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quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Diretor ameaçado com faca por Chay Suede é demitido da Record


Diretor ameaçado com faca por Chay Suede é demitido da Record
A manifestação explícita de desrespeito aconteceu durante a gravação da festa de aniversário da personagem Alice
Chay Suede desrespeitou Guivelder numa
gravação e foi repreendido por ele

Direção da Record se dobra à arrogância do elenco jovem de "Rebelde". A emissora afastou o diretor Daniel Guivelder. Com isso, segundo o jornal "O Globo", o clima no estúdio está "irrespirável".

Só para lembrar: na véspera, o ator Chay Suede desrespeitou Guivelder numa gravação e foi repreendido por ele. O episódio envolveu até uma faca empunhada pelo ator.

A manifestação explícita de desrespeito aconteceu durante a gravação da festa de aniversário da personagem Alice. A turma do "deixa-disso" acabou acalmando os ânimos.

O comportamento do ator não foi algo isolado. Segundo o jornal, o elenco jovem da novela é apontado como um centro de atitudes arrogantes. Elas são toleradas pela direção da Record pois, embora a audiência da novela seja baixa, os shows da banda são lucrativos. [Fonte: SOFTNEWS]



Chay Suede e Lua Blanco podem ir para a Globo

Estrelas da novela "Rebelde", da Record, Chay Suede e Lua Blanco andam espalhando nos corredores dos estúdios RecNov, em Vargem Grande, no Rio, que têm convite da Globo para trocar de emissora. O contrato dos atores - e dos outros quatro protagonistas (Sophia Abrahão, Mel Fronckowiak, Micael Borges e Arthur Aguiar) - vence agora em dezembro.

Consta que Micael e Mel já renovaram, antecipadamente, seus vínculos com o canal. Sophia e Arthur estão negociando, mas Chay e Lua nem sentaram para conversar com a direção.

A trama adolescente vai ao ar até o fim de novembro, quando dará seu horário para um edição de verão do reality show "A Fazenda" só com anônimos e com apresentação de Rodrigo Faro. A novela substituta, "Patinho Feio", só estreia depois do Carnaval. [Jornal do Brasil]


 Lua Blanco e Chay Suede

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Vídeo. Ator da Record, Marcos Pitombo se recusa a desligar celular e é preso em avião.

Ator da Record, Marcos Pitombo se recusa a desligar celular e é preso em avião. Vídeo

A cantora Preta Gil, que estava no mesmo voo, presenciou a cena e contou no Twitter

Marcos Pitombo foi preso neste domingo (13). O ator, no ar como Lucas da novela "Vidas em Jogo", se recusou a desligar o celular dentro do avião durante um voo proveniente de Manaus com destino ao Rio de Janeiro.
Preta Gil, que estava no mesmo avião, presenciou a cena e contou no seu Twitter. "O ator que está a bordo se recusou a desligar o celular e voltamos a Polícia Federal o retirou do avião! Bapho", escreveu a cantora.

Com o atraso no voo, devido a recusa do ator em desligar o aparelho, os passageiros aplaudiram o momento em que Pitombo foi tirado da aeronave pela Polícia Federal."Voo 3765 Manaus - Rio 8 horas de pura emoção !!! Fim da Novela com 1 eliminado no meio do caminho!!", postou Preta em seu Twitter.

‘O voo atrasou e eu estava tranquilizando a minha mãe’, defende-se ator expulso de avião

Convidado a se retirar de um avião pela Polícia Federal, neste domingo, ao ser pego falando ao celular, o ator Marcos Pitombo deu sua versão sobre o incidente. "O voo atrasou muito e eu estava tentando tranquilizar minha mãe que me aguardava há duas horas no aeroporto do Rio. Não me recusei a desligar o celular, apenas pedi para terminar a ligação ao ser chamado atenção pela aeromoça".

Pitombo, que está no ar como Lucas da novela "Vidas em Jogo" e já participou de "Malhação", estava em um voo proveniente de Manaus com destino ao Rio. Segundo o ator, o avião teve que arremeter em Belo Horizonte o que atrasou ainda mais o voo. Ao aterrissar no aeroporto Confins, o ator ligou para a mãe.
"Sei das regras. Qual seria o meu objetivo em seguir com o aparelho ligado? Houve um exagero da aeromoça. Ela avisou imediatamente ao comandante que me jogou contra os passageiros pelo autofalante e chamou a polícia sem apurar os fatos", critica Pitombo, lembrando que vários passageiros filmaram o ocorrido pelo celular. “As regras não são as mesmas para todos?”, indaga. O ator pretende processar a companhia aérea por danos morais.

Preta Gil, que estava no mesmo avião, presenciou a cena e comentou no Twitter. "O ator que está a bordo se recusou a desligar o celular e voltamos. A Polícia Federal o retirou do avião! Bapho", escreveu a cantora.

No vídeo, os passageiros aplaudem no momento em que o ator é tirado da aeronave pela Polícia Federal.


Assista ao momento da prisão




GAZETA ONLINE
extra.globo.com

terça-feira, 21 de junho de 2011

Datena e Gugu fingem ser amigos na Record

Anteontem, o apresentador José Luiz Datena teve de ser anunciado no "Programa do Gugu", com honras de nova estrela da Record. No ar, Gugu e Datena bancaram bons amigos, mas a Folha apurou que houve resistência nos bastidores.

A informação é da coluna Outro Canal, assinada por Keila Jimenez e publicada na Folha desta terça-feira (21).

Em 2003, Datena disse ter "nojo" de Gugu no ar após a falsa entrevista de integrantes do PCC (Primeiro Comando da Capital) ao "Domingo Legal" (SBT). Marcelo Rezende, hoje na Record, é outro que detonou Gugu na época.

Eduardo Knapp/Folhapress/Divulgação
Gugu e Datena, agora colegas de emissora, fingiram ser amigos no domingo

Folha

terça-feira, 14 de junho de 2011

Igreja Universal deu R$ 480 milhões à Record em 2010

O programa Ooops!, do UOL (empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha), obteve um estudo inédito que mostra qual é o verdadeiro montante das contribuições da Igreja Universal no faturamento da TV Record. Segundo o estudo, sigiloso, a ordem evangélica comandada por Edir Macedo, dono da Record, colocou em 2010 exatos R$ 480 milhões nos cofres da emissora.

Isso equivale a cerca de R$ 40 milhões por mês, que vem a ser o preço pago pela Universal para ocupar o espaço das madrugadas. Apesar desse reforço de caixa, balanço anual da Record, publicado no "Diário Oficial Empresarial" do último dia 31 de maio, informa que a emissora registrou prejuízo de R$ 1,7 milhão no ano passado.

Procurada, a Record não quis se manifestar sobre os dados desta reportagem.

A Record não é a única emissora que vende faixas de sua programação para terceiros, em especial, igrejas. Tampouco é a única que vende horário para a Universal. A igreja também loteia horários na Gazeta e já tentou comprar espaço até no SBT, sem sucesso.

O resultado de R$ 1,7 milhão de prejuízo não inclui toda a Rede Record e suas afiliadas, bem como o jornal "Folha Universal", da igreja de Macedo. O número do balanço engloba as praças São Paulo, Rio e Sul do país.

RICARDO FELTRIN
DE SÃO PAULO

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Ibope de Gugu deflagra crise na Record

O horário nobre de domingo foi catastrófico para a Record e desencadeou uma crise sem precedentes na emissora. Motivo: o fraco ibope obtido pela maior estrela da casa, Gugu Liberato.

Segundo a coluna, há pelo menos um mês são ouvidas queixas cada vez mais altas de bispos da Universal, em cargos de direção na emissora, sobre o desempenho de Gugu.

Ontem, a crise subiu de tom ainda mais. Isso porque a Record mudou o horário do programa, que começou perto das 21h. Também houve investimento e muita divulgação de um novo quadro, no qual o apresentador bate á porta de uma casa e presenteia o morador com R$ 250 mil.

O resultado, no entanto, ficou muito aquém das expectativas e durante boa parte do programa Gugu, segundo dados prévios de audiência, ficou em quarto lugar no ibope, atrás de Globo, SBT e Rede TV, respectivamente com 21, 12, 10 e 8,4.

Há críticas sobre alguns quadros, como o que tinha Simony, Mara Maravilha e Sergio Malandro como "jurados". Esse quadro já saiu do ar.

Gugu foi contratado no ano passado, com salário divulgado de R$ 3 milhões mensais, e desde que estreou tem sofrido críticas por causa do ibope.

folha.uol.com.br

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Em estreia na Record, Gugu comete gafe, mas bate SBT


Em estreia na Record, Gugu comete gafe, mas bate SBT
Divulgação

A estreia de Gugu Liberato, neste domingo (30), na Rede Record até foi animada, mas não teve muitas novidades. Em um palco amplo, cheio de dançarinas e com um grande telão ao fundo, o apresentador fez concurso de dança, construiu casa, promoveu reencontros e surpresas.
Mas foi o suficiente para vencer a antiga casa, o SBT. Mesmo enfrentando o ex-patrão Sílvio Santos em boa parte do horário em que foi exibido, o "Programa do Gugu" ganhou no Ibope. Segundo dados preliminares, a Record garantiu o segundo lugar com média de 16 pontos, atrás da Globo (23). Já a antiga casa do apresentador ficou em terceiro, com 8 pontos de média. Em alguns momentos, Gugu chegou a liderar.
"Eu quero agradecer a confiança que a direção a Rede Record depositou em mim. Eu também quero agradecer aos profissionais que me receberam de braços abertos e aos profissionais com quem eu trabalhei nestes 35 anos de carreira", disse o apresentador, no início da atração.
O programa ao vivo começou com uma apresentação do Blue Man Group, um trio de músicos que tira sons de objetos inusitados, como canos de PVC. A performance animou a platéia, mas Gugu cometeu uma pequena gafe.
"Só aqui no 'Domingo Legal' você vê o Blue Man", falou. Ao perceber o engano o apresentador riu e se corrigiu. Parece que ele ainda não se desvencilhou do antigo trabalho. Além do formato, alguns quadros do "Programa do Gugu" também acompanham o apresentador, como o "Esta Nota Vale uma Nota".
O novo contratado da Rede Record também realizou uma competição de dança e convidou Bruno Ferrari, Gisele Itié e Carlinhos Silva para julgarem as apresentações. No entanto, a participação do humorista guardava mais uma surpresa.
O pai de Carlinhos, o qual o comediante não via há cerca de 20 anos, foi levado ao palco para um reencontro. Aparentemente, o interprete do personagem Mendigo não ficou muito feliz com a aparição de seu pai.
Gugu chegou a questionar o homem sobre as agressões que Carlinhos sofria durante sua infância, mas ele negou tudo. Já o humorista disse que superou tudo o que passou e pareceu não acreditar nas afirmações do pai.
"Depois que o senhor sumiu eu apanhei muito. E eu agradeço a todos que me bateram porque eu aprendi muito com isso", disparou.


entretenimento.br.msn.com/famosidades

terça-feira, 19 de maio de 2009

As barraqueiras e os brucutus do fim de tarde na TV

Os fins de tarde na TV viraram – mais uma vez – um festival
de sensacionalismo. Para subirem na audiência, as emissoras
descem a ladeira da exploração da miséria humana


Marcelo Marthe

Dois meses atrás, ao decretar o fim da revista de variedades Olha Você, que o SBT vinha exibindo sem sucesso no fim da tarde, Silvio Santos pontificou: era impossível competir naquele horário com uma atração amena. Ele estava frustrado porque sua emissora se via acossada pela Bandeirantes, que volta e meia a ultrapassava no ibope da Grande São Paulo com os telebarracos de Márcia Goldschmidt e o policialesco Brasil Urgente, de José Luiz Datena. Desde o último dia 4, Silvio contra-ataca com a mesma moeda. Às 16h30, colocou no ar uma versão reformulada do Casos de Família. O programa, que antes abordava conflitos familiares num tom de autoajuda, ganhou uma nova apresentadora, Christina Rocha, e agora investe nos telebarracos de forma até mais radical que Márcia. Às 17h30, Christina entrega o bastão a Carlos Massa, o Ratinho – que, depois de dois anos de geladeira, está de volta num programa que une seu humor chulo ao jornalismo popularesco. É uma resposta a Datena. As estreias de Ratinho e Christina levantaram a audiência do SBT nos primeiros dias. Mas a disputa segue indefinida. O que já se pode afirmar é que, como vem ocorrendo na TV brasileira desde os anos 90, mais uma vez os fins de tarde passam por um dos seus mergulhos cíclicos na lama. Com problemas crônicos de ibope nessa faixa de horário, a Record deverá ser a próxima a abraçar a tendência: entrará na refrega com um novo programa capitaneado pelo apresentador Geraldo Luís.

Na área dos telebarracos, a competição se dá entre uma veterana e uma novata. Márcia Goldschmidt exercita-se nesse tipo de programa desde o fim dos anos 90, quando despontou num show do SBT em que lavagens de roupa suja entre parentes ou casais resultavam, quase sempre, numa troca de sopapos. A certa altura, isso começou a afugentar anunciantes – e o Ministério Público passou a pressionar contra a baixaria. Então Márcia, que está sempre em busca do aperfeiçoamento ("Aliso os cabelos, faço luzes, pus silicone nos seios e me amarro num Botox", diz), suavizou seu estilo. Ela ainda torna públicos os desencontros afetivos de pais e filhos, homens e mulheres, às vezes com a ajuda de um detector de mentiras, mas trocou a instigação pelo pseudoaconselhamento sentimental. Em sua estreia no filão, Christina (que começou na televisão no famigerado O Povo na TV, em 1981, e, nos anos 90, apresentou o telejornal sensacionalista Aqui Agora) faz lembrar a antiga Márcia. Seu papel é atiçar a discussão entre os participantes do Casos de Família até o ponto da gritaria. "Sou um soldado de Silvio Santos", diz ela. Seu salário é de 40 000 reais por mês – contra 250 000 reais embolsados por Márcia. Essa última, ao menos por enquanto, não dá sinais de que vai retornar ao antigo figurino. "Eu era parte do problema das pessoas que iam ao meu programa. Hoje, sou a solução", diz ela. Para responder à ameaça do SBT, sua aposta é um quadro em que oferece cirurgias plásticas para moças da periferia em busca de namorado.

A disputa entre Ratinho e Datena é igualmente acirrada. À fórmula do Brasil Urgente – que consiste numa imagem impactante de violência repetida vezes sem conta, enquanto Datena esbraveja contra a impunidade do criminoso – Ratinho contrapõe o seu indescritível "humor": um de seus quadros foi um futebol de anões. Embora se declarem amigões, os dois se alfinetam. "Datena é um mal-humorado", afirma Ratinho. Datena, que completa 52 anos nesta terça-feira, há tempos anuncia o desejo de se aposentar. Reclama que não tem mais saúde para seu trabalho. Há três anos, retirou um tumor do pâncreas. "Não sou burro, sei que tenho uma enfermidade grave", diz.

Datena se irrita, em particular, com a Record – com a qual rompeu há seis anos e que exige dele uma indenização de 10 milhões de reais. "O dinheiro ali cai do céu", afirma, referindo-se aos recursos que a Igreja Universal do Reino de Deus despeja na Record. Enerva-o mais ainda a hipótese de Geraldo Luís, apresentador que é uma espécie de "Datena cover", vir a competir com ele e Ratinho. Descoberto pelos bispos na afiliada da emissora em Limeira, no interior de São Paulo, Geraldo comandava até duas semanas atrás a versão paulista do Balanço Geral, jornalístico na linha mundo-cão exibido no horário do almoço. Em breve, deverá ter uma atração nacional nas tardes. Será uma briga de pesos-pesados. Assim como Datena e Ratinho, Geraldo tem mais de 100 quilos.

Fonte:
VEJA
Edição 2113
20 de maio de 2009

domingo, 19 de abril de 2009

Globo e Record se aventuram na ação

Divulgação / TV Record
EXPLOSÕES
O desafio: produzir cenas de destruição que não exponham atores nem dublês a riscos
A solução da TV: na novela Poder Paralelo, da Record, uma única cena – a explosão de um carro num atentado – consumiu três meses de trabalho. Foi necessário destruir dois automóveis, um na locação original, na Itália, e outro no estúdio. As gravações foram monitoradas por bombeiros


Força-Tarefa, a nova série policial da Globo, e a novela

Poder Paralelo, da Record, investem na ação. O gênero, 
enfim, começa a fincar raízes na teledramaturgia nacional

Nos bastidores de Força-Tarefa, seriado policial que estreou na última quinta-feira na Globo, o consumo de preservativos é elevado: foram gastos 150 nos seis primeiros episódios. Mas o material não serviu para sexo, e sim para promover o derramamento de sangue. Para criar a ilusão de que as balas de festim produzem perfurações em suas vítimas, recorre-se a um truque: os atores carregam bolsas com explosivos sob as roupas, detonados por controle remoto no momento em que são "atingidos" pelas balas. Junto com esses explosivos vai o sangue artificial que jorrará dos ferimentos fictícios. Os técnicos da Globo descobriram que os preservativos são uma solução prática para armazenar o líquido (mistura de corante vermelho e açúcar que lembra ketchup). Pormenores assim revelam a aventura de gravar uma cena de ação – território virgem na TV brasileira até poucos anos atrás e que agora vem sendo crescentemente explorado. A Record investe nisso em suas novelas, assim como o fez na recém-exibida série A Lei e o Crime. O folhetim Poder Paralelo, que estreou na semana passada, reafirma essa opção. No primeiro capítulo da história sobre crime organizado – com um personagem inspirado, pasme, no delegado Protógenes Queiroz  – houve uma perseguição de helicópteros e um atentado a bomba. A Globo flertou com a ação no seriado A Justiceira, lá se vão doze anos. Desde então, tais cenas só surgiam esporadicamente em suas novelas. Força-Tarefa muda essa equação: a série, com Murilo Benício no papel de um policial que caça outros tiras corruptos, é pródiga em tiroteios e corre-corres.

Nos Estados Unidos, a ação é um gênero que remonta aos filmes de gângsteres dos anos 30. Isso fez surgir um mercado voltado à gravação dessas cenas, de empresas de efeitos especiais a agências de dublês. Nas superproduções de Hollywood, não raro os cineastas confiam a direção dessas sequências a especialistas no ramo. No Brasil, os filmesCidade de Deus Tropa de Elite encontraram formas originais de, por assim dizer, coreografar a violência dos morros cariocas – o que abriu a trilha para o que se poderia chamar de uma ação à brasileira. Os investimentos reiterados da Record, bem como os da Globo em Força-Tarefa, demonstram que essa vertente tem seu apelo na TV. Mas as emissoras precisaram absorver rapidamente macetes que os americanos aperfeiçoaram ao longo de décadas. E ainda têm chão a percorrer. Na novela Duas Caras, a Globo deu vexame com a sequência da invasão da favela da Portelinha por traficantes – as vítimas caíam sem ao menos se verem as marcas dos tiros. A Record também abraçou o ridículo na novela Os Mutantes, em que se valeu de efeitos de computação toscos. Com seus novos programas, as redes têm a chance de reverter esse jogo.


Divulgação/TV Globo
TIROTEIOS
O desafio: sincronizar os disparos das armas com as marcas das balas
A solução da TV: quando os tiros de festim são disparados na série Força-Tarefa, da Globo, técnicos detonam por controle remoto cargas explosivas escondidas sob as roupas das vítimas. É isso que produz os buracos nos corpos e os jorros de sangue artificial

Gravar uma obra de ação é uma operação cara e complexa. Cerca de 90% das cenas de Força-Tarefa são feitas em locações externas, contra não mais que 40% numa novela das 8. Embora os tiroteios e as explosões não tenham presença acentuada em todos os doze episódios, esses itens contribuem bastante para o custo médio de cada um deles, de 550.000 reais – três vezes o que a Globo gasta numa comédia comoA Grande Família. Um episódio leva sete dias para ser gravado, o dobro do normal. "Fazer uma série policial é um exercício físico intenso. Os atores ficam exaustos", diz o diretor José Alvarenga Jr. No caso de Murilo Benício, queimar calorias até que é providencial: com declarados 4 quilos a mais, o ator exibe uma pança notável.

As sequências de Poder Paralelo também dão trabalho. O atentado que fechou o primeiro capítulo – e garantiu pico de 15 pontos no ibope – requereu gravações na cidade italiana de Palermo e no Brasil. Na cena, um automóvel explode, matando a mulher e as filhas do mafioso Tony Castellamare (Gabriel Braga Nunes). A produção destruiu um carro na Itália, com bombeiros de prontidão. As imagens em que os personagens são lançados para trás pela detonação foram feitas com dublês – puxados, na verdade, por cabos de aço. Para terminar a sequência, tudo isso teve de ser repetido no estúdio no Brasil meses depois, com uma enorme tela neutra ao fundo, na qual se projetou o cenário de Palermo. Usaram-se ainda efeitos de computador para dar a impressão de que uma língua de fogo engolia os personagens. No total, noventa pessoas participaram da cena. "Nosso desafio era não machucar ninguém", diz o diretor Ignácio Coqueiro.


Divulgação / TV Record

PERSEGUIÇÕES
O desafio: imprimir ritmo ágil a essas cenas, gravadas quase sempre em locações crivadas de obstáculos, como ruas movimentadas e favelas
A solução da TV: na sequência de perseguição urbana de Poder Paralelo, os atores tinham suas imagens gravadas por um operador que os seguia com a câmera em punho. Outra câmera captava imagens do alto. Na mesa de edição, fragmentos dessas cenas foram alternados

Nessas gravações há um componente quase artesanal. Cada situação requer uma solução à la Professor Pardal. A Globo conta com dois especialistas nisso: os mexicanos Federico Farfán, que cuida dos efeitos, e Javier Lambert, treinador dos dublês. Ambos são veteranos que já atuaram em produções de Hollywood. Trabalham na Globo desdeA Justiceira, mas passaram os últimos anos meio encostados, até surgir a nova oportunidade de exibir seus dotes. Atualmente, Lambert divide-se entre Força-Tarefa e as filmagens no Brasil do novo trabalho de Sylvester Stallone. Farfán foi quem bolou o uso inusitado dos preservativos. Para ele, o segredo de uma cena de ação é que ela produza tensão de verdade no set. Ele sabe bem do que fala: quando participou de Rambo II, o que era para ser uma queimadura de mentira no rosto de Stallone acabou machucando o ator de verdade. "Ele ficou com uma bolha horrível. E me xingou muito", conta.

Só na ficção

Divulgação / TV Record
HERÓI DE ARAQUE
O ator Tuca Andrada como Téo: o Protógenes da Record


Na novela Poder Paralelo, da Record, Téo (Tuca Andrada) é um delegado da Polícia Federal com pinta de galã e comportamento heroico – nos primeiros capítulos, ele se arriscou em vários momentos em nome da luta contra o crime organizado. Mas Téo se inspira num personagem real que não se enquadra, definitivamente, no perfil de galã nem, menos ainda, no de herói: Protógenes Queiroz, o delegado da PF que cometeu abusos e ilegalidades nas investigações da Operação Satiagraha. "Era inevitável que Protógenes fosse meu exemplo", diz o noveleiro Lauro César Muniz. "Assim como ele, Téo passa por cima da lei e da burocracia policial por seus objetivos." Ao saber que inspiraria o personagem de Poder Paralelo, o próprio buscou uma aproximação com o autor – que, ao que consta, não teria vingado. O Protógenes da Record promete. Ele já fez sexo com uma colega. E atuou em outro país, a Itália, de arma e distintivo em punho, à revelia das autoridades locais. Noveleiro de esquerda, Muniz dará sua contribuição para a mistificação de Protógenes. No livro em que se baseia a trama, Honra ou Vendetta (2001), de Sílvio Lancellotti, o tal delegado era submisso a um mafioso. Agora, é um idealista perseguido por uma organização criminosa com ramificações na política e no empresariado. Se o original foi indiciado pela PF por quebra de sigilo funcional e violação da lei de interceptações, Téo será afastado do cargo por uma conspiração. Será uma vítima do "sistema", enfim. "Não vou aplaudir nem condenar. As pessoas que o julguem", diz Muniz.


Fonte: Revista Veja [22/04/2009, Edição 2106]

sábado, 18 de outubro de 2008

Record supera a audiência da Globo durante seqüestro





Na tarde desta sexta-feira (17), as emissoras de tevê focaram suas lentes para o desfecho do seqüestro de Naiara e Eloah, ambas de 15 anos, em Santo André (SP). A polícia acabou invadindo o apartamento onde as meninas ficaram presas, desde a última segunda-feira (13), sob a mira do revólver de Lindemberg, 22.

Infelizmente, o desfecho não foi nada bom. As duas saíram feridas, pois foram baleadas durante a entrada dos policiais. Já o seqüestrador, ex-namorado de Eloah, saiu ileso, sendo preso.
O evento jornalístico, que mobilizou todo o país, fez subir o termômetro das emissoras de tevê. E quem saiu na frente foi a Record, que ficou cerca de 40 minutos na vice-liderança, no horário posterior às 18h37. Nesse período, o canal deixou de exibir o desenho Pica-Pau para a entrada do SP Record, apresentado por Reynaldo Gotino.

Para ser ter uma idéia, o canal do bispo Edir Macedo chegou a bater a concorrente por 22 a 15, durante um período.

Os dados são resultado da audiência prévia na Grande São Paulo.