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terça-feira, 5 de março de 2013

Nova técnica estimula o cérebro e trata depressão mais rápido


Nova técnica estimula o cérebro e trata depressão mais rápido
A estimulação magnética está sendo testada no Hospital das Clínicas de São Paulo

Uma nova técnica testada no Hospital das Clínicas (HC) de São Paulo promete abreviar o tratamento da depressão. É a estimulação magnética transcraniana profunda que, ao contrário do que o nome pode sugerir, nada tem a ver com as antigas técnicas que usavam choque elétrico no paciente.
Neste novo tratamento, testado pelo Instituto de Psiquiatria do HC, os médicos usam ondas eletromagnéticas para estimular determinadas partes do cérebro. São dois segundos e meio de estímulo para pouco mais de 27 segundos de intervalo. No total, são 15 minutos de sessão.

Com o tratamento, uma paciente conseguiu diminuir de nove para dois a dose diária de remédios que tomava e já viu desaparecer alguns sintomas. E o tratamento dela está só no início. “Achei que melhorou a ansiedade, a insônia. Com as medicações eu tinha muita sudorese, tremor, taquicardia. Isso passou”, contou.

Como funciona

O equipamento cria um campo magnético que penetra no cérebro, sem corte, sem dor. A estimulação eletromagnética transcraniana já é reconhecida pelo Conselho Federal de Medicina e alguns planos de saúde cobrem esse procedimento. No HC, 9 mil pacientes já foram tratados ao longo de 14 anos.

“Essa região do cérebro no deprimido estava funcionando menos, ou seja, estava hipoativa. A tendência é de regular essas regiões com tratamento, o que trará uma sequência de efeitos dentro do cérebro”, afirma Marco Marcolin, coordenador do serviço.

Depressão bipolar

Agora o Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo começou um estudo inédito no Brasil para o tratamento da depressão bipolar. A máquina tem o mesmo princípio da outra, a diferença é que ela consegue atingir regiões mais profundas do cérebro.

A mesma pesquisa está sendo realizada em outros quatro centros no mundo. O aparelho produz estímulos a oito centímetros de profundidade - na técnica tradicional são três.

A expectativa é que o equipamento reduza o tempo de tratamento e o uso de medicamentos, com seus respectivos efeitos colaterais. “Poucos anos atrás, era necessário uma neurocirurgia, fazer um furo, colocar um eletrodo dentro da cabeça da pessoa para fazer esse tipo de coisa. Hoje você consegue, de forma indolor, sem anestesia, sem coisa nenhuma, regular esses circuitos”, afirma Marcolin.

É a esperança da paciente que acabou de passar pela terceira sessão. “Há muito tempo eu não tinha vontade de passar batom, de maquiar, de sair de casa. Hoje já tenho uma esperança. Ter um pouco mais de bom humor, coisa que eu não tinha antes”, comemora uma paciente.

Pacientes de 18 a 65 anos, com disponibilidade de ir a São Paulo, ainda podem se inscrever na pesquisa, pelo e-mail pesquisadepressaobipolar@gmail.com (Bom Dia Brasil)

* Os entrevistados não quiseram se identificar

Fonte: A Gazeta

quinta-feira, 1 de novembro de 2012

Alexander Stepanov, o rapaz russo que leiloou virgindade está deprimido porque quem deu o maior lance foi um homem

Russo que leiloou virgindade está deprimido com resultado

O russo Alexander Stepanov, que, assim como a jovem brasileira Catarina, vendeu sua virgindade em um leilão online, estaria deprimido porque a maior oferta atingiu apenas U$S 3 mil (R$ 6 mil) e sua primeira relação será com um homem. O autor do lance mais alto é um paulista de 35 anos.

O sonho de Alex, como é conhecido, era que a primeira vez fosse com uma garota também virgem. "Cheguei a pensar que pudesse ser a Catarina, mas logo percebi que não seria assim", declarou o jovem, que chegou a estudar espanhol para poder conversar com a brasileira, até descobrir que o idioma falado no País é o português.

Com 23 anos, Alex garante que não é homossexual, mas as regras do leilão não especificavam que o parceiro deveria ser do sexo oposto. O contrato também não esclarece de que forma o ato sexual aconteceria, se o jovem russo seria o participante ativo ou passivo da relação. A situação está provocando desentendimentos entre o virgem e a equipe de produção do documentário.
E agora, Alexander? Vai encarar? 

A virgindade de Alexander Stepanov foi arrematada por um paulista de 35 anos
"Não posso confiar nele", disse Alex, criticando o diretor Justin Sisely, que ainda cogita transferir a vitória para o segundo maior lance (US$ 2,6 mil), oferecido por uma australiana que se identificou como Kasandra Darlinghurst.

O jovem está recebendo tratamento psicológico desde que foi o escolhido para participar do filme, produzido pela Thomas William Productions, há dois anos. Diagnosticado com depressão clínica, Alex sofria bullying na escola. Aos 16 anos, largou o colégio para cuidar da mãe doente. "Ninguém queria ser meu amigo ou namorada. Tive medo minha vida toda. Estou neste documentário para mostrar para as pessoas as dificuldades das relações humanas", disse ele, que está em Sydney, e concedeu entrevista ao Terra por telefone.

Agora, diante do resultado do leilão, ainda é possível que o russo desista do projeto. "Ele está chateado porque recebeu apenas uma pequena fração do preço pago pela virgindade da Catarina, mas era algo que nós esperávamos. Nunca tivemos expectativa de que ele fosse ganhar nem perto do valor que ela vai receber", explicou o diretor do documentário, que ainda fez uma análise do resultado. "É interessante comparar, do ponto de vista sociológico, o que a virgindade vale para uma mulher e o que vale para um homem".

O diretor está recebendo centenas de mensagens de jovens se oferecendo para participar de um futuro leilão. "Eles perguntam quando vai ser a próxima fase, porque também querem se candidatar." Se encontrar alguma emissora interessada no projeto, Sisely admite fazer uma série de episódios sobre o mesmo tema para a televisão.

Liz Lacerda

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Depressão: mais de 350 milhões de pessoas sofrem no mundo, diz OMS

Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, diz OMS

Mais de 350 milhões de pessoas sofrem de depressão no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). A organização alertou na terça-feira (9), véspera do Dia Mundial da Saúde Mental, para a necessidade de combater o estigma em torno da doença e incentivar que os governos implementem tratamentos para combater o transtorno. Pelos dados da OMS, pelo menos 5% das pessoas que vivem em comunidade sofrem de depressão.

"Temos alguns tratamentos muito eficazes para combater a depressão. Infelizmente só metade das pessoas com depressão recebe os cuidados de que necessitam. De fato, em muitos países, o número é inferior a 10%", disse o diretor do Departamento de Saúde Mental e Abuso de Substâncias, Shekhar Saxena. "É por isso que a OMS está trabalhando com os países na luta contra a estigmatização como ato essencial para aumentar o acesso ao tratamento."

A OMS define depressão como um transtorno mental comum, caracterizado por tristeza, perda de interesse, ausência de prazer, oscilações entre sentimentos de culpa e baixa autoestima, além de distúrbios do sono ou do apetite. Também há a sensação de cansaço e falta de concentração.


A depressão pode ser de longa duração ou recorrente. Na sua forma mais grave, pode levar ao suicídio. Casos de depressão leve podem ser tratados sem medicamentos, mas, na forma moderada ou grave, as pessoas precisam de medicação e tratamentos profissionais. A depressão é um distúrbio que pode ser diagnosticado e tratado por não especialistas, segundo a OMS. Mas o atendimento especializado é considerado fundamental. Quanto mais cedo começa o tratamento, melhores são os resultados.

Vários fatores podem levar à depressão, como questões sociais, psicológicas e biológicas. Estudos mostram, por exemplo, que uma em cada cinco mulheres que dão à luz acaba sofrendo de depressão pós-parto. Especialistas recomendam que amigos e parentes da pessoas que sofrem de depressão participem do tratamento.

Em 1992, a Federação Mundial para Saúde Mental lançou o Dia Mundial de Saúde Mental na tentativa de aumentar a conscientização sobre as questões na área e estimular a discussão sobre os transtornos mentais e a necessidade de ampliar os investimentos na prevenção, na promoção e no tratamento. Mais informações podem ser obtidas no site da OMS.

Fonte: Agência Brasil

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

Países ricos lideram em casos de depressão

Países ricos lideram em casos de depressão
Estudo mostra que países ricos tendem a ter maiores níveis de desigualdade social



Alta renda não significa ausência de estresse

Países ricos, incluindo os EUA, tendem a ter mais casos de depressão em relação às nações em desenvolvimento, como México, segundo novo estudo da World Health Organization. 

A proporção de pessoas que tiveram um episódio de depressão durante a vida é de 15% nos países de alta renda e de 11% nas nações de baixa renda. A França, com 21% de casos; e os EUA, com 19%, tiveram índices mais altos de pessoas depressivas. Enquanto a China, com 6,5%; e o México, com 8%, o menor. 

Os pesquisadores entrevistaram cerca de 90 mil pessoas de 18 países, dos cinco continentes, e avaliaram as histórias de depressão usando uma lista com nove critérios, de idade a rendimento médio da casa. 

De acordo com a psiquiatra autora do estudo, Evelyn Bromet, o fato de terem alta renda não significa que não existe um monte de estresse no desenvolvimento. Além disso, Evelyn afirma que os países ricos tendem a ter maiores níveis de desigualdade social. [A Gazeta ]


Mapa da depressão: Brasil é o país com mais casos no mundo

Proporcionalmente, País é o que apresentou mais doentes no último ano, de acordo com estudo da Organização Mundial de Saúde

A depressão é uma das doenças que mais incapacitam pessoas ao redor do mundo. De acordo com um estudo divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), o Brasil é o país com a maior prevalência da doença no último ano, com 10,8% da população apresentando o distúrbio mental. O Japão está no final do ranking, com apenas 2,2% de pessoas doentes nos últimos 12 meses.

Os resultados mostraram que a depressão atinge uma porção maior da população dos países mais ricos, 14,6% das pessoas já apresentaram a doença. Enquanto 11,1% dos moradores dos lugares mais pobres têm ou já tiveram depressão alguma vez na vida.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que a doença afete 121 milhões de pessoas. Para entender melhor a prevalência da doenças e as condições da população que ela atinge, a Organização fez uma junção de estudos realizados em 18 países para montar um panorama global do problema.

A OMS usou a mesma metodologia para avaliar as 18 nações pesquisadas, que foram divididas de acordo com sua economia. Os de alta renda estudados são Bélgica, França, Alemanha, Israel, Itália, Japão, Holanda, Nova Zelândia, Espanha e Estados Unidos. Os de baixa e média são Colômbia, Índia, China, Líbano, México, África do Sul, Ucrânia e Brasil – com dados apenas da cidade de São Paulo.


Nos países mais ricos, os jovens apresentam mais chances de desenvolver a doença, já entre os de média e baixa renda, o risco aumenta com a idade. Nas nações de alta renda, o principal motivo que desencadeia o problema é a separação do parceiro. Entre os mais pobres, os motivos são divórcio ou viuvez. Independentemente da faixa de renda, as mulheres são as que mais sofrem com o mal: elas têm duas vezes mais chance de desenvolver a doença do que os homens, de acordo com a pesquisa.

O estudo foi publicado na terça-feira, 27 de julho, no BMC Medicine

 Galileu 

sábado, 7 de julho de 2012

Humor pode variar de acordo com a alimentação

"O que nós comemos pode ter um efeito profundo sobre nossa saúde mental a longo prazo" ... Michelle Pontes

Comer pode ser um bom caminho para a felicidade caminho até lá pode ser o melhor, diz Drew Ramsey, MD, professor assistente clínico de psiquiatria na Universidade de Columbia University Medical Center. 

Drew Ramsey, MD, professor assistente clínico de psiquiatria na Universidade de Columbia University Medical Center em seu novo livro A Dieta Felicidade , (com Tyler Graham) analisa como a dieta moderna norte-americana não é propício para a saúde mental e para a felicidade, e muitos estudos recentes apontam a dieta como aliada no combate a depressão.

"As escolhas alimentares ditam muito sobre a saúde do cérebro", diz Ramsey, que é uma boa notícia, porque podemos fazer escolhas mais inteligentes, como cenouras ao invés de mais de Cheetos.

E o velho ditado sobre "comer o arco-íris" -acho que a couve-flor roxa e feijão vermelho também estimulam o funcionamento de células em seu nível geral de alegria.

Aqui estão 10 felicidade indutoras de alimentos que o Dr. Ramsey diz tornar reais McLanche Feliz. Lisa Elaine Detidos

Alimentos felizes
Para entender como os alimentos podem te fazer feliz, é importante entender como o cérebro regula o humor. O cérebro usa neurotransmissores como sinais de comunicação para se comunicar com o resto do seu corpo e para emitir seus comandos. "Beat, coração!" o cérebro diz quando se envia para octopamina receptores localizados nas fibras nervosas que compõem o tecido do músculo cardíaco [fonte: Johnson, et ai ].
O mesmo vale para manter o nosso humor estável. Dois tipos de neurotransmissores são responsáveis ​​pelo nosso humor:. Excitatórios e inibitórios neurotransmissores excitatórios como norepinefrina estimular nossos corpos e mentes. Ficamos desgastados depois de ser empolgado por muito tempo, porém, e por isso este tipo de neurotransmissor pode realmente levar à infelicidade. Neurotransmissores inibitórios como a serotonina exerce uma influência calmante sobre nossas mentes, em parte, mediante a neutralização dos efeitos de neurotransmissores excitatórios. Em última análise, os melhores modos são encontrados quando existe um equilíbrio entre estes dois tipos.

Estes produtos químicos que afetam o humor não são feitos fora do ar, no entanto. Eles são criados por compostos encontrados na comida, e alguns alimentos são melhores para ajudar a produção de neurotransmissores que outros. Vamos chamar esses alimentos felizes.

Normalmente, a serotonina é o neurotransmissor mais ligada à felicidade, pois você precisará dela para regular o sono e dor. É também uma potência para contrariar neurotransmissores excitatórios [fonte: Neurogistics ].

Os alimentos que a produção de serotonina ajuda incluem peru, espinafre e banana. Espinafre contém elevadas concentrações de folato, uma vitamina B-utilizada no processo de criação de serotonina. Bananas e lotes de embalagem do peru de triptofano, um aminoácido que é convertido em serotonina no cérebro. Triptofano consegue ir diretamente para o cérebro através do cruzamento da barreira protetora celular entre na corrente sanguínea e no cérebro. Isso faz com que o triptofano uma raridade, uma vez que a serotonina não pode atravessar essa barreira sangue-cérebro [fonte: Hyde e Gengenbach ].

Outra importante neurotransmissor que ajuda a regular e estabilizar o humor é ácido gama-aminobutírico (GABA), comumente referido como "Valium da natureza" por causa de seus efeitos tranqüilizantes no organismo. GABA é produzido durante o ciclo de Krebs, um processo fisiológico, através da qual os nutrientes são convertidas em energia para uso celular. Alimentos não contêm GABA, mas alguns contêm o neurotransmissor do bloco de construção, um aminoácido chamado L-glutamina. Sementes de carne bovina, suína e de gergelim e girassol têm altas concentrações de glutamina [fonte: neurogênese ]. Desde l-glutamina também pode transcender a barreira sangue-cérebro e ajuda na produção de GABA durante o ciclo de Krebs, esses alimentos podem ter um impacto indireto, mas útil na sua felicidade.

Enquanto alguns alimentos têm sido provada conter compostos que impactam o humor impacto, outros fazem-nos sentir bem apenas por comê-los.



Alimentos de Conforto 
Há uma grande diferença entre os alimentos que contêm compostos que podem afetar fisicamente a química do cérebro e os alimentos que só nos fazem sentir bem. Os alimentos do segundo grupo são chamados de alimentos de conforto. Embora os alimentos que produzem felicidade física afetam nossa fisiologia, comidas de conforto proporcionam felicidade a nível psicológico. Quando você está deprimido, entretanto, você provavelmente não vai se importar com a distinção, desde que você se sentir melhor.

Os estudos psicológicos apareceram evidências de que os alimentos de conforto que desejamos são realmente artefatos de nossos passados ​​[fonte: Galisson ]. Todos nós temos lembranças de tempos mais felizes, e comendo os alimentos que nos fazem lembrar daqueles tempos, que simbolicamente consumir que a felicidade passado. Conforto alimentos também podem ser ligados a pessoas específicas em nossas vidas: Comer um alimento específico que um ente querido favorecido pode produzir pensamentos felizes por desencadear lembranças ou associações de que a pessoa [fonte: Wansink ]. Isso faz com que alimentos de conforto bastante únicos para cada indivíduo. Se as suas festas de aniversário infantis representou o auge da felicidade para você, você provavelmente anseiam bolo de aniversário ou alguma variação da sobremesa, quando você é azul.

Embora os alimentos de conforto (ou os eventos ligados a eles) variam de pessoa para pessoa, os alimentos que nós associamos com as emoções reconfortantes ou felizes variam por sexo. Em 2005 a Cornell University fez um levantamento com 277 homens e mulheres e descobriu que as mulheres tendem a buscar conforto em alimentos doces e açucarados, como sorvetes, enquanto os homens preferem alimentos de conforto salgados como bife e sopa [fonte: Smith ]. O estudo também descobriu que os homens tendem a usar alimentos de conforto como uma recompensa, enquanto as mulheres muitas vezes se sentem culpados depois de ceder.

Comer por Conforto como uma resposta ao estresse - estresse, especialmente crônico - é considerado um comportamento doentio semelhante ao cigarro. Por quê? Como os alimentos de conforto são frequentemente baixos em nutrição. Um estudo de 2007 descobriu que, quando oferecidos uvas e pipoca com manteiga salgado para comer enquanto se assistia a um filme triste, os participantes comeram pipoca muito mais [fonte: Lang ].

Leia a próxima página para aprender sobre como alguns alimentos podem ajudá-lo a lutar contra a depressão, e como comer menos também pode fazer você feliz.




Alimentos e as Emoções
A ciência da felicidade tornou-se evidências de que a comida pode fazer você feliz. No entanto, a falta de determinados alimentos - ou pelo menos alguns de seus ingredientes essenciais - pode realmente fazer você triste. Um ácido gordo chamado ácido docosahexaenóico (DHA) é a gordura mais abundante encontrada no cérebro. Isso é bom, já que é um elemento essencial para a estrutura do cérebro. Também é fácil de obter; duas principais fontes de DHA são peixes e mariscos. Um estudo realizado pelo National Institutes of Health (NIH) descobriu uma ligação entre a deficiência de DHA e um aumento na prevalência de depressão nos Estados Unidos.

Embora nenhum nexo de causalidade directo foi descoberto, outros estudos apoiam o link correlato ao NIH encontrado. Um estudo transformou-se o fato de que os países norte-americanos e europeus que não comem muito peixe têm 10 vezes a prevalência de depressão em suas populações do que o de Taiwan, onde o peixe é um item da dieta popular [fonte: The Franklin Institute ]. Embora este não prove o nexo de causalidade, é uma razão muito boa para comer mais peixe e outros alimentos que contenham DHA.

Estranhamente, enquanto alguns alimentos têm sido mostrados para melhorar o humor no cérebro humano, restringir a ingestão de alimentos pode ter um efeito ainda mais pronunciado sobre a felicidade. Um hormônio chamado grelina produzido no estômago diz ao cérebro que é hora de comer. Quando a grelina é produzida, você sente fome. Depois de ingerir alimentos, a produção de grelina pára e seu cérebro deixa de receber sinais de fome.

Quando você não come, no entanto, a produção de grelina continua. Embora a grelina aumentada irá prolongar a sua fome, os pesquisadores descobriram que o hormônio também age como um antidepressivo natural. Um estudo de 2008 da Universidade do Texas descobriu que os roedores injetados com grelina apresentaram sintomas de diminuição do estresse e da ansiedade [fonte: Lutter, et al ]. Curiosamente, os roedores que foram colocados numa dieta de restrição calórica (40 por cento da ingestão calórica normal) mostraram os mesmos resultados.

Se é psicológica ou fisiológica, é claro que os alimentos têm um efeito poderoso sobre os nossos humores. Parece que comer apenas alimentos embalados em nutrientes que afetam a química cerebral pode ser a melhor maneira de alcançar a felicidade, mas a indulgência ocasional deve fazê-lo tão feliz. Talvez um equilíbrio saudável de alimentos nutritivos e de alimentos de conforto pode ajudar a manter o equilíbrio no melhor de uma pessoa de humor de todos.



Estudos apontam que humor pode variar de acordo com a alimentação
Os alimentos têm papel decisivo no funcionamento dos neurônios. E podem até ajudar na prevenção das doenças psiquiátricas, como a depressão.

Felicidade. Existe receita? Os mais recentes estudos dizem que o humor de uma pessoa pode variar de acordo com aquilo que ela põe no prato. Os alimentos têm papel decisivo no funcionamento dos neurônios. E podem até ajudar na prevenção das doenças psiquiátricas, como a depressão. Para colocar felicidade no cardápio, basta saber quais são os ingredientes que podem mudar a cara do seu dia.

Comer até ficar triste. Se a base da alimentação tem calorias demais e nutrientes de menos. Essa tristeza pode ganhar outro significado.

Uma pesquisa da Universidade de Las Palmas na Espanha com 21 mil voluntários associa o consumo exagerado de alimentos ricos em gorduras trans e saturadas com a depressão.
Aumenta em 30% a 40% o risco diz um dos responsáveis pelo estudo, o professor Miguel Gonzales da Universidade de Navarra.

Quem apresenta quadro de depressão, tem maior tendência de ser hipertenso, ter diabetes, pré-diabetes ou colesterol alto.

O professor explica que a depressão e as doenças cardiovasculares compartilham os mesmos mecanismos.

Pessoas com depressão apresentam alterações no sistema cardiovascular e uma inflamação generalizada. Os neurônios diminuem de tamanho e a comunicação entre eles fica comprometida. Faltam substâncias que protejam o cérebro. Muitas encontradas nos alimentos.

“Pessoas que estão comendo muito esses tipos de gorduras, talvez estejam mais vulneráveis a depressão. São pessoas que não se cuidam, são pessoas que comem as junkie foods, as comidas porcarias”, afirmou o psiquiatra Kalil Duailibi.

“Eu consumia muita fritura, muita massa, muito carboidrato, eu cheguei a engordar 15 quilos”, contou a dona de casa Denise Sallum.

O peso emocional, Denise não conseguiu suportar. Há cinco anos ela teve depressão e síndrome do pânico depois de passar pela fase mais terrível da vida.

“A perda de entes queridos, a separação dos meus pais, e culminou com três assaltos que nós sofremos em São Paulo. Eram choros constantes, era um mal estar constante, um sono muito forte, uma vontade de ficar deitada o tempo inteiro, de não fazer nada. Era uma sensação muito ruim”, lembrou Denise.

O início do tratamento foi a base de remédios. Mas a manutenção é com a mudança na alimentação orientada por um nutricionista.

“As torradas, os pães, não eram integrais passaram a ser integrais. Os biscoitos recheados foram substituídos por cookies saudáveis com castanhas, introduzimos a kinua em flocos, a linhaça, o gergelim”, contou Denise.

Os estudos comprovam: a receita para prevenir a depressão passa por alimentos que tenham triptofano. Essa substância aumenta a produção dos neurotransmissores, responsáveis em levar impulsos nervosos ao cérebro. Entre eles está a "serotonina", o elixir do bom humor.

“Esses alimentos como a banana, o abacate , o grão de bico e a lentilha, eles são extremamente importantes em dois níveis, um no estímulo direto de serotonina e no estimulo também dos fatores protetores dos neurônios. Com esses alimentos você consegue uma boa ação protetora contra a depressão”, afirmou Kalil.

Como é rico em gordura, a recomendação é de apenas um quarto de abacate por dia. Já a banana deve ser prata ou nanica. A lentilha e o grão de bico ainda tem fibras, ajudam no funcionamento do intestino.

Outro guardião dos neurônios é o selênio. Encontrado nas oleaginosas como nozes e castanhas. A proteção para o cérebro fica completa com azeite de oliva e frutas.
“Seria indicado que as pessoas pudessem comer frutas vermelhas principalmente, que já tivessem antocianinas. Onde se existe isso? Em cerejas, em framboesas, então seria muito interessante a amora. O açaí também tem uma quantidade de antocianinas”, disse Kalil.

Denise tem dois filhos adolescentes e uma menina de 7 anos. Por orientação da nutricionista, estendeu a mudança na alimentação para toda a família.

“É como se fosse uma prevenção, de que eles também pudessem ficar ansiosos, depressivos, é uma tentativa de mãe de prevenir meus filhos”, contou Denise.
A intuição de mãe está em compasso com outra descoberta da ciência. Quando os neurônios são fortalecidos desde cedo a chance de desenvolver a depressão diminui.
“Eu aconselharia pais cujos filhos tivessem alguma propensão a ter depressão que pudesse na alimentação incluir peixes, tipo salmão, atum gordo, sardinhas, são alimentos que são mais ricos em Omega 3 , que deveriam fazer parte quatro vezes por semana por exemplo dos pratos. Pelo menos uma castanha do Pará e pelo menos duas nozes ao dia, na alimentação dessas crianças.

Bom humor no prato. Brócolis e verduras verde-escuras têm ácido fólico e atuam como antidepressivos naturais. O potássio da batata diminui a sensação de cansaço. Laranja auxilia no combate ao stress. E cereais ricos em fibras como aveia, se tornaram a fonte de energia de Denise.

O exemplo dos pais é fundamental para as escolhas felizes.
“Os mais velhos ainda têm um pouco de resistência a introdução de alimentos saudáveis”, disse Denise.

“Um refrigerante, um hamburguer agora também ia bem. Faz falta”, explicou Gustavo Sallum, de 17 anos.

“Eu me esforço mais que ele, mas sinto falta também”, contou Gabriel Sallum, de 15 anos.

No cardápio da felicidade só não pode faltar um ingrediente. O carinho da família.

Dez tipos de alimentos contra depressão

Diante das crescentes pressões diárias, a maioria das pessoas se sente "para baixo" de vez em quando. Hoje, vamos conhecer alguns alimentos que podem aliviar a nossa depressão e nos animar.

1. Peixes de águas profundas
Pesquisas revelam que as pessoas que vivem no litoral são mais alegres, não apenas por causa de sua proximidade com o mar. Eles comem muito peixe. Segundo estudos da Universidade de Harvard, os peixes marítimos contêm ácido grasso Omega-3, que produzem efeitos semelhantes aos antidepressivos convencionais.

2. Banana
A banana tem um tipo de componente que pode entusiasmar o espírito dos seres humanos e aumentar a autoconfiança. Além disso, essa fruta é rica em vitamina B6, que pode ajudar o cérebro a produzir o silicone.

3. Toranja
A toranja tem abundante vitamina C que pode manter a proporção de glóbulos vermelhos no sangue e fortalecer a resistência dos corpos humanos. O mais importante é que a vitamina C é um dos componentes de adrenalina - animador dos másculos cardíacos.

4. Pão de trigo integral
O carboidrato pode ajudar a aumentar os silicones nos corpos humanos. Os silicones são cruciais para atenuar a nossa inquietação. Pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Estados Unidos, afirmaram que é razoável tomar massa e merendas como comidas contra depressão.

5. Espinafre
Pesquisadores descobriram que a falta de ácido fólico pode levar à diminuição de silicones e elevar a depressão. O espinafre é um dos vegetais repletos de ácido fólico.

6. Cereja
A cereja é apontada pelos médicos ocidentais como uma aspirina natural, porque possui um componente chamado antocianina que pode "gerar" alegria. Alguns estudos científicos consideram que saborear 20 cerejas é mais eficiente do que a ingestão de antidepressivos.

7. Alho
Apesar do cheiro desagradável, o alho pode trazer bom humor. Pesquisas mostram que, depois de ingerir alguns preparos farmacêuticos a base de alho, os pacientes com sintomas de depressão se sentem menos cansados e inquietos.

8. Abóbora
As abóboras estão diretamente relacionadas ao bom humor em função de suas abundantes vitamina B6 e ferro. Estas duas substâncias podem ajudar o corpo humano a transformar a glicemia em glicose, o único "combustível" para o cérebro.

9. Leite
O leite é a melhor fonte de cálcio, um elemento que também pode eliminar a tensão e depressão.

10. Frango
Numa pesquisa realizada por psicólogos britânicos, os participantes se sentiram mais alegres depois de comer 100 µg de selênio. O frango é uma das principais fontes de selênio.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Desânimo, depressão, pele seca, ganho de peso e falta de concentração podem indicar problemas ...

RIO - Depressão, falta de concentração, pele seca, inchaço, ganho de peso, unha quebradiça são sintomas de diversas doenças. Porém, quando aparecem juntos, podem indicar problemas na tireoide, glândula localizada no pescoço, logo abaixo da saliência conhecida como pomo de adão ou do chamado "gogó". A tireoide produz dois hormônios, conhecidos como T3 (triiodotironina) e T4 (tiroxina), que são responsáveis pelo metabolismo do corpo, ou seja, regulam a forma como o organismo armazena e gasta energia.

Uma das disfunções mais comuns da tireoide é o hipotireoidismo, que ocorre quando a tireoide fabrica os hormônios em quantidade insuficiente e acaba deixando as funções do corpo mais lentas. Um dos maiores estudos realizados no Brasil pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro, publicado em 2007, na revista Clinical Endocrinology, concluiu que 12,3% das mulheres brasileiras acima de 35 anos apresentam hipotireoidismo. Outro dado preocupante é o número de mulheres com hipotireoidismo não diagnosticadas - estimado em cerca de 5 milhões, de acordo com o IBGE.


De olho em nódulos tireoidianos

Durante a Semana Internacional da Tireoide, a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Rio participou de uma ação na Central do Brasil e verificou que metade dos pacientes avaliados já apresentava problemas relativos à tireoide. Essas pessoas tinham o diagnóstico, mas estavam desinformadas em relação às causas, tratamentos e conseqüências. 

- Imaginávamos que daríamos à população apenas esclarecimentos, mas percebemos que a grande maioria delas já veio com um diagnóstico de problemas na tireoide e procuraram atendimento. Isso mostra que estão faltando endocrinologistas da rede pública e que o atendimento não está sendo adequado - afirmou a presidente da SBEM Rio, Vivian Ellinger. 

Segundo a Federação Internacional de Tireoide, os problemas na glândula são oito vezes mais comuns em mulheres do que homens. De acordo com a presidente regional da SBEM, Vivian Ellinger, os problemas ligados à tireoide, geralmente, são de origem familiar. Portanto, não existe uma forma de evitar os transtornos causados pelo desequilíbrio no funcionamento dessa glândula. Por esse motivo, alerta a especialista, é preciso estar atento para os sintomas e fazer um diagnóstico correto e precoce dos distúrbios, a fim de evitar complicações. 

No site Mulher Sem Falta (http://www.mulhersemfalta.com.br/), criado pela Sanofi-Aventis, é possível conhecer mais sobre os sintomas do hipotireoidismo e a importância do diagnóstico precoce. 

Tireóide: Uma glândula fundamental para o organismo
"Muito freqüente entre mulheres, os problemas referentes à tireóide, glândula que controla o metabolismo do corpo, podem ser bastante graves, podendo, inclusive, evoluir para um câncer".

O que é

Conforme explica o médico endocrinologista Dr. Guilherme R. G. Silva, de Porto Alegre, tireóide ou tiróide é o nome de uma pequena glândula com "formato de borboleta" que se localiza na região anterior do pescoço, logo abaixo do popularmente conhecido "pomo de Adão". Essa glândula possui um importante papel no controle do metabolismo do organismo. Numa linguagem bastante simples, pode-se dizer que os hormônios tireóideos dizem ao corpo quão rápido trabalhar e como usar a energia.

Ao estabelecer uma comparação para facilitar a compreensão dos mecanismos de funcionamento, o Dr. Guilherme diz: "A glândula tireóide trabalha como um ar condicionado. Se há suficiente hormônio tireóideo no sangue, a glândula pára de fazer hormônio (como um aparelho de ar condicionado se desliga quando o ar da sala está suficientemente frio). Quando o corpo necessita mais hormônio da tireóide a glândula recomeça produzindo-o novamente".

Dados Estatísticos

De acordo com informações fornecidas pelo médico de Porto Alegre, nos Estados Unidos existem cerca de vinte milhões de pessoas com algum tipo de doença decorrente da tireóide. Já a manifestação dos nódulos de tireóide atinge entre 4% e 7% da população, aproximadamente. Convém destacar que mais que 90% desses nódulos são benignos. Já o câncer de tireóide é encontrado ao redor de 10 mil pessoas, a cada ano, no mundo inteiro, gerando cerca de mil óbitos.

Tireoidite

Inflamação da glândula tireóide, é a mais comum causa de hipotireoidismo. Segundo o endocrinologista Dr. Guilherme, "quando pacientes com tireoidite tem alguns sintomas eles são usualmente os sintomas do hipotireoidismo. Também é comum apresentarem uma tireóide aumentada de tamanho que pode retrair com o tempo". A forma mais freqüente de tireoidite, advertem os médicos, é a Tireoidite de Hashimoto, uma doença indolor do sistema imunológico e que ocorre em famílias inteiras. A Tireoidite de Hashimoto afeta ao redor de 5% da população adulta, aumentando sua incidência nas mulheres proporcionalmente ao aumento de sua idade.

Outra forma de tireoidite afeta mulheres que tiveram filhos recentemente. É a tireoidite pós-parto, que ocorre em 5-9% das mulheres logo após darem à luz. Especialistas destacam que a doença se trata de uma condição temporária. Além dessas, sabe-se que infecções virais e bacterianas também causam tireoidites.

Bócio

O bócio trata-se de um aumento anormal de tamanho na região anterior do pescoço causado por uma tireóide aumentada. Este problema ocorre em, pelo menos, 5% da população em todo o mundo. A causa mais comum é a falta de iodo, componente químico que a tireóide usa para produzir hormônios. Novamente, na opinião de especialistas da área, aproximadamente cem milhões de pessoas não tem suficiente iodo na sua dieta. Destacam, entretanto, que esse problema tem sido resolvido pela adição de iodo ao sal de cozinha. Todavia, mesmo com a quantidade adequada de iodo, a glândula tireóide pode aumentar de tamanho, criando um bócio. Isso pode ocorrer em várias doenças da tireóide, como hipertireoidismo, hipotireoidismo, tireoidites e câncer de tireóide. Os médicos alertam para o fato de alguns bócios se desenvolverem com níveis hormonais normais e não requererem tratamento.

Câncer de Tireóide

O câncer de tireóide é mais comum em pacientes que sofreram algum tipo de radiação para a cabeça ou pescoço. Um nódulo de tireóide pode tornar a voz rouca ou pode fazer a respiração ou a deglutição tornarem-se dificultosas. Todavia, ele usualmente não produz sintomas e é descoberto acidentalmente pela própria pessoa, através de auto-exames, ou pelo médico, em exames de rotina.

Como qualquer doença, é importante que se esteja atento para os sinais iniciais apresentados pelas doenças de tireóide. Entretanto, apenas os médicos podem firmar o diagnóstico de uma doença dessas. Os especialistas podem medir a quantidade de hormônio no sangue, e determinar a estrutura e função da glândula. Caso um nódulo seja encontrado, será testado para que se verifique se ele é canceroso.

Segundo informações dos médicos radiologistas do Rio de Janeiro, Francisco Alberto Campana, Luiz Henrique José Pinto e Carlos Manoel de Araújo, o câncer da tiróide corresponde a 15% das neoplasias malignas diagnosticadas nos Estados Unidos, representando cerca de 0,5% dos óbitos por câncer naquele país. Para eles, as taxas de incidência variam de acordo com o país estudado, fato que pode ser explicado pelas variações da dieta alimentar básica, principalmente no que diz respeito à ingestão de iodo. Para os radiologistas, outros fatores implicados no desenvolvimento do câncer da tireóide são: a radioterapia, fatores familiares como a Síndrome de Gardner e a Síndrome de Cowden.

Em relação ao diagnóstico dos cânceres de tireóide, os radiologistas cariocas afirmam que a maioria dos pacientes apresenta queixas de nódulos, geralmente achados no auto-exame, e que a ultra-sonografia é o melhor método para determinar o número, tamanho e conteúdo dos nódulos tireoideanos.

Para o Dr. Francisco Campana: "A punção por agulha fina é atualmente o melhor método adjuvante para o diagnóstico diferencial em pacientes portadores de nódulos tireoideanos. Sua simplicidade, segurança e baixo custo tornaram-na exame de rotina. Principalmente quando a opção de tratamento conservador (tratamento medicamentoso) for aventada". Já o Dr. Luiz Henrique adverte que apenas 30% dos nódulos sob supressão hormonal apresentam remissão completa. 

Segundo informações do Dr. Carlos Araújo, os principais fatores prognósticos envolvidos nas doenças são a idade, sexo, classificação histológica, extensão da lesão primária e presença de doença metastática.

Hipertireoidismo

O organismo fica "acelerado", em função do excesso de hormônio tireóideo no sangue. Esses casos são, aproximadamente, dez vezes mais freqüentes nas mulheres, afetando ao redor de 2% delas no mundo inteiro. A doença de Graves, manifestação bastante comum da doença, é causada por problemas do sistema imunológico, com maior prevalência em famílias que já apresentaram casos. Nos Estados Unidos, a doença atinge, aproximadamente, 2,5 milhões de mulheres.

São sintomas comuns da doença: o aumento da freqüência cardíaca; nervosismo; fraqueza muscular; sudorese; perda de peso; tremores; mudanças na pele; diminuição do fluxo menstrual; bócio; queda de cabelos. Convém destacar que os sintomas não ocorrem simultaneamente e que devem ser diagnosticados por especialistas.

Hipotireoidismo

O hipotireoidismo faz com que o organismo trabalhe devagar. Isso ocorre quando há quantidade insuficiente de hormônio tireóideo no sangue. Estatísticas apontam que mais de cinco milhões de americanos têm a doença, mesmo havendo muitos que não sabem de sua existência. Especialistas destacam que a prevalência é maior entre as mulheres.

Tratamento

De acordo com especialistas em endocrinologia, existem inúmeros tipos de tratamentos: o Iodo Radioativo é usado para diminuir uma glândula tireóide que se tornou aumentada ou é produtora de hormônio em demasia. Ele pode ser usado em pacientes com hipertireoidismo, bócio ou em alguns casos de câncer.

Já a cirurgia é usada, habitualmente, para remover cânceres e também, para remover bócios de proporções grandes. A utilização de hormônio tireóideo (em comprimidos) é comum para o hipotireoidismo, para pacientes com bócio e para aqueles que sofreram cirurgia da tireóide. Nestes casos, a ação dos remédios fornece ao corpo a quantidade certa de hormônio tireóideo.

Fonte: boasaude.uol.com.br

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão


Enxaqueca pode aumentar o risco de depressão
A pesquisa foi publicada na revista Headache

22% dos pacientes com
enxaqueca tinham depressão
Pessoas que sofrem com dores de cabeça muito fortes correm mais riscos de desenvolver depressão clínica. Pelo menos é o que sugere um novo estudo realizado por especialistas do Canadá.
A pesquisa, publicada na revista Headache (dor de cabeça em português), ainda sugere que as pessoas com depressão clínica também têm grandes chances de ter enxaqueca.

Para a líder da equipe, Geeta Modgill, da Universidade de Calgary, aqueles que sofrem de enxaqueca e depressão precisam conhecer os sinais de ambos os males, já que sofrer de um deles pode significar vir a ter o outro.

Para realizar esse novo estudo, a equipe de Modgil utilizou dados da Pesquisa Nacional de Saúde da População Canadense, que avaliou mais de 15 mil pessoas, a cada dois anos, entre 1994 e 2007. No geral, cerca de 15% delas tiveram depressão e cerca de 12% sofreram enxaquecas ao longo desses 12 anos.

Casos de depressão foram significativamente mais comuns entre as pessoas que apresentaram enxaqueca no início do estudo - 22% dos pacientes com enxaqueca também tinham depressão, versus 14,6% daqueles que não tinham a doença.

Esse fato mostrou que pessoas com enxaqueca têm 80% mais probabilidade de desenvolver depressão do que pessoas sem essas dores de cabeça. Pessoas com depressão também mostraram ter 40% mais probabilidade de ter enxaqueca.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Estudo diz que depressão traz benefícios, mas será?

A depressão é a doença que mais causa incapacidade no mundo, segundo a Organização Mundial da Saúde. Mas, de acordo com uma pesquisa publicada no jornal da Associação Americana de Psicologia, ela tem efeitos colaterais positivos. A conclusão é um tanto inesperada para uma doença caracterizada por tristeza, apatia, angústia e, em alguns casos, tentativas de suicídio. Será que pode haver algum benefício no meio de tanto sofrimento?

Os pesquisadores envolvidos no achado garantem que sim. O estudo foi feito por cientistas de diferentes universidades nos Estados Unidos, Suíça e Alemanha, entre elas a conceituada Universidade Stanford, nos EUA. Os pesquisadores submeteram os voluntários a um joguinho que envolvia tomar decisões. E eles perceberam que as pessoas com tendências depressivas optavam pelas melhores decisões – aquelas que custavam menos (fosse o custo de esforço ou dinheiro) e rendiam os melhores resultados. A explicação para o comportamento é que as pessoas mais depressivas analisavam com mais cuidado o contexto e eram mais persistentes.

O resultado do estudo seria a primeira evidência científica de que a depressão pode trazer aspectos positivos. Mas deve ser encarado com algum cuidado. Primeiro, porque os supostos benefícios são supostos, sim! A pesquisa precisa ser replicada com outras pessoas, em outros estudos, para que o grau de certeza a respeito dos resultados seja mais confiável. Em segundo lugar, será que os supostos benefícios trazidos pela doença compensam todas as desvantagens associadas à tristeza? Nos casos mais graves, a pessoa não consegue trabalhar, cuidar da família, se divertir. A vida se torna sem brilho, é uma vida entre aspas. Como é possível ver algum efeito positivo em uma doença como essa? As mulheres são as mais afetadas. Estima-se que elas tenham duas vezes mais chances de desenvolver depressão do que os homens, provavelmente por causa das variações hormonais a que elas estão expostas.

Portanto, quem tem sintomas da doença (ou de qualquer outro distúrbio que atrapalhe o seu dia a dia) deve deixar a vergonha de lado e procurar um especialista, um psicólogo ou um psiquiatra (ou ambos!), que poderá fazer o diagnóstico e indicar as melhores formas de tratamento. Assim, em vez de ver um só aspecto positivo na vida, você poderá ver todos que estão a sua volta. A vida é para ser vivida sem aspas (e sem efeitos colaterais!).

Revista Época

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Cirurgia pioneira ‘cura’ depressão aguda de britânica

Uma mulher britânica que sofreu por quase uma década de depressão aguda conseguiu conter o problema graças a uma cirurgia pioneira realizada por uma equipe de pesquisadores da Universidade de Bristol.

A depressão levou Sheila Cook, de 62 anos, a se aposentar precocemente e a deixou incapaz de se vestir ou de se alimentar sozinha. Pensamentos sobre suicídio passaram a ser frequentes.

Mas a operação realizada no hospital Frenchay, em Bristol, restaurou sua vontade de viver.

A técnica, chamada de estimulação cerebral profunda, envolve o uso de fios e eletrodos implantados no cérebro por meio de furos abertos no crânio.

Os eletrodos são ligados a uma bateria que envia pequenas quantidades de eletricidade para estimular ou inibir o funcionamento de áreas específicas do cérebro, responsáveis pelo controle das emoções.

'Túnel escuro'

'Minha visão sobre a vida mudou 
completamente', diz Sheila Cook

Os pesquisadores da Universidade de Bristol estão analisando os efeitos de estímulos em duas áreas diferentes do cérebro com oito pacientes diferentes.

Sheila Cook foi a primeira paciente a passar pela operação, que teve bons resultados iniciais.

“Eu somente queria que a vida terminasse. Era como estar em um túnel escuro, mas em vez de luz no fim do túnel, havia apenas escuridão”, disse ela.

“Eu de repente acordei uma manhã e vi que me sentia diferente, que queria me levantar, queria fazer coisas. Minha visão sobre a vida mudou completamente”, disse.

Apesar da melhora inicial, Cook teve uma recaída posterior e acabou passando por uma operação mais radical, numa técnica também pioneira, na qual uma área do cérebro foi danificada para inibir seu funcionamento.

Mas a equipe de pesquisadores esperam desenvolver a técnica de estimulação cerebral profunda para que ela tenha efeito duradouro ou definitivo e evite a necessidade de novas operações, como no caso de Cook.

BBC Brasil

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

Luz da televisão durante a noite pode causar depressão

Cientistas americanos concluíram que luz da televisão durante a noite pode causar depressão. Os resultados do estudo são com cobaias, não foi estudado profundamente com as pessoas.

Dormir com a televisão ligada pode causar mudanças físicas no cérebro que são associadas à depressão, segundo um estudo realizado com hamsters por neurocientistas americanos.

Pela primeira vez fica demonstrado que a luz pela noite, por mais fraca que seja, produz alterações no hipocampo, uma das principais estruturas do cérebro, que desempenha um papel fundamental nos transtornos depressivos.

O estudo, realizado por pesquisadores da Ohio State University (OSU), foi apresentado nesta quarta-feira em San Diego (EUA) na reunião anual da Sociedade para a Neurociência.

"Uma luz branda pela noite é suficiente para provocar um comportamento depressivo nos hamsters, que pode ser explicado pelas mudanças que observamos em seu cérebro após oito semanas", assinalou a estudante de doutorado Tracy Bedrosian, coautora do estudo.

Segundo Randy Nelson, professor de neurociência e psicologia da OSU, "os resultados são significativos porque a luz utilizada não era intensa, e sim equivalente a de uma televisão em um quarto escuro".

Tracy explicou à Agência Efe que, embora não seja possível garantir que ocorra o mesmo efeito em um ser humano, o impacto da luz não varia em função do tamanho.

"Uma exposição crônica à luz pela noite é um fator relativamente novo na história da humanidade e não é natural, por isso reduzir a iluminação artificial enquanto dorme é conveniente", acrescentou.

O estudo foi realizado com hamsters siberianas sem ovários, para que os hormônios não interferissem nos resultados.

Metade delas foi introduzida em um habitáculo onde foram expostas a um ciclo de 16 horas de luz e oito horas de escuridão total, e a outra metade a 16 horas de luz diurna e oito horas de iluminação tênue.

Após oito semanas nessas condições, as hamsters que dormiram com luz durante a noite mostravam mais sintomas de depressão que as demais.

Os testes são os que as farmacêuticas normalmente fazem para experimentar remédios antidepressivos e contra a ansiedade, e também medem a quantidade de água doce bebida, afirma o estudo.

Normalmente os roedores gostam de beber água, mas os que têm sintomas de depressão não bebem tanto porque, aparentemente, não têm o mesmo prazer nas atividades.

Ao examinar o hipocampo dos hamsters depois do experimento, os cientistas comprovaram que os que dormiram com luz tinham uma densidade menor de espinhos dendríticos, finos prolongamentos das células cerebrais que transmitem mensagens de uma célula a outra.

"O hipocampo desempenha um papel importante na depressão e encontrar mudanças nessa região é significativo", afirmou Tracy.

No entanto, não foram encontradas diferenças entre os grupos quanto aos níveis de cortisol, hormônio do estresse que normalmente é associado às alterações no hipocampo.

Segundo os cientistas, a explicação mais plausível para as mudanças registradas no cérebro dos hamsters é uma deficiência de melatonina, hormônio que deixa de ser excretado quando há luz.

O próximo passo dos cientistas é analisar o papel do hormônio neste processo.

Os resultados coincidem com estudos anteriores nos quais Nelson e seus colegas descobriram que uma luz intensa constante pela noite está ligada a sintomas depressivos e a um aumento de peso em ratos. EFE

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Depressão: Exame de retina pode ser um novo método para diagnostico

Pessoas em depressão veem o mundo em tons cinza. Esta doença não só acaba com o prazer de viver, mas com os contrastes do mundo visível. Este efeito "cinzento" pode até ser um fator de causa da doença, ou para manter a depressão, dizem cientistas.
Essa descoberta pode ajudar a explicar por que os artistas sempre retratam a depressão usando tons sombrios. Pesquisadores da Universidade de Freiburg, na Alemanha - que mostraram anteriormente que pessoas com depressão se esforçam para detectar diferenças em preto-e-branco - agora realizaram exames de retina que indicam que o impacto da doença é similar ao de diminuir o controle de contraste numa TV.
Você superou a depressão? Conte sua história
O resultado foi tão marcante que eles acreditam que esse teste poderia fornecer uma maneira de medir a gravidade da depressão. O estudo, conduzido por Ludger Tebartz van Elst e colegas, foi publicado na revista 'Biological Psychiatry'. E o editor da publicação, John Krystal, afirmou:
- Estes dados destacam as formas como a depressão altera a nossa experiência do mundo. O poeta William Cowper disse que a "variedade é o tempero da vida", mas quando as pessoas estão deprimidas elas são menos capazes de perceber variações no mundo visual. Esta perda parece tornar o mundo um lugar menos prazeroso.
Os pesquisadores mediram respostas elétricas para avaliar a atividade da retina em grupos de pessoas com depressão e indivíduos sem a doença. A retina, localizada na parte de trás do olho, contém as células sensíveis à luz, que, por sua vez, transformam os sinais luminosos em impulsos nervosos, que são interpretados no cérebro.
Os pacientes deprimidos apresentaram dramática redução de contraste na retina. Houve também uma significativa correlação entre o nível de contraste e o aumento da gravidade de seus sintomas. Os indivíduos que estavam mais severamente deprimidos tiveram a menor resposta da retina.
O padrão mostrou-se tão consistente que foi possível distinguir os pacientes altamente deprimidos dos voluntários saudáveis simplesmente olhando os resultados dos exames. Assim, novos estudos de eletrorretinograma poderiam fornecer uma melhor maneira de avaliar a disposição do paciente do que simplesmente perguntar: "Como você se sente?", dizem os cientistas.
- Este método poderá vir a ser um valiosa ferramenta para medir objetivamente o estado subjetivo de depressão, com implicações de longo alcance para investigação, bem como o diagnóstico clínico e o tratamento de depressão - disse Van Elst.

Fonte: O Globo

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Meditação transcendental pode ser uma forma efetiva de reduzir a depressão

da Efe, em Washington

A meditação transcendental pode ser uma forma efetiva de reduzir a depressão, indicam dois estudos apresentados na reunião anual da Sociedade de Medicina do Comportamento, realizada em Seattle (Estados Unidos).

As pesquisas, realizadas na Universidade Charles Drew, de Los Angeles, e a Universidade do Havaí, incluíram participantes negros e nativos do Havaí maiores de 55 anos com risco de sofrer doenças cardiovasculares.

A depressão é considerada um importante fator de risco neste tipo de doença, de acordo com os cientistas.

Os participantes de ambos os estudos que praticavam a meditação transcendental mostraram uma redução importante dos sintomas de depressão na comparação realizada com os grupos de controle.

Os estudos, financiados pelos Institutos Nacionais da Saúde, constataram que a maior queda foi registrada entre os participantes que tinham sintomas de depressão clínica.

"Esses resultados são encorajadores e comprovam os testes de eficácia da meditação transcendental como ajuda terapêutica para o tratamento da depressão clínica", assinalou Héctor Myers, autor de um dos estudos e diretor de Treinamento Clínico do Departamento de Psicologia da Universidade de Los Angeles.

Nos Estados Unidos, calcula-se que cerca de 18 milhões de pessoas de idade avançada sofram algum tipo de depressão.

Gary Kaplan, professor de Neurologia da Escola de Medicina da Universidade de Nova York, destaca a importância de se reduzir a depressão em pacientes de idade de risco de problemas cardíacos. Segundo ele, "qualquer técnica que não envolva uma medicação adicional nessa parte da população é bem-vinda".

Depressão faz paciente enxergar o mundo na cor cinza, diz estudo

Um novo estudo científico parece indicar que a associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáfora.

O estudo, realizado por uma equipe da universidade alemã de Freiburg dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na "Biological Psychiatry", indica que a depressão dilui o contraste entre o preto e o branco, por isso que o mundo torna-se literalmente cinza.

Os analistas alemães mediram as respostas elétricas para determinar a atividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade que recebiam medicamento, e em outras 40 não afetadas por essa condição.

A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos que chegam ao olho em impulsos elétricos que são enviados ao sistema visual do cérebro.

Com a colocação de eletrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registrar a atividade elétrica das células da retina em resposta aos estímulos.

Os pacientes deprimidos demonstraram ter um menor contraste retinal que o grupo de voluntários que não sofriam de depressão, independentemente de estarem recebendo medicação para doença ou não.

Também foi descoberta uma correlação importante entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas: nos pacientes mais deprimidos, a resposta da retina foi mais frágil.

Folha Online

sábado, 10 de julho de 2010

Ator de 'Chaves' está com depressão

Rio - O ator Roberto Gómez Bolaños, intérprete do personagem Chaves, está deprimido devido a várias cirurgias que fez, uma delas para evitar o câncer de próstata.
Foto: Reprodução
Roberto Goméz Bolaños está com 81 anos | Foto: Reprodução
Segundo a rede Televisa, Bolaños sofreu sequelas e tem dificuldades para andar e falar. O ator está fazendo fisioterapia e outros exercícios para poder recuperar seu estado normal.

Segundo o filho, Roberto Goméz Fernandez, o pai está sofrendo de depressão com seu quadro, especialmente porque não tem mais a "agilidade" dos tempos em que interpretava Chaves.

Aos 81 anos de idade, Bolaños continua casado com Florinda Meza, atriz que interpretou a Dona Florinda no seriado homônimo.

Recentemente, a imprensa mexicana notificou que Bolaños estava processando, mais uma vez, a atriz Maria Antonieta de las Nieves pelos direitos da personagem Chiquinha. A informação foi negada por Fernandez, ainda que muitos veículos tenham dito que eles fizeram um novo acordo para que ambas as partes não se enfrentassem na Justiça.
O DIA ONLINE


A identificação da depressão
Para afirmarmos que o paciente está deprimido temos que afirmar que ele sente-se triste a maior parte do dia quase todos os dias, não tem tanto prazer ou interesse pelas atividades que apreciava, não consegue ficar parado e pelo contrário movimenta-se mais lentamente que o habitual. Passa a ter sentimentos inapropriados de desesperança desprezando-se como pessoa e até mesmo se culpando pela doença ou pelo problema dos outros, sentindo-se um peso morto na família. Com isso, apesar de ser uma doença potencialmente fatal, surgem pensamentos de suicídio. Esse quadro deve durar pelo menos duas semanas para que possamos dizer que o paciente está deprimido.



Causa da Depressão
A causa exata da depressão permanece desconhecida. A explicação mais provavelmente correta é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos antidepressivos. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico não exclui tratamentos não farmacológicos. O uso continuado da palavra pode levar a pessoa a obter uma compensação bioquímica. Apesar disso nunca ter sido provado, o contrário também nunca foi.

Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave, pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos. A influência genética como em toda medicina é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas. O fator genético é fundamental uma vez que os gêmeos idênticos ficam mais deprimidos do que os gêmeos não idênticos. ( Leia mais em www.psicosite.com.br/tra/hum/depressao.htm)