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terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Jurada que pesquisou na web e comentou sobre réu é condenada à prisão


Jurada é condenada à prisão por pesquisar sobre réu na internet
Ex-professora revelou a outros jurados que acusado por agressão já havia sido julgado por estupro; lei proíbe divulgar dados que interfiram no júri.
A ex-professora universitária Theodora
Dallas (Foto: BBC)


Uma jurada que pesquisou na internet sobre o réu e comentou as informações com outros membros do júri foi condenada pela Justiça britânica a seis meses de prisão.

A ex-professora universitária Theodora Dallas, de 34 anos, contou aos outros jurados que o réu, julgado por agressão, já havia sido acusado anteriormente por estupro.

A lei britânica proíbe a divulgação de qualquer informação que possa influenciar um julgamento.

Dallas, originária da Grécia, alegou que não conhecia a regra porque seu domínio do inglês não era 'tão bom'.

Julgamento suspenso
O julgamento do qual ela participava, em julho de 2011, teve de ser suspenso após ela comentar os resultados de suas pesquisas.

Para o juiz Igor Judge, Dallas 'desobedeceu deliberadamente' as instruções passadas aos jurados de não procurar informações na internet.

'Os danos à administração da justiça são óbvios', afirmou ele ao proferir a sentença.
'O mau uso da internet por um jurado é sempre uma irregularidade muito séria, e uma sentença efetiva de custódia é virtualmente inevitável', disse.

Buscas
Em sua defesa, Dallas afirmou não ter entendido que não podia fazer buscas na internet ao participar do júri.
'Eu realmente peço desculpas. Nunca pensei que pudesse provocar tal transtorno', alegou.
O homem que estava sendo julgado na corte de Luton, ao norte de Londres, era acusado de provocar lesões corporais intencionalmente.

Dallas afirmou que estava procurando na internet o significado de 'lesões corporais' e que, ao incluir a palavra Luton na busca, teria encontrado um artigo de um jornal local que mencionava a acusação de estupro contra o réu.

Da BBC

domingo, 15 de agosto de 2010

Goleiro Bruno recebe visita de filha na cadeia.

Além da filha, avó e um amigo estiveram com Bruno. Outros envolvidos no desaparecimento de Eliza também receberam visitas

G1

O goleiro Bruno, réu no processo sobre o desaparecimento e morte de Eliza Samudio, recebeu visita de umas das filhas neste domingo (15) na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo Secretária de Estado de Defesa Social (Seds), um amigo e a avó do jogador foram ao local.

Outros envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza Samudio receberam visitas neste domingo. De acordo com a Seds, Dayane dos Santos, esposa do goleiro, foi visitada por duas irmãs e uma prima. Ela está presa Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, na capital.

Os pais de Luis Henrique Ferreira Romão - o Macarrão - encontraram com o filho na Nelson Hungria. Já o ex-policial Marcos Aparecido do Santos, o Bola, recebeu um tio e a esposa na mesma penitenciaria, informou a secretaria.

Flávio Caetano de Araújo - o Flavinho -, Wemerson Marques de Souza - o Coxinha - e Elenilson Vitor da Silva, de acordo com a Seds, não receberam visitas.

A secretaria informou, também, que Sérgio Rosa Sales, preso no Centro de Remanejamento de Presos, poderia receber visitas no sábado (14), mas ninguém compareceu.

Fernanda Gomes Castro, namorada de Bruno, ainda não pode receber visitas no Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto.

O goleiro Bruno é réu no processo que investiga a morte de Eliza Samudio. A Justiça de Minas Gerais aceitou a denúncia do Ministério Público contra Bruno e outros oito envolvidos no desaparecimento e morte de Eliza. A última prisão ocorreu nesta quinta-feira (5). Fernanda Gomes de Castro, namorada de Bruno, foi presa em Minas Gerais.

O goleiro Bruno; Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão; Sérgio Rosa Sales; Dayanne Souza; Elenilson Vítor da Silva; Flávio Caetano; Wemerson Marques; e Fernanda Gomes de Castro vão responder na Justiça por homicídio triplamente qualificado, sequestro e cárcere privado, ocultação de cadáver e corrupção de menor. Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, é o único que responderá por dois crimes. Bola foi denunciado por homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver. Todos os acusados negam o crime. As penas podem ultrapassar 30 anos.

A pedido do Ministério Público, a Justiça decretou a prisão preventiva de todos os acusados. Com essa medida, eles devem permanecer na cadeia até o fim do julgamento.

Em 2009, Eliza teve um relacionamento com o goleiro Bruno, engravidou e afirmou que o pai de seu filho é o atleta. O bebê nasceu no início de 2010 e, agora, está com a mãe da jovem, em Mato Grosso do Sul.

A polícia mineira começou a investigar o sumiço de Eliza em 24 de junho, depois de receber denúncias de que uma mulher foi agredida e morta perto do sítio de Bruno.

A jovem falou pela última vez com parentes e amigas no início de junho.

O corpo de Eliza não foi encontrado. Mas os delegados consideram a jovem morta. Todos negam envolvimento no caso.