assombrados. Mas será que fantasmas realmente existem, e se o fazem, porque eles estão aqui? Eles estão aqui para assombrar os vivos ou eles estão realmente aqui para assombrar a todos?

Espíritos
A palavra espírito é um termo usado para os seres espirituais, como guias espirituais, anjos ou outros espíritos que têm um propósito especial e estão aqui para ajudar a vida com várias coisas. Espíritos são considerados "bons", enquanto que os fantasmas são geralmente vistos como visitantes indesejados que só querem causar estragos na vida. Então, qual seria o termo correto a ser usado quando se fala de uma pessoa desencarnada que continua a existir entre os vivos?

Os Debates
Entre os grupos de entusiastas paranormais, a diferença entre os espíritos e fantasmas surge como um tema muitas vezes, e pode levar a discussões vai e volta sobre quem está certo e quem está errado quando se trata de definir a diferença entre os dois. Alguns diriam que é um fantasma qualquer espírito que voltou dos mortos para assombrar uma pessoa, lugar ou coisa, e é um fantasma, independentemente das intenções. Outros diriam que os espíritos e fantasmas são a mesma coisa, sem diferença entre os dois.

Por Fantasmas estão aqui?
Fantasmas tendem a ficar preso entre dois mundos: o mundo deles e nosso. Eles podem ter negócios inacabados com um ente querido amigo, ou mesmo parceiro de negócios. Alguns fantasmas podem ficar anexados a uma casa em que viviam, um objeto que eles tinham tão caro a eles, enquanto vivo, ou tem um pouco de raiva ou tristeza que levaram com eles quando morreram. Fantasmas também podem não estar cientes que eles estão mesmo mortos. Fantasmas são muitas vezes considerados seres residuais, restos de energia que simplesmente estão repetindo um evento no tempo. Mas residual não é a igual fantasma, é igual a energia residual, como um projeto que está congelado no tempo. A atividade residual não é interativa, é apenas um filme que constantemente repete mais e mais.


Por que espíritos estão aqui
Se os espíritos são anjos ou guias espirituais, eles iriam estar aqui para ajudar os vivos, quando necessário, nos momentos difíceis ou em uma base diária, através de estresse ou tristeza. Mas há talvez outro tipo de espírito que não é um fantasma, que pode ser visto ou sentida por pessoas de espírito a cada dia de uma pessoa que simplesmente passaram. Esses espíritos poderiam ser sua avó, que faleceu, um tio, um marido, um amigo ou qualquer outra pessoa que já viveu, mas não tem mais um corpo físico. Esses espíritos não estão "presos" como um fantasma poderia estar, e eles não têm negócios inacabados. Eles só querem visitar. Eles querem visitar as pessoas que amam, que eles compartilhavam uma vida comum. Eles querem ver a casa em que viviam como uma criança, ou têm vindo a assistir a uma ocasião especial na família como um nascimento ou casamento. Estes são os espíritos de pessoas que têm o livre arbítrio de ir e vir entre aqui e do outro lado.

Existência
Espíritos e fantasmas podem aparecer a qualquer um, mas eles estão aqui por motivos diferentes. Muitos fantasmas e espíritos tanto ser capturado por investigadores paranormais em teipe (fenômeno da voz eletrônica, ou EVPs para breve). Fazer uma pergunta a um fantasma ou espírito pode trazer respostas inteligentes que podem chocar a maioria das pessoas. Quando você pergunta a um espírito o seu nome e ele responde, então uma conclusão pode ser feito que esse fantasma é "ativo" e não está preso em um túnel do tempo em algum evento contínuo que repete constantemente. A conclusão pode ser feita que você pode interagir com este espírito, como você faria qualquer ser humano. Assim existência, definida como o estado de ser, pode continuar mesmo após a morte de um corpo físico.

Fontes: Hyperdictionary.com


terça-feira, 1 de maio de 2012

Fantasmas: por que tanta gente, em diferentes épocas e civilizações, afirma ver espíritos

Para a ciência, ver e ouvir fantasmas não tem nada de sobrenatural: tudo é criado pelo cérebro. Agora os cientistas tentam explicar por que tanta gente, em diferentes épocas e civilizações, afirma ver espíritos

No rádio tocava Oceano, de Djavan. Maurício ia de São Paulo a Santos e acabava de entrar no primeiro túnel da Rodovia dos Imigrantes. Foi quando sentiu um calafrio e ouviu:
– Ai, gosto tanto dessa música.
– Tia, o que a senhora está fazendo aqui?, disse Maurício, reconhecendo a voz.
– Ué, estou indo para a praia, responde a tia, com naturalidade.
– Mas a senhora não pode. A senhora está morta faz uma semana.
Dona Rosa, a tia de Maurício que apareceu no carro de repente, reclamava de que estava perdida e ninguém tinha ido buscá-la. “Só vi o Zé [o irmão dela], mas parecia que ele estava de fogo”, disse. Sem saber o que fazer, o sobrinho sugeriu que ela aguardasse pa ra seguir seu caminho. Antes de sumir do veículo, a mulher agradeceu a coroa de flores e só não deixou mais perplexo o administrador e engenheiro eletricista Mau rício Casagrande porque essa não era a primeira vez que algo parecido acontecia. As primeiras manifestações estranhas apareceram na infância, mas foi depois dos 27 anos que ele passou a protagonizar cenas de horror: acordava durante a noite e via figuras cadavéricas no quarto, ouvia vozes e começou a adivinhar data e hora da morte de pessoas próximas. Entre o susto e o incômodo, buscou ajuda médica com psicólogos, psiquiatras, neurologistas. Nunca encontrou nada errado.
Em 1999, M. Night Shyamalan deu-nos o filme "O Sexto Sentido", onde o garoto interpretado por Haley Joel Osment,  proferiu a famosa frase: I see dead people… (eu vejo gente morta ...)

Para a ciência, espíritos não existem. Nossa personalidade, nossa inteligência, nosso caráter, tudo é determinado pelas conexões cerebrais. Quando morremos, as células têm o mesmo fim, sem deixar possibilidade para alma ou fantasmas aflorarem. Mas os próprios cientistas reconhecem que relatos de experiências sobrenaturais e de contato com os mortos, como o do engenheiro Maurício, estão presentes em diversas civilizações e são quase tão antigos quanto a escrita. A possessão por deuses e demônios aparece desde 2000 a.C. O Tratado do Diagnóstico Médico e do Prognóstico, um conjunto de 40 pedras ba bilônicas dedicadas à medicina, descreve as alucinações auditivas e as ausências súbitas com um caráter sobrenatural. Hieróglifos também revelam que os egípcios acreditavam que mortos ou demônios entravam no corpo dos vivos e provocavam tais sintomas. O caráter sagrado também esteve presente na Grécia antiga, onde alucinações eram chamadas de “doença sagrada” ou “doença da Lua”. Com o advento do cristianismo, os inúmeros deuses deixaram de ser a causa para esses fenômenos. Surgiram as explicações naturais, como a de que a Lua provocava o aquecimento da Terra e isso faria o cérebro derreter, gerando as crises. Na Idade Média, quem tinha alucinações era considerado herege. Joana D’Arc, queimada em 1431 quanto tinha 29 anos, começou a ouvir vozes e perceber luzes estranhas ainda adolescente.Hoje, os espíritos inspiram todo um gênero de cinema – os filmes de terror –, sem falar em contos da literatura universal, novelas e conversas em família. Com tantas histórias distantes, porém parecidas, é muito fácil acreditar que há algo além ao nosso redor.

Apesar de tantos relatos semelhantes, só nos últimos 20 anos é que o assunto saiu dos filmes de terror e voltou a ocupar as páginas de estudos científicos sérios. As pesquisas focam desde o perfil dos chamados médiuns a análises neurológicas que relacionam alucinações a epilepsia e ao fenômeno dodéjà vuAinda não existe uma explicação definitiva do fenômeno da mediunidade, mas há conclusões suficientes para destruir vários mitos sobre o tema.


Quem vê gente morta?
Primeiro mito: o de que pessoas que afirmam ver espíritos são malucas. Em boa parte dos casos, quem vive esse fenômeno são profissionais com ensino superior, pais e mães de famílias de classe média e alta, que mantêm a experiência em segredo e recorrem a dezenas de médicos para saber o que está acontecendo. Em 2005, o psiquiatra Alexander Moreira de Almeida, professor da Universidade Federal de Juiz de Fora e membro do Núcleo de Estudos de Problemas Espirituais e Religiosos (Neper) da USP, aplicou testes psicológicos em 115 médiuns da capital paulista. A maioria deles era formada por pessoas que afirmavam incorporar espíritos, falar coisas que estão sendo ditas por mortos, ter visões e ouvir vozes. Almeida descobriu que pessoas bem instruídas e ocupadas formavam sua amostra: 46,5% tinham escolaridade superior e apenas 2,7% estavam desempregados.“Esses dados mostram que não são pessoas desajustadas socialmente”, diz. A maior revelação veio dos resultados do SQR (Self-Report Psychiatric Screening Questionnaire), um questionário aplicado para detectar transtornos mentais. Quanto mais respostas positivas, mais alta é a probabilidade de a pessoa ter um transtorno. “Em menos de 8% delas o resultado deu positivo, o que é muito pouco. Na população brasileira, esse índice fica entre 15% e 25%.” Outra surpresa veio com o teste de Escala de Adequação Social. O psiquiatra verificou que os médiuns que relatavam incorporar espíritos com uma freqüência maior eram os mais ajustados socialmente e também aqueles que menos tinham sintomas de transtornos psiquiátricos.

A notícia é um alívio para quem sofre a pressão de viver experiências mediúnicas e se pergunta o tempo todo onde está o limite entre a loucura e a sanidade. “Sou um cara cético. Até hoje me pergunto se o que vejo não é criação da minha cabeça”, diz Maurício Casagrande. “Quando as imagens ficaram mais freqüentes, achei que estava ficando esquizofrênico e fui procurar ajuda na medicina.” Maurício chegou a dormir duas noites no Hospital São Paulo, vigiado por equipamentos de mapeamento cerebral, e a tomar ansiolíticos, que não o impediram de continuar acordando com presenças fantasmagóricas. Apesar das inúmeras tentativas, não se descobriu nenhum transtorno mental. “Até que um dia um médico falou para eu procurar um lado mais espiritual. Veja só: um médico falando isso!”, diz ele.

As consultas médicas também fizeram parte da adolescência de Regina Braga, hoje com 52 anos. Aos 15, ela começou a acordar rodeada de estranhos. “Eram figuras grotescas. Eu via pessoas com os olhos esbugalhados em cima de mim. Comecei a entrar em parafuso”, diz. Os pais passaram a levá-la a médicos, que receitavam calmantes. “O tranqüilizante era uma porta de acesso maior. Eu relaxava, ficava indefesa e os ataques à noite eram mais ferozes.” Aos 17 anos, Regina entrou em uma espécie de coma. “Os médicos fizeram de tudo para que eu despertasse, mas eu não tinha nenhuma reação.” Ao sair do que chama de “transe”, foi transferida para a clínica de um médico espírita, que soube tratá-la. “Se fosse outro médico, acho que me mandaria para um hospício.”

O medo de ter problemas mentais impede muitas pessoas de falarem abertamente sobre o assunto. “A literatura médica diz que de 15% a 30% da população tem algum tipo de vivência sobrenatural.Essas pessoas não contam para ninguém por medo de acharem que estão loucas”, afirma o psiquiatra Almeida. O engenheiro Maurício é um exemplo de quem evita propagandear. “Se tem uma coisa que não suporto são os ‘esochatos’, aquele bando de esotéricos que ficam tentando convencer a pessoa a seguir alguma idéia. Tenho medo de rótulos, por isso prefiro não comentar”, diz.

Os médiuns na história
De fato, os cientistas que começaram a estudar esses fenômenos foram os que tratavam doenças mentais. Em 1889, o psiquiatra francês Pierre Janet foi o primeiro a propor a existência de uma segunda consciência. Para ele, quando a personalidade perdia a coesão (o fluxo normal de idéias e pensamentos), uma corrente secundária de idéias, vontades e imagens se sobrepunha à consciência, gerando automatismos motores e sensoriais – responsáveis pelos chamados fenômenos paranormais. O contemporâneo William James, psicólogo americano, defendeu a tese de que a possessão mediúnica era uma forma de personalidade alternativa em pessoas que não tinham problemas mentais: uma espécie de dupla personalidade. Ele não descartou que um espírito desencadeasse essa segunda identidade. Já o professor de cultura clássica Frederic Myers dedicou-se a estudar o inconsciente. Ele defendeu que existia na mente uma consciência subliminar, que raramente emergia – quando isso acontecia, o resultado era a manifestação mediúnica. Até mesmo Sigmund Freud deu palpites sobre a mediunidade. Para ele, os estados de possessão correspondiam às nossas neuroses: os demônios seriam os desejos considerados maus que foram reprimidos. “Aos nossos olhos, os demônios são desejos maus e repreensíveis, derivados de impulsos instintivos que foram repudiados e reprimidos”, afirmou ele no livro Uma Neurose Demoníaca do Século 17, de 1923.

A neurologia também tentou cercar o mistério. O inglês John Hughlings Jackson sugeriu que as crises não passavam de uma descarga ocasional, excessiva e inadequada do tecido nervoso sobre os músculos, assim como a epilepsia. Na década de 1950, os médicos Wilder Penfield e Theo dore Brown Rasmussen, do Instituto Neurológico de Montreal, no Canadá, fizeram cirurgias em pacientes com epilepsia acordados. Graças a elas, o mundo descobriu muito sobre o cérebro. Quando os médicos estimulavam uma área do cérebro, o paciente mexia a mão; em outra, o pé. Ao estimularem áreas relacionadas à gustação, o paciente sentia um gosto na boca. Também ouvia sons sem sentido, via bolas e estrelas. “Foi assim que mapearam o cérebro humano”, afirma Elza Yacubian, neurologista especializada em epilepsia da Universidade Federal de São Paulo.

A busca por explicações para os fenômenos tidos como paranormais rendeu também descobertas de instrumentos da neurologia usados até hoje, como o eletroencefalograma, que registra a atividade elétrica do cérebro por meio de eletrodos colocados na cabeça do paciente. O aparelho foi criado pelo psiquiatra alemão Hans Berger, fascinado pelos poderes da mente desde a década de 1890, quando foi soldado do Exército alemão. Durante um exercício militar, Berger sofreu um acidente de cavalo. Logo depois, seu pai, sem saber o que havia acontecido, enviou-lhe um telegrama para saber como o filho estava – a irmã de Berger tinha dito ao pai que sabia que ele havia sofrido um acidente. O psiquiatra ficou fascinado pela adivinhação da irmã: passou a acreditar em paranormalidade e decidiu estudá-la. “Ao criar o eletroencefalograma, em 1929, ele esperava que o aparelho desse respostas a experiências que julgava fora do comum”, diz Elza. “Uma de suas maiores decepções foi constatar que o eletroencefalograma é normal em pacientes que têm problemas psiquiátricos e nas pessoas que relatam experiências sobrenaturais.”

O que diz a ciência
Depois da criação do eletroencefalograma, apareceram a ressonância magnética, a tomografia tomputadorizada e a ressonância funcional. Com elas, já se conseguiu mapear no cérebro até as áreas que despertam as emoções e controlam funções específicas do corpo, como enxergar em profundidade ou reconhecer faces. Mas esses equipamentos não são suficientes para detectar a química envolvida na troca de impulsos elétricos e as alterações celulares de quem afirma ver espíritos. Para os cientistas, é por causa dessa falta de recursos mais precisos que os exames feitos pelo engenheiro Maurício não apontam anormalidades. “Quando o bebê está sendo formado, bilhões de células embrionárias migram para formar 6 camadas do córtex”, afirma a neurologista Elza. “Nem a melhor ressonância magnética consegue detectar falhas nesse nível.”

Mesmo assim, no mundo das hipóteses médicas, os relatos de retorno dos mortos à Terra não passam de ficção criada pela máquina chamada cérebro. Desde os primeiros estudos, a epilepsia virou explicação para manifestações de mediunidade, idéia que é seguida até hoje. Ataques epilépticos são o ponto máximo da hiperexcitabilidade do cérebro, que responde mandando ao corpo reflexos não só motores. Epilépticos sofrem também reações olfativas – como sentir cheiros estranhos repentinamente – visuais e sonoras, como ter alucinações. Isso mesmo, alucinações, muito parecidas com as de quem afirma ver espíritos. “Uma excitabilidade diferente poderia ser a explicação para fenômenos não patológicos de visões e audições”, afirma Elza Yacubian. Há tipos de epilepsia que são muito relacionados a relatos sobrenaturais. A epilepsia do lobo temporal do cérebro, por exemplo, provoca alucinações e induz à religiosidade. Essa parte do cérebro é tida como a responsável pela religiosidade: pessoas com lesões nela costumam desenvolver uma religiosidade extrema. Acredita-se, por exemplo, que o fanatismo religioso do pintor Vincent Van Gogh tenha vindo da epilepsia no lobo temporal.

Para o InterPsi, um grupo de pesquisadores da PUC-SP que se dedica a encontrar explicações lógicas e científicas para fenômenos sobrenaturais, a epilepsia é só uma das possíveis soluções do mistério. Além dela, outros estados alterados da mente se relacionam a alucinações. “Freqüências sonoras, campos magnéticos e estados de transe podem provocar efeitos sensoriais”, afirma o psicólogo Welling ton Zangari, pesquisador do Laboratório de Psicologia Social da Religião na USP e membro do InterPsi.

Zangari cita o caso que aconteceu num escritório de engenharia da Inglaterra na década de 1980.Vários funcionários afirmavam ver fantasmas em uma das salas, que em pouco tempo ficou conhecida como mal-assombrada. Foi um engenheiro do próprio escritório, chamado Vic Tandy, que desfez o mito: as aparições eram, na verdade, uma reação do globo ocular, que vibrava influenciado pela freqüência de infra-som de um ventilador, borrando a visão de quem entrava ali.

Sabe-se, também, que alucinações são comuns em pessoas com estados graves de fome ou em quem fica 3 dias sem dormir. “Nessas situações, os neurônios funcionam de forma anormal, criando uma realidade paralela”, afirma a neurologista Kátia Lin, da Unifesp. “Não significa que a pessoa esteja louca ou doente.”


Se o cérebro é a chave para as alucinações, os cientistas se dedicam agora a saber quais circuitos movem essa engrenagem. Em setembro passado, o médico Olaf Blanke, da Escola Politécnica de Lausanne, na Suíça, criou em laboratório aquela sensação desagradável de ter uma presença parada às costas. A cobaia foi uma mulher de 22 anos, com epilepsia, que se submetia a uma cirurgia para retirar a lesão que provocava as crises.

A equipe de Blanke aplicou estímulos elétricos em pontos do lado esquerdo do cérebro. A reação foi sinistra: a mulher sentiu que alguém estava atrás dela. Empolgados, os médicos estimularam ainda mais a área e a paciente foi capaz de descrever o ser invisível como uma pessoa jovem. Os pesquisadores, então, pediram que ela tentasse abraçar os joelhos. Ao se abaixar, a mulher podia jurar que a presença que sentia tinha segurado seus braços.

A área estimulada está relacionada à noção corporal – sem ela fica impossível, por exemplo, mexer os braços na hora de trocar de roupa, por mais que o braço esteja perfeito. Para o médico Olaf Blanke, estímulos nesse ponto podem explicar não só a presença fantasma, como também os relatos sobre viagens feitas fora do corpo. A tese é reforçada por uma experiência similar realizada em 2002. Ao tentar identificar a área de lesão de uma inglesa de 43 anos, com epilepsia havia 11, Blanke estimulou o giro angular, uma área que fica na parte posterior do lobo temporal, e se surpreendeu com o resultado: a mulher sentiu como se tivesse saído do corpo e levitado 2 metros acima da mesa de cirurgia. “O giro angular é importante para processos cerebrais associados à experiência extracorpórea”, afirmou Blan ke na revista Nature.

Tentar reproduzir fenômenos espirituais em laboratório não é novidade. Desde a década de 1980, o neurologista canadense Michael Persinger faz testes com ondas eletromagnéticas em pessoas normais. A experiência consiste em colocar capacetes, que geram uma espécie de campo magnético, em voluntários vendados, dentro de uma sala escura e com isolamento acústico. À medida que o pesquisador estimula o lobo temporal, os voluntários têm sensações de fazer inveja a qualquer usuário de alucinógenos: olhos que se mexem e viram luzes roxas, visões de incêndios, demônios, des locamento do corpo e cenas da infância como se acontecessem no presente.

Ou seja: para a neurologia, ver espíritos é resultado de uma disfunção cerebral ainda não diagnosticada. Os sintomas são parecidos com os de doenças como epilepsia, esquizofrenia (que provoca alucinações auditivas e delírios de perseguição), tumores cerebrais (que podem causar alucinações) e transtorno de identidade dis sociativa, quando o doen te tem dupla identidade, ouve vozes e muda sua caligrafia. Mas a causa seria bem diferente da dessas doen ças e estaria relacionada a erros de sinapse do cérebro. “Se há áreas do cérebro capazes de fazer contatos por telepatia, a ciência simplesmente não tem como refutar ou comprovar”, diz a neurologista Kátia Lin. Talvez nem mesmo o cérebro abrigue todas as explicações. “Há uma tendência hoje de reduzir tudo a causas cerebrais”, diz o psicólogo Wellington Zan gari, do InterPsi. “Mas não dá para entender tudo sem um olhar antropológico, cultural e psicológico.”

Mais longe ainda está a explicação para fenômenos como previsões do futuro, o meio como os médiuns costumam saber da morte de parentes. Como alguém pode ser capaz de atravessar o tempo? Será só uma coincidência? Também há o problema dos relatos de luzes que acendem sozinhas à noite, gavetas, portas que aparecem inexplicavelmente abertas. Enquanto uma explicação definitiva não aparece, quem acredita ver espíritos prefere tentar levar a vida normalmente, como a advogada Margareth Pummer. “O assunto é tão sério que não faço propaganda. Evito conversar sobre isso e assim vou vivendo”, diz.

"Foi feliz o cara que fez O Sexto Sentido. Eu tinha experiências similares às do filme. Aos 27 anos, aconteceu um episódio horroroso. Estava em Ubatuba e tive uma visão: Gente ensangüentada, faltando um pedaço da cabeça, aquele branco cadavérico. me acostumei a acordar gritando, sentindo que alguém me cutucava. o ponto culminante foi Antes de eu casar. procurava apartamento na vila mascote, em são paulo, e nada dava certo. Uma noite veio aquele monte de visões insuportáveis no meu quarto e alguém falou: ‘Você não vai conseguir morar nesse bairro, porque ele foi uma fazenda, houve disputas em família e mataram gente ali’. fiquei assustado e decidi morar em outro lugar. Há 5 anos, uma prima distante teve um AVC. Uma noite, veio um ser e falou: ‘A Vera já foi. Em dois dias ela sai do físico’. Nunca tinha tido nada tão claro. Contei para minha mãe e Dois dias depois a mulher morreu. Chega a um ponto tão horroroso que, se alguém vai para o hospital, já sei se sai ou não. Aliás, hospital é um dos lugares a que não posso ir. Cemitério, de jeito nenhum – sempre que vou, volto acompanhado"

Maurício Casagrande, de 31 anos, administrador e engenheiro eletricista especializado na área de telecomunicações.Já psicografou duas vezes. Ateu.

"Aos 15 anos, comecei a acordar à noite e ver espíritos rodeando a minha cama. Eram figuras grotescas, machucadas, que faziam ameaças. Eu chorava muito. Por causa das crises, perdi o ano na escola e passei a tomar calmantes. Achavam que eu estava doida, mas eu tinha certeza do que via. Graças a um médico espíritA, não fui parar num hospital psiquiátrico. Comecei a entender que O QUE CHAMAMOS DE SOBRENATURAL não era incomum NEM ASSUSTADOR. Hoje, Reservo uma ou duas horas por semana para psicografar um livro. Vou ao computador, O ESPírito senta ao meu lado e começa a ditar."
Regina Braga, de 52 anos, secretária-executiva. Católica, começou a seguir o espiritismo aos 17 anos.
"Começou depois que voltei do Japão, em 2001. Um dia, a TV ligou de madrugada, Passando a nota de falecimento do Mário Covas. Por 3 meses, acordei naquela hora. depois, comecei a ver sombras embaixo da porta e roupas flutuando. pensei que tinha um problema psiquiátrico. Essa descrença é o pior: seus olhos presenciam algo e sua mente não quer aceitar. Outra vez, no trabalho, a tia de minha assistente ligou para saber se sua irmã, no hospital, passava bem. Eu atendi e ela me disse seu nome: Carmela. Quando contei para minha assistente, ela começou a chorar: sua tia carmela tinha morrido havia 4 anos. como foi que eu adivinhei o nome da tia dela?"


Emerson Ogata, 31 anos, "No início, eu tinha medo. durante os pesadelos, me esforçava para acordar e gritar. quando Meu marido acordava, tudo sumia. Um dia lembrei de uma prece. Saí do corpo e fui conversar com os espíritos. Virou um exercício comum. Às vezes, vem uns que querem me assustar, mostram a língua, xingam. Nesse momento, eu falo: ‘fora daqui’. Mas muitas vezes eles vêm para conversar. Já aconteceu de funcionários entrarem na minha sala quando eu respondia em voz alta. É como se fossem grandes amigos. Em 2005, meu filho mais velho foi seqüestrado. Ficou 53 dias em cativeiro e a melhor coisa que aconteceu foi ter contato com espíritos. A primeira coisa que ouvi foi ‘Tenha fé, seu filho vai voltar’.Todos os dias eu tinha esse estímulo. Depois do 35o dia, as pessoas me ligavam para dizer que ele estava morto. Nessas horas, eu ouvia: ‘Seu filho está vivo, fique calma’. as vozes estavam certas. Não tem dinheiro que pague esse apoio."
Margareth Pummer, 48 anos, advogada e gerente de departamento de qualidade e meio ambiente. Segue a doutrina espírita há 17 anos e hoje é médium.

É por causa de perguntas sem respostas satisfatórias que doutrinas como o espiritismo fazem adeptos. Por dia, passam pela sede da Federação Espírita de São Paulo cerca de 9 mil pessoas. O entra-e-sai não é só de quem vê assombração – aliás, essa é uma minoria. Muitos chegam lá à procura da cura para uma doença ou desejam se comunicar com mortos. Para o espiritismo, não há dúvida: espíritos existem e vivem em simbiose com pessoas de carne e osso, algumas vezes dando uma forcinha e em outras tocando o terror. Segundo a religião, existem vários mundos em diferentes estágios de evolução. Espíritos de luz, mais evoluídos, dificilmente são vistos vagando por aí – em geral, só os médiuns conseguem senti-los. Nós, pobres mortais, estamos mais sujeitos a topar com um brincalhão – daqueles que gostam de assustar, fazer caretas e atrapalhar o bom andamento da vida. “Podemos ver esses espíritos zombeteiros principalmente em situações de desequilíbrio. Se aceitarmos vibratoriamente a sua condição, e isso acontece quando não estamos desprendidos do egoísmo, do orgulho, das vaidades e do apego material, eles poderão nos acessar”, diz Silvia Cristina Puglia, presidente da Federação Espírita de São Paulo. O que vemos, explica ela, não é o espírito em si, mas seu perispírito – um meio-termo entre o corpo e a alma. “Temos mais condição de ver espíritos atrasados, que parecem carnais.” Para a doutrina, a comunicação só acontece por causa de uma troca do que Allan Kardec, o pai do espiritismo, chamou de “fluido”.




O protestante francês Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869), que mais tarde viria a adotar o nome “Allan Kardec”, teve o primeiro “contato espiritual” aos 50 anos. Na época, as festas francesas eram animadas pelos fenômenos das mesas girantes – as mesas giravam, pulavam e responderiam a perguntas dando pancadas no chão. Dessas e de outras observações, Rivail chegou à conclusão da existência de um plano espiritual e reuniu suas idéias em O Livro dos Espíritos (1857).

“Os espíritos revelaram a Kardec que a natureza material é uma coisa fluida, que tem o mesmo princípio da matéria densa, mas é mais sutil”, afirma o físico espírita Alexandre Fontes da Fonseca, da USP. “Há hipóteses tratando os fluidos como ondas eletromagnéticas.”

Os fluidos seriam a base da explicação para a materialização das assombrações e fenômenos como as portas que abrem sozinhas, os copos que mexem e os ruídos inexplicáveis.

Epilepsia: Da Antiguidade ao Segundo Milênio
Elza Yacubian, Lemos Editorial, 2000.
www.pesquisapsi.com
Site do grupo de pesquisa InterPsi, da PUC-SP.
www.hcnet.usp.br/ipq/revista
Revista de Psiquiatria Clínica.

(Fonte: super.abril.com.br)

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Fantasmas e assombrações existem ou são fenômenos psíquicos?

Em todo o mundo, pessoas de todas as classes sociais acreditam que os espíritos dos mortos podem retornar ao mundo dos vivos. As nações espanholas celebram Dia de Los Muertos cada para acolher as almas dos mortos de volta ao mundo para uma breve alegre e visita aos amigos e entes queridos. A existência de fantasmas nos castelos antigos de Portugal é comumente aceita por aqueles que vivem lá. Nos Estados Unidos, as pessoas ao longo da história têm contado histórias de encontros com figuras fantasmagóricas assustadoras, e até agora pelo menos uma centena de locais diferentes são considerados pelos moradores como 'mal-assombrados. "

Encontros:
Encontros com fantasmas variam em seus detalhes de caso para caso. Embora muitas pessoas relatam realmente verem uma aparição de corpo inteiro (uma figura fantasmagórica de forma obscura ou definitivamente humana), nem sempre é esse o caso. Mais comumente, as pessoas relatam acontecimentos estranhos em suas casas, tais como ouvir barulhos estranhos, ou ter sensações de terem sido tocadas ou agarradas por alguma entidade invisível. Alguns também registram ocorrências apenas em um local inusitado, como luzes que acendem e desligam em horários estranhos, portas e janelas que se abrem e se fecham, ou objetos em movimento sem nenhuma causa óbvia.

Teorias alternativas:
Nestes últimos poucos casos , as pessoas em causa tenham escolhido para explicar essas ocorrências com sua crença de que um fantasma está causando. No entanto, isso pode não ser o caso. Independentemente de fantasmas e espíritos realmente existem, não há nenhuma evidência para provar que eles são responsáveis por misteriosos objetos em movimento ou perturbações elétricas.

Fenômenos psíquicos:
Alguns acreditam que a mente humana é capaz de influenciar seu ambiente. Se este for o caso, então, muitos casos de inexplicáveis de objetos que se movem, portas e janelas, luzes, etc, que são comumente atribuídos a espíritos do outro mundo assombrando o local, os eventos podem ser causados pelos moradores que ali vivem. Aqueles que acreditam em fenômenos psíquicos alegam que algumas situações estressantes pode levar as pessoas a desencadearem reações telecinéticas nas coisas ao seu redor, mesmo sem perceber. Eles podem acreditar que tais reações sejam o trabalho de fantasmas, porque eles são inconscientes de suas próprias capacidades mentais.


Declarações "Científicas" 
Céticos tem hábito de dizer que as aparições de fantasma quase sempre têm uma explicação científica ou lógica. Muitas vezes, suas crenças são confirmadas. Alguns eventos comuns em casa, como objetos perdidos ou portas abertas, podem ter explicações perfeitamente banais, mas, se os habitantes são crentes no paranormal, eles podem ser mais propensos a equacionar esses eventos com a atividade fantasmagórica. Freqüentemente, os menores acontecimentos paranormais podem ser explicados por acontecimentos normais. Mudanças na pressão atmosférica ou da expansão e encolhimento das vigas de madeira em uma casa podem fazer portas bater ou tábuas fazer rangidos. Luzes de um carro que passava no exterior podem refletir através de uma janela aberta durante a noite e criar padrões de luz estranha que poderia ser interpretado como fantasmas. Existem muitas outras possibilidades, para que qualquer pessoa pense que pode haver fantasmas em sua casa deverá considerar todas as possíveis explicações antes de tirar conclusões precipitadas.

Efeito da "gaiola Medo"
Este termo foi cunhado pelo elenco do programada de televisão Ghost Hunters (Caça Fantasmas). Refere-se a possibilidade de experiências paranormais serem explicadas pela fiação elétrica defeituosa ou fontes similares de campos eletromagnéticos. Electricidade cria um campo eletromagnético por onde passa. Enquanto isso geralmente não é perceptível (a maioria dos dispositivos eletrônicos e fios tem isolamento suficiente), casas mais antigas podem ter problemas de isolamento térmico ou erosão na fiação elétrica em suas instalações. Isto é especialmente provável em caves, onde os fios expostos freqüentemente cruzam o teto e paredes, abrangendo toda a área em um campo eletromagnético.

Embora não haja risco óbvio  para a saúde a exposição ao eletromagnetismo, um forte campo eletromagnético pode afetar as funções do cérebro humano. Pessoas que ficam na presença do campo por muito tempo podem experimentar uma variedade de sintomas. A maioria só sente tontura ou náuseas e dominação por um sentimento de desconforto, mas algumas pessoas são mais sensíveis a essas áreas do que outras. Alguns tem sentimentos intensos com experiência de paranóia e alucinações visuais e até mesmo auditivas. Daí o termo a "gaiola de medo." A fiação elétrica cria uma gaiola física no qual as pessoas experimentam estes sintomas.

Também foi sugerido que os campos geomagnético (criada por exemplo, atividade lunar ou solar, ou a atividade tectônica da crosta terrestre) podem causar efeitos similares. Isso pode ajudar a explicar por que as pessoas mais frequentemente relatam experiências sobrenaturais durante a noite e durante a lua cheia.

hubpages.com

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Fantasmas: 10 lugares mais assombrados do mundo

Existem certos lugares assombrados onde os espíritos inquietos da noite se manifestam como vozes misteriosas e perfumes estranhos. Eles movem coisas, saem de sombras como aparições. Às vezes eles até mesmo atacam.

Estes são os lugares, através de anos de experiência e reputação enervante, são considerados os lugares mais assombrados do mundo.


1. A plantação de Murtas
St. Francisville, Louisiana




Criada em 1796 pelo general David Bradford, esta antiga casa senhorial em Myrtles Plantation é dito ser assombrado por vários fantasmas inquietos. Alguns pesquisadores dizem que dez assassinatos foram cometidos lá, mas outros, como Troy Taylor e David Wisehart, só foram capazes de confirmar um assassinato em Murtas. (Esses dois autores fornecem uma  muito boa históriada da casa em seu artigo, as lendas, folclore e Mentiras da plantação Murtas).

Mesmo que eles concordam, porém, que o lugar é seriamente assombrado e facilmente se qualifica como um dos "mais mal-assombrada." Estes são alguns dos fantasmas que assombram a casa, alegadamente:

Cleo - um ex-escravo que teria sido pendurado no local por matar duas meninas. (Os assassinatos e até mesmo a existência de Cleo não estão em confirmados.)

Os fantasmas dos dois filhos assassinados foram vistos brincando na varanda.

Drew William Winter - um advogado que viveu em Murtas entre 1860-1871. Ele foi baleado na varanda lateral da casa por um estranho. Com sangue de sua vida saindo de seu corpo, inverno cambaleando para dentro da casa e começou a subir as escadas até o segundo andar ... mas não o conseguiu. Ele caiu e morreu na etapa 17. É o seu último passo de morrer que ainda pode ser ouvida na escadaria para neste dia. (Assassinato de Inverno é o único que tem sido verificada.)

Os fantasmas de outros escravos supostamente ocasionalmente aparecem para perguntar se eles podem fazer quaisquer tarefas.

O piano de cauda tem sido frequentemente ouvid a tocar sozinho, repetindo um acorde de assombroso.

Agora, uma cama e pequeno-almoço, A Fazenda de Murta , abriu suas portas para os clientes que frequentemente relatam distúrbios durante a noite. Meu colega, Stacey Jones, fundador da Central de Caçadores de Fantasmas de  Nova York, relatou fatos sobre a sua permanência lá:

"Era um lugar espetacular para ficar, se você manter uma mente aberta. Levando em conta a visita guiada, eu vi o que parecia ser uma mulher corpulenta Afro-Americana vestindo um avental pé na porta, na varanda. Pensando que era um trabalhador vestido no período , eu dei uma espiada e não havia ninguém. Ficamos no quarto das crianças, e meu melhor amigo (que era um não acreditava na época) percebeu um pouco de fenômenos paranormais. Ele foi pressionada na cama e constantemente enfiavam a noite toda. Ele foi incapaz de se mover ou gritar por ajuda. Ela não acha que a estadia foi tão boa quando para mim. Eles permitem que você cace fantasmas sempre que quiser, mas você não pode buscar fantasma na casa principal sem escolta. Sugiro a criação de uma câmara de vídeo no seu quarto e levar um gravador."


2. A Torre de Londres
Londres, Inglaterra


A Torre de Londres, um dos mais famosos e bem conservados edifícios históricos em todo o mundo, também pode ser um dos mais mal-assombrados. Isto se deve, sem dúvida, às execuções, assassinatos e torturas que ocorreram dentro de seus muros, nos últimos 1.000 anos. Dezenas e dezenas de aparições de fantasmas foram relatados e em torno da Torre. Em um dia de inverno em 1957, em três horas, um guarda foi perturbado por algo colidiu com o topo de sua guarita. Quando ele saiu  para investigar, viu uma figura disforme branca no topo da torre. Foi então que percebi que naquela mesma data, 12 de fevereiro, Lady Jane Grey foi decapitada em 1554.

Talvez o mais conhecido fantasma residente da Torre é o espírito de Ana Bolena, uma das esposas de Henrique VIII, que também foi decapitada na Torre em 1536. Seu fantasma foi visto em muitas ocasiões, algumas vezes carregando a sua cabeça, na Torre Green e na Torre Chapel Royal.

Outros fantasmas da Torre incluem os de Henrique VI, Thomas Becket e Sir Walter Raleigh. Uma das histórias mais horríveis de fantasmas relacionados com a Torre de Londres, descreve a morte da condessa de Salisbury. De acordo com uma história , " a condessa foi condenada à morte em 1541 após o seu supoto envolvimento em atividades criminosas (embora agora acredita-se que ela fosse provavelmente inocente). Depois de ser enviado a lutar para o cadafalso, ela fugiu do bloco e foi perseguida e morta pelo homem do machado". Sua cerimônia de execução tem sido visto encenada pelos espíritos na Torre Verde.


3. Penitenciária Oriental do Estado
Filadélfia, Pensilvânia



A Penitenciária Oriental do Estado tornou-se um destino favorito para os caçadores de fantasma, bem como ao público em geral desde que foi aberta para passeios.

Criada em 1829, o imponente edifício gótico foi originalmente concebido para acomodar 250 presos em solitária. No auge da sua utilização, no entanto, quantos 1.700 presos foram amontoados em pilhas. Como muitos desses lugares de grande estresse emocional, miséria e morte, a prisão tornou-se assombrada.

Um dos seus prisioneiros mais famoso foi ninguém menos que Al Capone foi encarcerado lá em posse ilegal de armas em 1929. Durante a sua estada, diz-se que Al Capone era atormentado pelo fantasma de James Clark, um dos homens que Capone tinha assassinado no massacre do infame do Dia dos Namorados.

Outros relataram atividade assombrando inclui:

  • Uma figura de sombra, como que rapidamente se afastado quando é abordada.
  • Uma figura que fica na torre de guarda.
  • Um cacarejar mal alegadamente vem  do bloco de celas número 12.
  • No bloco de Celas 6, outra figura sombria tem sido visto descendo a parede.
  • Fantasmagóricas face  Misteriosa, diz-se que aparecerem no bloco de celas 4.

Infelizmente, nem todas celas células são abertas ao público, até mesmo sobre os passeios.

4. O Queen Mary
Long Beach, Califórnia


Este velho navio grande é muito mal-assombrada, de acordo com as muitas pessoas que trabalharam e visitou o ofício. Depois de um luxuoso transatlântico comemorado, quando terminou seus dias navegando o Queen Mary foi adquirido pela cidade de Long Beach, Califórnia em 1967 e transformado num hotel.
A área mais assombrada do navio é a casa das máquinas, onde um marinheiro de 17 anos foi esmagado até a morte na tentativa de escapar de um incêndio. Batendo e batendo nas tubulações em torno da porta foi ouvida e gravada por muitas pessoas. Em que é agora a área de recepção do hotel, visitantes têm visto o fantasma de uma "dama de branco".

Fantasmas de crianças são ditos para assombram piscina do navio. O espírito de uma jovem, que supostamente quebrou o pescoço em um acidente na piscina, foi ouvido pedindo para a mãe ou a sua boneca. No corredor dos vestiários da piscina é um setor de atividade inexplicável. Móveis se movimentam cerca por si só, as pessoas sentem o toque de mãos invisíveis e espíritos desconhecidos aparecem. Na frente do casco do navio, um espectro às vezes pode ser ouvido gritando - a voz aflita, alguns acreditam, de um marinheiro que foi morto quando o Queen Mary colidiu com um pequeno navio.

5. Sanatório de Waverly Hills
Louisville, Kentucky


O sanatório original de Waverly Hills, tem uma estrutura de madeira de dois andares, foi inaugurado em 1910, mas a maior estrutura de tijolos e concreto, uma vez que estão hoje foi concluído em 1926. O hospital foi sempre dedicado ao tratamento de pacientes com tuberculose, uma doença que era bastante comum no início do século 20.

Estima-se que mais de 63.000 pessoas morreram em um sanatório. Esses óbitos juntamente com os relatórios de maus-tratos graves de pacientes e experiências altamente questionáveis e procedimentos são os ingredientes para um local assombrado.

Investigadores de fantasmas que se aventuraram em Waverly relataram um grande número de fenômenos paranormais estranhos, incluindo vozes de origem desconhecida, pontos frios isolados e sombras inexplicáveis. Gritos foram ouvidos ecoando em seus corredores agora abandonado, e aparições fugazes foram encontradas.

6. A Casa Whaley
San Diego, Califórnia


Localizada em San Diego, Califórnia, a Casa Whaley ganhou o título de "a casa mais assombrada dos EUA" Criada em 1857 por Thomas Whaley na terra que foi parte de um cemitério, a casa já foi o locus de dezenas avistamentos de fantasmas .

Autor de Traci Regula relata sua experiência com a casa: "Ao longo dos anos, enquanto jantava do outro lado da rua no Old Town Mexican Café, me acostumei a reparar que as persianas das janelas do segundo andar [da Casa Whaley], às vezes, abriam enquanto jantávamos, muito tempo depois a casa foi fechada para o dia. Em uma visita recente, eu pude sentir a energia em vários pontos da casa, especialmente no tribunal, onde também sentiram o cheiro fraco de um cigarro, supostamente o cartão de apresentação de Whaley. No corredor, eu senti o perfume, inicialmente, atribuí isso ao jovem aluno que nos acompanhava, mais tarde cheirando em sua direção enquanto falava com ele sobre a casa ela revelou que não ter aquele  odor. "

Alguns dos outros encontros fantasmagóricos incluem:

O espírito de um jovem que acidentalmente foi enforcado na propriedade.
O fantasma do Yankee Jim Robinson, um ladrão que apanhou até a morte e que pode ser ouvido na escada da casa onde ele morreu, e por vezes tem sido visto durante as turnês na velha casa.
A filha ruiva da década de Whaley às vezes aparece de forma tão realista, ela é às vezes confundido com uma criança viva.

O famoso paranormal Sybil Leek alegou ter detectado vários espíritos lá, e renomado caçador de fantasmas Hanz Holzer considerado o Whaley a ser uma das estruturas mais confiável assombrada nos Estados Unidos.

7. Raynham Hall
Norfolk, Inglaterra


Raynham Hall em Norfolk, Inglaterra, é o mais famoso pelo o fantasma de "A Senhora Brown", que foi capturado em filme em 1936, no que é considerado uma das figuras mais autênticas de fantasma já feitas.
O local  inexplicável descreve um dos primeiros encontros com o espírito. "O primeiro avistamento aconteceu na época do Natal 1835. Coronel Loftus, que passou a ser visitado durante as férias, estava caminhando para seu quarto, tarde da noite quando viu um estranho figura à sua frente. Como ele tentou vericar mais de perto, a figura desapareceu prontamente. Na semana seguinte, a mulher apareceu novamente para o coronel. Ele a descreveu como uma mulher nobre, que usava um vestido de cetim marrom. Seu rosto demonstrava fulgor, que destacou sua órbitas vazias (sem olhos). "

8. A Casa Branca
Washington, DC


Isso mesmo, 1600 Pennsylvania Avenue, em Washington, DC, não só é a casa do atual presidente dos Estados Unidos, também é casa de vários ex-presidentes que às vezes decidem fazer suas presenças conhecidas por lá, apesar do fato de que eles estejam mortos.

Presidente Harrison é dito por ser ouvido remexendo no sótão da Casa Branca, à procura de quem sabe o quê. O presidente Andrew Jackson é  assombra seu quarto Casa Branca. E o fantasma da primeira-dama Abigail Adams foi visto flutuando por um dos corredores da Casa Branca, como se estivesse carregando alguma coisa.

O fantasma mais freqüentemente avistados presidenciais tem sido o de Abraham Lincoln. Eleanor Roosevelt uma vez declarou que acreditava sentir a presença de Lincoln a observá-la enquanto trabalhava no quarto de Lincoln. Também durante a administração de Roosevelt, um atendente alegou ter realmente visto o fantasma de Lincoln sentado em uma cama retirando as suas botas. Em outra ocasião, quando passava uma noite na Casa Branca durante a presidência de Roosevelt, a rainha Guilhermina dos Países Baixos foi despertada por uma batida na porta do quarto. Ela foi confrontado com o fantasma de Abraham Lincoln olhando para ela no corredor. A mulher de Calvin Coolidge relatou ter visto em várias ocasiões o fantasma de Lincoln em pé com as mãos atrás das costas, em uma janela do Salão Oval, olhando em profunda contemplação para os campos de batalha sangrenta entre o Potomac.

9. Asilo Rolling Hills
E. Betânia, em Nova York


Localizado entre o Buffalo e Rochester, Rolling Hills Asylum's + pés quadrados de tijolos de construção 53.000 enorme senta-se em uma colina na aldeia de Betânia, E., NY e tem sido um destino popular para os caçadores de fantasma por muitos anos. Inaugurado no dia 01 de janeiro de 1827 e originalmente chamado O condado de Genesee Poor Farm, ele foi criado por condado de Genesee para abrigar aqueles elegíveis para apoio, incluindo mendigos, bêbados habituais, lunáticos, coxos ou deficientes, órfãos cegos, viúvas, vagabundos, e mesmo um assassino ou dois. Na década de 1950 tornou-se a Old County Casa e enfermaria, e, em seguida, na década de 1990 foi transformada em um conjunto de lojas de antiguidades e, posteriormente, um shopping center. Quando os proprietários do imóvel, os vendedores e os clientes começaram a perceber estranhos acontecimentos, um grupo de paranormais foi chamado para investigar e 'a assustadora reputação Rolling Hills nasceu. Os relatórios incluem vozes desencarnadas, portas fechadas misteriosamente, gritos na noite, sombra de pessoas e muito mais.

Rolling Hills Case Manager, Suzie Yencer refere uma experiência arrepiante:.. "Foi setembro 2007 Enquanto trabalhava numa caçada público, tivemos um cavalheiro com a gente que estava filmando um documentário sobre o edifício Ele queria tentar uma experiência em uma das salas . A sala que ele escolheu foi no porão, popularmente conhecido como "O quarto do Natal. O experimento ele queria tentar era sentar na sala, sem luzes ou equipamentos. A única luz que usaria era um brilho stick rosa no meio de um círculo de pessoas. Também colocamos uma pequena bola e um cavalo de balanço do tamanho da criança no círculo. O cavalheiro conduziur a experiência requerida que só eu falar e tentar fazer contato com os espíritos. Quanto mais eu falava, as ocorrências mais estranhas começaram a acontecer. O brilho da vara começou a se mover para trás e para frente, e o cavalo começou a balançar lentamente. Alguns dos convidados na sala, incluindo eu mesmo vi uma mão e braço saindo do nada e chegar a bola no círculo e depois desapareceu ...."

O site da Rolling Hills fornece mais detalhes e informações sobre os caças fantasmas e outros eventos.

10. O Hotel Stanley
Estes Park, Colorado



Breve histórico: Concluído em 1909 por Freelan Oscar Stanley (inventor do automóvel Stanley Steamer), este quarto de hóspedes do hotel-138 nas Montanhas Rochosas do Colorado é provavelmente mais conhecida como a inspiração para King's livro de Stephen "O Iluminado", que ele escreveu depois de permanecer no The Stanley, na sala 217. King não escreveu o romance lá, nem foi o filme de Stanley Kubrick 1980 filmado lá, mas a versão do filme de TV de "O Iluminado" foi usado como o local. Hoje, o elegante hotel é um resort popular e um destino para os caçadores de fantasma, um fantasma tour é oferecido até mesmo para os visitantes.

Fantasmas: Vários aparições e outros fenômenos foram relatados por todo o hotel:

Os fantasmas do Freelan Stanley e sua mulher Flora foram vistos vestidos em trajes formais sobre a escadaria principal e em outras áreas públicas, como o lobby e sala de bilhar.

Stanley também foi visto nos escritórios da administração, talvez para manter um olho nos livros do hotel. O jogo de Flora piano, ocasionalmente, ecos no salão.

Vozes desencarnadas e passos de fantasmas foram ouvidos nos corredores e nos quartos.
Funcionários e visitantes têm relatado mãos invisíveis arrancando a sua roupa.
Mais de um convidado disse que eles acordaram para encontrar seus cobertores tiradas de suas camas e dobradas.

O Conde de Dunraven, que possuía a terra antes da Stanleys, é dito que  assombra a sala 407, onde o aroma do seu cachimbo de cerejeira ainda pode ser cheirado. Um rosto fantasmagórico também tem sido relatado olhando para fora da janela do quarto quando ele não está ocupado.

Quarto 217, onde Stephen King ficou, foi o local de um trágico acidente em 1911: governanta Elizabeth Wilson quase foi morto por uma explosão de vazamento de gás. Desde sua morte, em 1950, a atividade estranha, inexplicável ocorrem na sala, incluindo portas abrindo e fechando, e as luzes ligam e desligam por si mesmas.

Quarto 418 é o quarto mais assombrado, de acordo com funcionários do hotel, aparentemente pelos fantasmas das crianças. Os hóspedes que ficam lá dizem que as crianças fantasmas podem ser ouvidas tocando nos corredores à noite. Um casal reclamou que as crianças barulhentas mantinham acordado a noite toda, embora não havia nenhuma criança física no hotel no momento. Impressões de corpos foram encontrados na cama quando o quarto foi desocupado.

O fantasma de uma criança pequena que grita a sua babá foi flagrada em diversas ocasiões, no segundo andar - inclusive por Stephen King.

Fonte: http://paranormal.about.com/

quarta-feira, 29 de setembro de 2010

Evocação de espíritos através de compasso vira febre entre adolescentes nas escolas e Internet

Adolescentes mostram em redes de relacionamento on-line suas experiências com a "brincadeira do compasso" ou "brincadeira do copo", onde, de acordo com os crédulos, os espíritos rodariam o instrumento para responder perguntas através de letras desenhadas sob uma superfície. Em vários blogs, fóruns, Orkut e MSN, eles estão tirando suas dúvidas, compartilhando experiências, chegando até a postar vídeos - dois deles com mais de 1 milhão de exibições.

Em matéria publicada no jornal "O Dia", em uma escola particular de Nova Iguaçu, vários jovens entraram em uma espécie de transe ao participar da brincadeira. Em uma folha com todas as letras do alfabeto, as palavras "sim" e "não", números de 1 a 12. Só se pode parar o jogo com a permissão da entidade, assim, o jogo pode perdurar por muitas horas.

A brincadeira do compasso, variante do copo, em que um grupo de adolescentes se reúne, geralmente nos intervalos entre as aulas, para obter respostas ‘do além’, vem motivando vídeos, fóruns de discussão no Orkut, blogs e MSN. Uma comunidade do Orkut — ‘Eu já joguei jogo do compasso’ — tem 1.356 membros. No Youtube, apenas dois vídeos já fizeram mais de 1 milhão de exibições.





Teresa Negreiros, professora de Psicologia Clínica da PUC-Rio, chama a atenção de que essas emoções podem confundir a mente dos adolescentes, tendo em vista que esta é uma fase difícil para todos eles. Esse tipo de brincadeira pode desenvolver distúrbios psíquicos.

A estudante Gisele, 19 anos, participou do jogo durante dois anos.
“Jogava todos os dias, na escola e em casa. Não conseguia parar. É um vício”, conta ela, que deixou de brincar depois que passou a ter alucinações. “Via vultos, escutava passos. Na escola, o compasso se mexia entre o A e o H como se estivesse rindo e as luzes das salas se apagavam. Fiquei muito perturbada”, diz.

Para a mestre em Psicologia Luiza Elena do Valle, a família não deve proibir o jogo, mas, sim, alertar sobre os riscos que a brincadeira implica.

Assista ao vídeo: