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domingo, 20 de maio de 2012

Hypertrichosis universalis. Com síndrome do lobisomem, irmãs procuram noivo

Excesso de pelos. Com síndrome do lobisomem, irmãs procuram noivo


Irmãs indianas que sofrem da síndrome do lobisomem querem um noivo e dinheiro para tratamento


As indianas têm a síndrome do lobisomem Foto: Reprodução / Daily Mail

alteração genética conhecida como síndrome de lobisomem é uma das mais raras do mundo - ocorre em uma pessoa a cada um bilhão. Mas afetou três mulheres de uma mesma família, na Índia. Por causa da doença, as irmãs Savita, de 23 anos, Monisha, de 18, e Savitri Sangli, de 16, são cobertas de grossos pelos da cabeça aos pés.
São seis irmãs, mas apenas três têm a doença Foto: Reprodução

As três moradoras de uma vila perto da cidade de Pune, herdaram a hypertrichosis universalis (nome científico da doença) do pai. Elas controlam o crescimento dos pelos com um creme especial. Mas esperam um dia ter dinheiro para pagar um especialista e fazer uma cirugia a laser.

As indianas precisam de dinheiro para fazer o tratamento a laser Foto: Reprodução Assim como grande parte das garotas na idade delas, as três também sonham, sem muitas esperanças, em se casar. “Não é provável.

Quem vai casar com alguém que tem pelos crescendo no rosto?”, diz Savita, a mais velha.

As três também querem se casar Foto: Reprodução


Segundo o jornal "Daily Mail", a hypertrichosis universalis é uma mutação genética rara. Células que normalmente inibem o crescimento de pelos em áreas como pálpebras e testa, passam a provocar o crescimento de cabelos nesses lugares. As indianas ainda possuem três outros irmãos que não têm a doença.

A cirurgia a laser custa R$12,3 mil por irmã. Para ajudar as três a pagarem a operação, o cineasta Sneh Gupta está planejando fazer um documentário sobre elas. E com a visibilidade que vão ganhar na telona,é possível até que consigam um noivo. Quem sabe?

Extra Online
extra.globo.com

sábado, 19 de maio de 2012

Garota britânica sobrevive com apenas 'meio' cérebro, diz jornal

Garota britânica sobrevive com apenas 'meio' cérebro, diz jornal



Rara doença levou à retirada de parte do órgão de Angelina Massingham.
Informações são do jornal 'Daily Mirror'.

A garota britânica Angelina Massingham vive com apenas meio cérebro, após médicos britânicos terem reduzido o órgão para conter o avanço de uma doença rara conhecida como síndrome de Sturge-Weber. A história é contada pelo jornal "Daily Mirror".


A doença danifica os nervos e faz os tecidos cerebrais calcificarem, ficando mais duros. Para conter a destruição do cérebro da garota, cirurgiões do Great Ormond Street Hospital, em Londres, "desligaram" o lado direito do órgão, cortando as conexões nervosas e retirando tecido.


Angelina Massingham, com os pais Stephen e Lisa.(Foto: Worldwide Features / Barcroft Media / Getty Images)


Segundo os médicos, o lado esquerdo do órgão conseguirá, com o tempo, desenvolver as funções do direito. Com isso, Angelina ainda teria condições de viver uma vida normal, porém sem os movimentos da mão esquerda.


A filha do casal Lisa e Stephen recebeu o diagnóstico com apenas 18 semanas de vida. Segundo a mãe, Angelina, agora com 1 ano de idade, sofreu várias convulsões antes de ser operada, mas nenhuma depois de ter o cérebro reduzido. Como agradecimento pela operação, Lisa já juntou 10 mil libras (cerca de R$ 27 mil).


G1



sexta-feira, 11 de maio de 2012

Síndrome do Pânico: o medo de ter medo


 Síndrome do Pânico: o que é e como tratar
Todo mundo tem medo de alguma coisa. Pode ser de ficar sozinho, de escuro, de cobra, de altura, de lugar fechado, de perder o emprego. O melhor é saber que ter medo é saudável. "É importante saber que todas as pessoas têm medo e que ter medo é saudável, pois é graças a ele que estamos vivos. A ansiedade ou o medo não é doença; fazem parte do nosso sistema biológico de sobrevivência. Entretanto, quando o medo é desproporcional a uma situação ou objeto, essa situação ou esse objeto passa a ser evitado, causando transtornos na vida pessoal, escolar ou profissional é chamado de fobia", explica o professor do Curso de Psicologia da Ufes
Elizeu Bortoli. 

O professor, em entrevista ao Vida Saudável, mostra como devemos lidar com a ansiedade generalizada. Ele explica o que é síndrome do pânico, como tratar e quem são as pessoas mais atingidas por esse mal.

O que é a síndrome do pânico?  

Transtorno da ansiedade é um grupo de problemas psicológicos que tem a ansiedade desproporcional como pano de fundo. O grupo é composto pela fobia específica (medo de alguma coisa, por exemplo, medo de dirigir), a fobia social (medo de gente), a ansiedade generalizada (medo da preocupação), o transtorno obsessivo-compulsivo (medo das consequências de fazer ou de ter feito algo), estresse pós-traumático (medo de lembrar ou reviver um trauma) e a síndrome do pânico (medo de ter medo).

As mudanças no organismo da pessoa indicam o diagnóstico da síndrome do pânico (é síndrome porque é um conjunto de sintomas). Caso essas transformações ocorram de forma repetida e inesperada e na ausência de doenças físicas (por exemplo, hipertireoidismo), pode ser um sinal de que a pessoa está diante de um quadro de síndrome do pânico: ritmo cardíaco acelerado ou palpitações no coração, suor excessivo, tremores, sensação de sufocamento e de aperto na garganta, dor no peito, enjoo, tontura, sensação de desmaio, sensação de estar fora da realidade, medo de perder o controle ou enlouquecer, sensação de formigamento, calafrios e medo de morrer.

Você já experimentou um ataque de pânico quando quase atropelou um cão no asfalto ou quando o ônibus em que estava foi invadido por um assaltante, por exemplo. A diferença entre o seu ataque de pânico e o transtorno do pânico é que no transtorno o ataque se repete e é seguido por uma preocupação persistente de ele se repetir, pois se antecipa uma consequência improvável: ter um ataque cardíaco ou enlouquecer. O "medo do medo" acaba exacerbando o medo: na tentativa vã de controlá-lo, ele se intensifica. Isto gera ataques espontâneos que parecem "vir do nada".

Quem pode ter a síndrome?

A origem do transtorno do pânico é múltipla, sendo que os aspectos psicológicos são os mais importantes no desencadeamento do transtorno. A ciência do comportamento aponta alguns fatores que podem predispor uma pessoa a desenvolver o transtorno do pânico: a ansiedade de ficar longe dos adultos na infância e a perda subida de pessoas que são o seu suporte na vida.


"O medo de morrer é um dos sintomas da síndrome do pânico ou do transtorno obsessivo-compulsivo e deve ser manejado como todos os outros"
Além disso, há indícios de que o transtorno do pânico é mais comum entre pessoas com familiares com o transtorno, personalidade dependente e com dificuldade de dizer não e fazer valer seus direitos interpessoais e entre aquelas que sempre tendem a interpretar o que acontece nos seus corpos como "catástrofes".

Segundo as pesquisas, quem tem entre 15 e 19 anos estaria na faixa de idade do início do transtorno do pânico. Quem tem mais de 30 anos estaria fora da incidência. É importante lembrar que a agitação das grandes metrópoles não tem relação com o transtorno do pânico, ao contrário do que se pensa, o transtorno é mais frequente em pessoas que residem na zona rural.

Quanto ao sexo, o que se sabe é que os transtornos da ansiedade têm ocorrência duas vezes maior nas mulheres e que a agorafobia (ou o medo de estar em lugares ou situações onde o escape seria difícil ou embaraçoso caso se tenha uma crise de pânico), que em geral acompanha o transtorno do pânico, acomete oito vezes mais as mulheres.

Tratamento

Na maioria dos casos, é necessário tratar o paciente com medicamentos (antidepressivos) aliados à psicoterapia, como mostra o site Pânico Nunca Mais!

A terapia comportamental e cognitiva é um dos tratamentos recomendados pela Organização Mundial de Saúde. Parte do tratamento envolve a análise e o contraponto entre as regras que o paciente usa para viver e as consequências dos acontecimentos.

A relação com o profissional de saúde deve gerar a convicção que ninguém morre de pânico. Isto é uma verdade confirmada nas consequências das ações. No caso do pânico, os sintomas têm relação com a sobrevivência e não com a morte.

Outra parte do tratamento, introduzida lentamente, envolve a aceitação do medo como parte da vida. Há técnicas para trazer ansiedade ao corpo e experimentá-la de outra forma. Trata-se de desaprender o medo aprendido de certas sensações corporais associadas com ataques de pânico.

Com relação às crises, elas podem aparecer sem nenhum motivo aparente, em diferentes fases da vida. Já sabemos que situações de grande estresse podem desencadear o início das crises, mas cada pessoa pode desenvolver a síndrome do pânico por razões muito distintas.


As crises podem durar apenas alguns minutos como também mais de uma hora, e costumam ser mais frequentes e violentas com o passar do tempo. O medo de novas crises acaba fazendo com que a pessoa evite uma série de situações associadas às crises (por exemplo, se a primeira crise foi num local fechado, ela passará a evitar lugares assim).

Com esse evitamento de situações que aparentemente favorecem o surgimento das crises, a pessoa sofre grandes limitações em seu cotidiano e atividades habituais, chegando, nos casos mais agudos, a ficar muitos meses e até anos sem sair de casa.

Acompanhe nesta terça-feira (26), a segunda matéria da série O Poder da Mente que irá falar sobre depressão.


Medo de ter medo. Conheça a Síndrome do Pânico

Três pessoas. Três casos distintos. Saiba como lidar com o problema. Ah, o melhor, esse mal tem cura. Veja como voltar a ser feliz

Primeiro caso. No trabalho era tudo tranquilo, mas quando ela chegava em casa e lembrava que estava sozinha, os males apareciam. Taquicardia, falta de ar e medo. Pensamentos ruins sobre a morte e mais um medo: o de morrer sozinha.

Segundo caso. O casamento foi bonito, mas apenas os pais, padrinhos, noivos e o padre estavam na Igreja. As portas permaneceram fechadas. Na festa, sim, os amigos.

Terceira história. Uma semana de angústia e sem conseguir dormir. Fechar os olhos a desesperava. Três mulheres diferentes, mas com um problema em comum: a síndrome do pânico. Mal que atinge duas vezes mais o sexo feminino do que os representantes do gênero oposto.


Síndrome do Pânico: o que é e como tratar

A intenção da estudante de enfermagem Helaine Rezende, 44 anos, era emagrecer. Mas o que ela ganhou foi uma crise de pânico. "Eu comecei a tomar um remédio para emagrecer, a sibutramina. O medicamento alterou a minha pressão arterial, passei a ter insônia e abalou meu sistema nervoso. O primeiro efeito foi a falta de sono, isso me deixava apavorada na hora de ir dormir. A cada dia que eu não tinha sono, aumentava minha angústia e medo. Cochilava, acordava e não conseguia mais dormir", lembra.

O apartamento se tornou pequeno para a enfermeira. "Apresentei um quadro de sudorese, a pressão subia, tinha vontade de andar em um lugar bem aberto. Não sou chorona, mas tinha muita vontade de chorar", descreve. "Na verdade isso aconteceu em uma semana. Eu já tinha tomado esse remédio e apenas no segundo mês que o efeito colateral apareceu. Procurei um médico e ele identificou a causa do problema. Assim que, eu parei de tomar o medicamento, os sintomas quase acabaram", conta.

E qual era a sensação? "É horrível, tinha muita angústia. Meu medo era de fechar os olhos, medo da escuridão. Talvez eu já estivesse passando por um quadro depressivo e não sabia", diz. Após o susto, ela tomou um remédio com orientação médica para regularizar o sono. Mas o medo não foi embora tão rápido. "Eu fiquei com esse medo por bastante tempo. Dizia para mim mesma que não era desse jeito e não foi necessário acompanhamento psicológico", acrescenta. Helaine não fez mais uso de remédio para emagrecer, recorreu a uma cirurgia bariátrica e hoje dorme sem problemas.


- gazeta online

Síndrome faz britânica vomitar sempre que fica animada com algo

Rio - Uma doença rara faz uma britânica vomitar cada fez que fica empolgada com alguma coisa. Sharon Wilson é mãe de duas crianças e foi diagnosticada com síndrome dos vômitos cíclicos (SVC) após quase dez anos de sofrimento.

Wilson, marido de Sharon, disse em entrevista ao jornal britânico Daily Mail que tiveram ocasiões em que sua mulher vomitou mais de 100 vezes por dia. Os ataques são "acionados" sempre que ela se anima com algum acontecimento ou situação.
Sharon já chegou a vomitar 140 vezes
em um dia | Foto: Reprodução Internet

Em uma viagem que o casal fez para Paris ela vomitou 140 vezes, não saindo do quarto do hotel por três dias. "Uma vez que começa, é como um relógio. Estou 'doente' a cada 10 minutos até que meu corpo não pode suportar mais e eu tenho que dormir", disse Sharon ao Daily Mail.

O mesmo aconteceu quando foram renovar os votos de casamento em Las Vegas, ela ficou o tempo todo na cama. "Deveríamos estar nos divertindo e eu estava com a cabeça enfiada dentro de uma privada", disse ela. Quando a cadela da família deu a luz a filhotes ela passou dois dias internada no hospital. Sharon confessou que sempre que se aproxima uma data especial ou tem algo previsto para o dia seguinte ela começa a sentir tonturas e calores. Sharon passou por uma bateria de exames até ser diagnosticada com a doença. Inicialmente, os médicos temiam que os vômitos fossem causados por um tumor. Depois de oito anos de testes constantes e varreduras do cérebro, ela finalmente foi diagnosticado com a síndrome.
A síndrome dos vômitos cíclicos geralmente atinge crianças que, ao crescerem, ficam curadas do mal. Há cerca de seis meses, Sharon Wilson começou a tomar um medicamento antidepressivo. Quando ela começa a sentir os primeiros sintomas, toma também um leve sedativo. Desde então, ela não teve nenhum ataque de vômito.
 O Dia

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Síndrome de Leber. Doença rara deixa gêmeos cegos


Gêmeos relatam drama de perder a visão repentinamente por doença rara
Os britânicos Daniel e Michael Smith, de 20 anos, têm síndrome de Leber, que afeta apenas 150 pessoas no país.


Os gêmeos britânicos Michael e Daniel Smith, de 20 anos, estavam começando a vida universitária, quando repentinamente começaram a perder a visão.

Eles sofrem de uma rara doença genética incurável, a síndrome de Leber, que causa a morte das células no nervo ótico, impedindo o envio de informações entre os olhos e o cérebro.

Michael foi o primeiro a perceber que havia algo errado, logo depois da semana de calouros da escola de medicina que havia decidido cursar.
Gêmeos britânicos Michael e Daniel Smith, de 20 anos, perderam a visão no início da faculdade. (Foto: BBC)

"Um dia, eu não conseguia mais ver os rostos das pessoas, ou as palavras na tela do projetor. A partir daí, a cada manhã, minha visão ficava muito pior. Em duas ou três semanas, perdi de 80 a 90% da minha visão", disse Michael à BBC.

Seu irmão gêmeo recebeu a notícia com surpresa. "Michael e eu fomos inseparáveis por 19 anos até que nós dois saímos de casa para começar a universidade. Aí, apenas uma semana após nos separarmos, ele me telefona para dizer que algo estava estranho, ele não conseguia reconhecer as pessoas e não sabia o porquê", contou Daniel.


"Aquela conversa ainda me assombra. Os médicos acharam que ele tinha um tumor no cérebro, mas depois diagnosticaram a doença genética."

"Nuvem negra"
Daniel foi então informado de que, devido ao fato de eles serem gêmeos idênticos, ele tinha 60 a 70% de chance de também sofrer uma perda de visão.

"Foi muito difícil saber que uma nuvem negra estava pairando sobre a minha cabeça nos dois primeiros anos de universidade (de engenharia aeronáutica, em Bristol). Pelo menos agora, me sinto aliviado por saber onde estou", diz ele, que viu sua visão se deteriorar nos últimos três meses.

A síndrome de Leber normalmente se manifesta na adolescência ou juventude, mas em casos raros pode aparecer na infância ou mais tarde na vida adulta. Por razões desconhecidas, a doença aparece com mais frequência em homens que em mulheres.
Devido a sua raridade - apenas 150 pessoas sofrem da doença na Grã-Bretanha -, não há muitos estudos sobre a síndrome.

Bicicleta
Apesar das dificuldades causadas pela cegueira, os irmãos decidiram continuar seus estudos, mas Michael precisou abandonar a medicina para se dedicar à geografia, na Kings College London.

"Dez anos atrás, teríamos de abandonar a universidade, mas hoje há programas de computador e recebemos apoio para alunos com deficiências, então contamos com ajudantes durante a aula", disse Daniel à BBC.

Os gêmeos também vão pedalar 570 quilômetros, de Londres até Amsterdã, na Holanda, juntamente com outros ciclistas para arrecadar dinheiro para a ONG Blind in Business, que os ajudou desde o diagnóstico.

"Perder a visão tão jovem e ver meu irmão perdê-la também tornou necessário um processo intensivo de reabilitação, funcionalmente e emocionalmente, que colocou muita pressão na família."

"O desafio de bicicleta é nossa forma de dizer 'obrigado' pela ajuda."


Da BBC



Família brasileira é referência mundial para pesquisa inédita sobre doença rara que provoca cegueira

Cientistas brasileiros, americanos e italianos pesquisam em 300 membros da mesma família as causas e possíveis fatores de prevenção da Síndrome de Leber


Pesquisadores da Universidade Federal de SP (Unifesp), das Universidades da Califórnia e Milão uniram forças para realizar um projeto de pesquisa e descobrir a causa de uma doença que provocou cegueira em 30 parentes, em sete gerações de uma mesma família no Brasil.

A doença genética é chamada de Síndrome de Leber, e é transmitida da mãe para os filhos. A família capixaba Moschen, que reside em Colatina, ES, reúne o maior número de portadores do mal de que se tem notícia.

A missão, chefiada pelos cientistas Alfred Sadun (EUA) e Rubens Belfort (SP), conta com o patrocínio da Allergan.

Os cientistas querem entender porque alguns portadores do gene defeituoso ficam cegos e outros não, e se fatores ambientais influenciam no surgimento dos sintomas.

A pesquisa pode trazer a curto prazo um profundo conhecimento sobre a doença. O grupo recebeu Alphagan P - solução oftálmica para o tratamento de glaucoma que chega este mês ao Brasil - para testar sua capacidade de neuroproteção, que evita a perda do campo visual.

'É muito provável que substâncias úteis nesta doença também se apliquem para evitar a cegueira causada pelo glaucoma, já que as lesões no nervo óptico são semelhantes e a neuroproteção pode ser ainda melhor na Doença de Leber', destaca Belfort.

O que motivou a pesquisa foi a luta de Maria Odete Moschen para devolver a visão ao filho e para desvendar o mistério da Neuropatia Óptica Hereditária de Leber (NOHL), doença que atinge membros de sua família há mais de um século.

O filho de Maria Odete, Pedro Henrique, apresentou aos 14 anos os sintomas da Síndrome de Leber. Inconformada, ela pesquisou exaustivamente a Internet e acabou encontrando a International Foundation of Optic Nerve Diseases (Ifond), uma organização da Califórnia destinada ao estudo das doenças do nervo ótico.

Maria Odete entrou em contato com a fundação, que apoiou a vinda de cientistas americanos para o Brasil a fim de estudar a rara doença.

A equipe rumou para Colatina, ES, onde examinou cerca de 300 pessoas do ramo materno da família de Maria Odete. Durante duas semanas, eles fizeram exames epidemiológicos, neuro-oftalmológicos e de biologia celular, levantando informações para subsidiar as pesquisas sobre a NOHL.

Em dezembro, os cientistas voltam ao Brasil com mais informações e conclusões sobre a doença e, quem sabe, com algum sinal de cura.

'Já conseguimos levantar dados que sem dúvida são originais e inéditos mostrando a importância dos pacientes evitarem o consumo de certas substâncias como o cigarro, por exemplo. Também já temos o maior banco de dados genéticos sobre a Síndrome de Leber, o que sem dúvida nos ajudará num futuro próximo a identificar formas de preveni-la', comenta Rubens Belfort, da Unifesp.

A medicina acreditava que a Síndrome de Leber se manifestasse exclusivamente em homens. No entanto, das 30 pessoas da família Moschen que apresentaram o problema cerca de um terço são mulheres.

De acordo com Maria Odete eles perderam a visão em menos de 3 dias e tinham, na ocasião entre 10 e 30 anos.

A doença, que ainda é pouco estudada devido a sua raridade, foi identificada também em países como Inglaterra e Austrália, mas de acordo com os médicos, a família Moschen é, por ser mais numerosa, a que mais apresenta pessoas com o problema, sendo, portanto importante fonte de pesquisa.

A saga da família Moschen é narrada por Maria Odete no livro A trajetória de um sangue. No livro ela relata a história da família a imigração italiana no Brasil, com a chegada da bisavó Maria Franchi, em 1895, e a disseminação da Síndrome de Leber entre as 7 gerações da família.
(Assessoria de Imprensa da Unifesp)


domingo, 24 de julho de 2011

Síndrome de Kleine-Levin. Bela Adormecida verdadeira passa 22 horas por dia na cama

Bela Adormecida verdadeira passa 22 horas por dia na cama
Louisa Ball tem síndrome de Kleine-Levin, ou SKL, uma doença que não tem cura. Depois de dias de sono, ela acorda sem se lembrar de nada, cinco quilos mais magra e com muita fome.



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A Bela Adormecida existe e chama-se Louisa. Tem 17 anos, parece uma princesa e dorme. Se nós contamos as horas de sono, a inglesa Louisa Ball conta o sono em dias. Dias e mais dias de uma adolescência que ela quase não viu passar.

A Bela Adormecida de verdade não vive em um castelo, e, sim, em uma casa comum, perto do mar, no sul da Inglaterra. O sono não foi provocado por nenhuma bruxa, e, sim, por uma doença rara. E a diferença mais importante é que, na vida real, o conto de fadas às vezes parece um pesadelo.

Tudo começou três anos atrás. Depois do que pareceu uma gripe normal, a menina tranquila se transformou: virou agressiva, xingava os pais. A mãe conta que não a reconhecia: "Parecia uma outra menina", ela diz.

Louisa só se acalmava dormindo. Até hoje, as crises de sono duram de uma a duas semanas e não adianta ninguém chamar.

Ela passa 22 horas por dia na cama. Depois: comida, xixi e cama de novo. Acorda sem se lembrar de nada, cinco quilos mais magra e com uma fome! O pai conta que o apetite da filha também parece fora do normal: “Ela come um pacote inteiro de biscoitos, cinco ou seis pacotes de batata frita. Tudo o que está ao alcance das mãos”.

No início, os pais não sabiam o que fazer. Richard Ball conta que levou a filha ao hospital da cidade, mas os médicos não tinham ideia do que se tratava. Ele diz: “Passa tudo pela cabeça de um pai, e eu me perguntava, será que minha filha usou alguma droga?”.

Até que, depois de muita busca, um hospital de Londres chegou ao diagnóstico: síndrome de Kleine-Levin, ou SKL, uma doença que não tem cura.

O médico brasileiro Leonardo Fontenelle é especialista no assunto. Ele diz que a SKL é rara e uma bela adormecida, raríssima. "A síndrome de Kleine-Levin é muito mais frequente em adolescentes e existe um acometimento preferencial de adolescentes do sexo masculino. A taxa, a razão homens-mulheres, é mais ou menos de 4 para 1, ou de 2 para 1, dependendo dos estudos”.

A doença é tão rara que um dos maiores problemas dos médicos é a falta de pacientes para estudo, mas a ciência já tem algumas hipóteses. Uma das teorias mais consistentes seria de que existiria uma disfunção em uma estrutura do cérebro conhecida como hipotálamo, que é uma estrutura envolvida com as funções neuro-vegetativas, incluindo aí, o sono, as funções sexuais ou mesmo o apetite.

Entre uma crise de sono e outra, Louise tem uma vida normal, que inclui dormir de noite e ficar acordada de dia, como a maioria das pessoas.

Os estudos mostram que a doença desaparece sozinha depois de 10 ou 12 anos. Mas um período crítico da vida está passando, sem que ela possa notar. Louise diz: “Já perdi feriados em família, aniversários e outras festas”.

Além disso, já perdeu provas de fim de ano na escola e competições do que ela mais ama: o balé. Mas depois de uma semana de sono, pelo menos, ela acorda renovada.

Na Inglaterra, Louise é chamada pelos jornais de "a verdadeira Bela Adormecida". Só para lembrar a história: no mundo da fantasia, uma linda princesa cai no feitiço de uma bruxa malvada, espeta o dedo em um fuso e é condenada a um sono que vai durar 100 anos. Até que um príncipe encantado aparece e quebra o feitiço com um beijo.

Louise não se incomoda em ser comparada com a princesa dos contos de fadas. Ela quer divulgar a SKL, para quem sabe, ajudar a encontrar a cura da doença.

A história dessa Bela Adormecida não começou com "era uma vez", mas pode terminar com um "felizes para sempre".

Fonte: Site do Fantástico

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Chace Crawford, um gato com Distúrbio de Déficit de Atenção?

Chace Crawford questionou um diagnóstico da infância em que ele foi rotulado como portador de Distúrbio de Déficit de Atenção (DDA)

Falando com o Evening Standard, o ator de Gossip Girl admitiu que acha que pode ter sido " prescritas" drogas estimulantes para tratar a doença enquanto crescia.

"Eu não sei, mas eu não acho que tenho DDA. Agora estou muito mais interessado em conhecimento e aprendizagem", explicou.

"Eu vejo um monte de documentários e notícias, eu tenho um fome para isso. Quando pequeno eu estava mais interessado em devaneios e amigos."

Ele acrescentou: "Eles exageraram de prescrever esse material. [Mas] se era bom eu tomei um pouco de medicação, você sabe? Para facilitar meu trabalho escolar."

O Que é transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade?
O transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) é freqüente tanto em crianças e adolescentes como em adultos, é uma condição de base orgânica, relacionada ao mau funcionamento do córtex cerebral. Seu quadro sintomático pode ser dividido em três áreas, a atenção, o controle dos impulsos e a atividade motora.

Nas crianças o sintoma mais evidente é o comportamental, tendo como resultados, muitas vezes, o mau desempenho escolar, repetências, expulsões e suspensões escolares, relações complicadas com familiares e colegas, desenvolvimento de depressão, baixa auto-estima e ansiedade. Muitos destes problemas podem ser driblados quando seus professores e familiares são orientados a proceder de uma maneira mais satisfatória.

A característica fundamental do déficit de atenção é a falta de constância em atividades que exigem atenção. A desatenção, a hiperatividade e a impulsividade são seus aspectos essenciais. O que evidencia a desatenção é a dificuldade de se ligar em detalhes, errar por descuido em atividades escolares, não manter a atenção em jogos e brincadeiras.

Correr, escalar, falar em excesso e em situações inapropriadas, balançar mãos e pés continuamente são características da hiperatividade. A característica da impulsividade são as respostas dadas antes que a pergunta seja completada e dificuldade de esperar a vez, interrompendo a atividade do outro.

Patrícia Lopes
 Brasil Escola

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Síndrome de Lobisomem. Você sabe o que é?

Síndrome de Lobisomem ( hipertricose Lanuginosacongênita)
Freqüência: 40-50 casos documentados em todo o mundo desde sua descoberta. A incidência natural (sem contar os casos familiares) é estimada em um caso entre 1 a 10 bilhões de habitantes.

Causa: Desconhecida. Alguns cientistas afirmam que é causada por uma mutação com herança autossômica dominante. A maioria é causada por herança familiar e, muito raramente, a mutação ocorre espontaneamente.

Descrição: Pessoas que sofrem com isso ficam totalmente coberto de pêlos, exceto nas palmas das suas mãos e pés. O comprimento máximo documentado do cabelo é de cerca de 25 centímetros.

A lanugem é o cabelo fino (como se fosse uma penugem) que aparece nos recém nascidos e que desaparece normalmente depois do primeiro mês do nascimento. As pessoas que padecem desta forma de doença a lanugem persiste e pode crescer durante toda a vida ou desaparecer com os anos.

Ainda durante a gravidez, o feto é coberto com a lanugem que deveria cair durante o oitavo mês de gestação, mas continua a crescer. Os pêlos ficam escuros e permanecem após o nascimento.


A história do menino Lobo

Pruthviraj Patil sofre de Hipertricose Lanuginosa Congênita que provoca com que seu corpo fique coberto de pelo desde seu nascimento. Roga a especialistas do mundo que o ajudem a ter uma vida normal.


- "Os médicos não têm respostas", destacou o jovem desalentado. Há anos que ele luta por terminar com sua rara condição genética. Depois de intensos tratamentos e até laser, seu estado permanece o mesmo.

- "É muito difícil quando saio do bairro onde moro e encontro com pessoas que não me conhecem"", confessou Pruthviraj, que é vítima de deboches e maus tratos. Até sua família teve problema em aceitá-lo.

- "Por que Deus nos fez isto?", pergunta Anita, sua mãe. "A todo lugar que vamos, parece um circo, todos querem vê-lo.".

Cansado desta condição, o menino suplica aos especialistas do mundo que o ajudem. Pede para que encontrem uma solução a sua situação, informou o diário britânico Telegraph.

Pese a esta condição, Pruthviraj tenta levar uma vida normal. Tem amigos na escola e destaca-se nos esportes, principalmente no futebol.

- "No início todos riam de mim. Mas agora sou só mais um", assegura o menino.

Você conhece a síndrome de Alice no País das Maravilhas?

Síndrome de Alice no País das Maravilhas

Também conhecida como despersonalização, é uma desorientação neurológica que afeta a percepção visual humana. Os pacientes percebem outras pessoas, animais e objetos inanimados como menores do que são em realidade. Geralmente o objeto percebido parece estar bem longe e extremamente próximo ao mesmo tempo. Por exemplo, o cão da família pode aparentar o tamanho de um rato ou um carro normal do tamanho de um de brinquedo. Isso leva a uma forma específica da condição chamada Visão Lilliputiana ou Alucinações Lilliputianas, nomeadas por causa das pequenas pessoas nas viagens de Gulliver, de Jonathan Swift. O problema é exclusivamente de percepção, a mecânica dos olhos não é afetada, apenas a interpretação feita pelo cérebro das informações que passam por eles.