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sexta-feira, 11 de maio de 2012

Paraplégico, Ex-BBB Fernando Fernandes disputa a São Silvestre

Fernando Fernandes ficou paraplégico após um acidente de carro Após um acidente de carro no início do ano, o ex-BBB Fernando Fernande ficou paraplégico. Mas o modelo não desistiu de lutar e tem se dedicado à prática de esportes como a canoagem e a corrida.

Nesta quinta-feira, ele partipou da São Silvestre, em São Paulo. E Fernando não pretende parar por aí. Ele ainda quer participar dos Jogos Paraolímpicos.

- A minha vontade é óbvio que é voltar a andar. Mas, se isso não ocorrer, vou ter que saber lidar com a realidade. Eu tenho certeza, coloquei como objetivo da minha vida, vou disputar as Paraolimpíadas - afirmou.

O paulista Fernando Fernande , de 28 anos, ganhou sucesso em 2002 quando participou da segunda edição do programa Big Brother Brasil.
globoesporte.globo.com

Ex-BBB Fernando Fernandes acredita que possa voltar a andar
O atleta paraolímpico deu entrevista para a edição de novembro da revista "TPM".

foto: Divulgação/Revista TPM
Ex-BBB Fernando Fernandes acredita que pode voltar a andar

O ex-BBB Fernando Fernandes não perde as esperanças em voltar a andar. Depois do acidente de carro, que o deixou paraplégico, em julho de 2009, ele se tornou bicampeão de paracanoagem e acredita que os avanços da medicina possam ajudá-lo a voltar a andar. "Assim, entro para a história como o modelo bicampeão mundial de paracanoagem - quem sabe campeão paraolímpico - que saiu andando com as células-tronco", afirmou em entrevista para a edição de novembro da revista "TPM".


O ex-BBB que posou para um ensaio para a publicação falou também sobre vaidade. "Sou muito vaidoso, mas não vou deixar que a vaidade seja maior do que minha felicidade. Se não estou mais dentro do padrão, não vou ser menos feliz por isso." foto: Divulgação/Revista TPM
Fernando ficou paraplégico após um acidente de carro em 2009


sábado, 12 de novembro de 2011

Ex-BBB Fernando Fernandes diz que não mudaria acidente que o deixou paraplégico


O ex-BBB Fernando Fernandes, 30, disse que o acidente que o deixou paraplégico fez ele se encontrar.

"Se hoje não estivesse em uma cadeira de rodas, não sei o que seria ou faria", disse em entrevista à revista "TPM" de novembro.

"Por isso, não mudaria absolutamente nada na minha vida", afirmou. "Nem mesmo o dia 4 de julho [data do acidente]."

O ex-modelo é agora bicampeão mundial de paracanoagem. A primeira vez que entrou em um caiaque foi durante sua recuperação no hospital.

"Em cima da água, tive minha liberdade de volta", contou. "Podia ir aonde quisesse."

Ele disse ainda que tem certeza de que voltará a andar dentro de alguns anos, ajudado pelos avanços da medicina.

"Assim, entro para a história como o modelo bicampeão mundial de paracanoagem --quem sabe campeão paraolímpico-- que saiu andando com as células- tronco."

Daniel Aratangy/Divulgação/Revista TPM
O ex-BBB Fernando Fernandes, que disse que não mudaria acidente que o deixou paraplégico, na revista "TPM"


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terça-feira, 17 de maio de 2011

Estudante paraplégico 'anda' em formatura usando exoesqueleto

Um estudante paraplégico americano conseguiu andar em sua formatura com a ajuda de um exoesqueleto desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Berkeley, onde ele estudou.

Diante de uma plateia de 15 mil pessoas, Austin Whitney usou um controle em um andador para acionar o exoesqueleto amarrado às suas pernas e dar os tão esperados sete passos para receber o diploma em Ciência Política e História.

"Foi realmente além dos meus sonhos mais incríveis", disse Whitney.

"No segundo em que eu apertei o botão e me levantei, eu fui inundado por uma série de emoções."

Ele descreveu como os altos e baixos de sua vida passaram por sua mente enquanto ele andava, desde o momento em que ele ficou paraplégico quatro anos atrás em um acidente de carro até o dia em que ele descobriu que havia sido aceito pela Universidade de Berkeley.

"Foi realmente impressionante", disse ele.

A tecnologia que ajudou Whitney a andar foi desenvolvida com objetivos militares

O exoesqueleto que ajudou Whitney a andar depois de anos foi desenvolvido por uma equipe de alunos de pós-graduação liderada pelo professor de engenharia mecânica Homayoon Kazerooni.

Austin Whitney trabalhou com a equipe durante meses, testando a estrutura robótica e dizendo o que funcionava e o que precisava de ajustes. Em homenagem a ele, o exoesqueleto foi batizado de "Austin".

Tecnologia militar

A tecnologia que ajudou Whitney a andar começou a ser criada em 2002, quando Kazerooni recebeu um financiamento do Departamento de Defesa americano para inventar um aparato que permitisse que pessoas carregassem enormes cargas por longos períodos.

Segundo o departamento de imprensa da universidade, a ideia na época era ajudar pessoas como médicos militares carregando um soldado ferido ou bombeiros que precisam subir escadas com equipamento pesado.

Quatro anos depois, foi criado o Bleex (Berkeley Lower Extremity Exoskeleton). O dispositivo tem uma mochila que se conecta às pernas da pessoa e usa sua própria fonte de energia para movê-las sem colocar pressão desnecessária sobre os músculos.

Mas o professor tinha planos mais ambiciosos para o exoesqueleto: ajudar pessoas que não podem andar.

Embriagado

O acidente que colocou Whitney em uma cadeira de rodas aconteceu no dia 21 de julho de 2007, quando ele assumiu a direção do carro após ter consumido bebidas alcoólicas.

Seu melhor amigo quase morreu e Whitney quebrou a coluna e ficou paraplégico.

"Foi minha culpa", disse ele.


Whitney trabalhou com a equipe de Berkeley por meses

"Eu fiquei com muita raiva de mim mesmo, mas percebi que tinha duas escolhas: eu podia viver no passado e me encher de pena ou enfrentar a adversidade na minha vida e impedir que isso enterrasse meu objetivos, sonhos e aspirações."

Após entrar para a universidade, Whitney passou a dar palestras para estudantes sobre os perigos de beber e dirigir.

Ele também disse esperar que o sucesso da caminhada em sua formatura dê esperanças a outros paraplégicos de que eles um dia possam contar com máquinas de preço acessível que os ajudem a recuperar alguma mobilidade.

"Esta tecnologia pode ser usada por um grande número de pessoas e esta é nossa missão", disse Kazerooni.

"Estamos dizendo à comunidade que isso é possível. Este é apenas o começo de nosso trabalho."

BBC Brasil