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domingo, 13 de maio de 2012

Fã que sofria bullying por gostar de Luan Santana se encontra com o ídolo

Fã que sofria bullying por gostar de Luan Santana se encontra com o ídolo. Encontro foi mostrado no Fantástico.

O programa Fantástico (TV Globo) promoveu um encontro entre Luan Santana e uma fã apaixonada. Para esse encontro ser ainda mais especial, o lugar escolhido foi o Club A São Paulo. 
Vídeo que mostra agressões teve mais de 100 mil acessos em 12 dias

Não são poucos os adolescentes que são alvos de bullying por gostar deste ou daquele cantor. Larissa sofre há pelos menos dois anos. Agora, que um vídeo seu caiu na internet e se tornou um dos mais acessados da rede, a situação piorou. Por onde passa, ouve xingamentos e gargalhadas. Isso tudo por ser fã do Luan Santana. Hoje, ela evita sair de casa pra não ser mais humilhada. Por que tanta intolerância? 


Vídeo: Menina que "Sofre Bullying" conhece o "Cantor" luan santana - Fantastico 13/05/12

Larissa foi alvo de chacota no caminho para a escola durante quatro meses. O motivo: a paixão pelo cantor sertanejo Luan Santana. Até que um dia, cansada das provocações, ela perdeu o controle. 

O vídeo, gravado por um dos meninos que maltratavam Larissa, caiu na internet. E a notícia se espalhou rapidamente. 

Hoje, a menina sofre com ofensas diárias nas redes sociais. Ir para a faculdade também não tem sido uma rotina fácil. Seja nos corredores ou na sala de aula. 

Ela não consegue ficar sossegada. As provocações estão por toda a parte. “As pessoas me xingam de idiota, imbecil, criança, imatura. Por gostar de Luan Santana”, conta a estudante Larissa Santos. 

Agora, a estudante de 17 anos, que está no primeiro semestre do curso de Direito, pensa em trancar a matricula. “As pessoas me excluem para fazer trabalho. Não me chamam mais para grupos”, conta. 

“O que mais dói em mim é a solidão dela, a Larissa não tem mais saído de casa. Ela chora, às vezes, eu tenho que dormir com ela porque ela tem medo das pessoas entrarem em casa e agredi-la”, conta Wagneide Dias dos Santos, mãe de Larissa. 

Ser humilhado e excluído de um grupo por gostar de um ritmo musical é um dos tipos de bullying mais comuns na adolescência. Hyago também sabe o que é isso. Fã de Lady Gaga ele sofre com brincadeiras maldosas na escola. Isso por gostar do som da cantora pop que também é conhecida por defender os direitos de homossexuais. 

“Sempre me chamavam do gay que gostava da Gaga. Sem mesmo conhecerem da minha sexualidade”, conta o estudante Hyago Rodrigues. 

A cantora se preocupa com os fãs que são perseguidos. No ano passado, postou um vídeo aos adolescentes. Ela pela pede para que todos se respeitem. E prega a tolerância e a igualdade. 

“Ela explicou que sofreu bullying na infância. Disseram para ela que ela nunca seria uma estrela por que ela tinha este cabelo preto, ela era gordinha e ela era excluída”, conta. 

Isabella sempre acompanhou a filha menor de idade nos shows da banda NX Zero. E também virou fã. 

“Os CDs a gente botava para dormir. Dormia escutando todo dia de noite”, conta a administradora de empresas Isabella Barros. 

Hoje, mãe e filha acompanham toda a rotina dos músicos. Onde tem show, lá estão elas. 

“Em Resende, Caxias no Ano Novo, em Espera Feliz que a gente enfrentou sete horas de viagem em Minas”, diz Tainá Barros. 

As duas até tatuaram no braço o autografo do guitarrista. Mas é a garota que sofre com as implicâncias das colegas da escola. 

“Quando eu passava, elas começavam a cantar a música. Ficavam xingando. E botavam umas coisas bem baixas no Twitter”, lembra a estudante Tainá Barros da Silveira. 

Tainá, Hyago e Larissa têm em comum bem mais do que o sofrimento causado pelo bullying. É nas músicas dos ídolos que eles encontram um consolo. 

A convite do Fantástico, Larissa vai sair de Brasília com destino a São Paulo achando que vai encontrar outras meninas que também sofrem com o preconceito. Larissa nem imagina que está prestes a realizar o maior sonho da vida dela: conhecer o ídolo. 

Quando finalmente subimos ao ponto marcado com a produção de Luan, Larissa não sabe de nada. Até a grande surpresa. 

“Eu vi o que o garoto disse, mas acho que este menino que falou estas coisas está apaixonado por você, viu?”, diz o cantor Luan Santana. 

Ao contrário do que disse o garoto no vídeo, agora Luan sabe que Larissa existe.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

"Eu vou te estuprar": viciada em cyberbully que atormentou sobrevivente do câncer na adolescência era a sua melhor amiga

Uma menina que bravamente derrotou o câncer quando ela tinha apenas 11 anos foi vilipendiada por semanas por uma viciada em cyberbully - que descobriu-se ser sua melhor amiga.

Justine Williams, que perdeu uma perna para a doença, só descobriu a identidade de sua algoz, quando seus pais relataram o abuso à polícia de Massachusetts.

A aluna da oitava série, agora com 14 anos, recebeu dezenas de textos aterrorizantes e telefonemas dizendo 'eu vou te estuprar e ameaçava "atirar bombas em sua casa."

Admirável batalha: Justine Williams bateu o câncer quando ela tinha apenas 11 anos, mas enfrentou um novo calvário quando sua melhor amiga começou o cyberbullying.

A agressora chegou a enviar seus textos ameaçadores - usando um site que mascara o número de telefone do remetente - enquanto elas estavam falando no Skype, assim ela poderia ver a reação dela.

Justine disse que ela começou a receber as mensagens em fevereiro, chegando mesmo a receber até três ou quatro por dia.

As ameaças de violência a aterrorizou tanto que não queria ir para a aula em North Andover Middle School, e suas notas começaram a sofrer.

Sua mãe, Jane, disse à CBS: "Ela dizia:" Eu não me sinto bem ". E eu pensei que ela estivesse doente de novo. Eu não sabia o que estava acontecendo. "


Luta: Justine Williams perdeu uma perna em sua batalha contra o câncer de osso

Quando Justine finalmente lhes disse o que estava acontecendo, os pais chamaram a polícia que localizaram o número - e revelou a culpada era a menina que Justine considerava seu melhor amigo.

Sua mãe disse ao Canal 5: "Aqui nós estávamos trabalhando tão duro para conseguir avançar na cura do câncer de Justine que se submeteu a múltiplas cirurgias, e agora, esta criança é mais um passo para trás".
Segundo a polícia, a menina, que tem 13 anos, confessou o envio de mensagens e foi condenada a prestar serviços à comunidade e receber aconselhamento.

Mas os pais Miss Williams dizem que a punição não é suficiente pelo que ela fez para sua filha, e acreditam que a menina deve enfrentar acusações criminais.

Frustrado: Os pais de Justine, Michael e Jane, disse a menina que atormentava sua filha deve ter recebido uma punição mais severa.

Michael Williams disse à CBS: "Se este é o ensino médio o que é essa pessoa vai ser como no ensino médio?
Eles estão felizes com a forma como a escola lidou com a situação, mas disse que a culpa do escritório da promotoria e da polícia para fazer a punição também - e não descartam uma ação civil.

O Sr. Williams disse ao Canal 5: "Todo mundo diz que a punição deve caber o crime. Nós não sabemos ainda o quão longe nós vamos empurrar esta questão em matéria civil .... se ela não for mais longe criminalmente.
Segundo o promotor, se a menina não ir para o aconselhamento, ela poderia ser levado a tribunal.

A escola assegurou que vai separar as meninas de classes. Os funcionários dizem que vão garantir que elas tenham pouco contato.

Mas a Sra. Williams disse: "Nós somos aqueles agora que tem que levar nossa filha para aconselhamento. E as pessoas não percebem, Justine começou a não dormir de novo à noite. "


Fonte: www.dailymail.co.uk/

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Massacre na escola do Rio: Wellington Menezes era vítima de 'bullying' nos tempos da escola

Wellington Menezes era vítima de 'bullying' nos tempos da escola


Ex-colegas de Wellington Menezes de Oliveira revelaram que o autor do ataque à Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo , teria sido vítima de bullying na época em que ele era aluno do colégio. Na sala de aula, Wellington sofria intimidações constantemente. Os estudantes chegaram a lhe dar o apelido de Sherman, em referência ao famoso nerd interpretado pelo ator Chris Owen no filme "American Pie". Ainda segundo informações passadas por dois rapazes que estudaram com o atirador, Wellington também era chamado de "suingue", pois andava mancando de uma perna.

Corpo de Wellington é retirado da escola

O Wellington era completamente maluco. Era receptível na sala de aula que ele tinha algum tipo de distúrbio. Ele era muito calado, muito fechado. E a galera pegava muito no pé dele, mas não a ponto dele fazer isso (o massacre) - disse o estudante Bruno Linhares, de 23 anos, que quando soube do ocorrido foi até a porta do colégio para prestar solidariedade. - Uma vez, um colega bateu nas costas do Wellington e disse brincando: "Cara, a gente tem medo de você porque um dia você ainda vai matar muita gente". Foi brincadeira, mas agora parece até que foi uma profecia. Sinceramente, não sei porque ele não fez isso com a nossa turma.

Enquanto aguardava na fila para entrar no ônibus enviado ao local para levar doadores de sangue ao Hemorio, Bruno contou que Wellington não era bom aluno.

- Além de tudo, ele ainda tirava notas baixas. A escola deveria ter encaminhado ele para um psicólogo - acredita Bruno, ainda tentando achar uma resposta para a violência.

Corpo de Wellington morto na escada
As reações das vítimas do bullying costumam ser diversas. De acordo com a professora Maria Luísa Bustamante, do Instituto de Psicologia da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) e chefe do serviço de psicologia aplicada da mesma universidade, elas tanto podem partir para uma atitude mais introspectiva, quanto reagir à violência assumindo o papel de seus agressores.

- Em muitos casos, a vítima do bullying tende a se recolher e a se isolar, tornando-se uma pessoa mais sozinha. Em outros, acontece o oposto. O bullying pode induzir uma agressividade, tornando a pessoa mais rebelde e até mesmo violenta - analisa a professora.

O bullying não é um fenômeno novo, mas só recentemente ganhou destaque e a atenção de educadores, psicólogos e da sociedade civil.

- O bullying consiste em qualquer atividade que perturbe e incomode o outro, em demonstrações de desrespeito e falta de consideração. Esse termo é específico para ser aplicado para tudo o que acontece na escola - explica Maria Luísa.

As vítimas preferenciais do bullying costumam ser aquelas que apresentam algum tipo de fragilidade, seja física ou comportamental.

- Quem pratica o bullying elege os mais tímidos, frágeis, alguém que tenha característica para ser vítima. As consequências são trágicas, porque isso causa uma perda de amor próprio muito grande. Ela se torna insegura, incapaz de ter relacionamentos afetivos, porque se sentiu rejeitada pelos colegas de turma numa época em que eles eram muito importantes - completa a professora.

O Globo

terça-feira, 22 de março de 2011

'Ele me provocou primeiro', diz aluno agredido por vítima de bullying

Vídeo mostra Richard Gale provocando e apanhando de Casey Heynes Pais pedem desculpas e temem que filho vire alvo de críticas

O estudante australiano Richard Gale, de 13 anos, disse que foi provocado primeiro pelo colega Casey Heynes no episódio de bullying que foi filmado e postado na internet. O vídeo da briga mostra Heynes, de 15 anos, recebendo um soco de Richard e, em seguida, revidando à provocação e atirando o colega com toda a força no chão. Richard teve ferimentos leves.

Richard Gale, em entrevista à TV australiana
Em entrevista ao programa Today Tonight, exibido nesta segunda-feira (21) pela emissora australiana Seven Network, Richard diz que o vídeo que faz sucesso no YouTube não conta a história toda.

“Ele me provocou primeiro", diz Richard, que é menor e aparentemente bem mais frágil em relação ao colega que ele provocou. “Casey me chamava de ‘idiota da classe’. Eu estava muito bravo e só queria bater nele”, disse o garoto. Segundo Richard, o vídeo de 47 segundos postado na internet não mostra a parte em que Casey o provoca. “Ele me empurrou e saiu correndo.”

Durante a entrevista, Richard chega a chorar, mas não mostrar estar muito arrependido em ter provocado o colega de escola que é bem maior do que ele. O menino revelou que também foi vítima de bullying na escola primária. “Não vale a pena praticar o bullying porque você pode acabar se machucando.”

Os pais de Richard também participaram da reportagem exibida na emissora australiana. O pai, Peter Gale, disse que o aconteceu foi “inacreditável.” “Está sendo muito difícil. Tento fazer a coisa certa para ele e ensinar as coisas certas.” Ele disse que a atitude de Richard está fora do caráter de seu filho. Apesar de não tolerar as suas ações, ele acredita que há algo a mais nesta história do que aparenta, e se preocupa por seu filho se tornar o alvo de muitas críticas. “Não foi só o Richard, mas o Casey também. Os dois.”

A mãe, Tina Gale, pediu desculpas públicas à família de Casey. "Fiquei chocada ao ver meu filho agredindo o outro menino, e mais chocada ainda ao vê-lo ser jogado no chão. Meu filho podia ter ficado paraplégico."



Casey diz ter pensado em suicídio
Vítima do bullying, Casey deu entrevista para o programa "A Current Affair", do Channel Nine, e conta que é vítima de ofensas e agressões dos colegas há mais de três anos. "Me chamavam de gordo e davam tapas na minha nuca", conta o adolescente na entrevista.

No momento mais dramático da entrevista, Casey Heynes diz que pensou em suicídio por conta do bullying. Falando sobre o vídeo popular, ele diz que pensou nos três anos de ofensas e na raiva acumulada, e decidiu se defender como pôde. As informações são do G1.


Cenas de bullying chocam, mas problema está mais próximo do que se imagina

Quando conhecemos Richard Gale não sabíamos o seu nome ou muito menos torcíamos por ele. Magro, cheio de energia e entusiasmado com a ideia de atingir um amigo, mais gordinho, no rosto (para a diversão dos colegas, que gravavam tudo com um celular), ele ganhou uma fama infeliz: ′bully`. O termo, em inglês, vem de bullying, que são perseguições e provocações constantes contra uma mesma pessoa, que, muitas vezes, acaba desenvolvendo traumas psicológicos, em especial quando se trata de jovens. A vítima em questão foi Casey Haynes, um jovem australiano de 16 anos, que virou ídolo de milhões de vítimas desse tipo de ato depois que reagiu, ainda que por meio da violência, a atirar o seu colega ao chão. Ambos os jovens falara sobre o assunto, pela primeira vez, em redes nacionais de televisão da Austrália na noite desta segunda-feira (21), com discursos de jovens problemáticos que poderiam facilmente ser traduzidos em seu vizinho, colega de escola ou mesmo filho, mesmo estando do outro lado do mundo.

Após ficar sozinho, depois de ser abandonado por oito amigos por ser gordo, Casey passou a ser perseguido na escola. Durante três anos relevou tudo que lhe era passado, até a semana passada. "Eu estourei. O joguei no chão com força. Não pensei em nada, apenas me defendi. Não me arrependo", afirmou em alguns trechos da entrevista ao programa australiano `A Current Affair`. No ponto alto da entrevista, o garoto loiro, de pouca expressão, diz que seu ponto mais baixo foi ter sido vendado e amarrado, com fitas adesivas, em um poste. "Pensei em suicídio. Não aguentava mais", revelou. No programa Today Tonight o responsável pelo seu tormento, Richard, chorava ao ouvir a mãe dizer que ninguém deveria se machucar mais com a história. "Ele me bateu primeiro. Também foi vítima de bullying, sei como é ruim", declarou, antes de se confundir se estava ou não arrependido da perseguição.

Segundo a tutora nacional de segurança pública, comissária Claudeny Espinelli, esse tipo de comportamento é mais comum do que se pode imaginar em escolas de todo o país. "É natural, e muito. Eles sofrem a perseguição e se escondem atrás desse lado mais `maléfico`, passando `para o outro lado`. É mais fácil. Ele não sabe a quem procurar, como se defender ou como fazer com que aquilo pare, então ele se lança a fazer outra criança sofrer", explica. Integrante do Núcleo de Prevenção Social à Violência, da Gerência de Proteção à Criança e ao Adolescente (GPCA), ela afirma que a implicância característica desse tipo de ação sempre existiu, "desde antes de Cristo", como classifica, a diferença, no entanto, são os efeitos cada vez mais devastadores desse tipo de discriminação, em tempos sociais em que as pessoas se conectam com o mundo inteiro, mas se encontram cada vez mais sozinhas. "Às vezes uma brincadeira, que na visão deles pode ser vista como comum, pode representar algo muito mais grave e causar danos às crianças. É preciso apostar na postura de pais e, em especial, de professores, que devem estar preparados para não bater de frente, não gritar, falar sempre com respeito e evitar conflitos. Muitos não levam a questão a sério e `empurram` o caso com a barriga", garante.

É na escola que esse tipo de violência se apresenta como mais comum. Em setembro do ano passado, uma situação bem semelhante à de Casey foi gravada em uma escola particular do bairro do Ibura, no Recife, e postado no YouTube. O cenário, com crianças gritando e hostilizando um colega em frente à lente de um aparelho celular, se repete, mas no caso, em vez de agressões físicas, havia questões morais envolvidas, obrigando o jovem I.P.S., de 12 ans, a engolir um refrigerante que supostamente havia sido cuspido. A trangressão encontra na internet o ambiente ideal para se propagar rapidamente, sob o preceito da impunidade, inspirada pelo anonimato virtual. Após denúncia do Diario, o vídeo foi retirado da página de vídeos, excluindo o conteúdo flagrante de abusos, mas não seus efeitos sob a criança. "Algumas provocações continuaram, mas no final do ano, o principal autor das `brincadeiras` se desculpou com meu filho e ele aceitou. Mesmo assim, pediu para sair da escola. Agora é que ele está começando a se enturmar, mas nos dois primeiros meses de aula no novo ambiente, ele ficou retraído, não conseguia se enturmar. Fui até chamada na direção por isso", disse. Até hoje, o inquérito aberto na GPCA continua em aberto.


Para defender as crianças desse tipo de violência, é preciso prevenir com informações e não hesitar na hora da denúncia. O Núcleo de Prevenção Social à Violência (Nuprev), da GPCA, oferece, diariamente, uma média de quatro palestras sobre bullying, atualmente o assunto mais procurado por escolas e empresas, ao lado de casos de violência contra a mulher. Além de instruir sobre a conduta ideal, a iniciativa também discute a postura que deve ser adotada pelos adultos e identifica os erros mais comuns que podem originar uma perseguição. Para solicitar uma palestra, basta entrar em contato com o Nuprev, pelo telefone 3184-3583, agendar a visita e, então, encaminhar ofício à Polícia Civil.

De acordo com o procurador José Lopes Filho, estudioso de crimes na internet do Ministério Público de Pernambuco, no campo da denúncia, quando o problema é registrado no campo físico, é possível denunciar por meio de uma unidade da GPCA, abrindo um inquérito simples. Para entrar em contato, as informações podem ser repassadas pelo telefone 3184-3579. Se o crime envolve a internet, o caso é mais complicado, mas o estado se faz valer de um acordo de cooperação mantido por Pernambuco, Rio de Janeiro e São Paulo com a Google, que permite tanto a retirada de materias postados na web do ar, quanto a identificação dos autores da postagem. A ouvidoria do MPPE também funciona com a coleta deste tipo de informação, por meio do telefone 3182-7000, mas o procurador afirma que o melhor, realmente, é investir no diálogo e na educação dos pequenos. "É importante até mesmo por questões de orientação, uma vez que o bullying provoca prejuízos graves, especialmente quando se está em formação de personalidade", finaliza.

Por Ed Wanderley

quinta-feira, 17 de março de 2011

Estudante reage a bullying e vira estrela da internet. Veja:

Má notícia: você provavelmente já foi, é ou ainda será zoado na escola.

Nesta semana, um vídeo que caiu na internet exemplifica bem esse tipo de bullying. Nele, colegas tiram onda com um garoto gordinho, identificado por sites estrangeiros como Casey, aluno de 16 anos num colégio australiano.

Agora, uma notícia melhorzinha: você não está sozinho. A maioria absoluta dos jovens já foi vítima de bullying. Em algum momento, alguém inventa um apelido maldoso, um motivo para te transformar em tiro ao alvo da galera.

Pelo que o vídeo abaixo mostra, Casey decidiu não cair na pilha e, de supetão, reagiu aos socos de um colega magrinho.



Pela brutalidade do revide, o garoto ganhou o apelido de "Pequeno Zangief" --referência a um lutador brutamonte do game "Street Fighter".

De vítima, Casey passou a estrela. O vídeo em que retruca o bullying se espalhou feito foguete pela internet. Até site ele ganhou.

Depois de assistir ao vídeo, você talvez tenha pensado: "Boa, Casey!". Foi essa, ao menos, a reação em massa dos internautas.

É importante saber lidar com as provocações. Dar o troco na mesma moeda, contudo, é incentivar a máxima "violência gera violência".

Cristiane Ferreira da Silva é mãe de um garoto de 13 anos, alvo de chacotas por cinco anos. No ano passado, ele "explodiu", segundo Cristiane, e partiu para cima dos agressores.

Ela condenou o comportamento do filho, mas acha que a culpa maior é da escola, que fechou os olhos para o bullying contínuo que um de seus alunos sofria.

"Diretor e professores têm de admitir que o bullying acontece dentro da escola. Precisam chamar o pai dos agressores e o pai do agredido. Não dá para falar que isso é brincadeira, que adolescente é assim mesmo", disse.

Cristiane processou a escola municipal em que seu filho estudava (a primeira decisão na Justiça foi favorável a ela). Desde o ano passado, ela é presidente da ONG Educar Contra o Bullying, em São Paulo.

JIU-JITSU

Em janeiro, o Folhateen trouxe uma reportagem sobre como aulas de jiu- jítsu têm servido de ferramenta antibullying (assinantes da Folha ou do UOL podem ler a íntegra).

Rosa Maria Macedo, da psicologia da PUC, fez uma ressalva à tática: "Treinar alunos para se defender com luta é estimulá-los a usar a violência física para combater a violência psicológica".

Já o psicólogo Miguel Perosa acha que a luta pode ser um recurso se o diálogo não funcionar. "A denúncia é o primeiro passo. Mas não há diálogo com quem espanca."

As técnicas do jiu-jitsu, defendem professores da arte marcial, pode ajudar o jovem a paralisar seu agressor, sem necessariamente machucá-lo depois. [Folha Online]



Garoto que agrediu vítima de bullying se defende na TV

RIO - A TV australiana levou ao ar na noite desta segunda-feira (21) uma entrevista com Ritchard Gale, um garoto de 12 anos cujo vídeo agredindo um colega de 16, Casey Haynes, ficou famoso no mundo todo. Casey, que é gordinho, alega ser vítima sistemática de bullying praticado por Ritchard e outros garotos do colégio. O agressor, por sua vez, diz que o vídeo não mostra "tudo o que aconteceu":
- Ele me agrediu primeiro - afirmou Ritchard, que alegou estar arrependido. - Ele está tentando se passar por vítima. Ele me empurrou, fiquei com muita raiva e fiz aquilo.
Também em entrevista à TV australiana, Casey contou que chegou a pensar em se suicidar devido às constantes zoações que sofria por ser gordinho. O garoto, que ficou famoso mundialmente como Zangief Kid , em alusão ao golpe estilo "pilão" do personagem do game "Street fighter", que aplicou ao se defender, falou que as agressões físicas e psicológicas aconteciam desde a segunda série do ensino fundamental.
- Fui colado num poste com fita adesiva. Colocaram a fita nos meus olhos e depois me colaram num poste - contou Casey, descrevendo o pior momento por que passou. - Pensei em suicídio.
Parentes de Casey também participaram da entrevista, que tem cerca de 12 minutos. Seu pai disse desconhecer que seu filho era vítima de bullying até a divulgação do vídeo e se emocionou ao ver a entrevista do garoto. Já a irmã mais velha foi quem ajudou a superar os momentos mais difíceis.




sábado, 30 de outubro de 2010

Geisy Arruda e a lição: "transformando o bullying em bom negócio"

Os efeitos do bullying podem ser graves e até fatais. Mona O'Moore do Centro Anti-Bullying no Trinity College em Dublin, escreveu: "Há muitas pesquisas que indicam que os indivíduos, se criança ou adulto, que constantemente sujeitos a comportamentos abusivos estão em risco estresse e doenças que pode às vezes levar ao suicídio. "

As vítimas de bullying pode sofrer a longo prazo, problemas emocionais e comportamentais. O bullying pode causar a solidão , depressão , ansiedade , levar à baixa auto-estima e aumento da susceptibilidade à doença.

"Em 2002, um relatório divulgado pelo Serviço Secreto dos EUA concluiu que o assédio moral desempenhou um papel significativo em muitos tiroteios em escolas e que os esforços deveriam ser feitos para eliminar o comportamento bullying."

Existe uma forte ligação entre o assédio moral e suicídio. Bullying leva a vários suicídios a cada ano. Estima-se que entre 15 e 25 crianças se suicidam a cada ano só no Reino Unido, porque eles estão sendo intimidadas.

Não precisamos nem dizer que ser vítima de bullying não é nada é legal? Não, não é. De jeito nenhum.Mas aí vem aquela de que toda regra tem excessão. E no Brasil, um dos casos mais famosos de bullying, o beligerante caso da Geyse Arruda que foi vaiada e acusada publicamente de imoralidade por centenas de colegas por usar um curto vestido rosa na faculdade. Arruda ganhou as manchetes depois deste incidente no dia 22 de outubro de 2009, no qual ela teve de ser escoltado pela polícia usando o mini-vestido. Ela vestiu um avental branco do professor e saiu em meio a uma saraivada de insultos e maldições.

Geyse Arruda em ensaio sexy para revista. 

Depois todo mundo sabe: Geisy Arrruda virou a “nova celebridade do Brasil”, a moça (modo de falar) decidiu lançar sua própria grife de vestidos curtos, foi contratada para ensaios fotográficos, participou com destaque da terceira edição do programa “A Fazenda” da Rede Record. A escalada de fama da aluna da Uniban não cessa. E dessa maneira, sendo alvo de bullying, Geisy Arruda de 20 anos de idade não pára de faturar.

"No meio da dificuldade", observou Albert Einstein, "reside a oportunidade." Algumas das melhores oportunidades geralmente se originam de problemas - o seu ou de outrem.

Bullying é assunto sério. Particularmente entendo que excessão só funciona com excessão. A Geyse é uma excessão. Sendo o bullying um ato de assassinato de caráter, quem disse que conseguiriam matar um fantasma. Aliás todos envolvidos no bullying de Geyse Arruda e em todos os bullyings , de carácter tinham apenas um pálido e infeliz espectro. Mas carácter pode ser pouco quando se pode ser feliz. Que bom que Geyse é uma desavergonhada e não fez como aquele rapaz americano, Tyler Clementi, que se jogou da ponte George Washington só porque foi filmado em intimidades com outro rapaz - num momento possivelmente feliz.

Redação TV Canal 7

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Justin Bieber diz que foi chamado de 'bicha' e quer lutar contra o bullying, mas agrediu criança de 12 anos

A cantora Demi Lovato também confessou que sofreu com esse problema na época da escola.
Ego


O cantor Justin Bieber, que está sendo acusado de agredir um garoto, quer emprestar sua história para a campanha anti-bullying. De acordo com representantes do cantor, Bieber foi xingado de "bicha" pelo menino que diz ter sido agredido.

Segundo informações do site "Socialite Life", o astro teen agora quer lutar contra a homofobia e o bullying para que isso não aconteça mais.

Demi Lovato também confessou que sofria bullying quando estava na escola. "Quando eu tinha 12 anos, eu sofria bullying. Eu acabei deixando a escola por causa disso", disse a cantora em entrevista ao site Hollywood.com. Lovato declarou que ainda está traumatizada pelos momentos ruins que viveu "Eu só me lembro dos tempos ruins."

Justin Bieber agrediu criança por ter sido chamado de “bicha”
Segundo o site TMZ, o ídolo teen Justin Bieber provavelmente irá público “na próxima semana”, para dizer que foi vítima de bullying homofóbico. Fontes disseram que seus assessores queriam manter os detalhes do incidente em segredo, mas o próprio cantor sentiu que era importante para as pessoas saberem o que aconteceu.

Justin Bieber foi acusado de agredir um menino de 12 anos de idade em um centro de laser tag em Richmond, Colúmbia Britânica, no Canadá na semana passada. Ele teria dito à polícia que ele só se defendeu depois de ter sido chamado de “bicha” pela criança. Algumas testemunhas no local, confirmaram sua história.

Pai do garoto agredido pelo cantor Justin Bieber durante jogo presta queixa na polícia
Os policiais confirmaram a denúncia após o alegado incidente de 15 de outubro.

Os problemas de Justin Bieber, acusado de agredir outro adolescente em um jogo de batalha a laser, no Canadá, na semana passada, está aparentemente longe de terminar.

Enquanto Bieber se recusou a fazer qualquer comentário sobre o assunto, o pai do menino de 12 anos que levou um soco do cantor, apresentou queixa formal contra o pop star, segundo relatos da Canadian Broadcasting Corporation.


O pai, cuja identidade está sendo mantida em segredo, um advogado de Vancouver, está determinado a prosseguir com as acusações em potencial contra Bieber e apresentou denúncia junto à Polícia Montada do Canadá.


De acordo com a Canadian Broadcasting, os policiais confirmaram a denúncia após o alegado incidente de 15 de outubro.


Bieber contou a polícia, no dia da agressão, que ele agrediu o menino para se defender. O motivo foi que o garoto o chamou de “bicha” e passou a atirar apenas no pop star, o que é contra o “código de honra” do jogo.


Fonte: OFuxico