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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Holandês acusa Messi de chamá-lo de 'negro' com tom racista 'várias vezes'


Lateral holandês acusa Messi de chamá-lo de 'negro' em tom racista
Drenthe, emprestado pelo Real ao Everton, afirma que fato aconteceu mais de uma vez: 'Acho que não me convidaria para a festa de aniversário dele'

O lateral holandês Drenthe, emprestado pelo Real Madrid ao Everton, da Inglaterra, resolveu dar um tempo nas notícias boas sobre o argentino Lionel Messi. Em entrevista à revista “Helden”, o jogador afirmou que o camisa 10 do Barcelona o chamou de “negro” mais de uma vez, enquanto ele atuava no Hércules e no Real.
Drenthe, na época do Hércules, discute com Messi: holandês acusa o camisa 10 do Barcelona de racismo (Foto: Agência Getty Images)

- Jogamos muito um contra o outro e sempre tivemos problemas. Sabe o que sempre me incomodou? O tom que ele usava para me chamar de “negro, negro”.

Drenthe explicou na entrevista que o termo até é comum na América do Sul, mas que é difícil entender. O lateral afirma que Mahamadou Diarra também teve problemas com o “termo”.

- Eu entendo que é muito comum na América do Sul, mas eu não suporto. O Diarra ficou furioso quando o Heinze e o Higuain o chamaram de negro, mas logo eles pararam. Quando joguei pelo Hércules contra o Barcelona, tive os mesmos problemas com o Messi. Quando apertei a mão dele, ele disse: “Oi, negro”. Depois não apertou minha mão após a partida. Acho que não me convidaria para a festa de aniversário dele.

Por GLOBOESPORTE.COM
Barcelona, Espanha

quarta-feira, 16 de março de 2011

Padre que já foi condenado por embriaguez ao volante é denunciado por crime de injúria racial

SÃO PAULO - O Ministério Público de São José do Rio Preto, cidade a 451 quilômetros de São Paulo, denunciou nesta terça-feira o padre Aparecido Donizeti Bianchi, 51, por injúria racial. O caso aconteceu abril do ano passado, quando uma técnica em enfermagem disse que foi agredida física e verbalmente pelo sacerdote. Se condenado, ex-pároco da Catedral pode pegar de um a três anos de prisão.

Padre Aparecido Donizeti Bianchi
O promotor de Justiça Sérgio Clementino assinou a denúncia. A técnica em enfermagem Rubenice Alves da Silva, 24 anos, que é negra, foi insultada e agredida fisicamente quando ela acompanhava uma idosa que levava o religioso de carro, do centro da cidade até o bairro Cidade Jardim.

O crime é previsto no parágrafo terceiro do artigo 140 do Código Penal, que trata da injúria, consiste na utilização de elementos referentes à raça, cor, etnia, religião, origem ou à condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência. A técnica em enfermagem registrou boletim de ocorrência. O padre negou as acusações.

Esta não é a primeira vez que o padre se envolve com a Justiça. Ele já foi condenado por embriaguez ao volante e indiciado em três inquéritos por cometer infrações de trânsito, como dirigir embriagado, atropelar dois motociclistas e fugir sem prestar socorro. O padre também foi flagrado dirigindo em ziguezague numa rodovia de José Bonifácio, em São Paulo. Ele estava sem a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) que havia sido apreendida no atropelamento dos motociclistas. O padre disse que havia rezado três missas e tomado um cálice de vinho em cada uma delas.

Em 2006, o padre também foi flagrado dirigindo na contramão do calçadão de São José do Rio Preto e foi parado por policiais militares. Segundo os policiais, ele estava visivelmente alcoolizado. Na abordagem, ele dançou a música do "É o Tchan" e fez gestos obscenos para os PMs. O pároco foi levado para a delegacia, indiciado e condenado pela Justiça a dois anos de prisão. Mas a pena foi transformada em multa.

O padre perdeu o cargo de pároco da Catedral São José, a matriz de São José do Rio Preto, e foi transferido para a cidade vizinha de Planalto.

TV Tem, O Globo