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quarta-feira, 15 de maio de 2013

Vídeo mostra rebelde comendo coração de soldado morto. As cenas são fortes


Vídeo mostra rebelde sírio comendo coração de soldado morto em combate
Atitude foi condenada por entidades humanitárias, que consideram a guerra civil no país cada vez mais sangrenta

Um vídeo de um comandante rebelde sírio arrancando e mordendo o coração de um soldado é emblemático de uma guerra civil que se transformou rapidamente numa batalha de ódio sectário e assassinatos por vingança, disse a organização humanitária Human Rights Watch nesta segunda-feira.  (Veja o vídeo aqui)

O grupo com sede em Nova York disse que um vídeo amador postado na Internet no domingo mostra Abu Sakkar, um dos fundadores da Brigada Farouq conhecido por jornalistas como um rebelde da cidade de Homs, cortando o peito de um soldado morto.


O vídeo provocou indignação tanto entre os partidários do presidente sírio, Bashar al-Assad, como entre figuras da oposição.

"Juro por Deus, vamos comer seus corações e seus fígados, seus soldados de Bashar, o cão", diz o homem para companheiros no vídeo que aplaudem e gritam "Allahu akbar (Deus é grande)".

O conflito sírio começou com protestos pacíficos em março de 2011, mas estes foram suprimidos gradualmente por uma guerra civil cada vez mais intensa que, de acordo com um grupo de oposição, já custou mais de 80 mil vidas.

Peter Bouckaert, da Human Rights Watch, disse que tinha visto uma cópia do vídeo original não editado e que a identidade de Abu Sakkar foi confirmada por fontes rebeldes em Homs e por imagens dele em outros vídeos usando o mesmo casaco preto, assim como no mais recente vídeo, e com os mesmos anéis em seus dedos.

"A mutilação dos corpos dos inimigos é um crime de guerra. Mas a questão ainda mais grave é a descida muito rápida à violência", disse Bouckaert.

Ele disse que, na versão não editada do filme, Abu Sakkar instrui seus homens a "abater os alauítas e levar seus corações para comê-los", antes de ele próprio morder o coração.

A Gazeta

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Aviões de combate dos EUA. Próxima geração de aeronaves de guerra serão incríveis

Próxima geração de aviões de combate dos EUA vai ser incrível.

Aeronaves devem ser mais rápidas e inteligentes do que as atuais, além de se "curarem" sozinhas.

Os Estados Unidos são um país que conta com um exército muito bem equipado, tanto que a sua Força Aérea já está na quinta geração de aeronaves de combate — e essa “família” é representada pelos aviões F-35 Lightning e o F-22 Raptor, que são modelos muito poderosos, rápidos e inteligentes.

Porém, ainda que muito potentes, essas duas aeronaves estão em fase de testes. E, apesar da pouca idade dessas ferramentas, os militares norte-americanos não estão satisfeitos e já começaram a desenvolver a sua sexta geração de aviões de combate, sendo que eles prometem superar todas as características dos seus antecessores.

Ao contrário do que muita gente pode pensar, essa iniciativa não é destinada exatamente para o caso de uma guerra acontecer. O problema é que a Marinha dos EUA está com uma frota de aviões que vai bater o seu limite de voo em 2025. Como a geração atual de caças não vai substituir as aeronaves futuramente aposentadas, mais aviões de combate precisam ser produzidos.

As inovações vão ser grandes!

Para que o projeto de novos aviões realmente seja impulsionado, o governo norte-americano abriu o que eles chamam de Request For Information. Com isso, companhias privadas de aviação podem contribuir com o seu trabalho para criar ou incrementar as novas aeronaves dos militares norte-americanos.

No entanto, essas empresas não podem trabalhar de maneira completamente livre, pois é necessário atender a alguns requisitos. Por conta disso, os protótipos devem ser controlados por pilotos ou à distância, ter os sensores mais avançados da atualidade (para identificar áreas de risco, por exemplo) e armas poderosas e precisas, de modo que o combate possa ser realizado de maneira inteligente.

Você achou que as exigências são extremas demais? Pois acontece que o conceito de protótipo proposto pela Boeing conta com um recurso ainda mais espantoso. Além de alta velocidade e poder de fogo, os aviões poderiam se consertar sozinhos. Dessa maneira, no caso de eles serem alvejados por tiros, uma massa de vidraceiro que ficaria na fuselagem endureceria e manteria o veículo sem danos aparentes.

Fonte: http://migre.me/e3qGH

terça-feira, 8 de maio de 2012

Problemas. Gugu está prestes a travar guerra com Xuxa

Gugu está prestes a travar guerra com Xuxa

Xuxa não deve ter gostado que Gugu Liberato  tenha  
exibido suas fotos de quando posou para a Playboy
No último domingo, apresentador exibiu fotos da Rainha dos Baixinhos quando ela posou nua para uma revista masculina

Guerra à vista. Gugu Liberato pode estar prestes a travar uma guerra daquelas com a apresentadora Xuxa, segundo o blog do jornalista Fernando Oliveira.

No último domingo, ele exibiu fotos da Rainha dos Baixinhos quando ela posou nua para uma revista masculina. No vídeo, aparecem fotos da capa e do recheio das revistas, com tarjas sobre as partes íntimas. Na mesma reportagem foram retratadas personalidades como Mara Maravilha, Luciana Vendramini e Joana Prado.

Em 2008, Xuxa entrou com um processo contra a Band e o apresentador Leão Lobo por terem mostrado páginas dela na "Playboy". A emissora e o apresentador foram condenados.


SOFTNEWS (A Gazeta)


sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Top 10 Melhores Filmes de Guerra de Todos os Tempos


Filmes de guerra são emocionantes, heróicos e trágicos, insuportavelmente ficam sempre em nossas mentes, não importa quanto tempo se passou. Temos aqui os dez melhores filmes de guerra que se atrevem a explicar-lhe "Por que estamos lutando?" ou "Para que estamos lutando?"

Esses filmes descrevem a agonia da derrota e a felicidade da vitória, a razão pela qual você pode morrer pelo dever que lhe é determinado, para melhor ou para pior. Eles nos dizem o que pensam os nossos soldados quando estão realizando seu dever.

Vamos dar uma olhada no top dez filmes de guerra de todos os tempos.

10. The Red Badge of Courage (br: A glória de um covarde / pt: Sob a bandeira da coragem)
Este filme foi lançado em 1951, o diretor John Huston, que mostrou as imagens em sépia de caras com medo se movendo em direção à morte. Ele mostra a linha entre a coragem e a covardia. Este filme foi estrelado por Audie Murphy e Stephen Crane.

9. Gettysburg
Este filme foi lançado em 1993. Quando você assistir a este filme você terá a imagem total da batalha da Guerra Civil em 1863. Neste filme Martin Sheen desempenhou o papel do general Robert E. Lee. O escritor e diretor é Ronald F. Maxwell. Este foi um sucesso total e um espetáculo de cair o queixo.

8. MASH
Foi lançado em 1970. O cineasta é Robert Altman e é um filme emocionante. Estrelado por Donald Sutherland e Elliot Gould.

7. Nascido para Matar (no original: Full Metal Jacket)
Lançado em 1987, com foco na mentalidade  do Corpo de Fuzileiros Navais, é sem dúvida o melhor quando o tiro final vem com uma melodia familiar - "Mickey" - chega a dar um arrepio na espinha.

É considerado um dos grandes filmes sobre a guerra do Vietnã, junto com Platoon e Apocalypse Now e um dos melhores filmes do cinema da década de 1980, com uma posição que pode ser interpretada como sendo anti-guerra.


6. Resgate do Soldado Ryan
Este filme é baseado na II Guerra Mundial, um filme de ação total homens-on-a de missão lançado em 1998. Os primeiros 20 minutos do filme são incríveis, mas depois não é muito surpreendente.

5. Campo de batalha
Este filme é um dos filmes clichês Segunda Guerra Mundial. Foi lançado em 1949, dirigido por William Wellman. É um filme incrível, você deve prestar atenção!


4. Nada de Novo no Front Ocidental
Foi lançado em 1930 e vencedor do Oscar, este filme ainda tem o poder de trazer lágrimas nos olhos do espectador. Trata-se da 1 ª Guerra Mundial. Traz o heroísmo dos jovens estudantes alemães e um professor.

3. Além da Linha Vermelha
The Thin Red Line (br: Além da Linha Vermelha/ pt: A Barreira Invisível) é um filme de guerra americano de 1998 que conta uma história fictícia das Forças Armadas dos Estados Unidos durante a Batalha de Guadalcanal na II Guerra Mundial. Mostra os homens da Companhia C, em particular, os soldados interpretados por Sean Penn Jim Caviezel, Nick Nolte, Elias Koteas e Ben Chaplin.. É uma obra-prima total de tirar o fôlego. Dirigido por Terrence Malick e contrastando os quadros vivos da natureza com a destruição pelo homem.

2. Horizontes de Glória
Este foi lançado em 1957. Foi também com base na 1 ª Guerra Mundial. A coisa principal que você vai encontrar neste é o gao entre os oficiais e os senhores que os servem. É um filme totalmente clássico em todos os sentidos da palavra.

1. Apocalypse Now
Este filme foi lançado em 1979. Este é um épico cheio de momentos e seqüências que irá fazer viajar com o filme. Isso levará você a um passeio inesquecível.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Corpo de soldado morto na 2ª Guerra volta aos EUA 67 anos depois


Corpo de soldado morto na 2ª Guerra volta aos EUA 67 anos depois
Restos mortais deste soldado de origem polonesa foram localizados na aldeia de Stubica, 160 quilômetros ao sul de Sarajevo, onde seu avião foi abatido pelas tropas alemãs

Mais de 67 anos após sua morte em um campo de batalha da Segunda Guerra Mundial, o corpo do paraquedista americano Meceslaus T. Miaskiewicz partirá na terça-feira (26) rumo à sua terra natal, Massachusetts, desde o povoado bósnio onde seus restos permaneceram durante todos estes anos.

Neste túmulo rochoso está enterrado Sargento Meceslaus T. Miaskiewicz enterrada 67 anos atrás, em Sarajevo.
No último mês de junho, os restos mortais deste soldado de origem polonesa foram localizados na aldeia de Stubica, 160 quilômetros ao sul de Sarajevo, onde seu avião foi abatido pelas tropas alemãs, segundo informou nesta segunda-feira a agência "Srna".

"No dia 18 de maio de 1944, três bombardeiros americanos B-17 retornavam de um ataque a campos petrolíferos na Bulgária quando as forças alemãs atingiram um deles sobre a localidade de Stubica. Na ocasião, oito soldados morreram", declarou o arqueólogo Tihomir Glavas.

Os militares foram enterrados pelos moradores da região e em 1946 sete dos corpos foram entregues às autoridades dos Estados Unidos, mas ainda se desconhece por que Miaskiewicz ficou esquecido.

Seus restos foram exumados em junho deste ano de uma fossa na qual também foram encontrados um porta-níqueis e uma chapa de identificação, que inclui o nome da pessoa que deveria ser informada no caso da morte do soldado.

A identidade de Miaskievic foi confirmada pelo teste de DNA efetuado por legistas americanos.

O corpo do soldado será agora recebido com as honras militares que recebem aqueles caídos em combate.

AGÊNCIA EFE

domingo, 25 de julho de 2010

Em Ciudad Juarez, no México, a guerra entre cartéis do tráfico já matou mais de 1.600 pessoas só neste ano.

CIDADE DO MÉXICO (Reuters Life!) - Disputas entre cartéis de narcotráfico rivais saíram do controle, desencadeando uma onda de violência que as forças de segurança não conseguem conter, disse o autor de um novo livro sobre a crescente guerra das drogas no México.

"Murder City" (Cidade dos homicídios), o mais recente de mais de uma dúzia de livros do escritor norte-americano Charles Bowden sobre drogas e imigração na fronteira EUA-México, documenta os assassinatos de matadores, policiais e transeuntes em uma guerra do tráfico que já deixou mais de 26 mil mortos desde o final de 2006 e vem definindo a presidência de Felipe Calderón.

Residente no Arizona, Bowden passou vários meses em 2008 no submundo de Ciudad Juarez, ao sul de El Paso, no Texas, que é a principal rota de entrada de drogas nos Estados Unidos e é hoje a cidade mais violenta do mundo.

Misturando jornalismo com histórias sinistras e poéticas sobre um matador, uma vencedora de concurso de beleza, um jornalista e um padre, Bowden argumenta que os ataques em Ciudad Juarez - tiroteios em plena luz do dia, decapitações e policiais assassinados - não podem mais ser atribuídos unicamente à rivalidade entre Vicente Carrillo, chefe do cartel de Juarez, e Joaquin "Shorty" Guzman, que comanda o cartel de Sinaloa.

A disputa entre eles criou um inferno no qual jovens desempregados enxergam como seu único futuro ingressar em quadrilhas e atuar em incontáveis batalhas sobre tráfico de drogas, contrabandos e sequestros.

"Acho que Vicente Carrillo e Shorty Guzman não poderiam se dar um aperto de mãos e dizer 'está terminado'. Acho que não existe ninguém que pudesse dar um telefonema hoje para parar com tudo isso", disse Bowden em entrevista recente.

A violência em Ciudad Juarez começou a se agravar no início de 2008, quando Guzmán, o homem mais procurado do México, enviou assassinos à cidade para tentar ocupar o espaço do poderoso cartel de Juarez.

Bowden argumenta que o crime e os assassinatos hoje constituem quase as únicas maneiras de sobreviver em uma cidade deserta, onde metade dos adolescentes está desempregada ou não tem condições econômicas de estudar.

O livro acompanha assassinatos que ocorreram em Ciudad Juarez no primeiro quadrimestre de 2008, quando a violência começou para valer, incluindo os assassinatos de professores, policiais de trânsito, traficantes, motoristas de táxi e até mesmo meninas de 12 anos. Depois disso, escreveu Bowden, "a enxurrada de mortes tornou-se avassaladora."

Para o escritor, que já passou longos períodos no México, a violência em Ciudad Juarez tem suas raízes não apenas na impunidade efetiva desfrutada por muitas gangues de drogas, mas também pela pobreza extrema exacerbada pelos baixos salários pagos em fábricas de proprietários norte-americanos.

"Esta é uma cidade que até recentemente era um exemplo do livre comércio. Era esse o modelo. O modelo está produzindo a morte. Está produzindo adolescentes que não encontram emprego, que não têm condições econômicas de ir à escola, que ingressam em quadrilhas e se tornam assassinos", disse ele.

Mesmo antes do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (NAFTA), de 1994, Ciudad Juarez era um centro manufatureiro que produzia bens como televisores para o mercado dos EUA.

A região de Ciudad Juarez-El Passo movimentou 50 bilhões de dólares em comércio em 2008, mas o crescimento não lhe proporcionou infra-estrutura social, como parques ou transportes públicos, e a cidade é repleta de favelas e lixões.

Bowden disse que, para que a violência possa ser controlada, será preciso estudar as causas subjacentes à atividade das quadrilhas em Ciudad Juarez, onde operários de fábricas afirmam ganhar apenas 7 dólares por dia.

sábado, 17 de outubro de 2009

Guerra do tráfico mata 5, fere 8, queima ônibus e leva pânico a bairros do Rio


 ( - G1)
Guerra do tráfico mata 5, fere 8, queima ônibus e leva pânico a bairros do Rio

O secretário de Segurança Pública do Rio de Janeiro, José Mariano Beltrame, afirmou na tarde deste sábado (17) que a polícia vai atrás dos responsáveis pela onda de violência que deixou pelo menos 12 mortos e 8 feridos - seis policiais e dois moradores - nos bairros de Vila Isabel e Sampaio, na Zona Norte do Rio.

Dez dos mortos seriam criminosos, segundo a Polícia Militar, que anunciou a prisão de um homem e a apreensão de um adolescente. O delegado Alan Turnowski, chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, afirmou que "a resposta [aos criminosos] vai vir na mesma medida". "A situação não vai ficar impune", afirmou.

O governador do Rio, Sérgio Cabral, afirmou que o confronto no Morro dos Macacos não mudará a estratégia de segurança do estado. "Já tomamos as medidas necessárias para reagir a esse tipo de organização criminosa. Temos que efetivamente ter uma permanente luta de combate ao crime. Vamos continuar nessa linha, enfrentamento a situação. Não muda nada", disse Cabral.

A gravidade do caso levou a PM a montar um gabinete de gerenciamento de crise, que funciona no 6º Batalhão (Tijuca), do qual o comandante-geral da PM no Rio de Janeiro, coronel Mário Sérgio Duarte, faz parte.

Polícia sabia do ataque 


Beltrame disse que a polícia sabia da possibilidade de bandidos invadirem o Morro dos Macacos para disputar o controle do tráfico de drogas no local. Por isso, PMs foram destacados para a principal entrada do morro ainda no fim da noite de ontem. Ele disse que, como a área é muito grande e tem diversas entradas, não foi possível impedir que bandidos entrassem no morro e iniciassem o tiroteio com uma facção rival ainda na madrugada.

Conforme o secretário, a polícia optou por não entrar no morro ainda na madrugada, para evitar que vidas de civis fossem postas em risco. Em entrevista coletiva, ele admitiu que a polícia "pode até ter demorado um pouco" para agir, mas "planejou" a ação. "A polícia não vai entrar de madrugada [no morro]. Agimos com responsabilidade, nós temos de preservar o cidadão".

Já pela manhã, policiais entraram no morro e um helicóptero Águia, que fazia parte da operação e sobrevoava o local, explodiu após ser atingido por tiros de bandidos. Dos seis policiais que estavam a bordo, dois morreram e dois sofreram queimaduras, sendo que um está internado em estado grave.

Mas, segundo Beltrame, o problema poderia ter sido maior, já que, antes da explosão, o piloto conseguiu pousar o helicóptero em um campo de futebol. "Tivemos um incidente triste com um helicóptero, o capitão Marcelo num ato heroico conseguiu livrar que centenas de pessoas viessem a sofrer com a queda dessa aeronave."

Ônibus incendiados

Em uma ação atribuída aos criminosos que invadiram o Morro dos Macacos, pelo menos oito ônibus foram incendiados em acessos que levam à Favela do Jacarezinho, no Jacaré, outro bairro da região. O objetivo seria desviar a atenção dos policiais para o que acontecia no Morro dos Macacos.

De acordo com o motorista Fábio Nascimento, o ônibus que dirigia foi interceptado por cerca de 15 homens armados, que determinaram: "Desce, vamos botar fogo." A viação responsável pelos coletivos tirou os ônibus de circulação alegando falta de segurança.

Um grande extensão da Zona Norte e dos subúrbios da Central do Brasil foram afetadas pela ação criminosa: Mangueira, Maracanã, São Francisco Xaiver, Riachuelo, Rocha, Sampaio, Vila Isabel, Engenho Novo, Jacaré e Méier.

O trânsito foi interditado na Avenida Marechal Rondon, na altura do Engenho Novo, e a circulação na área ficou restrita à Rua 24 de Maio, no sentido Méier. No sentido contrário, o trânsito seguia apenas Rua Barão do Bom Retiro, obrigando quem saía do Méier, com destino ao Centro da cidade, passar pelo Grajaú.

Apoio federal 

O ministro da Justiça, Tarso Genro, ofereceu a Cabral o envio de homens da Força Nacional de Segurança para a contenção da violência na capital fluminense por conta do ocorrido neste sábado.

A assessoria de imprensa do ministério informou, porém, que o governador fluminense disse que não há a necessidade por enquanto da presença da Força Nacional e nem do envio de um helicóptero substituto ao que foi abatido pelos bandidos. Cabral teria dito que vai estudar as ofertas, mas descartou qualquer ajuda imediata.

O prefeito do Rio, Eduardo Paes, afirmou neste sábado que a Prefeitura dá total apoio às ações do governo do estado. Segundo ele, "têm combatido sem trégua as ações do crime organizado".

Segundo o secretário de Segurança, o governo toma medidas para evitar disputas entre quadrilhas rivais no Rio. "Mais de 80% das invasões que acontecem [nos morros] a gente tem antecipado." O secretário de Segurança Pública disse, no entanto, que foi impossível destacar policiais para coibir a entrada de traficantes no morro. "Se você pegar o mapa, você vai ver a infinidade de acessos que têm ali."

domingo, 28 de junho de 2009

A guerra das emissoras de tevês

Os bastidores das contratações milionárias das estrelas da tevê que agitam as emissoras brasileiras
Da: Istoé

Rodrigo Cardoso e Maíra Magro

PERCURSO Há dez anos não se viam tantos artistas trocando de emissora como agora

Há três meses, o apresentador Gugu Liberato, 50 anos, resolveu ceder às investidas da Rede Record. Marcou um almoço no restaurante The Waves, em um hotel em Alphaville, na Grande São Paulo, com os executivos da emissora. Começava, oficialmente ali, um namoro que contou com outro encontro em sua casa, vários telefonemas e um jantar com a presença do bispo Honorilton Gonçalves, vicepresidente artístico da Record, que na ocasião fez uma proposta por escrito a Gugu.

Após 36 anos no SBT, por contrato, Silvio Santos teria a possibilidade de cobrir a oferta. Mas o sinal verde para partir veio do próprio patrão: "Gugu, não vou impedi-lo de ir porque você não vai ganhar esse dinheiro todo em lugar nenhum. Vai!" Na quinta-feira 25 à tarde, o apresentador assinou com a Rede Record. Terá um programa de auditório de quatro horas de duração aos domingos, que deverá ir ao ar entre 18h e meia-noite. Irá comandar, ainda, um programa de entrevistas semanal. Em oito anos de contrato, receberá R$ 300 milhões, a maior transação de um artista brasileiro. Esse episódio é o ápice de uma guerra pelas estrelas da tevê que envolve as maiores emissoras do País. Há dez anos, não se via nada igual.

Em 1999, a Rede Globo chacoalhou o mercado ao contratar em menos de duas semanas os apresentadores Ana Maria Braga (ex-Record), Serginho Groisman (ex-SBT), Luciano Huck (ex-Bandeirantes) e Cazé Peçanha (ex-MTV). De uma vez, a emissora carioca reforçou seu casting e enfraqueceu a concorrência. Ana Maria Braga, por exemplo, era trunfo na Record, onde, com um programa exibido à tarde, vencia a Globo. Para piorar a situação da emissora do bispo Edir Macedo, Ratinho assinou com Silvio Santos mesmo tendo um contrato em andamento na casa. O bispo ameaçou adotar comportamento semelhante em relação aos funcionários do SBT. E a batalha começou.

O epicentro do troca-troca na tevê brasileira a que assistimos hoje é a Record. Há um ano, os diretores da emissora chegaram à conclusão de que havia um problema na grade de programação. "Eles concluíram que a audiência deles no domingo era boa, mas o faturamento, 50% menor do que poderia ser", afirma um empresário que faz negócios com a Record. Para resolver o problema, tentaram primeiramente Fausto Silva. Mas acabaram por fechar com Gugu, apesar de ele estar preso ao SBT por contrato, o que acendeu a ira de Silvio Santos.

O dono SBT partiu para o contra-ataque, como fizera outras vezes ao ver seus artistas assediados pela concorrência. Na quarta-feira 17, às 19h, Silvio ligou para o publicitário Roberto Justus, que comandava na Record o programa "O Aprendiz". "Gostaria de tê-lo no SBT", disse Silvio. Duas horas depois, o publicitário de 54 anos estacionava seu Mercedes-Benz preto na garagem da mansão do maior comunicador do País.

Em três horas de conversa, Silvio, sua filha Daniela Beyruti, diretora-geral da emissora, Justus e seu empresário e CEO da Young & Rubicam, Marcos Quintela, trocaram impressões. Justus lhe disse que gostaria de ter um plano de carreira artístico. Em sete anos na Record, o publicitário transformou "O Aprendiz" em sucesso de audiência e faturamento. Somente na sexta edição, encerrada há um mês e que durou menos de 60 dias, a emissora do bispo faturou R$ 40 milhões.

Ao final da reunião, Silvio se comprometeu a rabiscar números. No sábado 20 de junho, fecharam negócio. Tudo foi resolvido em três dias: sondagem por telefone, conversa pessoalmente, proposta e assinatura de um contrato de quatro anos. Por um programa semanal, o publicitário receberá metade do faturamento da atração, com a garantia de ganhar, no mínimo, R$ 12 milhões por ano (leia quadro). "Eu morei sete anos debaixo do mesmo teto da Record, mas não oficializaram a união", disse Justus à ISTOÉ. "Aí, veio uma noiva mais interessante e topei viver o meu primeiro casamento artístico de papel passado", completa ele, que era contratado por temporada.

Nessa mesma quarta-feira, às 23h, enquanto Silvio flertava com Justus, emissários do SBT colhiam a assinatura da apresentadora Eliana na casa dela, em São Paulo. Aos 35 anos, ela conseguiu multiplicar por seis seu contracheque e fechou um contrato de quatro anos. Eliana receberá R$ 600 mil por mês - na Record, onde estava havia 11 anos e comandava o "Tudo é Possível" aos domingos, seu salário era de R$ 100 mil. Ela recebia outros R$ 100 mil de merchandising.

Eliana e Silvio Santos iniciaram as negociações há dois meses. Ao perceber que as reuniões para a renovação de seu contrato com a Record, que termina em dezembro, não avançavam e sentir em conversas de corredor que a direção da emissora não se animava em oferecer um reajuste melhor, ela e Silvio começaram a se falar por telefone. Eliana jogou com a emoção para se aproximar do antigo patrão.

Ela iniciou carreira em 1991 no SBT, onde ficou durante sete anos até se transferir para a emissora do bispo Edir Macedo. Nas conversas, dizia a Silvio que era prata da casa, que aprendeu muito com ele e seu futuro era lá, onde foi descoberta. Deu certo. Ganhou um programa aos domingos. "Recebi uma proposta do Silvio que me prestigiava", afirmou Eliana à ISTOÉ. "Sou a única mulher na vitrine dominical com êxito. Tenho orgulho desse feito, mas a guerra de audiência sempre existirá."

Record e SBT, atualmente, duelam pelo passe de Marcos Mion, que está na MTV e deve fechar com a Record por R$ 100 mil para comandar um núcleo de humor jovem. Mas, ao contrário de dez anos atrás, desta vez a ebulição no mercado atinge todas as esferas. Nomes de peso do vídeo como Fausto Silva, Xuxa e Ana Paula Padrão, além de jornalistas renomados e produtores bem cotados, estão trocando de casa, ganhando reajuste para ficar onde estão ou sendo insistentemente assediados pela concorrência.

"A mesma pessoa que comandou aquelas contratações na Globo em 1999, quando soube que o Gugu estava fechando com a Record, saiu ligando para seus contatos", conta um diretor de tevê. "Ele estava preocupado em saber se a Record preparava uma ofensiva contra a Globo semelhante à que ele patrocinou." Tudo leva a crer que sim.

Depois de tentar, sem sucesso, contratar Faustão para as tardes de domingo, a Record, além de trazer Gugu, mira Xuxa Meneghel. "A Xuxa está namorando a Record há um ano", afirma uma pessoa próxima à apresentadora, que apresenta o "TV Xuxa" aos sábados de manhã. "Ela está aborrecida com o horário que está no ar e, por isso, está atraída." O acordo da Rainha dos Baixinhos com a Globo expira em dezembro. A ela, a Record propôs um programa de auditório de três horas de duração, aos domingos à tarde. Garantiram, ainda, um pacote de ganhos superiores aos atuais R$ 2,4 milhões que ela recebe hoje.

Para renovar com a Globo, Xuxa quer entrar na grade de domingo à tarde e pede luvas de R$ 5 milhões na renovação. Este ano, a apresentadora se encontrou três vezes com Érico Magalhães, diretor de recursos humanos da emissora, para discutir uma renovação. Fontes próximas a ela estimam que, se nos próximos dois meses as conversas com a Globo não avançarem, serão iniciadas negociações mais contundentes com a Record. Xuxa havia recebido uma proposta da emissora do bispo há dois anos e meio, quando renovou seu contrato com a Globo. "Na época, eles não tiveram fôlego para contratar a Xuxa. Agora, estamos mais uma vez ouvindo as propostas", diz um representante da apresentadora.

"A Record já percorreu parte da estrada. A qualidade da programação subiu muito em relação há três anos."

Xuxa não se arrepende de ter permanecido na Globo, embora sua percepção, hoje, seja outra. Ela tem acompanhado de perto as conversas com a Record e comentou com amigos: "Será desta vez?" Uma mudança de canal poria um ponto final a um casamento de 23 anos com a Globo. A Record tentou o mesmo com Faustão, que está há duas décadas à frente do "Domingão". Mas o apresentador preteriu o bispo para permanecer na emissora carioca até 2017, em troca de R$ 5 milhões por mês. Gugu, ao contrário, sentia-se em uma ilha deserta no SBT. Responsável por 10% do faturamento do SBT (que é de cerca de R$ 650 milhões por ano), ele sofria há quatro anos com a falta de incentivo. "Ninguém reclamava ou elogiava. Gugu gosta da briga por audiência e nem para isso ele era cobrado", conta um amigo dele.

Para Sergio D'Antino, advogado que acompanha o fechamento da maioria dos contratos dos artistas de tevê, o assédio da Record a Gugu deu início à briga que tomou conta dos bastidores das emissoras. "Quando se mexe na sua casa, a defesa é você ir para cima de quem o atacou", diz ele. Já Quintela, um especialista na gestão de carreiras de comunicadores, defende a tese de que Silvio Santos se enche de coragem também cada vez que percebe mudanças na grade de programação da concorrência. "É como se ele fosse chamado para o jogo." Com ele em campo, o show é garantido. Segundo Alberto Luchetti, ex-diretor de núcleo da Globo, a jogada de Silvio Santos é desestabilizar o adversário.

Na semana passada, os apresentadores Celso Freitas e Ana Hickmann, da Record, foram apontados como novos alvos do dono do SBT. Resultado: os dois tiveram seus contratos renovados antecipadamente e Hickmann herdou o posto de Eliana no "Tudo é Possível". "Se não conseguir contratar, o Silvio pelo menos inflaciona a concorrente", diz Luchetti, fundador da All TV, primeira emissora a transmitir uma programação 24 horas via internet. Silvio tentou, ainda, trazer junto com Eliana o diretor do programa dela, Carlos César Filho, que preferiu permanecer na Record após ter o salário de R$ 16 mil reajustado para R$ 60 mil.

A Rede TV! também tratou de segurar uma de suas joias: estendeu o acordo com o "Pânico na TV", que manteve conversas com Record e SBT, até 2013 em troca de cerca de R$ 2 milhões mensais para a turma de humoristas. "Essa guerra agita o mercado e os artistas ganham dinheiro", completa Luchetti.

Não só eles. Jornalistas ganharam ares de celebridades depois que a Record começou a assediar profissionais da Globo. Para levar ao ar o "Esporte Fantástico", que estreia no primeiro domingo de julho, a emissora do bispo tirou Mylena Ciribelli da concorrente por R$ 80 mil mensais - ela recebia cerca de R$ 30 mil na Globo, onde trabalhou por 23 anos. A Record levou ainda outros 11 profissionais. Tentou, sem sucesso, Cléber Machado, Tino Marcos e Glenda Kozlowski. No total, 80 pessoas formam o núcleo de esporte que a emissora formou para, principalmente, cobrir a Olimpíada de Inverno, no ano que vem, o Pan-Americano, em 2011, e a Olimpíada, em 2012, em Londres.

LIBERADO
"Não vou impedi-lo de ir para a Record. Vai", disse Silvio Santos a Gugu

Todas essas competições são exclusividade da Record. Ana Paula Padrão, que estreia como apresentadora do "Jornal da Record" na segunda-feira 29, é cotada para assumir a bancada olímpica do esporte. Ela fechou com a emissora por quase metade do salário de R$ 680 mil que ela recebia no SBT até o mês passado, quando terminou seu contrato.

De acordo com um alto executivo da Globo, a fase mais crítica de assédio da Record ocorreu no início do ano passado. Hoje, ele diz, muitas pessoas estão pedindo para retornar. "Vários artistas seduzidos por salários mais altos trocaram de canal e tiveram suas carreiras destruídas", pondera Marcelo de Carvalho, vicepresidente da Rede TV!. "Eles precisam pensar em um plano de carreira. E isso nós oferecemos aqui." Na Globo, a política é clara: se alguém romper um contrato para ir para a concorrência, entra na geladeira e dificilmente volta.

Gugu decidiu romper com Silvio com contrato em vigência. Pouco antes de assinar com a Record, a emissora se dispôs a pagar a multa de R$ 15 milhões a que o dono do SBT teria direito, caso Gugu não cumprisse o acordo com ele. Mas Gugu surpreendeu. Disse a ele e a todos os presentes que, por gratidão e lealdade a Silvio Santos, iria cumprir o compromisso firmado com ele até o ano que vem. Espera, assim, sair pela porta da frente do SBT, para, quem sabe, poder entrar por ela novamente. Um sinal de paz no meio da guerra pelas estrelas da tevê.

Da: Istoé