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terça-feira, 19 de abril de 2011

Cana-de-açúcar pode resfriar a temperatura local, diz pesquisa

Canaviais brasileiros podem ajudar a diminuir temperatura em áreas que já foram desmatadas por outras culturas

A cana-de-açúcar já é utilizada para a produção de etanol, biocombustível que polui menos do que derivados de petróleo, por exemplo. Para aumentar ainda mais a moral da cana, cientistas do Instituto Carnegie, nos Estados Unidos, descobriram que o cultivo a planta também ajuda no resfriamento do clima local. A pesquisa foi divulgada na publicação Nature Climate Change.

O autor Scott Loarie e sua equipe usaram dados de satélite para monitorar os efeitos do cultivo da cana no cerrado brasileiro. Quando houve a conversão da vegetação nativa em pastagens ou outras culturas, a área ficou 1,6 ºC mais quente. No entanto, quando estas regiões desmatadas por outras culturas foram convertidas em plantação de cana, o clima local resfriou 0,9 ºC em média.

A explicação dos pesquisadores é que o vegetal reflete mais o calor do Sol, além de liberar vapor d' água mais frio e em maior quantidade do que outros tipos de plantação, o que diminui a temperatura em volta do canavial. Para chegar a essa conclusão, eles mediram temperatura, refletividade, perda de água da planta por transpiração e a perda de água do solo por evaporação.

Mas nada substitui a vegetação natural quanto ao resfriamento do ambiente. Os efeitos favoráveis reconhecidos na pesquisa estão ligados ao cultivo da cana em locais já desmatados e que foram ocupados anteriormente por outras culturas. A diminutição da temperatura não acontece quando em áreas cuja vegetação natural foi substituída por canaviais.


por Redação Galileu

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Temperatura e profundidade da água evitam decomposição de corpos do voo 447

Temperatura e profundidade da água evitam decomposição de corpos do voo 447

Expedição vai tentar recuperar as caixas pretas do avião da Air France.

Outro assunto que ficou em evidência esta semana: o resgate do avião da Air France que caiu na costa brasileira, dois anos atrás. O repórter Marcos Uchôa mostra os detalhes da expedição que vai tentar recuperar as caixas pretas do avião. 
Em 25 de março de 2011, parte do Porto de Suape, na costa brasileira, a quarta expedição tenta achar, no fundo do mar, os destroços do avião da Air France, quase dois anos depois do acidente. Era a última tentativa e os investigadores estavam preparados para ficar quatro meses procurando. Mas já no oitavo dia, encontraram o alvo, em um local um pouco ao norte da trajetória do voo.
Na escuridão do fundo do Oceano Atlântico, finalmente ficou claro o destino do avião. São milhares de fotografias tiradas pelo submarino, mas poucas foram divulgadas. Turbinas, trem de pouso, fuselagem.

No norte de Paris, fica a BEA (sigla que em francês significa o Escritório de Investigação e Análises). O diretor Jean Paul Traodec recebeu o Fantástico. Especialista do aspecto técnico do acidente, Traodec fica desconfortável quando se trata do assunto dos corpos achados junto ao avião. O número não foi divulgado.

Até hoje, 80% dos corpos das pessoas mortas não foram encontrados. Quantos ainda estão lá? E em que condições?

Destroços do avião encontrados no fundo do Oceano Atlântico
Traodec diz que a água está a 2ºC, e que a 3900 metros de profundidade quase não tem oxigênio que permita reações químicas para a decomposição dos corpos.

Ainda assim, a ideia de tirar as pessoas desse túmulo gelado é algo que para famílias na França e no Brasil é muito delicado. Traodec diz que eles não têm opção porque existe um processo judicial e que vão pegar todos os corpos que puderem pegar.

No Brasil, o líder da associação das famílias vítimas do acidente está resignado com essa decisão. “Algumas famílias, até por sentimento, achavam deveriam ficar lá no fundo do mar. Mas sabemos que não pode ser feito isso por causa da lei”, esclarece Nelson Faria Marinho, presidente da Associação Brasileira de Vítimas do voo 447.

Três navios foram pré-selecionados para essa última viagem que deve começar em duas ou três semanas. Um deles está atracado no Porto de Brest, na França.

O Fantástico foi conhecer o que faz um barco desses ser tão especial. O comandante explica que um cablier normalmente é um navio que coloca e conserta cabos submarinos utilizados para comunicação. E que, no mundo todo, só existem uns 30 com todos esses equipamentos. É fundamental ter um robô para fazer o trabalho no fundo do mar, cortar, pegar, recolher, tudo monitorado lá de cima.

O navio estava sendo carregado, e vários tripulantes disseram estar na expectativa de fazer esse trabalho. Mas, no dia seguinte, o governo francês escolheu outro barco, igual, por estar nas Ilhas Canárias, já mais próximo do local.

Cerca de 60 pessoas, entre tripulantes, peritos, médicos legistas e funcionários da polícia judiciária, vão participar dessa última expedição que deve demorar cinco semanas para completar todo o trabalho. Além do barco principal, haverá outro menor, da Marinha francesa, responsável por trazer para a França,o mais rápido possível, as caixas-pretas e todos os instrumentos mais importantes para a investigação.

Philipe de Hugues é chefe do laboratório que vai analisar as caixas-pretas. Ele explica que o nome ficou, mas que há décadas que elas são laranjas para serem mais fáceis de serem encontradas. São duas caixas, e o que importa são os cilindros. Em um, estão as últimas duas horas das conversas dos pilotos. No outro, os dados técnicos das últimas 25 horas de voo do avião.

Philipe mostra a gravação de uma aterrissagem normal. O que aconteceu com o voo 447 é o mistério que todos querem esclarecer. 
Fantástico 

domingo, 6 de março de 2011

Seu corpo pode prever condições meteorológicas.

Tem gente que pode sentir quando vai chover nos próprios ossos. Esse é o caso de Robyn Nichols, que tem artrite reumatóide desde os 2 anos e agora, com 37, é capaz de perceber uma mudança no tempo até dois dias antes que aconteça.

Apesar de alguns aspectos positivos, como sempre saber quando carregar um guarda-chuva, esse tipo de sexto sentido tem um preço: dores nas articulações e dificuldade de movimentação.

E o que faz as pessoas com a doença tão espertas em prever o tempo? Segundo especialistas, uma mudança repentina na pressão barométrica, ou o peso do ar, faz as articulações incharem.

Este inchaço é especialmente doloroso para as pessoas que sofrem de artrite, devido à quantidade de pressão e fluidos em suas articulações. Quando as articulações inflamam, qualquer fluido diminui a amplitude de movimento do doente.

Por exemplo, Robyn, que vive em Illinois, EUA, está acostumada ao frio, mas não a nevasca. Por causa de uma onda que atingiu recentemente o Centro-Oeste, ela não pode sair de casa por uns dias.

O tempo não tem efeito apenas nas pessoas com artrite. Alterações na pressão barométrica causam dor em pessoas que sofrem de sinusite, trombose venosa profunda (coágulos de sangue) e enxaquecas.

No caso das pessoas com sinusite, metade dos pacientes pode prever o tempo com base em quando eles começam a sentir dor. Começa com um pouco de dor facial, e pressão nos seios. Então as pessoas se tornam sensíveis à luz.

Segundo os médicos, embora a melhor opção de um paciente quando confrontado com uma enxaqueca induzida pelo clima seja apenas “enfrentar a tempestade”, existem medidas que as pessoas podem tomar quando sentem as dores. Por exemplo, não tomar atitudes que desencadeiam ou pioram enxaquecas, como tomar vinho tinto, não pular refeições, dormir regularmente, se hidratar e se exercitar regularmente.

Outra vítima do clima de inverno são as pessoas com osteoartrose. Em todos esses casos, muitas das pessoas que são negativamente afetadas por mudanças climáticas acreditam que se mudar para um local com clima mais constante vai ajudar a diminuir os sintomas.

Infelizmente, os médicos afirmam que não é tão simples. As pessoas geralmente se sentem melhor em temperaturas mais quentes, mas as tempestades podem acontecer em qualquer lugar.

No entanto, climatologistas afirmam que algumas regiões são mais favoráveis para as pessoas que vivem com doenças como artrite. Por exemplo, nos EUA, é muito incomum que um sistema de baixa pressão intenso atravesse o Arizona ou Novo México, que são protegidos por montanhas. E mesmo no verão, as maiores mudanças como furacões e tempestades tropicais estão suficientemente longe dessas regiões. Tudo isso oferece aos pacientes mais movimento e menos dor, o que pode sinceramente valer a pena. [CNN]