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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Escâner e avaliações em crianças podem apontar 'tendência de comportamento violento'

Traços de falta de empatia em crianças podem ser um sinal de futuros comportamentos antissociais e violentos, apontam dados apresentados nesta semana na conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, em Washington.



Certas áreas do cérebro são reduzidas em
psicopatas, diz especialista
Segundo pesquisadores, o escaneamento do cérebro e avaliações precoces podem ajudar a identificar e tratar esses traços e a prever problemas de conduta.

Para Nathalie Fontaine, professora assistente de justiça criminal da Universidade de Indiana, “crianças com altos níveis de traços de falta de empatia (callous-unemotional) e problemas de conduta entre 7 e 12 anos tendem a desenvolver hiperatividade e a viver em um ambiente caótico”. Isso, diz ela, é um risco potencial para a psicopatia em adultos.

“Se identificarmos essas crianças cedo, podemos ajudar a elas e a suas famílias” a prevenir comportamentos severamente antissociais, declarou Fontaine na conferência, segundo apresentação obtida pela BBC Brasil.

O jornal The Daily Telegraph cita estudos do professor e criminoligista britânico Adrian Raine que apontam que criminosos e psicopatas têm áreas do cérebro – como a amídala e o córtex pré-frontal – reduzidas.

Essas áreas controlam nossos impulsos, nossa cooperação social e nossas noções de moral.

Raine disse na conferência em Washington, segundo o Telegraph, que a ausência do medo da punição, que pode ser medida em bebês, também seria um indicativo de futuros comportamentos antissociais, e defende a importância de medições que identifiquem isso.

Riscos e ética

Fontaine, no entanto, enfatizou que suas descobertas não significam que algumas crianças com falta de empatia necessariamente se tornarão delinquentes, mas que a identificação precoce desses traços pode ajudá-las a lidar com o risco de comportamento antissocial.

Para ela, punições podem não ser eficazes para lidar com o problema. Uma possível solução é reforçar o comportamento positivo dessas crianças, em vez de castigar o negativo.

A pesquisadora examinou dados de mais de 9 mil gêmeos nascidos na Grã-Bretanha entre 1994 e 96, e cerca de um quarto deles apresentou níveis altos ou oscilantes de empatia.

De acordo com a apresentação de Fontaine, níveis ascendentes de falta de empatia estão associados a mais problemas comportamentais ao longo do crescimento.

Os dados analisados por ela indicam que os traços de falta de empatia derivam, na maioria das vezes, de influências genéticas, principalmente em meninos. Mas, no caso das meninas, fatores ambientais parecem exercer influência significativa.

Por isso, ela faz a ressalva de que suas conclusões se beneficiariam de avaliações desses fatores ambientais ou de risco, como negligência ou abuso infantil.

Segundo o Telegraph, a conferência abordou também as implicações éticas de se tratar crianças antes que elas tenham de fato feito algo errado, mas, para Raine, as causas biológicas do comportamento não podem ser ignoradas.

“Temos que buscar as causas do crime tanto nos níveis biológicos e genéticos como nos sociais”, disse o especialista.

BBC Brasil

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Lua interfere no comportamento dos homens e dos animais, comprova ciência

A lua cheia faz lobos uivarem, sapos brincalhões e gatos loucos. A lua cheia também leva a culpa por todos os tipos de mau comportamento humano. Mas são apenas crendices antigas - ou há uma explicação racional? Por Roger Dobson

"Eu vejo a lua ruim se elevando / Eu vejo problemas à vista, / Eu vejo terremotos e relâmpagos / Eu vejo tempos ruins hoje / 'Não saia essa noite ... Há uma lua ruim a nascer" ((Creedence Clearwater Revival)

É dito que a lua cheia faz corujas mais faladoras, sapos mais brincalhão, e cães e gatos mais agressivos. Quando a lua cheia se eleva, os lobos também são mais propensas a uivar, tritões para congregar, e ácaros para manter um ritmo mais devagar.
Moluscos, crustáceos, insetos, peixes, aves, mamíferos e anfíbios são todos tocados pela lua cheia, de acordo com os investigadores. E os seres humanos também poderiam estar em risco de ser lunático, com relatos de aumento nas apreensões, violência, crime, internações e de atendimentos médico, bem como um aumento nos acidentes e uma queda dos preços no mercado de ações durante a lua cheia. Aumenta em intoxicações não intencionais e absentismo são relatados também. A culpa é da lua, ou estão os motivos nos pés no chão?

O efeito lunar, também conhecido como o efeito da Transilvânia, há muito tem sido uma fonte de fascinação. Muitas pessoas - a metade dos estudantes universitários e 80 por cento dos profissionais de saúde mental, de acordo com dois estudos - acreditam fases lunares podem afetar o comportamento.

Teorias avançadas para explicar esses efeitos incluem a polarização da luz da lua, a camada de ozônio, o magnetismo, íons e atração gravitacional da lua sobre os organismos vivos.

Um novo estudo da Faculdade de Medicina da Universidade de Kyoto diz que as mudanças no campo geomagnético. Os pesquisadores afirmam que a atividade geomagnética cai cerca de 4 por cento para os sete dias que antecedem a lua cheia, depois aumenta por uma quantidade similar.

"Nós pensamos que o luar aumenta a sensibilidade" magnetismo e recepção dos animais ", dizem eles. "Nós propomos a hipótese de que os animais respondem a lua cheia por causa das mudanças nos campos geomagnético." Como isso afeta o comportamento não é clara, mas uma sugestão é que as mudanças no campo eletromagnético interromper a produção noturna de melatonina na glândula pineal. Melatonina ajuda a regular outros hormônios e mantém o ritmo circadiano do corpo - o "24 horas do relógio interno" - e sua produção é afetada pela luz.

Uma série de estudos têm mostrado que o comportamento dos animais, pássaros e peixes muda ao redor da lua cheia. Pesquisadores da Estácio * Biológica de Doñana, em Espanha, descobriu que as corujas de águia se comunicam usando um fragmento de plumagem branca na garganta, visível apenas durante a mostra vocal. Isso explica por que as corujas são mais vocalmente ativas nas luas cheias, quando os altos níveis de iluminação noturna tornam o momento ideal para mostrar sua plumagem.

A luz fornecida por uma lua cheia - cerca de 12 a 16 vezes maior em noites sem nuvens do que em outras fases da lua - pode explicar também a atividade dos lobos e outros predadores. Estudos têm sugerido que os lobos uivam mais e vagam menos, talvez porque eles acham mais difícil de localizar a presa, que tende a manter um perfil baixo em noites bem iluminadas. Pesquisa da Fundação Zoo-Botânica no Brasil constatou que os lobos continuam a ser mais estáticos - de localização por satélite revela que abrangem tanto quanto menos 1,88 km - durante as noites iluminadas pela lua cheia, quando comparado com a lua nova.

Os cientistas mostraram que os sapos comuns chegam ao criadouro, acasalam e geram com mais freqüência na época da lua cheia. "Há um efeito lunar em muitos animais", diz a bióloga Rachel Grant, que estudou os efeitos para a Universidade Aberta e monitorados os efeitos em sites do mundo inteiro.

"Em muitos casos é uma reação ao aumento na intensidade da luz em torno da época da lua cheia", diz ela. "A luz faz com que seja um bom momento para os predadores de manchar a rapina, mas também é uma boa hora para a presa para se esconder. Como resultado, vemos todos os tipos de mudanças de comportamento animal. Mas há mudanças menos óbvia . Alguns sapo e espécies de sapo se reúnem para acasalamento sob a lua cheia. Não é um efeito direto da luz, porque eles se reúnem antes do nascer da lua, e nas noites de muito nublado, quando a lua não está visível. Achamos que é porque há algum tipo de ritmo interno que os ciclos reprodutivo programados de anfíbios até o momento da lua cheia.

"Possivelmente, eles foram programados no início do ano pela luz da lua cheia e que marcam o ritmo. É importante porque essas espécies de mamíferos terrestres, principalmente sapos e rãs estão espalhadas e precisam se reunir para a reprodução. Agora temos evidências de ciclos  lunares que afetam os anfíbios em vários locais. Achamos que a fase da lua foi um fator negligenciado nos estudos de tempo de reprodução dos anfíbios. "

Outras mudanças que parecem não ter nenhum motivo que pode ser explicado. Uma equipe de pesquisadores, de acordo com um relatório no British Medical Journal, constatou que "a propensão a dos animais a morder os humanos acelera acentuadamente na época de lua cheia". Os números foram obtidos a partir de estatísticas do hospital. Mas pode não ser o comportamento dos animais que muda. Talvez as pessoas são mais propensas a ficar fora em uma noite bem iluminada e, portanto, mais chances de serem mordidas.

As mudanças no comportamento humano têm atraído maior interesse e produziu algumas das conclusões da pesquisa mais controversa. , A depressão, a criminalidade, as taxas de hospitalizações Epilepsia e taxas de consulta GP, dieta de sucesso, coração, bexiga e problemas de fertilidade, abortos espontâneos e doenças da tiróide têm sido investigadas pelos efeitos lunares.

Taxas de consulta GP aumento de 3,6 por cento durante a lua cheia, de acordo com a pesquisa na Universidade de Leeds. Gota e pico de ataques de asma durante a lua nova e cheia, de acordo com os pesquisadores do Instituto de Medicina Preventiva e Clínica, Bratislava, que analisou os ataques durante um período de 22 anos. Changing "ambientes cosmogeophysical" foram responsabilizados.

Um estudo realizado no Royal Liverpool University Hospital descobriram que urológica internações de emergência foram afetados. "Nosso estudo avaliou se a força gravitacional da Lua gerou uma onda de internações de emergência urológica aumentado", disseram os pesquisadores. "Urológica internações de emergência foram maiores nos dias de lua cheia. A nova lua tinha um efeito calmante."

Por quê? As teorias incluem a idéia de que a produção ou fluxo de água através de hormônios do corpo é afetada pela força gravitacional da lua. Mas alguns especialistas rejeitam a idéia. "No imaginário popular, influencia sobre a mente humana é muitas vezes atribuída a efeitos gravitacionais da lua", dizem pesquisadores da Universidade de Toronto. "Mas a lua exerce qualquer influência sobre os pequenos corpos de água, como lagos e outros mares, ea diferença entre a pessoa, um peso na presença da Lua, a gravidade eo seu peso, se não houvesse lua é menor que um mosquito em uma de ombro. "

Tem sido sugerido que a lua cheia de luz poderia explicar alguns dos achados com os seres humanos, bem como animais. Estudos descobriram que as apreensões aumentam, provocando efeito lunar várias teorias. Mas a luz à noite e perda de sono resultante poderia ser a culpada. Um estudo suíço descobriu que a duração do sono variou com o ciclo lunar, a partir de seis horas e 41 minutos na lua cheia de sete horas na lua nova.

E um estudo do Instituto de Neurologia de Londres, olhou para as apreensões de nublado e nublado, não noites durante a lua cheia, que controlava os efeitos de luz. "Os resultados sugerem que a contribuição é a fase da lua faz com que a luminosidade noturna, mais do que a fase da lua em si, que podem influenciar a ocorrência de crises epilépticas", concluiu.

Outras constatações da pesquisa efeitos lunares desafiam uma explicação clara, como o efeito sobre os preços do mercado de ações. A Universidade de Michigan, examinou os retornos das ações em 48 países e encontrou-os mais baixos nos dias em torno de uma lua cheia. A diferença foi de 3 a 5 por cento. Uma teoria é que as mudanças de humor relacionados à privação do sono ou a depressão podem estar envolvidos.

Apesar das descobertas científicas, a crença na Transilvânia efeito continua. Pode ser até a lembrança seletiva, ou a percepção de uma associação que não existe. Se algo desagradável acontece na noite de lua cheia, estamos mais propensos a fazer um link que nos outros dias. Imaginação e superstição também têm sido propostas como razões.

Conforme os pesquisadores da Universidade de Toronto afirmam, citando o poeta-filósofo George Santayana: "Os homens tornam-se supersticiosos, não porque eles têm muito a imaginação também, mas porque eles não estão cientes de que eles têm alguma."

Fonte: independent.co.uk

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Cidade italiana estuda proibição de minissaia e de roupas decotadas

Autoridades italianas ameaçaram proibir minissaias e blusas com decote num esforço para limpar a atrevida imagem de praia da cidade.

Moradores de Castellammare di Stabia também seriam impedidos de usar a linguagem blasfema e jogarfutebol nos parques públicos.

As novas leis estão sendo empurradas por Luigi Bobbio, o prefeito centro-direita de Castellammare di Stabia, relata a angência de Notícias ANSA.

Sr. Bobbio irá pedir aos membros do conselho na cidade litorânea, perto de Nápoles, sul da Itália, apesar de votar uma série de medidas destinadas a restaurar''decoro urbano e facilitar uma melhor convivência civil.''

Infratores enfrentariam multas de até 696 dólares por descumprimentosdas regras propostas, ANSA acrescentou.

''Eu acho que é a decisão correta'', disse Don Paolo Cecere, um padre da cidade ao Jornal di Napoli diário. ''É também uma forma de combater o aumento do assédio sexual''.

O conselho da cidade não quer ver as mulheres andando em saias curtas e descobrindo a clivagem, as mulheres serão multados até 500 euros se forem pegas. A cidade também decidiu que os hip-hugger, jeans de corte baixo também são muito atrevidos, para homens e mulheres que estariam sujeitas a uma multa, também.

Na verdade, eles têm 41 novas regras que querem instituir para que"todo bom cidadão deve respeitar".
O prefeito de centro-direita, Luigi Bobbio, disse que era tudo parte de um esforço para "restaurar decoro urbano e melhorar a convivência", orientando as pessoas que eram "desordeiros, indisciplinados ou simplesmente mal comportado".

Mas essas não são as únicas regras todos os "bons cidadãos" nesta cidade devem obedecer. Se aprovada, as pessoas não serão capazes de jogar futebol em parques públicos e pronunciar palavrões em público, que também pode acabar uma multa de entre 25 e 500 Euros. A Câmara Municipal deverá se reunir na segunda-feira para aprovar o conjunto de regras.

Don Paolo Cecere, um padre da cidade local, é a favor da proibição porque "É a decisão certa. Desta forma podemos combater a disseminação do abuso sexual ", disse a um jornal local, o Cronache di Napoli.

Muitas cidades na Itália já proibiram o beijo em carros, alimentar gatos vadios e construir castelos de areia na praia, o que torna o Shariah muito mais complacente na Arábia Saudita do que na Itália (Shariah é o código de leis do islamismo). Conservadores muçulmanos devem se sentir muito confortáveis em uma cidade como essa, por isso espero que eles não vão reclamar quando a burca for proibida na Itália, também.

Com informações do site Travel News


Castellammare di Stabia fica próximo da antiga cidade romana de Stabiae , que foi destruída pela erupção do Vesúvio no ano 79 dC. O castelo da cidade leva o nome foi erguido por volta do século 9 sobre uma colina de comando do lado sul do golfo de Nápoles. Foi restaurado durante o reinado de Frederico II de Hohenstaufen e ampliado pelo rei Carlos I de Anjou .

O município, anteriormente chamado Castellamare, assumiu o nome Castellammare em 22 de janeiro de 1863, e o nome atual em 31 de maio de 1912.

Castellammare foi a cidade natal de Gabriele Capone, pai de Al Capone . Outras pessoas nascidas aqui incluem:
Luigi Denza (1846-1922) autor da famosa música " Funiculi, Funicula "
Gennaro Iezzo , goleiro de futebol.
Mario Merola , o cantor napolitano
Fabio Quagliarella, jogador de futebol
Romeu A. Serrapica (1921-1995), artista comercial americano, ilustrador fotografia, Cooper União aluno. Os pais nascidos e criados em Castellammare di Stabia e Gragnano. Irmão mais novo de John Serry, Sr.
John Serry (1915-2003), músico norte-americano, arranjador, compositor e educador. Nascido como Giovanni Serrapica , seus pais foram criados em Castellammare di Stabia e Gragnano.
Tito Ettore (1859-1941) pintor italiano
Luigi Vitale , o meia do futebol
Raffaele Viviani (1888-1950), escritor, dramaturgo, ator e músico

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Top 5 maneiras de dizer a seu adolescente "Eu te amo!"

Até o momento que criança atinge a adolescência, abraços e beijos de mãe e pai pode ser uma coisa do passado, pelo menos em público. O carinho envergonha muitos adolescentes, mesmo que ele gosta, por isso os pais têm que vir acima com maneiras criativas de mostrar amor aos seus filhos.

Enquanto as melhores maneiras de mostrar um amor ao adolescente vai depender de quem eles são, o que eles gostam, como eles são responsáveis, entre outros fatores, estão aqui alguns temas comuns para obter a sua criatividade. Você deve ser capaz de encontrar maneiras específicas de seu amor adolescente dentro destes parâmetros, sem muita reflexão.

1. Dê um pouco de liberdade
Adolescentes querem ser tratados como adultos, porque, em suas mentes, elas já estão lá. Quando se sentir como eles são limitados em todos os lados, eles não irão interpretá-lo como o amor, mesmo quando você está apenas tentando protegê-los. Se você quiser comunicar o amor de uma forma o adolescente vai entender, considerar deixar ir um pouco mais e permitir que algo que você não pode permitir normalmente.

É claro que você não quer recompensar o comportamento irresponsável, nem você quer para permitir que seu adolescente a fazer algo que é perigoso. Quando você está considerando o que permitirá, certifique-se de pensar de todos os ângulos. Você não quer dar a sua liberdade de adolescente são incapazes de lidar, nem quer inadvertidamente estimular a algo insalubre.

2. Definir alguns limites
Enquanto o adolescente não pode realizá-lo e pode até lutar contra ela, a verdade é que ele ou ela tem limites. Criar limites de segurança, até mesmo uma rede de segurança, que é importante para a individualidade de brotamento de seu filho. Enquanto você não deseja restringir desnecessariamente o seu filho, certifique-se que seus limites são adequadas e coerentes.

Limites são particularmente importantes para uma criança que está esforçando-se ou passar por uma série de mudanças em outros lugares na sua vida. Colocá-los no lugar e aderindo a eles não podem sentir-se bem para nenhum de vocês, mas lhe dará uma sensação de segurança que nada mais pode produzir.

3. Ofereça, não force
Adolescentes não gostam de coisa forçada sobre eles. Eles querem ser os indivíduos, fazer suas próprias escolhas, etc Então, quando você quer estar perto de seu filho adolescente ou passar algum tempo com a sua oferta, mas não insistir.

Não fique surpreso se ela se vira para baixo algumas vezes - ela precisa saber que ela ainda amava mesmo quando ela escolhe algo diferente do que ela sabe que você quer. Se você constantemente continuar a oferecer-se a sua presença e, eventualmente ela vai convidá-lo em seu mundo. Mesmo que seja apenas em formas pouco, ela vai saber que você se importa o suficiente para estar lá, firme e forte, esperando até que ela está pronta.

4. Mantenha a sua palavra no combinado
Quando você faz um negócio (qualquer coisa!) Com seu filho adolescente, certifique-se de manter sua parte no trato. Ele precisa saber que ele pode confiar em você. Enquanto você pode querer ele para compartilhar seus segredos ou dizer o que está acontecendo em sua vida, ele vai esperar até que ele sabe que pode confiar em você.

Isto é particularmente importante se você tem um relacionamento difícil com seu filho adolescente ou se já teve problemas no passado. Além de contar o adolescente que as coisas são diferentes agora, mostrar a ele, mantendo a sua palavra.

5. Fique aberto
É fácil para os pais entrarem  em pânico sobre certas coisas que os adolescentes querem fazer. Muitos pais sentem como algo que se fechasse dentro de si quando os seus filhos adolescentes deixam-lhes numa sinuca de bico com suas "esquisitices".

Em vez disso, tente manter-se aberto. Deixe que ele saiba que você a ama, mesmo quando ela aparece com o cabelo roxo, um brinco novo, ou um menino que você não conhece. Este diz que ela pode mudar alguma coisa sobre ela, mas ela ainda é seu filho e, portanto, ainda amava. Caso contrário, ela pode começar a sentir que ela tem de obedecer a uma determinada imagem para ganhar o seu amor.

parentingsquad.com

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Golfinho Faz Sexo Gay Para Manter Amigo; Veja Ranking Animal

Há casos de homossexualidade por quase todo o reino animal. Desde o livro "Biological Exuberance", publicado em 1999 pelo zoólogo canadense Bruce Bagemihl, o estudo desse tipo de comportamento ganhou projeção dentro das universidades.

Os cientistas tentam achar explicações biológicas para isso. À primeira vista, sexo gay pode parecer sem sentido em termos evolutivos. Afinal, trata-se de gastar energia em um comportamento que não leva à reprodução e que, por isso, deveria ter sido eliminado pela seleção natural -- gays não deixam descendentes, afinal.

Mais de 70% das mulheres nunca atingiram o orgasmo com seus parceiros Morcegos fazem sexo oral para prolongar a relação Crista de pterossauro evoluiu para atrair parceiro sexual, diz estudo

Se, por um lado, a homossexualidade exclusiva ainda se mantém misteriosa por esse motivo, os cientistas reuniriam uma série de explicações para o comportamento gay ocasional. Entre os animais, alguns utilizam o recurso para fortalecer alianças, por exemplo. Há também casos em que sexo entre machos reforça a dominação e situações em que sexo entre fêmeas cria vínculos que ajudam a criar os filhotes (como entre as albatrozes-de-laysan, do Pacífico Norte). Entre os animais, a homossexualidade ocasional, portanto, traz vantagens evolutivas, dizem os pesquisadores.

A Folha listou algumas das espécies notoriamente adeptas de interações entre indivíduos do mesmo sexo. Veja o que os biólogos já sabem sobre cada uma.

QUINTO LUGAR: PEIXES-MEXERICA (Etroplus maculatus)

Peixes-mexerica em aquário

Esse pequeno peixe laranja, original de algumas regiões da Ásia mas hoje facilmente encontrado em lojas e aquários pelo mundo, é bissexual porque não sabe diferenciar bem machos e fêmeas.

Não se trata, nesse caso, portanto, exatamente de uma adaptação evolutiva, mas do um fruto de uma limitação de reconhecimento da espécie.

Os dois sexos realmente são muito parecidos, e por isso aquaristas com frequência têm dificuldade para saber qual o sexo dos indivíduos que estão colocando juntos.

Entre os biólogos interessados no assunto, a espécie ficou famosa famosa pela semelhança entre machos e fêmeas -- entre os peixe-mexerica, portanto, ninguém é de ninguém.

QUARTO LUGAR: CISNES-NEGROS (Cygnus atratus)
Cisnes-negros passeiam em lago

O cisne-negro macho, além de bastante monogâmico, é gay com frequência. Cerca de 25% deles escolhem outros machos para serem seus parceiros, e os animais ficam anos e anos juntos.

Casais gays, claro, têm um problema reprodutivo sério. Por isso, membros de casais de machos têm relações com fêmeas. Mas, assim que ela põe os ovos, os dois machos colocam a coitada para correr e, cheios de amor, cuidam juntos dos ovos. Em outros casos, os animais simplesmente roubam os ninhos de casais heterossexuais e adotam os seus ovos.

Os cientistas suspeitam que, quando os dois cisnes gays somam as suas forças, conseguem defender melhor seu território, mesmo em comparação com casais héteros. Resultado disso é que, em média, "filhos" de casais gays têm mais chances de sobreviver.

TERCEIRO LUGAR: GOLFINHOS (Tursiops truncatus)

Golfinhos-nariz-de-garrafa brincam juntos

O golfinho-comum, também conhecido como golfinho-nariz-de-garrafa, ficou famoso por causa do Flipper, da série de televisão. Os telespectadores não tinham ideia, porém, das coisas que o simpático golfinho fazia quando as câmeras estavam desligadas.

Isso porque, em média, esses animais mantêm o mesmo número de relações hétero e homossexuais -- a grande maioria dos indivíduos é bissexual, e alguns passam por longos períodos de exclusividade homossexual. O tal nariz de garrafa é utilizado para estimular a área genital dos colegas.

Duradouras alianças têm interações homossexuais como alicerce. A amizade, portanto, é fortelecida com carícias entre diferentes machos, por exemplo.

SEGUNDO LUGAR: BISÕES AMERICANOS (Bison bison)

Associated Press

Bisões americanos na América do Norte

Se os outros animais fazem sexo homossexual por amizade ou carinho, os bisões americanos fazem por um motivo, digamos, mais macho: montam nos seus pares para reforçar a hierarquia. Entre eles, concluíram os cientistas, sexo anal está altamente relacionado à dominação. Os bisões-alfa, portanto, não perdoam os colegas com menos status.

Um animal monta no outro com agressividade. Como eles podem chegar a dois metros de altura e quase uma tonelada, há bastante brutalidade na cena. Interações entre as fêmeas, porém, são mais raras.

Outro fator que estimula o comportamento homossexual na espécie, de acordo com Bagemihl, é a falta de opção. Se o acesso às fêmeas é difícil (e elas só estão disponíveis para o acasalamento uma vez por ano), sobra para um outro macho desprevenido que estiver por perto. Com menor frequência, há casos homossexuais registrados na literatura entre bovinos domesticados, que são primos dos bisões.

PRIMEIRO LUGAR: BONOBOS (Pan paniscus)



Bonobos na República Democrática do Congo

O primeiro lugar vai para os bonobos porque esses animais levam a ideia de amor livre a sério. Exceto pelas substâncias alucinógenas e pela trilha sonora de The Who, eles fazem das terras onde vivem, na República Democrática do Congo, uma espécie de Woodstock animal -- muito pouco agressivos, os bonobos, não à toa, são conhecidos como "macacos hippies".

Sexo é parte da vida dos bonobos como em nenhuma outra espécie de primatas. Eles fazem sexo para resolver conflitos, para pedir desculpas, como forma de congratulação e, claro, na maioria das vezes só por prazer mesmo. Nas palavras do grande primatologista Frans de Waal, os bonobos fazem tanto sexo que uma hora até cansa ficar observando seu comportamento.

Tanto os machos quanto as fêmeas se envolvem em sexo homossexual, mas elas se destacam. Passam boa parte do dia se estimulando, e sexo oral é extremamente comum. Com um clitóris bem maior do que a das humanas, atingem o orgasmo com extrema facilidade. E não perdem uma oportunidade: "Uma fêmea pulou nos meus ombos, envolveu minha cabeça nos seus braços e tentou puxá-la para o seu clitóris. Eu não deixei", diz Vanessa Woods, cientista que trabalhou com a espécie. (Fonte: Folha.com)


Atração entre iguais - O homossexualismo entre animais.
por Texto Denis Russo Burgierman

Biólogo sacode a zoologia e revela que existe homossexualismo e vasta diversidade de comportamentos sexuais entre os bichos. Como é possível perceber nas fotos destas páginas, eles vão muito além da tradicional união de macho com fêmea.

Em 1988, depois de deixar a Universidade de British Columbia, no Canadá, o biólogo americano Bruce Bagemihl esqueceu que existiam instituições de pesquisa. Decidido a trabalhar por conta própria, passou 10 anos revirando tudo o que se publicara sobre o comportamento sexual dos animais. Caçou artigos escondidos em jornais obscuros, resgatou trabalhos divulgados havia mais de 200 anos e entrevistou zoólogos para tirar deles dados que eles próprios preferiam não publicar nunca. O resultado são as 750 páginas do impressionante livro Biological Exuberance – Animal Homosexuality and Natural Diversity (Exuberância Biológica – Homossexualidade Animal e Diversidade Natural), publicado em 1999 nos EUA. A obra apresenta provas mais do que convincentes, irrefutáveis, de que o velho modelo “macho com fêmea para criar filhotes” é apenas uma pequena parte da história das espécies animais.

Bagemihl analisou 450 espécies, principalmente de mamíferos e aves, todas praticantes, em maior ou menor grau, de hábitos homossexuais. De saída, ele rechaça a insinuação de que seu trabalho pretende justificar o homossexualismo em humanos mostrando que é natural entre os animais. “Animais fazem muitas coisas que os humanos não acham aceitáveis, como canibalismo e incesto. Nós também fazemos várias coisas que eles não fazem, como usar roupas ou cozinhar”, diz. O mérito inegável do livro é ter feito a primeira pesquisa completa sobre um assunto tão fundamental e controverso. A conclusão surpreendeu os biólogos que ainda acreditam que só se faz sexo para produzir filhotes. Com Bagemihl, surgiu uma idéia nova na biologia – a de que, apesar de não gerar descendentes, o homossexualismo faz parte do dia-a-dia de um número enorme de espécies na natureza.

Critérios objetivos
Para fazer uma discussão científica séria e afastar a carga de preconceito que vem à tona sempre que se toca no assunto, Bagemihl foi extremamente cuidadoso, definindo conceitos de modo claro e objetivo. Seu livro contempla 5 variedades de comportamento que ele classifica como homossexual. A 1ª é o cortejo. Inclui todas as formas que os animais empregam para se exibir e conquistar parceiros. A lira, uma ave australiana, faz como o pavão: o macho seduz a fêmea abrindo sua grande cauda. Mas não é só a fêmea que é atraída. Freqüentemente, observa-se um macho exibindo a cauda para outro. E, volta e meia, um dos dois termina montando o companheiro.

A 2ª categoria é o que Bagemihl chama de afeição. Inclui beijos, esfregações e carinhos de toda ordem. Macacos bonobos de lábios colados e leões roçando a juba são duas demonstrações de afeto realizadas sempre antes ou depois de uma relação sexual, ou de contatos que, ao menos, deixam os animais excitados. O biólogo foi rigoroso ao excluir formas de carinho que parecem manifestação de sexualidade mas não são. Entre os macacos, por exemplo, sabe-se que os cafunés e as catações de piolhos não têm carga erótica; servem para manter a coesão social dentro do bando.

Em 3º vem a formação de casais, talvez a categoria mais surpreendente de todas. Mais de 70 espécies de aves realizam casamentos duradouros de indivíduos do mesmo sexo. Essas uniões também são adotadas por 30 mamíferos. Leões e elefantes machos, por exemplo, costumam formar laços mais duradouros que pares heterossexuais.

Em 4º lugar vem a criação de filhotes. Isso mesmo: nem sempre essa atividade envolve a dupla pai e mãe. O pássaro-cantor (Wilsonia citrina), nativo da América Central, é uma espécie na qual um macho atrai o outro por meio do canto, no início do período reprodutivo, e depois eles se juntam. Constroem, então, o ninho e cuidam dos ovos e das crias abandonados por outros indivíduos. Por último, Bagemihl lista o contato sexual propriamente dito. Para ele, sexo é todo momento em que há estimulação dos órgãos genitais. Na seqüência de fotos que abre esta reportagem, as últimas cenas revelam bem mais do que simples afagos entre dois machos.

Nem gay nem lésbica
Com isso Bagemihl acredita ter deixado bem claro que o termo “homossexualismo”, aplicado aos animais, não significa o mesmo que para gente. “O uso da palavra ‘homossexual’ faz muita gente associar a idéia a imagens de gays e lésbicas. Temos que saber separar as coisas”, afirma o pesquisador. O evolucionista Douglas Futuyama, da Universidade do Estado de Nova York, outro estudioso do comportamento animal, concorda. “Não podemos estabelecer conexões entre animais e seres humanos. Não dá para afirmar que os motivos sejam os mesmos. Dito isso, não há dúvida de que o livro traz dados interessantes e novos.”

A existência desses hábitos entre os animais já era conhecida há muito tempo. Mas nunca ninguém os havia reunido em uma pesquisa. Numa iniciativa ainda mais importante, Bagemihl deu a primeira demonstração de que a atração homossexual é muito freqüente. Mas há uma outra ressalva, como aponta o brasileiro César Ades, especialista em comportamento animal da Universidade de São Paulo. “Não podemos jogar tudo no mesmo saco”, diz ele. “As ações citadas no livro são realizadas em momentos diferentes, em situações as mais diversas. Não dá para achar que tudo é uma coisa só e tirar conclusões simplistas.”

Bagemihl sabe muito bem disso. “Tomei a precaução de advertir que há uma imensa variação de comportamentos”, esclarece ele. Ao juntar tudo em um livro só, sua intenção não foi dizer que todos aqueles animais estariam fazendo a mesma coisa, mas, sim, mostrar como é variado o repertório sexual encontrado na natureza.

Não é falta de opção
Para que serve o sexo? Os livros de biologia sempre tiveram uma resposta curta e simples para essa pergunta: gerar descendentes e perpetuar as espécies. Então, como explicar as ligações entre fêmeas e fêmeas ou entre machos e machos que, evidentemente, não levam à procriação? Diversas idéias foram sugeridas. Bagemihl desmonta uma por uma.

Há quem sustente que bichos do mesmo sexo só se envolvem quando não têm outra opção. Por exemplo, quando, em uma região, há muito mais machos que fêmeas ou vice-versa. É o que defende o escritor e biólogo americano John Alcock, especialista em comportamento animal da Universidade do Estado do Arizona. “O macho dirige impulsos sexuais não satisfeitos para alvos inadequados”, diz. Bagemihl admite que isso ocorra com fre-qüência. Mas prova que não é sempre assim. Ele mostra que, em comunidades de girafas de maioria masculina, as fêmeas disponíveis podem ser ignoradas pelos machos. Na verdade, alguns recusam-se a copular com elas e preferem a companhia de um igual. O mesmo acontece entre fêmeas de outras espécies. Casais de macacas japonesas costumam atacar violentamente os machos que se aproximam durante suas relações homossexuais. Ou seja, pelo menos alguns indivíduos preferem companhias do mesmo sexo.

Outros cientistas justificam o homossexualismo atribuindo-o ao confinamento. Animais enjaulados seriam levados a essa prática para aliviar o estresse ou porque sofrem de distúrbio psicológico. Essa teoria era reforçada pelo fato de que, em muitas espécies, até pouco tempo atrás só se documentava atividade desse tipo nos zoológicos. Leões, gorilas, elefantes, muitos golfinhos e aves eram tidos como homossexuais apenas em cativeiro. Nas últimas décadas, porém, pesquisas na natureza mostraram que a homossexualidade fora da jaula só não tinha sido registrada antes por um simples motivo: ninguém procurou direito.

Por fim, alguns pesquisadores associam o homossexualismo animal a desvios morais. Em 1987, o biólogo americano W.J. Tennent publicou um artigo intitulado Nota sobre a Aparente Queda dos Padrões Morais da Lepidoptera. Após descrever o homossexualismo das borboletas do Marrocos, afirmou: “Talvez seja um sinal dos tempos o fato de a literatura entomológica estar no caminho da decadência moral”. O cientista achou imoralidade em borboletas. Atitudes como essa atrasaram, de certa forma, as pesquisas sobre o tema. Em 1979, a Marinha americana financiou uma pesquisa sobre o comportamento das baleias orcas. Pela primeira vez, observou-se homossexualismo entre machos da espécie. Mas a conclusão não consta do relatório de pesquisa. Foi logo vetada pelos militares.

Outra teoria que Bagemihl derruba com seu estudo é aquela que atribui ingenuidade aos animais. Vários estudos afirmam que, em muitas espécies, machos e fêmeas são tão parecidos que eles próprios chegam a se confundir. Dessa maneira se justificaria o comportamento do antílope macho adulto, que corteja companheiros mais jovens mostrando-lhes o pescoço e depois monta neles. Para alguns biólogos, a causa do engano seria a cor marrom dos jovens, idêntica à das fêmeas. Acontece que elas não têm chifres e eles sim, o que torna essa explicação muito discutível.

Outro caso é o do galo-da-serra, uma ave da Amazônia. Os zoólogos diziam que os machos copulavam entre si por não saberem distinguir a fêmea. Mas, em um estudo, um galo montou em apenas uma fêmea e em mais de 100 machos. Se ele não soubesse diferenciar um do outro, era de esperar que acertasse em metade das vezes, e não que errasse todas.

Há também quem afirme que o ato de montar serve para mostrar dominação. Um indivíduo mais importante cobriria o subalterno para deixar claro que é ele quem manda. Bagemihl mostra que, embora essa explicação seja válida para várias espécies, em muitas outras, como a das morsas, os dominantes na realidade são montados pelos dominados! Na mesma lista podem ser incluídos bichos tão diferentes como leões-marinhos, golfinhos, carneiros-silvestres, veados, cabras, hienas, cangurus e pica-paus.

Fazem porque gostam
Depois de afastar as explicações mais comuns ou preconceituosas para a prática do homossexualismo, Bagemihl dá aos fatos uma interpretação original. “Quero me afastar do paradigma de pretender explicar a função de cada comportamento”, declara ele. “Em muitos casos, vê-se com clareza que não há nenhum motivo para aquilo que os animais estão fazendo.” O que ele está querendo dizer é que as espécies nem sempre adquirem características vantajosas para a sua sobrevivência.

Ao contrário, há diversos traços que parecem mais atrapalhar do que ajudar a evolução. É o que Bagemihl procura mostrar em defesa de sua proposta. Ele conta que os ciclos reprodutivos dos machos e das fêmeas dos avestruzes raramente se encontram, e o desencontro dificulta a fertilização. Entre os babuínos da savana, a agressividade dos machos em relação às fêmeas é tamanha que às vezes as matam. Bagemihl também relaciona fêmeas de aves que, logo depois de copular, defecam. Com isso, expelem o sêmen que acabaram de receber, num rito anticoncepcional até hoje mal compreendido.

O infanticídio e o canibalismo de filhotes entre mamíferos são outros rituais difíceis de explicar. Nenhuma teoria mostra com clareza de que maneira esses atos favorecem a reprodução. Para Bagemihl, o homossexualismo pode ter um motivo simples, que costuma ser ignorado pelos biólogos: prazer. “A posição tradicional da ciência sempre foi a de assumir que o prazer sexual não existe para os bichos”, diz Bagemihl. “Mas, na minha opinião, quando estudamos o sexo, temos que revisar os pressupostos que temos.”
O biólogo John Alcock não concorda inteiramente. Ele é um dos que recomendam cautela antes de falar sobre deleite sexual entre animais. “É difícil saber o que passa pela cabeça deles”, diz. Bagemihl concorda. “Como discernir o que uma mosca está sentindo? Talvez nunca sejamos capazes de comprovar a existência de prazer em interações sexuais animais.” O problema, acrescenta ele, é que também não podemos descartar a possibilidade de a satisfação sexual existir.

Muitos exemplos reforçam a tese de que a maioria dos animais faz o que faz porque gosta mesmo. Os mais marcantes são evidentes entre os macacos, cujas reações, por serem bem parecidas com as humanas, são mais fáceis de avaliar. Fêmeas de várias espécies, inclusive dos bonobos, parentes dos chimpanzés, têm orgasmo em relações homossexuais. O fato é comprovado por grande número de testes e acontece, também, em outros mamíferos, como as baleias-brancas, cujos machos se envolvem em brincadeiras “eróticas” que sugerem uma orgia. Observa-se nesses mamíferos um gosto pelos afagos só igualado pelas generosas carícias mútuas das marmotas fêmeas ou pelo namoro dos periquitos machos, que formam casais que permanecem juntos até por 6 anos.

Bagemihl reconhece que a discussão sobre o “erotismo animal” é a parte mais especulativa do seu livro, devido à dificuldade de demonstrar que os bichos também têm sensações de prazer. Tudo bem, raciocina ele. “Eu gostaria que meu livro se tornasse uma fonte importante de pesquisas futuras, mesmo se muita gente discordar das minhas conclusões.” Nesse ponto, Alcock nem tenta polemizar. “O homossexualismo existe e precisa ser discutido.” À luz da ciência, talvez seja preciso rever nossa visão sobre as categorias de gênero e o papel do prazer sexual na evolução das espécies.

Para saber mais
Biological Exuberance - Animal Homosexuality and Natural Diversity - Bruce Bagemihl, St. Martin’s Press, 1999
Por Que o Sexo é Divertido? - A Evolução da Sexualidade Humana - Jared Diamond, Rocco, 1999