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quinta-feira, 25 de abril de 2013

Documentário mostra a vida das gêmeas siamesas Abby e Brittany Hensel

Abby e Brittany Hensel são gêmeas siamesas determinadas a viver uma vida normal 

As irmãs contam que, embora dividam alguns órgãos, são pessoas com personalidades distintas e precisam chegar a um acordo para tudo o que fazem, desde a alimentação até a vida social.
(Veja vídeos: Vídeo 1 e vídeo2)

Abby e Brittany Hensel são gêmeas siamesas determinadas a viver uma vida normal. Como a maioria das garotas de 23 anos, as irmãs gostam de passar tempo com amigos, viajar nas férias, dirigir, praticar esportes e viver a vida ao máximo.

As gêmeas de Minnesota, nos Estados Unidos, se formaram na Universidade Bethel e estão começando uma carreira como professoras primárias.

"Logicamente entendemos que no início vamos ganhar apenas um salário, porque vamos fazer o trabalho de uma pessoa", diz Abby. "Com a experiência, talvez possamos negociar um pouco, considerando que temos dois diplomas e porque somos capazes de dar duas perspectivas diferentes ou ensinar de duas maneiras diferentes", observa.

"Enquanto uma está ensinando, outra pode fazer monitoramento ou responder perguntas", comenta Brittany.

A amiga Cari Jo Hohncke sempre admirou o trabalho de equipe das irmãs. "Elas são duas garotas diferentes, mas ainda assim elas são capazes de trabalhar juntas para fazer as funções básicas que fazemos todos os dias sem pensar", diz.

As irmãs são objeto do documentário Abby and Brittany: Joined for Life (Abby e Brittany: Juntas para a vida toda), que vai ao ar nesta quinta-feira na Grã-Bretanha pelo canal 3 da BBC.

Elas disseram ter decidido participar do documentário para mostrar ao mundo que vivem uma vida normal.

Intimidade
As gêmeas têm tanta intimidade que muitas vezes falam simultaneamente ou uma termina a frase da outra.

Com dois pares de pulmões, dois corações, dois estômagos, um intestino e um sistema reprodutivo, elas aprenderam desde cedo a coordenar o corpo. Abby controla o lado direito e Brittany controla o lado esquerdo.

Com 1,57 metro, Abby é dez centímetros mais alta que a irmã, que precisa andar quase na ponta do pé para que elas mantenham o equilíbrio.

Apesar de terem personalidades distintas, elas precisaram aprender também a chegar a um acordo para tudo o que fazem, desde a alimentação até a vida social ou as roupas que vestem.

"Temos estilos muito diferentes", afirma Abby. "A Brittany gosta muito mais de cores neutras, pérolas e coisas assim, enquanto eu prefiro algo mais vivo e colorido", conta.

Diferenças
Enquanto Abby é vista como a irmã "expansiva" e sempre vence as discussões sobre o que elas vão vestir, Brittany diz que sua irmã gêmea é também muito mais "caseira", enquanto ela gosta de sair.

Há outras diferenças também. Brittany tem medo de altura, mas Abby não tem. Abby tem interesse em matemática e ciência, enquanto Brittany prefere a arte.

Elas também têm uma resposta diferente ao café. Após poucas xícaras, o batimento cardíaco de Brittany se acelera, mas Abby não é afetada. E elas têm temperaturas corporais diferentes.

"Eu posso ter uma temperatura do corpo totalmente diferente da de Brittany", diz Abby. "E muitas vezes nossas mãos têm temperaturas diferentes. Eu fico super quente muito mais rápido."

Vida privada
Apesar de ter uma vida familiar e social normal, estudando e trabalhando como qualquer outra jovem, elas enfrentam problemas adicionais. Por exemplo, elas precisam lidar com as especulações sobre a vida privada - algo que preferem não discutir. As gêmeas negam os boatos de que Brittany teria ficado noiva, descrevendo a história como "uma piada tola".

Viajar para o exterior nas férias também tem suas particularidades. Elas têm dois passaportes diferentes, mas podem comprar apenas uma passagem, porque ocupam apenas um assento no avião.

Elas também precisam ficar atentas ao visitar locais com muita gente, porque muitas vezes chamam a atenção e são alvo de curiosidade e das lentes de câmeras do público.

Uma das amigas mais próximas das gêmeas, Erin Junkans, diz que elas sempre precisam ficar em alerta, porque não sabem como as pessoas vão reagir ou o que vão dizer. "Eu sempre procuro garantir que elas fiquem seguras e que não fiquem completamente expostas", diz Junkans. "Às vezes elas ficam um pouco sufocadas com essa atenção, mas elas me surpreendem com sua habilidade para deixar isso de lado e continuar indo aonde querem", afirma.

Acontecimento raro
O nascimento de gêmeos coligados é algo extremamente raro - apenas um em cada 200 mil nascimentos -, e em até 60% desses casos, os bebês são natimortos. As gêmeas do sexo feminino tendem a ter uma taxa de sobrevivência mais alta do que a dos meninos.

As operações para separar gêmeos siameses são processos altamente complexos e perigosos. E esse era um risco que os pais de Abby e Brittany não queriam correr, por medo de que uma delas pudesse não sobreviver à cirurgia ou ter a mesma qualidade de vida de que desfrutam hoje.

Com apenas 12 pares de coligados adultos conhecidos em todo o mundo hoje, Abby e Brittany Hensel estão desafiando as probabilidades.

A mãe delas, Patty Hensel, diz que suas expectativas e esperanças para as filhas são as mesmas de qualquer mãe. "Como qualquer mãe, espero que elas sejam bem sucedidas, felizes e saudáveis", diz.

Com o início conjunto da vida profissional, as gêmeas se tornaram modelos para seus alunos, tanto no lado acadêmico quanto em relação à sua atitude sobre a vida.

"Eu não acho que haja qualquer coisa que elas não tentariam ou algo que elas não fossem capazes de fazer se realmente quisessem", diz Paul Good, diretor da escola onde Abby e Brittany trabalham. "Para trazer isso para as crianças, especialmente para alunos que podem ter alguma dificuldade, é algo muito especial. Eles aprendem com um exemplo de vida", afirma.

UOL

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Siamesas unidas pelo topo da cabeça são separadas após quarta cirurgia

Siamesas sudanesas são separadas após quarta cirurgia
Irmãs nasceram unidas pela cabeça em setembro do ano passado
Foto tirada no começo de setembro foi divulgada hoje. Crédito: Facing the world / AFP

Duas irmãs siamesas sudanesas foram separadas após quatro cirurgias, informaram nesta segunda-feira, em Londres, membros da equipe cirúrgica. Rital e Ritag Gaboura, nascidas em 22 de setembro de 2010 em Cartum, foram operadas pela quarta vez em 15 de agosto. Foi uma operação pouco comum, explicou a equipe, chefiada pelo cirurgião David Dunaway.

Quando as meninas nasceram, os vasos sanguíneos das duas cabeças estavam interligados. Assim, o coração de Ritag trabalhava praticamente para as duas. Quando chegaram a Londres, em 13 de abril, o coração dela corria grave risco por conta do esforço extra, levando risco para a vida de ambas.

As duas primeiras cirurgias permitiram separar o sistema vascular comum das duas meninas. Na terceira, elas receberam enxerto de tecido para "esticar" a pele e assim cobrir o crânio durante a última operação.

Dezenas de intervenções para separar siameses têm sido realizadas desde as primeiras tentativas, nos anos 1950, mas operá-los uma única vez costuma levar à morte um dos irmãos ou causar danos cerebrais irreversíveis. As operações em várias etapas, que têm maiores chances de êxito, são pouco comuns.

Fonte: AFP

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Gêmeas siamesas são separadas após cirurgia de 6 horas. Veja

Gêmeas siamesas são separadas
Após cirurgia de 6 horas, irmãs chinesas se recuperam em Xangai.

Veja a reportagem em vídeo (BBC)

Após uma cirurgia que durou seis horas, gêmeas chinesas que nasceram ligadas pelo abdômen e pelo peito foram separadas num hospital em Xangai.

Na operação, An An e Min Min tiveram o pericárdio e o fígado partidos em dois.
Gêmeas chinesas nasceram unidas pelo peito e pelo abdômen (Foto: BBC)

Além disso, a equipe médica teve que remodelar a caixa toráxica e os peitos das meninas usando placas de alumínio e titânio.

Depois de separadas, as gêmeas siamesas foram abrigadas em berços especiais.

As meninas nasceram no fim de abril pesando 4.890 kg.

De acordo com a TV Dragão de Xangai, todo ano, entre 800 mil e 1,2 milhão de  crianças chinesas nascem com algum tipo de deformidade física.

Veja a reportagem em vídeo (BBC)

Da BBC