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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Iate Clube. Demolição de prédio histórico surpreende colatinenses

O Iate Clube já foi palco para muitas festas da sociedade. Ele começou a ser construído no final da década de 1950
VIVIANE CARNEIRO 

O Iate Clube já foi palco para muitas festas da sociedade
A população de Colatina, no Noroeste do Estado, foi surpreendida nesta terça-feira (12) com a demolição do prédio do Iate Clube, localizado no centro da cidade. A destruição do tradicional clube colatinense foi interrompida pela Polícia Militar, já que não tinha autorização da prefeitura.

A demolição começou bem cedo e deixou parte da estrutura em pedaços. Mesmo com a chuva fina que caía, as pessoas paravam para assistir e lamentar a cena. O Iate Clube já foi palco para muitas festas da sociedade. Ele começou a ser construído no final da década de 1950.

O prefeito de Colatina, Leonardo Deptulski, também foi surpreendido com a demolição do prédio e informou, através de nota, que não autorizou a destruição do clube. Disse ainda que o pedido foi feito pela diretoria do Iate e estava sendo analisado. A prefeitura determinou a paralisação imediata da demolição e contou com a ajuda da Polícia Militar.

A administração do município disse que tomará as providências legais cabíveis, inclusive a responsabilização por ordenar e executar a demolição sem a devida autorização legal. O prefeito disse que a comunidade precisa ser ouvida e o ordenamento jurídico precisa ser respeitado.

Através da nota, Deptulski esclarece que o Iate Clube é de propriedade particular dos sócios, porém a área onde está construído foi doada pelo município através de leis municipais de 1955 e 1968, sem cláusula de reversão.

O prefeito alerta ainda que toda obra, de construção ou demolição, deve passar por análise e aprovação da prefeitura. Especialmente a demolição de construções antigas que fazem parte do patrimônio histórico, arquitetônico e paisagístico, cujo valor real não se restringe ao seu valor econômico.

O presidente da Câmara de Vereadores de Colatina, Sérgio Meneguelli, afirmou que o fato foi uma afronta à autoridade. "Eles passaram por cima da lei. Foi uma agressão, mas agora o prefeito embargou por tempo indeterminado a obra", afirmou.

Segundo Meneguelli, 99% da população é contra a demolição do Iate Clube. "Eles agiram na calada da noite. A idéia era de que só o terreno não nos interessaria, já que lutamos pela conservação da arquitetura. Eles querem a área para construir um hotel", revelou.

Os sócios que aprovaram a decisão não quiseram dar detalhes, mas decidiram fazer isso porque estavam cheios de dívidas. Disseram também que entrarão com uma ação na justiça contra a prefeitura.

30% da obra foi destruída

O engenheiro da prefeitura e inspetor do CREA em Colatina, Francisco Hermes, disse que é lamentável ver os danos na obra. Segundo ele, cerca de 30% foi destruído, mas ainda é possível recuperação. "Foi uma surpresa desagradável, foi destruída parte da história de Colatina", destacou.

Ele conta que quando chegou ao local nesta terça-feira já haviam interrompido a demolição, mas Francisco acredita que somente uma escavadeira de grande porte poderia ter feito aquele estrago, já que a obra tem uma estrutura muito sólida.

"O que chama atenção no Iate é a casca de concreto, aparentemente, uma obra sem vigas e colunas, difícil para época que não tinha computador para projetar. É um marco da arquitetura, uma obra extremamente ousada", ressaltou o engenheiro.

Francisco afirma que mesmo hoje é difícil construir uma estrutura como a do Iate. Ele relata que a obra é de grande valor arquitetônico e que foi inspirada na arquitetura de Oscar Niemayer.

Clube seria leiloado

Chegou a ser marcado um leilão para venda do Iate Clube no dia 23 de junho, mas foi cancelado. O motivo foi a elaboração de um projeto da Câmara de Vereadores que dizia que o imóvel deveria ser tombado historicamente.

O lance inicial para venda do imóvel seria de R$ 7,5 milhões. Na época a comissão de vendas do clube ainda estudava alternativas sobre como liquidar o prédio, mas garantiram que a venda era certa.

No dia do leilão a diretoria afirmou que o Iate Clube estava com muitas dívidas e com sua manutenção inviável. Atualmente o clube realizava bailes aos sábados e domingos e possuía uma piscina para os 121 sócios.

O presidente da Câmara de Vereadores de Colatina, Sérgio Meneguelli, elaborou um projeto de tombamento do imóvel pertencente ao Iate Clube. Segundo ele, o projeto de lei, número 62/2010, está em análise no Conselho Municipal de Cultura.

De acordo com o projeto, o bem tombado não pode ser destruído, demolido, mutilado, desmontado ou abandonado pelos proprietários ou poder público. O projeto de lei ainda deve ser votado pelos vereadores de Colatina.

(GAZETAONLINE)

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Baleia Franca surge de repente e destrói iate na África do Sul‎

A baleia de 40 toneladas saltou da água e atingiu em cheio o iate de dez metros



Baleia franca de 33 m de comprimento salta da água e cai sobre o barco, na Cidade do Cabo
Foto: EFE

Uma baleia franca de 33 m de comprimento saltou da água e caiu sobre o barco de um casal na costa da Cidade do Cabo, na África do Sul. O mastro da embarcação ficou destruído, mas ninguém se feriu. Autoridades sul-africanas investigam se o animal de aproximadamente 40 toneladas foi provocado antes de pular sobre a embarcação.

Segundo o jornal britânico Telegraph, a baleia atingiu o iate Intrepid, onde estava o casal Paloma Werner, 50 anos, e Ralph Mothes, 59 anos, e destruiu o seu mastro antes de voltar para a água. Imagens divulgadas pela agência de notícias EFE mostraram o momento do salto e a situação do barco após o incidente.

"Foi realmente incrível e muito assustador. A baleia tinha quase o mesmo tamanho do barco. Ela chegou a cerca de 100 a 200 m de nós, em seguida desapareceu debaixo de água, e depois reapareceu a cerca de 10 m do barco, mas não pensamos que estávamos na rota de colisão", disse Paloma Werner, segundo o jornal britânico.

"Eu achava que ela estava sob o barco. Nós temos muita sorte de termos saído vivo dessa. Graças a Deus o casco resistiu ao impacto. De outra forma nós estaríamos arruinados", completou. Baleias são comuns nessa época do ano na região da Cidade do Cabo. Centenas de turistas costumam acompanhar o movimento dos mamíferos de junho a novembro.

Com informações da FoxNews, agência EFE e do jornal Telegraph